quarta-feira, 11 de junho de 2014

Metroviários do Rio aceitam acordo e desistem de greve

11/06/2014 - Veja

Assembleia realizada na noite desta terça-feira, na sede do sindicato, reuniu cerca de 400 pessoas. Votação foi secreta, para evitar pressão da empresa

Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro

Os metroviários do Rio de Janeiro desistiram de entrar em greve. Em uma assembleia realizada na noite desta terça-feira na sede do sindicato, na Praça da Bandeira, Zona Norte da capital, a categoria aceitou o acordo proposto pelo Metrô Rio, que concede aumento salarial de 8% e outros benefícios. A categoria pedia reajuste de 6,7%, equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de dezembro de 2010 a novembro de 2011, além de outros 15% como reposição de "perdas salariais".

A votação foi secreta e reuniu cerca de 400 pessoas. A maioria habilitada a votar optou por suspender a paralisação - somente depois de muita discussão. O estatuto do Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio (Simerj) autoriza dia que apenas os sindicalizados podem opinar no processo. Integrantes do grupo barrado protestaram: "Vocês querem decidir sobre nosso trabalho e nossa vida sem que a gente participe", disse Monique Fernandes, supervisora operacional de vendas do Metrô Rio.

Os votos foram depositados em duas urnas distintas. "O congresso do sindicato decidiu que a votação seria secreta porque, na assembleia do ano passado, o Metrô Rio enviou chefes para acompanhar os funcionários, que foram coagidos a aceitar a proposta patronal. Para garantir a aprovação, a empresa pagou hora extra aos funcionários no dia da assembleia", explicou Cesar Ribeiro, diretor do Simerj. O Metrô Rio se recusou a comentar o assunto.

Copa - O metrô é parte fundamental do sistema de transporte para os jogos no Maracanã durante a Copa do Mundo, que começam neste domingo, com a partida entre Argentina e Bósnia. Há três estações no entorno do estádio (Maracanã, São Cristóvão e São Francisco Xavier). A última greve dos metroviários do Rio ocorreu em 25 de maio de 2000, quando 95% dos 1.600 funcionários aderiram à paralisação de 24 horas.

Fonte: Veja.com 

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