quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ministro das Cidades vem a Niterói e afirma que Linha 3 ainda está na pauta

26/05/2015 - Niterói Mais

A implantação da linha 3 do metrô, que ligará Itaboraí, São Gonçalo e Niterói é uma prioridade para o governo federal. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (25/5) pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, durante reunião com o prefeito de Niterói, no Solar do Jambeiro.

Ele afirmou que haverá um esforço da pasta para que haja viabilidade econômica para a realização da obra. As parcerias do ministério com a prefeitura nas áreas de habitação e mobilidade também foram avaliadas no encontro, assim como o projeto do município para obras de contenção de encostas em 15 novas áreas da cidade, que representará um INVESTIMENTO de R$ 103 milhões e está sendo analisado pelo governo federal.

"Dei uma boa notícia para o prefeito. O ministério não abandonou o projeto da linha 3 do metrô, nós continuamos trabalhando com a hipótese de financiar e apoiar a construção dessa linha, o que mudaria de maneira muito expressiva a qualidade da mobilidade e do transporte na cidade de Niterói", afirmou Kassab.

O prefeito afirmou que defende o projeto da linha 3 do metrô. "Do nosso ponto de vista, recuar da proposta da linha 3 do metrô seria um equívoco. Caso seja implementado o BRT, o projeto do metrô estará definitivamente arquivado", disse.

O deputado federal Sergio Zveiter (PSD), que também participou da reunião, disse que em fevereiro, durante audiência com o ministro, a preocupação com relação à não implantação da linha 3 do metrô foi apresentada pelo prefeito Rodrigo Neves. "Além dos projetos nas áreas de habitação, mobilidade e contenção de encostas, o prefeito Rodrigo falou sobre a importância da linha 3 do metrô. Nós somos favoráveis ao metrô e o ministro anunciou que vai se empenhar para que o projeto saia do papel", explicou Zveiter.

Gilberto Kassab estava acompanhado de vários técnicos do ministério. Também participaram da reunião o vice-prefeito Axel Grael, secretários municipais e o presidente da Câmara Municipal, Paulo Bagueira.

Contenção de encostas

Sobre a liberação dos recursos para as obras de contenção de encostas, o ministro Gilberto Kassab explicou que o projeto tem todo o apoio do ministério. "Vamos dar atenção especial ao pedido em relação à ampliação da ação do governo federal junto a Niterói nas áreas de encostas. Esperamos em agosto fazer uma reunião com toda a equipe do ministério e da prefeitura para a última etapa de avaliação por parte do governo federal. Esse é um projeto muito importante e da nossa parte pensamos que é fundamental para a cidade a conclusão dessas obras para que Niterói definitivamente vire a página de tragédias que se abateram na cidade", disse o ministro.

O prefeito disse que disse que o diálogo entre as equipes da prefeitura e do ministério fortalecem a parceria com o governo federal.

"Agradeci os INVESTIMENTOS que o Ministério das Cidades está realizando em parceria com a prefeitura. Se somarmos as obras de mobilidade urbana, com a TransOceânica; as obras do Minha Casa, Minha Vida, com mais de 3,5 mil unidades habitacionais já contratadas; a urbanização de comunidades e a contenção de encostas, seguramente chegamos a mais de R$ 600 milhões de INVESTIMENTOS do ministério em Niterói", afirmou Neves.

Os 15 pontos que serão beneficiados com as obras de contenção de encostas são:Travessa Beltrão (Santa Rosa); Rua Moacir Padilha (Morro do Estado); Morro da Biquinha (Jurujuba); Rua Gustavo Moreira (Morro do Céu); Alameda Custódio Esteves (Santa Bárbaba); Rua 22 de Novembro e Travessa Nossa Senhora de Lourdes (Cubango); Morro Boa Vista (São Lourenço); Rua do Bonfim (Fonseca); Ponte de Pedra (Grota do Surucucu); Estrada da Cachoeira, Campo da Barreira, Estrada Nossa Senhora de Lourdes, Rua Ludovico José da Rocha (Maceió) e Travessa Mioti (Santa Rosa).

A Prefeitura de Niterói já realizou mais de 40 obras de contenção em diversas áreas da cidade. Já foram beneficiados três ruas no Bairro de Fátima (Av. princesa Isabel, 49; Rua Manoel Correa e Rua Ponte Ribeiro); Caramujo (Rua Machado), Morro do Palácio I e II(Ingá), Grota do Surucuru (19 pontos), Morro do Holofote, Igrejinha (Largo da Batalha), Mirante da Boa Viagem, Estrada Francisco da Cruz Nunes; no quebra-mar de Jurujuba; no Fonseca (Travessa Aires Lemos) e no Viradouro (Rua Nossa Senhora das Graças). Essas intervenções tiveram investimentos superiores a R$ 40 milhões.

Em andamento estão obras no Morro do Bonfim (Fonseca), Rua Bombeiro Américo (Caramujo), Estrada Francisco da Cruz Nunes (Monan Grande) e PACs Capim Melado, Vila Ipiranga e Morro da Cocada.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Trem terá padrão de metrô este ano no ramal de Deodoro, promete secretário

19/05/2015 - O Dia

Linha do metrô entre Estácio e Praça XV é a próxima meta

CAIO BARBOSA

Rio - O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, prometeu nesta segunda-feira, durante uma palestra na Associação Comercial, que até o fim deste ano os passageiros da SuperVia, do ramal Deodoro, terão um serviço no mesmo nível da linha 2 do metrô, com 100% dos trens com ar-condicionado.

"Faltam apenas a chegada de alguns trens e ajustes na sinalização para que a gente comece a operar deste forma, em padrão metrô, no segundo semestre deste ano. Não quero ainda precisar um mês, mas creio que no terceiro trimestre (de julho a setembro)", disse Carlos Roberto Osorio.

O secretário informou que a melhoria não será apenas na qualidade do trem, como também no intervalo entre as composições, que passarão a ter um tempo médio de quatro minutos e 30 segundos, com um mínimo de três minutos e um máximo de seis.


Além de ar-condicionado em todas as composições, intervalo entre trens será de no máximo seis minutos
Foto:  Fabio Gonçalves / Agência O Dia

"Estamos trabalhando com esta previsão. Primeiro para Deodoro, depois estendendo para os ramais de Saracuruna, Santa Cruz e Japeri. Ainda este ano, o governador Luiz Fernando Pezão vai vender como sucata o último trem sem ar-condicionado", prometeu Osorio.

Durante a palestra, onde mostrou seus projetos para a área de mobilidade urbana, Osório garantiu que a prioridade, além dos trens da SuperVia, é a expansão do metrô. O secretário informou que a ligação entre Ipanema e a Barra da Tijuca já está 70% concluída e que o próximo passo será fazer uma linha entre o Estácio e a Praça XV, com a construção de estações no Catumbi, na Praça da Cruz Vermelha e conexão com a que existe na Carioca.

"Esta expansão se tornou prioridade devido à relação custo/benefício, pois é uma linha de apenas 3,7 quilômetros de extensão, poucas estações e uma previsão de 444 mil passageiros por dia, o que torna mais fácil a captação de recursos junto aos investidores, na iniciativa privada. Então, podemos dizer que, hoje, esta é a grande prioridade do governo estadual" concluiu o secretário de Transportes.

Linha 3 está cada vez mais distante

A tarde de Carlos Osorio foi de muitas promessas e de uma garantia: a tão sonhada Linha 3 do metrô, ligando Niterói a Itaboraí, passando por São Gonçalo, não vai mais sair do papel. A confissão foi feita antes de o secretário ser informado da presença do DIA  na plateia.

"A Linha 3 foi abolida. Seriam cerca de R$ 3 bilhões do governo federal, R$ 1,5 bilhão do governo estadual e outro R$ 1 bilhão através de licitação pública. Estes recursos do governo federal não existem mais e o estado também não tem mais capacidade de captar este dinheiro. A verdade é essa", reconheceu Osorio.

No fim da palestra, questionado pelo DIA , o secretário mudou o tom. "Na verdade, o projeto não morreu. Vamos ter mais dificuldades na captação de recursos e estamos buscando outras alternativas", despistou o secretário.

Mais quatro trens da Linha 4 chegam no Rio

18/05/2015 - O Dia

Dos 15 trens adquiridos para a Linha 4 do metrô, nove já estão no Rio e até o fim de 2015, outros seis trens desembarcarão na cidade

Rio - A secretaria de Estado de Transportes informou por meio de nota que mais quatro novos trens da Linha 4 do Metrô Barra da Tijuca-Ipanema desembarcaram no último sábado, no Porto do Rio de Janeiro. 

Cada composição tem seis carros, com capacidade para transportar 1.800 pessoas. Os vagões são equipados com ar-condicionado, painéis de LED com sistema informatizado de comunicação e câmeras de monitoramento interno, além de passagem interna entre os carros. O projeto é o mesmo dos modelos que já operam no MetrôRio desde 2012. Antes de começarem a circular no novo trecho, os novos trens serão testados por 90 dias nas linhas 1 e 2.

A Linha 4 do Metrô tem previsão para ser inaugurada em junho de 2016, beneficiando mais de 300 mil usuários por dia. Com isso, a frota de trens no metrô do Rio de Janeiro será ampliada em 30%, saltando de 49 trens para 64.

Componentes de vários países

Fabricado na China, os trens recebem peças de vários países diferentes. A carroceria e o truque, onde se localizam as rodas e o motor, vêm da empresa chinesa Changchun Railway Vehicles. O sistema de ar-condicionado é da australiana Sigma. A Mitsubishi Eletric, do Japão, ficou responsável pelo motor de tração. O sistema de portas foi desenvolvido pela austríaca IFE e toda a parte de frenagem do novo trem ficou a cargo da alemã Knorr-Bremse.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Greve ameaça obras do metrô e das Olimpíadas

15/05/2015 - O Dia - RJ

Rio - As principais obras do Rio vão parar a partir de segunda-feira. Após meses de negociação salarial, os trabalhadores do setor de Construção Pesada decidiram entrar em greve por tempo indeterminado até que se chegue a um acordo que atenda às reivindicações da categoria. Hoje será votado em assembleia como será a mobilização nos canteiros, mas o plano é interromper obras de grande porte, como a da Linha 4 do metrô, Engenhão, Parque Olímpico de Deodoro, Porto, Transolímpica entre outras.

Diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (SitraICP), Paulo César Mônico conta que a categoria reivindica aumento de 15%, mais cesta de R$ 450. "Fizemos algumas reuniões, mas as empresas só querem dar 7,13%, mais cesta de R$ 330 (atualmente é R$ 310). Os trabalhadores rejeitaram. Fizemos uma última proposta de aumento entre 8,5% e 9%, além de cesta de R$ 350, mas os representantes patronais não aceitaram", explica.

EFEITOS DA LAVA JATO

Segundo o sindicalista, os efeitos no mercado da Operação Lava Jato, que investiga os casos de corrupção na Petrobras, foram justificativas das companhias para não subir o reajuste. "As empresas têm que entender que o trabalhador não tem culpa", diz Paulo César.

Atualmente, de acordo com o sindicato, os salários nesse setor variam de R$1.150,60 para servente, até R$ 2.085,60 para soldador. No caso de mestre de obras, os valores são negociados diretamente com as empresas e construtoras.

Procurado, o Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada (Sinicon) informou que está ciente da greve, mas tentará manter as negociações para chegar a acordo sem que haja necessidade de paralisação.

"Fomos notificados com antecedência pelos trabalhadores de que haveria greve de segunda a quinta-feira. Mas o processo de negociação continua. Ainda temos hoje, sábado e domingo para tentar resolver essa situação. Estamos negociando há três meses e o ideal é evitar a greve, que não é boa para os dois lados", disse Renilda Cavalcanti, diretora de Relações Sindicais do Sinicon.

No entanto, para o diretor do SitraICP, que representa os trabalhadores, as tentativas de negociação já foram esgotadas e as conversas acontecerão em estado de greve. "Vamos começar do zero, propondo novamente o aumento de 15%. Estamos abertos a conversar, mas não aceitaremos menos de 8,5%", avisa.

Contra os descontos

Uma fila deu a volta no quarteirão do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Rio (Sintraconst-Rio) ontem, indo da Rua Haddock Lobo, entrando na Rua João Paulo I, chegando até a Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido. Os profissionais foram pedir o cancelamento da contribuição sindical, para não serem descontados no valor de 2,7% do salário.

Procurado, o sindicato informou que só terá na próxima semana os dados com o número de trabalhadores que pediram o fim do pagamento. Atualmente, são 200 mil sindicalizados. "Todo ano, menos de 5% vêm pedir o fim da contribuição. Acreditamos que este ano não será diferente", afirmou a assessoria de imprensa da entidade.

Recentemente, a categoria conseguiu reajuste entre entre 8% e 13,75% nos pisos. Os profissionais que recebem salários acima do piso até R$ 5 mil tiveram aumento de 7%. E quem recebe acima de R$ 5 mil teve o valor de R$ 350 acrescentado ao salário.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

BNDES já desembolsou R$ 4,1 bilhões para Linha 4 do metrô do Rio

13/05/2015 - Uol

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou hoje que os financiamentos da instituição para as obras da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro somam R$ 6,6 bilhões. Hoje, a presidente Dilma Rousseff visitou as obras do túnel entre São Conrado e Barra da Tijuca, que fazem parte da Linha 4.

Do total aprovado para a Linha 4, o BNDES já desembolsou R$ 4,1 bilhões. O financiamento do banco foi concedido ao Estado do Rio de Janeiro - a quem cabe a execução de toda a infraestrutura de túneis, vias e estações, além dos sistemas auxiliares e elétricos -, e os investimentos somam R$ 9,2 bilhões.

Com a entrada em operação, em 2016, dos 16 quilômetros da Linha 4 - interligando a estação General Osório, em Ipanema, na zona sul, à estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca -, o metrô do Rio passará a contar com quase 60 quilômetros de extensão. Em seu primeiro ano de operação, estima-se que vão embarcar em dias úteis nas estações da Linha 4 aproximadamente 300 mil pessoas. A Linha é composta de seis estações: Praça Nossa Sra. da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.

À concessionária RioBarra, responsável pela operação do trecho, cabem investimentos referentes aos principais sistemas operacionais (sinalização e pilotagem automática), à aquisição de material rodante (15 trens) e a investimentos diversos, no valor de R$ 1,2 bilhão.

domingo, 10 de maio de 2015

Justiça libera barulho à noite em obras do metrô no Leblon

09/05/2015 -  O Globo

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, suspendeu, na noite de ontem, a liminar concedida pela 6ª Vara de Fazenda Pública que proibia ruídos acima de 55 decibéis, entre 22h e 7h, nos canteiros de obras da Linha 4 do metrô, no Leblon. O pedido de suspensão da liminar foi feito pela Procuradoria Geral do Estado ( PGE). A decisão do TJ tem efeito imediato, conforme nota publicada ontem no blog do Ancelmo Gois.

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, contou que o principal argumento para a ação era o prazo para entrega da obra, que precisa ficar pronta ainda antes dos Jogos Olímpicos. A conclusão está prevista para 1º de junho de 2016, quando começará a etapa de testes.

— A suspensão da liminar representa a garantia do cumprimento do cronograma. A fase em que a obra está é crucial para a entrada em cena do tatuzão (que faz as perfurações dos túneis). A paralisação causaria atrasos justamente neste período tão importante — disse o secretário.

As obras estavam paradas desde a noite de quarta-feira. Segundo Osorio, apesar de a liminar não impedir as obras, e sim os ruídos, seria impossível dar continuidade à construção, respeitando-se o limite de 55 decibéis estipulado pela ordem judicial. Osorio reconhece que, segundo medições feitas pelo estado na época do licenciamento da obra, as operações no Jardim de Alah e na Antero de Quental já apresentavam ruídos superiores a este valor.

— Apesar de termos perdido duas noites de turno de trabalho, o prazo de entrega não ficará prejudicado. O barulho das obras incomoda, mas estamos fazendo o possível para amenizar os ruídos. Serão cerca de mais três meses de trabalho pesado — afirmou Osorio, acrescentando ainda que a continuação das obras conta com o apoio da Associação Comercial de Ipanema e Leblon e das associações de Moradores de Ipanema e do Leblon.

Seguindo o cronograma, o tatuzão deve chegar no canteiro do Jardim de Alah em agosto, e no de Antero de Quental em outubro, chegando o final do Leblon em dezembro.

A liminar atendia a uma ação do Ministério Público, movida por um grupo de moradores, no último dia 20. Mas, além de atrapalhar quem busca um sono tranquilo, os ruídos noturnos também causam transtorno para o COMÉRCIO da região. Segundo Téo Alves Ferreira, que é gerente de um bar na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, a frequência no local caiu cerca de 60%:

— Os tapumes, que ficam em frente ao bar, atrapalham bastante a chegada de clientes, mas o barulho é a principal reclamação.

Metrô: madrugada sem obras, mesmo após suspensão de liminar que proibia ruídos

RIO - A madrugada que sucedeu a decisão do TJ de liberar ruídos acima de 55 decibéis, entre 22h e 7h, em obras do metrô, ainda foi de tranquilidade para os moradores. Os trabalhos foram encerrados, segundo alguns funcionários, durante a noite. O pedido de suspensão da liminar foi feito pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e acatado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, na noite de sexta-feira.

Nos canteiros de obra da Linha 4 do metrô, as máquinas estavam paradas, na madrugada deste sábado, e a movimentação era apenas de seguranças. Um deles confirmou, inclusive, que os trabalhos no canteiro da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, foram interrompidos às 22h. A mesma tranquilidade foi observada em outros pontos da cidade, onde ocorrem as intervenções.

Mas o cenário ainda pode mudar. De acordo com o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, o principal argumento para a derrubada da liminar foi a preocupação com o prazo para a entrega das obras, que precisam ser concluídas antes dos Jogos Olímpicos. A previsão é que elas sejam entregues até junho de 2016, quando começa a etapa de testes.

 

A suspensão da liminar representa a garantia do cumprimento do cronograma. A fase em que a obra está é crucial para a entrada em cena do tatuzão (que faz as perfurações dos túneis). A paralisação causaria atrasos justamente neste período tão importante disse o secretário.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mais 2 trens da linha 4 do metrô desembarcam no Rio

06/05/2015 - Governo do Rio de Janeiro

Mais dois trens da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca-Ipanema) desembarcaram nesta segunda-feira (4/5) no Porto do Rio, e serão transportados até quinta-feira (7/5) para o Centro de Manutenção do MetrôRio. Antes de começarem a circular no novo trecho, os veículos serão testados por 90 dias nas linhas 1 e 2. Ao todo, cinco composições da Linha 4 já estão no Rio de Janeiro. Até o fim do ano, outros 10 trens desembarcarão na cidade.

Cada composição tem seis carros, com capacidade para transportar 1,8 mil pessoas. Os vagões são equipados com ar-condicionado, painéis de LED com sistema informatizado de comunicação e câmeras de monitoramento interno, além de passagem interna entre os carros. O projeto é o mesmo dos modelos que já operam no MetrôRio desde 2012.

A Linha 4 do Metrô será inaugurada em junho de 2016, beneficiando mais de 300 mil usuários por dia. Com isso, a frota de trens no metrô do Rio de Janeiro será ampliada em 30%, saltando de 49 trens para 64.
 
Componentes importados

Fabricado na China, os trens recebem peças de vários países diferentes. A carroceria e o truque, onde se localizam as rodas e o motor, vêm da empresa chinesa Changchun Railway Vehicles. O sistema de ar-condicionado é da australiana Sigma. A Mitsubishi Eletric, do Japão, ficou responsável pelo motor de tração. O sistema de portas foi desenvolvido pela austríaca IFE e toda a parte de frenagem do novo trem ficou a cargo da alemã Knorr-Bremse.

A Linha 4 é o maior legado em transporte que a população ganhará com os Jogos Olímpicos. Com a linha, o passageiro poderá utilizar o sistema metroviário da cidade pagando uma única tarifa, deslocando-se, por exemplo, da Barra à Pavuna. Será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos.

Após passar por testes, a Linha 4 entra em operação em 2016, quando estarão funcionando as estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico. A estação da Gávea teve o projeto alterado para ampliar a possibilidade de expansões e será inaugurada em dezembro de 2016.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Projeto sugere integração balsa-metrô no Rio

04/05/2015 - O Dia

Rota hidroviária entre condomínios da Barra da Tijuca e futura estação do metrô seria alternativa para melhorar a mobilidade no bairro carioca

Gustavo Ribeiro

Projeto sugere integração balsa-metrô no Rio
Projeto sugere integração balsa-metrô no Rio
créditos: Ecobalsas Rio/Divulgação
 
Um projeto da iniciativa privada em estudo com a Prefeitura do Rio pretende criar uma rota hidroviária para transportar os moradores dos condomínios da Barra da Tijuca em balsas até a futura estação do metrô no Jardim Oceânico. A obra está prevista para ser inaugurada em junho de 2016.

A ideia seria uma alternativa para melhorar a mobilidade no bairro, que teve o maior crescimento populacional da última década no Rio. Segundo a empresa Ecobalsas, autora da proposta, o projeto esbarra na falta de compromisso do governo do estado para dragar e despoluir a Lagoa da Tijuca e o Canal de Marapendi. Junto com a Lagoa de Marapendi, eles serviriam de caminho até a estação do metrô, mas não possuem condições favoráveis à navegação.

De acordo com um dos sócios, Ricardo Herdy, a frota de 16 embarcações, que atende 36 condomínios e transportam os moradores em sete rotas na Barra, tem capacidade para transportar até 4.296 pessoas por dia, cerca de 128.880 por mês. 

"Todos os empreendimentos que estão num raio de 6 km do metrô poderiam ser atendidos, o que abrange desde a área do condomínio Novo Leblon, próximo à Alvorada, até o Jardim Oceânico. O tempo de viagem seria de 25 a 30 minutos", diz Herdy. Moradores afirmam que percurso por terra pode chegar a uma hora. Cada balsa tem capacidade para entre 20 e 140 passageiros, e a empresa ainda estuda a possibilidade ampliar a frota. 

Alternativa para melhorar trânsito

O engenheiro de Transportes Alexandre Rojas, da Uerj, acredita que a iniciativa seria capaz de melhorar as condições de tráfego na Barra. Ele ressalta que o percurso planejado para a passagem das ecobalsas garantiria melhor fluidez ao trânsito em avenidas importantes, como a Ayrton Senna, e ajudaria a equilibrar a demanda de outros modais.

"Embora a prefeitura deva inaugurar em breve a extensão do BRT Transoeste entre a Alvorada e o Jardim Oceânico, a intermodalidade é interessante para dar ao usuário opções diverisificadas de transporte. Até porque, quando um não funcionar, tem o outro."

O biólogo Mário Moscatelli alerta que a ocupação desordenada da bacia hidrogáfica é a responsável pelo assoreamento. "Desmatou-se o que podia e o que não podia, e aí tem chegada de sedimento brutal no sistema lagunar, como lixo e esgoto. Quando o estado começou a fazer a dragagem da Lagoa de Camorim, em junho, o Ministério Público questionou a natureza técnica do projeto e a obra foi embargada. Só não acho adequado continuar transformando as lagoas em latrinas". Procurado pelo DIA , o Ministério Público não respondeu.

Segundo Ricardo Herdy, da Ecobalsas, o transporte nas embarcações custa até três vezes menos do que os convencionais, como ônibus. A Linha 4 do metrô vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia entre Ipanema e a Barra.