sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Esquema especial do metrô para o verão começa neste sábado

02/12/2016 - O Globo

Operação prevê oferta de trens extra e redução de intervalos entre composições
   
Esquema especial do metrô para o verão começa a funcionar neste sábado - Extra/ Agência O Globo

RIO - Começa a funcionar, neste sábado, o esquema especial do MetrôRio para atender a demanda dos fins de semana durante a estação mais quente do ano. Chamado de Operação Verão, o planejamento prevê oferta de trens extras para as linhas 1,2 e 4 do metrô, redução de intervalos entre as composições e reforço nas equipes de bilheteria e segurança.

Troca de mensagens entre o Metrô e passageiraMetrô anuncia fim da linha de ônibus mas volta atrás
Passageiros levam 35 segundos para chegar ou sair da plataforma: em outras escadas rolantes da estação, gastam 15Escada de estação da Linha 4 assusta passageiros

Chegada do metrô altera rotina de ônibus na região da Barra

Ônibus do Metrô na Superfície que faz a linha entre Botafogo e Gávea: estado diz que atribuição de vistoriar é da Secretaria municipal de Transportes, que, por sua vez, alega que a responsabilidade não é suaÔnibus do metrô na superfície rodam com selo de inspeção vencido

Segundo a concessionária, o complemento no serviço varia de acordo com a demanda. A Operação Verão fica em atividade até o dia 19 de fevereiro do ano que vem. O MetrôRio recomenda que os usuários priorizem o Cartão Pré-Pago ou comprem as passagens antecipadamente para evitar filas.

Quem vai aproveitar a praia com pranchas de surfe continua com o embarque liberado aos sábados, domingos e feriados, em todas as estações e nos ônibus Metrô Na Superfície. Os ciclistas também poderão continuar embarcando com suas bicicletas nos fins de semana e feriados, em qualquer horári

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Preço para usar metrô e BRT afasta usuários de legado olímpico no Rio

27/09/2016 - Folha de São Paulo

O operário Jean Lourenço, 21, esperava no ponto na tarde de quarta (21) pelo ônibus que o levaria do trabalho, no Leblon (zona sul do Rio), para casa, em Santa Cruz (zona oeste), numa viagem de duas horas, com tarifa de R$ 3,80.

Ele teria a opção de economizar meia hora num transporte novo e mais confortável: a linha 4 do metrô integrada ao BRT Transoeste (corredor de ônibus moderno). Mas, como explica, não é bem uma questão de escolha. "Não dá para mim", diz Lourenço, em referência ao custo para desfrutar do legado olímpico nesse deslocamento –inicialmente, R$ 7,90, e, com desconto, a partir desta segunda-feira (26), R$ 7.

Entregue para os Jogos de 2016 depois de R$ 10,4 bilhões de gastos, a linha 4 do metrô do Rio (para ligar Ipanema à Barra da Tijuca) estreou nesta semana a integração tarifária com o BRT, mas numa condição incapaz de atrair usuários mais pobres que pagam a passagem do próprio bolso.

"Quando falaram que iria abrir metrô aqui, fiquei animado, achei que pagaria a mesma coisa. Ter metrô e BRT ajudou muita gente, mas também deixou muitos na mesma situação de antes. Esse é o meu caso", conta Lourenço.

"Para a gente que se esfola para ganhar pouco, esse dinheiro faz falta", explica a doméstica Maria Santos, 38.

"Melhora um bocado [o tempo], mas ainda precisa baixar esses R$ 7 para valer a pena pegar o metrô", diz o segurança José Nascimento.

DESCONTO

A integração entre a linha 4 e o BRT transportou 100 mil pessoas diariamente durante os Jogos Olímpicos do Rio. Agora, o gasto extra mensal para quem usava ônibus e quer mudar para o novo sistema mais rápido (com metrô e BRT integrados) pode chegar a R$ 128 por mês, considerando só viagens em dias úteis. Para quem ganha um salário mínimo, equivale a 14% do que recebe no mês.

A previsão é que a integração entre os dois transportes atraia 75 mil pessoas por dia, já incluídos aqueles que utilizam vale-transporte.

O preço de R$ 7 representa um desconto de 11% em relação à tarifa integral do metrô e do BRT individualmente. Mas é o menor abatimento entre todas as integrações de transporte coletivo do Rio -que variam de 12% a 50%.

Em São Paulo, a tarifa integrada entre ônibus municipais, metrô e trem é de R$ 5,92 -um desconto de 22,1%.

Considerando outras capitais brasileiras, o abatimento nesse novo transporte no Rio supera o de Porto Alegre (10,1%), mas perde também para as integrações do Recife (14,8%), Belo Horizonte (16,4%), Brasília (36%) e Salvador (50%), segundo dados fornecidos pelo IPTD (Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento).

Num contexto global Londres tem desconto de 16,7% e Santiago, de 46,4%. E há metrópoles com tarifa única e baldeações ilimitadas entre ônibus, metrô e trens.

QUEM PAGA

"O problema do Rio é o que muitas cidades enfrentam. Por um lado, esse valor de R$ 7 é alto demais para a maior parte da população. A média das tarifas no Brasil está entre R$ 3 e R$ 4. Por outro lado, há um custo operacional desses transportes. Alguém tem que pagar", afirma o superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Mantovani Néspoli.

Atualmente, operadores privados são contratados pelo poder público para fazer a gestão de transporte, ainda que seja um serviço público. "Em alguns casos, o governo dá subsídios. Mas isso obriga o Tesouro a tirar recursos de outras pastas, como educação e saúde. E, num momento de crise, com baixa arrecadação, se torna mais difícil para o Estado prover esse subsídio", afirma.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), chegou a citar a crise econômica antes de acertar a integração do BRT com o novo metrô pelo preço de R$ 7. "Não é uma tarefa simples porque nesse momento de crise econômica ninguém quer abrir mão de receita. O Estado não tem condições de aportar recursos para subsidiar", disse.

O coordenador de gestão da demanda por viagens do IPTD, Diego Silva, questiona se os recursos investidos na construção da linha 4 do metrô valeram o investimento.

"Precisaríamos fazer uma análise mais minuciosa. Mas a crítica que fazemos é que, apesar de ter investido no transporte de massa, o metrô, também foram abertas novas vias para carros entre a zona sul e Barra", afirma Silva, citando a duplicação do elevado do Joá, que liga São Conrado à Barra da Tijuca, mesmo trajeto feito pela linha 4.

'GRANDE DIFERENÇA'

A Secretaria de Estado de Transportes do Rio, responsável pelo metrô, diz que 72% da demanda da linha 4 será formada por passageiros oriundos do transporte público e 28% por pessoas que utilizavam transporte privado, conforme estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A pasta afirma que a estação Jardim Oceânico, onde ocorre a integração entre o metrô e o BRT, será a de maior demanda. "Vale ressaltar que a tarifa de integração foi definida entre as operadoras dos sistemas de metrô e BRT, com base no estudo de demanda", afirma.

Responsável pelo BRT, a prefeitura diz que era necessária a integração tarifária para permitir "que o cidadão use a rede de transporte de alta capacidade economizando". Ela afirma que a economia diária será de R$ 1,80 o que representa, em um ano, R$ 475,20, "valor que faz grande diferença para quem utiliza regularmente o transporte público".

A prefeitura lembra que não há subsídio público na integração tarifária do BRT com o metrô. Estima que a integração vá beneficiar 75 mil pessoas diariamente.

Afirma ainda que, há seis anos, o serviço de transporte público no Rio chegava a ter cinco tarifas diferentes, que variavam de R$ 2,85 a R$ 5,40, dependendo de o coletivo ter ar-condicionado e considerando a distância percorrida. "Ou seja, quem morava nas áreas mais distantes pagava mais caro."

E cita a criação do Bilhete Único Carioca, em 2010, que permitiu que o passageiro usasse até dois transportes no período de até duas horas e meia, pagando apenas uma passagem.

"Atualmente, o usuário pode pegar até três transportes pagando apenas R$ 3,80, quando um dos transportes for uma alimentadora de BRT (linha alimentadora + BRT + ônibus). A prefeitura entende, portanto, que a integração tarifária entre BRT e metrô vem a ampliar o benefício da política tarifária para a população carioca", diz.

domingo, 31 de julho de 2016

Metrô do Rio tem promessa de maior expansão no futuro

30/07/2016 - G1

Cidade esperou quase 30 anos para receber mais uma linha.

Em 2018 a recém inaugurada Linha 4 irá ganhar primeira extensão.

Enquanto Nova York, Cidade do México, Paris, Londres e outras cidades do mundo têm um emaranhado de linhas de metrô, no Rio as três linhas existentes praticamente não se comunicam entre si. Em apenas duas estações, as linhas 1 e 2 se cruzam. Como mostrou o RJTV, a ideia é mudar isso no futuro.

O próximo passo do metrô no Rio é a conclusão da estação Gávea, da recém-inaugurada linha 4. A obra parou na metade devido a mudanças no projeto inicial e ficou de fora da inauguração da linha para a Olimpíada. A estação só deverá ser inaugurada em 2018.

O plano de expansão do metrô prevê que a Gávea seja ligada com as estações Carioca, Uruguai, São Conrado e Antero de Quental. Ela será o primeiro "hub" do metrô carioca, ou seja, a primeira estação interligada com várias outras ao mesmo tempo.

“A expansão na Gávea rumo à Carioca, com aproximadamente 10 quilômetros de expansão, agregaria ao sistema aproximadamente 300 mil passageiros por dia. Esse é o mesmo número da linha 4 e representa na linha 4 menos 2 mil veículos nas ruas. Fora a expansão rumo à Uruguai, onde há uma explosão de demanda rumo ao Méier, Del Castilho, Avenida Brasil”, explicou Tatiana Carius, presidente da RioTrilhos.

Segundo Tatiana, outra solução à vista é interligar as linhas do Centro da cidade. “A próxima expansão metroviária prioritária para o governo do estado é a expansão da linha 2 no trecho Estácio-Carioca-Praça XV. É uma extensão de 3,4 quilômetros, mas que representa muito para o sistema metroviário”, destacou.

Tatiana Carius defende ainda a necessidade de expandir o sistema metroviário subterrâneo como solução para os congestionamentos.

“No ano passado nós contratamos o primeiro plano diretor metroviário da história do Rio de Janeiro. O único plano, até então existente, foi um plano desenvolvido pelos alemães na década de 60 e que norteou o metrô do Rio nas linhas que a gente possui hoje, das linhas 1 e da linha 2”, disse.

Para o ex-diretor da Rio Trilhos, o engenheiro e doutor em transportes públicos Fernando Macdowell, a integração inteligente ainda não é realidade no Rio de Janeiro. “Há muita gente que não tem interesse em fazer o metrô, muita gente. Essa linha 4 do metrô da maneira que foi feita perdeu 88% da capacidade”, afirmou o engenheiro.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, atualmente os ônibus são quase dez vezes mais importantes nos deslocamentos pela cidade do Rio do que o metrô. Coincidência ou não, no lugar onde o metrô faz mais falta na região metropolitana, as empresas de ônibus não tem nenhuma concorrência.

A obra mais prometida da história do metrô nunca saiu do papel: a linha 3, que sairia da Praça XV, passando por baixo da Baía de Guanabara, até chegar a Niterói, na Praça Araribóia. De lá, o metrô iria até São Gonçalo, a segunda cidade mais populosa do estado, e depois a Itaboraí. Cerca de 1,7 milhão de pessoas que hoje dependem basicamente dos ônibus seriam beneficiadas.

Financiamento privado das obras

Em meio à pior crise econômica da história do estado, o investimento em Parcerias Público-Privadas (PPP) é a principal aposta do governo fluminense para alavancar a expansão do metrô.

“Acho que o momento é de criatividade, de buscar parceria com a iniciativa privada para que o metrô não seja interrompido. O metrô de Hong Kong foi inaugurado em 1979, no mesmo ano que o nosso, e hoje tem mais de 100 quilômetros de expansão, explorando o potencial imobiliário, criando shoppings ao lados de estações. É um modelo criativo e muito bem sucedido”, afirmou Tatiana Carius.

Para o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, a linha 4 é um exemplo muito claro da força das PPP. "Nós temos aqui cerca de 10% de capital privado, R$ 1,270 bilhão aproximadamente, que financiou todo o material rodante, os trens”, explicou Vieira, que defendeu a importância de investir na expansão do metrô, destacando os prejuízos financeiros e sociais com a estagnação do sistema.

“Não avançar com o metrô tem um custo financeiro muito grande, mas tem um custo social. São 2 mil empregos que deixam de ser gerados para esse pequeno trecho de 1,2 quilômetro entre o Alto Leblon e a Gávea. A Gávea já está com 42% de execução e nós já temos túneis de serviços realizados naquela área. Não podemos parar”, afirmou.

O engenheiro de transporte Peter Alouche concorda com o secretário. “Obra parada é pior que obra não feita porque a expectativa é grande, a população vai aumentando enquanto a obra não está feita. Quando vai ser feita já saturou”, disse.

sábado, 30 de julho de 2016

Temer e Dornelles fazem viagem inaugural na Linha 4 do metrô

30/07/2016 - O Globo

Exército, PM e agentes federais reforçam segurança na Praça Nossa Senhora da Paz
   
POR CARINA BACELAR  

RIO - RIO - A partir da próxima segunda-feira, a família olímpica poderá utilizar cinco estações da Linha 4 do metrô: Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. No entanto, só credenciados para os Jogos e espectadores com ingresso e que comprarem bilhetes especiais poderão usar o traçado.

Num teste, antes da inauguração, trem para na nova Estação São Conrado: Linha 4 só será liberada para a população no dia 19 de setembro e em horário reduzidoLinha 4 começa a operar a partir de segunda-feira para atender aos Jogos

A viagem inaugural foi feita na manhã deste sábado. O presidente interino Michel Temer e o governador em exercício Francisco Dornelles embarcaram na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e foram até a Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. Logo depois, estraram na estação o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O primeiro a chegar ao evento foi o governador licenciado Luiz Fernando Pezão, acompanhado da mulher, a primeira dama Maria Lúcia Horta Jardim. Em seguida, chegou o prefeito Eduardo Paes, com o secretário de Coordenação de Governo, Rafael Picciani.

Ao cumprimentar carinhosamente Pezão, o prefeito fez um afago na careca do governador, em sua primeira aparição pública após a notícia da remissão completa do câncer que enfrenta desde o início do ano.

Após a inauguração, o governador licenciado afirmou que se não fosse Paes, o “Rio não teria Olimpíada”. Pezão agradeceu a dedicação de seu vice, Francisco Dornelles, a quem chamou de “pessoa extraordinária e chamou Temer de “amigo”.

— Quero abrir uma exceção e agradecer à presidenta Dilma. O último ato dela foi liberar recursos para essa obra. E um dos seus primeiros (referindo-se a Temer) do senhor foi liberar recursos para essa obra. O senhor é uma pessoa talhada para unir o Brasil nesse momento de dificuldades. Vivenciei um dos priores momentos que uma pessoa humana pode vivenciar. O linfoma é uma doença muito forte. Mas faz a gente refletir. E nesses meses eu refleti muito — disse Pezão.

Já Michel Temer disse que Pezão, Paes e Dornelles ligaram para ele 82 vezes durante seu governo interino.

— Você está melhor do que antes. Está até mais bonito — afirmou Temer a Pezão, depois de ter sido elogiado pelo governador afastado.

Nos arredores da Praça Nossa Senhora da Paz, de onde partiram as autoridades, o policiamento foi reforçado e contou com homens do Exército, da Polícia Militar, e ainda veículos da Polícia Federal.

Também foi inaugurado neste sábado o novo acesso à Estação General Osório, na Lagoa. A estimativa da Secretaria estadual de Transportes é de que, pelo acesso Lagoa, passem três mil pessoas diariamente, de segunda à sexta-feira. O volume de passageiros pode chegar a 7 mil por dia nos fins de semana, quando a Linha 4 estiver operando plenamente.

O acesso Lagoa não estava previsto inicialmente no projeto. Mas surgiram exigências de segurança para a construção de duas novas plataformas de embarque e desembarque na Estação General Osório. Era preciso implantar um túnel de ventilação e uma saída de emergência. O governo do estado resolveu, então, dar uma maior utilização ao túnel, com 500 metros de extensão, abrindo o acesso.

A Linha 4 do Metrô é formada por seis estações. A previsão é que as obras da estação da Gávea só sejam concluídas até 2018. Mas já estão sendo feitos os cálculos até de vantagens econômicas da nova ligação, que entrará em operação para a população em 19 de setembro, um dia após o fim da Paralimpíada. Tomando como base o salário médio no Rio, a população transportada pela futura via e a redução do tempo de deslocamento entre Barra e Centro/Zona Sul, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima uma economia de pelo menos R$ 883 milhões por ano. Em 25 anos, o valor salta para R$ 22 bilhões, recursos que dariam para construir duas linhas 4 (o custo, incluindo obras, trens e sistemas é de R$ 9,7 bilhões).


O trajeto da Linha 4 do metrô - Editoria de Arte O Globo


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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Metrô carioca custará ao governo 21 vezes mais que o previsto, diz TCE

24/06/2016 -  UOL, no Rio de Janeiro

Nova linha de metrô pode não ficar pronta para a Rio-2016 por falta de dinheiro do governo

Vinicius Konchinski

A construção da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro custará ao governo estadual 21 vezes mais que o inicialmente previsto em contrato. A obra, que corre o risco de não ficar pronta para a Olimpíada por falta de dinheiro, deveria ter sido concluída em 2003 e ter consumido bem menos recursos públicos caso tivesse sido iniciada em 1998, 11 anos antes de o Rio ser escolhido sede dos Jogos de 2016.

Essas informações constam do relatório das contas do governo do Rio em 2015 apresentado pelo TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) no mês passado. O documento foi enviado para a avaliação de deputados estaduais no último dia 31. Dezessete dias depois, o governador, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública financeira no Estado.

O relatório do TCE lembra que, ainda em 1998, o governo do Rio licitou e firmou o contrato para a construção da Linha 4 com o Consórcio Rio Barra SA. Naquela época, ficou definido que a nova linha do metrô carioca ligando à zona Sul à Barra da Tijuca ficaria pronta no final de 2003 e custaria aos cofres do Estado R$ 392 milhões.

Na obra da Linha 4, seriam aplicados outros R$ 336 milhões vindos do próprio Consórcio Rio Barra, que após a construção exploraria o serviço do metrô. O grupo era formado pelas empresas Queiroz Galvão, Constran e T-Trans.

O projeto a esse custo, porém, não chegou a sair do papel. Só após o Rio de Janeiro ser escolhido como sede da Olimpíada, em 2009, o governo resolveu retomá-lo. Em 2010, ele deu início às obras após alterar o trajeto do projeto, firmar aditivos contratuais e incluir a Odebrecht e a Carioca Engenharia no contrato.

De acordo com o relatório do TCE, a quarta modificação o contrato para a construção da Linha 4 do Metrô aumentou de R$ 392 milhões para R$ 8,4 bilhões o aporte de recursos públicos na obra. Com isso, foi alterada também a divisão entre investimentos públicos e privados no projeto.

“Com a realização dos Jogos Rio-2016, viu-se a quebra da paridade outrora existente entre os investimentos. A obrigação financeira do Estado saltou dos iniciais R$ 392 milhões para R$ 8,4 bilhões, conforme valores atualizados por meio da celebração do quarto termo aditivo”, descreveu o conselheiro José Gomes Graciosa, relator do processo sobre as contas do Estado. “Com isso, ante aos inaugurais 45%, obrigou-se o Estado a custear aproximadamente 90% da construção da Linha 4 do Metrô.”

O relatório do TCE aponta que um reequilíbrio do contrato para a construção da Linha 4 e alterações necessárias à Rio-2016 serviram como justificativa para o aumento do aporte de recursos públicos no projeto. O TCE, porém, questiona o fato de o governo não ter realizado uma nova licitação para a obra já que o serviço contratado mudou tanto desde 1998. Segundo o tribunal, alterações profundas em contratos não podem ser realizadas após a licitação.

Por conta desses fatos, o TCE recomendou que seja realizada uma auditoria, sob forma de inspeção extraordinária, na Linha 4. A recomendação consta do relatório enviado à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado). Apesar dela, as contas foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas.

Linha 4 depende de ajuda federal para ficar pronta

A construção da Linha do Metrô está orçada hoje em R$ 9,77 bilhões, juntando o investimento público e o privado, de acordo com a Secretaria Estadual de Transporte. O governo ainda precisa levantar R$ 989 milhões para concluir antes dos Jogos o trecho prometido para a Rio-2016.

Em situação de calamidade pública, o governo esperava uma ajuda do governo federal para a construção. Na terça-feira, o presidente interino, Michel Temer, publicou uma MP (Medida Provisória) concedendo um subsídio de R$ 2,9 bilhões ao Estado. Esse valor, contudo, está destinado ao custeio da segurança da Olimpíada.

O governo não informou se a ajuda para segurança vai aliviar o caixa do Estado a tal ponto de liberar recursos para a conclusão do metrô. A prefeitura do Rio de Janeiro já elaborou um plano de contingência para transporte de turistas na Olimpíada caso o metrô não fique pronto. Ele envolve ônibus articulados usados nos corredores de BRT.

A Secretaria Estadual de Transportes foi procurada na quarta e na quinta-feira para comentar o relatório do TCE que cita a obra do metrô. Não respondeu. O Consórcio Rio Barra não se pronunciou sobre assunto. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Atrasos de testes na Linha 4 podem colocar passageiros em risco, alerta TCE

Testes sem usuários deveriam durar um ano, mas só começaram este mês
   
POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

09/06/2016 - O Globo

O primeiro carro da Linha 4 do Metrô passa no chamado eixo olímpico - Divulgação

RIO — O Tribunal de Contas do Estado (TCE) manifestou, nesta quinta-feira, preocupação com a segurança dos futuros usuários da Linha 4 do metrô durante a Olimpíada. O motivo é o prazo curto para testes operacionais antes de a linha entrar em operação, no dia 1º de agosto, com a entrada restrita para a chamada “família olímpica” e o público que for assistir aos jogos.

Pelo contrato original, os testes sem passageiros deveriam durar um ano, sendo encerrados no fim de setembro de 2015. Posteriormente, de outubro de 2015 a janeiro de 2016, seriam realizados com passageiros. A operação comercial propriamente dita começaria em fevereiro. No entanto, os testes sem passageiros só tiveram início este mês, e vão durar apenas 60 dias. Além disso, os trens vão operar com sistema manual, já que a pilotagem automática só estará implantada no fim do ano.

O presidente do TCE, Jonas Lopes Carvalho, disse que a decisão de abertura ou não do metrô é política, mas que o governo deveria avaliar se o sistema é realmente seguro para ser inaugurado em agosto. Ele lembrou que outras obras tiveram problemas, como a queda da ciclovia da Niemeyer e a paralisação do VLT. Lopes acrescentou como motivo de preocupação é o ritmo intenso nas obras da Linha 4 para concluir os trabalhos no trecho entre Ipanema e a Barra.

Nesta quinta-feira, o TCE aprovou um relatório solicitando que, em 30 dias, o estado apresente documentos que detalhem os testes que já foram executados e as medidas que estão sendo tomadas para garantir a segurança dos passageiros. Cópias do relatório serão encaminhadas, entre outros órgão, ao Comitê Olímpico Internacional, ao Crea e ao Corpo de Bombeiros.

GOVERNO NEGOCIA EMPRÉSTIMO

Mas a Linha 4 ainda periga nem ser concluída por falta de dinheiro. Nesta quinta-feira, o secretário estadual de Fazenda, J href="http://oglobo.globo.com/rio/rio-negocia-liberacao-de-emprestimo-para-termino-das-obras-do-metro-19473360">ulio Bueno, participou de uma negociação no Ministério da Fazenda para tirar o Rio da lista de inadimplentes com a União e liberar o financiamento do BNDES para o término das obras. Segundo o governador interino, Francisco Dornelles, uma das propostas do estado é para saldar as dívidas com o Tesouro Nacional e com organismo internacionais por meio de um empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco do Brasil, que já foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional e foi autorizado por uma resolução do Senado. Esse dispositivo permite a tomada de empréstimos para compensação de perda de arrecadação de royalties.

Como o estado está inadimplente com a União, não pode contratar novas operações de crédito. Um desses financiamentos, que é primordial para concluir as obras do metrô, ainda depende de o estado comprovar que está adimplente com o governo federal para ter o aval do Ministério da Fazenda e do BNDES.

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sábado, 4 de junho de 2016

Inadimplência do estado ameaça conclusão de obras do metrô para os Jogos

04/06/2016 - O Globo

O empréstimo de R$ 989 milhões do BNDES ainda não foi liberado porque precisa do aval do Tesouro Nacional
   
POR LUIZ GUSTAVO SCHMITT / RENAN FRANÇA

Obras na Estação São Conrado: inauguração da Linha 4 do metrô, que ligará Ipanema à Barra da Tijuca, está marcada para o dia 1º de agosto - Custodio Coimbra/15-12-2015

RIO - O cenário que parecia estar encaminhado ganhou ares de preocupação. A dois meses da Olimpíada, a inadimplência do estado com a União ameaça a conclusão da Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema), um dos compromissos do Rio para os Jogos. O empréstimo de R$ 989 milhões do BNDES ainda não foi liberado porque precisa do aval do Tesouro Nacional. E ele só será dado se o estado apresentar documentos que comprovem sua capacidade de honrar compromissos financeiros, o que ainda não foi feito.

Em nota, o estado informou ontem que o empréstimo é “primordial” para o término das obras do metrô, que já têm 95% de execução. A inauguração da Linha 4 está marcada para 1º de agosto, quatro dias antes dos Jogos. Na sexta-feira, o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, disse, em entrevista ao “RJ-TV”, da Rede Globo, que a obra não pode atrasar nem mais um dia.

A secretaria estadual de Transportes afirma que “aguarda o aval final do Ministério da Fazenda para a contratação do financiamento, já aprovado pelo BNDES”. No entanto, o banco e o Tesouro Nacional esclarecem que o empréstimo ainda não foi autorizado porque o governo do Rio não apresentou as garantias.

Nos bastidores do Palácio Guanabara, comenta-se que não há solução técnica para o problema. O estado tem dificuldades de caixa para pagar as dívidas com o governo federal. Anteontem, o secretário de Fazenda, Julio Bueno, e a procuradora-geral do Estado, Lucia Lea, estiveram no Ministério da Fazenda. Segundo uma fonte do governo estadual, uma das propostas estudadas seria liberar o dinheiro por meio de uma Medida Provisória do presidente interino, Michel Temer (PMDB). O mecanismo abriria caminho para o Rio se endividar, de modo a cumprir um compromisso olímpico. Contudo, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede a concessão de crédito a estados inadimplentes.

— Não é uma questão do estado. Essa obra diz respeito à imagem do país no mundo. Todos aguardam a conclusão, ainda que seja difícil. A solução será política e vai ser dada pela União. A bola está com o Ministério da Fazenda — disse uma alta fonte do Palácio Guanabara.

SEM MARGEM PARA ENDIVIDAMENTO

Outra questão polêmica que pode dificultar o acesso aos recursos é o limite de endividamento do estado. No fim do mês passado, um relatório de gestão fiscal dos primeiros quatro meses do ano indicava que o governo teria estourado o teto de 200% da relação entre a dívida e a receita líquida. Porém, o estado recalculou esse número, trazendo o endividamento do Rio de volta ao patamar permitido pela LRF. Com isso, a proporção entre a dívida e a receita seria de 191%.

No entanto, esse número pode variar, já que uma parte dos empréstimos foi contraída em moeda estrangeira. De acordo com um balanço publicado no Diário Oficial, há pelo menos 23 empréstimos contratados junto a organismos internacionais como BID, Bird e CAF. Entre eles, está o financiamento para o programa de despoluição da Baía de Guanabara, feito em 1994.

Trecho da Linha 4 passa por teste - Divulgação

Os problemas de inadimplência do Rio com a União se agravaram na semana passada, quando o estado deixou de pagar uma parcela de R$ 8 milhões de um contrato com uma agência francesa de fomento. O compromisso teve de ser pago pelo Tesouro Nacional, deixando o Rio numa espécie de lista de maus pagadores.

Para a economista Margarida Gutierrez, professora da UFRJ, o Rio relaxou no controle das contas públicas, e o governo federal foi cúmplice:

— O Estado do Rio relaxou. Muitos empréstimos foram tomados para pagar despesa de pessoal, quando, na verdade, deveriam ter sido investidos para ter retorno. Isso mostra que o desarranjo fiscal é enorme, e o governo federal foi negligente, permitindo tudo isso.

Professor de Finanças do Ibmec, Gilberto Braga se disse contrário a qualquer acordo político que facilite que o Estado do Rio contraia mais dívidas sem estar adimplente com a União:

— Se houver uma decisão política, eu não concordo. Cria-se um casuísmo. A decisão, embora necessária do ponto de vista da mobilidade para a Olimpíada, cria um tratamento diferenciado do governo federal para com o Rio, quando deveria haver endurecimento neste momento. Dentro do processo de reestruturação, o estado deveria apresentar um plano mostrando que está colocando as contas no lugar. Amanhã, podem aparecer outros estados pedindo ao governo o mesmo tratamento — opinou.

PREFEITURA JÁ TEM PLANO B

As obras da Estação Gávea do metrô: conclusão estava prevista para 2017 - Ivo Gonzalez - 03/12/2014 / Agência O Globo

A Secretaria estadual de Fazenda admite que o atraso no pagamento da dívida com a União ocorre devido à crise e à absoluta escassez de recursos. Somente este ano, o governo terá de pagar R$ 10 bilhões, sendo 70% à União e o restante a bancos públicos e organismos financeiros internacionais. A Fazenda diz que busca geração de receitas extraordinárias para suprir o rombo, enquanto prepara “medidas importantes de cortes de despesa”.

O ex-secretário municipal de Transportes Rafael Picciani, que assumiu ontem como secretário executivo de Coordenação de Governo do Rio, acredita que o metrô ficará pronto a tempo dos Jogos. Mas, caso isso não aconteça, ele diz que a prefeitura já tem um plano B:

— Temos o plano de contingência do BRT, que está pronto. Eu espero que não precise ser utilizado porque a população seria muito sacrificada. Como a parte física da obra está pronta, eu tenho confiança em que haverá essa liberação de crédito.

Procurado pelo GLOBO, o Consórcio da Linha 4 não se manifestou sobre a possibilidade de o empréstimo do BNDES não ser liberado. As empreiteiras Queiroz Galvão e Odebrecht, que lideram a execução das obras, também não se pronunciaram.

ARRESTO DA DEFENSORIA NÃO SAIU DO FUNDEB

O dinheiro arrestado anteontem do cofre do governo estadual para pagar salários da Defensoria Pública não incluía recursos destinados ao Fundeb, destinado exclusivamente à educação.

O Tribunal de Justiça autorizou sequestro de R$ 49 milhões do cofre estadual, preservando recursos de áreas essenciais como educação, saúde e segurança pública. Na quinta-feira, a Justiça negou um novo sequestro das contas que garantiria o pagamento ontem (terceiro dia útil) aos outros servidores do Executivo.

O tribunal estendeu decisão de maio para suspender a ação civil pública da Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado (Fasp), que havia recorrido à 8ª Vara de Fazenda Pública. Com isso, os servidores do estado, com exceção do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria, receberão salário no décimo dia útil.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/inadimplencia-do-estado-ameaca-conclusao-de-obras-do-metro-para-os-jogos-19441139#ixzz4AczB5dIc 
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sábado, 28 de maio de 2016

Estação Nossa Senhora da Paz está quase pronta

Metrô já instala os equipamentos para inauguração em 1º de agosto
   
POR MÁRCIO MENASCE 

28/05/2016 - O Globo

Funcionário limpa o painel da artista plástica Marina Lloyd na Estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. A obra é feita de azulejos, vidro e pedras - Márcia Folleto / Agência O Globo

RIO - Quem anda ao redor da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, já pode ver os aquários de vidro que cobrem as duas saídas da nova estação do metrô, nas ruas Joana Angélica e Maria Quitéria, mas não imagina que lá dentro as obras estão todas prontas, faltando apenas a instalação de equipamentos. O GLOBO visitou o local ontem e percorreu o espaço por onde devem passar cerca de 47 mil pessoas por dia quando a Linha 4 do metrô estiver em plena operação, o que está previsto para acontecer até o fim do ano.

A inauguração oficial da estação está marcada para o dia 1º de agosto, mas, até o fim da Paralimpíada, em 18 de setembro, apenas quem tiver ingressos ou credenciais dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos poderá usá-la, assim como toda a Linha 4.

Quem entra na nova estação percebe que a plataforma do metrô fica a poucos metros de profundidade, uma diferença com relação a outras da Zona Sul, como a Cardeal Arcoverde, em Copacabana. Para os dois andares de descida entre o nível da rua e a plataforma, há ao todo 14 escadas rolantes e três elevadores. Todos eles podem ser usados por pessoas com necessidades especiais.

A NOVA ESTAÇÃO DO METRÔ EM IPANEMA

A estação Nossa Senhora da Paz têm dois acessos: pela Rua Maria Quitéria e pela Rua Joana AngélicaFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Funcionário do Metrô limpa o mosaico da artista plástica Marina Lloyd. A obra é feita de pedaços de azulejos, vidro, pedras coloridas e smalti (pasta de vidro)Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Ao todo, 14 escadas rolantes e três elevadores garantem a acessibilidade aos dois pavimentos da estação Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

De acordo com o secretário estadual transportes, Rodrigo Viera, a estação será inaugurada no dia 1º de agostoFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Quando estiver em plena operação, a estação deve receber cerca de 47 mil passageiros por diaFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O painel "Pax" é assinado pelo artista plástico Urbano Iglesias. Ele foi construído com uma chapa de ferro de 2,5 metros de alturaFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Ao longo da estação, foram instalados três painéis com obras de artistas plásticos. Um deles, assinado por Luiz Neves e Luiz Raton, é uma espécie de linha do tempo, com a história da Igreja Nossa Senhora da Paz. O painel mede 32 metros de largura por 3,80 metros de altura e é composto por 3.059 azulejos. Outra obra, chamada de “Pax” e assinada pelo artista Urbano Iglesias, é uma escultura recortada em chapa de ferro, com 2,5 metros de altura, que fica logo na entrada do acesso pela Rua Joana Angélica. Ela mostra uma pessoa soltando a pomba da paz. A terceira, assinada por Marina Lloyd, representa a imagem de Nossa Senhora da Paz.

Menina na Praça Nossa Senhora da PazPraça Nossa Senhora da Paz reabre sem proteção no lago
Com as obras prontas, o Consórcio Linha 4 Sul já entregou a estação para o metrô Rio, que agora está instalando os equipamentos das bilheterias, câmeras de segurança e sistemas necessários para a operação.

O secretário estadual de transporte, Rodrigo Vieira, garante que esse trabalho será concluído até a inauguração. Viera defende o que chama de “operação especial”, ou seja, o período de funcionamento reduzido da Linha 4.

— Até o fim do ano, a operação dos trens será feita em intervalos de oito minutos. O dobro do que é praticado pelo metrô nas linhas já existentes, mas isso será preciso para que todos os setores se adaptem à nova linha — afirma.

Ainda de acordo com o secretário, nesse período inicial de operação da Linha 4, são esperadas cerca de 11 mil pessoas por hora tanto durante a Olimpíada do Rio, quanto depois, quando a linha funcionará apenas entre as 11h e as 15h.

— Antes do fim do ano, o passageiro ainda vai ter que trocar de trem na estação General Osório para continuar pela Linha 1, mas depois que o intervalo entre os trens passar a ser de quatro minutos, as pessoas vão poder continuar na mesma composição, como já acontece entre as linhas 1 e 2 — explica Vieira.

PRAÇA SERÁ REABERTA NESTE SÁBADO

Após quase quatro anos parcialmente fechada para a construção da estação do metrô, a Praça Nossa Senhora da Paz será integralmente reberta hoje para a população, mantendo o gradil na posição original.

Também responsável pelas obras na praça, o consórcio Linha 4 Sul refez o paisagismo do lugar, com o compromisso de entregá-lo exatamente como era antes do canteiro de obras.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/estacao-nossa-senhora-da-paz-esta-quase-pronta-19389408#ixzz4A0bbOdRE 
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terça-feira, 24 de maio de 2016

Metrô vai funcionar de madrugada durante Jogos

24/05/2016 08:24 - O Globo

RIO - Durante os Jogos Olímpicos (5-21 de agosto) e Paralímpicos (7-18 de setembro), o metrô vai funcionar em esquema especial, com trens circulando até de madrugada. Em entrevista ao GLOBO, o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, garantiu que a Linha 4 (Ipanema-Barra), ainda em obras, ficará pronta a tempo. O horário de funcionamento da nova ligação, durante as competições, será das 6h à 1h, de segunda a sábado, e das 7h à 1h aos domingos e feriados. Em alguns dias, os horários serão ampliados até as 2h.

A instalação dos trilhos foi concluída no sábado e, anteontem, foi feita a primeira viagem em toda a extensão do chamado trecho olímpico. Um vagão foi puxado por outro veículo para testar o gabarito da nova linha, passando em todas as cinco estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico), que ainda estão em fase de acabamento.

— Estamos com o cronograma justo, mas alinhado, fazendo tudo baseado na segurança da operação e dos passageiros — disse o secretário, acrescentando que os testes com os trens, sem passageiros, nos trilhos energizados, começarão no mês que vem.

FALTA CONCLUIR 5% DAS OBRAS

As obras físicas, que deveriam ter sido concluídas em dezembro do ano passado, acabaram adiando o início da operação comercial, prevista, inicialmente, para 1º de junho. Depois de ajustes no cronograma, a inauguração da Linha 4 foi remarcada para o dia 1º de agosto. Até o dia 4, funcionará das 6h às 23h, segundo o secretário, que afirma que as obras estão 95% concluídas.

Durante os Jogos, só poderão usar a Linha 4 os passageiros que possuírem ingresso ou credencial, além do cartão olímpico, que dará acesso aos diferentes transportes públicos da cidade, em viagens ilimitadas, por R$ 25 (um dia), R$ 70 (três dias) ou R$ 160 (sete dias). Entre as Olimpíadas e as Paralimpíadas, a operação da Linha 4 será interrompida para ajustes e manutenção. De acordo com o secretário, a abertura da linha a toda a população será feita no dia 19 de setembro, com horário reduzido: das 11h às 15h.

Para não atrapalhar o serviço da Linha 1 enquanto a Linha 4 não estiver operando plenamente, será preciso fazer uma baldeação na Estação General Osório, onde foi construída uma nova plataforma, na altura da Lagoa. Para dar tempo de os passageiros trocarem de trens, a Linha 1 também terá seu horário de funcionamento estendido durante os Jogos, funcionando das 5h à 1h30, de segunda a sábado, e das 6h30 à 1h30 aos domingos e feriados. Ela vai atender não só o público dos Jogos mas toda a população. Já a Linha 2 passará por mudanças pontuais.

— Ao iniciar a operação de uma linha, é comum restringir horários ou aumentar o intervalo entre os trens. Estudos indicaram que não haveria necessidade de ampliar os horários da Linha 2 na maioria dos dias. Esses ajustes têm a ver com o término e início das provas. O que estamos fazendo é garantir que as linhas atendam, com qualidade, à demanda dos Jogos e da cidade — afirmou Vieira.

TRENS CIRCULANDO ATÉ 2H

Os horários do esquema especial serão ampliados dependendo do término de determinadas provas e eventos olímpicos. Nos dias 5 e 21 agosto, datas das cerimônias de abertura e de encerramento, todas as linhas funcionarão até as 2h, por exemplo. Já nos dias 6 (sábado), 12 (sexta) e 13 (sábado), somente as Linhas 1 e 4 funcionarão até as 2h. E no dia 9 (domingo), todas as linhas funcionarão no horário estabelecido para os dias úteis.

Segundo Vieira, o intervalo entre os trens da Linha 4 será de 8 minutos. Já as linhas 1 e 2 deverão operar com capacidade total durante todos os dias, com trens saindo a cada 4 minutos. O secretário preferiu não estimar quando a Linha 4 começará a operar plenamente, com intervalos de 4 minutos, atendendo 300 mil passageiros por dia.

— Vamos ter calma. A Estação Cantagalo ficou três meses operando em horário diferenciado até atingir sua plenitude. Estamos falando aqui de uma linha inteira. Vamos avaliar cada etapa da operação — ressaltou.

A inauguração da Estação Gávea, que também integra a Linha 4, foi adiada para 2018. Segundo a secretaria, as obras, que começaram em junho de 2010, deverão custar, no total, R$ 9,7 bilhões, incluindo a compra dos 15 trens, além dos equipamentos de segurança e sinalização — quase o dobro dos R$ 5 bilhões previstos.

sábado, 9 de abril de 2016

Metrô deve quase R$ 198 milhões ao estado, diz Agetransp


Agência reconheceu existência de desequilíbrio econômico a favor do governo
   
08/04/2016 - O Globo

Metrô deve quase R$ 198 milhões ao estado, diz Agetransp - Simone Marinho / Agência O Globo


RIO — O Metrô Rio deverá compensar o estado em R$ 197,9 milhões pelo desequilíbrio econômico-financeiro contratual, referente ao período de 2007 a 2012. A decisão é da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), que analisou o processo de revisão quinquenal do contrato de concessão, durante sessão regulatória realizada nos dias 31 de março e 6 de abril. A concessionária ainda pode recorrer da decisão.

A Agetransp recomenda ao governo a negociação com o Metrô Rio para aplicação do valor em investimentos no próprio sistema, como na modernização dos trens mais antigos da frota, fabricados em meados das décadas de 1970 e 1980. A medida busca melhorar o desempenho operacional do transporte, levando mais conforto aos passageiros.

O valor de R$ 197.943.284,46, sujeito à atualização monetária, foi calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo grupo de trabalho da agência reguladora, coordenado pela Câmara de Política Econômica e Tarifária (Capet). Segundo o estudo, o fluxo de caixa — que inclui receitas, despesas e investimentos realizados pelo Metrô — apontou uma taxa interna de retorno superior à taxa admitida pelo estudo da FGV (9,9%).

Em nota, o MetrôRio informou “que a deliberação da agência reguladora ainda não foi publicada no Diário Oficial. Tão logo seja, a Concessionária irá recorrer”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/metro-deve-quase-198-milhoes-ao-estado-diz-agetransp-19047163#ixzz45KsVbcme 
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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Alerj aprova empréstimo de R$ 990 milhões para Linha 4 do metrô

06/04/2016 - O Globo

Consórcio responsável pela obra diz que faltam 46m de escavação
   
POR GISELLE OUCHANA / RENAN FRANÇA 4

Linha 4 do metrô: Gávea fica para 2018 - Márcia Foletto / O Globo


RIO - A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou o texto base do projeto que prevê um empréstimo de R$ 990 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o estado concluir a obra da Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema). O projeto recebeu emendas. A principal delas determina que o Executivo envie à Alerj detalhes de todas as despesas relativas à obra. O governo federal já havia sinalizado que autorizaria o empréstimo. No entanto, era necessária a aprovação dos deputados, que estavam reticentes diante da crise financeira e da possibilidade de endividamento maior do estado.

O projeto prevê que o governo dará como garantia uma parte da arrecadação estadual de impostos, o que já havia motivado críticas dos deputados.

Agora a lei deverá ser sancionada pelo governador em exercício, Francisco Dornelles, e publicada no Diário Oficial. O deputado Carlos Roberto Osorio (PSDB) foi o único da oposição que votou a favor do projeto.

Duplicação de elevado e Linha 4 do metrô devem facilitar deslocamento

— A continuidade das obras é fundamental para o Rio. Agora vamos cobrar do governo federal a rápida liberação deste empréstimo — disse, reforçando que a verba precisa chegar até maio para dar tempo de cumprir o prazo das obras.

O presidente da Alerj, Jorge Picciani, ressaltou que a verba é para uso exclusivo nas obras da Linha 4 do metrô.

Com dinheiro em caixa, o governo do estado agora corre para terminar a obra a tempo dos Jogos Olímpicos. De acordo com o consórcio da Linha 4, faltam 46 metros para que os trabalhos de escavação, na região do maciço do Leblon, sejam concluídos. Não há uma data para o encerramento das escavações, mas o consórcio afirma que, até o fim do mês, o tatuzão chegará até a Rua Igarapava, onde haverá a conexão com o túnel da Barra da Tijuca.

FASE DE ACABAMENTO

Apesar de estarem na reta final das obras, algumas estações estão mais adiantadas do que outras. Na Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, os trabalhos estão em fase de acabamento. Por lá, as roletas já foram instaladas, a iluminação está pronta, e a plataforma de embarque está recebendo os últimos ajustes. Um cenário diferente da estação Antero de Quental, no Leblon, que ainda não recebeu, por exemplo, os acabamentos na parede e os corrimãos nas escadas. Os pisos já foram colocados, mas estão protegidos por camadas de madeira para evitar que sejam danificados antes da inauguração.

O processo de colocação dos trilhos, no entanto, está adiantado. Cerca de 22 quilômetros entre a Barra da Tijuca e Ipanema já estão instalados, nos dois sentidos, restando apenas um quilômetro para ser colocado.

SEM DATA PARA INICIAR TESTE

Depois de ajustar o cronograma de testes em fevereiro, o então secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, afirmou que, a partir de março, haveria simulações operacionais com os trens, sem passageiros, entre as estações General Osório e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Questionada ontem sobre o calendário, a secretaria estadual de Transportes informou que ainda não há data para o início desses testes.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alerj-aprova-emprestimo-de-990-milhoes-para-linha-4-do-metro-19031302#ixzz4592OPoiy 
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terça-feira, 5 de abril de 2016

Obras da Linha 4 do metrô Rio poderão ser investigadas


05/04/2016 - Jornal Extra

As obras da Linha 4 do metrô podem entrar na mira do Ministério Público Federal (MPF). O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, recebeu requerimento do Deputado Federal Ezequiel Teixeira (PTN-RJ) no qual são detalhados o atraso na entrega da nova linha, o estouro no orçamento (antes inferior a R$ 6 bilhões e hoje na casa dos R$ 9 bilhões) e empréstimos que custarão R$ 12 bilhões aos caixas do Estado. Cabe agora ao procurador investigar se houve algum crime cometido pelo governo estadual.

No requerimento, Teixeira ainda alerta para o pedido do governo estadual de novo empréstimo, de R$ 989 milhões, para concluir trecho que será usado nos Jogos Olímpicos, além da parte final da obra, que tem prazo para o primeiro trimestre de 2018.

Hoje, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) votará se aprova, ou não, o novo empréstimo de quase R$ 1 bilhão. Procurado, o governo do estado não comentou o envio do requerimento ao MPF.

sábado, 2 de abril de 2016

União autoriza mais R$ 1 bilhão para o metrô

01/04/2016 - O Globo

Bárbara Nascimento e Selma Schmidt

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu aumentar em R$ 1 bilhão o limite global para a contratação de financiamentos de obras de infraestrutura associadas à realização das Olimpíadas. A liberação tem como objetivo atender a um pedido do governo estadual para a conclusão da Linha 4 do metrô (Barra- Ipanema).

Com a medida, o valor máximo a ser liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para esse tipo de empreendimento é de R$ 4,6 bilhões. O limite tem que comportar todas as obras ligadas aos Jogos.

- O Estado do Rio alegou necessidade de aumentar o financiamento para a Linha 4. A justificativa foi que houve uma ampliação do projeto da estação da Gávea em função de riscos geológicos, entre outras questões técnicas - disse a chefe da assessoria econômica do Tesouro Nacional, Viviane Varga.

A decisão foi tomada na última reunião mensal do CMN - formado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e pelo Banco Central -, que tem entre suas responsabilidades formular e aprovar políticas de crédito, regular o valor externo e interno da moeda, orientar a aplicação dos recursos dos bancos e garantir sua solvência e liquidez. Uma vez aprovada pelo CMN, a operação de crédito poderá ser solicitada pelo Estado do Rio.

No entanto, para receber o dinheiro, o governo estadual terá de cumprir mais uma formalidade: precisará aprovar um projeto de lei na Assembleia Legislativa (Alerj). A proposta, encaminhada na semana passada à Casa, pede autorização para contrair um financiamento de R$ 989,2 milhões junto ao BNDES para concluir toda a Linha 4. Desse valor, R$ 489 milhões serão usados para finalizar o chamado trecho olímpico, que terá cinco estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico. Os outros R$ 500 milhões serão empregados na segunda fase do projeto: escavação de um trecho de túnel até a Gávea e construção da estação.

ALERJ: APOIO PARA APROVAÇÃO 

A previsão era que o pedido fosse votado terça- feira passada pela Alerj, mas deputados da oposição questionaram se o estado ainda tem capacidade para arcar com mais dívidas. Na próxima terça, o projeto será levado novamente ao plenário. Anteontem, em uma reunião com o Colégio de Líderes da Alerj, o governador em exercício Francisco Dornelles conseguiu apoio para aprovação da proposta na semana que vem.

Mas o novo empréstimo não fará com que a Linha 4 fique totalmente pronta para as Olimpíadas. Como O GLOBO informou ontem, depois de sucessivos adiamentos, a conclusão da estação da Gávea está prevista para o primeiro trimestre de 2018.

Inauguração da Linha 4 do metrô até a Gávea é adiada para 2018

31/03/2016 - O Globo

A inauguração da Estação Gávea, que integra a Linha 4 do metrô (Ipanema-Barra), está ainda mais distante. Por causa de mudanças no projeto original, ela já não ficaria pronta a tempo dos Jogos Olímpicos, mas, agora, em meio à crise financeira do estado, a entrega foi adiada para o primeiro trimestre de 2018. Anteriormente, a promessa era finalizá-la no primeiro semestre de 2017. O novo prazo está na justificativa do projeto de lei do Executivo, enviado à Assembleia Legislativa (Alerj) semana passada, pedindo um financiamento de R$ 989,2 milhões junto ao BNDES para concluir toda a Linha 4. 

Desse valor, R$ 489 milhões serão usados para finalizar o chamado trecho olímpico, que terá cinco estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico. Os outros R$ 500 milhões serão empregados na segunda fase do projeto: escavação de um trecho de túnel até a Gávea e construção da estação. 

A Secretaria estadual de Transportes não esclareceu a razão do novo adiamento. E, em vez de “primeiro trimestre de 2018”, como consta da mensagem enviada à Alerj, a secretaria afirmou, por e-mail, que “o prazo contratual máximo de conclusão é até 30 de janeiro de 2018”. Diz ainda que os técnicos do órgão e do consórcio construtor irão detalhar o cronograma da Estação Gávea logo após a entrega do trecho olímpico. 

O novo adiamento na entrega da Estação Gávea provocou críticas de líderes comunitários, como o presidente da Associação de Moradores e Amigos da Gávea, Rene Hasenclever: 

— Não temos metrô, nem transporte público de qualidade. A cada hora dizem uma coisa sobre a conclusão da Estação Gávea. Enquanto isso, o trânsito no bairro está cada vez mais caótico. São milhares de pessoas que vêm para a Gávea, procedentes da Barra e de outros bairros da Zona Sul, só para estudar. Temos 22 escolas e ainda a PUC. Sem falar que, sem a estação funcionando, fica cada vez mais longínqua a construção do trecho Gávea-Botafogo, passando pelo Jardim Botânico. 

Diretor de Urbanismo da Associação de Moradores do Alto Gávea, Luiz Fernando Peña também protestou: 

— É um absurdo esse novo adiamento. Dão prioridade a coisas supérfluas e deixam de lado as obras importantes de infraestrutura. Essa estação é fundamental para os moradores da Gávea. Teremos um metrô passando pela nossa porta e não poderemos embarcar. 

Construída no subsolo do estacionamento da PUC, a Estação Gávea será a mais profunda do metrô carioca. Ela ficará 55 metros abaixo do nível da rua e será a primeira do sistema metroviário a ter o acesso feito prioritariamente por elevadores. Em 2013, o governo e o consórcio construtor definiram que ela teria duas plataformas independentes e na mesma altura. Uma delas para operar o sistema existente e a outra para atender a uma futura expansão rumo a Botafogo. 

Além de buscar recursos, o governo corre contra o tempo para entregar a ligação Ipanema-Barra antes dos Jogos, que acontecem entre 5 e 21 de agosto deste ano. Segundo o governo, ainda faltam 90 metros de túneis para serem escavados. Pelo último prazo, as galerias deveriam estar completamente perfuradas em dezembro do ano passado. 

Apesar dos atrasos nas obras, o governo garante que o trecho olímpico começará a operar em julho, mesmo com capacidade reduzida de passageiros e sem detalhar como serão realizados os testes antes de a linha entrar em operação comercial. 

Pelo último cronograma informado, os testes com os trens sem passageiros entre as estações General Osório e Nossa Senhora da Paz deveriam ter começado este mês, mas não foram realizados e nem há prazo para que sejam iniciados, segundo a Secretaria de Transportes. Já os testes entre as estações Jardim Oceânico e São Conrado estavam previstos para abril. 

As obras da Linha 4 do metrô começaram em junho de 2010 e já custam quase o dobro dos R$ 5 bilhões previstos no orçamento inicial. Segundo a Secretaria estadual de Transportes, serão gastos R$ 9,7 bilhões, incluindo obras, trens e equipamentos. O consórcio Rio Barra destinou R$ 1 bilhão para a compra de 15 trens, além de equipamentos de segurança e sinalização. O restante vem de financiamentos e de contrapartida estadual. 

ACORDO PARA VOTAR EMPRÉSTIMO NA TERÇA 

O governo justificou o aumento no orçamento da Linha 4 alegando que houve alterações no projeto original à medida que as obras foram avançando. Entre elas, estão a construção de um segundo túnel de cinco quilômetros no trecho entre Jardim Oceânico e São Conrado e de 28 interligações, a cada 244 metros, nos túneis escavados em rocha entre a Barra e a Zona Sul, atendendo às exigências técnicas nacionais de segurança. Cita ainda a Estação Gávea, que, em vez de uma, terá duas plataformas. Outra razão apontada para o aumento dos custos nas obras foi a proibição da circulação de caminhões pesados no Elevado do Joá, entre Barra e São Conrado, o que obrigou o consórcio construtor a modificar o local de destino do material escavado, acarretando aumento de distância e custos na operação. 

Segundo o deputado estadual Carlos Roberto Osorio (PSDB), ex-secretário estadual de Transportes, a votação do projeto autorizando o Executivo a contrair empréstimo de R$ 989,2 milhões junto ao BNDES deve ocorrer na próxima terça-feira. A previsão era que o pedido fosse analisado anteontem, mas deputados da oposição questionaram se o estado ainda teria capacidade para arcar com mais dívidas. 

— O governador em exercício Francisco Dornelles pediu, na reunião com o colégio de líderes da Casa que a votação ocorra na terça-feira. O presidente (da Alerj) Jorge Picciani assegurou ao governador que o projeto vai à votação. Deverá ser aprovado. Eu, que não sou da base governista, vou votar a favor — disse o deputado, acrescentando que a parcela do empréstimo destinada ao trecho olímpico precisa ser liberada até maio para que a obra termine antes dos Jogos. 

A Secretaria estadual de Transportes garante que 90% das obras do trecho olímpico estão concluídas e que elas seguem dentro do cronograma. Foram instalados 22 quilômetros de trilhos, restando um quilômetro para a conclusão desse serviço. As cinco estações estão em fase de acabamento e contam com acessos de passageiros, piso de granito, pastilhas decorativas e painéis artísticos instalados. As escadas rolantes e elevadores também estão em testes em algumas estações. 

Ainda segundo a secretaria, as obras da ponte estaiada na Barra estão finalizadas. Este mês foram concluídas a colocação dos trilhos e a execução da concretagem das vias por onde os trens vão passar. Também foi iniciada a instalação do sistema de sinalização em toda extensão da ponte. A próxima etapa será a iluminação cenográfica, assinada por Peter Gasper. Esse é único trecho onde os trens da Linha 4 poderão ser vistos fora dos túneis. 



quarta-feira, 30 de março de 2016

Votação de empréstimo de quase R$ 1 bilhão para Linha 4 do metrô é adiada


29/03/2016 - O Dia

Com isso, governo teme não conseguir concluir primeira parte da obra até julho, às vésperas da Olimpíada

ESTADÃO CONTEÚDO

Rio - O projeto de lei encaminhado pelo Governo do Estado do Rio que pede autorização para captar R$ 990 milhões de empréstimo para obras da Linha 4 do metrô recebeu 22 emendas de deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta terça-feira e, com isso, saiu da pauta de votação. Não há nova data definida para apreciação do projeto. Isso aumenta a preocupação do governo, que teme não conseguir concluir a primeira parte da obra até julho, às vésperas da Olimpíada.

O projeto entrou na pauta da Alerj nesta terça em regime de urgência. Considerada fundamental para o funcionamento do esquema de transporte para o Parque Olímpico da Barra, a conclusão do primeiro trecho da Linha 4 está ameaçada devido à urgência do governo em levantar R$ 489 milhões, valor necessário para concluir o chamado "trecho olímpico" — que liga o bairro de Ipanema à Barra da Tijuca, com as estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico

O custo total da Linha 4 está estimado em R$ 9,77 bilhões, dos quais R$ 6,6 bilhões já foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em grave crise financeira, o Governo do Rio insiste na necessidade de contrair novo empréstimo. Deputados da oposição e até mesmo alguns da base aliada do governo estadual são contra.

terça-feira, 29 de março de 2016

Dinheiro para obra do metrô do Rio de Janeiro não parar depende da Alerj

29/03/2016 - O Estado de SP / G1 RJ

MARCIO DOLZAN E LUCIANA NUNES LEAL

Considerada fundamental para o funcionamento do esquema de transporte para o Parque Olímpico da Barra da Tijuca, a conclusão do primeiro trecho da Linha 4 do metrô do Rio está ameaçada. Apesar de o governo do Estado assegurar que a obra está dentro do prazo, a urgência em levantar R$ 500 milhões coloca em risco a inauguração do trecho até agosto, mês dos Jogos do Rio-2016.

O montante é necessário para que a obra não pare a pouco mais de quatro meses da Olimpíada, segundo fontes da organização dos Jogos e do governo do Rio, ouvidas pelo Estado.

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), atualmente em licença médica, insiste desde o ano passado na necessidade de novos empréstimos para a conclusão da linha. O custo total está estimado em R$ 9,77 bilhões, dos quais R$ 6,6 bilhões já foram financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Estado quer financiar mais R$ 989 milhões. Em fevereiro, o jornal O Globo publicou e-mail do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), em que ele demonstrava sua preocupação com o andamento das obras do metrô. Na correspondência encaminhada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), Paes sugeria que fosse analisado um plano alternativo de transporte para o evento.

A sugestão da Prefeitura do Rio era a criação de um sistema provisório de BRTs (ônibus articulados) ligando a zona sul à Barra da Tijuca. Essa alternativa valeria apenas para torcedores, voluntários e jornalistas credenciados. Moradores não poderiam valer-se dela.

A revelação do e-mail do prefeito para o COI gerou mal-estar. Os organizadores dos Jogos Olímpicos se apressaram em negar qualquer atraso. À época, Paes disse ao Estado que “o Pezão está muito confiante na obra (da Linha 4), mas não custa ter atenção”.

A confiança do governo estadual, porém, passa pela liberação de novos empréstimos. Dos R$ 989 milhões solicitados, R$ 489 milhões são fundamentais para a finalização do chamado “trecho olímpico” – que liga o bairro de Ipanema à Barra da Tijuca, com as estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico.

Os outros R$ 500 milhões serão usados para a segunda fase de implantação da Linha 4, que será concluída apenas depois da Olimpíada. O projeto original, que incluía todos os 16 quilômetros da linha, teve de ser desmembrado por causa de atrasos na execução da obra.

O problema é que o pedido de empréstimo não tem data para ser analisado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que precisa aprová-lo a pedido do Executivo. O projeto vai à apreciação do plenário da casa ainda esta semana, mas é certo que receberá emendas e pedido de vistas. Por isso, a Alerj não fez uma previsão de quando o tema irá à votação.

Segundo a Secretaria de Estado de Transporte, a obra da Linha 4 do metrô “atingiu 90% de conclusão e segue dentro do cronograma”, com previsão de entrega para julho. “Falta escavar apenas 90 metros de túneis para finalizar o eixo Barra-Ipanema”, informou a pasta.

A secretaria não quis comentar a possibilidade de a Linha 4 não ficar pronta a tempo da Olimpíada, insistindo que “as obras seguem dentro do cronograma”. Durante os Jogos Olímpicos, segundo o plano de mobilidade urbana traçado, o transporte público será o único meio de chegar às instalações esportivas, já que a circulação de carros será restrita nessas áreas.

Quando estiver concluída, a Linha 4 do metrô deverá transportar até 300 mil passageiros por dia, o que, segundo estimativas do governo, será capaz de retirar até dois mil carros das ruas nos horários de pico.

Voos. O Aeroporto Santos Dumont funcionará sem interrupção para aviação executiva (aviões particulares) e táxi aéreos durante a Olimpíada. Para voos comerciais, o horário foi ampliado de 6h às 22h30 para 6h às 23h59. O anúncio dos novos horários foi feito ontem pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República.

O horário especial valerá dos dias 3 a 23 de agosto. Com a mudança, o aeroporto terá um tráfego de 70 mil passageiros a mais durante o período. A estimativa é de 4,5 mil pousos e decolagens a mais durante o período, praticamente dobrando a capacidade diária de 250 pousos e decolagens. O Santos Dumont deverá registrar quase 500 voos no período da Olimpíada.

Segundo a secretaria, a ampliação dos horários de voos comerciais busca compensar a suspensão durante as provas de vela da Baía de Guanabara, que estão previstas para acontecer de 8 a 18 de agosto, com fechamento do espaço aéreo na região entre 12h40 a 17h10.

G1 - Rio de Janeiro

Alerj deve votar nesta 3ª empréstimo de R$ 1 bilhão para obras do metrô

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deve votar nesta terça (29) em regime de urgência, em discussão única, o projeto de lei do Poder Executivo para captar quase R$ 1 bilhão em empréstimo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a conclusão das obras da Linha 4 do metrô – que vai ligar a Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste, a Ipanema, na Zona Sul da cidade.

O PL é o segundo da Ordem do Dia da Alerj, que será aberta às 15h. Não é, no entanto, a primeira vez que o governo fala na necessidade de mais recursos para a conclusão das obras. O pedido do Executivo chega à Alerj quase um mês após o governador, Luiz Fernando Pezão, confirmar que o BNDES repassou ao estado R$ 450 milhões que seriam usados para o término das obras e que, com aquele valor, as obras seguiriam o cronograma e seriam entregues em tempo.

O novo pedido de empréstimo prevê um repasse de R$ 989.210.440.00 ao estado. Na justificatica do projeto, Pezão defende que o crédito tem como objetivo "suplementar recursos para a continuação das obras de Implantação da Linha 4, da estação Jardim Oceânico à estação General Osório, e a expansão da estação General Osório/interligação da Linha 1 com a Linha 4". O montante, segundo consta no projeto de lei, está "dentro do limite de endividamento do Estado".

De acordo com a Secretaria de Estado de Transporte, do valor total requerido neste novo pedido de empréstimo, R$ 489 milhões serão aplicados na finalização do trecho olímpico: Ipanema - Barra, com as estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico. A previsão de entrega é julho de 2016.

Os outros R$ 500 milhões serão aplicados na segunda fase de implantação do projeto, que inclui estação Gávea, cuja conclusão é prevista para 2018. "A solicitação do novo empréstimo não foi realizada anteriormente porque o Estado não havia recebido autorização do governo federal para tal contratação", segundo explicação da pasta.

A pasta também informou que o orçamento inicial para a construção da Linha 4 era de R$ 7,5 bilhões. Os recuros utilizados são do Estado obtidos, via financiamento, de três instituições: Agência Francesa de Desenvolvimento, Banco do Brasil e BNDES. De acordo com a Setrans, o projeto está 90% concluído, restando 90 metros para finalizar o eixo Barra - Ipanema.

Deputados se dividem quanto à aprovação de projeto

Enquanto não entra em pauta, deputados estaduais já sinalizam como deve ser a votação da proposta. Como chegou à Casa para ser votado em regime de urgência, os pareceres das comissões permanentes para avalizar o projeto devem ser dados durante a própria votação.

"A situação agora é a seguinte: se correr, o bicho pega. É preciso terminar essa obra. Não tem jeito. Como esse dinheiro está dentro do endividamento do estado, eu vou concordar. Se estivesse fora, seria mais problemático", explicou o deputado estadual e presidente da Comissão de Transportes, Marcelo Simão (PMDB).

Na outra ponta, a oposição considera que o empréstimo não deve ser feito. O deputado Eliomar Coelho (Psol) não vê "razão ou justificativa para que a Casa autorize mais R$ 1 bilhão de empréstimo para a Linha 4".

"Vamos votar contra, com certeza. Participei desde a primeira hora das discussões [sobre a Linha 4]. Houve duas audiências públicas onde os moradores atingidos pelas obras dessa Linha 4, eram contra a construção. É um projeto executado contra a  opinião de técnicos, eespecialistas e população. E não passa de continuação da Linha 1."

terça-feira, 22 de março de 2016

Estações da Linha 4 do Metrô no Leblon estão em fase de acabamento

22/03/2016 - Correio do Brasil

O secretário de Estado de Transportes, Rodrigo Vieira, o subsecretário executivo, Oswaldo Dreux, e a presidente da RioTrilhos, Tatiana Carius, visitaram, na segunda-feira, as futuras estações Jardim de Alah e Antero de Quental, da Linha 4 do Metrô, no Leblon. Ambas estão em fase de acabamento. 

A estação Antero de Quental iniciou os testes dos sistemas operacionais, que ocorrem por etapas. Com a conclusão das duas subestações de energia, sistemas de ventilação, iluminação e acessibilidade, como escadas rolantes, já estão sendo verificados. Os elevadores também estão em montagem. O nível de acesso dos passageiros está praticamente finalizado e, em abril, o painel de azulejos que faz homenagem a surfistas começa a ser montado. Neste andar, as bilheterias também estão prontas. O mezanino da estação está 100% concretado e recebe o piso de granito definitivo. 

Já na estação Jardim de Alah, os trilhos estão sendo instalados na via permanente, por onde os trens vão passar. O mezanino e as plataformas de embarque e desembarque seguem em construção. Os dois acessos de passageiros, localizados nas avenidas Borges de Medeiros e Ataulfo de Paiva, já têm estruturas metálicas instaladas e o piso de granito definitivo está sendo assentado. As salas técnicas e operacionais também seguem o cronograma de evolução. A ventilação definitiva está implantada, bem como a sala de Comando Geral da estação e as duas subestações de energia. 

Linha 4 vai transportar 300 mil pessoas por dia. 

A Linha 4 do Metrô vai unir o Rio, integrar regiões e levar qualidade de vida a milhares de cidadãos. Esta é uma obra do Governo do estado do Rio de Janeiro e vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. O projeto representa a execução, de uma só vez, da mesma extensão de metrô subterrâneo existente no estado e é o maior legado em transporte que o Rio de Janeiro, seus habitantes e visitantes ganharão com os Jogos Olímpicos. A Linha 4 terá 15 novos trens, que já circulam em testes com passageiros nas linhas 1 e 2. Com 90% de conclusão das obras, a Linha 4 do Metrô segue dentro do cronograma.


sábado, 19 de março de 2016

Linha 4 corre risco de não ficar pronta a tempo das Olimpíadas


18/03/2016   - O Globo

Faltando menos de cinco meses para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, o risco de a Linha 4 do metrô (Praça General Osório- Jardim Oceânico) não operar durante o evento é elevado, segundo fontes ouvidas pelo GLOBO. Os trabalhos prosseguem em ritmo acelerado, praticamente 24 horas por dia, sete dias por semana, para, pelo menos, garantir a conexão entre Zona Sul e Barra, mesmo com algumas estações fechadas e limitação drástica do número de passageiros.

O esforço, no entanto, não é garantia de sucesso. O martelo será batido em menos de um mês. No dia 15 de abril, o governo do estado deverá informar ao COI se o metrô vai operar ou não. Se não houver garantias até lá, o plano B da prefeitura entra em vigor, com a adoção de uma linha temporária de BRT fazendo o serviço, conforme O GLOBO revelou em fevereiro.

Consultores de outros países, que estão no Rio apenas para monitorar o avanço dos preparativos, já receberam informes contundentes de que não haveria metrô. A conversa de bastidor aponta que não há mais tempo para entregar a obra, considerando aspectos sobre os quais nenhum engenheiro seria capaz de atuar, como o tempo de secagem do concreto.

A Secretaria estadual de Transportes informou ontem que desconhece o teor desses “informes”. Ressaltou ainda que as obras de implantação da Linha 4 do metrô seguem dentro do cronograma e chegam a 90% de conclusão. “Faltam escavar apenas 113 metros de túneis, com o tatuzão, para finalizar o eixo Barra- Ipanema. (...) Já são mais de 20 quilômetros de trilhos instalados, restando apenas três quilômetros para a conclusão deste serviço”, afirmou trecho da nota.

300 MIL USUÁRIOS POR DIA

A nota do estado diz ainda que as obras da ponte estaiada, construída sobre a Lagoa da Tijuca, estão finalizadas. Na última semana, os operários terminaram a colocação dos trilhos e executaram a última concretagem das vias por onde os trens vão passar. Também foi iniciada a instalação do sistema de sinalização em toda extensão da ponte.

O consórcio da Linha 4 também informou que as obras do metrô seguem dentro do cronograma, com 90% dos trabalhos concluídos.

A Linha 4, que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema, vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora.

quarta-feira, 9 de março de 2016

É possível fazer Olimpíada sem metrô, diz prefeito do Rio


09/03/2016 08:00 - Agência Reuters

RIO DE JANEIRO - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse nesta terça-feira que "é possível fazer Olimpíada sem metrô", em meio a dúvidas sobre a conclusão da obra para os Jogos Olímpicos de agosto.

De acordo com Paes, há um plano de contingência caso a expansão da linha 4, que irá levar o metrô até a Barra da Tijuca, principal local de competições, não seja finalizada a tempo.

"Tenho plano de contingência para tudo. O que sei é que vai funcionar. É possível fazer Olimpíada sem metrô, mas as informações que temos é que vai ficar pronto”, afirmou o prefeito a jornalistas.

Paes disse ainda que "o metrô não é importante para Olimpíada" e classificou a obra como uma "conquista extra". "A Olimpíada é bom motivo para conseguir o metrô", declarou.