terça-feira, 31 de março de 2015

Estado e município estudam metrô para Jacarepaguá

29/03/2015 - O Dia

A prefeitura e o governo estadual elaboram um projeto em conjunto para levar a malha metroviária até Jacarepaguá. O anúncio foi feito por Pedro Paulo Carvalho em visita às obras da Linha 4 do metrô, na Barra da Tijuca. De acordo com o secretário municipal da Casa Civil, pré-candidato à sucessão de Eduardo Paes, a inauguração, ano passado, do corredor exclusivo para ônibus Transcarioca - que custou R$ 2 bilhões e liga a Barra ao Galeão via Jacarepaguá - não impossibilita a medida.

"O BRT não nos impede de fazer a extensão do metrô até o Recreio e Jacarepaguá. O que haverá é a conexão com os outros modais que a cidade agora tem, que são os BRTs e os VLTs", disse ele.

O projeto em estudo prevê a ligação de uma estação no Terminal Alvorada até uma outra, na Freguesia, passando por baixo da Avenida Ayrton Senna. Pedro Paulo disse avaliar a possibilidade de uma parceria público-privada para a construção. Ainda não há previsão para que a obra seja licitada.

Secretário estadual de Transportes, Carlos Osorio informou que tem discutido a ideia com Pezão e com o prefeito. "Existe demanda de passageiros. Precisamos agora é da viabilidade econômica", disse, lembrando o momento delicado das contas públicas. "A extensão até o Recreio é um compromisso de Pezão. No momento em que as obras chegarem à Alvorada, podemos começar as escavações sob a Avenida Ayrton Senna. Não é simples, mas estamos trabalhando para isso", completou Pedro Paulo.

Osorio afirmou que a operação de Ipanema à Barra será feita de forma plena em julho de 2016, com exceção da Estação Gávea. Ontem, moradores e lideranças da Barra tiveram acesso às obras da Linha 4 do metrô. Diretor executivo da Associação Comercial e Industrial da Barra, José Wilson Cordeiro está otimista. "Hoje o comércio tem queda de 15% por causa do impacto das obras. Mas o número de clientes por aqui vai dobrar depois que o metrô ficar pronto", diz.

domingo, 29 de março de 2015

Tatuzão volta a perfurar o solo ainda esta semana

Equipamento escavará mais 2.300 metros de Ipanema ao Leblon

29/03/2015 - O Globo


O tatuzão utilizado na perfuração das galerias da Linha 4 do metrô - Guito Moreto / Agência O Globo

RIO - Após um mês em manutenção na estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, o tatuzão empregado nas obras da Linha 4 do metrô volta a perfurar uma média de 14 metros por dia a partir desta semana. O equipamento passará sob o leito das ruas Visconde de Pirajá e Ataulfo de Paiva.

As escavações começaram em dezembro de 2013, a partir da Praça General Osório, e chegaram a ser paralisadas após surgirem rachaduras em prédios das ruas Barão da Torre, Farme de Amoedo e Teixeira de Mello. Desta vez, no entanto, o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, nega novos problemas:

— Haverá menos impacto e trepidações para as edificações no entorno, já que o trecho anterior tinha um solo muito heterogêneo.

A expectativa é que os 920 metros até o Jardim de Alah sejam vencidos até a segunda quinzena de agosto. Do Jardim de Alah até a Praça Antero de Quental serão mais 630 metros, com chegada prevista para a segunda quinzena de outubro. Os 750 metros entre a Antero de Quental e o Alto Leblon deverão ser concluídos até dezembro deste ano.

TESTES EM ABRIL DE 2016

Com isso, a frente de obras de Ipanema à Gávea (tocadas desde 2012 pelo consórcio Linha 4 Sul) se encontrará no Leblon com as escavações feitas por detonações no trecho da Barra até a Gávea — iniciadas em 2010 pelo consórcio Rio Barra.

— Faltam apenas 67 metros para as obras do trecho Barra-Gávea. Já a frente de obras Ipanema-Gávea precisa de mais 2.300 metros de escavação pelo tatuzão. Elas se encontrarão na esquina das avenidas Ataulfo de Paiva e Visconde de Albuquerque. De lá, o tatuzão ainda escavará mais 1,5 mil metros até a estação da Gávea, onde o equipamento deverá ser desmontado.

O início dos testes com os novos trens sem passageiros está previsto para abril de 2016. Em junho, os trens vão circular experimentalmente, fora do horário do rush — o que é conhecido como operação assistida. Em horário integral, funcionará em julho de 2016.

No período de testes, o passageiro fará baldeação na estação General Osório para ir, por exemplo, ao Centro. Somente em novembro de 2016, o usuário poderá ir da Barra ao Centro sem precisar trocar de composição.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tatuzao-volta-perfurar-solo-ainda-esta-semana-15727802#ixzz3VmGzboZ8 
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Estação do metrô na Barra recebe acabamento

Em visita, moradores conhecem partes já prontas no Jardim Oceânico, como piso e plataformas de embarque

POR LUIZ GUSTAVO SCHMITT

29/03/2015 - O Globo

Na reta final. Operários colocam pastilhas na Estacão Jardim Oceânico - Adriana Lorete



RIO - A Estação Jardim Oceânico da Linha 4 do metrô, na Barra, já está em fase de acabamento: as plataformas de embarque e de desembarque estão construídas, assim como o túnel para passagem das composições. O acesso pela Rua Fernando de Matos recebeu piso de granito. Estão prontas também as escadas e parte do mezanino, onde ficará a bilheteria. Na fase atual, operários trabalham na instalação de pastilhas nas paredes.

Em visita à estação na manhã de ontem, cerca de 60 moradores da Barra e do Recreio acompanharam o andamento das obras da Linha 4, que ligará o Jardim Oceânico à Praça General Osório, em Ipanema. Eles também viram de perto a ponte estaiada, que passará sobre a Lagoa da Tijuca. A estrutura ligará a Avenida Armando Lombardi ao túnel do Morro do Focinho do Cavalo.

O diretor da Associação de Moradores do Recreio, Milton Reali, mostrou-se otimista com a conclusão da obra até julho de 2016, prazo prometido pelo governo estadual.

— Os trabalhos no Jardim Oceânico estão bem adiantados. Acredito que a chegada do metrô à Barra será o primeiro passo para a extensão da linha até o Recreio — contou Reali.

Nascido em Portugal, mas radicado no Rio desde os 10 anos, o publicitário Toni Lourenço espera que o metrô reduza a rotina de engarrafamentos do bairro.


— Acredito que o metrô vai tirar muitos carros da rua. Teremos mais qualidade de vida — opinou o visitante.

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, disse que levar o metrô até o Recreio e Jacarepaguá está nos planos do governo:

— É um sonho. Precisamos viabilizar a obra economicamente — disse o secretário, referindo-se à crise financeira que o estado atravessa.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

Av. Epitácio Pessoa terá desvio de trânsito provisório para obras da Linha 1 do metrô

Intervenção, implantada a partir de sábado, será para construção do Acesso Lagoa à Linha 1 do metrô

26/03/2015 - O Globo

RIO - A pista sentido Humaitá da Avenida Epitácio Pessoa, nas proximidades do Corte do Cantagalo, em Ipanema, terá seu fluxo desviado para o canteiro central, que foi adaptado para receber veículos, a partir deste sábado. A mudança está prevista para durar até o fim deste ano. A intervenção será necessária para as obras de execução do acesso Lagoa à estação General Osório da Linha 1 do metrô.

As três faixas de rolamento da pista sentido Humaitá da Avenida Epitácio Pessoa serão deslocadas para a área central da via, onde hoje fica o canteiro central. De acordo com a assessoria da Expansão General Osório, o acesso aos prédios e garagens dos edifícios será preservado. A assessoria informou ainda que, a data de início de cada nova intervenção será previamente comunicada à população e ressaltou que as alterações viárias foram definidas em conjunto com a CET-Rio.

EXPANSÃO GENERAL OSÓRIO/ACESSO LAGOA

Para ampliar a capacidade e flexibilidade operacional da Estação General Osório, em Ipanema, o Governo do Estado do Rio de Janeiro está construindo novas plataformas de embarque e desembarque de passageiros e um novo acesso à estação. A obra foi iniciada em junho de 2011, com escavações no subsolo entre Copacabana e Ipanema, e está prevista para terminar em meados de 2016.

O novo acesso ficará no canteiro central da Avenida Epitácio Pessoa, na altura do Parque do Cantagalo e próximo a um sinal de trânsito e uma faixa de pedestres, para facilitar a circulação do público. Após a conclusão da obra, a Estação General Osório estará apta a receber também os trens das linhas 2 (Pavuna – Botafogo) e 4 (Barra da Tijuca – Ipanema), além dos da Linha 1 (Tijuca – Ipanema) que já circulam no terminal. E o bairro da Lagoa será inserido no sistema metroviário da cidade.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/av-epitacio-pessoa-tera-desvio-de-transito-provisorio-para-obras-da-linha-1-do-metro-15705152#ixzz3VW0HWbiX 
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Metrô entre São Gonçalo e Niterói fica no papel

25/03/2015 - Folha Vitória

Em setembro de 2013, a presidente Dilma Rousseff anunciou em grande estilo a liberação de R$ 3,5 bilhões para a tão esperada linha 3 do metrô, para ligar as cidades de São Gonçalo e Niterói. As obras teriam início no ano seguinte e se previa que a primeira etapa das obras estivesse concluída em 2015. A realidade é bem diferente: os recursos federais não vieram e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) determinou que o Estado faça estudos para construir apenas uma linha expressa de ônibus, os chamados BRTs, executados pelo prefeito Eduardo Paes na capital.

O BRT pode ficar pronto em um ano e meio e custa um terço do preço. É claro que eu gostaria de fazer o metrô, mas neste momento não será possível. Estamos estudando uma alternativa, diz Pezão.

A preocupação em melhorar o sistema de transporte entre os municípios se justifica: mais de 120 mil pessoas se deslocam entre São Gonçalo e Niterói para estudar e trabalhar, aponta o estudo do IBGE. No eixo Rio-São Paulo, é o segundo maior fluxo de deslocamento. Quase 110 mil pessoas vão de São Gonçalo trabalhar ou estudar em Niterói.


Após duas semanas, passageiros são vítimas de outro arrastão no metrô Rio

26/03/2015 - O Globo

RIO - Duas semanas após criminosos terem assaltado pessoas dentro de uma composição do metrô, passageiros voltaram a ser vítimas de arrastão no interior de um vagão, no fim da noite desta quarta-feira. De acordo com testemunhas, cinco bandidos, um deles armado, roubaram as vítimas no trecho entre as estações Glória e Catete, na Zona Sul. Pelo menos sete pessoas que tiveram pertences como celulares e bolsas roubados registraram queixa na delegacia. Os ladrões conseguiram fugir. O caso está sob a investigação da 10ª DP (Botafogo).

Uma das vítimas, que não quis se identificar, relatou que o arrastão aconteceu por volta das 22h30m. Ele conta que entrou no trem na estação Uruguaiana e que os assaltantes já estavam no interior da composição.

— Quando chegou na altura da Glória, a caminho do Catete, eles anunciaram o assalto. Estavam em dois grupos diferentes e levaram tudo o que eles podiam. Primeiro focaram em aparelhos celulares e, depois, outros pertences — disse ele, ao deixar a delegacia.

Funcionários da concessionária MetrôRio, que administra o transporte, estiveram na delegacia. A Polícia Civil informou que solicitou imagens de segurança para dar seguimento às investigações. Os agentes não sabem dizer se bando que fez o arrastão foi o mesmo que roubou passageiros dentro de um vagão do metrô há duas semanas.

Em nota, o MetrôRio informou que está colaborando com as investigações policiais. A concessionária reiterou que presta apoio aos usuários.

DOIS ARRASTÕES EM DUAS SEMANAS

O caso foi similar ao que aconteceu há duas semanas. Na noite do último dia 12 de março, pelo menos 16 pessoas tiveram pertences como bolsas, celulares, carteiras e relógios roubados por quatro criminosos no trecho entre as estações Largo do Machado e Flamengo. Na ocasião, segundo as vítimas, dois bandidos estavam armados. Ao desembarcarem na estação Botafogo, os passageiros foram coagidos a não descerem no mesmo local que os assaltantes. As vítimas foram levadas por funcionários do metrô para a 10ª DP (Botafogo), onde o caso foi registrado. Ninguém foi preso.

Depois de terem pertences roubados, passageiros decidiram mover uma ação conjunta, por danos morais e materiais, contra a concessionária que administra o sistema.

Quatro criminosos já foram reconhecidos pelas vítimas do arrastão, segundo a Polícia Civil. As imagens das câmeras de segurança das estações Central do Brasil e Flamengo, onde os criminosos embarcaram e desembarcaram, respectivamente, foram analisadas pelos investigadores.

 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Início das obras da Linha 3 estão próximas de serem anunciadas

19/03/2015 - A Tribuna RJ

O início das obras da Linha 3, que irá ligar os municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, estão próximas de serem anunciadas. De acordo com o governador Luiz Fernando Pezão, o orçamento da União foi aprovado na madrugada de ontem e agora é esperada divulgação do valor repassado para o Estado do Rio de Janeiro, para posteriormente, definir quanto será utilizado para os trabalhos. Em seguida, poderá ser "batido o martelo" sobre a instalação do monotrilho ou de uma rede de BRTs.

O governador visitou na tarde de ontem o Instituto de Educação Clélia Nanci, no bairro Brasilândia, em São Gonçalo, durante mais uma etapa do programa 'Fale com a gente!', para atender as demandas da população. Ele ressaltou a importância de as obras começarem o quanto antes.

"Estamos discutindo possibilidades. Precisamos do dinheiro e vamos esperar para ver o que a União irá nos repassar. Se ficar um valor que impossibilite a criação do monotrilho, vou propor ao prefeito de fazermos um BRT. Não podemos esperar muito mais. Precisamos criar empregos e não posso esperar juntar dinheiro para realizar uma obra como essa", disse o governador.

Na última semana o secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osório, informou que o objetivo é construir uma rede de BRTs no Leste Metropolitano, ligando Niterói ao distrito de Manilha em Itaboraí, passando por São Gonçalo, através de duas linhas. A primeira pelo antigo traçado da Linha 3 e uma segunda, pela RJ-104. Porém, ontem o secretário disse que ainda é cedo para definir se será implantado um metrô ou BRT. A opção pelos ônibus articulados sairia por R$ 1,7 bilhão. Valor muito inferior aos R$ 3,9 bilhões orçados inicialmente pelo monotrilho.

"O Congresso Nacional vai consolidar todas as exigências em uma única proposta e encaminhar ao Poder Executivo. Eles irão avaliar e têm um prazo máximo de 15 dias úteis para sancionar. Só após isso resolveremos o que pode ser construído", explicou Osório.

Pezão se mostrou feliz com o momento e falou da necessidade da construção da Linha 3. Para ele a possibilidade de o metrô ser abolido e no lugar feito um BRT é vista de forma positiva.

"O BRT é um sistema que atende plenamente às necessidades da região. Sem contar que conseguimos inaugurar em um ano e meio. Precisamos criar empregos rapidamente e não posso esperar juntar dinheiro para realizar uma obra como essa", finalizou o governador.

Barca terá terminal do Rio para Itaboraí

Outro assunto muito antigo é a implantação de uma linha das Barcas que faça o trajeto Praça XV, no Rio de Janeiro, até São Gonçalo. No entanto, o Governo do Estado estuda a ligação entre o Rio e Itaboraí.

"No momento estudamos com a concessionária a possibilidade de instalar uma estação das Barcas em Itaboraí, no porto que hoje atende aos funcionários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Poderia ser uma solução. Faremos uma dragagem na Baía de Guanabara para atendermos da melhor forma. Seria ótimo para trabalhadores do Rio de Janeiro que morem em São Gonçalo e Itaboraí. Estamos levantando custos", disse Pezão.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Tatuzão volta a operar no início de abril nas obras da Linha 4

14/03/2015 - O Globo

Depois de concluir a perfuração do túnel entre as estações Praça Nossa Senhora da Paz e General Osório da Linha 4 do metrô, o tatuzão, que está em manutenção, voltará a operar no início de abril. O anúncio da retomada dos trabalhos foi feito ontem pelo secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio. Segundo ele, as escavações, agora, serão sob a Rua Visconde de Pirajá, em direção ao Jardim de Alah.

Pela manhã, Osorio visitou os canteiros de obras e percorreu o túnel recém-perfurado em Ipanema.

- Passamos a etapa mais complexa, que foi o trecho de rocha e areia. O novo trajeto é mais homogêneo, só de areia. A previsão é que o a Linha 4 esteja em operação a partir de julho de 2016. Durante três meses, os usuários farão a baldeação para a Linha 1 na estação General Osório, onde a concessionária realizará uma operação assistida. Depois da conclusão dessa etapa, a viagem será direta - disse o secretário.

O tatuzão chegou ao subsolo da Praça Nossa Senhora da Paz no último dia 25, quando finalmente fez a ligação entre as duas estações de Ipanema. O equipamento, de 2,7 toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro, equivale a um prédio de quatro andares. Ao mesmo tempo em que escava, a máquina instala aduelas - anéis de concreto que formam os túneis.

Linha 3: ônibus e trens na disputa

14/03/2015 - O Fluminense

Uma possibilidade, mais barata, estudada para atender ao Leste Fluminense pelo Governo Estadual, é a implantação de linhas de Transporte Rápido por Ônibus (da sigla em inglês BRT), para substituir o projeto inicial da Linha 3, que usa o sistema de monotrilho suspenso.  Neste momento, a Secretaria de Estado de Transportes está desenvolvendo estudos com relação ao modal que irá utilizar. De acordo com o secretário da pasta, Carlos Roberto Osório, o projeto do BRT foi pensado por conta da atual situação econômica que o estado e o país estão passando.

"Estamos buscando soluções para atender ao leste da Região Metropolitana, que não possui um transporte de massa. Hoje, o que está na mesa é um monotrilho que ligaria o Centro de Niterói a Alcântara, que transportaria 228 mil pessoas por dia e que estaria pronto de 5 a 6 anos", explicou o secretário, que lembrou que o investimento seria de R$ 3,9 bilhões com 22,4 km. 

Como alternativa, custando menos que a metade do projeto inicial (R$ 1,7 bilhões) e tendo previsão de ficar pronto em dois anos - a  partir do início das obras - o uso dos BRTs seria uma saída mais barata, que percorreria 46 km, mais que o dobro da coberta pelo VLT. O projeto prevê utilização de ônibus articulados e biarticulados. 

"No projeto dos BRTs, seriam criados dois sistemas, um ligando Niterói a Alcântara, no mesmo trajeto que seria o VLT (seguindo a antiga linha férrea), e um segundo, margeando a RJ-104 que iria de Niterói até Itaboraí. Com um custo menor, o projeto, caso seja o escolhido, irá atender 310 mil pessoas por dia. Para se ter uma comparação, os dois BRTs do Rio atendem cerca de 500 mil pessoas por dia, isso mostra que o do Leste Fluminense também teria capacidade de expansão", esclareceu Osório.

Outro ponto que está sendo levado em conta para a escolha do projeto é o descongestionamento do Centro de Niterói. Caso os corredores de BRTs sejam os escolhidos, os atuais ônibus intermunicipais deixariam de circular, afirmou o secretário. 

"Além disso, existe a BRT TransOceânica, que poderia integrar com os BRTs da Linha 3", afirmou. 

No início da semana o secretário esteve em Brasília nos ministérios da Cidade e do Planejamento levando os projetos para captar os recursos. Atualmente, documentos estão sendo preparados para ser encaminhados ao Governo Federal para aprovação. No projeto inicial divulgado pelo governo estadual, o trajeto completo teria 37,2 quilômetros e 16 estações, e era divido em dois trechos: o primeiro, que liga Niterói a São Gonçalo (o mesmo do atual VLT), e o segundo, que segue até Itaboraí, com uma parte feita por rodovia. A expectativa divulgada na época era que o metrô transportaria 350 mil passageiros por dia.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Sonho da Linha 3 do metrô mais distante

12/03/2015 -  O Dia - RJ

Rio -  Uma das promessas de campanha do governador Luiz Fernando Pezão, a Linha 3 do metrô, que ligaria Niterói a São Gonçalo, está cada vez mais distante de se tornar realidade. Durante viagem inaugural da nova barca da Linha Rio-Niterói, Pezão classificou como "difícil” a possibilidade de as obras serem iniciadas em curto prazo e voltou a alegar que o BRT é a opção mais viável no local. Segundo o governador, que no fim de fevereiro havia dito que iria discutir a alteração com a sociedade, o sistema de corredores expressos de ônibus traria uma economia de cerca de R$ 2 bilhões em relação ao projeto de metrô, orçado em R$ 3,9 bilhões, além de atender também à população de Itaboraí.

Pezão argumenta que, com orçamento de R$ 1,7 bilhão é possível construir dois corredores com 46 quilômetros, e que a obra seria mais rápida do que o metrô. O governador defende a opção do BRT para que o projeto seja iniciado sem que o estado precise esperar a liberação de orçamento da União, que ainda não foi votado. Segundo ele, técnicos da Secretaria Estadual de Transportes estão discutindo com representantes dos Ministérios de Planejamento e das Cidades a possibilidade da implantação do sistema.

 "Eu coloquei essa discussão porque o governo federal ainda não aprovou o orçamento. Nós queremos ver quais cortes virão. Estive com o ministro Gilberto Kassab (das Cidades) e ele mostrou que o orçamento pode sofrer diversos cortes. A população não pode mais esperar”, afirmou. Para o governador, em um momento de crise, o BRT traria vantagens. Além de mais barato, não precisaria importar equipamentos — os veículos podem ser encomendados no Brasil. "Claro que eu queria fazer o metrô se eu tivesse dinheiro.

Mas o orçamento da União nem foi aprovado, e não posso ficar esperando. Em um ano e meio ou dois, a gente entrega a obra (do BRT). Eu quero fazer o que é mais rápido, o que vai dar emprego.” O professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Paulo Cézar Ribeiro, comentou que para o meio de transporte ser eficiente depende da adequação à demanda. "O Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) que está em atualização vai mostrar qual é essa demanda. Se a capacidade do BRT, inferior à do metrô, for menor que essa demanda, fica difícil”, explicou.

À noite, a Secretaria Estadual de Transportes enviou nota afirmando que as duas opções ainda estão em estudo, considerando a situação econômica do país e o PDTU. Segundo o órgão, os dois corredores BRT sairiam do Centro de Niterói e se cruzariam em Alcântara, atendendo também à população de Itaboraí e Maricá. Com isso, os BRTs atenderiam a 310 mil passageiros por dia. Já a demanda da Linha 3 seria de 229 mil passageiros por dia.

domingo, 8 de março de 2015

Trecho da Rua Barão da Torre será liberado ao trânsito neste sábado

06/03/2015 - Jornal do Brasil
 
A Rua Barão da Torre será liberada ao trânsito neste sábado (07/03) no trecho entre as ruas Farme de Amoedo e Joana Angélica, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A via estava interditada para a realização de obras de construção da Linha 4 do metrô. Com a finalização das intervenções neste trecho, a via volta a operar em mão única no sentido Praça Nossa Senhora da Paz. O estacionamento será permitido no lado ímpar, havendo restrições no lado par.  As alterações serão realizadas pelo Consórcio Linha 4 Sul em conjunto com a CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro), que vai monitorar o trânsito no local. 

A liberação deste trecho da via deve desafogar o trânsito no entorno da Praça General Osório. Toda a sinalização horizontal e vertical foi refeita e oito controladores de tráfego irão orientar os motoristas na reabertura da rua. Neste momento, já será possível sentir melhoria no trânsito da região que deve ter um ganho ainda maior com a liberação total da Rua Barão da Torre prevista pelo Consórcio Linha 4 Sul para a segunda quinzena de março, quando devem ser concluídas as obras no local. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Crise nas finanças do estado leva a corte de subsídio em tarifas do metrô

Passageiros que usam apenas o transporte, sem integração, pagarão R$ 3,70 a partir de abril

POR LUIZ GUSTAVO SCHMITT

04/03/2015 - O Globo

RIO - A crise nas finanças do estado levou a administração do governador Luiz Fernando Pezão a cortar o subsídio na passagem do metrô para economizar R$ 22 milhões por ano. A medida de austeridade impactará os passageiros que utilizam somente o metrô com o cartão do bilhete único. O reajuste da tarifa será equivalente a 15,62%: saltará dos R$ 3,20 para R$ 3,70, a partir de 2 de abril. Mas para quem usa o cartão no sistema de integração com outros modais (trem, ônibus, barca ou van legalizada), o valor permanecerá o mesmo: R$ 5,90.

Com isso, valor da passagem passará a ser o mesmo para quem paga em dinheiro ou com o bilhete único. Atualmente, quem tem o cartão paga R$ 3,20 e o estado subsidia os R$ 0, 30 da "tarifa modal", que é cobrada de quem não tem o bilhete único e que custa R$ 3,50.

De acordo com o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, a medida impactaria menos da metade dos 223 mil usuários do metrô por dia (que usam bilhete único):

— Esse corte afeta os passageiros que usam somente o metrô, sem fazer integração com nenhum outro meio de transporte. Quem usa o bilhete único e faz integração com outro modal não será impactado. Esses passageiros representam 60% do total.

Na quinta-feira passada, a Agência Reguladora dos Transportes do estado (Agetransp) autorizou o reajuste da tarifa modal de R$ 3,50 para R$ 3,70. O aumento, de 5,71%, acompanha a variação da inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas.

Em dezembro, o governo estadual já havia reduzido o subsídio para passagens de ônibus intermunicipais, trens e barcas. A tarifa social dos trens já aumentou de R$ 2,90 para R$ 3,20. A tarifa de equilíbrio, autorizada pela Agência Reguladora do Transporte Público no Rio (Agetransp), saltou de R$ 3,20 para R$ 3,30. Ou seja, o subsídio a ser pago pelo governo por passageiro sofreu queda de R$ 0,30 para R$ 0,10.

Já no transporte feito por barcas, o preço para o passageiro aumentou de R$ 3,10 para R$ 3,50. Como a tarifa permitida pela agência subiu de R$ 4,80 para R$ 5, o governo passou a pagar à concessionária R$ 1,50 por passageiro, sendo que anteriormente o valor era R$ 1,70.

De acordo com Osorio, o subsídio ao metrô foi criado ainda na gestão de Sérgio Cabral. A intenção era manter os preços dos diversos modais para os usuários do bilhete único depois do reajuste de 2014.

O benefício contempla três milhões de passageiros por dia. No ano passado, os subsídios de todos os modais do bilhete único somaram R$ 543 milhões, sendo R$ 402 milhões com ônibus intermunicipais.

O governador Luiz Fernando Pezão defendeu, na tarde de ontem, a redução do subsídio ao metrô sob o argumento de que o estado está se ajustando ao cenário de crise econômica. O governador disse ainda que não serão feitos mais cortes no benefício:

— Não haverá mais cortes de subsídio. O estado está se adequando à crise. Perdemos R$ 5 bilhões da receita prevista em 2014. Isso não é trivial.

AUDITORIA NO BILHETE ÚNICO

Pezão ainda anunciou que o governo estadual contratou a empresa PricewaterhouseCoopers (PWC) para fazer uma auditoria no bilhete único e verificar se há fraude no sistema. O resultado deve ser divulgado em abril. O estado estuda ainda a instalação de pontos biométricos nos ônibus para evitar falsificações. Contudo, a proposta passa por análise da Casa Civil, já que a medida possivelmente demandaria a elaboração de um projeto de lei.

— O corte foi só de R$ 0,30 no metrô. O estado faz um esforço para ter um dos maiores programas de transferência (de renda), que é o bilhete único. Gastamos quase R$ 600 milhões com barcas, ônibus, trens e vans legalizadas. E não pode haver fraude. Estou tomando uma série de medidas para melhorar o gasto público — disse Pezão.

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quarta-feira, 4 de março de 2015

Linha 4 avança em rua em Ipanema

04/03/2015 - O Dia

A Rua Barão da Torre, em Ipanema, será parcialmente liberada ao trânsito de veículos a partir do próximo sábado, no trecho entre as ruas Farme de Amoedo e Joana Angélica. O Consórcio Linha 4 Sul finalizou as obras no local e a via volta a operar em mão única no sentido Praça Nossa Senhora da Paz. Já na Barra, outra parte das obras da Linha 4 interditarão vias no sábado. Uma delas será a quarta faixa da Armando Lombardi, de 6h às 20h, no sentido São Conrado, altura do Porcão.

Como já está ocorrendo no trecho atual, serão fechadas duas faixas de rolamento dos entido Zona Oeste e meia pista, no sentido Centro. As faixas exclusivas de ônibus continuarão em funcionamento na Avenida Brasil da mesma forma, sempre contornando a área ocupada pelo canteiro da obra. Nos dias úteis, das 15h às 21h, a prioridade é para o sentido Zona Oeste, que terá a exclusiva desviada por uma faixa reversível que será implantada no trecho da obra.

De acordo com a CETRio, a capacidade de escoamento do tráfego estará reduzida em alguns pontos da Brasil e a sobrecarga no trânsito pode acontecer também em rotas alternativas de circulação. Além do aumento das retenções no sentido Centro, pela manhã, em direção à Zona Oeste, em função da redução de capacidade da Brasil, pode ocorrer impacto na Ponte (sentido Rio), região da rodoviária, Binário, Francisco Bicalho e até na Presidente Vargas e túneis Rebouças e Santa Bárbara. A Linha Vermelha é outra que pode ser sobrecarregada, segundo a CET-Rio. Veja no mapa as rotas alternativas sugeridas pela prefeitura.

Governador não descarta a Linha 3, mas afirma que ônibus expresso é opção mais rápida e barata para ligar Niterói a São Gonçalo e quer que a população se manifeste

04/03/2015 - O Fluminense

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse ontem, durante evento no Centro do Rio, que trabalha para atrair o interesse de empresas no estabelecimento de parcerias público-privadas (PPPs) para a implantação da Linha 3 do metrô, que ligará os municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. O governador também anunciou que quer as parcerias para as áreas de saneamento e tratamento de esgoto de São Gonçalo e da Baixada, além de melhorias no setor de telecomunicações.

"Tem uma série de PPPs que a gente quer lançar. Quero ver se, neste primeiro semestre, ainda lanço pelo menos os editais para manifestação de interesse", afirmou Pezão, durante evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Sobre o metrô, Pezão informou que pretende fazer audiências públicas para que a população de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí possa se manifestar. O governador já se reuniu com prefeitos e quer ouvir os presidentes das Câmaras de Vereadores dos municípios.

Pezão disse que o projeto da Linha 3 está mantido e atribuiu a demora da construção ao momento delicado na economia do País. O governador também falou a respeito da construção do BRT como opção ao metrô. 

"Grande parte da Linha 3 é financiada pelo Governo Federal. Nós vivemos um momento de crise econômica grande, no Estado e no País. Estou colocando o BRT como uma opção para ser discutida com a sociedade. Se a população não quiser o BRT, vamos esperar recursos federais para fazer o metrô", explicou Pezão.

A nova opção dada por Pezão diminuiria o tempo e os custos com a construção do metrô. 

"Estamos falando de um quinto do investimento do metrô. Além disso, a obra seria feita em bem menos tempo. Se o BRT serve para a Barra da Tijuca, Recreio e para tantos outros bairros do Rio, por que não serve para Niterói, São Gonçalo e Itaboraí? Vamos aguardar a votação do orçamento do governo federal", complementou. O governador ressaltou ainda que o Governo do Estado teve cerca de R$ 2,6 bilhões de perda na arrecadação no ano passado. Segundo ele, as projeções indicam nova perda de R$ 2,4 bilhões também para este ano. "Teremos R$ 5 bilhões de perda, no mínimo. Estamos fazendo grandes esforços, mas não se repõe um montante de um dia pro outro", concluiu.

Em crise financeira, Rio acaba com subsídio na tarifa do metrô

03/03/2015 - Valor Econômico

Em grave crise financeira, o governo do Rio decidiu acabar com o subsídio dado aos passageiros nas tarifas do metrô. O preço pago pelo usuário do Bilhete Único vai subir de R$ 3,20 para R$ 3,70 (alta de 15,6%) a partir de abril.


O novo valor da passagem paga pelos usuários do Bilhete Único (tarifa social) é a mesma da chamada tarifa de equilíbrio - preço autorizado pela Agentransp, a agência reguladora dos transportes públicos.


O Estado paga, desde o ano passado, a diferença entre as duas tarifas - R$ 0,30 no caso do metrô até o dia 2 de abril, quando haverá o reajuste. O subsídio nas passagens do metrô consumiu R$ 35 milhões em 2014.


"A decisão do governo do Estado de igualar a tarifa social à tarifa modal para o sistema metroviário baseia-se na necessidade de redução do subsídio, em face à situação fiscal que passa o estado e o país", disse, em nota, a Secretaria Estadual de Transporte.
O fim do subsídio indica que a crise financeira no Estado se agravou em relação ao diagnóstico do fim do ano passado.


Em dezembro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) reduziu o subsídio dado aos passageiros de trens, barcas e ônibus intermunicipais. Dois meses depois, decidiu abolir para o metrô. Os reajustes têm, por contrato, data marcada para ocorrer.


O subsídio ao metrô e trens foi criado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) após manifestações no início de 2014 - a medida já existia para as barcas desde 2011. O objetivo foi manter os preços dos modais inalterados para os usuários do Bilhete Único após o reajuste de 2014.


O Estado gastou R$ 541 milhões com subsídios no ano passado. O maior gasto foi com os ônibus intermunicipais, que receberam R$ 402 milhões.

Obras da Linha 4 do metrô afetam condomínio no Itanhangá

03/03/2015 - O Dia - RJ

RIo - Moradores de um condomínio em Itanhangá, na Zona Oeste, estão assustados com rachaduras e tremores nas casas. O problema, segundo eles, começou quando uma oficina para as obras da Linha 4 (Barra da Tijuca-Ipanema) do Metrô foi montada atrás do conjunto residencial. O tráfego de caminhões no terreno também teria ajudado no surgimento de fissuras nos imóveis. A situação chegou a um ponto que foi preciso interditar o playground, porque o muro, com a estrutura abalada, poderia provocar um acidente.

"O consórcio (Construtor Rio Barra) colocou estacas no muro da área de lazer, mas a nossa recomendação aos moradores é para não deixarem as crianças brincarem aqui. O problema não é apenas lá. Pelo menos seis casas, das 32 do conjunto, sofreram algum tipo de dano por causa das obras ", explicou a síndica do condomínio Vale do Itanhangá, a professora Mara Lúcia de Oliveira Pinto.

Na casa da atriz Izabella Van Hecke, de 40 anos, foi preciso colocar um cabo de vassoura perto da escada para segurar o gesso que ficou solto com os constantes bate-estacas. Mas há rachaduras em várias partes da casa. Segundo o marido dela, Eric, 52, uma reunião está prevista para acontecer hoje com representantes do Rio Barra.

"Gastei cerca de R$ 700 consertando um muro que voltou a rachar. No início das obras, o que mais incomodava era o barulho. Depois, começamos a notar que algumas paredes da casa estavam rachando. E simplesmente não temos nenhum tipo de diálogo que traga uma resposta sobre quem vai arcar com as despesas deste problema", lamentou.

Num encontro, em setembro, com o consórcio, ficou acordado que os responsáveis pelas intervenções colocariam pinos para controles de recalques em pilares e vigas das casas. Além disso, os moradores deveriam mostrar projetos de arquitetura e estrutura. "Algumas pessoas receberam laudos, outras não. Tentaremos amanhã (hoje) entrar num consenso. Caso contrário, vamos acionar a Justiça numa ação coletiva", disse Izabella.

Consórcio culpa mangue

Numa carta enviada a um dos moradores, o consórcio alega que o condomínio está situado em uma região de mangue, o que favorece o surgimento de danos nas edificações. Para o o aposentado Francisco Ferreira dos Santos, 75 anos, essa não é uma explicação convincente. A casa da filha dele também tem rachaduras que surgiram depois que a oficina foi instalada atrás do conjunto. "Os alicerces dessa casa foram feitos com a duplicidade do que é recomendado. Precisamos de uma explicação", reclamou ele.

O Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB) esclareceu, por nota, que o canteiro próximo ao condomínio é uma área de apoio, onde não há obra ou serviços no subsolo, nem trânsito de equipamentos pesados. Além disso, o muro que divide o condomínio do canteiro já apresentava problemas estruturais antes da implantação da área de apoio.

'Tarifa social' no metrô custa R$ 22 milhões por ano ao governo do Rio

04/03/2015 - O Dia - RJ

Leia: Sem subsídio, metrô do Rio vai custar R$ 3,70 até no Bilhete Único

Rio - Com o cancelamento do subsídio da chamada 'tarifa social' do metrô, o governo estadual deixará de gastar R$ 22,6 milhões ao ano. A previsão é da Fundação Coppetec, que faz a auditoria do Bilhete Único. Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, 233 mil viagens por dia são feitas com o uso do cartão.

Conforme o DIA publicou nesta terça-feira, a partir de 2 de abril, os passageiros do metrô que usam o Bilhete Único terão um aumento na passagem de 15,6%. Isso porque eles pagam a 'tarifa social', de R$ 3,20, e, com o fim do benefício, terão de arcar com a tarifa básica, que aumentará dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,70 (5,7%). Segundo a secretaria, o usuário que pega o metrô e um ônibus intermunicipal em um período de três horas continuará, no entanto, a receber benefício do Bilhete Único e pagará R$ 5,90 pelas duas viagens. O corte do subsídio foi feito por causa da queda de arrecadação do governo estadual, que terá de reduzir seus gastos.

A medida não agradou os passageiros. No Largo do Machado, a cozinheira Juliana Bueno, de 35 anos, conta que aderiu ao Bilhete Único para economizar no metrô, que usa diariamente para trabalhar e levar os filhos ao colégio. "Eu acho o fim da picada a passagem ser esse valor. Penso até que está na hora de voltarmos às ruas para protestar contra esse aumento", afirmou a moradora da Zona Norte.

Segmento de Mobilidade Urbana da Invepar cresce 9,7% em janeiro de 2015

27/02/2015 -  Assessoria de Imprensa da Invepar

A Invepar registrou, em janeiro de 2015, crescimento de 9,7% no segmento de Mobilidade Urbana, com 18,3 milhões de passageiros transportados pelo MetrôRio. Já o número de passageiros pagantes teve um crescimento ainda maior, de 10,3%. O crescimento está relacionado, principalmente, às mudanças viárias no centro da cidade do Rio de Janeiro, com destaque para o fechamento da Avenida Rio Branco, em função das obras do VLT, que desestimularam o uso de veículos particulares, e à inauguração da Estação Uruguai. 

No segmento de Rodovias, houve, em janeiro, um crescimento de 2% no tráfego consolidado de Veículos Equivalentes Pagantes (VEP), em comparação com o mesmo mês de 2014, atingindo um total de mais de 20,8 milhões de VEPs. O número deve-se ao aumento de 4% no movimento de veículos leves, em detrimento da redução de 0,8% do movimento de veículos pesados. 

No segmento de Aeroportos, a Invepar contabilizou, em janeiro de 2015, um movimento de 3,8 milhões de passageiros em GRU Airport, crescimento de 6% em comparação ao mesmo mês de 2014. O aeroporto registrou um aumento de 10,7% dos passageiros internacionais, que chegaram a 1,3 milhão de pessoas. Os passageiros de voos domésticos chegaram a 2,5 milhões, aumento de 3,7%. 

Em janeiro de 2015, ocorreram 26,7 mil voos, um aumento de 0,4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No período, foi observado um aumento de 1,2% no movimento de cargas. 

O aumento do fluxo de passageiros em GRU Airport foi impulsionado pelo início das operações de novas companhias aéreas estrangeiras e pela inauguração, em maio de 2014, do novo Terminal 3, com capacidade para 12 milhões de passageiros ao ano. 


Fonte: Assessoria de Imprensa da Invepar
Publicada em:: 27/02/2015

Linha 4 do metrô: cariocas visitam obras em Ipanema

01/03/2015 - O Dia

Em uma ação para celebrar os 450 anos do Rio, moradores de diversos bairros conheceram, na manhã deste domingo, as obras da Estação Nossa Senhora da Paz e o 'Tatuzão' da Linha 4 do Metrô, em Ipanema, na Zona Sul. Em duas turmas, cerca de 90 pessoas participaram da visita guiada e puderam ver a máquina que escava os túneis entre Ipanema e Leblon da Linha 4 do Metrô, quatro dias após sua chegada na Nossa Senhora da Paz. 

A visita começou na Estação Interativa do Consórcio Linha 4 Sul, no Jardim de Alah, onde os moradores conheceram mais do projeto metroviário, assistiram ao vídeo de apresentação da Linha 4 e tiraram dúvidas sobre o andamento das obras com um representante da Riotrilhos, órgão ligado à Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro. Em seguida, foram levados para a futura Estação Nossa Senhora da Paz, que está completamente escavada e com acabamentos finalizados no acesso de passageiros pela Rua Joana Angélica. 

A estrutura definitiva do acesso à estação, com cobertura de vidros e guarda corpo, já está instalada. Um painel que mostra como a história da Igreja Nossa Senhora da Paz se mistura à história do bairro acompanha todo o trajeto dos passageiros. Ele servirá de base para os azulejos, pintados a mão, que serão colocados ao fim da obra. Mas o momento mais esperado era ver a máquina, batizada como Bárbara, em homenagem à Santa padroeira dos operários de túneis. O Tatuzão carioca tem 2,7 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro, o equivalente a um prédio de quatro andares. 

Interessados em visitar as obras devem se inscrever pelo telefone 0800-0210620 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h) ou ir até as Centrais de Atendimento à Comunidade, próximas aos canteiros, em Ipanema e no Leblon (veja abaixo os endereços). 

Centrais de Atendimento à Comunidade: 

Jardim de Alah – Av Epitácio Pessoa, esquina com a Rua Visconde de Pirajá 

Antero de Quental – Praça Antero de Quental 

Igarapava – Avenida Ataulfo de Paiva, em frente à Praça Cazuza 

Nossa Senhora da Paz – Praça Nossa Senhora da Paz, em frente à Rua Visconde de Pirajá 

Trailer na Rua Barão da Torre (próximo à Rua Vinícius de Moraes) 

Estação Interativa: Avenida Epitácio Pessoa, em frente ao número 365 (Jardim de Alah) 

Mais de 300 mil pessoas vão usar a Linha 4 do Metrô 

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca—Ipanema) é uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro e vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Serão seis estações e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A ligação metroviária entre Ipanema e a Barra da Tijuca estará à disposição dos passageiros em julho de 2016, com a operação comercial da nova linha nos mesmos horários das demais linhas do metrô. Será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. Os usuários poderão ainda deslocar-se da Pavuna até a Barra da Tijuca, pagando apenas uma tarifa

Fonte: O Dia
Publicada em:: 01/03/2015