segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Emendas parlamentares destinam R$ 219 milhões à cidade de Niterói

28/12/2014 - O Globo

Parlamentares da bancada do Rio destinaram à cidade R$ 219 milhões em emendas ao orçamento da União para o ano que vem. Segundo levantamento feito pelo GLOBO-Niterói, os recursos mais expressivos foram para a construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo: R$ 200 milhões, do Ministério das Cidades. Mas Saúde, Educação, Segurança, Turismo, Direito das Mulheres, Infraestrutura e Economia Solidária também foram áreas contempladas pelas emendas. Para a Saúde, por exemplo, foram destinados R$ 18 milhões, sendo R$ 7 milhões para a "consolidação da rede municipal de atenção psicossocial". Já ações relacionadas à Segurança Pública foram contempladas com R$ 946 mil. E a UFF seria atendida com R$ 2,3 milhões, para ações que incluem a reforma do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do laboratório de enfermagem e verbas para o programa de pós-graduação em Sociologia e Direito. Em fevereiro, após o início do ano legislativo, uma votação no plenário da Câmara dos Deputados deve referendar o destino dos recursos. O texto depende também de sanção presidencial. Deputados federais e senadores da bancada do Rio destinaram a Niterói um pacote de R$ 219 milhões em emendas parlamentares ao orçamento da União para 2015, mostra levantamento feito pelo GLOBO- Niterói. O montante equivale a 10% do orçamento aprovado para o município no ano que vem, estimado em R$ 2,2 bilhões.

Os recursos mais expressivos foram direcionados para a construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo: R$ 200 milhões, oriundos do Ministério das Cidades. O governador Luiz Fernando Pezão, reeleito, prometeu começar as obras em 2015.

Saúde, Educação, Segurança, Turismo, Direito das Mulheres, Infraestrutura e Economia Solidária foram as outras áreas contempladas pelas emendas dos parlamentares. Elas foram aprovadas na segunda-feira, último dia antes do recesso, pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Após a Mobilidade Urbana, que tem previsão de recursos para a Linha 3 do metrô, a Saúde foi a área que mais recebeu atenção dos parlamentares. Ao todo, deputados e senadores do Rio, em sua maioria aliados do prefeito, destinaram R$ 18 milhões para a área. Uma emenda do deputado Edson Santos ( PT- RJ) prevê R$ 7 milhões, da dotação orçamentária do Fundo Nacional de Saúde, para a "consolidação da rede municipal de atenção psicossocial".

— Tive uma conversa com o prefeito (Rodrigo Neves) e com o deputado Chico D'Angelo (eleito este ano) e foi colocada a necessidade de reforço na área de saúde mental — afirma Santos.

O município conta com quatro unidades do Centro de Atenção Psicossocial ( Caps), que prestam atendimento terapêutico diário. O funcionamento dos Caps é preconizado pela reforma psiquiátrica desde 2001. O objetivo é promover a inserção social dos pacientes. A saúde mental atravessa uma crise de desabastecimento de remédios, falta de profissionais e insumos básicos, conforme consta em sete inquéritos do Ministério Público estadual, que investigam irregularidades na rede.

Na Educação, os deputados Chico Alencar (PSOL), Jorge Bittar (PT) e Miro Teixeira (PROS) designaram R$ 2,3 milhões para a UFF. As ações incluem a reforma do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do laboratório de enfermagem e verbas para o programa de pós-graduação em Sociologia e Direito.

Atividades de fomento à cultura foram beneficiadas com R$ 876 mil pelos deputados Edson Santos e Sérgio Zveiter (PSD) — que destinou, no total, R$ 9 milhões em emendas para a cidade. Zveiter, que foi candidato a prefeito de Niterói em 2012 e tem uma base eleitoral significativa na cidade, propôs também uma verba de R$ 1 milhão para a recuperação de infraestrutura em áreas urbanas.

TEXTO DEPENDE DE SANÇÃO PRESIDENCIAL

Ações relacionadas à Segurança Pública foram contempladas com R$ 946 mil em emendas, propostas por Zveiter e Jorge Bittar (PT).

Zveiter conseguiu a liberação neste ano de R$ 4 milhões para a construção do Centro Integrado de Segurança Pública, em Piratininga, e de mais R$ 2 milhões para a revitalização da Rua Moreira César, em Icaraí.

Já o deputado Luiz Sérgio (PT) direcionou R$ 400 mil para a "promoção de políticas de igualdade e de direitos das mulheres". A deputada Benedita da Silva (PT) designou R$ 400 mil para a assessoria e fortalecimento de empreendimentos relacionados à rede de economia solidária.

Em fevereiro, após o início do ano legislativo, uma votação no plenário da Câmara dos Deputados deve referendar o destino dos recursos. Apesar disso, não há garantia de que todo o dinheiro previsto será aplicado em Niterói, já que o texto depende de sanção presidencial, e a presidente Dilma Rousseff pode vetar a liberação integral das verbas.

Cada parlamentar apresentou R$ 16,3 milhões em emendas ao orçamento de 2015. Ao todo, foram apresentados R$ 9,7 bilhões em emendas individuais, que terão execução em 2015, como determina o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O texto recebeu um total de 9.644 emendas.

AJUSTE FISCAL PODE DIFICULTAR LIBERAÇÃO

A execução das emendas, no entanto, será submetida ao ajuste fiscal que o governo federal vai implementar no ano que vem, com o objetivo de reequilibrar as contas públicas. O pacote de medidas é estudado pela equipe de transição da área econômica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai dar lugar ao economista Joaquim Levy, conhecido pelo rigor na liberação de recursos. Já no Planejamento, a ministra Miriam Belchior sairá para a entrada do economista Nelson Barbosa, que foi secretário-executivo da Fazenda entre 2011 e 2013. Ao longo do mês, fontes do governo estimaram em R$ 100 bilhões o tamanho do ajuste nas contas.

Professor de direito financeiro e tributário da faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Corval acredita que o cenário de ajuste fiscal dificultará a liberação dos recursos de emendas parlamentares:

— Tradicionalmente, o governo federal faz contingenciamento do orçamento em janeiro. Diante da conjuntura de corte de gastos com a chegada do Joaquim Levy, há uma sinalização de que haverá forte contração dos gastos públicos em 2015. Isso deve afetar a liberação das emendas, embora não seja possível ainda dimensionar o tamanho desse impacto. Entretanto, como Niterói hoje é governada pelo PT, pode ser que haja uma sensibilidade maior do governo Dilma (PT) em liberar recursos para o município.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Jardim Oceânico: fase final da escavação da área de manobra dos trens

23/12/2014 - Metrô Linha 4

A área de manobra de trens da futura Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, está sendo finalizada. Neste trecho de 350 metros, conhecido como rabicho, os colaboradores concluem as escavações, além do serviço de impermeabilização com uma manta especial. Esta área servirá para retorno das composições e permitirá a futura expansão da linha em direção ao Recreio sem que o funcionamento da estação seja comprometido.

Estação Jardim Oceânico

Cerca de 91 mil pessoas devem circular diariamente pela Estação Jardim Oceânico, que terá três acessos. Na Avenida Armando Lombardi, o acesso Lagoa, na pista sentido Recreio, ficará próximo à Unimed. Já o acesso Mar, no sentido Zona Sul, estará próximo à esquina da Rua Fernando de Matos. O terceiro será na área de conexão da Estação Jardim Oceânico com a TransOeste, para receber os passageiros do sistema BRT.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Problema no metrô causa atrasos nas linhas 1 e 2 pelo segundo dia consecutivo

19/12/2014 - O Globo

Concessionária informa que causa é uma falha operacional na estação da Central do Brasil

POR TAÍS MENDES

RIO - Um problema operacional na estação da Central do Brasil deixa as linhas 1 e 2 do metrô com intervalos irregulares na manhã desta sexta-feira. De acordo com a concessionária que administra o transporte, equipes de técnicos estão no local para resolver o problema, que foi detectado às 7h30m.

Moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Renata Martins, de 33 anos, pegou o metrô na Pavuna, às 8h45m, e conta que, a partir de Del Castilho, o operador do sistema avisou sobre os intervalos irregulares devido a problemas na sinalização.

— Em cada estação, o trem ficava parado por mais de cinco minutos. Pouco antes da estação Cidade Nova, o trem parou por cerca de 15 minutos. Depois parou de novo por mais de 20 minutos entre a Cidade Nova e a Central do Brasil. Muita gente passou mal, e as crianças choravam por causa do calor. Cheguei à Central um pouco depois das 10h. Normalmente, a viagem não passa de 40 minutos — contou.

Nas rede sociais, além da demora, usuários do transporte também reclamam das estações e dos trens lotados. Ainda de acordo com os passageiros, na Estação Vicente de Carvalho, por exemplo, um trem lotado ficou parado mais de cinco minutos, com as portas abertas. Na Central, por volta das 9h, quando o trem chegava, a mutidão batia palmas, segundo relatos de passageiros nas redes sociais.

De acordo com a concessionária que administra o transporte, problemas operacionais na estação da Central do Brasil provocam o atraso. A concessionária, no entanto, ainda não esclareceu quais são.

Na manhã desta quinta-feira, problemas operacionais na estação da Carioca também deixaram os intervalos do transporte irregulares.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Plano Diretor de Transporte do Rio vai apostar no transporte sobre trilhos

16/12/2014 - G1

Em 9 anos, número de passageiros de trens e metrô subiu 7% ao ano. Estudo descobriu uma cidade entupida de carros, obras e trânsito travado.

Uma das principais propostas do Plano Diretor de Transporte Urbano é expandir o sistema de trens e metrô para melhorar o trânsito no Rio. O novo estudo foi apresentado nesta segunda-feira (15) com exclusividade no Bom Dia Rio.

O estudo detalhado descobriu uma cidade entupida de carros, obras, trânsito travado e à espera de soluções. Com mais um horário de rush: a hora do almoço. O plano também aponta o que fazer para melhorar a mobilidade.Uma das saídas para desafogar as ruas é o investimento no transporte público sobre trilhos. De 2003 para 2012, o número de passageiros de trens e metrô subiu 7% ao ano.

O sistema ainda não atende toda demanda. O levantamento da Secretaria Estadual de Transportes mostra que do total de viagens diárias, o uso de trens corresponde a 2,5% e de metrô 2,9%, enquanto os carros ainda representam 16,7%.

Ampliação

Para ampliar esta capacidade, o metrô vai ganhar a Linha 4 em 2016. Ela vai ligar Ipanema até a Barra da Tijuca, passando pela Gávea e São Conrado. O plano também prevê expansões até 2021: a ampliação da Linha 1, ligando a estação Uruguai ao Méier, até o Engenhão.

Na Linha 2, a integração com as Barcas, chegando até a Praça XV através das estações Estácio e Carioca. A construção da Linha 3, ligando Guaxindiba, em Itaboraí até a Praça Araribóia em Niterói, passando por São Gonçalo.

A ampliação da Linha 4 até o Recreio, integrando também o Terminal Alvorada e a expansão da malha, com uma nova linha entre a estação Gávea até a Carioca, passando pelo Jardim Botânico, Humaitá e Lapa.

Para os trens, toda a frota será renovada até 2016. O plano diretor prevê a ampliação dos trilhos com a inauguração de três novos trechos até 2021: a ligação das estações de Costa Barros e Japeri, Deodoro, Honório Gurgel e Duque de Caxias, além da interligação das estações de Nova Iguaçu e São Bento.

Projetos

Em entrevista ao Bom Dia Rio, a secretária Estadual de Transportes Tatiana Carius, falou sobre os projetos. "Ninguém constrói metrô do dia para outro, de um ano para outro. Então você tem que ter projetos bem executados e é exatamente nesta fase que estamos. O que é o plano diretor de transporte urbano? Ele serve como uma bússola para o governo, ele é uma ferramenta mutável, assim como o deslocamento das pessoas, que variam de acordo com os investimentos em infraestrutura. Eles mudam diariamente", afirmou a secretária.

O professor do Instituto de Pesquisas em Engenharia da UFRJ (Coppe) diz que os projetos são fundamentais para desafogar o trânsito. A secretaria Estadual de Transportes informou que o projeto da Linha 3 está pronto para consulta pública e que se prepara para lançar no primeiro trimestre de 2015 os editais de expansões das linhas 1, 2 e 4.

Fonte: Do G1 Rio

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Estação do MetroRio em Ipanema é fechada após problema em trem

12/12/2014 - G1

Composição foi esvaziada e passageiros foram conduzidos às plataformas.

Às 16h50, operação da Linha 1 ocorria entre estações Cantagalo e Uruguai,

Daniel Silveira

Passageiros tiveram de caminhar sobre os trilhos para chegar à plataforma (Foto: Cosmo França / Divulgação)
Passageiros tiveram de caminhar sobre os trilhos para chegar à plataforma (Foto: Cosmo França / Divulgação)

A estação General Osório, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, foi fechada por volta das 15h desta sexta-feira (12), após um trem apresentar um problema técnico, segundo informou a MetrôRio. Passageiros relataram nas redes sociais que a composição quase descarrilou. A concessionária disse que apurava o que ocorreu.
O consultor de vendas Cosmo França, 40 anos, disse que estava no primeiro vagão e pode ver faíscas e fumaça saindo dos trilhos. "Ele ficou torto nos trilhos, não tinha como andar mais", disse.

Segundo Cosmo, o trem já se aproximava da estação General Osório quando houve uma parada repentina. "A condutora avisou pelo sistema de som que estava aguardando a liberação da sinalização. Ficamos quase meia hora parados. Mas foi tranquilo, porque o ar-condicionado estava funcionando. Quando ele recomeçou a andar, balançou bastante e começou a sair faíscas e fumaça do lado direito", contou.

Plataforma da Estação Siqueira Campos ficou lotada com a interrupção do funcionamento da General Osório (Foto: Cosmo França / Divulgação)
Plataforma da Estação Siqueira Campos ficou lotada
com a interrupção do funcionamento da General
Osório (Foto: Cosmo França / Divulgação)

Quando o incidente ocorreu, segundo Cosmos, alguns passageiros se exaltaram. "O pessoal começou a bater nas portas, querendo abrir. A condutora pediu calma e explicou que tinham que desligar a energia dos trilhos. Passageiros dos vagões de trás começaram a passar para os primeiros. O clima ficou tenso", contou.

Cosmos destacou que o calor foi o que mais incomodou, já que o ar-condicionado chegou a ser desligado. "Algumas pessoas se sentiram mal por causa do calor. Duas senhoras chegaram a ser retiradas de maca", acrescentou.

Funcionários do MetrôRio conduziram os passageiros às plataformas. Os usuários tiveram de caminhar pelos trilhos, orientados pelos funcionários. Até as 18h a concessionária não tinha informações precisas sobre o que ocorreu com o trem.

Segundo a MetrôRio, foram colocados ônibus extras na linha Metrô na Superfície para transportar os passageiros até a estação Siqueira Campos.

Ainda segundo a concessionária, às 16h50, a operação da Linha 1 ocorria entre as estações Cantagalo e Uruguai, sendo que um outro trem estava realizando o serviço provisório de levar os usuários da estação Siqueira Campos para a Cantagalo. A Linha 2 não foi afetada.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Rubens Paiva ganha busto em estação de metrô do Rio que leva seu nome

12/12/2014 - Agência Rio

O ex-deputado e engenheiro Rubens Paiva, assassinado por militares na ditadura e cujo corpo continua desaparecido, foi homenageado hoje (12) no Rio de Janeiro com a inauguração de um busto na estação de metrô de mesmo nome do engenheiro, na zona norte da capital fluminense. Outro busto foi inaugurado em outubro, na praça em frente ao quartel do 1º Batalhão de Polícia do Exército, onde funcionava o antigo Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na Tijuca, zona norte, onde ele foi torturado e morto, após ser detido em casa para depor.

Próximo à estação há um conjunto habitacional construído por Rubens Paiva. "Muita gente não sabe, mas ele era um engenheiro dos bons", comentou o diretor do Sindicato dos Engenheiros, responsável pela homenagem, Marco Antônio Barbosa. Ele contou que os bustos e as exposições itinerantes sobre Rubens Paiva são iniciativas de regate da memória nacional, para que a população não esqueça das atrocidades do período da ditadura e de suas vítimas.

"Queremos resgatar essa história, recontar a história do sacrifício que algumas pessoas fizeram pelo nacionalismo brasileiro. Rubens Paiva morreu por causa disso", contou. "A juventude daqui, para frente, precisa entender o que aconteceu, ter mais conteúdo sobre isso. Porque essas manifestações defendendo a volta da ditadura são absurdas. Essa história precisa ser contada e recontada quantas vezes forem necessárias", comentou.

Para uma das filhas de Rubens Paiva, Vera Paiva, é emocionante que a iniciativa ocorra na mesma semana de divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade e de celebração do Dia Internacional de Direitos Humanos. Ela comemorou a ideia de aprofundar a história do pai em um bairro que leva seu nome. "Ele tinha muito orgulho do trabalho que ele fez aqui. Trazia a gente para ver a construção, mostrava como as casas eram boas e como o povo brasileiro merecia moradia decente. É importante que as pessoas que frequentam essa estação conheçam mais em detalhes quem foi Rubens Paiva", declarou.

Vera ressaltou que o período da ditadura precisa ser cotidianamente relembrado e combatido para evitar que violações de direitos humanos continuem a ser cometidas por agentes do Estado. "O relatório [da Comissão Nacional da Verdade] é uma base para continuarmos a construir relatórios sobre casos que hoje em dia continuam acontecendo, de mortos, desaparecidos, presos arbitrariamente, o que afeta principalmente os mais pobre e negros", declarou. "Isto foi produzido ao longo da ditadura e os militares nunca reconheceram que estava errado. E 50 anos depois, estamos fazendo a mesma coisa. Se mantivermos a impunidade desse tipo de ação, nosso modo de fazer justiça continuará injusto".

Da Agência Brasil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A nova batcaverna do metrô do Rio

06/12/2014 - O Globo

A Estação Gávea, que integra a Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema) e está sendo construída no subsolo do estacionamento da PUC-RJ, será a mais profunda do Rio. Ela ficará 55 metros abaixo do nível da rua e será a primeira do sistema metroviário a ter o acesso feito prioritariamente por elevadores. Segundo o consórcio Linha 4 Sul, responsável pela obra, as escavações atingiram uma profundidade maior do que em outras estações porque o terreno na região é um misto de rocha, terra e argila. A previsão é que cerca de 19 mil passageiros utilizem o terminal diariamente depois que ele for inaugurado, em junho de 2016.


 

A nova estação desbancará, com uma diferença de 13 metros, a Cardeal Arcoverde, da Linha 1, em Copacabana, atualmente a mais profunda do metrô carioca. Escavada na rocha, 42 metros abaixo do nível da rua, a estação chegou a ser chamada de batcaverna durante as obras. Apesar de o acesso entre a superfície e a plataforma ser feito em três níveis, o terminal não tem elevadores. Com suas longas galerias moldadas na rocha, o espaço já foi cenário de inúmeros comerciais.

De acordo com o consórcio, para facilitar o acesso dos passageiros, a futura Estação Gávea vai operar com quatro grandes elevadores, cada um com dois metros de largura por 2,15m de comprimento, e capacidade para 30 passageiros. Os passageiros farão a viagem às profundezas da Estação Gávea em 37 segundos.

ESCADAS COMO ALTERNATIVA AOS ELEVADORES

A estação terá dois acessos: o da PUC, pela Avenida Padre Leonel Franca, é o que terá maior fluxo de usuários, segundo a Linha 4 Sul. Por isso, terá um conjunto de escadas fixas, duas escadas rolantes e um elevador para oito passageiros conectado por rampa, o que garante acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Logo que entrarem na estação, os usuários deverão descer um primeiro lance de escada ou embarcar num pequeno elevador para chegar às bilheterias, passar pelas roletas e então acessar os grandes elevadores.

Já o acesso da Marquês de São Vicente, com menor demanda de passageiros, contará com dois conjuntos de escadas fixas e rolantes e dois elevadores, uma vez que a descida terá dois níveis até o hall de elevadores de alta capacidade.

Os usuários que tiverem medo de usar os elevadores não precisam se preocupar. Eles terão como alternativa oito lances de escadas rolantes, mais duas menores pela saída da Rua Marquês de São Vicente e uma menor pelo acesso da PUC. Geradores próprios impedirão que eles parem em caso de falta de energia.

A Estação Gávea contará com duas plataformas paralelas, construídas em um só nível. Como os trilhos serão independentes, o benefício às futuras expansões foi mantido. De acordo com a Linha 4 Sul, uma área está sendo construída para possibilitar futura ampliação do sistema metroviário em direção à Estação Uruguai, na Tijuca, e à Estação Carioca, no Centro. Embora a operação ainda esteja em estudos, o traçado da Linha 4 deverá permitir que o passageiro passe ou não pela Estação Gávea.

Apesar de mais trabalhosa, os engenheiros consideram a obra na Estação Gávea mais tranquila do que em outros trechos. Isso porque à medida que se aprofundam as escavações, aumenta-se a distância em relação à superfície, tornando as vibrações das detonações cada vez menos incômodas aos pedestres e moradores do bairro. As escavações estão sendo feitas em dois poços que já atingiram 45 metros de profundidade, restando, portanto, 10 metros de escavação para cada um.

TATUZÃO PARADO SEIS MESES

A Estação Gávea foi a última da Linha 4 a ser iniciada. Ao final das obras, a área de estacionamento da universidade será recomposta e devolvida com suas características originais. Para viabilizar as intervenções dos túneis, foi necessário desocupar terrenos do estado no final da Travessa Madre Jacinta. No local, havia cinco casas e uma oficina mecânica. As famílias foram indenizadas e realocadas. O campus disponibilizou uma nova opção de estacionamento, através de convênio assinado com o Shopping da Gávea. De segunda a sábado, os últimos andares do Shopping funcionam como estacionamento para alunos da graduação e pós-graduação, regularmente matriculados.

A Linha 4, que ligará o Jardim Oceânico, na Barra, à Praça General Osório, em Ipanema, é um dos compromissos do estado para os Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com os construtores, ela deverá transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia, que poderão utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Em maio deste ano, parte das obras da Linha 4 no trecho de Ipanema precisou ser paralisada depois que duas crateras se abriram na Rua Barão da Torre, assustando moradores. O funcionamento do tatuzão ficou interrompido por seis meses, já que o subsolo precisou ser reforçado. Segundo o consórcio, apesar da longa paralisação do tatuzão no trecho de Ipanema, o problema não afetou o cronograma da obra. Já foram escavados nove mil metros de túneis no trecho Barra-Gávea, e as galerias já estão interligadas, faltando apenas concluir a abertura do túnel entre Ipanema e Gávea.

A nova linha de metrô terá seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) em 16 quilômetros de extensão. Com a nova ligação, o trajeto entre Barra e Ipanema será feito em 15 minutos e, entre a Barra e a Praça Saens Peña, na Tijuca, em 50 minutos.

Estação Gávea do MetrôRio terá 4 elevadores e 8 escadas rolantes

06/12/2014 - O Globo

A Estação Gávea, que integra a Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema) e está sendo construída no subsolo do estacionamento da PUC-RJ, será a mais profunda do Rio. Ela ficará 55 metros abaixo do nível da rua e será a primeira do sistema metroviário a ter o acesso feito prioritariamente por elevadores. Segundo o Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pela obra, as escavações atingiram uma profundidade maior do que em outras estações porque o terreno na região é um misto de rocha, terra e argila. A previsão é que cerca de 19 mil passageiros utilizem o terminal diariamente depois que ele for inaugurado, em junho de 2016.

A nova estação desbancará, com uma diferença de 13 metros, a Cardeal Arcoverde, da Linha 1, em Copacabana, atualmente a mais profunda do metrô carioca. Escavada na rocha, 42 metros abaixo do nível da rua, a estação chegou a ser chamada de batcaverna durante as obras. Apesar de o acesso entre a superfície e a plataforma ser feito em três níveis, o terminal não tem elevadores. Com suas longas galerias moldadas na rocha, o espaço já foi cenário de inúmeros comerciais.

De acordo com o consórcio, para facilitar o acesso dos passageiros, a futura Estação Gávea vai operar com quatro grandes elevadores, cada um com dois metros de largura por 2,15m de comprimento, e capacidade para 30 passageiros. Os passageiros farão a viagem às profundezas da Estação Gávea em 37 segundos.

A estação terá dois acessos: o da PUC, pela Avenida Padre Leonel Franca, é o que terá maior fluxo de usuários, segundo a Linha 4 Sul. Por isso, terá um conjunto de escadas fixas, duas escadas rolantes e um elevador para oito passageiros conectado por rampa, o que garante acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Logo que entrarem na estação, os usuários deverão descer um primeiro lance de escada ou embarcar num pequeno elevador para chegar às bilheterias, passar pelas roletas e então acessar os grandes elevadores.

Já o acesso da Marquês de São Vicente, com menor demanda de passageiros, contará com dois conjuntos de escadas fixas e rolantes e dois elevadores, uma vez que a descida terá dois níveis até o hall de elevadores de alta capacidade.

Os usuários que tiverem medo de usar os elevadores não precisam se preocupar. Eles terão como alternativa oito lances de escadas rolantes, mais duas menores pela saída da Rua Marquês de São Vicente e uma menor pelo acesso da PUC. Geradores próprios impedirão que eles parem em caso de falta de energia.

A Estação Gávea contará com duas plataformas paralelas, construídas em um só nível. Como os trilhos serão independentes, o benefício às futuras expansões foi mantido. De acordo com a consórcio Construtor Rio Barral, uma área está sendo construída para possibilitar futura ampliação do sistema metroviário em direção à Estação Uruguai, na Tijuca, e à Estação Carioca, no Centro. Embora a operação ainda esteja em estudos, o traçado da Linha 4 deverá permitir que o passageiro passe ou não pela Estação Gávea.

Apesar de mais trabalhosa, os engenheiros consideram a obra na Estação Gávea mais tranquila do que em outros trechos. Isso porque à medida que se aprofundam as escavações, aumenta-se a distância em relação à superfície, tornando as vibrações das detonações cada vez menos incômodas aos pedestres e moradores do bairro. As escavações estão sendo feitas em dois poços que já atingiram 45 metros de profundidade, restando, portanto, 10 metros de escavação para cada um.

A Estação Gávea foi a última da Linha 4 a ser iniciada. Ao final das obras, a área de estacionamento da universidade será recomposta e devolvida com suas características originais. Para viabilizar as intervenções dos túneis, foi necessário desocupar terrenos do estado no final da Travessa Madre Jacinta. No local, havia cinco casas e uma oficina mecânica. As famílias foram indenizadas e realocadas. O campus disponibilizou uma nova opção de estacionamento, através de convênio assinado com o Shopping da Gávea. De segunda a sábado, os últimos andares do Shopping funcionam como estacionamento para alunos da graduação e pós-graduação, regularmente matriculados.

A Linha 4, que ligará o Jardim Oceânico, na Barra, à Praça General Osório, em Ipanema, é um dos compromissos do estado para os Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com os construtores, ela deverá transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia, que poderão utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Em maio deste ano, parte das obras da Linha 4 no trecho de Ipanema precisou ser paralisada depois que duas crateras se abriram na Rua Barão da Torre, assustando moradores. O funcionamento do tatuzão ficou interrompido por seis meses, já que o subsolo precisou ser reforçado. Segundo o consórcio, apesar da longa paralisação do tatuzão no trecho de Ipanema, o problema não afetou o cronograma da obra. Já foram escavados nove mil metros de túneis no trecho Barra-Gávea, e as galerias já estão interligadas, faltando apenas concluir a abertura do túnel entre Ipanema e Gávea.

A nova linha de metrô terá seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) em 16 quilômetros de extensão. Com a nova ligação, o trajeto entre Barra e Ipanema será feito em 15 minutos e, entre a Barra e a Praça Saens Peña, na Tijuca, em 50 minutos.