segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Obras do metrô fecham trecho da Rua Barão da Torre na quarta

30/09/2013 - O Globo

Moradores criticam retirada de árvores Consórcio diz que vai replantá-las Interdição vai até dezembro

MAÍRA RUBIM
30/09/2013 - 05h00

Os canteiros de onde as árvores foram removidas na Barão da Torre - Hudson Pontes / Agência O Globo
RIO - Depois da interdição da estação General Osório, agora Ipanema contribuirá com mais uma cota de sacrifício para a necessária expansão do metrô carioca. A partir de quarta-feira, um trecho da Rua Barão da Torre, entre as ruas Vinicius de Moraes e Joana Angélica, será fechado para as obras da linha 4. A intervenção vai durar até dezembro, e a entrada de veículos só será permitida a moradores. Os pedestres poderão transitar apenas pelo lado ímpar da calçada.

Para evitar o bloqueio total do trecho, serão criados acessos especiais às garagens. Caso algum prédio tenha sua entrada obstruída, o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras, promete pagar por vagas para os moradores em estacionamentos privados da região. Operadores de tráfego orientarão os motoristas enquanto a via estiver inacessível.

A intervenção é necessária para a impermeabilização do subsolo por meio de injeções de cimento. Somente depois desse preparo a máquina perfuradora conhecida como tatuzão poderá passar sob a Barão da Torre, escavando os túneis da Linha 4.

Enquanto as obras do metrô avançam, moradores criticam a retirada de 15 árvores plantadas há quatro anos no lado par do trecho interditado.

Não acredito que serão replantadas. Está acontecendo a mesma coisa que houve no trecho entre a Teixeira de Melo e a Farme de Amoedo: eles dizem que houve algum tipo de praga e que as plantas precisam ser removidas ataca Ignez Barreto, coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema.

O presidente da Associação de Moradores e da Associação Comercial de Ipanema, Carlos Monjardim, refuta a acusação:

Todas as árvores retiradas estão sendo cuidadas para o replantio. Estamos acompanhando o processo.

O segurança de um apart-hotel que se identificou apenas como Leandro diz ter visto a remoção das árvores:

Não foram cortadas. Foram retiradas e até numeradas.

O Consórcio Linha 4 Sul informa que, por causa das obras, foi preciso transplantar dez árvores para o Parque do Cantagalo. Ainda segundo a responsável pelas obras, os espécimes voltarão ao lugar de origem com o fim das intervenções.

No bairro, além do tratamento do solo na Barão da Torre, está sendo construída a Estação Nossa Senhora da Paz. No momento, ocorrem a concretagem da laje do acesso da Rua Joana Angélica e a construção da cobertura e do teto da estação. Quando esse trabalho for concluído, a superfície da praça será recomposta, e as escavações continuarão no subsolo. Pelo menos metade da praça deverá ser entregue até meados de 2014, alega a concessionária.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Novos trens da Linha 4 do MetrôRio chegam em 2014

24/09/2013 - Revista Ferroviária

O MetrôRio informou que o primeiro trem que servirão à operação da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro chegará a cidade no final de 2014 e o último trem no primeiro trimestre de 2016.

O contrato de autorização foi assinado no dia 30 de agosto e deu início a produção de 15 trens. A Invepar, por meio de sua subsidiária Metrô Barra, assinou em julho um contrato de compra das composições com o fabricante chinês Chanchung Railway Vehicles Co. (CRC). A empresa foi a responsável pela produção dos 19 novos trens em operação na Linha 2 do MetrôRio.

Segundo o MetrôRio, não haverá a necessidade de desenvolvimento de projeto de fabricação, nem de protótipo, uma vez que o trem é igual aos que estão em operação. Além disso, a fase de comissionamento e testes será consideravelmente menor, uma vez que se trata de um projeto já conhecido e testado. 
A construção da Linha 4 do MetrôRio é feita pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Revista Ferroviária.

sábado, 21 de setembro de 2013

Rio recorre a empréstimos para investir

21/09/2013 - Folha de SP

O governo do Rio ampliou nos últimos dois anos sua dependência de empréstimos para realizar investimentos. A previsão para 2013 é que 70% dos recursos gastos em novas obras tenham como fonte financiamentos.



O volume é indicativo de uma mudança na forma de apoio do governo federal ao Estado. Enquanto na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a parceria se centrou em convênios, principalmente através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), durante o governo Dilma Rousseff a ajuda se deu mais através da autorização de empréstimos.

Os financiamentos só foram autorizados graças ao aval dado pelo Ministério da Fazenda. O Tesouro Nacional atribui nota C às contas do Rio --numa avaliação de A a D--, o que não garante aprovação automática de empréstimos.

Graças a essas operações, a previsão de taxa de investimento para este ano chegou a 18,3%, recorde no Estado. Para a Secretaria de Fazenda, o modelo é o mais sustentável economicamente.

"Esses investimentos em geral aquecem a economia, geram postos de trabalho, alargando a base tributária e gerando mais arrecadação", disse a pasta, em nota.

O uso dos empréstimos é alvo da oposição e do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Na análise das contas do governo de 2012, o TCE apontou que 34% dos recursos não foram usados nos setores para os quais foram indicados por lei estadual. A Fazenda, porém, nega a afirmação.

"Parece uma corrida por empréstimos desconectada. Temos de ficar preocupados sobre como será a amortização desses empréstimos ao longo dos anos", disse o deputado estadual Luiz Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Orçamento na Assembleia Legislativa do Rio.

PROTESTOS



A capacidade de investimentos do governo fluminense é decisiva para os planos do governador Sérgio Cabral (PMDB), alvo de protestos e manifestações desde o início do ano. O peemedebista deseja lançar seu vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), à sucessão estadual em 2014.

Mas o PT não abre mão, por ora, da candidatura do senador Lindbergh Farias (RJ), o que representaria uma cisão na aliança entre os dois partidos no Estado.

Como também pretende pavimentar a candidatura de seu filho, Marco Antônio, a deputado federal no próximo ano, Cabral deve deixar o governo entre janeiro e março. Assim, Pezão teria os meses restantes do mandato para se viabilizar eleitoralmente ancorado nas obras do governo.

Metrô consome 30% do financiamento para o Rio

O Estado da Federação A obra da linha 4 do metrô, compromisso olímpico que vai ligar a Barra à zona sul, é o principal destino dos empréstimos obtidos pelo Estado do Rio. Ela receberá 29% do arrecadado desta forma, e representa 19% do total de investimentos previstos para 2013. Com conclusão prevista para 2016, a obra custará ao todo R$ 8,5 bilhões.

De acordo com dados da Secretaria de Fazenda, o Estado destinou para a obra R$ 2,8 bilhões dos R$ 9,6 bilhões obtidos com os recursos de operações de crédito a serem aplicados este ano.

O segundo programa que mais deve consumir recursos de empréstimos é o Somando Forças, usado para obras em municípios do interior. Ele receberá R$ 1,7 bilhão de financiamentos este ano.

O projeto é um dos trunfos eleitorais do vice-governador Luiz Fernando Pezão, escolhido pelo PMDB para a sucessão de Sérgio Cabral.

A recuperação de locais atingidos por catástrofes, como a região Serrana, está na terceira posição dos programas privilegiados pelos recursos de empréstimos. É o destino de R$ 653 milhões desta fonte.

"O Estado está colocando recursos vultosos para a recuperação da região Serrana. O governo não pode, porém, deixar de realizar os investimentos necessários em outras regiões do Estado, que visam a melhoria de vida do conjunto da população", disse o governo, em nota.

A dependência de empréstimos para investimentos aumentou na medida em que a participação dos repasses federais nos investimentos do Estado foi reduzida. Os convênios com o governo federal bancavam cerca de 26% dos investimentos do Estado em 2009. Neste ano não alcançam 7%.

A redução se deve em parte à demora no repasse de verbas de obras no PAC 2. O governo ainda conclui projetos executivos para realizar licitações dos investimentos selecionados pelo governo federal.

Além disso, as despesas do governo estadual aumentaram. Hoje, alguns programas que viraram bandeira da gestão Cabral consomem boa parte das receitas de impostos antes destinadas a investimentos. Os principais são a manutenção das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), o Bilhete Único e Renda Melhor, que complementa a renda de beneficiários do Bolsa Família.

"O Rio por décadas negligenciou setores fundamentais na prestação de serviços públicos. O resultado para a população é visível, particularmente na área de segurança. À medida que a receita gerada pela maturação dos investimentos hoje em curso se materializa, recupera-se a capacidade de investir com recursos próprios", disse em nota a Fazenda estadual.

Não à toa Cabral, na última visita da presidente Dilma Rousseff a São Gonçalo, a agradeceu pelos empréstimos, que permitiram investimentos de R$ 2,5 bilhões na cidade da região metropolitana do Rio.

"É um investimento em parceria, em que R$ 1,1 bilhão é do tesouro governo federal, e R$ 1,4 bilhão do Estado, por intermédio de empréstimo que vamos pegar graças à senhora, que abriu condições para que o governo do Estado pegasse para fazer essas grandes obras", disse Cabral, no palanque.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Metrô Rio diminui apoio de mãos para melhorar visualização de TVs

18/09/2013 - G1 Rio

Passageiro reclama da dificuldade de segurar barra em horários de pico. 

Metrô disse que monitores servem para divulgar informações operacionais.

Metrô Rio diminui tamanho do pega mão para monitor ser visto de todos os ângulos (Foto: Ulisses)
Metrô explica que objetivo é que monitor seja visto de todos os ângulos (Foto: Ulisses Jacaúna / VC no G1)

Usuários do Metrô Rio, que viajam diariamente nos novos trens, perceberam uma diminuição dos apoios para mão dentro de alguns vagões. De acordo com Ulisses Jacaúna, que mandou seu relato e fotos via VC no G1, e que anda de metrô todos os dias, essa diminuição prejudicou o conforto e a segurança dos passageiros, principalmente nos horários de pico, quando os trens estão lotados. Segundo ele, depois desse corte, falta lugar para se segurar.

Ulisses, de 53 anos, utiliza diariamente o Metrô desde a inauguração da estação Pavuna. Ele percebeu a mudança em meados de julho deste ano, e diz estar nítido o motivo: "Os novos painés eletrônicos de propaganda precisam aparecer, em detrimento da segurança das pessoas", reclama.
Metrô Rio diminui tamanho do pega mão por causa de monitor (Foto: Ulisses Jacaúna)

Metrô Rio diminui tamanho do pega mão por causa de monitor (Foto: Ulisses Jacaúna)
Alteração é perceptível pelos usuários (Foto:
Ulisses Jacaúna / VC no G1)

Procurado pelo G1, o Metrô Rio confirmou a alteração feita nos apoios, que chamam de "pega mão". A assessoria afirma que o "ajuste parcial" teria sido feito dentro dos padrões de segurança seguidos pela fabricante CRC e confirma que a medida foi adotada com o intuito de facilitar a visualização, sob todos os ângulos, dos monitores de TV recentemente instalados, com a finalidade de divulgar informações operacionais e de entretenimento para os usuários.

(Essa sugestão de reportagem chegou via VC no G1. Mande sua foto, vídeo ou notícia).

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rio: Especialista critica ‘fatiamento’ de obras da Linha 3 do metrô

16/09/2013 - O Globo

NITERÓI - A decisão do governo estadual de dividir em duas etapas as obras de implantação da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo, é motivo de crítica de quem entende do assunto: o engenheiro de Transportes da Coppe/UFRJ Fernando Mac Dowell. Ele explica que o "fatiamento" das intervenções — a primeira fase, que ligará o Barreto a Alcântara, deve ser concluída em 2015; e a segunda, da Praça Araribóia ao Barreto e de Alcântara a Guaxindiba, ficará pronta em 2016 — pode provocar o caos no sistema de transportes da cidade.

Na avaliação do engenheiro, as linhas de ônibus não teriam condições de transportar da Praça Araribóia até o Barreto 15 mil passageiros por hora, que corresponde à capacidade do monotrilho que será construído no trecho, segundo a Secretaria estadual de Obras. De acordo com os cálculos de Mac Dowell, os ônibus poderão transportar, no máximo, seis mil passageiros por hora, o que deverá formar imensas filas de ônibus. Ele adianta que, devido a esse problema, muitos passageiros poderão optar por ir de carro até o Barreto.

— O problema é a quantidade de gente que os ônibus precisarão levar por hora. Esses veículos não terão a menor condição de atender à demanda. É algo que precisa ser revisto logo. É melhor fazer tudo de uma vez, para evitar transtornos — diz Mac Dowell.

Ele explica ainda que a mudança do projeto, de metrô para monotrilho, implicará numa redução da capacidade de transporte. Em abril, o governador Sérgio Cabral anunciou a alteração do plano, cujo custo estava orçado em R$ 5 bilhões. Agora, caiu para R$ 2,5 bilhões.

— Para se ter uma ideia do que essa mudança significa, o monotrilho pode transportar, no máximo, 26 mil passageiros por hora, contra cerca de 60 mil por hora da Linha 1 do metrô do Rio — alerta Mac Dowell.

O governo estadual estima que o monotrilho transportará 15 mil passageiros por hora, ou 285 mil por dia, em cada sentido, considerando que cada trem circulará com seis vagões. Um estudo de demanda feito pelo Executivo prevê ainda que o modal receberá ao longo dos próximos anos um incremento de passageiros, alcançando 450 mil pessoas transportadas por dia em cada sentido da linha.

A Secretaria estadual de Obras afirma que estudará, com as prefeituras de Niterói e São Gonçalo, uma implantação de linhas de ônibus temporárias para fazer a ligação entre os terminais da Praça Araribóia e Guaxindiba.

As obras da Linha 3 são aguardadas desde 2008, mas ainda não saíram do papel devido a suspeitas de superfaturamento levantadas pelo Tribunal de Contas da União. A Secretaria estadual de Obras esclarece que rescindiu o contrato questionado pelo órgão e informa que elaborou um novo processo.

sábado, 14 de setembro de 2013

São Gonçalo prepara sua nova matriz de transportes

13/09/2013 - O Fluminense

Paula Valviesse 

Projeto de Mobilidade Urbana do Executivo, contempla o corredor exclusivo de ônibus de alta capacidade e a construção de uma ciclovia e de uma faixa seletiva

O prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, esteve nesta sexta-feira na Rua Jayme Figueiredo, um dos locais por onde irá passar o BRT (Bus Rapid Transit) para apresentar o Projeto de Mobilidade Urbana do Executivo, que contempla o corredor exclusivo de ônibus de alta capacidade e a construção de uma ciclovia e de uma faixa seletiva. Com o anúncio da liberação de recursos feito pela presidente Dilma Rousseff na cerimônia de apresentação da Linha 3 do Metrô, realizada na última quarta-feira, o Executivo agora aguarda a liberação da verba para dar seguimento à licitação do projeto que, segundo o prefeito, deve sair dentro de 60 dias.

O BRT interligará os Bairros do Gradim até Santa Izabel, passando por Vila Lage. Já a ciclovia e a faixa seletiva correrá paralela ao percurso da Linha 3 do Metrô, sendo implantadas de Neves até a divisa com Itaboraí, pelo domínio da antiga linha férrea. 

Orçado em R$ 310 milhões, sendo R$ 210 milhões para a implantação do BRT e R$ 95 milhões para a ciclovia e a faixa seletiva, e com trajeto previsto de 20,715 quilômetros, com onze estações de embarque e desembarque, o projeto tem como fonte de recurso a União. Segundo Neilton Mulim, foi feita a solicitação de que fossem destinados para o município cerca de R$ 9 milhões do Orçamento Geral da União (OGU).

Foto Júlio Silva
Prefeito fala sobre as obras da Linha 3 do Metrô.   Foto: Júlio Silva
"Nós vamos usar algo em torno de R$ 9 milhões do OGU, o que foi pleiteado junto ao ministro das Cidades, Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior", explica o prefeito.

Segundo Neilton, o projeto de mobilidade Urbana foi apresentado a cerca de um mês, em uma visita a Brasília, sendo uma obra complementar a da Linha 3, já que irá integrar a rede de transporte coletivo e o próprio metrô. Com a presença dos secretários de Planejamento e Projetos Especiais, Arthur  Belmont, de Infraestrutura, Antonio José Sobrinho e de Transportes, Daelson Viana, o projeto foi explanado ontem durante uma coletiva, destacando que não há contrapartida da prefeitura e que a execução dessas obras marcam um novo momento para o município.

"A gente minimiza dessa maneira o problema da mobilidade urbana, humaniza o sistema e dá mais velocidade e, sobretudo, a gente aquece a economia da região. A Linha 3, o BRT e a ciclovia resolvem em 80% a questão da mobilidade urbana em São Gonçalo".

De acordo com a capacidade de transporte do BRT de 270 pessoas por veículo, a prefeitura divulgou que o corredor exclusivo irá atender uma demanda de 12 mil passageiros por hora/sentido, totalizando cerca de 200 mil pessoas por dia. Sendo calculado ainda uma diminuição em uma hora no tempo do percurso, que antes era de 1h40min. 

Técnicos do estado defendem metrô até o Terminal Alvorada

14/09/2013 - O Globo

Proposta reacende polêmica, já que prefeitura planeja ampliar BRT

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

Obras do metrô na Gávea: técnicos pedem expansão para a região central da Barra da Tijuca - Foto: Bia Guedes / Agência O Globo
Obras do metrô na Gávea: técnicos pedem expansão para a região central da Barra da Tijuca - Foto: Bia Guedes / Agência O Globo

RIO - A polêmica sobre uma possível expansão do metrô até o Terminal Alvorada em lugar da ampliação do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico, como desejam os moradores da Barra, ganhou novos argumentos nesta sexta-feira. Um documento encaminhado pelo secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, ao vereador Carlo Caiado (DEM) revela que os técnicos do órgão são unânimes ao defender a expansão do metrô até o centro do bairro. A informação consta de um relatório assinado por Newton Leão Duarte, coordenador da equipe de revisão do Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), que orientar as políticas públicas da área em todo o estado.

Segundo Newton, os estudos do PDTU incluíram um cenário em que o metrô chegaria ao Terminal Alvorada em 2021, mas não concluíram a análise do impacto da opção pelo BRT. O documento ressalta que, se a expansão ocorrer após a obra do BRT, a estação de integração com o metrô no Jardim Oceânico ficaria com espaços ociosos. O problema para mudar o projeto agora é tempo: a ligação BRT-Metrô é um compromisso para as Olimpíadas de 2016, ou seja, o prazo para inaugurar a obra a tempo está apertado. Além disso, o governo do estado sequer solicitou empréstimo à União pelo PAC da Mobilidade para essa ampliação.

A prefeitura marcou para 16 de outubro a licitação para a expansão do BRT. A construção de pistas seletivas, a implantação de sete estações (entre o Barra Shopping e o Condomínio Porto dos Cabritos) e um novo viaduto têm custo estimado em R$ 92,4 milhões. Mas a conta não inclui a futura estação de integração BRT/metrô, que terá orçamento à parte, ainda não divulgado.

BRS poderia fazer ligação

Em meio à discussão, líderes comunitários da Barra preparam um abaixo-assinado para o governador Sérgio Cabral, defendendo a contratação de estudos técnicos para embasar um pedido de empréstimo à União pelo PAC da Mobilidade. O movimento é liderado pelo presidente da associação de Moradores do Jardim Oceânico, Luiz Igrejas:

— Um terminal no Jardim Oceânico só vai atrair mais trânsito. Muita gente optará por chegar de carro ao metrô, porque hoje o Transoeste já circula superlotado, mesmo sem várias estações terem sido inauguradas — disse Igrejas.

Já Carlo Caiado sugere un paliativo que atenda a moradores e Olimpíadas: enquanto a expansão do metrô não se concretizasse, a ligação com o Alvorada poderia ser feita por um corredor de BRS. Em nota, a prefeitura afirmou estar à disposição do estado para rever projetos. A Secretaria de Estado de Transportes argumenta que o estudo não reflete o cenário atua

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tecnicos-do-estado-defendem-metro-ate-terminal-alvorada-9959449#ixzz2esXzMmq0 

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Série mostra aperto de passageiros que viajam no metrô do Rio

12/09/2013 - G1

Promessa da concessionária é que o serviço melhore até o fim de 2013. Há 1 mês, uma pane na rede elétrica paralisou o serviço durante a JMJ.

O segundo dia de reportagens da série especial sobre o transporte público, o RJTV falar sobre o metrô. A viagem da equipe começou por volta das 18h, na Cinelândia, com destino à Pavuna. O metrô chegou rápido, mas lá dentro, ter espaço era um privilégio e virou motivo de discussão. As mãos competiam por um espaço.

A equipe entrou em uma das 19 composições compradas na China e que entraram em operação em 2012.  Segundo o Metrô Rio, os novos trens reduziram o intervalo de espera, mas passageiros ainda reclamam do serviço.

Pane na JMJ

Há pouco mais de 1 mês, uma pane na rede elétrica paralisou o serviço durante a Jornada Mundial da Juventude. Peregrinos que participavam da JMJ passaram sufoco nos vagões.

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O metrô é usado por 650 mil pessoas, todos os dias. A promessa da concessionária é que o serviço melhore até o fim deste ano. Com a abertura da estação General Osório, fechada para as obras da linha 4, todos os 49 trens da frota estarão circulando e a oferta de lugares deve pular para 1,2 milhão. Enquanto isso, passageiros tentam aliviar a volta pra casa.

De acordo com o Metrô Rio, houve 15 paralisações no sistema este ano. A concessionária informou que o índice de regularidade é de quase 95% e está dentro dos padrões mundiais.

Sobre o problema de lotação, a concessionária disse que será resolvido com o fim das obras da linha quatro.

Fonte: Do G1 Rio 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Grupo do Rio visita fábrica da CNR na China

12/09/2013 - Revista Ferroviária

Um grupo formado por representantes do MetrôRio e da Linha 4 carioca estão na China para visitar a fábrica da Changchun Railway Vehicles Co. (CNR), que fabricará os 15 trens que irão operar na nova linha do Rio de Janeiro. Entre os membros da comitiva está o diretor do MetrôRio, Joubert Flores.

O contrato com a CNR foi firmado no início de agosto. O fornecedor chinês também os 19 trens adquiridos para a operação das Linhas 1 e 2 do metrô carioca e está fabricando os 30 trens que o governo do Rio comprou para a SuperVia.

O Grupo Invepar (controladora da MetroRio) adquiriu, por meio de contrato de outorga de opções de compra e venda de ações da Concessionária Rio Barra, o direito de operação da Linha 4 no final das obras. Dentro desse contrato, a MetroBarra (empresa do Grupo Invepar) assume o investimento de R$ 1 bilhão em sistemas e material rodante, que antes era de responsabilidade da Concessionária Rio Barra.

A Linha 4 do Rio, que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema está em obras. O trecho Sul, Ipanema-Gávea, está sendo construído pelo Consórcio Linha 4 Sul, formado pela Odebrecht Infraestrutura (líder), Carioca Engenharia e Queiroz Galvão. Já o trecho Oeste, Gávea-Barra da Tijuca, está sob responsabilidade do Consórcio Rio Barra, formado pela Queiroz Galvão (líder), Odebrecht Infraestrutura, Carioca Engenharia, Cowan e Servix. A previsão é que a linha esteja pronta em 2016.

O custo da implantação da Linha 4 é R$ 8,5 bilhões, sendo R$ 7,5 bilhões de obra civil (Estado) e R$ 1 bilhão de sistemas e material rodante. As fontes de financiamento do projeto são Agência Francesa de Desenvolvimento, BNDES, Banco do Brasil e Tesouro Estadual.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dilma anuncia liberação de verba para projeto da Linha 3 do metrô

11/09/2013 - O Globo

Custo total é de R$ 2,5 bilhões, sendo 41% provenientes da União
Linha terá 22 km de extensão e vai ligar Niterói a São Gonçalo

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

 Pezão, Dilma e Cabral no anúncio de liberação da verba para a Linha 3 do metrô Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Pezão, Dilma e Cabral no anúncio de liberação da verba para a Linha 3 do metrô Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira a liberação de recursos para a implantação da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo, na Região Metropolitana no Rio. O custo total estimado do projeto é de R$ 2,5 bilhões, dos quais 41% vêm do orçamento geral da União. Os outros 59% serão proveninentes de financiamento captados do governo do estado. O projeto prevê a implantação de um sistema de monotrilhos com 22 quilômetros de extensão e 14 estações, entre a Praça Arariboia, em Niterói, e Guaxindiba, em São Gonçalo.

A previsão é de que a obra tenha duas etapas. Apesar da espera de mais de uma década pelo metrô, a primeira fase, ligando o Barreto a Alcântara, só deve entrar em operação em junho de 2015. O trecho completo, no entanto, está previso para março de 2016.

Antes de discursar, Dilma parabenizou São Gonçalo, que completa 123 anos, e mandou beijos e corações para a plateia. Do lado de fora, dezenas de pessoas fizeram uma manifestação cobrando investimentos em saúde e assistência social.

— Essa obra vai melhorar a qualidade de vida de 1,8 milhão de pessoas — ressaltou Dilma.
A operação da linha 3 ficará com a iniciativa privada. A licitação das obras e da concessão está prevista para ocorrer no último bimestre deste ano. O valor estimado da tarifa ainda está sendo definido, pois depende da conclusão do estudo de modelagem do projeto, que fica pronto no dia 15 de outubro.

No discurso, Dilma disse ainda que o governo federal vai financiar um sistema viário e uma ciclovia paralelos ao monotrilho, além de financiar 20 quilômetros de corredores de ônibus:

— E não vai ser só em São Gonçalo. Em Duque de Caxias, nós vamos financiar um BRT, Gramacho-Imbariê, e um VLT. Em Nova Iguaçu, nós vamos financiar dois corredores de ônibus, entre eles, a continuidade da via Light. E também na capital, vamos colocar recursos para dois BRTs — afirmou Dilma.

O evento ocorreu no Clube Esportivo Mauá, em São Gonçalo. Do lado de fora, um grupo de dez manifestantes reclamava da probibição do uso de máscaras em atos públicos, aprovada pela Assembleia Legislativa do estado do Rio (Alerj) na terça-feira. Os ativistas defendiam ainda o fim do voto secreto no Congresso.

Na cerimônia, o governador Sérgio Cabral foi vaiado por servidores públicos de São Gonçalo e de municípios vizinhos. O mais vaiado, porém, foi o ex-secretário de Obras de São Gonçalo e atual deputado estadual, Márcio Panisset (PDT-RJ). Irritado com as vaias, Cabral reclamou ao prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim (PR-RJ), e pediu mais educação.

Construção da Linha 3 do metrô do Rio tem contrato assinado

11/09/2013 - Agência Brasil

Trecho vai ligar as cidades de São Gonçalo e Niterói; custo será de R$ 2 bilhões

Os governos federal e estadual assinaram nesta quarta-feira (11) o contrato de financiamento para a implantação da Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro, que vai ligar as cidades de São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana. O projeto custará mais de R$ 2 bilhões. A União deverá arcar com dois terços desse total, enquanto o governo fluminense será responsável pelo restante.

Inicialmente, a linha terá 14 estações distribuídas em 22 quilômetros. Em um segundo momento, o trajeto deverá ser estendido até o município de Itaboraí, onde está sendo construído o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), um projeto bilionário da Petrobras.

Os investimentos fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana do governo federal e a assinatura do contrato ocorrerá em uma cerimônia às 11h, no Clube Mauá de São Gonçalo, com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. A Linha 3 do metrô é um projeto antigo, que originalmente previa a integração dos dois municípios com a capital fluminense.


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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Financiamento da Linha 3 do Metrô do Rio será assinado no dia 11

05/09/2013 - Agência Brasil

Rio de Janeiro - A presidenta Dilma Rousseff e o governador do Rio, Sérgio cabral, devem firmar, no próximo dia 11, o contrato de financiamento da Linha 3 do metrô, que ligará os municípios de Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana. Cabral informou hoje (5) que a União ficará responsável por dois terços do projeto, e o estado arcará com o restante.

O projeto inclui 14 estações em 22 quilômetros de extensão e deve ser estendido até Itaboraí, em um segundo momento. "Será muito importante para o povo de Niterói e São Gonçalo, uma conquista do leste metropolitano", destacou o governador.

A Linha 3 do metrô receberá investimentos do Plano de Mobilidade Urbana, uma das ações do governo federal em resposta às manifestações de junho, que tinham entre suas principais demandas a melhoria das condições de transporte. O custo do projeto é R$ 2 bilhões, já que o governo do estado optou pelo monotrilho para reduzir os custos.

Cabral também se manifestou sobre os transtornos que os usuários dos trens da Supervia têm enfrentado nos últimos dias. As paralisações do serviço têm causado horas de atraso nas viagens e obrigado passageiros a descer das composições e caminhar pelos trilhos. O governador lembrou que houve muitas melhoras na Supervia desde 2007, quando assumiu o governo do Rio no primeiro mandato e culpou governos anteriores pelos problemas: "Infelizmente, foram muitos anos de canibalização, sem que se comprasse um trem, sem manutenção. Um abandono completo. Chegamos a ter 90 mil usuários por dia na Supervia. A população estava abandonando o trem. Hoje, temos 600 mil. A situação é outra, mas ainda está muito longe do ideal".

Segundo Cabral, até abril do ano que vem, toda a frota da Supervia estará renovada. Ele reconheceu que metade das composições que circula hoje é "muito antiga".