quarta-feira, 4 de março de 2015

Em crise financeira, Rio acaba com subsídio na tarifa do metrô

03/03/2015 - Valor Econômico

Em grave crise financeira, o governo do Rio decidiu acabar com o subsídio dado aos passageiros nas tarifas do metrô. O preço pago pelo usuário do Bilhete Único vai subir de R$ 3,20 para R$ 3,70 (alta de 15,6%) a partir de abril.


O novo valor da passagem paga pelos usuários do Bilhete Único (tarifa social) é a mesma da chamada tarifa de equilíbrio - preço autorizado pela Agentransp, a agência reguladora dos transportes públicos.


O Estado paga, desde o ano passado, a diferença entre as duas tarifas - R$ 0,30 no caso do metrô até o dia 2 de abril, quando haverá o reajuste. O subsídio nas passagens do metrô consumiu R$ 35 milhões em 2014.


"A decisão do governo do Estado de igualar a tarifa social à tarifa modal para o sistema metroviário baseia-se na necessidade de redução do subsídio, em face à situação fiscal que passa o estado e o país", disse, em nota, a Secretaria Estadual de Transporte.
O fim do subsídio indica que a crise financeira no Estado se agravou em relação ao diagnóstico do fim do ano passado.


Em dezembro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) reduziu o subsídio dado aos passageiros de trens, barcas e ônibus intermunicipais. Dois meses depois, decidiu abolir para o metrô. Os reajustes têm, por contrato, data marcada para ocorrer.


O subsídio ao metrô e trens foi criado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) após manifestações no início de 2014 - a medida já existia para as barcas desde 2011. O objetivo foi manter os preços dos modais inalterados para os usuários do Bilhete Único após o reajuste de 2014.


O Estado gastou R$ 541 milhões com subsídios no ano passado. O maior gasto foi com os ônibus intermunicipais, que receberam R$ 402 milhões.

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