sábado, 14 de abril de 2012

Aprovada a licença ambiental das obras da Linha 4 do metrô no trecho entre Gávea e Ipanema

13/04/2012 - O Globo

No primeiro bairro, estação deverá ter dois níveis, para futura ligação com Botafogo

RIO - Caminho livre para as obras de expansão do metrô entre a Barra e a Zona Sul. Os conselheiros da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), órgão vinculado à Secretaria estadual do Ambiente, concederam nesta sexta-feira licença prévia ambiental para as escavações no trecho Gávea-Ipanema e para a construção de quatro novas estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental e Gávea. A falta de licença ambiental nesse trecho era um dos obstáculos enfrentados pelo estado, que promete concluir a obra até as Olimpíadas de 2016.

Uma das exigências feitas no parecer da licença é que a Estação Gávea seja construída em dois níveis. Isso possibilita uma futura ligação com a Estação Carioca, no Centro, em trajeto que passaria por Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, destacou que a licença foi concedia de forma unânime pelos 12 conselheiros da Ceca.

O placar foi de 12 a zero entre os conselheiros, que são das mais variadas representatividades. O metrô é o tatu ecológico do Rio. Significa menos fumaça, menos barulho, menos atropelamentos, menos emissão de CO2. Temos que ter cada vez mais metrô, trens, barcas e ciclovias.

As intervenções na Zona Sul começam nos próximos dois meses e devem ser concluídas até dezembro de 2015. As obras da Linha 4 foram iniciadas em 2010 pelo trecho Jardim Oceânico-Gávea, que já tinha licença ambiental. As escavações já avançaram até São Conrado.

Estado diz que impacto da obra será minimizado

As escavações das quatro novas estações do metrô na Zona Sul serão simultâneas. Isso permitirá a passagem do tatuzão, equipamento que vai perfurar os túneis. A sua utilização evitará a abertura de valas na superfície e ao longo das ruas. As escavações serão feitas 12 metros abaixo do solo, minimizando impactos no cotidiano da cidade.

Houve questionamentos quanto à duração do processo, mas, além da análise técnica, também houve ampla participação da sociedade civil. Todos foram ouvidos. Temos a convicção de que os benefícios do metrô são muito superiores aos impactos que a obra possa causar afirmou a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos.

Integrante do movimento O metrô que o Rio precisa que defende a construção da expansão da Linha 1 com o traçado passando pelo Jardim Botânico e indo até o Largo da Carioca , Amélia Crespo, que também preside a Associação de Moradores da Gávea, lamentou que a licença tenha sido dada para o trajeto que passa por Leblon e Ipanema.

A licença foi para o outro traçado, mas a exigência da Estação da Gávea em dois níveis foi uma conquista. Possibilita que, pelo menos no futuro, a ligação com a Carioca seja feita.

A Linha 4 transportará em média 300 mil passageiros por dia, segundo o estado. O trajeto entre a Barra e o Centro poderá ser feito em 30 minutos.

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