terça-feira, 28 de maio de 2013

Invepar avalia novos projetos e planeja ir à bolsa até o fim do ano

27/05/2013 - Valor Econômico

Em uma sala envidraçada, com vista para a baía de Guanabara, no 30º andar de um prédio, no centro do Rio, são tomadas algumas das principais decisões estratégicas da Invepar, um dos maiores grupos de infraestrutura de transporte urbano, rodoviário e aeroportuário do Brasil. É ali que costuma reunir-se o conselho de administração da Invepar para decidir sobre temas das companhias controladas e coligadas. Criada em 2000, essa holding tem no portfólio 11 concessões, incluindo oito de rodovias, a do Aeroporto de Guarulhos (SP) e duas na área de mobilidade urbana (Metrô Rio e VLT Carioca, responsável pela primeira concessão de um Veículo Leve sobre Trilhos no Brasil). Desde 2009, a Invepar investiu mais de R$ 3 bilhões em novos projetos.

A prioridade hoje é executar os planos de negócios e fazer as empresas operacionais ligadas à holding apresentarem bons resultados, diz o presidente da Invepar, Gustavo Rocha. Ao mesmo tempo, o grupo olha oportunidades em novas licitações de rodovias federais e de aeroportos, além da possibilidade de desenvolver outros projetos de metrôs em grandes cidades brasileiras. Para isso, a empresa considera abrir o capital na BM&F Bovespa no último trimestre de 2013. A iniciativa permitirá ao grupo ter acesso a capital para continuar a crescer de forma "responsável e sustentável", diz ele. 

"Estamos analisando [listar ações] em um nível de governança diferenciado que pode ser Nível 2 ou Novo Mercado, muito provavelmente o Novo Mercado", afirma Rocha. Hoje, a Invepar é listada no mercado de balcão, tem código na bolsa, mas não é negociada. O controle acionário está nas mãos dos fundos de pensão Previ, Funcef e Petros e da OAS, todos com participações semelhantes, na faixa dos 25%. 

Enquanto no Novo Mercado só existe um tipo de ação, as ordinárias (ON), com direito a voto, no Nível 2 as empresas listadas têm direito de manter ações preferenciais (PN). No caso de venda do controle da empresa, é assegurado aos detentores de ações ON e PN o mesmo tratamento concedido ao controlador. A possível listagem da Invepar no Novo Mercado deve levar à diluição dos atuais acionistas. Hoje, a Previ tem 25,6% do capital, a Funcef e a Petros, 25% cada uma, e a OAS, 24,4%. A estrutura de governança do Novo Mercado exige que a companhia listada se comprometa a manter, no mínimo, 25% das ações em circulação ("free float"). É possível, porém, que, dado o tamanho da Invepar, a oferta ao mercado seja feita em fases. "Pode haver um escalonamento", prevê o executivo. 

Nesse cenário, quando o processo estiver concluído, o mercado ficaria em poder de 25% da companhia e os atuais acionistas manteriam participação de 75%. Cada um deles ficaria, portanto, com uma fatia de cerca de 18% na holding. Em conversas com investidores potenciais, em conferências e apresentações, Rocha tem percebido um grande interesse pelo Brasil. "Mas o investidor se tornou seletivo. Então boas histórias [de empresas], consistentes, vão continuar a garantir demanda [dos investidores]." Rocha diz que está claro para os investidores, inclusive do exterior, que o ambicioso programa de concessões de infraestrutura do Brasil não é de um ou dois anos, mas de longo prazo. "Isso gera um ambiente favorável para que possamos acessar o mercado", diz. 

Como holding não operacional, a Invepar controla ou tem controle compartilhado de uma série de empresas que estão de baixo dela e que são responsáveis pelas 11 concessões do grupo. Na área rodoviária, são oito concessões com mais de mil km de estradas pedagiadas. Rocha diz que o grupo analisa o pacote de concessões de nove lotes de rodovias federais, em cinco estados, que serão licitadas pelo governo. A holding poderá participar da licitação em consórcio. A Invepar também tem interesse e está estudando as licitações dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). 

Em 2012, a Invepar venceu, em consórcio com a operadora sul-africana ACSA, o leilão de concessão do Aeroporto Internacional de Guarulhos (São Paulo). O veículo de participação da Invepar na concessionária é a Aeroporto de Guarulhos Participações S.A. (Grupar), na qual a holding tem 90% e a ACSA, 10%. A participação final da Invepar na concessionária que administra Guarulhos é de 45,9%. A ACSA tem 5,1% da concessionária e a Infraero, 49%. 

Em mobilidade urbana, a Invepar ganhou o primeiro projeto para construir e operar um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na área portuária do Rio. A concorrência do VLT Carioca foi vencido por um consórcio de seis empresas, prevê investimentos de mais de R$ 1 bilhão e está previsto para começar a operação no segundo semestre de 2015. No Rio, a Invepar vai ser responsável ainda pela operação e manutenção da Linha 4 do Metrô, que fará a ligação da zona sul da cidade com a Barra da Tijuca, na zona oeste. Neste projeto, ela será responsável pela compra de material rodante (trens) e pelos sistemas operacionais em investimentos totais estimados em R$ 1 bilhão. A previsão de início da operação é primeiro semestre de 2016, a tempo da Olimpíada do Rio. 

No primeiro trimestre do ano, a Invepar registrou lucro líquido de R$ 29,3 milhões, revertendo prejuízo de R$ 9,2 milhões no primeiro trimestre de 2012. Mas, para Rocha, a última linha do balanço não é uma informação relevante neste momento da empresa, pois muitos projetos controlados pela holding ainda estão em fase inicial de arrancada, sem gerar caixa. Para o executivo, o importante é que a estruturação financeira de cada empresa debaixo da holding seja adequada e compatível com a geração do fluxo futuro de caixa da própria empresa. "Em nível de holding, não temos dívida. A dívida está nas empresas", afirma. 

As controladas da Invepar terminaram o primeiro trimestre com uma dívida total de R$ 3,7 bilhões. Deste total, 89% têm vencimento de longo prazo (o tempo médio, diz, é de 11,8 anos). E 12%, ou R$ 442 milhões, vencem no curto prazo (doze meses). Rocha afirmou que uma parte dessa dívida de curto prazo, emitida via debênture, será rolada e outra, amortizada no vencimento. Já a dívida líquida do grupo, ao fim do primeiro trimestre, era de R$ 2,23 bilhões. 

"O importante é ter dívidas nos projetos com perfil de longo prazo, refletindo um project finance [estrutura em que o fluxo de caixa dos projetos garante o financiamento] sem garantias em nível de holding. A garantia fica no nível do ativo e assim não se polui o portfólio com garantias cruzadas", afirma Rocha. Ele afirma que o grupo tem hoje um investimento grande no portfólio. O balanço do primeiro trimestre mostra um saldo (estoque) de investimentos da Invepar de R$ 3,27 bilhões. O executivo afirma que as empresas do grupo têm tido desempenho igual ou melhor do que o imaginado no momento da decisão do investimento. "Estamos construindo uma história consistente, de crescimento".

Fonte: Valor Econômico

Linha 4: Tuneis já tem mais de 4,7 mil metros

24/05/2013 - Linha 4

As obras da Linha 4 do Metrô (Ipanema – Barra) foram iniciadas em junho de 2010 pela Barra da Tijuca e já contam com mais de 4,7 mil metros de túneis escavados entre a Barra da Tijuca e a Gávea.

A Estação Jardim Oceânico está sendo construída no canteiro central da Av. Armando Lombardi, na Barra. As paredes diafragma (paredesde contenção da estação) estão concluídas, e iniciou-se a escavação do corpo da estação. Começou também a construção de um dos acessos à Estação Jardim Oceânico, que ficará na Av. Armando Lombardi, entre a Unimed e a antiga Drogasmil, no sentido Recreio.

Em São Conrado, as escavações da estação estão 100%executadas e foram iniciadas as escavações dos acessos à estação. Na Gávea, concluiu-se a instalação do canteiro no campo de futebol da PUC, de onde está sendo escavado um túnel de serviço que dará acesso ao túnel de via (por onde passarão os trens) sentido estações Gávea e São Conrado. Ao final das obras, o túnel de serviço será utilizado para ventilação e saída de emergência.

 Impermeabilização

Na Praça Antero de Quental, no Leblon, é realizado o serviço de Jet Grouting, técnica de impermeabilização do solo. O mesmo trabalho está em execução no Jardim de Alah, que conta ainda com a instalação de estacas raiz (cortinas de proteção aos prédios do entorno). Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, além do Jet Grouting, os operários trabalham na construção das paredes diafragma (paredes da estação).

Já em parte do terreno do 23º BPM (Leblon), estão sendo instaladas as centrais de concreto que vão atender à demanda dos canteiros de obras das estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah e Antero de Quental.

Foto: Katerine Almeida

Linha 4 do Metrô: pista sentido Zona Sul da Av. Armando Lombardi será desviada para a área central do canteiro a partir de 29/05

27/05/2013 - Linha 4

Para viabilizar a construção dos acessos à Estação Jardim Oceânico, como parte da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema), será feito a partir do dia 29 de maio, quarta-feira, um complemento ao desvio de tráfego iniciado em 26 de abril na Avenida Armando Lombardi, na Barra. Na altura da Rua Fernando de Matos, as faixas de rolamento da pista sentido Zona Sul serão deslocadas da lateral para a área central do canteiro de obras.

Com essa nova intervenção, a Av. Armando Lombardi passa a operar com três faixas de rolamento em direção à Zona Sul e quatro no sentido Recreio. A nova alteração viária tem previsão para durar cinco meses e acontece no trecho entre a imobiliária Crase Sigma (esquina com a R. Fernando Matos) e o restaurante Porcão (número 591). O acesso à Av. Armando Lombardi pela R. Fernando Matos ficará fechado durante essa fase das obras.

Uma alternativa para os motoristas que seguirem do Recreio ou Itanhangá para a Zona Sul é acessar as avenidas Lúcio Costa, Olegário Maciel e Ministro Ivan Lins.

No dia 26 de abril, iniciou-se a primeira fase do desvio, com a redução de cinco para quatro faixas de rolamento no sentido Recreio e o deslocamento delas da lateral para a área central do canteiro. A mudança ocorreu entre os números 400 (Unimed) e 3 (passarela) da via.

Além de sinalização específica, operadores de tráfego trabalham na orientação aos motoristas. A CET-Rio e o Consórcio Construtor Rio Barra, responsável pelas obras, pedem aos condutores que redobrem a atenção na região, já que os dois sentidos terão redução de faixas de rolamento. O limite de velocidade é de 40km/h no trecho de intervenção.

Para viabilizar a construção dos acessos à estação, três imóveis na Armando Lombardi (números 32, 33 e 601) foram desapropriados pelo Governo do Estado. Um pequeno prédio que estava vazio, uma loja e um restaurante foram demolidos para dar lugar às obras.

A Estação Jardim Oceânico terá um acesso de cada lado da Avenida Armando Lombardi: um no sentido Recreio, entre a Unimed e a antiga Drogasmil, e o outro no sentido Zona Sul, próximo à esquina da Rua Fernando de Matos.

A Estação Jardim Oceânico

As obras da Estação Jardim Oceânico começaram em 2010. As paredes diafragma (paredes de contenção da estação) já foram concluídas. Os operários iniciaram as escavações do corpo da estação e a construção dos dois acessos, um para cada lado da avenida, para facilitar o fluxo de passageiros.

Mais de 300 mil pessoas vão usar a Linha 4 do Metrô todos os dias

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes.

Fonte: http://www.metrolinha4.com.br/

terça-feira, 21 de maio de 2013

Visual de estações do metrô muda até 2016


21/05/2013 - O Globo

Objetivo é padronizar placas e facilitar utilização do serviço

FERNANDA PONTES

RIO — Uma reforma visual vai mudar a cara das 35 estações do metrô do Rio para os eventos internacionais que a cidade vai sediar até as Olimpíadas. Sinalização bilíngue, placas padronizadas na cor amarela e mapas fazem parte da mudança, que começou pela Cinelândia este ano e será concluída em 2016. Uma das novidades é o fim da indicação de sentido (Zona Norte e Zona Sul), que será substituída agora pelo destino final da estação, como Ipanema/General Osório e Pavuna.

— O turista não sabe o que fica na Zona Sul e na Zona Norte da cidade. Ele tem os nomes de bairros como referência. É assim que funciona em qualquer metrô do mundo — explica Ricardo Leite, diretor de criação da Crama Design Estratégico, agência contratada para fazer a reforma visual do metrô.

A mudança, que terá investimento de R$ 1 milhão da concessionária MetrôRio, foi considerada necessária após um estudo realizado nas estações, por onde circulam cerca de 650 mil pessoas por dia. O maior problema, segundo Ricardo, está no excesso de informação, e por isso, serão eliminadas 35% das placas nas estações:

— Isso acaba confundindo o passageiro. O menos nesse caso é mais. Padronizamos de forma que o usuário do metrô tenha discernimento entre o que é placa de sinalização e o que é propaganda.
Cores escolhidas: amarelo e cinza

Outra novidade será em relação à cor adotada. A partir de agora, será amarelo, com letras em cinza chumbo, porque garante “um alto grau de contraste e facilidade na leitura”. A fonte escolhida será a Wayfinding, do designer alemão Ralf Herrmann, que é utilizada na sinalização de estradas em dezenas de países do mundo.

A variedade de cores no metrô pode ser vista, por exemplo, em Acari. Na mesma estação, há placas nas cores rosa e cinza. Na Pavuna, há sinalização em verde e amarelo, mas basta percorrer algumas outras estações para encontrar placas laranjas, azuis e vermelhas.

— A cada nova estação construída ou qualquer mudança de governo, mudava-se também a cor, a forma e a tipologia da placa — diz Ricardo.

Um mapa do entorno da estação mais informativo será afixado próximo às bilheterias e plataformas, contendo a distância aproximada das atrações turísticas e culturais daquela área. No mapa da Cinelândia, por exemplo, há agora os Arcos da Lapa.

Os acessos também serão nomeados por letras, o que também facilita a localização dos usuários e ajuda os portadores de deficiência física a encontrar os que possuem elevadores ou plataformas para o seu embarque/desembarque. Todos os produtos disponíveis na bilheteria vão passar por mudanças no sistema de cores e forma de apresentação.

— Quem não mora na cidade, e até mesmo o carioca que não costuma andar de metrô, fica confuso na compra do bilhete, não sabe qual comprar, o que aumenta as filas— afirma Ricardo.
A meta da concessionária é implantar o novo o modelo visual em 12 estações das linhas 1 e 2 do metrô até o fim do ano.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/visual-de-estacoes-do-metro-muda-ate-2016-8449019#ixzz2Tvk7p1cn 

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domingo, 19 de maio de 2013

Estações de metrô do RJ poderão ser patrocinadas por empresas


19/05/2013 - Galileu

A ideia, criada em parceria com a IMX, de Eike Batista, é que empresas possam adotar comercialmente as áreas internas das paradas do metrô para exibir anúncios

A concessionária MetrôRio, que controla o transporte metroviário do Rio de Janeiro, divulgou na última quinta-feira (16/05) um plano de patrocínios para as estações da cidade. A ideia, criada em parceria com a IMX, de Eike Batista, é que empresas possam adotar comercialmente as áreas internas das paradas do metrô para exibir anúncios, criar espaços de convivência e realizar ações culturais com o objetivo de divulgar suas marcas. Pelo contrato, as empresas se comprometerão a oferecer serviços adicionais para os usuários nessas estações.

O comunicado mostra estudos de casos parecidos de outras cidades do mundo, como o tradicional bondinho de Londres, patrocinado pelas linhas aéreas Emirates, e a antiga estação Pattinson, localizada da Filadélfia, que ganhou o nome da companhia de telefonia AT&T Station, em 2010.

De acordo com a MetrôRio, o Ibope realizou uma pesquisa com a população carioca sobre o assunto em 2011 e o retorno foi positivo, com 70% dos entrevistados aprovando o projeto.

A concessionária afirma que a receita recebida pelo patrocínio será revertida para o conforto dos usuários e ambientação das estações. Os investimentos serão definidos, caso a caso, com os parceiros. (www.facebook.com/nf365)

Fonte: Galileu 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sérgio Cabral veta mudança de nomes nas estações do metrô

16/05/2013 - O Globo

Concessionária informou, em nota, que houve um mal entendido

MARCO AURÉLIO LISAN

RIO - O governador Sérgio Cabral determinou que não haverá mudança nos nomes das estações do metrô, como prevê uma proposta da concessionária Metrô Rio, divulgada no site da empresa. O projeto "Estação Patrocinada" busca a parceria de empresas que explorariam espaços publicitários nas estações e é apresentado no site da concessionária com o nome da marca atrelado ao nome de uma estação do metrô. Exemplo: Sua Marca/Cinelândia.

Ao tomar conhecimento da iniciativa, o governador Sérgio Cabral enviou um e-mail ao secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, cobrando explicações e, pouco depois, disse ser contrário à mudança de nomes das estações. Cabral, no entanto, ressaltou que não vê problemas no fato da concessionária buscar parcerias e patrocínios em espaços do metrô.

Por meio de nota, a empresa diz que houve um mal entendido e negou que tenha interesse em mudar os nomes das estações: "O MetrôRio esclarece que o projeto Naming Rights não muda em absoluto o nome das estações e sim permite a adoção comercial de cada uma". Esse tipo de iniciativa, segundo a concessionária, é previsto em contrato e é chamado de receita acessária. Segue a nota: "Destacamos que a receita acessória é revertida para o conforto dos usuários e ambientação das estações, conforme previsto no contrato de concessão".

Ouvido pelo GLOBO, o engenheiro de Transportes, Fernando Mac Dowell, que participou de processos de concessão como da Via-Lagos e da Ponte Rio-Niterói, diz que uma parceria público-privada só tem sentido se tiver objetivo social, ou seja, redução de tarifa para o usuário. A Metrô Rio esclarece, no entanto, que o projeto "Estação Patrocinada" não propõe passagem mais barata para a população. Os benefícios aos usuários, segundo a nota da companhia, seriam nas estações espaços de convivência, internet Wi-fi, ações culturais e exposições.

Uma das empresas parceiras do Metrô Rio é a IMX, do empresário Eike Batista. A concessionária diz que ela é "apenas uma das parceiras responsáveis pela busca de patrocinadores, não detendo a exclusividade deste processo".

Antes de saber da determinação do governador Sérgio Cabral, o deputado Gilberto Palmares (PT) afirmou ser radicalmente contra a proposta da Metrô Rio:

Sou radicalmente contra. É escandalosa. Está virando mania concessionárias desviarem o seu papel principal (de atender bem ao usuário) com propostas de buscarem parcerias e recursos. É um escândalo se o poder concedente (estado) aceitar essa questão.

Procurada pelo GLOBO, a Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) disse que não recebeu, até o momento, nenhum documento ou comunicado formal sobre o projeto Estação Patrocinada da concessionária Metrô Rio. O Conselho Diretor da Agência não se manifesta sobre assuntos regulatórios passiveis de abertura de processo e que possam vir a ser julgados em Sessão Regulatória pública.

Metrô Rio põe à venda nome das estações para ter mais receita


16/05/2013 - O Globo

RIO — A concessionária que administra o metrô está anunciando a venda dos nomes das estações. A medida é apresentada no site da empresa como "o primeiro programa de patrocínio corporativo das autoridades de transporte do Brasil, incluindo direitos de nome, uma estratégia desenvolvida para parceiros exclusivos e bem estabelecidos em toda a amplitude dos ativos e instalações". Ainda segundo o texto, a iniciativa, em parceria com a IMX — empresa de Eike Batista —, tem o objetivo de identificar oportunidades de receita adicionais além das plataformas atuais, com propagandas e lojas.

Pelo projeto, batizado de Estação Patrocinada e que estimula as empresas a transformarem suas marcas em referência para a cidade, estações como Cinelândia, Cantagalo ou Pavuna receberiam um primeiro nome, no caso, das empresas que fecharem negócio com a concessionária Metrô Rio.

Em outro trecho de apresentação do projeto no site, a Metrô Rio diz que está criando negócios em várias dimensões: "Ele gera oportunidades exclusivas, comunicação dinâmica e plataformas de promoção, acesso a ativos e propriedades de classe mundial do MetrôRio e conexões de marca inovadoras".

A concessionária diz, ainda, que o programa oferece para as empresas a oportunidade de mostrar o comprometimento com o Rio e a sociedade carioca. E que procura parcerias em longo prazo.

O engenheiro de Transportes Fernando Mc Dowell, que participou de processos de concessão como da Via-Lagos e da Ponte Rio-Niterói, diz que uma parceria público-privada só tem sentido se tiver objetivo social, e classificou a proposta da Metrô Rio de absurda.

— Nunca ouvi nada parecido em lugar nenhum do mundo. Vão baixar o preço da tarifa? Uma medida absurda como essa só tem sentido se houver redução de custo do serviço para os usuários — disse ele, acrescentando que essa redução de preço teria que ser de no mínimo 30% no valor da passagem.

Procurada pelo GLOBO, a assessoria de imprensa da Metrô Rio desconhecia o projeto. A Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) informou que só se pronunciará nesta quinta-feira sobre o caso, assim como a Secretaria estadual de Transportes.

Folha de SP

Metrô do Rio quer patrocínio em nome de estação de trem

DO RIO - O metrô do Rio anunciou em seu site o Projeto Estação Patrocinada, que prevê que empresas liguem seus nomes aos de estações.

De acordo com as informações do site, apenas seis das 35 estações da cidade estão incluídas no projeto: Carioca, Uruguaiana, Central e Cinelândia, no centro; General Osório, em Ipanema, zona sul; e Maracanã, na zona norte.

O programa foi criado pela empresa IMX, do grupo do empresário Eike Batista.

sábado, 11 de maio de 2013

Trânsito muda neste sábado em Ipanema e Leblon

11/05/2013 - O Globo

Ponte é inaugurada na rua Humberto Campos, sobre o canal Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Alterações fazem parte das obras de implantação da Linha 4 do metrô

Ponte é inaugurada na rua Humberto Campos, sobre o canal Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO — Foi aberta na manhã deste sábado uma ponte metálica provisória para cruzar o Jardim de Alah, de Ipanema para o Leblon. A medida tem como objetivo amenizar os possíveis transtornos causados pela interdição do trecho da Avenida Borges de Medeiros próximo à Avenida Ataulfo de Paiva, para a construção da estação Jardim de Alah, da Linha 4 do metrô. A novidade é uma das mudanças no trânsito de Leblon e Ipanema que entraram em vigor neste sábado.

Também será fechada a ponte que liga a Ataulfo de Paiva à Rua Visconde de Pirajá. Quem for do Leblon para Ipanema terá como opção seguir pela Rua Humberto de Campos, cruzando a nova ponte, em direção à Rua Redentor. Ela será aberta neste sábado. Motoristas devem ficar atentos ainda às inversões de mão em algumas das principais vias no entorno do canal. Alterações que, segundo a prefeitura e o estado, devem durar até meados de 2014.

A nova ponte tem duas faixas, com capacidade para até três mil veículos por hora, segundo a CET-Rio. Já foram feitas intervenções no canteiro central perto da Lagoa Rodrigo de Freitas para que os veículos que vierem da Avenida Epitácio Pessoa, na pista sentido Gávea, possam entrar no trecho da via junto ao Jardim de Alah. Da Lagoa até a Avenida Vieira Souto, a Epitácio passará a operar no sentido praia. Já quem for da orla de Ipanema em direção à Lagoa — que antes seguia pela Epitácio Pessoa — poderá entrar na Avenida Henrique Dumont e seguir direto, já que o trecho da via entre a Rua Visconde de Pirajá e a Lagoa também terá mão invertida: operará rumo à Lagoa Rodrigo de Freitas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/transito-muda-neste-sabado-em-ipanema-leblon-8361249#ixzz2T0UGKv5W 
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terça-feira, 7 de maio de 2013

Zona Sul do Rio volta a ter ruas interditadas para obras da Linha 4 do Metrô

04/05/2013 - Agência Rio

Os bairros do Leblon e de Ipanema - Zona Sul do Rio - receberão no próximo sábado (11), novas interdições ao tráfego para as obras de construção da estação Jardim de Alah da Linha 4 do Metrô (Ipanema – Barra da Tijuca). Para minimizar os impactos no trânsito, a Prefeitura do Rio montou um planejamento operacional que inclui a interdição temporária de um trecho da Avenida Borges de Medeiros, na altura da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon.

Todos os desvios de tráfego foram definidos pela Coordenadoria de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), que coordenará todo o processo. Para evitar grandes transtornos, o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras entre Ipanema e Gávea, construiu uma ponte provisória em estrutura metálica sobre o canal do Jardim de Alah, que ligará Leblon e Ipanema, em substituição à ponte existente na Avenida Ataulfo de Paiva, capaz de receber até 3 mil veículos por hora. O novo esquema de trânsito foi apresentado na manhã desta sexta-feira (03/05), em conjunto com o Governo do Estado. A previsão para a reabertura do tráfego é julho de 2014.

A partir do dia 11, haverá inversão de mão das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, e a Avenida Henrique Dumont passará a operar no sentido Lagoa. A pista interna do Jardim de Alah, na Av. Borges de Medeiros entre a Rua Professor Antônio Maria Teixeira e a Av. Ataulfo de Paiva, será bloqueada. Os pontos de ônibus também sofrerão mudanças.

Entre a Rua Professor Antônio Maria Teixeira e a Lagoa, a Avenida Borges de Medeiros (lateral do Jardim de Alah) passará a operar em mão invertida da praia para a Lagoa. No trecho mais próximo à Avenida Delfim Moreira, não haverá mudanças.

Já na Avenida Epitácio Pessoa (lateral do Jardim de Alah), entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e a praia, a mão também será invertida. Desta forma, os veículos provenientes da Barra da Tijuca ou do Túnel Rebouças, que antes entravam na Avenida Borges de Medeiros, próximo ao Clube Monte Líbano, passarão a acessar o Jardim de Alah pela Avenida Epitácio Pessoa.

Os motoristas que vierem do Leblon e quiserem seguir para Ipanema poderão cruzar a ponte provisória sobre o Jardim de Alah e seguir pela Rua Redentor, que terá a calçada reduzida entre as avenidas Epitácio Pessoa e Henrique Dumont, para ampliar a pista de duas para três faixas de rolamento. Outra opção será dobrar à esquerda na Avenida Epitácio Pessoa para acessar a praia ou a Rua Visconde de Pirajá. Também será possível dobrar à direita na Avenida General San Martín para acessar a Avenida Borges de Medeiros ou seguir para o Leblon.

Como durante as obras não será possível acessar a Avenida Epitácio Pessoa (no Jardim de Alah) pela praia, pois ela estará com a mão invertida, a Avenida Henrique Dumont passará a ter fluxo direto da Avenida Vieira Souto até a Lagoa. Para melhorar a fluidez do tráfego na região, o estacionamento de veículos será proibido em alguns trechos das ruas Aníbal de Mendonça e Garcia D'Avila, entre 6h e 21h.

A prefeitura utilizará na operação um sistema de sinalização específico; um efetivo de 45 operadores de tráfego (entre guardas municipais e agentes da CET-Rio); 15 painéis de mensagens variáveis para informar os motoristas sobre as condições do trânsito; três motocicletas; dois veículos operacionais; e um reboque para atuar caso haja obstrução de garagem. Panfletos informativos serão distribuídos aos pedestres e motoristas a partir da próxima segunda-feira (6/05).

Com as novas interdições e com a construção da ponte metálica, será necessária a mudança em alguns pontos de ônibus na região do Jardim de Alah. Um novo ponto de parada será implantado na Avenida Epitácio Pessoa (sentido orla), entre as ruas Barão de Jaguaripe e Nascimento Silva, para receber as linhas 110, 111, 123, 128, 154, 155, 157, 413, 415, 426, 433, 434, 436, 443, 461, 474 e 2015 (única linha que circulará pela ponte).

Na Avenida Henrique Dumont (sentido Lagoa) também será implantado novo ponto de parada entre as ruas Barão da Torre e redentor, que servirá às linhas 157 e 436. Os pontos terminais das linhas 123, 154 e 155 serão transferidos para a Avenida Borges de Medeiros, na pista junto ao canal do Jardim de Alah, sentido Lagoa. As linhas 157 e 436 passarão a circular por dois trechos da Avenida Henrique Dumont, respectivamente entre a Avenida Vieira Souto e a Rua Prudente de Moraes, e entre esta e a Rua Visconde de Pirajá.

A Linha 4 do Metrô entrará em operação no primeiro semestre de 2016, vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora.

MS