domingo, 31 de julho de 2016

Metrô do Rio tem promessa de maior expansão no futuro

30/07/2016 - G1

Cidade esperou quase 30 anos para receber mais uma linha.

Em 2018 a recém inaugurada Linha 4 irá ganhar primeira extensão.

Enquanto Nova York, Cidade do México, Paris, Londres e outras cidades do mundo têm um emaranhado de linhas de metrô, no Rio as três linhas existentes praticamente não se comunicam entre si. Em apenas duas estações, as linhas 1 e 2 se cruzam. Como mostrou o RJTV, a ideia é mudar isso no futuro.

O próximo passo do metrô no Rio é a conclusão da estação Gávea, da recém-inaugurada linha 4. A obra parou na metade devido a mudanças no projeto inicial e ficou de fora da inauguração da linha para a Olimpíada. A estação só deverá ser inaugurada em 2018.

O plano de expansão do metrô prevê que a Gávea seja ligada com as estações Carioca, Uruguai, São Conrado e Antero de Quental. Ela será o primeiro "hub" do metrô carioca, ou seja, a primeira estação interligada com várias outras ao mesmo tempo.

“A expansão na Gávea rumo à Carioca, com aproximadamente 10 quilômetros de expansão, agregaria ao sistema aproximadamente 300 mil passageiros por dia. Esse é o mesmo número da linha 4 e representa na linha 4 menos 2 mil veículos nas ruas. Fora a expansão rumo à Uruguai, onde há uma explosão de demanda rumo ao Méier, Del Castilho, Avenida Brasil”, explicou Tatiana Carius, presidente da RioTrilhos.

Segundo Tatiana, outra solução à vista é interligar as linhas do Centro da cidade. “A próxima expansão metroviária prioritária para o governo do estado é a expansão da linha 2 no trecho Estácio-Carioca-Praça XV. É uma extensão de 3,4 quilômetros, mas que representa muito para o sistema metroviário”, destacou.

Tatiana Carius defende ainda a necessidade de expandir o sistema metroviário subterrâneo como solução para os congestionamentos.

“No ano passado nós contratamos o primeiro plano diretor metroviário da história do Rio de Janeiro. O único plano, até então existente, foi um plano desenvolvido pelos alemães na década de 60 e que norteou o metrô do Rio nas linhas que a gente possui hoje, das linhas 1 e da linha 2”, disse.

Para o ex-diretor da Rio Trilhos, o engenheiro e doutor em transportes públicos Fernando Macdowell, a integração inteligente ainda não é realidade no Rio de Janeiro. “Há muita gente que não tem interesse em fazer o metrô, muita gente. Essa linha 4 do metrô da maneira que foi feita perdeu 88% da capacidade”, afirmou o engenheiro.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, atualmente os ônibus são quase dez vezes mais importantes nos deslocamentos pela cidade do Rio do que o metrô. Coincidência ou não, no lugar onde o metrô faz mais falta na região metropolitana, as empresas de ônibus não tem nenhuma concorrência.

A obra mais prometida da história do metrô nunca saiu do papel: a linha 3, que sairia da Praça XV, passando por baixo da Baía de Guanabara, até chegar a Niterói, na Praça Araribóia. De lá, o metrô iria até São Gonçalo, a segunda cidade mais populosa do estado, e depois a Itaboraí. Cerca de 1,7 milhão de pessoas que hoje dependem basicamente dos ônibus seriam beneficiadas.

Financiamento privado das obras

Em meio à pior crise econômica da história do estado, o investimento em Parcerias Público-Privadas (PPP) é a principal aposta do governo fluminense para alavancar a expansão do metrô.

“Acho que o momento é de criatividade, de buscar parceria com a iniciativa privada para que o metrô não seja interrompido. O metrô de Hong Kong foi inaugurado em 1979, no mesmo ano que o nosso, e hoje tem mais de 100 quilômetros de expansão, explorando o potencial imobiliário, criando shoppings ao lados de estações. É um modelo criativo e muito bem sucedido”, afirmou Tatiana Carius.

Para o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, a linha 4 é um exemplo muito claro da força das PPP. "Nós temos aqui cerca de 10% de capital privado, R$ 1,270 bilhão aproximadamente, que financiou todo o material rodante, os trens”, explicou Vieira, que defendeu a importância de investir na expansão do metrô, destacando os prejuízos financeiros e sociais com a estagnação do sistema.

“Não avançar com o metrô tem um custo financeiro muito grande, mas tem um custo social. São 2 mil empregos que deixam de ser gerados para esse pequeno trecho de 1,2 quilômetro entre o Alto Leblon e a Gávea. A Gávea já está com 42% de execução e nós já temos túneis de serviços realizados naquela área. Não podemos parar”, afirmou.

O engenheiro de transporte Peter Alouche concorda com o secretário. “Obra parada é pior que obra não feita porque a expectativa é grande, a população vai aumentando enquanto a obra não está feita. Quando vai ser feita já saturou”, disse.

sábado, 30 de julho de 2016

Temer e Dornelles fazem viagem inaugural na Linha 4 do metrô

30/07/2016 - O Globo

Exército, PM e agentes federais reforçam segurança na Praça Nossa Senhora da Paz
   
POR CARINA BACELAR  

RIO - RIO - A partir da próxima segunda-feira, a família olímpica poderá utilizar cinco estações da Linha 4 do metrô: Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. No entanto, só credenciados para os Jogos e espectadores com ingresso e que comprarem bilhetes especiais poderão usar o traçado.

Num teste, antes da inauguração, trem para na nova Estação São Conrado: Linha 4 só será liberada para a população no dia 19 de setembro e em horário reduzidoLinha 4 começa a operar a partir de segunda-feira para atender aos Jogos

A viagem inaugural foi feita na manhã deste sábado. O presidente interino Michel Temer e o governador em exercício Francisco Dornelles embarcaram na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e foram até a Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. Logo depois, estraram na estação o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O primeiro a chegar ao evento foi o governador licenciado Luiz Fernando Pezão, acompanhado da mulher, a primeira dama Maria Lúcia Horta Jardim. Em seguida, chegou o prefeito Eduardo Paes, com o secretário de Coordenação de Governo, Rafael Picciani.

Ao cumprimentar carinhosamente Pezão, o prefeito fez um afago na careca do governador, em sua primeira aparição pública após a notícia da remissão completa do câncer que enfrenta desde o início do ano.

Após a inauguração, o governador licenciado afirmou que se não fosse Paes, o “Rio não teria Olimpíada”. Pezão agradeceu a dedicação de seu vice, Francisco Dornelles, a quem chamou de “pessoa extraordinária e chamou Temer de “amigo”.

— Quero abrir uma exceção e agradecer à presidenta Dilma. O último ato dela foi liberar recursos para essa obra. E um dos seus primeiros (referindo-se a Temer) do senhor foi liberar recursos para essa obra. O senhor é uma pessoa talhada para unir o Brasil nesse momento de dificuldades. Vivenciei um dos priores momentos que uma pessoa humana pode vivenciar. O linfoma é uma doença muito forte. Mas faz a gente refletir. E nesses meses eu refleti muito — disse Pezão.

Já Michel Temer disse que Pezão, Paes e Dornelles ligaram para ele 82 vezes durante seu governo interino.

— Você está melhor do que antes. Está até mais bonito — afirmou Temer a Pezão, depois de ter sido elogiado pelo governador afastado.

Nos arredores da Praça Nossa Senhora da Paz, de onde partiram as autoridades, o policiamento foi reforçado e contou com homens do Exército, da Polícia Militar, e ainda veículos da Polícia Federal.

Também foi inaugurado neste sábado o novo acesso à Estação General Osório, na Lagoa. A estimativa da Secretaria estadual de Transportes é de que, pelo acesso Lagoa, passem três mil pessoas diariamente, de segunda à sexta-feira. O volume de passageiros pode chegar a 7 mil por dia nos fins de semana, quando a Linha 4 estiver operando plenamente.

O acesso Lagoa não estava previsto inicialmente no projeto. Mas surgiram exigências de segurança para a construção de duas novas plataformas de embarque e desembarque na Estação General Osório. Era preciso implantar um túnel de ventilação e uma saída de emergência. O governo do estado resolveu, então, dar uma maior utilização ao túnel, com 500 metros de extensão, abrindo o acesso.

A Linha 4 do Metrô é formada por seis estações. A previsão é que as obras da estação da Gávea só sejam concluídas até 2018. Mas já estão sendo feitos os cálculos até de vantagens econômicas da nova ligação, que entrará em operação para a população em 19 de setembro, um dia após o fim da Paralimpíada. Tomando como base o salário médio no Rio, a população transportada pela futura via e a redução do tempo de deslocamento entre Barra e Centro/Zona Sul, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima uma economia de pelo menos R$ 883 milhões por ano. Em 25 anos, o valor salta para R$ 22 bilhões, recursos que dariam para construir duas linhas 4 (o custo, incluindo obras, trens e sistemas é de R$ 9,7 bilhões).


O trajeto da Linha 4 do metrô - Editoria de Arte O Globo


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