domingo, 27 de dezembro de 2015

Estado vai estudar alternativas para levar o metrô à Baixada

27/12/2015 - O Dia

A intenção é expandir os trilhos até Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João de Meriti

O DIA

Rio - Um dos maiores gargalos da Região Metropolitana é a mobilidade. Mas, como diz o coordenador da Câmara Metropolitana de Integração Governamental, Vicente Loureiro, “sonhar não custa caro”. Responsável pela retomada da gestão compartilhada com os municípios do Grande Rio, Loureiro revela que o estado vai estudar alternativas para levar o metrô à Baixada. A intenção é expandir os trilhos até Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João de Meriti. Outra medida é o monitoramento do Arco Metropolitano com drones no início de 2016. O governo quer coibir ocupações irregulares e conhecer potenciais da região. Para isso, planeja uma parceria com a iniciativa privada.

Vicente Loureiro, coordenador da Câmara Metropolitana de Interação Governamental
Foto: Uanderson Fernandes 27.08.2014

ODIA: A Firjan constatou viabilidade econômica para criação de 11 linhas de barcas na Baía de Guanabara, que poderiam melhorar a mobilidade na Região Metropolitana. O estado pretende tirar do papel?

VICENTE LOUREIRO: É claro que algumas ligações podem ser realizadas, mas é preciso fazer contas, ouvir o mercado. Estamos numa fase em que a CCR quer devolver o serviço, porque só a rota Rio-Niterói se sustenta. Precisamos fazer estudos de viabilidade para saber que outras linhas são oportunidades concretas.

A ligação para São Gonçalo foi descartada?

Tanto em São Gonçalo quanto em Duque de Caxias temos um problema urbanístico a resolver, porque os centros dessas cidades funcionam longe do contorno do mar. O centro de São Gonçalo tem uma série de comodidades, onde o sujeito chega, faz compras e vai para casa. Como fazer isso ao lado da Baía de Guanabara onde não existe quase nada de vida urbana? São necessárias medidas além da construção de atracadouros e compra de embarcações.

Quais são as soluções?

O Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana, que ficará pronto até o final de 2016, vai dizer que caminhos a gente terá que seguir para reverter esses cenários, como mudanças em linhas de ônibus e no uso e ocupação do solo.

O estado estuda levar o metrô para a Baixada?

O primeiro desafio é a linha Estácio-Carioca-Praça 15. Ela vai aumentar a capacidade da Linha 2, que está sobrecarregada na Pavuna, onde recebe a demanda de toda a Baixada. Feito isso, a gente vai poder estudar as alternativas técnicas para que o metrô possa avançar pelo menos seis, oito quilômetros na Baixada. Isso é possível. Buscar soluções em parcerias público-privadas, como temos feito, viabiliza mudança de paradigmas.

Aonde o metrô poderia chegar naquela região?

O ideal é que o metrô possa ir a Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti. Não sei o itinerário mais adequado nem quanto custa isso, mas, aumentando a capacidade da Linha 2, não é caro sonhar que ele pode chegar um dia à Baixada. Enquanto não acontece, precisamos estimular as prefeituras a promoverem integrações físicas e tarifárias para abastecer estações de trem mais movimentadas e o metrô da Pavuna. O passageiro deveria sair do ônibus e estar na estação em três minutos.

Existe plano B para a Linha 3 se a União não liberar os recursos previstos?

A Secretaria de Transportes está desenhando as alternativas para que possa lançar mão da Linha 3. É um objetivo do governo tocar esse projeto importante no setor.

Como resolver os problemas do Arco Metropolitano? Ele tinha a promessa de integrar a região, mas está subutilizado, com má conservação e favelização.

Vamos iniciar um sistema de monitoramento do entorno do Arco com drones para sabermos como acontece o processo de ocupação e evitar degradação. Quanto à capacidade de utilização, acreditamos que os números serão atingidos quando a via estiver toda pronta. Os drones também vão nos permitir conhecer áreas potenciais para a expansão de atividades industriais e logísticas. O estado estuda o modelo de gestão mais eficiente.

Como estimular atividades econômicas em áreas com muita moradia e pouco emprego, a fim de diminuir os deslocamentos?

O STF decidiu que a gestão dos serviços públicos nas regiões metropolitanas tem que ser compartilhada entre estado e municípios. Essa é a tarefa que a gente vai ter que aprender a construir para decidir os investimentos na metrópole. A criação da autarquia que vai regular essa relação deve ser votada na Alerj após o recesso.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Acordo deve viabilizar conclusão da Linha 2, que chegará à Praça Quinze

21/12/2015 - O Globo, Selma Schmidt

Um acordo firmado na semana passada entre o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, e a direção da concessionária MetrôRio deve desengavetar o projeto de conclusão da Linha 2, com a construção de um trecho entre o Estácio e a Praça Quinze, passando pela Cruz Vermelha. A concessionária contratará o projeto de engenharia, que custará R$ 25 milhões e ficará pronto em agosto de 2016. A maior parte da obra também deve ser bancada pela iniciativa privada. Com o término das intervenções, acabará a superposição das linhas 1 e 2 entre a Central do Brasil e Botafogo, que funciona desde 2009.

- O projeto definirá custo, prazo e método construtivo. Pela estimativa inicial, com o término da Linha 2, mais 400 mil usuários poderão usar o sistema. Queremos iniciar a obra em janeiro de 2017, assim que entregarmos a estação da Gávea, da Linha 4. Em troca dos recursos investidos, a MetrôRio poderá ter o prazo de concessão estendido. Porém, isso dependerá do estudo, que levará em conta o aumento do número de passageiros. A Fundação Getulio Vargas vai assessorar o estado para que seja formulada a proposta de reequilíbrio do contrato - explica Osorio.

A conclusão da Linha 2, segundo o secretário, deverá resolver o problema da superlotação e diminuir o intervalo entre os trens. Estão previstas cinco estações no percurso complementar. Duas delas, Estácio e Carioca, foram construídas considerando a expansão, em dois níveis. Terão que ser feitas as estações de Catumbi, Cruz Vermelha e Praça Quinze.

- Essa obra não necessitará de financiamento nem de aporte do caixa do estado. Vamos utilizar o patrimônio imobiliário do metrô para a contrapartida, seja vendendo, arrendando ou criando um fundo imobiliário com as áreas remanescentes do sistema.

'METRÔ ENGESSADO'

Fundador do movimento "O metrô que o Rio precisa", Atílio Flegner afirma que a junção das linhas 1 e 2 foi um erro grave, pois limitou a capacidade do sistema:

- O metrô opera hoje de forma engessada, muito restrito à sua capacidade. A Linha 1 foi projetada para receber trens de seis carros. Já a Linha 2 foi dimensionada para operar com trens de oito carros e intervalos de cem segundos. Como a Linha 2 entra na Linha 1, só pode operar com trens de seis vagões. Isso corta violentamente a possibilidade de redução dos intervalos entre as composições.

Flegner ressalta que a superlotação é um problema muito sério em todos os modais, embora no metrô do Rio se apresente de forma pior:

- A inauguração da Linha 4 (General Osório-Barra) vai agravar esse problema. Gostaria de lembrar que sempre me mostrei contrário ao traçado adotado pelo governo para a Linha 4. Esse percurso, na verdade, é um esticamento da Linha 1, uma segunda gambiarra. Osorio discorda: - Nos primeiros meses após a inauguração da Linha 4, os usuários vão saltar na General Osório para embarcar num trem da Linha 1, que terá condições de absorvê-los. E parte dos novos trens chineses (15), com ar-condicionado 33% mais potente, operará, nesse período de transição, na Linha 1, para dar mais conforto aos passageiros. Quando não houver mais baldeação, todos circularão só na Linha 4.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Trens da Linha 4 vão reforçar frota do sistema metroviário

 Composições possuem ar-condicionado 33% mais potente e atenderão à Linha 2
   
 17/12/2015 1- O Globo

RIO - Sete trens da futura Linha 4 do Metrô vão começar a circular na Linha 2 (Pavuna-Botafogo). O reforço foi anunciado pelo secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio, durante uma viagem inaugural do 15º trem, importado da China, para a Linha 4. Estas composições possuem ar-condicionado 33% mais potente que o modelo antigo e, de acordo com a Secretaria Estadual de Transportes, a intensificação visa a garantir mais conforto aos usuários e maior agilidade operacional ao sistema.

A frota de trens da Linha 4 segue o mesmo projeto dos 19 que circulam pelo sistema desde 2012: seis carros com capacidade para 1.800 pessoas, passagem interna entre os vagões e câmeras de monitoramento interno. Com a chegada dos 15 trens de fabricação chinesa, a frota do metrô chega a 64 composições, um incremento de mais de 100% no número de trens que operam no sistema em comparação ao ano de 2009 (quando circulavam 30 trens).

Em paralelo, a concessionária afirma seguir com o projeto de revitalização dos 30 trens mais antigos. Sete composições já passaram por revisão nos sistemas elétrico, de ar-condicionado, de portas e de propulsões, além de manutenções preventivas e corretivas e processos de pintura.

Operação Verão começa neste sábado

Para atender o aumento de demanda aos sábados, domingos e feriados, devido ao início do verão e das férias, o Metrô Rio iniciará no próximo sábado a Operação Verão. O planejamento especial, que vai até o dia 14 de fevereiro, consiste no reforço dos trens nos fins de semana e feriados, reduzindo os intervalos entre as viagens e aumentando em até 20% o número de lugares em relação à oferta usual.

Surfistas poderão embarcar com suas pranchas aos sábados, domingos e feriados, em todas as estações e nos ônibus Metrô Na Superfície. Os objetos, no entanto, devem estar encapadas e não ultrapassar dois metros de comprimento. Já o embarque de nesses dias, em qualquer horário, está mantido. O usuário pode embarcar com a bicicleta também em dias úteis, após as 21h, no último carro de cada composição.

 Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/trens-da-linha-4-vao-reforcar-frota-do-sistema-metroviario-18322727#ixzz3ucmZQKxZ 
© 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Metrô em Jacarepaguá e expansão até o Recreio já tem traçados debatidos

11/12/2015 - O Globo

Mesmo ainda longe de serem iniciadas, possíveis obras já mobilizam a comunidade
   
POR LUCAS ALTINO 

Com elaboração do Plano Diretor Metroviário, avança discussão do projeto da Linha 6, que passará por Jacarepaguá - Hermes de Paula / Agência O Globo
   

RIO — Em janeiro, o governo estadual deu início ao Plano Diretor Metroviário (PDM), com o objetivo de planejar todos os traçados de metrô e de outros tipos de transporte de alta capacidade a serem implantados na Região Metropolitana até 2045. Em pauta, estão as expansões das linhas até o Recreio e Jacarepaguá, que, mesmo ainda longe de serem iniciadas, já mobilizam a comunidade. Enquanto a Secretaria estadual de Transportes prevê a Linha 6 (Alvorada-Fundão) passando nas proximidades da Linha Amarela, contemplando Freguesia e Pechincha, sob o argumento de que o outro lado de Jacarepaguá já é atendido pelo BRT, moradores desejam que a rede abranja todo o bairro. O tempo para decisões, porém, é curto: o PDM estará definido até fevereiro. Por isso, a Associação de Moradores da Freguesia (Amaf) convidou o secretário Carlos Osório para um encontro neste domingo.

— Como querem que seja um projeto definitivo, achamos que o trajeto deve atender a mais pontos de Jacarepaguá, como Barro Vermelho, Taquara e Tanque. Chega de BRT, sistema que em breve estará saturado; temos que pedir metrô — afirma Jorge da Costa Pinto, coordenador do conselho regional da Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro (FAM-Rio) e diretor da Amaf.

Por outro lado, o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório, deixa clara a preferência por um traçado que passe em locais não contemplados por BRT.

— A Linha 6 deverá ser próxima ao eixo da Linha Amarela, mas do outro lado da Transcarioca, à direita. O metrô não atenderia à outra parte de Jacarepaguá, que já tem o BRT — explica o secretário, que vem participando de reuniões com moradores, a fim de ouvir sugestões.

Carlos Osório diz que ainda não há estações definidas, mas propostas. Pelo esboço que leva em conta a ótica habitacional, ou seja, a quantidade populacional próxima, a Linha 6 teria três paradas em Jacarepaguá: Gabinal, Geremário Dantas e Pau Ferro. Depois, seguiria camimho parecido ao da Linha Amarela, até o Cocotá, na Ilha do Governador, que seria a estação final. Para Simone Villas-Boas, do Movimento Metrô Freguesia Mobilidade Urbana, o traçado é acertado:

— A estação Geremário Dantas é primordial, por ser num ponto central; a Gabinal é importantíssima, e atende a comunidades próximas, como Gardênia Azul e Cidade de Deus. Pau Ferro também tem muito movimento e uma grande população ao redor; e a sua estação poderia atender ao Pechincha, além da Freguesia.

Já Costa Pinto defende uma malha mais complexa. A Amaf acredita que a linha de Jacarepaguá deveria se ligar com a do Recreio, atendendo, assim, a Vargens, Camorim, Curicica, Taquara, Tanque e Praça Seca:

— A associação poderia até fechar os olhos, já que a Freguesia estaria sendo contemplada. Mas nós queremos pensar no todo. A Estação Pau Ferro, por exemplo, não acho que seja tão útil, por aquela não ser uma região central do bairro.

O secretário de Transportes diz que, antes da apresentação final, os estudos do PDM serão apresentados aos moradores das regiões que deverão receber o metrô, como forma de consulta popular. Em outubro, houve um encontro em Jacarepaguá, e uma reunião na Barra deve ser marcada para janeiro.

— Os moradores de Jacarepaguá deram boas sugestões para estações. Propuseram, entre outras coisas, ligações com ônibus de superfície — revela Osório.

Antes de o metrô chegar a Jacarepaguá, precisa ir até a Alvorada. O primeiro passo da expansão da Linha 4 já foi dado, com a construção de um rabicho na estação Jardim Oceânico, um prolongamento de cerca de 350 metros dos trilhos, para facilitar novas obras. O principal entrave é a falta de verbas. Carlos Osório diz que uma das opções é uma parceria entre município e estado, e o financiamento, no trecho da Avenidas das Américas, por meio de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs).

— A possibilidade de recursos será bem menor depois das Olimpíadas. Já se conversou com Eduardo Paes e Pezão sobre a possibilidade de expansão, principalmente no eixo das Américas, por meio de parceria entre estado e município. Estamos vendo exemplos internacionais, como Hong Kong, cuja linha foi basicamente financiada pela valorização imobiliária do seu entorno. A proposta é estudar mecanismo parecido com o do Porto Maravilha, via Cepacs, mas não há martelo batido — explica o secretário.

HORA DE ESTABELECER PRIORIDADES

Desde o início do ano, com a escassez de recursos do governo estadual, a Secretaria de Transportes deixou claro que, na impossibilidade de se iniciar imediatamente novas obras metroviárias, a intenção, ao elaborar o Plano Diretor Metroviário, é desenhar projetos a médio e longo prazos. A base do PDM é o Plano Diretor de Transporte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (PDTU), recém-finalizado ao custo de R$ 5 milhões, financiados pelo Banco Mundial. O valor do PDM é de R$ 4,1 milhões.

— O PDTU é um grande banco de dados. Dividiu a Região Metropolitana em 730 quadrantes. Realizamos pesquisas de campo, para saber como, onde e por que as pessoas se deslocam. Já o PDM vai nos dizer como o modal metrô responde a isso. Todos os traçados possíveis estão sendo analisados. Acredito que será um grande legado, em termos de planejamento, para que haja um projeto real de expansão do metrô, a longo prazo. Deixaremos de pensar em expansões pequenas, como era no passado. É a primeira vez que teremos algo assim desde o projeto original do metrô no Rio, que é de 1968 — celebra Osório.

Traçados propostos pelo governo e pela população - Editoria de Arte

Os moradores da região sabem que a chegada do metrô não ocorrerá rapidamente. Mas festejam a entrada de Jacarepaguá e Recreio na pauta.

A despeito das restrições orçamentárias, Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra, diz que a apresentação dos estudos da expansão do metrô até o Recreio está atrasada. Ele lembra que o governador prometeu mostrar a proposta no fim de 2014.

— Foi um compromisso do Pezão. Precisamos ver o projeto, ou pré-projeto, para opinar. Mas também entendemos que é prioritário finalizar a obra até o Jardim Oceânico — salienta Dumbrosck.

Se a chegada até o Terminal Alvorada é primordial, o presidente da Câmara Comunitária diz que muitos moradores da região julgam mais útil fazer a Linha 6 do que expandir a 4 até o Recreio:

— Tem gente que acredita ser mais interessante fazer o metrô para Freguesia e Zona Norte, pelo próprio volume de pessoas transportadas. Além disso, há um projeto do Eduardo Paes de fazer VLT da Alvorada ao Recreio.

UM PROJETO PARA 15 ANOS

Foi por estar insatisfeita com as poucas opções de transporte na Freguesia que a publicitária Simone Villas-Boas criou, no fim do ano passado, o Movimento Metrô Freguesia Mobilidade Urbana.

— O bairro teve recentemente um boom populacional enorme, mas não houve investimentos em infraestrutura e transporte. O sistema viário se manteve. E, com o BRT, linhas de ônibus viraram alimentadoras, prejudicando ainda mais a Freguesia — afirma Simone, que entregou um abaixo-assinado com diversas reivindicações relacionadas ao tema transporte para o governador Luiz Fernando Pezão em dezembro de 2014, e recebeu então a promessa de que haveria um estudo para levar o metrô até a região. — É bom ser lembrado e ser visto. A vinda do metrô para Jacarepaguá estava esquecida, mesmo que constasse no plano original de 1968. Sabemos que ele não chegará de um dia para o outro; por isso também pedimos outras medidas a curto prazo, como a criação de uma alça viária como opção de entrada na Linha Amarela.

Além do encontro com o governador, membros do movimento entregaram um dossiê para a Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, em fevereiro, com outras reivindicações, como aumento do efetivo de controladores de tráfego, construção de mais ciclovias e mais linhas de ônibus. Segundo Simone, o único pedido atendido até aqui foi a pintura de sinalização horizontal na Estrada dos Três Rios.

Há seis anos, Jorge da Costa Pinto e Wladimir Filgueiras, morador de Curicica, participam de discussões sobre a expansão do metrô, no Fórum Permanente de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que se reúne semanalmente no Clube da Engenharia, em Laranjeiras. O objetivo do fórum, do qual fazem parte membros da sociedade civil, técnicos e representantes da Secretaria de Transportes, é definir os melhores traçados para a mobilidade urbana. Costa Pinto sabe que a Linha 6 não é prioridade, mas espera que, ao menos, não fique no fim da fila.
   

— Provavelmente somos a quarta prioridade, atrás do término da Linha 4, da linha Estácio-Praça Quinze e do projeto São Gonçalo, que ainda não está descartado. É uma obra que não sai em menos de 15 anos — diz Costa Pinto. — Com as Olimpíadas e o anúncio do BRT, sabíamos que o projeto do metrô seria postergado. Mas o debate progrediu. Ao menos o Osório é receptivo a ideias.

Filgueiras, morador de Curicica, lembra de outra proposta levantada no fórum: a compra de um segundo Tatuzão, máquina que faz escavações, para que o governo consiga trabalhar em mais de uma frente de obras, simultaneamente:

— A tecnologia de engenharia evoluiu muito. Não há mais trechos intransponíveis. E o Osório disse que a Linha 6 seria feita com auxílio de um Tatuzão, o que ameniza os transtornos e evita a interdição das avenidas principais.
  
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/metro-em-jacarepagua-expansao-ate-recreio-ja-tem-tracados-debatidos-18254077#ixzz3u6VV4kFI 
© 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Linha 4 do metrô tem instalação de trilhos concluída entre a Barra e o Leblon

05/12/2015  – Agência Rio de Notícias – Rio de Janeiro/RJ

A instalação de trilhos nos túneis da Linha 4 do metrô construídos em rocha, entre a Barra da Tijuca e a região do Alto Leblon, está finalizada, informou o governo do estado do Rio de Janeiro. As vias permanentes, por onde os trens vão passar nos dois sentidos, já têm passarelas de emergência, sinalização, iluminação e câmeras de segurança instaladas.

Nas estações, depois de São Conrado e Jardim Oceânico, foi a vez da Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na zona sul, receber os trilhos nas áreas das plataformas de embarque e desembarque. O serviço foi finalizado na última segunda-feira (30).

De acordo com o governo, os trilhos também estão sendo instalados na rampa da Ponte Estaiada, que vai ligar os túneis escavados no Morro do Focinho do Cavalo à Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.

Dos 32 quilômetros de trilhos necessários em todo o trecho da Linha 4, há mais de 20 quilômetros instalados nas vias permanentes e estações, nos dois sentidos.

?A conclusão da instalação de trilhos no trecho entre a Barra da Tijuca e o Leblon é um marco importante do avanço das obras da Linha 4 do Metrô, assim como a conclusão da instalação de trilhos nas estações Jardim Oceânico, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Agora, em conjunto com o avanço das intervenções de engenharia, inicia-se a etapa de instalação dos sistemas operacionais do metrô, para que possamos cumprir o cronograma?, disse o secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Instalação dos trilhos na Linha 4 do metrô do Rio é concluída entre Barra e Alto Leblon

03/12/2015 - Portal Oficial do Governo Federal

A instalação de trilhos nos túneis da Linha 4 do Metrô construídos em rocha, entre a Barra da Tijuca e a região do Alto Leblon, está finalizada. As vias permanentes, por onde os trens vão passar nos dois sentidos, já têm passarelas de emergência, sinalização, iluminação e câmeras de segurança instaladas.

Nas estações, depois de São Conrado e Jardim Oceânico, foi a vez da Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, receber os trilhos nas áreas das plataformas de embarque e desembarque. O serviço foi finalizado na última segunda-feira (30.11). Os trilhos também estão sendo instalados na rampa da Ponte Estaiada, que vai ligar os túneis escavados no Morro do Focinho do Cavalo à estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.

Dos 32 quilômetros de trilhos necessários em todo o trecho da Linha 4, há mais de 20 quilômetros instalados nas vias permanentes e estações, nos dois sentidos. "Agora, em conjunto com o avanço das obras de engenharia, inicia-se a etapa de instalação dos sistemas operacionais do metrô, para que possamos cumprir o cronograma e entregar a Linha 4 em julho de 2016”, disse o secretário de Transportes do Estado do Rio, Carlos Roberto Osorio.

A obra, de responsabilidade do Governo do Estado do Rio de Janeiro, integra o Plano de Políticas Públicas/Legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A nova linha, que ligará Ipanema, na Zona Sul, à Barra da Tijuca, terá papel importante no acesso ao Parque Olímpico e às demais instalações da região, como o Riocentro. Serão seis estações: Jardim Oceânico (Barra), São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz (Ipanema).

A previsão é de que o eixo Ipanema-Barra entre em funcionamento sem passageiros, para testes de sistema, em maio de 2016. No mês seguinte, deve ter início a operação assistida fora do horário de pico. Pelo cronograma, a linha 4 começará a receber em julho os passageiros para o trajeto Ipanema-Barra. Durante os Jogos, a operação será dimensionada para atender os horários de competição.

A recomendação para quem vem do Centro da cidade, da Tijuca e da Zona Sul em direção à Barra para as competições é utilizar a Linha 4 do metrô até a estação Jardim Oceânico e fazer a conexão com o BRT (Transoeste), que vai levar o espectador até o Parque Olímpico e aos outros locais de competição na Barra da Tijuca.

Quando a operação comercial da nova linha estiver ocorrendo nos mesmos horários das demais linhas do metrô, será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. A estimativa é de que 300 mil usuários usem a Linha 4 diariamente depois dos Jogos Olímpicos, retirando cerca de 2 mil veículos das ruas por hora/pico.

A integração entre as Linhas 1 e 4 do metrô está prevista para dezembro de 2016. A Linha 4 será finalizada com a ligação entre Leblon e Gávea, trecho que tem previsão de entrega para janeiro de 2017.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Custo do metrô olímpico chega a R$ 10,3 bi. RJ quer novo empréstimo

02/12/2015 - UOL

A obra mais cara em execução para a Olimpíada de 2016 custará ainda mais do que esperado. Todo o projeto para a construção de uma nova linha de metrô no Rio consumirá ao menos R$ 10,3 bilhões –R$ 1,5 bilhão a mais do que os R$ 8,8 bilhões divulgados pelo governo estadual. E para pagar essa diferença bilionária, o Estado precisará de mais um empréstimo. Este de R$ 1 bilhão.

A construção da Linha 4 é uma das maiores promessas olímpicas. A obra é considerada fundamental para o esquema de transporte de torcedores e turistas que estarão no Rio de Janeiro durante os Jogos de 2016. Também é um dos maiores legados que o megaevento esportivo pode deixar para a cidade.

A execução da obra começou ainda em junho de 2010. Naquela época, estimava-se os 16 quilômetros de linhas metroviárias subterrâneas entre a zona sul do Rio e a Barra da Tijuca custariam R$ 5,6 bilhões –orçamento estimado pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Anos depois, projetos foram detalhados e o custo da obra, revisado. Em abril de 2014, o governo do Rio incluiu a Linha 4 do metrô na lista oficial de obras da Olimpíada e informou que ela custaria R$ 8,8 bilhões.

No mês passado, entretanto, após a presidente Dilma Rousseff visitar o canteiro de obras do metrô, o Palácio do Planalto divulgou um novo orçamento para as obras da Linha 4: R$ 10,3 bilhões. Questionada sobre a diferença, a Secretaria Estadual de Transportes do Rio informou que o novo custo inclui serviços cujos valores não foram computados no orçamento oficial. "Esse valor inclui, além das obras da Linha 4, todas as adaptações para conexão com a Linha 1 e gerenciamento do projeto", complementou a secretaria.

O governo federal é o grande financiador da obra do metrô prometida para a Olimpíada. Dois bancos federais, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Banco do Brasil já se comprometeram em emprestar R$ 6,6 bilhões e R$ 1,6 bilhão, respectivamente, para que o governo do Rio pague a construção (total de R$ 8,2 bilhões).

Já construtoras responsáveis pela obra e pela futura operação do metrô (Odebrecht, Queiroz Galvão, entre outras) vão investir R$ 1,1 bilhão na Linha 4. Todos esses empréstimos e investimentos, contudo, não serão suficientes para bancar o custo total relacionado à construção da nova linha metroviária.

Novo financiamento

Sabendo disso, o governo do Rio já solicitou ao BNDES um novo empréstimo, de R$ 1 bilhão. O crédito foi aprovado pelo banco. Contudo, a liberação do dinheiro depende de uma autorização da Secretaria do Tesouro Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

A Secretaria do Tesouro avalia a situação fiscal de todo Estado e município antes de autorizar a contratação de empréstimos. O controle é feito com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, a qual estabelece regras para evitar que governos assumam mais dívidas do que podem pagar.

O Estado do Rio de Janeiro passa por uma grave crise financeira. Nesta semana, o governo anunciou que vai parcelar pagamentos de metade dos servidores por falta de caixa. Em novembro, fornecedores do governo não receberam por seus serviços em dia devido a dificuldades econômicas enfrentadas pelo Estado.

A Secretaria de Transporte foi perguntada se a falta do financiamento poderia comprometer a obra do metrô, que deve ser entregue meses antes dos Jogos Olímpicos. O órgão informou que confia na liberação do crédito. "Esse é um projeto prioritário para os Jogos Olímpicos, respaldado pelo governo federal, e o governo do Estado confia na liberação do financiamento."

O UOL Esporte procurou o grupo de empresas responsáveis pela obra da Linha 4 do metrô. Elas não quiseram se pronunciar. (Vinicius Konchinski, do Rio de Janeiro)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Plano diretor metroviário sai em março

01/12/2015 - Jornal do Commercio

A Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) apresentará em março do ano que vem o Plano Diretor Metroviário (PDM), que irá definir os novos traçados para expansão do metrô e sua integração com os demais modais de transporte de alta capacidade da Região Metropolitana até 2045, incluindo o sistema ferroviário, aquaviário, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e os BRTs. O transporte está sendo feito por engenheiros e técnicos da secretaria desde janeiro. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Viagem nos transportes públicos na Olimpíada contará com bilhete especial

30/11/2015 – O Dia 

Cariocas e turistas poderão, durante a Olimpíada, comprar um bilhete só para fazer diversas viagens no metrô, trens, BRT, ônibus e barcas por um, três ou sete dias. A ideia é que, durante o período de validade, o “Cartão Olímpico” permita viagens ilimitadas. Entretanto, algumas restrições serão impostas para evitar fraudes.

“Vamos ter algumas restrições de tempo entre os embarques para evitar, por exemplo, que um grupo de pessoas viaje com um único bilhete, que será pessoal e intransferível”, afirma o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, que acrescentou que os preços desses cartões ainda estão em estudo. O plano de transportes para os Jogos prevê também o funcionamento do metrô e trens por 24 horas em alguns dias em que as competições e eventos terminam mais tarde.

“Programamos operação 24 horas para os dias mais críticos, em que teremos competições terminando após meia-noite. Nestas datas, o intervalo do metrô, entre 0h e 5h, será de 20 minutos”, explicou o diretor de Operações do MetrôRio, Daniel Habib, que apresentará o plano da concessionária para a Olimpíada no 2º Fórum Movecidades, que acontece de amanhã a sexta, em São Paulo.

O MetrôRio também prevê a redução dos intervalos de composições em até três minutos. Nos fins de semana, quando os intervalos chegam a oito minutos e meio, durante os Jogos, cairão para cinco minutos e meio. Em média, os intervalos do metrô no período da Olimpíada serão de quatro minutos e meio. O planejamento ainda prevê operações especiais em dias como 11 de agosto, com duas partidas de vôlei e futebol relevantes. Na ocasião, 43 mil pessoas devem chegar às partidas, entre 16h e 17h, e 61 mil deixam os locais após as 20h30.

São esperados mais de 1 milhão de turistas na cidade durante a Olimpíada. Além das 49 composições que circulam nas linhas 1 e 2 do metrô, mais 15 passarão a rodar com a Linha 4, a ser inaugurada antes da competição.

80% das obras de mobilidade urbana foram concluídas*

A menos de 250 dias para a Olimpíada, as obras de mobilidade urbana da prefeitura atingiram o percentual de 80% de execução, segundo a Secretaria Municipal de Obras (SMO). A ampliação do Novo Joá, o Lote Zero do BRT Transoeste (Alvorada – Jardim Oceânico) e a Transolímpica entram nas fases finais, como pavimentações, acabamento e iluminação, neste mês e serão entregues no primeiro semestre de 2016.

“São obras que começaram em 2012 e demoraram cerca de quatro anos para serem concluídas. Vão reestruturar todo o sistema de mobilidade da cidade do Rio”, explica o secretário Municipal de obras, Alexandre Pinto.

A Transolímpica será um sistema BRT, com 25 quilômetros, e uma via expressa para carros, do Recreio dos Bandeirantes a Deodoro, ligando dois parques olímpicos. “Estamos finalizando o viaduto na região de Curicica. Está quase tudo pronto, estamos focados na pavimentação agora”, explicou o secretário sobre o estágio atual das obras.

Alexandre Pinto disse que ainda não sabe qual dos dois BRTs, Transolímpica ou o Lote Zero do Transoeste, será inaugurado primeiro, mas garantiu que ambos serão finalizados impreterivelmente no primeiro semestre de 2016.

Entre as obras viárias, o secretário afirma que estão sendo concluídas a nova ponte da Joatinga e a colocação das estruturas da ciclovia do Elevado do Joá. A ampliação do Joá aumentará, segundo ele, em 35% a capacidade de circulação de carros entre as zonas Sul e Oeste, com duas novas faixas de rolamento que estão sendo construídas, com extensão de 5 quilômetros.