quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Metrô da Barra

21/08/2014 - O Globo, Coluna Ancelmo.com

GOIS DE PAPEL


Os testes do primeiro trem do metrô da Linha 4 começaram anteontem em Changchum, na China. Foram checados os sistemas elétricos, de sonorização e ar-condicionado. Logo depois começam os testes dinâmicos, de locomoção. O trem chega ao Rio em dezembro. A finalização das obras da Linha 4 está prevista para 2015. Em abril de 2016, os trens começam a circular em fase de teste. A Linha 4 do Metrô vai transportar cerca de 300 mil pessoas por dia a partir de 2016. Vamos torcer, vamos cobrar

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Escavação da Linha 4 entre Barra e Zona Sul chega a trecho final

11/08/2014 11h01 - G1

Equipes estão a 1 km do Leblon e 500m da Gávea.

Até esta segunda-feira (11), foram usados 1.650 toneladas de explosivos.

Do G1 Rio

Escavações da Linha 4 do Metrô estão no trecho final entre Barra e Zona Sul (Foto: Divulgação Linha 4/Kaptimagem)
Escavações da Linha 4 do Metrô estão no trecho final entre Barra e Zona Sul (Foto: Divulgação Linha 4/Kaptimagem)

As escavações de túneis da Linha 4 do Metrô do Rio, entre a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e os bairros da Gávea e do Leblon, na Zona Sul, chegaram ao último trecho, informou o consórcio responsável pela obra.

Dos 10 km de túneis entre a Barra e a Gávea, falta apenas 1,5 km para concluir a escavação: 1 km para o Leblon e 500m para a Gávea. Segundo o consórcio, neste trecho, os túneis são abertos com método de detonações controladas. Até esta segunda-feira (11), foram usados 1.650 toneladas de explosivos, o que daria para fazer 68 festas de Réveillon, considerando as 24 toneladas da queima de fogos de Copacabana.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

BRT deve chegar ao Jardim Oceânico no ano que vem, prevê Rio Ônibus

14/08/2014 - Agência Brasil

O presidente do Sindicato das Empresas  de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) e da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira, informou hoje (14) que o corredor expresso de ônibus articulados Bus Rapid Transit (BRT) Transoeste deve ser estendido ao Jardim Oceânico no ano que vem. Com a conclusão da obra, os passageiros poderão descer diretamente na estação de metrô, que está atualmente em construção na Barra da Tijuca e é prevista para 2016, antes dos Jogos Olímpicos.

"Quando você passa ali, já vê que está em obras. Quando o metrô ficar pronto, o BRT já vai estar pronto, e, independentemente disso, vai ser importante porque toda a região mais comercial da Barra está naquele trecho. Ali, já vai ser um ganho enorme e tirar no mínimo 50 ônibus quando colocar o BRT. Vai beneficiar as pessoas porque elas vão poder passar direto pelo Terminal Alvorada e até ir para a zona sul, quando o metrô estiver pronto", disse Teixeira, que apresentou um balanço do BRT no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

Ao mostrar o traçado do corredor expresso, o representante das empresas de ônibus apontou também um trecho do BRT Transoeste que vai ligar Campo Grande à Avenida das Américas e à Barra da Tijuca sem passar por Santa Cruz, via Estrada do Monteiro e Mato Alto. Essa parte do corredor, porém, é uma ideia que ainda não tem data para sair do papel e deve ficar para governos futuros: "Eu acredito que não vai ser feito neste governo porque ele já definiu as prioridades, que são o Transolímpico (Recreio-Deodoro), que está sendo feito, e o Transbrasil (Centro-Deodoro), que está em processo de licitação."

Sobre os próximos passos do BRT, Lélis Teixeira disse que 100% das estações do Transcarioca (Barra da Tijuca-Aeroporto Internacional Tom Jobim) devem estar funcionando até setembro, e que, já neste mês, chegam ônibus biarticulados que terão capacidade para transportar 280 passageiros. "Já estamos sabendo pelas pesquisas que têm estações que vão integrar com o trem e que têm uma grande demanda. Eles vão ser provavelmente para Madureira."

Segundo a assessoria de imprensa do Consórcio BRT, os veículos biarticulados foram fabricados em Caxias do Sul e já estão na estrada, a caminho do Rio. Quando chegarem à cidade, precisam ser licenciados pela Secretaria Municipal de Transportes e pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), antes de passarem por um período curto de testes.Nesta semana, o trecho Barra da Tijuca-Madureira começou a operar 24 horas por dia, e a expectativa é que, no mês que vem, todos os ônibus e estações dos BRTs Transoeste e Transcarioca tenham internet sem fio.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Licitação da Linha 6 do Metrô Rio

10/02/2004 - Revista Ferroviária

Até sexta-feira, dia 13, será divulgado, pela Comissão de Licitação da Companhia Estadual de Engenharia e Logística (Central), o vencedor da licitação para elaboração do PROJETO BÁSICO da Linha 6 do Metrô do Rio de Janeiro. O prazo foi dado, na tarde de hoje, pelo secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Augusto Ariston, ao receber as propostas dos seguintes consórcios que se habilitaram a realizar o trabalho: Lahmeyer International e Lacaz Martins; Tecnosolo e TC/BR; e, Electrowatt Infra, Concremat Engenharia,Enefer Consultoria, Oficina Consultores. 

O projeto prevê a LIGAÇÃO ENTRE a Barra da Tijuca o AEROPORTO INTERNACIONAL Tom Jobim e o município de Duque de Caxias. O estudo, no valor de R$ 5,9 milhões, deve contemplar: projeto básico de engenharia, viabilidade econômico-financeira do projeto, impacto ambiental e modelagem de transferência para o setor privado.
Augusto Ariston, disse que dentro de 10 meses estará pronto o orçamento para preparar o edital e licitar as obras em janeiro de 2005. 

Segundo ele, até 2007 será possível concluir a ligação entre a Barra da Tijuca e Madureira, o que considera suficiente para viabilizar o sistema de transportes para realização dos Jogos Pan-Americanos. Ariston explicou que a ligação entre Madureira, Aeroporto Tom Jobim e Duque de Caxias só estará concluída em 2010. Ele estima que serão gastos cerca de R$ 4 bilhões na execução de todo o projeto. "Esses recursos serão aplicados pelo GOVERNO FEDERAL, pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, BNDES e BANCO MUNDIAL. Espero também que a Prefeitura do Rio participe desta equação financeira", acentuou o secretário.

Dos 21 consórcios inscritos na licitação seis foram selecionados e três desistiram de APRESENTAR PROPOSTAS: Promon Engenharia,Logit,Unibanco; Semaly,Trends Engenharia,Opus,Ernst & Young,Habtec, Zalcerberg Advogados; e, Ineco, Setepla Tecnometal e Prime Engenharia. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Estação interativa do MetrôRio mostra futuras instalações

01/08/2014 - G1 RJ

Uma estação interativa do metrô na Gávea, Zona Sul do Rio, foi inaugurada nesta sexta-feira (1º) na Fundação Planetário. Através de imagens em 3D, fotos da obra, maquete, tela touch e holografia o espaço permite ao visitante conhecer os futuros terminais de passageiros e os túneis do metrô do trecho da Linha 4, Gávea-Barra da Tijuca.

A partir do primeiro semestre de 2016, a expectativa é que mais de 300 mil pessoas usem a Linha 4 do metrô todos os dias.

O projeto prevê seis estações em um trajeto de aproximadamente 16 quilômetros: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. O percurso será feito em 15 minutos da Barra da Tijuca a Ipanema, e em 34 minutos da Barra da Tijuca ao Centro.

Ao chegar à estação, o público tem a sensação de atravessar um túnel em escavação. A holografia da Estação Gávea, com imagens em três dimensões, deixa o visitante com a sensação de estar diante da futura estação de passageiros.

Três cabines mostram imagens das frentes de trabalho no Jardim Oceânico, em São Conrado e na Gávea, onde ficarão três das seis estações da Linha 4.

Cada etapa do processo construtivo entre a Barra e a Gávea pode ser acompanhado através de uma linha do tempo feita também com registros fotográficos. Diversos tipos de rochas encontrados durante a escavação estão em exibição.

Serviço:
Local: Fundação Planetário
Endereço: Rua Vice Governador Rubens Berardo, 100 - Gávea.
Horário de funcionamento: 7h30 às 17h30
Entrada: gratuita

Tatuzão ainda não tem data para voltar a escavar Linha 4 do Metrô

04/08/2014 - O Globo

RIO - Moradores de Ipanema terão de aguardar mais um pouco para se livrar dos transtornos das obras da Linha 4 do metrô (Ipanema-Barra). O retorno das atividades do tatuzão, equipamento que perfura o subsolo, ainda não tem data definida. O equipamento parou de ser utilizado, depois que houve afundamento de solo na madrugada de 11 de maio. A previsão inicial era que as escavações fossem retomadas em 20 julho. Na última sexta-feira, moradores da Rua Barão da Torre receberam a notícia de que as intervenções de reforço no subsolo devem se estender por mais 60 dias.

Ao GLOBO, a assessoria do consórcio informou que a estimativa é que, até o fim de agosto, os trabalhos sejam concluídos, possibilitando a reativação do tatuzão com atraso de, pelo menos, um mês. Este prazo, entretanto, pode ser alterado - antecipado ou postergado - conforme a análise diária da obra, acrescenta o consórcio.

Enquanto o "imbróglio" persiste, moradores lamentam a falta de informações precisas. O jornalista Gilberto Menezes Côrtes, que mora desde 1973 na Barão da Torre, disse que engenheiros das obras afirmaram aos moradores ser necessária a aplicação de reforços extras no subsolo.

- Acredito que o cronograma da obra possa ficar comprometido. Esse atraso implica muitos transtornos para nós, moradores. Estou reformando um apartamento para alugar, mas o preço está em queda. O tatuzão está encalhado na esquina da Farme de Amoedo com Barão da Torre. Se tudo estivesse correndo bem, era para estar no Jardim de Alah.

De acordo com o consórcio, o processo de recuperação estrutural é interativo e, a cada injeção de concreto, é feita uma nova análise do estado do terreno. A escavação com tatuzão será reiniciada com cem por cento de segurança para a população, acrescentam as empreiteiras.

DE IPANEMA À BARRA EM 15 MINUTOS

Objeto de inúmeros questionamentos ao longo dos últimos anos, a Linha 4 do metrô do Rio (Barra da Tijuca — Ipanema) vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de dois mil veículos por hora, em momentos de pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão.

Orçada em R$ 8,5 bilhões, a Linha 4 do metrô entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. De acordo com o governo do estado, será possível ir da Barra a Ipanema em 15 minutos. E da Barra ao Centro, em 34 minutos.

Após cerca de quatro meses para ser montado, o Tunnel Boring Machine (equipamento conhecido como tatuzão) começou a operar em dezembro do ano passado. Ele tem 2,7 mil toneladas, 120 metros de comprimento e 11,5 metros de diâmetro.

Em 11 de maio passado, duas crateras se abriram na Rua Barão da Torre, causando temor entre os moradores. O local do afundamento foi o mesmo em que o tatuzão estava operando. No número 138 da rua, partes da calçada e do piso da garagem quebraram, e um portão emperrou. Em pelo menos outros três imóveis da Barão da Torre, moradores mostraram rachaduras e trincas, de diferentes tamanhos, em área de acesso, garagem e pátios. Segundo o consórcio Linha 4 Sul, o problema foi causado por um assentamento de solo, e a situação foi logo controlada. Ainda de acordo com o consórcio, não há qualquer risco de desabamento de prédios.

ENTREGA DA OBRA NÃO SOFRERÁ ATRASO

Apesar dos contratempos, o consócio Linha 4 Sul mantém o prazo para início de operação do trecho: primeiro semestre de 2016. O consórcio Linha 4 Sul (formado pelas empreiteiras Odebrecht Infraestrutura, Queiroz Galvão e Carioca Engenharia) é responsável pela implantação da Linha 4 entre Ipanema e Gávea. Já o consórcio Construtor Rio Barra (Queiroz Galvão, Odebrecht Infraestrutura, Carioca Engenharia, Cowan e Servix), pelo trecho entre Barra da Tijuca e Gávea.

Moradores e comerciantes das ruas Farme de Amoedo e Barão da Torre, no entanto, andam preocupados com possíveis atrasos no cronograma e reclamam dos transtornos financeiros e psicológicos causados pelos tapumes. Subgerente de um restaurante no número 102 da Farme de Amoedo, Erisvelton Braga afirma que o movimento de clientes caiu cerca de 40% desde o início do ano.

— O pessoal diz que tem medo de frequentar o restaurante, principalmente depois do afundamento do solo. A parede do restaurante rachou. Eles (consórcio) falaram que vão consertar depois que o reparo no subsolo for feito. O canteiro de obras está bem na porta do restaurante, e isso é muito ruim.

Moradora da Barão da Torre, Esther Benjó critica a demora na solução dos problemas. Na mesma linha, o jornalista Gilberto Menezes Côrtes cobra mais transparência:

— Faltam informações claras sobre o que está acontecendo.