segunda-feira, 29 de outubro de 2012

FAQ da Linha 4

29/10/2012 - Governo RJ

O METRÔ

O que é a Linha 4 do Metrô?
Resposta: A Linha 4 do Metrô vai ligar a Estação General Osório, em Ipanema, ao Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, e terá aproximadamente 16 quilômetros de extensão. Serão construídas seis novas estações: Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental, no Leblon; Gávea; São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra. A Linha 4 do Metrô vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas mais de 2 mil carros por hora/pico no eixo Barra – Zona Sul. Assim como acontece com as Linhas 1 e 2, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Por que o Metrô é importante para o Rio?
Resposta: O Metrô subterrâneo é o melhor sistema de transporte urbano existente. Ele o modal de maior capacidade de transporte de passageiros, melhora o trânsito e traz efeitos benéficos ao meio ambiente, retirando das ruas carros e ônibus. A população do Rio de Janeiro será beneficiada pela obra, que vai interligar e integrar bairros e regiões da cidade com rapidez, comodidade e segurança.

O PROJETO

Qual é o custo do empreendimento?
Resposta: O custo do empreendimento, que inclui as obras civis de 16 km de túneis, seis estações, zonas de manobra e estacionamento de composições, a implantação de sistemas operacionais e a aquisição do material rodante (trens) é de R$ 8,5 bilhões.

Quantas pessoas deixariam de usar o carro para ir de metrô?
Resposta: A Fundação Getúlio Vargas fez um estudo que mostra que para o sistema metroviário como um todo (Incluindo as linhas 1 e 2), haveria uma redução de aproximadamente 40% nas viagens de automóveis na região atendida pela Linha 4. Estes usuários representariam cerca de 28% da demanda total da Linha 4. Para os ônibus a redução seria de cerca de 48%, contribuindo com 72% da demanda total desta linha. Os estudos indicam ainda que apenas no eixo Barra- Zona Sul, a redução seria de 2 mil veículos/hora, nas horas de pico.

A pesquisa IBOPE (realizada em julho de 2012) também indica alto índice de intenção de uso da Linha 4 pela população residente nos bairros atendidos. Quando questionados, 81% dos entrevistados informaram que Certamente/Provavelmente usarão o novo modal.

Por que a opção por esse traçado?
Resposta: Em todo o lugar do mundo, o metrô é construído prioritariamente onde está a maior concentração de pessoas e onde beneficie o desenvolvimento estratégico da cidade. Por isso, o Governo do Estado decidiu pelo traçado que beneficia o maior número de pessoas e áreas com grande concentração residencial e comercial. Comparado com o traçado original, o traçado ora em construção atenderá diariamente a quase o dobro de pessoas. Além disto, no traçado em construção o passageiro não precisará fazer a troca de trens para se deslocar entre a Barra e o Centro da cidade, pagando uma única tarifa em todo o sistema.

Foram estudadas outras opções de traçado?
Resposta: A definição por esse traçado foi feita a partir de estudos técnicos e análise de estudos de demanda, densidade populacional e comercial. Até se chegar ao traçado atual, foram estudadas outras 36 possibilidades de conexão das Linhas 1 e 4.

O Governo pretende expandir a Linha 4 até o Centro?
Resposta: O Governo do Rio de Janeiro determinou o início de estudos para elaboração dos Termos de Referência visando a contratação de projeto de expansão do metrô que ligará a Gávea ao Centro da cidade, passando pelos bairros de Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras. Esta é apenas a primeira extensão analisada para a Linha 4, já que outras expansões também estarão na pauta dos estudos dos técnicos estaduais, entre elas a expansão do Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada, conhecido como Cebolão, na Barra da Tijuca.

Por que não levar o metrô até a Estação Alvorada?
Resposta: O Governo do Estado optou pelo trajeto que melhor atende à população e cujo orçamento não excedesse os limites financeiros do Estado. A Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, se conectará à TransOeste. A integração se dará por meio de um acesso para os usuários do corredor expresso de BRT (Bus Rapid Transit) a partir de 2016, quando a nova linha metroviária entrará em operação.

Além disso, a Estação Jardim Oceânico foi planejada e já está sendo construída com 200 metros de túnel à frente, em direção ao Terminal Alvorada, área que funcionará como zona de manobra e também permitirá futuras expansões, sem impactos na operação existente.

É necessária a Estação Nossa Senhora da Paz mesmo com a proximidade das estações General Osório e Jardim de Alah?
Resposta: Sim. A distância entre as estações da Linha 4 na Zona Sul será a mesma da Linha 1, entre 850 metros e 1 quilômetro. De acordo com os estudos de demanda feitos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mais de 80% dos usuários se dirige a pé para uma estação de metrô apenas se o percurso for inferior a 600 metros, uma caminhada de 10 minutos. A nova estação da Nossa Senhora da Paz estará a 950 metros da General Osório e a 900 metros da Estação Jardim de Alah. A ausência da Estação Nossa Senhora da Paz criaria uma lacuna no trecho, não atendendo parte da demanda do bairro.


Figura 1 – Mapa de posicionamento de estações na Zona Sul e suas respectivas áreas de influência.
O estudo de demanda mostra a importância da estação Nossa Senhora da Paz, que será a de maior captação no trecho Zona Sul da Linha 4, beneficiando diretamente cerca de 47 mil pessoas por dia.


Figura 2 – Estimativa de Demanda das Estações da Linha 4.
Como serão os acessos às estações?
Resposta: Os acessos às estações da Linha 4 terão traços arquitetônicos leves. O projeto tem como principais premissas segurança, comodidade e discrição. A ideia é ocupar o menor espaço possível dentro dos padrões de segurança e acessibilidade. Em pelo menos um acesso de cada estação haverá elevador.

A OBRA

Qual é o prazo para o término da obra?
Resposta: A obra da Linha 4 será entregue em dezembro de 2015 e, após um período de testes, entra em operação no segundo semestre de 2016. O planejamento prevê que todas as estações serão inauguradas simultaneamente.

Como será a obra na Zona Sul?
Resposta: Diferente do que foi feito na construção de outros trechos do metrô, esta obra utilizará o Tunnel Boring Machine (TBM), 'Tatuzão'. O equipamento vai perfurar os túneis subterrâneos da Linha 4 do Metrô de Ipanema à Gávea sem a necessidade de que sejam abertas valas ao longo das ruas. Além disso, o traçado aprovado não irá passar por baixo de edifícios. Também não haverá bate-estaca e detonações.

Com 2 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro (o equivalente a um prédio de quatro andares), o 'Tatuzão' escavará de 15 a 18 metros de túnel por dia, quatro vezes mais rápido que os métodos utilizados anteriormente no Rio de Janeiro.

Quando o 'Tatuzão' chega ao Brasil?
Resposta: A chegada do 'Tatuzão' ao Brasil está prevista para o início de 2013. O equipamento será montado de março a agosto de 2013, quando deverá entrar em operação, partindo da expansão da Estação General Osório em direção à Gávea. O local já encontra-se escavado, aguardando a chegada do equipamento.

Inédito no Rio de Janeiro, trata-se do maior 'Tatuzão' da América Latina e o maior equipamento já utilizado em obras no Brasil. Ele será transportado de navio da Europa para o Rio de Janeiro em 20 contêineres e com outras 100 peças grandes soltas.

A Praça Nossa Senhora da Paz será preservada?
Resposta: A Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, está incluída no plano de sustentabilidade das obras. O projeto da Linha 4 do Metrô é 100% sustentável, já que quase a totalidade da árvores será preservada e as que precisarem ser removidas serão levadas para um horto e reconduzidas ao mesmo ponto ao fim da obra. Também serão plantadas novas mudas para substituir espécimes que não permitem replantio. Além disso, a Zona Sul ganhará outras 400 mudas como forma de compensação ambiental. O metrô é o meio de transporte de massa mais ambientalmente correto porque retira veículos da rua, reduzindo a emissão de gás carbônico no ar.

Os acessos de cada estação foram a partir de estudos técnicos que levaram em conta critérios de engenharia, segurança, comodidade e demanda. Os acessos à Estação Nossa Senhora da Paz – que será uma estação subterrânea – serão construídos do lado de fora da grade que cerca a praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre, ocupando apenas 2% da área da praça. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô. Desta forma, a característica bucólica da Nossa Senhora da Paz será mantida.

Para a construção da estação serão derrubadas as árvores da praça?
Resposta: Não haverá prejuízo ambiental na praça, já que quase a totalidade das árvores está preservada e haverá replantio com mudas das árvores que precisarem ser removidas. Vale destacar que a cobertura vegetal ao final das obras será a mesma existente hoje na praça.

E a Praça Antero de Quental no Leblon? Ela será preservada? E as árvores, os brinquedos para crianças?
Resposta: A Praça Antero de Quental, no Leblon, está incluída no projeto de sustentabilidade das obras: haverá 100% da área verde restabelecida. Quase a totalidade das árvores será preservada e haverá replantio com mudas de árvores que precisarem ser removidas. Durante todo o período das obras, uma parte da praça será reservada ao lazer, com parquinho infantil e área de convivência de idosos.

É verdade que o transplantio não é uma técnica eficiente?
Resposta: Não é verdade. A técnica do transplantio é usada no mundo inteiro com sucesso. Recentemente foi feito em uma obra na Linha Amarela com 100% de sucesso.

As crianças ficarão sem ter onde brincar e os idosos sem sua área de convivência?
Resposta: Não. Durante toda a obra serão mantidas áreas de lazer nos locais onde haverá canteiros. Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, o parquinho infantil e a academia dos idosos ocuparão uma área junto à Rua Maria Quitéria. A Praça Antero de Quental, no Leblon, terá também parte de sua área destinada ao lazer. No Jardim de Alah, ficarão livres os espaços mais próximos à Lagoa e à praia.

O que será feito com o monumento a Pinheiro Machado da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: O monumento a Pinheiro Machado, instalado na área central da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será desmontado e transferido para um galpão, construído para esta finalidade, no interior do Parque Noronha Santos, perto do Sambódromo. Lá as peças ficarão sob a guarda da Prefeitura do Rio até o seu retorno ao local de origem ao fim da obra. A desmontagem do monumento seguirá um procedimento altamente técnico que enumera e cataloga suas peças e as guarda em local seco e seguro.

O que acontecerá com a feira que acontece às sextas-feiras e com as vagas de estacionamento no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: Moradores e frequentadores de Ipanema continuarão a ter a feira livre no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz durante a construção da Linha 4 do metrô (Barra da Tijuca – Ipanema). O projeto prevê que a feira continue acontecendo toda sexta-feira ao redor da praça. Apenas algumas barracas na esquina das ruas Maria Quitéria e Barão da Torre precisarão ser reposicionadas na própria calçada.

As obras acontecerão dentro da praça, sem interferências no seu entorno ou interdições no trânsito de Ipanema. O estacionamento que cerca a Nossa Senhora da Paz também será mantido.

Foram feitos estudos técnicos para minimizar o impacto das obras?
Resposta: Uma obra do porte do metrô exige a realização de dezenas de estudos técnicos, inclusive, para a obtenção das licenças necessárias. Além do estudo de impacto ambiental, foram realizadas simulações de trânsito utilizando o Aimsun, moderno software que reproduz todo o tráfego na região das intervenções. Vale ressaltar que não haverá interdição de ruas no Trecho Oeste (Barra-Gávea) e, na Zona Sul, serão 5,7 quilômetros de túneis e apenas 500 metros de via interditada. Também serão mantidos os acessos ao comércio nestes locais e a utilização do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis subterrâneos na Zona Sul, sem explosões e sem a necessidade de abrir valas na superfície ao longo das ruas – vai minimizar o impacto das obras na Zona Sul. O 'Tatuzão' não passará por baixo de edifícios e é capaz de escavar até 18 metros por dia, com menor impacto para a população.

Quantos empregos serão gerados pela obra?
Resposta: Cerca de 2 mil trabalhadores serão contratados para a construção do trecho Sul (Ipanema-Gávea). No trecho Oeste (Jardim Oceânico-Gávea), onde a obra começou em 2010, já atuam 1.600 colaboradores, entre operários e profissionais de engenharia. Ao todo, estima-se que cerca de 3.500 pessoas estarão envolvidas direta ou indiretamente na obra que levará o metrô da Zona Sul à Zona Oeste com conforto e qualidade.

Quais serão as intervenções no trânsito do Leblon?
Resposta: Serão definidas pela CET-RIO, considerando a necessidade de fechamento da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos (próximo à Antero de Quental e entre a Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros).

Como ficará o trânsito do Alto Leblon?
Resposta: Será definido pela CET-RIO, considerando a necessidade de interdição temporária da Rua Igarapava para a escavação de um espaço para a manutenção do 'Tatuzão'.

Como será a ponte sobre o Jardim de Alah?
Resposta: O Estado e a Prefeitura estão discutindo as características desta ponte, que terá a função de ordenar o transito na região durante o período de obras.

Para onde será levado o grande volume de material retirado da obra diariamente?
Resposta: O material escavado será destinado a Emasa Mineração S/A, localizado no bairro Senador Camará, no município do Rio de Janeiro/RJ. O local está licenciado junto ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) por meio da Licença de Operação FE015297.

Onde ficarão os canteiros de obras da Linha 4?
Resposta: Para viabilizar a utilização do TBM ('Tatuzão'), que abrirá os túneis sem a necessidade de explosões, será necessário abrir diferentes frentes de trabalho para as escavações simultâneas das estações e manter canteiros de obras nas proximidades.

O maior canteiro da Linha 4 do Metrô ficará no terreno da Leopoldina, onde está instalada a fábrica de pré-moldados, responsável pela produção em massa das chamadas aduelas, anéis de concreto que formarão o túnel escavado pelo 'Tatuzão'. O local terá um estoque de anéis, assim como a central de administração da obra e três alojamentos onde ficarão 300 trabalhadores.

No Jardim de Alah será instalado o canteiro de obras principal, que abrigará centrais de operação, estocagem de pré-moldados e canteiro de apoio de frente de obra da estação. As praças que compõem a área serão interditadas neste período. Os elementos arquitetônicos serão preservados. Parte da área de lazer mais próxima da Lagoa ficará livre, assim como o espaço onde é feita a dragagem do canal, junto à praia.

O 23° BPM (Leblon) abrigará um canteiro com oficinas mecânica e industrial, alojamento, centrais de operação e estoque de aduelas (anéis de concreto que formarão os túneis do metrô). O Batalhão da Polícia Militar do Leblon continua operando no mesmo terreno, mas em novas instalações, construídas antes da área de apoio às obras.

O tráfego de caminhões prejudicará o trânsito da Zona Sul durante as obras?
Resposta: Para minimizar o impacto no trânsito, principalmente na Zona Sul, os veículos pesados irão circular em horários diferenciados. No Jardim de Alah e no 23º BPM (Leblon), serão mantidos estoques de materiais, centrais de operações, oficinas e alojamentos. Desta forma, otimiza-se tempo de deslocamento e reduz-se a circulação de caminhões pela cidade.

Será permitido o acesso às lojas da região das obras?
Resposta: Sim. Durante toda a obra será mantido o acesso ao comércio, que estará aberto, e a passagem de pedestres pelas calçadas.

A formação geológica de Ipanema e Leblon permite a execução desta obra?
Resposta: Todo o projeto foi minuciosamente estudado por mais de 200 técnicos e as obras seguem os mais rígidos padrões de segurança internacional. Para fazer uma investigação do solo em todo o trecho da Linha 4 do Metrô, foram contratados consultores geotécnicos e estruturais renomados, especializados em obras subterrâneas em regiões urbanas no Brasil e no exterior. Os estudos realizados comprovam que a formação geológica (areia densa saturada) permite a execução das obras com total segurança.

As obras estão sendo executadas por meio de técnicas modernas – utilizadas em empreendimentos metroviários de referência em todo o mundo, como Nova York, Londres, Budapeste, Boston e Paris. Uma dessas técnicas é a do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis na Zona Sul sem a necessidade de explosões. Ao mesmo tempo em que escava, o tatuzão instala imediatamente os anéis de concreto que formam o túnel. Esse é um método construtivo seguro e usado em todo o mundo.

Por que está se fazendo uma nova plataforma na Estação General Osório?
Resposta: A expansão da Estação General Osório está sendo realizada para dar mais capacidade e flexibilidade operacional à Linha 1 do Metrô. A nova plataforma também evitará o transbordo de passageiros entre as linhas 1 e 4, possibilitando uma viagem direta do Jardim Oceânico à Tijuca.

Com a nova plataforma, acaba-se com a necessidade de construir um centro de manutenção de trens da Linha 4 na Barra da Tijuca e de abrir um canteiro de obras na Praça General Osório para a montagem e início da operação com o equipamento TBM ('Tatuzão').

A intervenção possibilita ainda a implantação do melhor traçado para o túnel subterrâneo na região de Ipanema e Leblon que será construído sob o leito das ruas sem passar por baixo de nenhum edifício.

Quanto tempo as estações Cantagalo e General Osório ficarão fechadas e por quê?
Resposta: Para garantir a conexão entre as linhas 1 e 4 sem transbordo, será necessário construir um túnel de interligação entre as estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, Ipanema. Os trabalhos começarão após o carnaval de 2013 e levarão aproximadamente 10 meses na General Osório e 15 dias na Cantagalo. Durante este período, a Estação Siqueira Campos, em Copacabana, voltará a ser a estação terminal da Linha 1.

Com o objetivo de atender aos usuários e minimizar o impacto do fechamento temporário das duas estações, a Concessionária MetrôRio criou um plano de operação especial para o período de obras. O atual intervalo de 4 minutos entre as partidas dos ônibus de integração será reduzido para 3 minutos, com aumento da frota de 15 para 23 veículos.

Os coletivos partirão da Estação Siqueira Campos durante o horário de funcionamento do metrô (De 5h a 0h, de segunda a sábado; e de 7h às 23h, aos domingos e feriados).

As integrações General Osório – Barra da Tijuca e General Osório – Gávea serão mantidas, mas passarão a operar temporariamente a partir da Estação Siqueira Campos. Nesta forma de operação, o usuário não pagará tarifa adicional e continuará sendo atendido no seu destino final, porém com a necessidade de um transbordo do trem para o ônibus. Será ampliado ainda o número de pontos de paradas dos veículos.

Por que será necessário fechar a Estação Cantagalo?
Resposta: O fechamento temporário da Estação Cantagalo será feito porque a intervenção no túnel ocorrerá na área de manobras próxima à estação.

Após estudar todas as possibilidades técnicas, o Governo do Estado do Rio de Janeiro definiu pela forma que trará mais benefícios para a cidade e reduzirá os impactos para a população.



A OPERAÇÃO

Como evitar que os vagões já cheguem superlotados à Zona Sul?
Resposta: Para atender a demanda estimada de 300 mil pessoas por dia, serão comprados novos trens com capacidade para transportar mais de 1 milhão de pessoas por dia.

Qual será o intervalo entre os trens?
Resposta: Na linha 4, o intervalo será de 4 minutos.

Haverá aumento de tarifa?
Resposta: Não. Um dos objetivos da mudança de traçado proposto foi estabelecer uma única tarifa para todo o sistema metroviário do Rio.

É verdade que será possível seguir direto da Barra para a Tijuca sem transbordo? Quem sai da Pavuna poderá chegar a Barra fazendo apenas um transbordo na Estação General Osório?
Resposta: Sim. O passageiro, que poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade pagando uma única tarifa, seguirá do Jardim Oceânico, na Barra, à Estação Uruguai, na Tijuca, sem precisar fazer baldeação. Também será possível seguir, sem transbordo, da Pavuna à Praça General Osório, em Ipanema, onde será necessário trocar de trem para seguir em direção à Barra da Tijuca.

A Rocinha terá quantos acessos?
Resposta: A Estação São Conrado, que atenderá à Rocinha, terá três acessos: um na Estrada da Gávea em frente ao Supermercado Extra; outro na Avenida Niemeyer, próximo à Igreja Universal; e o último na Rua Aquarela do Brasil, próximo à antiga concessionária de automóveis Itavema.

Com o trajeto definido pelo Governo do Estado, os trens agora se cruzarão num "X"? Não é perigoso?
Resposta: Haverá um único cruzamento em nível no sistema metroviário do Rio de Janeiro, que ficará entre as estações Cantagalo e General Osório e não apresenta nenhum risco ao sistema e passageiros. Esse tipo de cruzamento existe em linhas de metrô do mundo inteiro e foi exaustivamente estudado pelos técnicos do Estado e as equipes contratas para trabalhar nesse projeto, inclusive de uma das maiores especialistas em sistema metroviário do mundo, a inglesa Halcrow.

A Linha 4 do Metrô vai se conectar à TransOeste?
Resposta: O projeto prevê que a Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) irá se conectar à TransOeste na Estação Jardim Oceânico, Barra da Tijuca.

A Estação Jardim Oceânico vai contar com uma ligação subterrânea entre a área de desembarque do BRT e o embarque do metrô. Desta forma, os passageiros vão sair do BRT e acessar a estação do metrô, possibilitando a integração entre as duas modalidades de transporte público.

Qual é a demanda das estações da Linha 4?
Resposta: Quando iniciar a operação em 2016 as demandas previstas para as estações são:
Jardim Oceânico – 91 mil/dia
São Conrado – 61 mil/dia
Gávea – 19 mil/dia
Antero de Quental – 35 mil/dia
Jardim de Alah – 20 mil/dia
Nossa Senhora da Paz – 47 mil/dia
Nova plataforma da Estação General Osório – 25 mil/dia

Qual é o local exato das estações?
Resposta: Nossa Senhora da Paz (Ipanema) – Os acessos à estação serão construídos do lado de fora da grade que cerca a Praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô.

Jardim de Alah – As entradas para a estação ficarão na Avenida Ataulfo de Paiva e na esquina das avenidas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva.

FAQ

O METRÔ

O que é a Linha 4 do Metrô?
Resposta: A Linha 4 do Metrô vai ligar a Estação General Osório, em Ipanema, ao Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, e terá aproximadamente 16 quilômetros de extensão. Serão construídas seis novas estações: Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental, no Leblon; Gávea; São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra. A Linha 4 do Metrô vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas mais de 2 mil carros por hora/pico no eixo Barra – Zona Sul. Assim como acontece com as Linhas 1 e 2, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Por que o Metrô é importante para o Rio?
Resposta: O Metrô subterrâneo é o melhor sistema de transporte urbano existente. Ele o modal de maior capacidade de transporte de passageiros, melhora o trânsito e traz efeitos benéficos ao meio ambiente, retirando das ruas carros e ônibus. A população do Rio de Janeiro será beneficiada pela obra, que vai interligar e integrar bairros e regiões da cidade com rapidez, comodidade e segurança.

O PROJETO

Qual é o custo do empreendimento?
Resposta: O custo do empreendimento, que inclui as obras civis de 16 km de túneis, seis estações, zonas de manobra e estacionamento de composições, a implantação de sistemas operacionais e a aquisição do material rodante (trens) é de R$ 8,5 bilhões.

Quantas pessoas deixariam de usar o carro para ir de metrô?
Resposta: A Fundação Getúlio Vargas fez um estudo que mostra que para o sistema metroviário como um todo (Incluindo as linhas 1 e 2), haveria uma redução de aproximadamente 40% nas viagens de automóveis na região atendida pela Linha 4. Estes usuários representariam cerca de 28% da demanda total da Linha 4. Para os ônibus a redução seria de cerca de 48%, contribuindo com 72% da demanda total desta linha. Os estudos indicam ainda que apenas no eixo Barra- Zona Sul, a redução seria de 2 mil veículos/hora, nas horas de pico.

A pesquisa IBOPE (realizada em julho de 2012) também indica alto índice de intenção de uso da Linha 4 pela população residente nos bairros atendidos. Quando questionados, 81% dos entrevistados informaram que Certamente/Provavelmente usarão o novo modal.

Por que a opção por esse traçado?
Resposta: Em todo o lugar do mundo, o metrô é construído prioritariamente onde está a maior concentração de pessoas e onde beneficie o desenvolvimento estratégico da cidade. Por isso, o Governo do Estado decidiu pelo traçado que beneficia o maior número de pessoas e áreas com grande concentração residencial e comercial. Comparado com o traçado original, o traçado ora em construção atenderá diariamente a quase o dobro de pessoas. Além disto, no traçado em construção o passageiro não precisará fazer a troca de trens para se deslocar entre a Barra e o Centro da cidade, pagando uma única tarifa em todo o sistema.

Foram estudadas outras opções de traçado?
Resposta: A definição por esse traçado foi feita a partir de estudos técnicos e análise de estudos de demanda, densidade populacional e comercial. Até se chegar ao traçado atual, foram estudadas outras 36 possibilidades de conexão das Linhas 1 e 4.

O Governo pretende expandir a Linha 4 até o Centro?
Resposta: O Governo do Rio de Janeiro determinou o início de estudos para elaboração dos Termos de Referência visando a contratação de projeto de expansão do metrô que ligará a Gávea ao Centro da cidade, passando pelos bairros de Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras. Esta é apenas a primeira extensão analisada para a Linha 4, já que outras expansões também estarão na pauta dos estudos dos técnicos estaduais, entre elas a expansão do Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada, conhecido como Cebolão, na Barra da Tijuca.

Por que não levar o metrô até a Estação Alvorada?
Resposta: O Governo do Estado optou pelo trajeto que melhor atende à população e cujo orçamento não excedesse os limites financeiros do Estado. A Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, se conectará à TransOeste. A integração se dará por meio de um acesso para os usuários do corredor expresso de BRT (Bus Rapid Transit) a partir de 2016, quando a nova linha metroviária entrará em operação.

Além disso, a Estação Jardim Oceânico foi planejada e já está sendo construída com 200 metros de túnel à frente, em direção ao Terminal Alvorada, área que funcionará como zona de manobra e também permitirá futuras expansões, sem impactos na operação existente.

É necessária a Estação Nossa Senhora da Paz mesmo com a proximidade das estações General Osório e Jardim de Alah?
Resposta: Sim. A distância entre as estações da Linha 4 na Zona Sul será a mesma da Linha 1, entre 850 metros e 1 quilômetro. De acordo com os estudos de demanda feitos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mais de 80% dos usuários se dirige a pé para uma estação de metrô apenas se o percurso for inferior a 600 metros, uma caminhada de 10 minutos. A nova estação da Nossa Senhora da Paz estará a 950 metros da General Osório e a 900 metros da Estação Jardim de Alah. A ausência da Estação Nossa Senhora da Paz criaria uma lacuna no trecho, não atendendo parte da demanda do bairro.


Figura 1 – Mapa de posicionamento de estações na Zona Sul e suas respectivas áreas de influência.
O estudo de demanda mostra a importância da estação Nossa Senhora da Paz, que será a de maior captação no trecho Zona Sul da Linha 4, beneficiando diretamente cerca de 47 mil pessoas por dia.


Figura 2 – Estimativa de Demanda das Estações da Linha 4.
Como serão os acessos às estações?
Resposta: Os acessos às estações da Linha 4 terão traços arquitetônicos leves. O projeto tem como principais premissas segurança, comodidade e discrição. A ideia é ocupar o menor espaço possível dentro dos padrões de segurança e acessibilidade. Em pelo menos um acesso de cada estação haverá elevador.

A OBRA

Qual é o prazo para o término da obra?
Resposta: A obra da Linha 4 será entregue em dezembro de 2015 e, após um período de testes, entra em operação no segundo semestre de 2016. O planejamento prevê que todas as estações serão inauguradas simultaneamente.

Como será a obra na Zona Sul?
Resposta: Diferente do que foi feito na construção de outros trechos do metrô, esta obra utilizará o Tunnel Boring Machine (TBM), 'Tatuzão'. O equipamento vai perfurar os túneis subterrâneos da Linha 4 do Metrô de Ipanema à Gávea sem a necessidade de que sejam abertas valas ao longo das ruas. Além disso, o traçado aprovado não irá passar por baixo de edifícios. Também não haverá bate-estaca e detonações.

Com 2 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro (o equivalente a um prédio de quatro andares), o 'Tatuzão' escavará de 15 a 18 metros de túnel por dia, quatro vezes mais rápido que os métodos utilizados anteriormente no Rio de Janeiro.

Quando o 'Tatuzão' chega ao Brasil?
Resposta: A chegada do 'Tatuzão' ao Brasil está prevista para o início de 2013. O equipamento será montado de março a agosto de 2013, quando deverá entrar em operação, partindo da expansão da Estação General Osório em direção à Gávea. O local já encontra-se escavado, aguardando a chegada do equipamento.

Inédito no Rio de Janeiro, trata-se do maior 'Tatuzão' da América Latina e o maior equipamento já utilizado em obras no Brasil. Ele será transportado de navio da Europa para o Rio de Janeiro em 20 contêineres e com outras 100 peças grandes soltas.

A Praça Nossa Senhora da Paz será preservada?
Resposta: A Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, está incluída no plano de sustentabilidade das obras. O projeto da Linha 4 do Metrô é 100% sustentável, já que quase a totalidade da árvores será preservada e as que precisarem ser removidas serão levadas para um horto e reconduzidas ao mesmo ponto ao fim da obra. Também serão plantadas novas mudas para substituir espécimes que não permitem replantio. Além disso, a Zona Sul ganhará outras 400 mudas como forma de compensação ambiental. O metrô é o meio de transporte de massa mais ambientalmente correto porque retira veículos da rua, reduzindo a emissão de gás carbônico no ar.

Os acessos de cada estação foram a partir de estudos técnicos que levaram em conta critérios de engenharia, segurança, comodidade e demanda. Os acessos à Estação Nossa Senhora da Paz – que será uma estação subterrânea – serão construídos do lado de fora da grade que cerca a praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre, ocupando apenas 2% da área da praça. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô. Desta forma, a característica bucólica da Nossa Senhora da Paz será mantida.

Para a construção da estação serão derrubadas as árvores da praça?
Resposta: Não haverá prejuízo ambiental na praça, já que quase a totalidade das árvores está preservada e haverá replantio com mudas das árvores que precisarem ser removidas. Vale destacar que a cobertura vegetal ao final das obras será a mesma existente hoje na praça.

E a Praça Antero de Quental no Leblon? Ela será preservada? E as árvores, os brinquedos para crianças?
Resposta: A Praça Antero de Quental, no Leblon, está incluída no projeto de sustentabilidade das obras: haverá 100% da área verde restabelecida. Quase a totalidade das árvores será preservada e haverá replantio com mudas de árvores que precisarem ser removidas. Durante todo o período das obras, uma parte da praça será reservada ao lazer, com parquinho infantil e área de convivência de idosos.

É verdade que o transplantio não é uma técnica eficiente?
Resposta: Não é verdade. A técnica do transplantio é usada no mundo inteiro com sucesso. Recentemente foi feito em uma obra na Linha Amarela com 100% de sucesso.

As crianças ficarão sem ter onde brincar e os idosos sem sua área de convivência?
Resposta: Não. Durante toda a obra serão mantidas áreas de lazer nos locais onde haverá canteiros. Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, o parquinho infantil e a academia dos idosos ocuparão uma área junto à Rua Maria Quitéria. A Praça Antero de Quental, no Leblon, terá também parte de sua área destinada ao lazer. No Jardim de Alah, ficarão livres os espaços mais próximos à Lagoa e à praia.

O que será feito com o monumento a Pinheiro Machado da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: O monumento a Pinheiro Machado, instalado na área central da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será desmontado e transferido para um galpão, construído para esta finalidade, no interior do Parque Noronha Santos, perto do Sambódromo. Lá as peças ficarão sob a guarda da Prefeitura do Rio até o seu retorno ao local de origem ao fim da obra. A desmontagem do monumento seguirá um procedimento altamente técnico que enumera e cataloga suas peças e as guarda em local seco e seguro.

O que acontecerá com a feira que acontece às sextas-feiras e com as vagas de estacionamento no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: Moradores e frequentadores de Ipanema continuarão a ter a feira livre no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz durante a construção da Linha 4 do metrô (Barra da Tijuca – Ipanema). O projeto prevê que a feira continue acontecendo toda sexta-feira ao redor da praça. Apenas algumas barracas na esquina das ruas Maria Quitéria e Barão da Torre precisarão ser reposicionadas na própria calçada.

As obras acontecerão dentro da praça, sem interferências no seu entorno ou interdições no trânsito de Ipanema. O estacionamento que cerca a Nossa Senhora da Paz também será mantido.

Foram feitos estudos técnicos para minimizar o impacto das obras?
Resposta: Uma obra do porte do metrô exige a realização de dezenas de estudos técnicos, inclusive, para a obtenção das licenças necessárias. Além do estudo de impacto ambiental, foram realizadas simulações de trânsito utilizando o Aimsun, moderno software que reproduz todo o tráfego na região das intervenções. Vale ressaltar que não haverá interdição de ruas no Trecho Oeste (Barra-Gávea) e, na Zona Sul, serão 5,7 quilômetros de túneis e apenas 500 metros de via interditada. Também serão mantidos os acessos ao comércio nestes locais e a utilização do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis subterrâneos na Zona Sul, sem explosões e sem a necessidade de abrir valas na superfície ao longo das ruas – vai minimizar o impacto das obras na Zona Sul. O 'Tatuzão' não passará por baixo de edifícios e é capaz de escavar até 18 metros por dia, com menor impacto para a população.

Quantos empregos serão gerados pela obra?
Resposta: Cerca de 2 mil trabalhadores serão contratados para a construção do trecho Sul (Ipanema-Gávea). No trecho Oeste (Jardim Oceânico-Gávea), onde a obra começou em 2010, já atuam 1.600 colaboradores, entre operários e profissionais de engenharia. Ao todo, estima-se que cerca de 3.500 pessoas estarão envolvidas direta ou indiretamente na obra que levará o metrô da Zona Sul à Zona Oeste com conforto e qualidade.

Quais serão as intervenções no trânsito do Leblon?
Resposta: Serão definidas pela CET-RIO, considerando a necessidade de fechamento da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos (próximo à Antero de Quental e entre a Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros).

Como ficará o trânsito do Alto Leblon?
Resposta: Será definido pela CET-RIO, considerando a necessidade de interdição temporária da Rua Igarapava para a escavação de um espaço para a manutenção do 'Tatuzão'.

Como será a ponte sobre o Jardim de Alah?
Resposta: O Estado e a Prefeitura estão discutindo as características desta ponte, que terá a função de ordenar o transito na região durante o período de obras.

Para onde será levado o grande volume de material retirado da obra diariamente?
Resposta: O material escavado será destinado a Emasa Mineração S/A, localizado no bairro Senador Camará, no município do Rio de Janeiro/RJ. O local está licenciado junto ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) por meio da Licença de Operação FE015297.

Onde ficarão os canteiros de obras da Linha 4?
Resposta: Para viabilizar a utilização do TBM ('Tatuzão'), que abrirá os túneis sem a necessidade de explosões, será necessário abrir diferentes frentes de trabalho para as escavações simultâneas das estações e manter canteiros de obras nas proximidades.

O maior canteiro da Linha 4 do Metrô ficará no terreno da Leopoldina, onde está instalada a fábrica de pré-moldados, responsável pela produção em massa das chamadas aduelas, anéis de concreto que formarão o túnel escavado pelo 'Tatuzão'. O local terá um estoque de anéis, assim como a central de administração da obra e três alojamentos onde ficarão 300 trabalhadores.

No Jardim de Alah será instalado o canteiro de obras principal, que abrigará centrais de operação, estocagem de pré-moldados e canteiro de apoio de frente de obra da estação. As praças que compõem a área serão interditadas neste período. Os elementos arquitetônicos serão preservados. Parte da área de lazer mais próxima da Lagoa ficará livre, assim como o espaço onde é feita a dragagem do canal, junto à praia.

O 23° BPM (Leblon) abrigará um canteiro com oficinas mecânica e industrial, alojamento, centrais de operação e estoque de aduelas (anéis de concreto que formarão os túneis do metrô). O Batalhão da Polícia Militar do Leblon continua operando no mesmo terreno, mas em novas instalações, construídas antes da área de apoio às obras.

O tráfego de caminhões prejudicará o trânsito da Zona Sul durante as obras?
Resposta: Para minimizar o impacto no trânsito, principalmente na Zona Sul, os veículos pesados irão circular em horários diferenciados. No Jardim de Alah e no 23º BPM (Leblon), serão mantidos estoques de materiais, centrais de operações, oficinas e alojamentos. Desta forma, otimiza-se tempo de deslocamento e reduz-se a circulação de caminhões pela cidade.

Será permitido o acesso às lojas da região das obras?
Resposta: Sim. Durante toda a obra será mantido o acesso ao comércio, que estará aberto, e a passagem de pedestres pelas calçadas.

A formação geológica de Ipanema e Leblon permite a execução desta obra?
Resposta: Todo o projeto foi minuciosamente estudado por mais de 200 técnicos e as obras seguem os mais rígidos padrões de segurança internacional. Para fazer uma investigação do solo em todo o trecho da Linha 4 do Metrô, foram contratados consultores geotécnicos e estruturais renomados, especializados em obras subterrâneas em regiões urbanas no Brasil e no exterior. Os estudos realizados comprovam que a formação geológica (areia densa saturada) permite a execução das obras com total segurança.

As obras estão sendo executadas por meio de técnicas modernas – utilizadas em empreendimentos metroviários de referência em todo o mundo, como Nova York, Londres, Budapeste, Boston e Paris. Uma dessas técnicas é a do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis na Zona Sul sem a necessidade de explosões. Ao mesmo tempo em que escava, o tatuzão instala imediatamente os anéis de concreto que formam o túnel. Esse é um método construtivo seguro e usado em todo o mundo.

Por que está se fazendo uma nova plataforma na Estação General Osório?
Resposta: A expansão da Estação General Osório está sendo realizada para dar mais capacidade e flexibilidade operacional à Linha 1 do Metrô. A nova plataforma também evitará o transbordo de passageiros entre as linhas 1 e 4, possibilitando uma viagem direta do Jardim Oceânico à Tijuca.

Com a nova plataforma, acaba-se com a necessidade de construir um centro de manutenção de trens da Linha 4 na Barra da Tijuca e de abrir um canteiro de obras na Praça General Osório para a montagem e início da operação com o equipamento TBM ('Tatuzão').

A intervenção possibilita ainda a implantação do melhor traçado para o túnel subterrâneo na região de Ipanema e Leblon que será construído sob o leito das ruas sem passar por baixo de nenhum edifício.

Quanto tempo as estações Cantagalo e General Osório ficarão fechadas e por quê?
Resposta: Para garantir a conexão entre as linhas 1 e 4 sem transbordo, será necessário construir um túnel de interligação entre as estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, Ipanema. Os trabalhos começarão após o carnaval de 2013 e levarão aproximadamente 10 meses na General Osório e 15 dias na Cantagalo. Durante este período, a Estação Siqueira Campos, em Copacabana, voltará a ser a estação terminal da Linha 1.

Com o objetivo de atender aos usuários e minimizar o impacto do fechamento temporário das duas estações, a Concessionária MetrôRio criou um plano de operação especial para o período de obras. O atual intervalo de 4 minutos entre as partidas dos ônibus de integração será reduzido para 3 minutos, com aumento da frota de 15 para 23 veículos.

Os coletivos partirão da Estação Siqueira Campos durante o horário de funcionamento do metrô (De 5h a 0h, de segunda a sábado; e de 7h às 23h, aos domingos e feriados).

As integrações General Osório – Barra da Tijuca e General Osório – Gávea serão mantidas, mas passarão a operar temporariamente a partir da Estação Siqueira Campos. Nesta forma de operação, o usuário não pagará tarifa adicional e continuará sendo atendido no seu destino final, porém com a necessidade de um transbordo do trem para o ônibus. Será ampliado ainda o número de pontos de paradas dos veículos.

Por que será necessário fechar a Estação Cantagalo?
Resposta: O fechamento temporário da Estação Cantagalo será feito porque a intervenção no túnel ocorrerá na área de manobras próxima à estação.

Após estudar todas as possibilidades técnicas, o Governo do Estado do Rio de Janeiro definiu pela forma que trará mais benefícios para a cidade e reduzirá os impactos para a população.



A OPERAÇÃO

Como evitar que os vagões já cheguem superlotados à Zona Sul?
Resposta: Para atender a demanda estimada de 300 mil pessoas por dia, serão comprados novos trens com capacidade para transportar mais de 1 milhão de pessoas por dia.

Qual será o intervalo entre os trens?
Resposta: Na linha 4, o intervalo será de 4 minutos.

Haverá aumento de tarifa?
Resposta: Não. Um dos objetivos da mudança de traçado proposto foi estabelecer uma única tarifa para todo o sistema metroviário do Rio.

É verdade que será possível seguir direto da Barra para a Tijuca sem transbordo? Quem sai da Pavuna poderá chegar a Barra fazendo apenas um transbordo na Estação General Osório?
Resposta: Sim. O passageiro, que poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade pagando uma única tarifa, seguirá do Jardim Oceânico, na Barra, à Estação Uruguai, na Tijuca, sem precisar fazer baldeação. Também será possível seguir, sem transbordo, da Pavuna à Praça General Osório, em Ipanema, onde será necessário trocar de trem para seguir em direção à Barra da Tijuca.

A Rocinha terá quantos acessos?
Resposta: A Estação São Conrado, que atenderá à Rocinha, terá três acessos: um na Estrada da Gávea em frente ao Supermercado Extra; outro na Avenida Niemeyer, próximo à Igreja Universal; e o último na Rua Aquarela do Brasil, próximo à antiga concessionária de automóveis Itavema.

Com o trajeto definido pelo Governo do Estado, os trens agora se cruzarão num "X"? Não é perigoso?
Resposta: Haverá um único cruzamento em nível no sistema metroviário do Rio de Janeiro, que ficará entre as estações Cantagalo e General Osório e não apresenta nenhum risco ao sistema e passageiros. Esse tipo de cruzamento existe em linhas de metrô do mundo inteiro e foi exaustivamente estudado pelos técnicos do Estado e as equipes contratas para trabalhar nesse projeto, inclusive de uma das maiores especialistas em sistema metroviário do mundo, a inglesa Halcrow.

A Linha 4 do Metrô vai se conectar à TransOeste?
Resposta: O projeto prevê que a Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) irá se conectar à TransOeste na Estação Jardim Oceânico, Barra da Tijuca.

A Estação Jardim Oceânico vai contar com uma ligação subterrânea entre a área de desembarque do BRT e o embarque do metrô. Desta forma, os passageiros vão sair do BRT e acessar a estação do metrô, possibilitando a integração entre as duas modalidades de transporte público.

Qual é a demanda das estações da Linha 4?
Resposta: Quando iniciar a operação em 2016 as demandas previstas para as estações são:
Jardim Oceânico – 91 mil/dia
São Conrado – 61 mil/dia
Gávea – 19 mil/dia
Antero de Quental – 35 mil/dia
Jardim de Alah – 20 mil/dia
Nossa Senhora da Paz – 47 mil/dia
Nova plataforma da Estação General Osório – 25 mil/dia

Qual é o local exato das estações?
Resposta: Nossa Senhora da Paz (Ipanema) – Os acessos à estação serão construídos do lado de fora da grade que cerca a Praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô.

Jardim de Alah – As entradas para a estação ficarão na Avenida Ataulfo de Paiva e na esquina das avenidas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva.

Praça Antero de Quental (Leblon) – Serão construídos nas laterais da Praça, sendo um na Avenida Bartolomeu Mitre e o outro na Rua General Urquiza. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô.

Gávea – Um dos acessos ficará em frente à Universidade Pontifícia Católica (PUC-Rio), na Rua Padre Manuel Franca, e outro na Rua Vice-Governador Rubens Berardo.

São Conrado – Haverá acesso na Estrada da Gávea em frente ao Supermercado Extra; na Avenida Niemeyer, próxima à Igreja Universal; e na Rua Aquarela do Brasil, próximo à antiga concessionária de automóveis Itavema.

Jardim Oceânico – Os acessos ficarão na Avenida Armando Lombardi. Um no sentido Recreio, entre a Drogasmil e a Unimed, e outro no sentido Zona Sul, próximo à esquina da Rua Fernando de Mattos.

Quem será responsável pela operação da Linha 4?
Resposta: A responsabilidade da operação da Linha 4, conforme previsto no contrato de licitação, é da Concessionária Rio Barra.



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