sábado, 29 de março de 2014

Linha 4 do Metrô: ponte estaiada ligará túneis ao Jardim Oceânico

29/03/2014 - Agência Rio

A empresa responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô Rio anunciou uma novidade neste sábado (29): para chegar ou sair da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, os trens da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) vão passar por uma ponte estaiada ligando a Estação Jardim Oceânico aos túneis que passam por dentro da rocha do Morro do Focinho do Cavalo, na Barrinha.

A ponte de concreto, suspensa por cabos de aço, começou a ser construída em fevereiro e passará sobre a Lagoa da Tijuca. Esta será a primeira ponte estaiada para o metrô no Rio de Janeiro e contará com projeto de iluminação cenográfica.

Com 417 metros de comprimento, incluindo trechos dos elevados de transição para a galeria subterrânea e túnel, a ponte terá 13,9 metros de largura e duas vias, uma para as composições que seguirão no sentido Barra, e a outra em direção à Zona Sul.

Os trens vindos da Zona Sul sairão do túnel e chegarão à Barrinha pela ponte estaiada, seguindo pela superfície até a Avenida Armando Lombardi, onde farão o "mergulho" para acessar a estação, que será subterrânea.

As fundações da ponte começaram a ser construídas em março. O canteiro de apoio às obras da ponte já foi instalado no Jardim Oceânico em uma área de cerca de 13 mil m², onde existia a comunidade Vila União. Para viabilizar o projeto, os 76 imóveis existentes no local foram desapropriados e as famílias e comerciantes indenizados e realocados. Às margens da Avenida Armando Lombardi, serão erguidos dois pilares inclinados e paralelos de 76m de altura, onde serão ancorados os cabos de sustentação da ponte. Trezentos operários vão trabalhar na obra.

MS

quinta-feira, 27 de março de 2014

Viagem às profundezas

19/03/2014 - Veja

Segredos, mistérios e curiosidades do metrô carioca, que passa pela maior ampliação de sua história

por Ernesto Neves

Qualquer metrópole moderna digna dessa qualificação exibe uma eficiente rede de transporte de massa subterrânea. No caso do Rio, o sistema de duas linhas que corta o subsolo da cidade ainda apresenta falhas, alternando bons momentos e outros bem ruins. Mas ele já faz parte da vida de 690 000 passageiros, transportados todos os dias pelos seus vagões. E a promessa é que mais e mais pessoas comecem a utilizá-lo para ir ao trabalho ou a lazer nos próximos anos. Desde que foi inaugurado, em 1979, o metrô nunca passou por um processo de ampliação dessa magnitude. Serão 300 000 novos usuários até 2016, quando entrará em operação a Linha 4, a tão sonhada ligação entre a Barra e a Zona Sul da cidade.

Como acontece com toda obra antes de ficar pronta, as reclamações são muitas. Aqui em cima as intervenções provocadas pelos 7 500 operários são um estorvo para moradores de bairros como Leblon, Ipanema, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico. Além das alterações no trânsito, que tiraram, por exemplo, o acesso de uma parte dos residentes da Rua General Urquiza à praia, as máquinas utilizadas já causaram quedas de luz e das linhas telefônicas em seus arredores. De fato, poucas torturas são tão cruéis e eficazes quanto deixar alguém sem ar-condicionado num verão como este.

Embora com seus percalços, a empreitada representa uma evolução sem precedentes na engenharia carioca. Do ponto de vista tecnológico, a principal inovação foi trazida da Alemanha e atende pelo pomposo nome de Tunnel Boring Machine, popularmente conhecida como tatuzão. Desde o início do ano, a superengenhoca tem perfurado o solo ao ritmo de 18 metros por dia, uma velocidade recorde — a que é usada em São Paulo escava 15 metros por dia. Essas e outras curiosidades, atuais e históricas, fazem da pequena cidade que está sendo expandida abaixo dos nossos pés um lugar fascinante. Nas próximas páginas, VEJA RIO levará você a uma viagem de metrô inédita.

Escavador gigante

A Linha 4 do metrô carioca é a primeira a ser perfurada com a ajuda de um tatuzão, um equipamento gigantesco de 120 metros de comprimento que avança ao ritmo de 18 metros por dia (foto à esquerda). Parece pouco, mas é uma velocidade tremenda, muito superior ao ritmo de construção das linhas escavadas a céu aberto ou por detonação de explosivos no leito de rochas. Desde que a máquina começou a funcionar, em dezembro, já foram perfurados 220 metros de túneis. Ao mesmo tempo em que abre caminho, o tatuzão ergue paredes. Ele monta com perfeição grandes peças pré-moldadas de concreto armado que revestem as estruturas. Tanta tecnologia, entretanto, exige um cronograma rigoroso. Para que tudo seja concluído até dezembro de 2015 é preciso coordenar a escavação com a construção das estações. A futura Estação Nossa Senhora da Paz, por exemplo, tem de ficar pronta até abril, quando o tatuzão passará por ela, vindo da Estação General Osório.



Reforma radical

Antes de ser aberta ao público (a promessa é que seja inaugurada em março), a Estação Uruguai precisou passar por uma intervenção drástica. A área onde hoje é finalizada a plataforma de 300 metros de extensão lembrava um estacionamento, com 144 pilares sustentando o teto. É óbvio que, com tal configuração, não poderia haver embarque e desembarque de passageiros. Para resolver o problema, macacos hidráulicos foram instalados para dar apoio à construção enquanto os pilares eram removidos. Depois, eles foram substituídos por 24 novas colunas de aço dotadas de seis braços de sustentação na parte superior (acima). "Foi um trabalho que exigiu cuidado extremo, pois, bem acima, na superfície, estão algumas das principais artérias da Tijuca", conta Joubert Flores, diretor de engenharia da concessionária MetrôRio. "Toda a obra foi realizada sem fechar nenhuma rua ou avenida", explica. O trator perdido

As escavações do trecho sob a Avenida Presidente Vargas foram consideradas uma tarefa complicadíssima na construção da Linha 1. Ali, o subsolo argiloso é composto ainda de um volumoso lençol freático. Durante as obras, em 1976, uma das bombas responsáveis pelo controle do aquífero pifou, fazendo com que o nível da água subisse repentinamente. A rapidez com que o canteiro se transformou em charco foi tal que um dos tratores utilizados pelos operários começou a afundar na lama. Só houve tempo para o operador saltar do veículo. De um trecho de terreno firme, os trabalhadores assistiram à cena bizarra da máquina de várias toneladas afundar em meio ao lodo movediço, a 22 metros de profundidade. O veículo está até hoje soterrado em algum lugar nos arredores do edifício da Embratel.

O túnel mais longo

Ele não é apenas o maior do Rio. O túnel mais longo do metrô carioca, entre a Barra da Tijuca e São Conrado, também é recordista mundial em extensão entre duas estações. Concluída em dezembro, a construção empregou 3 200 operários e exigiu detonações diárias por um período de três anos. A via subterrânea corta as rochas graníticas do Maciço da Gávea. O túnel passa ainda por uma pedreira muito próxima aos prédios do Itanhangá. Nesse trecho, de aproximadamente 550 metros, o corte das pedras foi feito com um fio de aço diamantado, o que permitiu a remoção de grandes blocos sem uma única explosão. Apesar de a obra estar praticamente pronta, o trabalho continua acelerado por ali. Em março, começam a ser assentados os trilhos trazidos da Espanha.

Por que nem todas têm banheiro?
Das 35 estações do metrô, apenas onze têm banheiro: General Osório, Cantagalo, Siqueira Campos, Botafogo, Carioca, Acari/Fazenda Botafogo, Coelho Neto, Estácio, Cidade Nova, Pavuna e Del Castilho. A justificativa é a dificuldade de instalação dos toaletes. Como as paradas ficam abaixo da rede de esgoto, foi preciso construir sobre elas grandes depósitos de dejetos cujo conteúdo é bombeado para a rede da Cedae. Nas estações sem banheiro, tal recurso era inviável



Trem virtual

Em um sistema sujeito a falhas e a todo tipo de imprevistos, os condutores do metrô carioca precisam estar capacitados para reagir a situações-limite, como ver os trilhos invadidos por criminosos. Também é necessário reconhecer rapidamente os sinais emitidos por dezesseis sistemas, entre eles abastecimento de ar, fechamento de portas e sinalização. Para estar apto ao posto de piloto de metrô, são necessários sete meses de treinamento. Esse tempo deverá cair para quatro meses em breve. Até o fim do mês, entram em operação dois simuladores de condução. Importados da França e instalados em uma sala com isolamento acústico, os computadores simulam um painel de controle idêntico ao que existe no trem (foto abaixo). No visor, reproduz-se o cenário das estações cariocas, tanto da Linha 1 quanto da Linha 2. O software testa a capacidade dos futuros condutores de reagir a emergências que vão desde o travamento de portas até uma repentina tempestade durante o percurso pela Linha 2. Do lado de fora, técnicos acompanham cada reação dos alunos através de imagens captadas por uma câmera instalada no teto da cabine.


O bonde que era metrô
Antes de receber o metrô de verdade, o trecho entre Maria da Graça e Pavuna era percorrido por uma espécie de antepassado dos veículos leves sobre trilhos (VLT). Importado da Bélgica, era como um bonde modernizado, chamado de pré-metrô. "O então presidente Ernesto Geisel queria um veículo capaz de realizar curvas fechadas, um desafio na época", conta Fernando MacDowell, doutor em engenharia dos transportes e responsável pela implantação do sistema. "Projetamos, então, um sistema semelhante ao que até hoje existe em Zurique, na Suíça", explica. Por aqui, os trenzinhos circularam de 1981 a 1998 e tiveram destino pouco honroso. Deixadas sem uso, as composições articuladas, avaliadas em 64 milhões de reais, deterioram-se em um pátio ferroviário. "Elas poderiam ser empregadas para ligar regiões como Baixada Fluminense e Itaguaí, hoje estranguladas pelo tráfego", lamenta o engenheiro.

No fundo da lagoa

Quando estiver concluída, em 2016, a estação Jardim Oceânico ficará totalmente imersa na água. Ela está sendo construída junto às margens da Lagoa de Marapendi, em uma região em que o lençol freático se encontra a apenas 2 metros de profundidade.
obra, foram instaladas 300 bombas hidráulicas, que trabalham ininterruptamente para manter o canteiro seco. Em uma iniciativa inédita na construção do metrô carioca, o futuro terminal foi completamente vedado por uma manta impermeabilizante, confeccionada com polietileno de alta densidade. A mesma tecnologia foi usada em Nova York para isolar a cratera deixada no local das torres gêmeas do World Trade Center, destruídas em 2001. Quando tudo estiver concluído, o sistema de drenagem será desligado e o aquífero voltará a subir para seu nível normal, submergindo a estrutura de concreto.


Big Brother Subterrâneo

As estações são vigiadas por 710 câmeras cujas imagens são transmitidas para a central de controle da operadora do sistema, na Avenida Presidente Vargas (à esquerda). Uma vez constatada qualquer anormalidade, os técnicos são capazes de acionar uma resposta em no máximo três minutos.

Trem fantasma

Planejado para ser um sistema integrado em que diferentes linhas se entrecruzariam, o metrô do Rio acabou se transformando em um linhão com um rabicho logo após a Estação Central. Tal configuração deixou relíquias arquitetônicas dos tempos em que se imaginava uma rede muito maior. Ao todo são três estações abandonadas que serviriam para conexões. A primeira, de São João, está entre as paradas Arcoverde e Botafogo e seria usada como ligação para uma futura linha em direção ao Jardim Botânico. O segundo terminal fechado fica abaixo da atual Estácio e o terceiro, sob a Carioca (acima). Ambos seriam utilizados para interligar a rede atual à Praça XV. Lá, receberiam passageiros provenientes das barcas. Há planos de que um dia tais construções sejam aproveitadas. Até que isso aconteça são apenas monumentos à falta de planejamento e ao desperdício de recursos públicos.

Cenário de novela

A estreia do metrô carioca na TV aconteceu antes mesmo de ele ficar pronto. Foi no canteiro de obras da futura Estação Carioca que a Rede Globo gravou o desfecho dramático de Pecado Capital, a primeira novela em cores do horário nobre, em 1975 (ao lado). Entre máquinas e tapumes, o personagem Carlão, vivido por Francisco Cuoco, foi assassinado a tiros. Nos últimos três anos, as estações serviram de pano de fundo para os personagens do seriado Pé na Cova e dos remakes de Guerra dos Sexos e O Astro. Um reality show americano, chamado The Amazing Race, também foi filmado ali.




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terça-feira, 25 de março de 2014

LINHA 4 DO METRÔ: ESCAVAÇÃO DE TÚNEIS TEM QUATRO NOVAS FRENTES DE SERVIÇO

25/03/2014 - Governo RJ

Dois bitúneis estão sendo construídos sob o Morro Dois Irmãos

Sob o maciço do Morro Dois Irmãos, na altura do Alto Leblon, quatro novas frentes de trabalho da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca-Ipanema) começaram a escavar os bitúneis que seguem para São Conrado e para a Gávea. Para alcançar este ponto dentro da rocha, os operários seguiram pelo túnel de serviço construído a partir do campo de futebol da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio).

Até a entrada do bitúnel em São Conrado – via que segue até a Barra, ao longo de cinco quilômetros – a distância é de aproximadamente um quilômetro. Até a Estação Gávea, cerca de 750 metros. Já foram escavados mais de 50 metros de túneis em cada uma dessas duas direções.

No momento, as quatro equipes contam com 240 operários. A construção dos túneis neste trecho se dá pelo método New Austrian Tunnelling Method (NATM) – Drew and Blast, com detonações controladas em rocha. Este é um método seguro, que não oferece risco às edificações do entorno. Todas as medidas de controle de vibração e ruído estão dentro dos limites das normas nacionais e internacionais.

Desde 2010, já foram construídos - com total segurança - mais de 7,5 mil metros de túneis no trecho Barra – Gávea.

Mais de 300 mil pessoas vão usar a Linha 4 do Metrô todos os dias

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes.

domingo, 23 de março de 2014

Prefeito participa da inauguração da nova Estação Uruguai do metrô

15/03/2014 - Agência Rio

O prefeito Eduardo Paes participou neste sábado (15/03), ao lado do governador Sérgio Cabral, da inauguração da Estação Uruguai do metrô, na Tijuca. A estação é a 36ª do Rio e a quarta do bairro, com capacidade para atender cerca de 36 mil passageiros por dia útil. Com a abertura da estação, a cidade ganha mais 1,1 Km de extensão à Linha 1.

A Estação Uruguai foi construída no trecho já escavado da região, conhecido como Rabicho da Tijuca, onde funcionava um antigo estacionamento subterrâneo. Os cinco acessos são na Rua Dona Delfina, dois na Rua Itacuruçá, e dois na Rua Conde de Bonfim (um na calçada sentido Praça Sãens Peña e outro no sentido Usina).

- A cidade passa por um momento de transformação, com muitas intervenções e obras que vêm causando transtornos à população. Mas os resultados têm sido muito bons, graças à colaboração das pessoas que têm atendido nosso apelo e vêm utilizando o transporte público. E tudo isso só é possível porque o governo está fazendo melhorias na área da mobilidade, com investimentos no metrô, nos trens e nas barcas – disse o prefeito.

O novo terminal possui 300 metros de plataforma, mais de sete mil metros quadrados de área construída e 2,9 km de via; dez escadas rolantes; seis elevadores (quatro no nível rua/mezanino e dois no nível mezanino/plataforma, estes exclusivos para portadores de necessidades especiais); e piso tátil para deficientes visuais em toda a extensão, garantindo 100% de acessibilidade. A estação conta com nova sinalização bilingue, iluminação em LED, sistema de ventilação e sonorização de última geração.

- Essa é mais uma iniciativa de um conjunto de melhorias para essa região crescer. O sistema está avançando em toda a cidade. E, para isso, contamos muito com a colaboração e parceria da prefeitura, que vem promovendo a integração da cidade, com iniciativas como o Túnel da Grota Funda e os BRTs Transoeste, Transcarioca e Transolímpica – destacou o governador.

A novidade da nova estação é o acesso à internet por Wi-fi (sem fio). O projeto piloto está habilitado para todas as operadoras de celular e os interessados devem se cadastrar no site do MetrôRio (www.metrorio.com.br). Cada usuário terá um tempo limitado de uso, com dois acessos de 15 minutos, e o sinal é disponibilizado nos mezaninos e plataformas, como nos metrôs de Paris, Tóquio, Nova York e Londres. Ao longo de 2014, a novidade será estendida às outras 35 estações da concessionária.

- Vamos agora trabalhar para conseguir levar o metrô até o Recreio, mas, principalmente, ao coração do subúrbio, bairros como Méier e Madureira, trazendo ainda mais conforto e dignidade à população do Rio – disse o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

Investimento de R$ 250 milhões do Governo do Estado do Rio, a estação prevista para ser entregue em dezembro deste ano teve a finalização das obras antecipadas para atender melhor à população e ampliar a capacidade do transporte para a Copa do Mundo 2014.

Morador da Tijuca há mais de 60 anos, o advogado Ary Gaspar, de 80 anos, comemorou a inauguração da estação:

- Esse era um sonho dos moradores há mais de 30 anos. Vai ser ótimo para toda essa região, pois além de facilitar para os usuários, que antes tinham que pegar integração até a Praça Sãens Peña, ainda vai aumentar as vendas no comércio e valorizar os imóveis. Trabalho no Centro e uso o metrô todos os dias.

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terça-feira, 18 de março de 2014

Moradores de Ipanema estão apreensivos com obras do metrô

18/03/14 - O Globo

Novas intervenções no bairro passam a valer a partir de sábado
Comerciantes temem queda no movimento

WALESKA BORGES 

Vagas de estacionamento viram canteiro de obras em Ipanema - Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Vagas de estacionamento viram canteiro de obras em Ipanema - Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO - Moradores de Ipanema estão apreensivos com as novas intervenções para obras da Linha 4 do metrô. Trechos da rua Visconde de Pirajá, entre as ruas Maria Quitéria e Garcia D'Ávila já estão ocupados nesta terça-feira por tapumes e isolados com cones. As mudanças começam a valer a partir de sábado. Os ônibus que trafegam pela Visconde de Pirajá passarão a circular pela Avenida Vieira Souto, na orla. Duas das três faixas de rolamento da via ficarão livres para o trânsito.

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Ipanema terá novas interdições por causa de obras do metrô
O comerciante Bassam Akari, instalado há 20 anos na Visconde de Pirajá, acredita que o comércio sofrerá uma queda de movimento.

- As obras vão afetar o comércio, mas vamos ter de conviver com isso porque vai favorecer toda a cidade - disse o homem de 63 anos
A auxiliar de serviços gerais Elisabete Ferreira, de 32 anos, está preocupada com a mudança dos pontos de ônibus. Ela conta que precisará caminhar quatro quarteirões.

- Vou ter que sair mais cedo de casa para conseguir chegar ao trabalho na hora certa.

O jornalista Gilberto Menezes Côrtes, de 64 anos, que mora na Visconde de Pirajá, também diz ser a favor do metrô, mas lamenta os transtornos que a obra vai provocar.

- Tenho um carro que, quando chegava e minha garagem estava ocupada, eu deixa estacionado na rua, agora não vou poder fazer mais isso.
A partir de sábado, trechos da Rua Visconde de Pirajá, entre a Rua Maria Quitéria e a Avenida Epitácio Pessoa, serão ocupados por canteiros de obras. O objetivo das intervenções na Visconde de Pirajá é realizar um serviço de tratamento e impermeabilização do solo da via, antes da passagem do Tatuzão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/moradores-de-ipanema-estao-apreensivos-com-obras-do-metro-11910275#ixzz2wMY2df29 

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segunda-feira, 17 de março de 2014

Composição do metrô solta fumaça e deixa passageiros assustados na estação de São Cristóvão

17/03/2014 - O Globo

Mais cedo, problemas de sinalização na estação da Central deixou os intervalos irregulares nas linhas 1 e 2

Metrô solta fumaça na estação de São Cristóvão Foto: Leitor Renan Sperandio
Metrô solta fumaça na estação de São Cristóvão Foto: Leitor Renan Sperandio

LEITOR RENAN SPERANDIO

RIO - Passageiros do Metrô ficaram assustados no início da tarde desta segunda-feira após um trem soltar fumaça na estação de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Segundo a concessionária, a composição da Linha 2 que seguia para Botafogo, foi retirada de circulação e enviada para o centro de manutenção, mas a causa do problema ainda não foi identificada.

O atendente de telemarketing Renan Sperandio, de 28 anos, relatou os momentos de pânico. Renan estava no vagão com a maior registro de fumaça e precisou forçar a porta para escapar.

— Estava dentro do vagão. As pessoas começaram a gritar que estavam passando mal. Apertamos o botão para abrir, mas porta não abria. Só conseguimos sair depois de forçar a porta. O vagão parecia até uma boate de tanta fumaça. Depois disso, fomos até o maquinista, que abriu as outras portas — disse.

Renan contou que viu fogo nos trilhos do trem. No entanto, a concessionária negou que o trem pegou fogo.

— Tinha um fio embaixo do vagão que estava começando a pegar fogo e um dos seguranças usou o extintor para apagar. Depois que o trem saiu da estação, ele usou outro extintor nos trilhos.

— Fiquei desesperada, estava dentro do vagão, e todos começaram a gritar e homens conseguiram abrir a porta. Fiquei tremendo. Quando saí foi que me dei conta da quantidade de fumaça que já estava ocupando toda a estação.

Eliton Nascimento, 35 anos, é articulador da Prefeitura do Rio e contou que conseguiu manter a calma para ajudar os outros passageiros a desembarcarem do vagão onde estavam. Segundo ele, quando embarcou, em Vicente de Carvalho, o ar-condicionado não estava funcionando.

— Ficamos cerca de dez minutos parados na estação de São Cristóvão com as portas fechadas e nada foi avisado. De repente, uma pessoa veio do outro vagão, avisando que estava pegando fogo, e começou o pânico. Havia muitas crianças e mulheres no vagão. Eu ajudei a forçar a porta. Saímos e, entre o terceiro e o quarto vagão, tinha muita fumaça branca. Só vi um agente de segurança tentando conter a multidão.

Metrô teve problemas de sinalização na estação da Central
Mais cedo, passageiros do metrô enfrentam mais uma manhã de atrasos. Segundo a concessionária que administra o transporte, um problema de sinalização na estação Central deixou os intervalos irregulares, principalmente, no trecho compartilhado pelas linhas 1 e 2. O tempo de espera entre os trens, que normalmente era de quatro minutos e trinta segundos, chegou a ficar em cerca de cinco minutos e vinte segundos.

Ainda segundo o Metrô Rio, o problema não é causado por falta de energia, como ocorreu na quinta-feira passada e chegou a paralisar a circulação e fechar a estação Cidade Nova.

Na quinta-feira, os passageiros do metrô enfrentaram um dia complicado. A circulação das composições das duas linhas foi interrompida duas vezes, e os usuários precisaram de paciência. Pela manhã, a concessionária fechou a estação Cidade Nova, que só foi reaberta seis horas depois. Neste período, a transferência entre as linhas 1 e 2 era feita na estação Estácio. No início da tarde, o Metrô Rio reduziu os intervalos para tentar amenizar a situação. No horário, o tempo entre as viagens costuma ser de seis minutos, mas passou a ser de quatro minutos na Linha 1 e de cinco na Linha 2.

A circulação foi paralisada depois que o Metrô Rio cortou a energia das estações da Carioca, Uruguaiana, Presidente Vargas, Central, Praça Onze e Estácio, para permitir que uma equipe corrigisse um problema na subestação de energia da estação Central

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/composicao-do-metro-solta-fumaca-deixa-passageiros-assustados-na-estacao-de-sao-cristovao-11897681#ixzz2wGQ4DUvQ 

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sábado, 15 de março de 2014

Estação Uruguai do metrô será aberta neste sábado na Tijuca

Pelo menos 30 mil usuários por dia vão circular pelo novo terminal

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

15/03/14 - O Globo

 A Estação Uruguai foi construída no trecho do rabicho da Tijuca Foto: Divulgação
A Estação Uruguai foi construída no trecho do rabicho da Tijuca
Foto: Divulgação

RIO — Será inaugurada neste sábado, às 10h, a Estação Uruguai do metrô, na Tijuca. A 36ª da cidade (20ª a entrar em operação na Linha 1) e a quarta do bairro, ela foi construída no trecho conhecido como Rabicho da Tijuca, antiga área de manobras que chegou a ser usada parcialmente como estacionamento. A estimativa inicial é que 30 mil passageiros — boa parte usuários que até então embarcavam na Saens Peña — circulem diariamente pela estação. Um dos motivos é que as linhas de ônibus do serviço metrô na superfície também terão o ponto final deslocado da Saens Peña para a Estação Uruguai. O Metrô Rio e a prefeitura não informaram a data em que ocorrerá a mudança.

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A nova estação custou cerca de R$ 250 milhões e está projetada para receber até 50 mil usuários por dia. As obras terminaram em janeiro, quando começaram os testes operacionais. O custo foi arcado pela concessionária Metrô Rio, como parte do pacote de investimentos de R$ 1,1 bilhão assumido pela operadora em troca da renovação antecipada da concessão por 20 anos (até 2038) que incluíram ainda a ligação das Linhas 1 e 2, a construção da Estação Cidade Nova (já inaugurada) e a compra de 19 novos trens. A execução da obra foi feita após uma revisão do projeto original da década de 70, que reduziu custos por não ter sido necessário fazer mais escavações Pela concepção inicial, a estação seria construída cerca de 200 metros adiante do local atual, na esquina das ruas Uruguai e Conde de Bonfim.

A estação Uruguai tem 7 mil metros quadrados de área construída em dois níveis. Ela conta com cinco acessos: um na Rua Dona Delfina, dois na Rua Itacuruçá e dois na Rua Conde de Bonfim (um na calçada sentido Praça Saens Peña e outro no sentido oposto). O espaço está equipado com dez escadas rolantes e seis elevadores dos quais dois para pessoas com deficiência. Em vários pontos da estação o piso é emborrachado (podotátil) para facilitar a orientação de deficientes visuais. A previsão inicial era que as obras só terminassem no fim do ano, mas o cronograma foi antecipado por causa da Copa do Mundo.

A construção exigiu soluções complexas de engenharia, porque o local não foi projetado como estação. Para aproveitar as estruturas existentes, 144 pilares de concreto que sustentavam os dois níveis da futura estação foram substituídos por 24 estruturas fabricadas em aço. Durante a obra, sensores foram usados para detectar risco de desabamento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/estacao-uruguai-do-metro-sera-aberta-neste-sabado-na-tijuca-11888884#ixzz2w2bvEWFE 

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Metrô: Estação Estácio fica superlotada após restabelecimento do serviço

13/03/2014 - O Dia

Concessionária implantou esquema de fim de semana, com transferência entre as linhas 1 e 2 no Estácio

TIAGO FREDERICO
 
Estação Estácio completamente lotada nesta quinta-feira
Foto:  Seguidor @leandromario
Rio - A energia foi restabelecida no Metrô às 10h05 desta quinta-feira, após um problema na subestação Central interromper a circulação nas Linhas 1 e 2, às 9h45 da manhã. Depois que o serviço voltou a funcionar, a concessionária implantou o esquema de fim de semana, com a transferência entre as duas linhas acontecendo na estação Estácio. A estação Cidade Nova foi fechada.

Como durante a semana a procura pelo serviço é maior que nos fins de semana, houve superlotação da estação Estácio. "Vários passageiros passando mal por causa da aglomeração", relatou o Leandro Rodrigues (@leandromario) no Twitter. Ele não é o único a reclamar da superlotação da estação Estácio. Muitos outros relataram o problema, como Rodrigo Carvalho (@RodgerRJ), que disse: "A situação está caótica".

O MetrôRio confirmou a superlotação da estação Estácio, mas disse que a lotação ocorre dentro dos níveis de segurança aos passageiros e que está havendo controle do acesso às plataformas da Estação, com o travamento das catracas.

Nesta manhã, o Metrô ficou totalmente parado por 20 minutos, segundo informação da concessionária, no entanto, passageiros relataram ter ficado até 30 minutos presos nas composições.

Segundo a concessionária, durante o momento da interrupção, nenhuma composição ficou parada nos túneis e todos os trens aguardaram o restabelecimento da energia nas estações.

Passageiros deixam composição na estação São Cristóvão
Foto:  seguidor @LeandrMello
Devido ao problema na subestação da Central, a Linha 2 opera da Pavuna ao Estácio, onde deve ser feita a transferência para a Linha 1.

Mesmo após o restabelecimento da energia, algumas composições precisaram aguardar ordem de circulação. No Twitter, Gabrielle Moreira (@gabyfmoreira) relatou ter ficado presa por 30 minutos em Inhaúma. "A composição permanece parada em Inhaúma", disse.

Rafael Villalonga (@FaelVillalonga) reclamou: "Ridículo eu ficar parado em Inhaúma por 30 minutos e mais 20 minutos em Del Castilho".

Leandro Mello (@LeandrMello) falou que ficou parado por 15 minutos dentro de um trem na estação São Cristóvão até que as portas da composição em que estava fossem abertas. "Trem agora fechado, sem luz e sem ar em São Cristóvão", relatou.

O MetrôRio informou que, durante a paralisação do serviço, os passageiros tiveram a opção de receber de volta o valor pago pela viagem na bilheteria das estações. Mais cedo, por volta das 7h50, também houve paralisação do serviço por cerca de três minutos.