segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Emendas parlamentares destinam R$ 219 milhões à cidade de Niterói

28/12/2014 - O Globo

Parlamentares da bancada do Rio destinaram à cidade R$ 219 milhões em emendas ao orçamento da União para o ano que vem. Segundo levantamento feito pelo GLOBO-Niterói, os recursos mais expressivos foram para a construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo: R$ 200 milhões, do Ministério das Cidades. Mas Saúde, Educação, Segurança, Turismo, Direito das Mulheres, Infraestrutura e Economia Solidária também foram áreas contempladas pelas emendas. Para a Saúde, por exemplo, foram destinados R$ 18 milhões, sendo R$ 7 milhões para a "consolidação da rede municipal de atenção psicossocial". Já ações relacionadas à Segurança Pública foram contempladas com R$ 946 mil. E a UFF seria atendida com R$ 2,3 milhões, para ações que incluem a reforma do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do laboratório de enfermagem e verbas para o programa de pós-graduação em Sociologia e Direito. Em fevereiro, após o início do ano legislativo, uma votação no plenário da Câmara dos Deputados deve referendar o destino dos recursos. O texto depende também de sanção presidencial. Deputados federais e senadores da bancada do Rio destinaram a Niterói um pacote de R$ 219 milhões em emendas parlamentares ao orçamento da União para 2015, mostra levantamento feito pelo GLOBO- Niterói. O montante equivale a 10% do orçamento aprovado para o município no ano que vem, estimado em R$ 2,2 bilhões.

Os recursos mais expressivos foram direcionados para a construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo: R$ 200 milhões, oriundos do Ministério das Cidades. O governador Luiz Fernando Pezão, reeleito, prometeu começar as obras em 2015.

Saúde, Educação, Segurança, Turismo, Direito das Mulheres, Infraestrutura e Economia Solidária foram as outras áreas contempladas pelas emendas dos parlamentares. Elas foram aprovadas na segunda-feira, último dia antes do recesso, pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Após a Mobilidade Urbana, que tem previsão de recursos para a Linha 3 do metrô, a Saúde foi a área que mais recebeu atenção dos parlamentares. Ao todo, deputados e senadores do Rio, em sua maioria aliados do prefeito, destinaram R$ 18 milhões para a área. Uma emenda do deputado Edson Santos ( PT- RJ) prevê R$ 7 milhões, da dotação orçamentária do Fundo Nacional de Saúde, para a "consolidação da rede municipal de atenção psicossocial".

— Tive uma conversa com o prefeito (Rodrigo Neves) e com o deputado Chico D'Angelo (eleito este ano) e foi colocada a necessidade de reforço na área de saúde mental — afirma Santos.

O município conta com quatro unidades do Centro de Atenção Psicossocial ( Caps), que prestam atendimento terapêutico diário. O funcionamento dos Caps é preconizado pela reforma psiquiátrica desde 2001. O objetivo é promover a inserção social dos pacientes. A saúde mental atravessa uma crise de desabastecimento de remédios, falta de profissionais e insumos básicos, conforme consta em sete inquéritos do Ministério Público estadual, que investigam irregularidades na rede.

Na Educação, os deputados Chico Alencar (PSOL), Jorge Bittar (PT) e Miro Teixeira (PROS) designaram R$ 2,3 milhões para a UFF. As ações incluem a reforma do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do laboratório de enfermagem e verbas para o programa de pós-graduação em Sociologia e Direito.

Atividades de fomento à cultura foram beneficiadas com R$ 876 mil pelos deputados Edson Santos e Sérgio Zveiter (PSD) — que destinou, no total, R$ 9 milhões em emendas para a cidade. Zveiter, que foi candidato a prefeito de Niterói em 2012 e tem uma base eleitoral significativa na cidade, propôs também uma verba de R$ 1 milhão para a recuperação de infraestrutura em áreas urbanas.

TEXTO DEPENDE DE SANÇÃO PRESIDENCIAL

Ações relacionadas à Segurança Pública foram contempladas com R$ 946 mil em emendas, propostas por Zveiter e Jorge Bittar (PT).

Zveiter conseguiu a liberação neste ano de R$ 4 milhões para a construção do Centro Integrado de Segurança Pública, em Piratininga, e de mais R$ 2 milhões para a revitalização da Rua Moreira César, em Icaraí.

Já o deputado Luiz Sérgio (PT) direcionou R$ 400 mil para a "promoção de políticas de igualdade e de direitos das mulheres". A deputada Benedita da Silva (PT) designou R$ 400 mil para a assessoria e fortalecimento de empreendimentos relacionados à rede de economia solidária.

Em fevereiro, após o início do ano legislativo, uma votação no plenário da Câmara dos Deputados deve referendar o destino dos recursos. Apesar disso, não há garantia de que todo o dinheiro previsto será aplicado em Niterói, já que o texto depende de sanção presidencial, e a presidente Dilma Rousseff pode vetar a liberação integral das verbas.

Cada parlamentar apresentou R$ 16,3 milhões em emendas ao orçamento de 2015. Ao todo, foram apresentados R$ 9,7 bilhões em emendas individuais, que terão execução em 2015, como determina o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O texto recebeu um total de 9.644 emendas.

AJUSTE FISCAL PODE DIFICULTAR LIBERAÇÃO

A execução das emendas, no entanto, será submetida ao ajuste fiscal que o governo federal vai implementar no ano que vem, com o objetivo de reequilibrar as contas públicas. O pacote de medidas é estudado pela equipe de transição da área econômica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai dar lugar ao economista Joaquim Levy, conhecido pelo rigor na liberação de recursos. Já no Planejamento, a ministra Miriam Belchior sairá para a entrada do economista Nelson Barbosa, que foi secretário-executivo da Fazenda entre 2011 e 2013. Ao longo do mês, fontes do governo estimaram em R$ 100 bilhões o tamanho do ajuste nas contas.

Professor de direito financeiro e tributário da faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Corval acredita que o cenário de ajuste fiscal dificultará a liberação dos recursos de emendas parlamentares:

— Tradicionalmente, o governo federal faz contingenciamento do orçamento em janeiro. Diante da conjuntura de corte de gastos com a chegada do Joaquim Levy, há uma sinalização de que haverá forte contração dos gastos públicos em 2015. Isso deve afetar a liberação das emendas, embora não seja possível ainda dimensionar o tamanho desse impacto. Entretanto, como Niterói hoje é governada pelo PT, pode ser que haja uma sensibilidade maior do governo Dilma (PT) em liberar recursos para o município.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Jardim Oceânico: fase final da escavação da área de manobra dos trens

23/12/2014 - Metrô Linha 4

A área de manobra de trens da futura Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, está sendo finalizada. Neste trecho de 350 metros, conhecido como rabicho, os colaboradores concluem as escavações, além do serviço de impermeabilização com uma manta especial. Esta área servirá para retorno das composições e permitirá a futura expansão da linha em direção ao Recreio sem que o funcionamento da estação seja comprometido.

Estação Jardim Oceânico

Cerca de 91 mil pessoas devem circular diariamente pela Estação Jardim Oceânico, que terá três acessos. Na Avenida Armando Lombardi, o acesso Lagoa, na pista sentido Recreio, ficará próximo à Unimed. Já o acesso Mar, no sentido Zona Sul, estará próximo à esquina da Rua Fernando de Matos. O terceiro será na área de conexão da Estação Jardim Oceânico com a TransOeste, para receber os passageiros do sistema BRT.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Problema no metrô causa atrasos nas linhas 1 e 2 pelo segundo dia consecutivo

19/12/2014 - O Globo

Concessionária informa que causa é uma falha operacional na estação da Central do Brasil

POR TAÍS MENDES

RIO - Um problema operacional na estação da Central do Brasil deixa as linhas 1 e 2 do metrô com intervalos irregulares na manhã desta sexta-feira. De acordo com a concessionária que administra o transporte, equipes de técnicos estão no local para resolver o problema, que foi detectado às 7h30m.

Moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Renata Martins, de 33 anos, pegou o metrô na Pavuna, às 8h45m, e conta que, a partir de Del Castilho, o operador do sistema avisou sobre os intervalos irregulares devido a problemas na sinalização.

— Em cada estação, o trem ficava parado por mais de cinco minutos. Pouco antes da estação Cidade Nova, o trem parou por cerca de 15 minutos. Depois parou de novo por mais de 20 minutos entre a Cidade Nova e a Central do Brasil. Muita gente passou mal, e as crianças choravam por causa do calor. Cheguei à Central um pouco depois das 10h. Normalmente, a viagem não passa de 40 minutos — contou.

Nas rede sociais, além da demora, usuários do transporte também reclamam das estações e dos trens lotados. Ainda de acordo com os passageiros, na Estação Vicente de Carvalho, por exemplo, um trem lotado ficou parado mais de cinco minutos, com as portas abertas. Na Central, por volta das 9h, quando o trem chegava, a mutidão batia palmas, segundo relatos de passageiros nas redes sociais.

De acordo com a concessionária que administra o transporte, problemas operacionais na estação da Central do Brasil provocam o atraso. A concessionária, no entanto, ainda não esclareceu quais são.

Na manhã desta quinta-feira, problemas operacionais na estação da Carioca também deixaram os intervalos do transporte irregulares.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Plano Diretor de Transporte do Rio vai apostar no transporte sobre trilhos

16/12/2014 - G1

Em 9 anos, número de passageiros de trens e metrô subiu 7% ao ano. Estudo descobriu uma cidade entupida de carros, obras e trânsito travado.

Uma das principais propostas do Plano Diretor de Transporte Urbano é expandir o sistema de trens e metrô para melhorar o trânsito no Rio. O novo estudo foi apresentado nesta segunda-feira (15) com exclusividade no Bom Dia Rio.

O estudo detalhado descobriu uma cidade entupida de carros, obras, trânsito travado e à espera de soluções. Com mais um horário de rush: a hora do almoço. O plano também aponta o que fazer para melhorar a mobilidade.Uma das saídas para desafogar as ruas é o investimento no transporte público sobre trilhos. De 2003 para 2012, o número de passageiros de trens e metrô subiu 7% ao ano.

O sistema ainda não atende toda demanda. O levantamento da Secretaria Estadual de Transportes mostra que do total de viagens diárias, o uso de trens corresponde a 2,5% e de metrô 2,9%, enquanto os carros ainda representam 16,7%.

Ampliação

Para ampliar esta capacidade, o metrô vai ganhar a Linha 4 em 2016. Ela vai ligar Ipanema até a Barra da Tijuca, passando pela Gávea e São Conrado. O plano também prevê expansões até 2021: a ampliação da Linha 1, ligando a estação Uruguai ao Méier, até o Engenhão.

Na Linha 2, a integração com as Barcas, chegando até a Praça XV através das estações Estácio e Carioca. A construção da Linha 3, ligando Guaxindiba, em Itaboraí até a Praça Araribóia em Niterói, passando por São Gonçalo.

A ampliação da Linha 4 até o Recreio, integrando também o Terminal Alvorada e a expansão da malha, com uma nova linha entre a estação Gávea até a Carioca, passando pelo Jardim Botânico, Humaitá e Lapa.

Para os trens, toda a frota será renovada até 2016. O plano diretor prevê a ampliação dos trilhos com a inauguração de três novos trechos até 2021: a ligação das estações de Costa Barros e Japeri, Deodoro, Honório Gurgel e Duque de Caxias, além da interligação das estações de Nova Iguaçu e São Bento.

Projetos

Em entrevista ao Bom Dia Rio, a secretária Estadual de Transportes Tatiana Carius, falou sobre os projetos. "Ninguém constrói metrô do dia para outro, de um ano para outro. Então você tem que ter projetos bem executados e é exatamente nesta fase que estamos. O que é o plano diretor de transporte urbano? Ele serve como uma bússola para o governo, ele é uma ferramenta mutável, assim como o deslocamento das pessoas, que variam de acordo com os investimentos em infraestrutura. Eles mudam diariamente", afirmou a secretária.

O professor do Instituto de Pesquisas em Engenharia da UFRJ (Coppe) diz que os projetos são fundamentais para desafogar o trânsito. A secretaria Estadual de Transportes informou que o projeto da Linha 3 está pronto para consulta pública e que se prepara para lançar no primeiro trimestre de 2015 os editais de expansões das linhas 1, 2 e 4.

Fonte: Do G1 Rio

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Estação do MetroRio em Ipanema é fechada após problema em trem

12/12/2014 - G1

Composição foi esvaziada e passageiros foram conduzidos às plataformas.

Às 16h50, operação da Linha 1 ocorria entre estações Cantagalo e Uruguai,

Daniel Silveira

Passageiros tiveram de caminhar sobre os trilhos para chegar à plataforma (Foto: Cosmo França / Divulgação)
Passageiros tiveram de caminhar sobre os trilhos para chegar à plataforma (Foto: Cosmo França / Divulgação)

A estação General Osório, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, foi fechada por volta das 15h desta sexta-feira (12), após um trem apresentar um problema técnico, segundo informou a MetrôRio. Passageiros relataram nas redes sociais que a composição quase descarrilou. A concessionária disse que apurava o que ocorreu.
O consultor de vendas Cosmo França, 40 anos, disse que estava no primeiro vagão e pode ver faíscas e fumaça saindo dos trilhos. "Ele ficou torto nos trilhos, não tinha como andar mais", disse.

Segundo Cosmo, o trem já se aproximava da estação General Osório quando houve uma parada repentina. "A condutora avisou pelo sistema de som que estava aguardando a liberação da sinalização. Ficamos quase meia hora parados. Mas foi tranquilo, porque o ar-condicionado estava funcionando. Quando ele recomeçou a andar, balançou bastante e começou a sair faíscas e fumaça do lado direito", contou.

Plataforma da Estação Siqueira Campos ficou lotada com a interrupção do funcionamento da General Osório (Foto: Cosmo França / Divulgação)
Plataforma da Estação Siqueira Campos ficou lotada
com a interrupção do funcionamento da General
Osório (Foto: Cosmo França / Divulgação)

Quando o incidente ocorreu, segundo Cosmos, alguns passageiros se exaltaram. "O pessoal começou a bater nas portas, querendo abrir. A condutora pediu calma e explicou que tinham que desligar a energia dos trilhos. Passageiros dos vagões de trás começaram a passar para os primeiros. O clima ficou tenso", contou.

Cosmos destacou que o calor foi o que mais incomodou, já que o ar-condicionado chegou a ser desligado. "Algumas pessoas se sentiram mal por causa do calor. Duas senhoras chegaram a ser retiradas de maca", acrescentou.

Funcionários do MetrôRio conduziram os passageiros às plataformas. Os usuários tiveram de caminhar pelos trilhos, orientados pelos funcionários. Até as 18h a concessionária não tinha informações precisas sobre o que ocorreu com o trem.

Segundo a MetrôRio, foram colocados ônibus extras na linha Metrô na Superfície para transportar os passageiros até a estação Siqueira Campos.

Ainda segundo a concessionária, às 16h50, a operação da Linha 1 ocorria entre as estações Cantagalo e Uruguai, sendo que um outro trem estava realizando o serviço provisório de levar os usuários da estação Siqueira Campos para a Cantagalo. A Linha 2 não foi afetada.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Rubens Paiva ganha busto em estação de metrô do Rio que leva seu nome

12/12/2014 - Agência Rio

O ex-deputado e engenheiro Rubens Paiva, assassinado por militares na ditadura e cujo corpo continua desaparecido, foi homenageado hoje (12) no Rio de Janeiro com a inauguração de um busto na estação de metrô de mesmo nome do engenheiro, na zona norte da capital fluminense. Outro busto foi inaugurado em outubro, na praça em frente ao quartel do 1º Batalhão de Polícia do Exército, onde funcionava o antigo Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na Tijuca, zona norte, onde ele foi torturado e morto, após ser detido em casa para depor.

Próximo à estação há um conjunto habitacional construído por Rubens Paiva. "Muita gente não sabe, mas ele era um engenheiro dos bons", comentou o diretor do Sindicato dos Engenheiros, responsável pela homenagem, Marco Antônio Barbosa. Ele contou que os bustos e as exposições itinerantes sobre Rubens Paiva são iniciativas de regate da memória nacional, para que a população não esqueça das atrocidades do período da ditadura e de suas vítimas.

"Queremos resgatar essa história, recontar a história do sacrifício que algumas pessoas fizeram pelo nacionalismo brasileiro. Rubens Paiva morreu por causa disso", contou. "A juventude daqui, para frente, precisa entender o que aconteceu, ter mais conteúdo sobre isso. Porque essas manifestações defendendo a volta da ditadura são absurdas. Essa história precisa ser contada e recontada quantas vezes forem necessárias", comentou.

Para uma das filhas de Rubens Paiva, Vera Paiva, é emocionante que a iniciativa ocorra na mesma semana de divulgação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade e de celebração do Dia Internacional de Direitos Humanos. Ela comemorou a ideia de aprofundar a história do pai em um bairro que leva seu nome. "Ele tinha muito orgulho do trabalho que ele fez aqui. Trazia a gente para ver a construção, mostrava como as casas eram boas e como o povo brasileiro merecia moradia decente. É importante que as pessoas que frequentam essa estação conheçam mais em detalhes quem foi Rubens Paiva", declarou.

Vera ressaltou que o período da ditadura precisa ser cotidianamente relembrado e combatido para evitar que violações de direitos humanos continuem a ser cometidas por agentes do Estado. "O relatório [da Comissão Nacional da Verdade] é uma base para continuarmos a construir relatórios sobre casos que hoje em dia continuam acontecendo, de mortos, desaparecidos, presos arbitrariamente, o que afeta principalmente os mais pobre e negros", declarou. "Isto foi produzido ao longo da ditadura e os militares nunca reconheceram que estava errado. E 50 anos depois, estamos fazendo a mesma coisa. Se mantivermos a impunidade desse tipo de ação, nosso modo de fazer justiça continuará injusto".

Da Agência Brasil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A nova batcaverna do metrô do Rio

06/12/2014 - O Globo

A Estação Gávea, que integra a Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema) e está sendo construída no subsolo do estacionamento da PUC-RJ, será a mais profunda do Rio. Ela ficará 55 metros abaixo do nível da rua e será a primeira do sistema metroviário a ter o acesso feito prioritariamente por elevadores. Segundo o consórcio Linha 4 Sul, responsável pela obra, as escavações atingiram uma profundidade maior do que em outras estações porque o terreno na região é um misto de rocha, terra e argila. A previsão é que cerca de 19 mil passageiros utilizem o terminal diariamente depois que ele for inaugurado, em junho de 2016.


 

A nova estação desbancará, com uma diferença de 13 metros, a Cardeal Arcoverde, da Linha 1, em Copacabana, atualmente a mais profunda do metrô carioca. Escavada na rocha, 42 metros abaixo do nível da rua, a estação chegou a ser chamada de batcaverna durante as obras. Apesar de o acesso entre a superfície e a plataforma ser feito em três níveis, o terminal não tem elevadores. Com suas longas galerias moldadas na rocha, o espaço já foi cenário de inúmeros comerciais.

De acordo com o consórcio, para facilitar o acesso dos passageiros, a futura Estação Gávea vai operar com quatro grandes elevadores, cada um com dois metros de largura por 2,15m de comprimento, e capacidade para 30 passageiros. Os passageiros farão a viagem às profundezas da Estação Gávea em 37 segundos.

ESCADAS COMO ALTERNATIVA AOS ELEVADORES

A estação terá dois acessos: o da PUC, pela Avenida Padre Leonel Franca, é o que terá maior fluxo de usuários, segundo a Linha 4 Sul. Por isso, terá um conjunto de escadas fixas, duas escadas rolantes e um elevador para oito passageiros conectado por rampa, o que garante acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Logo que entrarem na estação, os usuários deverão descer um primeiro lance de escada ou embarcar num pequeno elevador para chegar às bilheterias, passar pelas roletas e então acessar os grandes elevadores.

Já o acesso da Marquês de São Vicente, com menor demanda de passageiros, contará com dois conjuntos de escadas fixas e rolantes e dois elevadores, uma vez que a descida terá dois níveis até o hall de elevadores de alta capacidade.

Os usuários que tiverem medo de usar os elevadores não precisam se preocupar. Eles terão como alternativa oito lances de escadas rolantes, mais duas menores pela saída da Rua Marquês de São Vicente e uma menor pelo acesso da PUC. Geradores próprios impedirão que eles parem em caso de falta de energia.

A Estação Gávea contará com duas plataformas paralelas, construídas em um só nível. Como os trilhos serão independentes, o benefício às futuras expansões foi mantido. De acordo com a Linha 4 Sul, uma área está sendo construída para possibilitar futura ampliação do sistema metroviário em direção à Estação Uruguai, na Tijuca, e à Estação Carioca, no Centro. Embora a operação ainda esteja em estudos, o traçado da Linha 4 deverá permitir que o passageiro passe ou não pela Estação Gávea.

Apesar de mais trabalhosa, os engenheiros consideram a obra na Estação Gávea mais tranquila do que em outros trechos. Isso porque à medida que se aprofundam as escavações, aumenta-se a distância em relação à superfície, tornando as vibrações das detonações cada vez menos incômodas aos pedestres e moradores do bairro. As escavações estão sendo feitas em dois poços que já atingiram 45 metros de profundidade, restando, portanto, 10 metros de escavação para cada um.

TATUZÃO PARADO SEIS MESES

A Estação Gávea foi a última da Linha 4 a ser iniciada. Ao final das obras, a área de estacionamento da universidade será recomposta e devolvida com suas características originais. Para viabilizar as intervenções dos túneis, foi necessário desocupar terrenos do estado no final da Travessa Madre Jacinta. No local, havia cinco casas e uma oficina mecânica. As famílias foram indenizadas e realocadas. O campus disponibilizou uma nova opção de estacionamento, através de convênio assinado com o Shopping da Gávea. De segunda a sábado, os últimos andares do Shopping funcionam como estacionamento para alunos da graduação e pós-graduação, regularmente matriculados.

A Linha 4, que ligará o Jardim Oceânico, na Barra, à Praça General Osório, em Ipanema, é um dos compromissos do estado para os Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com os construtores, ela deverá transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia, que poderão utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Em maio deste ano, parte das obras da Linha 4 no trecho de Ipanema precisou ser paralisada depois que duas crateras se abriram na Rua Barão da Torre, assustando moradores. O funcionamento do tatuzão ficou interrompido por seis meses, já que o subsolo precisou ser reforçado. Segundo o consórcio, apesar da longa paralisação do tatuzão no trecho de Ipanema, o problema não afetou o cronograma da obra. Já foram escavados nove mil metros de túneis no trecho Barra-Gávea, e as galerias já estão interligadas, faltando apenas concluir a abertura do túnel entre Ipanema e Gávea.

A nova linha de metrô terá seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) em 16 quilômetros de extensão. Com a nova ligação, o trajeto entre Barra e Ipanema será feito em 15 minutos e, entre a Barra e a Praça Saens Peña, na Tijuca, em 50 minutos.

Estação Gávea do MetrôRio terá 4 elevadores e 8 escadas rolantes

06/12/2014 - O Globo

A Estação Gávea, que integra a Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema) e está sendo construída no subsolo do estacionamento da PUC-RJ, será a mais profunda do Rio. Ela ficará 55 metros abaixo do nível da rua e será a primeira do sistema metroviário a ter o acesso feito prioritariamente por elevadores. Segundo o Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pela obra, as escavações atingiram uma profundidade maior do que em outras estações porque o terreno na região é um misto de rocha, terra e argila. A previsão é que cerca de 19 mil passageiros utilizem o terminal diariamente depois que ele for inaugurado, em junho de 2016.

A nova estação desbancará, com uma diferença de 13 metros, a Cardeal Arcoverde, da Linha 1, em Copacabana, atualmente a mais profunda do metrô carioca. Escavada na rocha, 42 metros abaixo do nível da rua, a estação chegou a ser chamada de batcaverna durante as obras. Apesar de o acesso entre a superfície e a plataforma ser feito em três níveis, o terminal não tem elevadores. Com suas longas galerias moldadas na rocha, o espaço já foi cenário de inúmeros comerciais.

De acordo com o consórcio, para facilitar o acesso dos passageiros, a futura Estação Gávea vai operar com quatro grandes elevadores, cada um com dois metros de largura por 2,15m de comprimento, e capacidade para 30 passageiros. Os passageiros farão a viagem às profundezas da Estação Gávea em 37 segundos.

A estação terá dois acessos: o da PUC, pela Avenida Padre Leonel Franca, é o que terá maior fluxo de usuários, segundo a Linha 4 Sul. Por isso, terá um conjunto de escadas fixas, duas escadas rolantes e um elevador para oito passageiros conectado por rampa, o que garante acessibilidade a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Logo que entrarem na estação, os usuários deverão descer um primeiro lance de escada ou embarcar num pequeno elevador para chegar às bilheterias, passar pelas roletas e então acessar os grandes elevadores.

Já o acesso da Marquês de São Vicente, com menor demanda de passageiros, contará com dois conjuntos de escadas fixas e rolantes e dois elevadores, uma vez que a descida terá dois níveis até o hall de elevadores de alta capacidade.

Os usuários que tiverem medo de usar os elevadores não precisam se preocupar. Eles terão como alternativa oito lances de escadas rolantes, mais duas menores pela saída da Rua Marquês de São Vicente e uma menor pelo acesso da PUC. Geradores próprios impedirão que eles parem em caso de falta de energia.

A Estação Gávea contará com duas plataformas paralelas, construídas em um só nível. Como os trilhos serão independentes, o benefício às futuras expansões foi mantido. De acordo com a consórcio Construtor Rio Barral, uma área está sendo construída para possibilitar futura ampliação do sistema metroviário em direção à Estação Uruguai, na Tijuca, e à Estação Carioca, no Centro. Embora a operação ainda esteja em estudos, o traçado da Linha 4 deverá permitir que o passageiro passe ou não pela Estação Gávea.

Apesar de mais trabalhosa, os engenheiros consideram a obra na Estação Gávea mais tranquila do que em outros trechos. Isso porque à medida que se aprofundam as escavações, aumenta-se a distância em relação à superfície, tornando as vibrações das detonações cada vez menos incômodas aos pedestres e moradores do bairro. As escavações estão sendo feitas em dois poços que já atingiram 45 metros de profundidade, restando, portanto, 10 metros de escavação para cada um.

A Estação Gávea foi a última da Linha 4 a ser iniciada. Ao final das obras, a área de estacionamento da universidade será recomposta e devolvida com suas características originais. Para viabilizar as intervenções dos túneis, foi necessário desocupar terrenos do estado no final da Travessa Madre Jacinta. No local, havia cinco casas e uma oficina mecânica. As famílias foram indenizadas e realocadas. O campus disponibilizou uma nova opção de estacionamento, através de convênio assinado com o Shopping da Gávea. De segunda a sábado, os últimos andares do Shopping funcionam como estacionamento para alunos da graduação e pós-graduação, regularmente matriculados.

A Linha 4, que ligará o Jardim Oceânico, na Barra, à Praça General Osório, em Ipanema, é um dos compromissos do estado para os Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com os construtores, ela deverá transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia, que poderão utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Em maio deste ano, parte das obras da Linha 4 no trecho de Ipanema precisou ser paralisada depois que duas crateras se abriram na Rua Barão da Torre, assustando moradores. O funcionamento do tatuzão ficou interrompido por seis meses, já que o subsolo precisou ser reforçado. Segundo o consórcio, apesar da longa paralisação do tatuzão no trecho de Ipanema, o problema não afetou o cronograma da obra. Já foram escavados nove mil metros de túneis no trecho Barra-Gávea, e as galerias já estão interligadas, faltando apenas concluir a abertura do túnel entre Ipanema e Gávea.

A nova linha de metrô terá seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) em 16 quilômetros de extensão. Com a nova ligação, o trajeto entre Barra e Ipanema será feito em 15 minutos e, entre a Barra e a Praça Saens Peña, na Tijuca, em 50 minutos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Moradores serão ouvidos sobre projeto básico da Linha 5 (Gávea-Carioca) do metrô, diz Estado

Estudo prevê análise de três alternativas de traçado, entre elas túnel passando por baixo do Jockey

POR ISABELA BASTOS

18/11/2014 - O Globo


A Praça Santos Dumont, na Gávea, deverá ser o ponto de partida da escavação da Linha 5 do metrô rumo ao Centro da cidade - Marcelo Carnaval / Agência O Globo

RIO - O detalhamento do projeto básico da Linha 5 (Gávea-Carioca) do metrô terá uma série de audiências públicas de apresentação e discussão da proposta com moradores dos bairros atravessados pelo traçado. As reuniões estão previstas para acontecer no ano que vem, durante os oito meses de elaboração do projeto, que inclui a confecção do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) da obra. Segundo o subsecretário de Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Casa Civil, Rodrigo Vieira, durante o detalhamento, serão analisadas três opções de traçado entre a Gávea e a Carioca, com variações de localização dos túneis e das estações.
 
Como O GLOBO mostrou nesta terça-feira, a opção que tem a preferência dos técnicos da Rio Trilhos, que fizeram o projeto conceitual da Linha 5, passa pelo subsolo das ruas Jardim Botânico, Humaitá e parte da São Clemente, de onde o túnel seguiria sob o maciço rochoso do Morro Dona Marta, passando por baixo dos bairros de Laranjeiras e Santa Teresa, chegando ao Centro. Mas há outras opções, que levam em conta a possibilidade de os túneis cortarem o bairro do Jardim Botânico passando sob o maciço da Tijuca ou passando por baixo de um trecho do gramado do Jockey e, depois, pelo eixo da Avenida Lineu de Paula Machado, antes de chegar aos demais bairros. Cada variante, diz Vieira, poderá determinar mudanças nos pontos das estações.

Cinco consórcios, com 21 empresas projetistas e de consultoria ambiental de quatro países participaram da habilitação técnica da licitação. Três foram habilitados pelo estado para seguir na concorrência, mas um dos consórcios perdedores apresentou recurso. Nesta terça, o governo abriu os envelopes com as propostas técnicas do trabalho feitas pelos quatro consórcios. A expectativa é que a análise das propostas consuma dois meses, quando então serão abertas as propostas financeiras do serviço, orçado inicialmente em R$ 35 milhões, chegando finalmente ao nome do consórcio vencedor.

— É uma concorrência que reúne técnica e preço. As propostas técnicas e financeiras vão receber notas. O vencedor vai fazer o projeto básico e o Eia-Rima da linha. É um projeto robusto que inclui os estudos de engenharia, demanda de passageiros, material rodante, impacto ambiental e social, sinalização da linha, geologia, geotecnia e especificações de trens, entre outros. As audiências públicas são parte do licenciamento ambiental. Só para se ter uma ideia, na Linha 4, o projeto básico analisou 36 alternativas de traçado só na Zona Sul — explicou Vieira.

O subsecretário acrescentou que o estudo poderá confirmar ou não o traçado pretendido pelo governo e apresentar alternativas para os túneis e a localização das estações e seus acessos. Vieira disse ainda que, no caso específico da estação Jardim Botânico, será analisada, por exemplo, a conveniência de seu acesso nos jardins do Hospital da Lagoa. Essa é uma das sete opções apontadas no estudo conceitual da linha, e a preferida dos técnicos, mas não é bem aceita pela associação de moradores do bairro, que questiona o fato de a área ser tombada. O hospital é um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, e os jardins foram desenhados por Roberto Burle Marx.

— Vamos analisar, dentro do estudo, as condições do tombamento e avaliar. A associação defende, por exemplo, um terreno de uma construtora que fica próximo. Mas isso (a decisão do local) é algo que só poderá ser decidido durante a elaboração do projeto básico — afirma Vieira.

Sobre a perfuração da linha começar pelo subsolo da Praça Santos Dumont, na Gávea, o subsecretário explicou que a opção será estudada levando em conta o traçado que o túnel da Linha 5 poderá ter entre as estações Gávea e Jockey. Será analisada ainda a necessidade de espaço para a montagem do tatuzão. A perfuratriz tem 120 metros de comprimento, mas necessita de áreas extras para colocação das peças de concreto que compõem os túneis e outros materiais usados nas perfurações.

— A praça é um ponto conhecido (no projeto). Todas as opções de traçado (entre a Carioca e o Jockey) se conectam a partir dali com a estação Gávea. Mas a posição do poço de perfuração terá a localização exata apontada no estudo, uma vez que o túnel entre Gávea e Jockey poderá ser aberto pelo subsolo da Rua dos Oitis ou pela Avenida Marquês de São Vicente. Dependendo do traçado escolhido, a posição da estação no subsolo do Jockey muda. De qualquer forma teremos interferência temporária ali sim. E ela será recomposta depois das obras — diz Vieira.

O projeto da Linha 5 irá, ainda segundo Vieira, detalhar como seria feita a estação Santa Teresa e a eventual necessidade de uso de elevadores ou escadas rolantes e fixas para que os passageiros possam acessar a estação a partir do Largo dos Guimarães. O estudo irá especificar também uma nova plataforma a ser construída ao lado da atual estação Carioca, para receber os trens vindos da Gávea. De acordo com o subsecretário, a plataforma já existente na Carioca, escavada nos anos 70 e localizada abaixo da estação atual, não poderia ser usada porque está destinada a receber os trens da expansão da Linha 2, entre Estácio e Praça Quinze. A posição dessa estação, diz Vieira, terá que levar em consideração ainda a possibilidade de o estado, no futuro, decidir fazer expansões do metrô rumo à Zona Portuária e à Praça da Cruz Vermelha.

PUBLICIDADE
 
— O estudo terá que apontar qual a melhor posição dessa nova plataforma, de forma a viabilizar essas expansões no futuro — acrescentou.

O governador Luiz Fernando Pezão confirmou, na manhã desta terça-feira, que pretende utilizar o tatuzão na abertura de outras linhas de metrô no Rio, ao final das obras da Linha 4, previstas para o primeiro semestre de 2016. Para isso, além do projeto básico da Linha 5, que já está sendo licitado pela Casa Civil, a Secretaria de Estado de Transportes já elabora os termos de referência que irão sustentar as licitações para os projetos básicos de outros três trechos metroviários: Uruguai-Méier (Engenhão), Carioca-Estácio e Jardim Oceânico-Alvorada-Recreio dos Bandeirantes. O mais adiantado é o Gávea-Carioca. Mas o eventual avanço dos demais projetos ao longo de 2015 poderá fazer com o que o estado decida usar o tatuzão primeiro em outra linha.

— Eu vi a dificuldade que foi fazer os projetos básico e executivo, licenciamento ambiental e desapropriação da Linha 4. Então eu quero vencer essas etapas. Hoje (terça), com a abertura dos envelopes (da Linha 5), estamos sinalizando o que queremos do governo, que é ter os projetos, o licenciamento e os custos das obras (de expansão do metrô) prontos. O tatuzão vai termimar o seu trabalho na linha 4 em 2016. Quero muito fazer essa linha (Gávea-Carioca). Mas também quero fazer as outras. De repente podemos dar prioridade a uma linha ou outra. Mas tenho que ter o projeto e o licenciamento de todas, porque aí é um avanço significativo. Posso então colocar o São Pidão debaixo do braço e pedir (recursos) para a presidenta Dilma, o prefeito Eduardo Paes, todo mundo. O estado sozinho não tem condições de fazer — disse o governador, que anunciou que pretende iniciar as obras da Linha 3 (Niterói-São Gonaçalo) do metrô até abril de 2015.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/moradores-serao-ouvidos-sobre-projeto-basico-da-linha-5-gavea-carioca-do-metro-diz-estado-14595963#ixzz3JW7himqj 
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Estudo preliminar para trecho Gávea-Carioca prevê 7 estações, uma delas em Santa Teresa

18/11/2014 - O Globo

Nesta terça serão abertos os envelopes com as habilitações técnicas das três construtoras que participam da concorrência

POR ISABELA BASTOS

A Rua Jardim Botânico: estudo prevê que túnel da futura Linha 5 do metrô passará sob a via - Marcelo Carnaval

RIO - A futura Linha 5 do metrô (Gávea-Carioca) — com dez quilômetros de extensão e sete estações, passando por Jockey, Jardim Botânico, Humaitá, Laranjeiras e Santa Teresa — poderá ser escavada pelo tatuzão a partir da Praça Santos Dumont, na Gávea. Um estudo preliminar elaborado pelo governo do estado propõe que a praça seja um dos principais canteiros das obras da expansão. Ali, o tatuzão, usado hoje na Linha 4 (Barra-Ipanema), seria remontado, dando início à perfuração dos túneis rumo ao Centro. A praça também teria uma estação em seu subsolo. Feito no ano passado, o estudo norteará a licitação do projeto básico da linha, já em andamento pela Secretaria estadual da Casa Civil. Nesta terça-feira serão abertos os envelopes com as habilitações técnicas das três construtoras que participam da concorrência, orçada em R$ 35 milhões.

Elas ainda terão que apresentar as propostas financeiras, numa etapa do processo que ainda será marcada. O vencedor terá oito meses para fazer o detalhamento do projeto básico, que deverá incluir estudos de engenharia e de impacto ambiental, e poderá determinar mudanças no traçado e na localização das estações. Somente após a conclusão do projeto básico haverá uma segunda licitação, desta vez para as obras, ainda sem orçamento fechado, segundo o governo. A ideia é agilizar o processo para poder aproveitar o tatuzão com o fim das obras da Linha 4, previsto para o primeiro semestre de 2016.

De acordo com o projeto, que levou em consideração três caminhos diferentes para a Linha 5, o traçado que tem a preferência dos técnicos do estado passaria sob a Rua Jardim Botânico e não causaria impacto no parque. Em Botafogo, o trajeto tomaria o caminho do maciço rochoso abaixo do Morro Dona Marta, na altura do Motel Panda, passando sob os bairros de Laranjeiras e Santa Teresa, chegando ao Centro, nas imediações da estação Carioca.

Além do fechamento temporário da Praça Santos Dumont, o projeto propõe o uso de outras áreas públicas e privadas para os acessos das estações, na Zona Sul e no Centro. No Jardim Botânico, o estudo levou em conta sete opções e a preferência recaiu sobre o terreno do Hospital da Lagoa, onde haveria "utilização da área dos jardins com recomposição". O projeto básico deverá confirmar ou não essa opção, segundo o estado, que em nota informou que "não há qualquer definição quanto à escolha desta área específica".

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o hospital é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) desde 1992. Seus jardins foram desenhados por Burle Marx. A localização é questionada pela Associação de Moradores do Jardim Botânico, que promete ir à Justiça contra a proposta.

— Há dois meses nos reunimos com a Casa Civil e dissemos que não concordamos com o uso do hospital. No que depender de nós, não vai acontecer — diz o presidente da AMA-JB, Heitor Wegmann.

O estudo diz ainda que "é prevista a ocupação de parte do Jockey Club com um poço de saída de emergência, localizado em frente à entrada principal do Jardim Botânico". E acrescenta que "caberá ao projeto básico o levantamento desta área, de modo a definir ações junto aos proprietários e verificar alternativas, como a utilização da praça da esquina das ruas Pacheco Leão e Jardim Botânico para a saída de emergência". O estudo alerta ainda que "em função da localização da estação Jardim Botânico, outras desapropriações ou comodatos podem ocorrer".

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Tatuzão volta a fazer escavações no Rio de Janeiro

10/11/2014 - O Globo

Após ficar cerca de seis meses fora de atividade, o Tunnel Boring Machine (TBA), conhecido como tatuzão, voltou a fazer escavações na Rua Barão da Torre, em Ipanema, na obra do metrô que ligará o bairro à Barra. De acordo com o Consórcio Linha 4 Sul, a máquina escavou cerca de um metro e, até dezembro, chegará à Praça Nossa Senhora da Paz. O trabalho na região tinha sido parado na madrugada do dia 11 de maio, quando duas crateras se abriram na via, entre os números 132 e 138.

Nesta segunda-feira, um novo buraco surgiu na rua, na calçada da Escola Municipal José Linhares, por volta das 9h, pouco tempo depois de o tatuzão ser religado. A área foi isolada e, segundo o consórcio, "não há qualquer relação entre as obras e o surgimento do buraco na Rua Barão da Torre". Ainda segundo a empresa, "de acordo com informações da Cedae, a origem do problema foi um pequeno vazamento de esgoto numa rede de 150 mm de PVC, causado por uma obstrução de um ramal do prédio que fica em frente ao local onde surgiu o buraco. A tubulação foi desobstruída pela Cedae e o buraco fechado. O vazamento ocorreu próximo ao número 82 e o buraco tinha cerca de 0,5 m de diâmetro. O local da ocorrência está fora da área de influência da escavação do túnel do metrô em Ipanema com o 'Tatuzão'. Os trabalhos seguem em condições normais, conforme planejado".

Também em nota, a Cedae confirmou que "houve um vazamento em ramal predial, causado por obstrução do prédio em frente, que já foi solucionado". O buraco já foi tampado.

Quando o tatuzão entrou em operação, a artista plástica Heliana de Carvalho Brandão, que mora na Rua Barão da Torre, em frente ao local onde o equipamento está posicionado, acordou assustada com a vibração em seu apartamento.

— Olhei para a mesa e o copo de água estava balançando. Como não sabia que o Tatuzão voltaria a operar hoje, desci assustada para avisar que algo errado estava acontecendo. Foi quando me explicaram que ele tinha voltado a escavar. Estou assustada — disse ela.

No edifício 123, moradores colocaram cartazes com pedido de socorro na portaria. De acordo com o engenheiro civil Wady Addum, que vive no prédio, a mensagem é um apelo para que não ocorra nenhum desastre com a retomada das escavações. No mesmo edifício, a moradora Maria Célia, de 80 anos, conseguiu que a empresa colocasse janelas acústicas em seu imóvel para amenizar os barulhos provocados pela obra.

— Ficamos sabendo agora que o Tatuzão voltou a operar. A empresa não tinha dito nada até esta manhã, não está agindo com transparência. Todas as vezes que perguntei no balcão de informações não sabiam responder ao certo — disse o engenheiro.

PUBLICIDADE

Segundo o consórcio, o trabalho segue como o esperado desde o dia 16 de outubro, quando o tatuzão foi religado, sem entrar em atividade. A empresa informou que o tratamento do subsolo da Rua Barão da Torre foi feito com injeções de calda de cimento e o terreno atingiu a coesão anterior ao incidente em maio. A Linha 4 reforçou ainda que foi necessário realizar o rebaixamento do lençol freático para diminuir a pressão da água durante o processo de escavação, e não há risco para as edificações localizadas no entorno da obra. Ainda segundo o consórcio, o rebaixamento na via fez parte do conjunto de serviços adicionais iniciados no dia 9 de outubro, que antecederam a volta a do tatuzão.

De acordo com a área de engenharia do consórcio, o equipamento demorou cerca de um mês para voltar a escavar: "trata-se de medidas como o acionamento dos sistemas elétricos, eletrônicos, mecânicos e hidráulicos do equipamento, além de verificação de sistemas e limpeza manual da câmara da máquina, retirando o material escavado que ali estava. Também foram feitos ajustes e limpeza nos dentes da cabeça de corte do Tatuzão. Somente após a conclusão desses procedimentos é que as escavações puderam ser retomadas."

Sobre as queixas dos moradores, que reclamam da falta de um cronograma, a empresa informou que, após a passagem do tatuzão, a via será devidamente reurbanizada e liberada. Entretanto, a data não foi divulgada.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Linha 4: Pezão participa de última implosão entre São Conrado e Gávea

10/11/2014 - O Dia

Governador afirmou que tatuzão voltou a operar nesta madrugada em Ipanema atendendo às normas de segurança

GABRIEL SABÓIA

Rio - O último trecho que separava os bairros de São Conrado e Gávea no túnel da Linha 4 do Metrô foi implodido na manhã desta segunda-feira. Com a presença do governador Luiz Fernando Pezão, a detonação, sob o Morro Dois Irmãos, ocorreu pouco antes do meio-dia.

A promessa é que a Linha 4 do Metrô (que fará o trajeto entre Barra da Tijuca e Ipanema) esteja funcionando no primeiro semestre de 2016, e transporte mais de 300 mil pessoas por dia.


Pezão participou da detonação do último trecho entre São Conrado e Gávea, sob o Morro Dois Irmãos
Foto:  Bruno de Lima / Agência O Dia

"A Linha 4 do metrô simboliza o sonho de mobilidade da cidade", declarou Pezão, lembrando ainda que o tatuzão - equipamento usado para escavações das obras da Linha 4 em Ipanema - voltou a operar nesta madrugada, porém, em ritmo mais lento que o habitural. A intenção, segundo o governador, é que o túnel no bairro esteja aberto até dezembro.

"O tatuzão está operando em ritmo mais lento por questão de segurança", garantiu o governador. Ao todo, a Linha 4 contará com seis estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Três delas já estão escavadas: Jardim Oceânico, São Conrado e Nossa Senhora da Paz.

Promessa é de levar metrô até o Recreio

Pezão também agradeceu a parceria com o governo federal, que, de acordo com ele, garantiu o aporte financeiro para obras do metrô que ligarão o Recreio dos Bandeirantes ao Jardim Oceânico e o Estácio à Praça 15.

Morador de Ipanema teme volta do Tatuzão

10/11/2014 - O Dia

Novo buraco por vazamento de esgoto assusta. Governador inaugura túnel do metrô da Gávea a São Conrado

GABRIEL SABÓIA

Rio - O reinício da perfuração do túnel do metrô que ligará as estações General Osório e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, pelo equipamento conhecido como ‘Tatuzão’, causou apreensão a moradores do bairro nesta segunda-feira. Traumatizados pelas rachaduras em imóveis e o aparecimento de um buraco na Rua Barão da Torre em maio, que levou à paralisação da máquina, muitos deixaram suas casas após o afundamento do solo na Rua Barão da Torre. Mas, de acordo com a Cedae, o buraco nada tem a ver com as obras da Linha 4, que ligará Ipanema à Barra.

Coincidentemente, ao mesmo tempo, o governador Luiz Fernando Pezão, num ato simbólico, acionava os explosivos que tornaram livre a passagem entre os bairros da Gávea e São Conrado. O túnel, sob o Morro Dois Irmãos, faz parte do mesmo empreendimento.


Ontem, no Dois Irmãos, governador acionou explosivos liberando a passagem para a Linha 4 do metrô
Foto:  Bruno de Lima / Agência O Dia

Em seu discurso, Pezão definiu o momento como “um marco na mobilidade do estado” e voltou a prometer que, em seu mandato, iniciará as obras de outras conexões. “Vamos fazer o metrô Gávea-Carioca. Já estamos conversando com a Prefeitura do Rio para fazer o Jardim Oceânico-Recreio, e o Estácio-Praça 15”, disse.

Vazamento abriu buraco

Apesar de não estar relacionado ao trabalho do ‘Tatuzão’, coube a empregados do consórcio Linha 4 isolar a área e tampar o buraco de pouco mais de dois metros de diâmetro. De acordo com a Cedae, a origem foi um pequeno vazamento de esgoto, numa rede de 150 milímetros de PVC, causado pela obstrução de um ramal do prédio em frente ao local.
A ocorrência estaria fora da área de influência do ‘Tatuzão’. Segundo a Linha 4, os trabalhos seguem em condições normais, em ritmo mais lento do que o anterior, por questões de segurança. Até dezembro, o túnel até a Praça Nossa Senhora da Paz deve ser concluído. Por dia, o ‘Tatuzão’ avança até 16 metros embaixo do solo.

Novas estações estão quase prontas

Enquanto o ‘Tatuzão’ esteve parado, as obras continuaram. “A inatividade do maquinário não comprometeu o cronograma das obras. A obra andou em outras frentes. Adiantamos questões estruturais e decorativas das estações, que costumam demandar muito tempo”, explicou o subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira.

Nas estações de São Conrado e da Gávea, por exemplo, já se pode notar os espaços reservados aos ladrilhos nas paredes, granitos no piso e estruturas de escadas rolantes. Em cada umas das entradas, mais de 60 mil pessoas devem circular diariamente. “O carioca pode dormir sossegado quanto à conclusão da obra no primeiro semestre de 2016”, disse Vieira.

Após seis meses parado, tatuzão retoma escavações em Ipanema

11/11/2014 - O Globo

Após permanecer parado durante seis meses, o tatuzão retomou ontem as escavações nas obras da Linha 4 do metrô (Jardim Oceânico-General Osório) na Rua Barão da Torre, em Ipanema. De acordo com o Consórcio Linha 4 Sul, a máquina perfurou cerca de um metro, e a previsão é que as escavações até a Praça Nossa Senhora da Paz sejam concluídas até dezembro. As obras no trecho foram paralisadas em 11 de maio, quando duas crateras se abriram entre os prédios 132 e 138.

Por volta das 9h de ontem, pouco tempo depois que o tatuzão foi religado, um buraco surgiu na calçada da Escola Municipal José Linhares. Mas, segundo o Consórcio Linha 4 Sul, o problema não tem qualquer relação com a obra do metrô. Ainda de acordo com os construtores, o estouro de uma manilha provocou um vazamento de água, fazendo com que parte da terra cedesse. A Cedae informou que o vazamento foi causado por uma obstrução num dos prédios da rua. O conserto foi concluído ontem mesmo.

A artista plástica Heliana de Carvalho Brandão, que mora na Rua Barão da Torre em frente ao local onde o tatuzão está posicionado, acordou assustada com a vibração em seu apartamento.

— Como não sabia que o tatuzão voltaria a operar hoje, desci assustada para avisar aos demais que algo errado estava acontecendo. Foi quando me explicaram que o tatuzão tinha voltado a funcionar. Estou assustada — disse ela.

PEZÃO: CRONOGRAMA MANTIDO

No edifício 123, moradores colocaram cartazes com mensagens de S.O.S na portaria. De acordo com o engenheiro civil Wady Addum, que mora no prédio, a mensagem é um apelo para que não ocorra qualquer desastre com a retomada das escavações. No mesmo prédio, a moradora Maria Célia, de 80 anos, conseguiu que a empresa colocasse janelas acústicas em seu imóvel para amenizar o barulho da obra.

— Tudo deveria ser avisado, inclusive a data certa para retomada das escavações.

Segundo o governador Luiz Fernando Pezão, embora a obra tenha ficado parada por seis meses, o governo está tranquilo quanto ao prazo. Ele acrescentou que ela será entregue no primeiro semestre de 2016, a tempo das Olimpíadas.

Segundo o Consórcio Linha 4 Sul, o trabalho segue como o esperado desde 16 de outubro, quando o tatuzão foi religado. A empresa informou que o tratamento do subsolo da Rua Barão da Torre foi feito com injeções de calda de cimento, e o terreno atingiu a coesão anterior ao incidente de maio. A Linha 4 Sul reforçou ainda que foi necessário rebaixar o do lençol freático para diminuir a pressão da água durante o processo de escavação e que não há risco para as edificações no entorno da obra.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Linha 4 do metrô: túneis entre Gávea e São Conrado são conectados

10/11/2014 - Agência Rio

Da Redação

O governador Luiz Fernando Pezão participou da detonação do último pedaço de rocha do túnel de via 2 (sentido Barra) da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca - Ipanema). Este trecho localizava-se sob o Morro Dois Irmãos e era o único obstáculo que ainda separava os bairros São Conrado e Gávea.

Com o término desta etapa da escavação, os túneis estarão completamente abertos desde a Barra da Tijuca até o bairro da Gávea. Para chegar à Estação Gávea, que está sendo construída sob o estacionamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), faltam apenas 215 metros. A previsão é que o túnel chegue à Estação Gávea até fevereiro de 2015.

Com aproximadamente 16 km de extensão, a Linha 4 do Metrô - uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro - vai transportar, a partir do primeiro semestre de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. O projeto é o maior legado em transporte que a população do Rio de Janeiro ganhará com os Jogos Olímpicos.

A nova linha entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. Os usuários poderão ainda deslocar-se da Pavuna até Barra da Tijuca, pagando apenas uma tarifa.

Andamento da obra da Linha 4

Ao todo, já foram construídos mais de 9.550 metros de túneis entre a Barra da Tijuca e a Gávea. Já foi concluída a instalação dos trilhos nos cinco quilômetros da via 1 do bitúnel entre Barra e São Conrado, por onde os trens vão passar sentido Zona Sul. Os trilhos agora estão sendo instalados na via 2, que segue no sentido Barra.

As estações São Conrado, Nossa Senhora da Paz e Jardim Oceânico estão 100% escavadas. A obra segue em andamento nas demais estações, assim como na ponte estaiada, a primeira para metrô no Rio de Janeiro, que está sendo construída na Barra da Tijuca. O primeiro dos 15 trens da Linha 4 já foi entregue na China e está sendo trazido para o Brasil, com chegada prevista para dezembro.

Estudos de Expansão da Rede Metroviária

O Plano Diretor Metroviário da Região Metropolitana, cujo objetivo é estabelecer novas diretrizes para a expansão da rede metroviária para os próximos governos, também já se encontra em estudos.

Tal iniciativa do Governo do Estado permitirá traçar a rede metroviária para os próximos 30 anos, visto que todos os projetos atualmente previstos já estão em andamento: a Linha 4 (Barra da Tijuca-Ipanema), que está em execução, e a Linha 3, trecho que ligará Niterói a São Gonçalo/Itaboraí, com previsão de início para os próximos meses.

Além destes, o Estado também lançou licitação para o projeto básico e o licenciamento ambiental do trecho que vai ligar a Gávea, na zona sul, à estação Carioca, no centro, denominado Linha 5, e finaliza estudos para licitação de projetos de outros três trajetos, são eles: Jardim Oceânico – Alvorada - Recreio dos Bandeirantes; estação Uruguai – Engenhão e Estácio – Carioca.

MS

Tatuzão volta a fazer escavações em obra do metrô na Rua Barão da Torre, em Ipanema

10//11/2014 - O Globo

Pela manhã, buraco surgiu na via assustando moradores. Segundo a Cedae, problema foi provocado por vazamento

POR ALESSANDRO LO-BIANCO

Buraco se abre na Rua Barão da Torre - Alessandro Lo-Bianco / O Globo

RIO - Após ficar cerca de seis meses fora de atividade, o Tunnel Boring Machine (TBA), conhecido como tatuzão, voltou a fazer escavações na Rua Barão da Torre, em Ipanema, na obra do metrô que ligará o bairro à Barra. De acordo com o Consórcio Linha 4 Sul, a máquina escavou cerca de um metro e, até dezembro, chegará à Praça Nossa Senhora da Paz. O trabalho na região tinha sido parado na madrugada do dia 11 de maio, quando duas crateras se abriram na via, entre os números 132 e 138.

Nesta segunda-feira, um novo buraco surgiu na rua, na calçada da Escola Municipal José Linhares, por volta das 9h, pouco tempo depois de o tatuzão ser religado. A área foi isolada e, segundo o consórcio, "não há qualquer relação entre as obras e o surgimento do buraco na Rua Barão da Torre". Ainda segundo a empresa, "de acordo com informações da Cedae, a origem do problema foi um pequeno vazamento de esgoto numa rede de 150 mm de PVC, causado por uma obstrução de um ramal do prédio que fica em frente ao local onde surgiu o buraco. A tubulação foi desobstruída pela Cedae e o buraco fechado. O vazamento ocorreu próximo ao número 82 e o buraco tinha cerca de 0,5 m de diâmetro. O local da ocorrência está fora da área de influência da escavação do túnel do metrô em Ipanema com o 'Tatuzão'. Os trabalhos seguem em condições normais, conforme planejado".

Também em nota, a Cedae confirmou que "houve um vazamento em ramal predial, causado por obstrução do prédio em frente, que já foi solucionado". O buraco já foi tampado.


Cones isolam área na Rua Barão da Torre onde surgiu buraco - Eduardo Naddar / Agência O Globo
Quando o tatuzão entrou em operação, a artista plástica Heliana de Carvalho Brandão, que mora na Rua Barão da Torre, em frente ao local onde o equipamento está posicionado, acordou assustada com a vibração em seu apartamento.

— Olhei para a mesa e o copo de água estava balançando. Como não sabia que o Tatuzão voltaria a operar hoje, desci assustada para avisar que algo errado estava acontecendo. Foi quando me explicaram que ele tinha voltado a escavar. Estou assustada — disse ela.

No edifício 123, moradores colocaram cartazes com pedido de socorro na portaria. De acordo com o engenheiro civil Wady Addum, que vive no prédio, a mensagem é um apelo para que não ocorra nenhum desastre com a retomada das escavações. No mesmo edifício, a moradora Maria Célia, de 80 anos, conseguiu que a empresa colocasse janelas acústicas em seu imóvel para amenizar os barulhos provocados pela obra.

— Ficamos sabendo agora que o Tatuzão voltou a operar. A empresa não tinha dito nada até esta manhã, não está agindo com transparência. Todas as vezes que perguntei no balcão de informações não sabiam responder ao certo — disse o engenheiro.

PUBLICIDADE

Segundo o consórcio, o trabalho segue como o esperado desde o dia 16 de outubro, quando o tatuzão foi religado, sem entrar em atividade. A empresa informou que o tratamento do subsolo da Rua Barão da Torre foi feito com injeções de calda de cimento e o terreno atingiu a coesão anterior ao incidente em maio. A Linha 4 reforçou ainda que foi necessário realizar o rebaixamento do lençol freático para diminuir a pressão da água durante o processo de escavação, e não há risco para as edificações localizadas no entorno da obra. Ainda segundo o consórcio, o rebaixamento na via fez parte do conjunto de serviços adicionais iniciados no dia 9 de outubro, que antecederam a volta a do tatuzão.

De acordo com a área de engenharia do consórcio, o equipamento demorou cerca de um mês para voltar a escavar: "trata-se de medidas como o acionamento dos sistemas elétricos, eletrônicos, mecânicos e hidráulicos do equipamento, além de verificação de sistemas e limpeza manual da câmara da máquina, retirando o material escavado que ali estava. Também foram feitos ajustes e limpeza nos dentes da cabeça de corte do Tatuzão. Somente após a conclusão desses procedimentos é que as escavações puderam ser retomadas."

Sobre as queixas dos moradores, que reclamam da falta de um cronograma, a empresa informou que, após a passagem do tatuzão, a via será devidamente reurbanizada e liberada. Entretanto, a data não foi divulgada.

Túneis do metrô unem bairros da Gávea e Barra da Tijuca

10/11/2014 - Agência Brasil

Os últimos metros de rocha que separavam os dois segmentos do túnel da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, no trecho que liga São Conrado à Gávea, na zona sul, foram removidos ao meio-dia de hoje (10). Para ligar os dois trechos entre a Barra da Tijuca e a Gávea, com 8 quilômetros de extensão, foram utilizados 250 quilos de explosivos.

O equipamento que perfura o solo, conhecido como tatuzão, também voltou a funcionar hoje para agilizar as obras. Ele é utilizado na obra de escavação da Linha 4 do metrô, e estava parado há seis meses, desde que ocorreu o afundamento de solo em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.

O governador Luiz Fernando Pezão, disse na ocasião que até as Olimpíadas de 2016 a Linha 4 do metrô estará funcionando. "Dá tempo. Está tudo no cronograma. A gente vai entregar e vai ocorrer tudo bem. Está tudo dentro das previsões. Era prevista uma mudança de solo, que sempre traz algum problema, mas isso estava dentro de tudo o que foi estabelecido, e o consórcio garante que a gente vai ter o metrô nas Olimpíadas", ressaltou.

Pezão disse ainda que pretende levar o metrô para outros bairros. Segundo o governador, o prefeito Eduardo Paes deve entrar em parceria com o governo para ligar o metrô de Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, até o Recreio dos Bandeirantes. Outros ramais devem ligar também o metrô da Rua Uruguai, na Tijuca, ao bairro do Méier; e a Estação Estácio à Praça XV.

"Nessas três linhas, nós estamos terminando o termo de referência, e vamos levar ao mercado também para fazer o processo de licitação. A gente quer dar muito trabalho ao tatuzão, e eu acho que a gente não pode perder essa oportunidade de continuar, já que a gente tem essa máquina aqui", avaliou.

De acordo com o governador, o funcionamento do metrô vai beneficiar o trabalhador, que vai poder entrar no metrô na Estação da Pavuna, com o bilhete único, e sair no Recreio dos Bandeirantes, para trabalhar ou até mesmo para o seu lazer, com um transporte de alta qualidade para a população.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Metrô na Lagoa

07/11/2014 - O Globo


Veja como será o acesso ao metrô que será construído no canteiro central da Av. Epitácio Pessoa, na altura do Parque do Cantagalo, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Vai ficar pronto em 2016.

Por meio dele, o passageiro chegará à estação General Osório, na vizinha Ipanema. Os canteiros de obras, inclusive, começam a ser montados hoje.

Esta entrada do metrô não estava prevista. Acontece que, para atender a normas técnicas e de segurança, é preciso fazer um túnel de ventilação e saída de emergência para as novas plataformas de embarque e desembarque que estão sendo construídas na estação General Osório.

Daí, o governo decidiu aproveitar a obra, transformando o espaço em acesso.

O túnel, ligando a entrada na Lagoa à estação em Ipanema, terá 480 metros de extensão e será equipado com esteiras rolantes. Vamos torcer, vamos cobrar.

domingo, 2 de novembro de 2014

Prazo do governo do Rio para novas linhas do metrô fica apertado

02/11/2014 - O Dia - RJ

Rio - Se quiser entregar alguns dos projetos de metrô que prometeu tirar do papel em seu próximo mandato, como a Linha 3, a extensão da Linha 4 da Barra ao Recreio e a Linha 5 (Gávea-Carioca), o governador Luiz Fernando Pezão terá de correr contra o tempo. O primeiro, que prevê ligar Niterói a São Gonçalo, está com a publicação do edital de licitação das obras, prevista inicialmente para 15 de agosto, atrasada há quase três meses.

O plano do governante é inaugurar as operações até 2018, mas o prazo está apertado porque a previsão para conclusão das obras do primeiro trecho a funcionar é de quatro anos. De acordo com a Secretaria Estadual de Obras, o edital da Linha 3 está em fase de conclusão e a expectativa é de que seja publicado ainda este ano. Após a publicação, no entanto, ainda terá de ficar aberto para consulta pública por 30 dias. Só então a licitação poderá ocorrer de fato. A justificativa do órgão para o atraso é de que se trata de um documento complexo, diferente dos padrões exigidos para outras obras.

"Neste caso, envolve uma concessão, com construção, manutenção, operação etc, já que será uma parceria público-privada", explicou a Secretaria em nota, informando o prazo de 5 anos e 2 meses para a entrega e o funcionamento integral das 14 estações previstas ao longo dos 22 quilômetros de monotrilho elevado, desde a estação Arariboia, em Niterói, até Guaxindiba, em São Gonçalo. Com investimentos estimados em R$ 3 bilhões, a implantação da Linha 3 contará com recursos dos governos federal (49%) e estadual (51%) e deve transportar cerca de 350 mil passageiros por dia em 40 minutos de viagem. O mesmo trajeto é feito em até duas horas nos horários de pico.

O governo ainda prevê a expansão da Linha 3 até Itaboraí, com o objetivo de atender às demandas que serão originadas pela entrada em operação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), prevista para agosto de 2016. Entretanto, ainda não há prazo para esse trecho sair do papel.

O secretário de Planejamento e Projetos Especiais de São Gonçalo, Arthur Belmont, afirmou que a prefeitura tem cobrado de Pezão o cumprimento dos prazos. "O prefeito Neilton Mulim esteve em reunião com o governador e a última informação era que o edital ia sair em setembro, o que não aconteceu. Para o município, é uma situação desconfortável, porque não podemos dar celeridade ao processo", disse.

Entre os três novos trechos de metrô que Pezão prometeu tirar do papel, após a reeleição, a Linha 3 é a única cuja licitação para a construção já está sendo preparada. A Linha 5, da Gávea à Carioca, teve a concorrência para a elaboração do projeto básico, mas o prazo para conclusão do documento é de um ano e, só então, a obra poderá ser licitada. O trecho Barra-Recreio ainda nem teve o projeto básico contratado. A previsão é de que a concorrência ocorra até o fim do ano.

Remoções para dar espaço à Linha 3 já começaram em São Gonçalo

Para viabilizar a passagem dos trilhos da Linha 3, 141 casas localizadas junto à antiga linha férrea de São Gonçalo, no bairro Jardim Catarina, já foram demolidas. Segundo o secretário de Planejamento e e Projetos Espaciais, Alberto Belmont, o bairro Santa Luzia também sofrerá remoções. O número de retiradas futuras, no entanto, não foi informado.

De acordo com a prefeitura, 328 famílias já foram cadastradas no programa Minha Casa, Minha Vida, levando em consideração que alguns imóveis abrigavam mais de uma. Dessas, 180 já receberam imóveis em dois condomínios no bairro do Mundel. Outras 68 famílias já assinaram contrato com a Caixa Econômica e serão beneficiadas através do programa com apartamentos no Parque dos Sabiás, no Jóquei. As demais 80 famílias continuam aguardando a conclusão de outros empreendimentos.

Ainda na área de mobilidade, a prefeitura de São Gonçalo prevê abrir, na próxima semana, o processo licitatório para escolher a empresa responsável pelo estudo do projeto de construção de um BRT para ligar os bairros Santa Izabel e Gradim, cruzando todo o município, e de uma ciclovia, que começará em Neves e seguirá o traçado da Linha 3 do metrô até Guaxindiba.

O município foi contemplado com R$ 9 milhões do governo federal para a fase de estudos e conta com reserva de R$ 380 milhões para as obras, que devem começar em meados de 2015 e ser entregues em 2017, segundo a prefeitura. O BRT vai acolher 200 mil passageiros por dia.

Especialistas apontam as prioridades

O professor de Engenharia de Transportes Alexandre Rojas, da Uerj, diz que todos os três projetos de metrô são importantes, mas classifica a Linha 3, de Niterói até Itaboraí, como prioritária. "Na Barra já tem BRT, que é transporte de massa. São Gonçalo não tem nada. O Comperj, em Itaboraí, vai demandar uma movimentação de mais de 20 mil trabalhadores. É urgente um transporte de massa até lá", analisa.

Já Eva Vider, mestre em Engenharia do Transporte da UFRJ, defende a urgência da extensão da Linha 4. "A ligação do terminal Alvorada com o metrô no Jardim Oceânico é um compromisso olímpico estabelecido com o COI (Comitê Olímpico Internacional), por isso precisa ser cumprido antes de 2016. É importantíssimo que o metrô vá até o Recreio imediatamente, mas o projeto já deveria ter ido até o Alvorada há muito tempo para não ter tido a necessidade de extensão do BRT (da Alvorada até o Jardim Oceânico, que está em construção)", diz Vider.

Outro trecho do metrô que é considerado prioritário é a ligação Estácio-Carioca-Praça 15. "É uma obra importante para a Linha 2 não depender da Linha 1 e já tem a maior parte do túnel perfurado", lembrou Rojas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Prefeito do Rio diz que pode ajudar o governo do estado a estender metrô da Barra até o Recreio

29/10/2014 - O Globo

Pedido havia sido feito pelo governador reeleito Luiz Fernando Pezão. Paes, no entanto, evitou especificar o tipo de ajuda

POR BRUNO AMORIM

Prefeito Eduardo Paes anunciou, no Centro de Operações da prefeitura, o Plano Verão - Beth Santos / Prefeitura do Rio

RIO — O prefeito Eduardo Paes (PMDB) acenou com a possibilidade de auxiliar o governo do estado a estender o metrô da Barra até o Recreio. O pedido foi feito na segunda-feira pelo governador Luiz Fernando Pezão. Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, no Centro de Operações Rio (COR), Paes evitou especificar o tipo de ajuda a ser dada.

— A prefeitura tem uma capacidade grande de investimento, tem uma condição de endividamento muito baixa, as finanças são muito organizadas. O tempo se encaixa, tem muita obra de infraestrutura acontecendo. Continuaremos ajudando. Governos, precisando da nossa ajuda, terão — disse Paes.

PREFEITO QUER PEDRO PAULO E OSORIO DE VOLTA

Na entrevista coletiva, em que foram anunciadas as medidas previstas no Plano Verão 2014/1015, Paes disse ainda que os deputados eleitos Pedro Paulo (PMDB) e Carlos Roberto Osorio (PMDB) devem voltar para a administração municipal. Para se candidatar, Pedro Paulo deixou a Casa Civil e Osorio, a pasta de Transportes.

— Adoraria que eles voltassem. Caso não voltem, eu obrigo. Aqui quem manda sou eu — disse o prefeito, em tom de brincadeira.

Pedro Paulo, ex-secretário da Casa Civil do município do Rio e braço direito do prefeito Eduardo Paes, foi eleito deputado federal pelo Rio. Ele é apontado como um dos nomes para a disputa pela prefeitura do Rio em 2016. Logo depois do resultado da eleição, ele afirmou que pretende concentrar o mandato em temas como a gestão e a eficiência do governo, além da infraestrutura.

Já Osorio garantiu lugar na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O ex-secretário vinculou a votação ao trabalho que desempenhou como secretário de Conservação e, depois, de Transportes. À época da eleição, ele não deu certeza se voltaria para a prefeitura, e disse que a decisão final seria do prefeito.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

‘Licitarei as obras da Linha 3 do metrô até dezembro’, diz Luiz Fernando Pezão

20/10/2014 - São Gonçalo Online

Daqui a cinco dias, Luiz Fernando Pezão (PMDB) terá o seu destino político imediato decidido nas urnas. O governador garante que, se reeleito, nos próximos quatro anos ampliará para o Leste fluminense, principalmente São Gonçalo, as medidas de Segurança Pública que ganharam o formato das UPPs na gestão de seu antecessor, Sérgio Cabral. Mas também investirá em mobilidade urbana, com a Linha 3 do Metrô e os BRTs. Nessa entrevista exclusiva a O SÃO GONÇALO, ele conta quais são os seus planos de governo que poderão afetar a vida dos mais de 1 milhão de gonçalenses. 

O SÃO GONÇALO - Quais serão as prioridades na área de segurança pública de seu governo? Como conter o êxodo dos marginais de áreas pacificadas para a Região Metropolitana e cidades do interior? Haverá uma integração com as forças federais e municipais de segurança, com troca de informações e ações conjuntas? 
Luiz Fernando Pezão - Vamos dar continuidade à inauguração de novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e ao aperfeiçoamento das existentes. A meta é instalar 50 novas unidades nos municípios da Baixada Fluminense, São Gonçalo e Niterói, chegando a 90 UPPs até 2018 em todo estado. Só em São Gonçalo, serão cinco novas unidades. Em Niterói, serão outras três UPPs. Estamos atentos ao deslocamento da mancha criminal. As UPPs já libertaram mais de um milhão e meio de pessoas do jugo do crime, a frequência dos alunos que estudam em áreas pacificadas aumentou mais de 70% e o desempenho escolar, 43%. Vamos construir delegacias de Polícia Civil em todas as UPPs já instaladas. Também iremos aumentar o efetivo do 7º Batalhão da PM, em São Gonçalo, para melhorar o patrulhamento nas ruas. 

OSG - Como será a luta de seu governo em defesa dos royalties do Rio de Janeiro em relação à produção de petróleo e derivados no Estado? 
PEZÃO - O pré-sal já tem sua lei definida com recursos para Educação e Saúde. A gente não quer que haja atrasos, por exemplo, na construção da refinaria do Comperj. Meu partido é o Rio de Janeiro. Nós vamos lutar muito na divisão do bolo quando for discutido para onde vão os recursos e mostrar o quanto eles saem do nosso estado. Por sermos o maior produtor do país, iremos querer uma fatia maior. 

OSG - Tudo aponta para um futuro problema de abastecimento de água em várias regiões do país. Como seu governo irá preparar o Rio de Janeiro para essa eventualidade? 
PEZÃO - Temos uma série de investimentos previstos para ampliar o abastecimento de água no Rio e garantir a qualidade de vida da população. Aqui, em São Gonçalo, por exemplo, nós já resolvemos mais de 90% dos problemas nesta área. Ainda falta água em alguns morros da cidade, mas já temos todos os canos para universalizar o abastecimento. 

OSG - A indústria naval realmente foi aquecida no Rio de Janeiro, que é um polo tradicional do setor. Há outras áreas da economia que o senhor pretende priorizar em seu governo? 
PEZÃO - Estamos nos consolidando como o segundo polo siderúrgico. Dos 21 centros de pesquisa se instalando no Brasil, 18 estão vindo para o Rio. Temos aqui os projetos do Porto Maravilha. A política do governo de incentivos fiscais, de investimentos em infraestrutura e qualificação de mão de obra fez com que as empresas voltassem a investir no Rio de Janeiro. Os planos de expansão previstos por indústrias do setor automobilístico vão ajudar o estado a alcançar até 2020, o posto de segundo maior produtor de veículos do país. Este é um estado bem diferente daquele que encontramos há sete anos e 10 meses. O nosso orçamento passou dos R$33 bilhões, quando entramos, para R$84 bilhões. Batemos recorde de crescimento no país. 

OSG - Haverá um estímulo à educação em tempo integral e à formação de mão-de-obra especializada através das escolas técnicas em seu governo? 
PEZÃO - Desejo garantir a todos os jovens ensino médio com horário integral e ensino profissionalizante. Mais 100 colégios estaduais terão o programa 'Dupla Escola' nos próximos quatro anos. Queremos triplicar o número de CVTs em todo o estado, chegando a 180 unidades até o fim da próxima gestão. 

OSG - No primeiro debate da Band do segundo turno, o senhor e seu adversário não citaram o investimento na Linha 3 do Metrô como meta de governo na área de transporte? Por quê? 
PEZÃO - Tenho dito isso durante toda a campanha. Eu assumi um compromisso de colocar a Linha 3, que vai ligar Niterói a São Gonçalo, e depois chegar a Itaboraí. Estou me empenhando fortemente para realizarmos essa licitação até dezembro. Além do metrô, a região receberá três linhas de BRT: Niterói-Alcântara; Niterói-Manilha e Tribobó-Maricá. 

OSG - O senhor está satisfeito com as bancadas eleitas pelos fluminenses para a Câmara Federal e o Senado? Como será também sua relação com a Alerj? 
PEZÃO - Eu tenho orgulho de unir, desde o primeiro momento, 18 partidos. Ter feito a maior aliança e chegar agora, nos últimos dias de campanha, com 21 partidos e com boa parte dos políticos me apoiando. Não tenho inimigos na política. Sou uma pessoa de ouvir, aberta ao diálogo, e aceito as críticas. Mas também mostro os avanços que o nosso governo teve, principalmente na Segurança Pública. Nosso governo foi um governo de muitas conquistas. 

OSG - O senhor foi associado por seu adversário ao governo Sérgio Cabral em um sentido pejorativo. O que o senhor tem a dizer sobre isso? 
PEZÃO - O Sérgio (Cabral) deixou um legado para o estado, que hoje tem uma das menores taxas de desemprego do país. É o único governador que enfrentou a questão da segurança pública; inaugurou 55 UPAs, com 24 milhões de atendimentos; distribuiu 170 milhões de remédios; colocou a Educação do Rio no topo do ranking do Ideb. Criticar e falar é mole. Quero ver é meter a mão na massa e fazer.

Fonte: O São Gonçalo Online
Publicada em:: 20/10/2014

sábado, 18 de outubro de 2014

Inauguração da Linha 4 do Metrô do Rio será em 2016, diz consórcio

17/10/2014 - Agência Rio

Da Redação com Agências

Mesmo com a paralisação de cinco meses das perfurações da Linha 4 do Metrô, o consórcio responsável pela obra informou que a inauguração do serviço de transporte está mantida para o primeiro semestre de 2016. A perfuração do solo com a máquina "tatuzão" foi suspensa, em maio deste ano, depois que houve o afundamento de um trecho da Rua Barão da Torre, em Ipanema, zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

O "tatuzão" começou a ser religado na quinta-feira (16), mas como esse é um procedimento demorado, ainda não há previsão de retomada das escavações. O Consórcio Linha 4 Sul informou que a obra foi paralisada por decisão da própria construtora, como parte de seu plano de contingenciamento, assim que tomou conhecimento do afundamento do solo.

De acordo com nota divulgada, o afundamento foi provocado pelo fraturamento de uma rocha, que se desprendeu durante a perfuração. O solo arenoso que se apoiava na rocha perdeu a sustentação e se movimentou, causando reflexos na superfície como em um efeito dominó.

A nota do consórcio informa que ainda falta escavar cerca de 20 metros de um trecho de transição entre rocha e areia, sob a Rua Barão da Torre. Neste local, estão sendo feitas injeções de calda de cimento e material selante para recompactar o solo. Os prédios e as casas da rua também serão monitorados com mais frequência, para saber se a obra provocará algum impacto. Os danos provocados aos prédios serão ressarcidos pela consórcio.

C/ AGÊNCIA BRASIL

YR

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Tatuzão é religado em Ipanema após 5 meses parado

17/10/2014 - O Globo

Cinco meses após deixar de operar devido a um acidente que abriu duas crateras na Rua Barão da Torre, em Ipanema, o tatuzão, equipamento que perfura o subsolo nas obras do metrô, foi religado ontem. Foram acionados os sistemas elétrico, eletrônico, mecânico e hidráulico da máquina, que tem 2,7 mil toneladas e 120 metros de comprimento. Responsável pela construção do trecho do metrô entre Ipanema e a Barra, o Consórcio Linha 4 Sul informou, no entanto, que a retomada das escavações ainda não tem data. O trabalho só será retomado após a "realização de testes".

Enquanto o tatuzão esteve desligado, o consórcio fez obras de reforço estrutural do solo na região, para evitar novos afundamentos. O simples fato de o equipamento ter sido religado já deixou moradores apreensivos. A professora Claudia Chaves, da PUC, moradora da Rua Farme de Amoedo, diz que está preocupada:

— Eu não tinha medo, mas agora, depois de ficar dez dias sem telefone e sem internet devido às obras do metrô, temo pelo que pode vir. Quando eles estavam perfurando sob a Rua Barão da Torre com o tatuzão, eu ouvia, do meu apartamento, que fica a uma quadra e meia da obra, barulho de explosão. Imagina agora. Tenho medo de que a rua volte a afundar. Acredito que outros moradores de Ipanema também estejam com medo.

Já o engenheiro civil José Antônio Pessoa Araújo, de 70 anos, que mora na Rua Barão da Torre, contou que é grande a expectativa para o reinício das escavações com o tatuzão:

— Espero que agora as escavações transcorram sem problemas. Acompanhei tudo de perto, desde o início. Há pessimismo entre os moradores, mas também esperança.

Desde o acidente, apenas as escavações com o tatuzão foram interrompidas, não as demais obras da linha 4 do metrô.

Circulação está restrita em trecho da Barão da Torre

Moradora diz que equipamentos fazem toda a casa tremer

Os moradores de Ipanema e Leblon receberam um comunicado sobre o religamento do tatuzão. No aviso, o consórcio informou ainda que, devido à utilização de equipamentos pesados, a circulação de pedestres entre os número 133 e 145 da Rua Barão da Torre ficará restrita por aproximadamente 15 dias.

Morador de Ipanema há mais de 40 anos, o psicanalista Paulo Próspero, de 65, espera que os técnicos responsáveis pelos trabalhos não cometam erros. Na opinião dele, se a obra não for retomada com segurança, será um caos.

— Sou otimista. Espero que os responsáveis estejam cientes da gravidade da situação. Principalmente depois do tempo em que a obra esteve parada. A responsabilidade é grande — disse Próspero, ressaltando que não é técnico para avaliar o trabalho que vem sendo feito.

PREJUÍZO FINANCEIRO

Doris Wine, que também mora na Barão da Torre, bem em frente ao ponto onde, em maio, uma das crateras se abriu, não esconde o medo:

— A gente não aguenta mais essa obra e os desvios na rua. Está todo mundo inseguro.

Segundo ela, quando equipamentos usados na obra são ligados, a casa toda treme e até seu gato fica estressado. Além disso, Dora reclama de prejuízos financeiros:

— Eu recebia turistas aqui em casa e, desde que houve esse problema, não há mais reservas.

Síndico do prédio 137 da Barão da Torre, Hamilton Ferreira dos Santos disse que os moradores do edifício esperam que a retomada das escavações não cause novos problemas. Segundo ele, há muita expectativa entre os condôminos:

— Não temos muito o que fazer. É esperar para ver o que vai acontecer.