sexta-feira, 29 de março de 2013

Metrô do Rio fica 9,38% mais caro a partir da próxima terça-feira

Metrô do Rio fica 9,25/03/2013 - Infomoney

O morador a cidade do Rio de Janeiro passará a gastar mais para andar de metrô a partir da próxima terça-feira (2).

Isso porque, em sessão regulatória realizada no dia 26 de fevereiro, a Agertransp (Agência Reguladora de Transportes) aprovou o reajuste da tarifa em 9,38%, fazendo com que o bilhete passe dos atuais R$ 3,20 para R$ 3,50 no dia 02 de abril.

De acordo com o Metrô, o índice de reajuste foi determinado pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) acumulado entre janeiro de 2012 e 2013.

Tarifa antiga
Ainda segundo a empresa, a tarifa antiga, de R$ 3,20, será debitada até o dia 03 de abril dos cartões unitários adquiridos até 1º de abril e dos cartões pré-pagos carregados até a mesma data.

sábado, 23 de março de 2013

Tatuzão para escavar Linha 4 do metrô chega ao Rio

19/03/2013 - Correio do Brasil

O Tunnel Boring Machine (TBM), 'Tatuzão', já está no Rio de Janeiro, onde vai ser usado para construção do túnel da Linha 4 (Ipanema – Barra da Tijuca). O equipamento foi transportado por caminhões especiais do Porto do Rio, onde chegou, até a Leopoldina, local que será usado para a pré-montagem da máquina, antes do ser transportada para a obra.

O equipamento tem 115 peças, das quais 25 já estão no local da pré-montagem. As partes estarão juntas até o fim da semana. Só o rolamento, um dos principais componentes do Tatuzão, pesa 153 toneladas e exigiu um esforço diferenciado para seu transporte, um caminhão especial (uma linha de eixos) que percorreu os dois quilômetros entre o porto e a Leopoldina em uma hora.

Até outubro, a máquina começa a construir o túnel subterrâneo do metrô de Ipanema à Gávea sem passar por baixo de prédios e sem a necessidade de abrir buracos na superfície das ruas, minimizando o impacto das obras. Com 2 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro (o equivalente a um prédio de quatro andares), o Tatuzão escava de 15 a 18 metros de túnel por dia, quatro vezes mais rápido que os métodos utilizados anteriormente no Rio de Janeiro.

Inédito no estado, trata-se do maior TBM da América Latina e o maior equipamento já utilizado em obras metroviárias no Brasil. A viagem do 'Tatuzão' – que veio dividido em 12 contêineres e outras 71 peças soltas – começou, em janeiro, em Schawanau, na Alemanha. De lá, seguiu de caminhão até o Porto de Kehl, no Alto Reno, na França. Depois, foi colocado em uma balsa com destino ao Porto da Antuérpia, na Bélgica, onde embarcou no navio Thorco Copenhagem para o Brasil.

A embarcação chegou em águas cariocas em 27 de fevereiro e ficou em alto mar, entre Ipanema e Copacabana, enquanto aguardava autorização para atracar no Porto do Rio. A segunda etapa da montagem do TBM acontecerá em uma caverna no subsolo ao lado da Estação General Osório, de onde o Tatuzão irá iniciar as escavações em direção à Gávea.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Novos trens não aliviam sufoco dos passageiros no metrô

17/03/2013 - O Globo

Sistema de transporte conta com 35 estações e opera no limite Usuários criam estratégias para fugir da superlotação

TAÍS MENDES

Passageiros reclamam de superlotação nos trens. Na foto, a estação de Botafogo cheia - Agência O Globo / Pedro Kirillos

RIO - Quando as portas se abrem, homens, mulheres, idosos e crianças correm, aos trancos, quase uns por cima dos outros, para tentar conseguir um bom lugar. Em pé, claro, porque não há mais onde se sentar quando o metrô chega à Pavuna, estação terminal da Linha 2, onde, teoricamente, os passageiros deveriam embarcar num trem vazio, com toda calma. Mas o sufoco diário que é andar de metrô no horário do rush obriga as pessoas a criarem estratégias para o transporte, que opera no limite, levando diariamente uma média de 650 mil passageiros, como mostra O GLOBO na segunda reportagem da série Imobilidade urbana. Ozeas Leal, de 31 anos, embarca todos os dias, por volta das 6h, em Vicente de Carvalho, e anda seis estações para trás, até a Pavuna, para conseguir lugar no trem:

Acordo uma hora antes, levo mais 40 minutos de viagem, mas chego ao trabalho.

Ele não é o único. Às 6h, a estação de Coelho Neto já está lotada, mas não na plataforma de embarque para o Centro, como seria natural. Quando o trem sentido Pavuna chega, todos embarcam e tratam logo de pegar um lugar. O cenário é o mesmo nas estações Colégio, Acari, Fazenda Botafogo e Engenheiro Rubens Paiva. Quem não consegue mais assento procura se posicionar em algum lugar, pois sabe que, ao chegar à Pavuna, não conseguirá mais se mover.

É a volta dos que não foram brinca Oscar Silva, um senhor que, ao embarcar na Pavuna, já encontra o trem sem assentos disponíveis.

Defeitos constantes em elevadores

A estudante de odontologia Karine Caldas Pinto, de 23 anos, explica a curiosa estratégia.

Não é só pelo conforto de ir sentada. Se não fizer assim, nem consigo entrar no vagão de tão lotado que ele chega diz a jovem, que embarca em Coelho Neto, segue até a Pavuna, três estações depois, para então voltar em direção à Cidade Nova, onde finalmente desembarca.

O jeitinho não serve para quem embarca no ponto final, na Pavuna, mas esses passageiros já desenvolveram suas próprias táticas.

Quando embarco na Pavuna, já fico perto da porta, para saltar em Acari. De lá, volto para a Pavuna num trem mais vazio. Também não consigo sentar, mas, pelo menos, fico perto de algum ferro para me segurar, ou encostada na parede, que é mais seguro conta Valéria Lima, moradora da Pavuna que trabalha no Centro.

O sufoco dentro dos vagões não é o único problema enfrentado pelos passageiros do metrô. Os usuários também reclamam das frequentes paralisações no sistema, o que aumenta o intervalo entre os trens e lota as plataformas de embarque. No dia 28 de janeiro, centenas de passageiros ficaram presos, por mais de uma hora, dentro dos vagões, devido a uma pane. Depois de liberados, alguns tiveram de caminhar sobre os trilhos, pelos túneis escuros, até a plataforma mais próxima. Oito estações da Zona Sul ficaram fechadas em pleno rush da manhã.

Outros pontos nevrálgicos são o ar-condicionado dos trens especialmente dos antigos, já que os novos têm um sistema mais potente , e equipamentos como escadas rolantes e elevadores, que dão defeito constantemente, dificultando o acesso de idosos e pessoas com deficiência. Marina Vieira Alves, de 40 anos, mãe de Vitória, de 14, cadeirante, não poupa críticas:

Os elevadores vivem quebrados. Há pouco tempo, o da Estação Flamengo não estava funcionando. Tive que subir com a cadeira pela escada rolante, sem a ajuda de funcionários. Não fossem os passageiros, a cadeira teria tombado.

Na última quarta-feira, Marina só conseguiu entrar com a filha num trem superlotado em direção ao Centro, em pleno horário do rush, graças à boa vontade dos passageiros:

É sempre um sufoco para entrar. E nunca tem ninguém do metrô para ajudar.

Inaugurado em 5 de março de 1979, o metrô do Rio não conseguiu nunca ir muito longe. Depois de 34 anos, conta com apenas duas linhas, 40,2 quilômetros de trilhos e 35 estações, das quais 34 estão em funcionamento, já que General Osório, em Ipanema, está fechada para as obras da Linha 4, que ligará a Zona Sul à Barra.

A frota atual é de 42 trens, sendo dois reservas. Desse total, 15 são modelos novos, comprados na China; outros quatro estão em fase de teste.

Até o ano passado, o sistema operava com uma grade de 32 trens, de seis e cinco carros. Hoje, devido à interdição da Estação General Osório, operamos com 42 trens de seis carros, um aumento de 30% de oferta, e não tivemos aumento de passageiros no ano passado. A média de usuários é de 650 mil em dias úteis, a mesma de agosto do ano passado afirma Joubert Flores, diretor de engenharia da Metrô Rio, concessionária que, em abril de 1998, assumiu o serviço, até então administrado pelo estado.

É cheio, mas está na média, diz executivo

Flores, que afirma conhecer a realidade do sistema metroviário na hora do rush, garante que ainda cabem mais passageiros nos trens:

A capacidade do trem é de seis passageiros por metro quadrado, e operamos em torno de cinco. É cheio, mas está dentro da média, que é a mesma utilizada em outros metrôs do mundo. Não é para ser sufoco, mas não é para ser vazio.

No vaivém diário, o metrô está sempre correndo atrás do prejuízo. Em 21 de dezembro de 2009, quase 40 anos depois de iniciadas as obras do trecho inicial entre Tijuca e Ipanema, os trens finalmente chegaram à Praça General Osório, estação que está sendo quebrada agora para permitir a ampliação não prevista do sistema. Na época, o metrô transportava 550 mil pessoas por dia, no limite de sua capacidade.

Por mais de três décadas, o metrô circulou com o mesmo número de trens. Até que veio a promessa de compra de novos vagões. O primeiro desembarcou no Porto do Rio em abril de 2012, com um atraso de um ano e meio. Os outros foram chegando aos poucos. De acordo com a concessionária, até o dia 28 deste mês todos os 19 trens que custaram à empresa R$ 320 milhões estarão em condições de operar. A frota só não circulará com a capacidade total devido às obras na Praça General Osório.

O dia em que todos os trens estiverem na grade, conseguiremos ter um intervalo próximo de quatro minutos, reduzindo a lotação. O intervalo hoje já é bem menor. No ano passado, era de seis minutos e, atualmente, está em 4,35 minutos nos horários de pico afirma o diretor da concessionária.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Estação Gávea será em dois níveis

12/03/2013 - Portal Metrô Linha 4

A construção da estação Gávea já começou. Nesta primeira fase, foi instalado o canteiro de obras no campo de futebol da PUC. Em seguida, começam as escavações dos túneis.

A estação será em dois níveis. No nível superior, o túnel será escavado pelo 'Tatuzão' no sentido Gávea – Leblon. O bitúnel sentido São Conrado – Gávea será escavado no nível inferior pelo método utilizado na Barra e São Conrado. As escavações da estação estão previstas para começar no segundo semestre.

PUC

Em torno de 300 vagas do estacionamento da universidade serão transferidas para uma área próxima. Já o prédio do Instituto Gênesis ficará em um novo edifício no mesmo terreno. Durante todo o período de obras os acessos à PUC e as vagas de estacionamento que não foram realocadas serão preservados.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Alerj vota projeto de empréstimo para obras da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro

12/03/2013 - Correio do Brasil

A Assembleia Legislativa do Rio votou nesta terça-feira o projeto de lei 1.991/13, que autoriza o Poder Executivo a contratar empréstimo para as obras do metrô

A Assembleia Legislativa do Rio votou nesta terça-feira, em discussão única, o projeto de lei 1.991/13, que autoriza o Poder Executivo, autor da proposta, a contratar empréstimo de R$ 3,03 bilhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos serão utilizados na cobertura de despesas referentes à implantação da Linha 4, da Estação Jardim Oceânico à Estação General Osório, e à expansão da Estação General Osório, onde será a integração das linhas 1 e 4.

- O objetivo desse projeto é proporcionar a estes bairros da cidade um sistema de transporte público de qualidade e alta capacidade para, com isto, disciplinar o tráfego urbano na região cuja saturação vem a ser cada vez mais insustentável – diz o governador Sérgio Cabral na justificativa ao texto, fazendo menção aos bairros por onde a linha passará (Ipanema, Leblon, Gávea, São Conrado e Barra da Tijuca). O projeto já recebeu 13 emendas, que também serão analisadas e poderão alterá-lo.

sábado, 9 de março de 2013

São Gonçalo fará campanha por metrô e pode ganhar também BRT

21/01/2013 - O São Gonçalo Online

A implantação em São Gonçalo do BRT (sistema de ônibus de alta capacidade que prevê um serviço rápido, confortável, eficiente e de qualidade), pode ficar mais próxima. Na sexta-feira, o secretário municipal de Transportes, Daelson de Oliveira Viana, fará uma visita ao BRT da Barra da Tijuca à convite do secretário de Estado de Transporte, Júlio Lopes, que já tem um projeto pronto especificamente para a cidade.

O anúncio foi feito, ontem, por Daelson de Oliveira, durante reunião do Rotary Clube de São Gonçalo, no Abrigo Cristo Redentor, no bairro Estrela do Norte, em São Gonçalo. Oliveira foi convidado a falar sobre a implantação da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a Itaboraí, passando por São Gonçalo e, aproveitando, que falava sobre transporte de massa, falou sobre o encontro com Júlio Lopes.

"O projeto já existe para as rodovias RJ-104 e RJ-106, mas ainda não temos nenhuma data, nem números", disse o secretário.
Durante a reunião, Aldenir Correia, diretor do Rotary Clube SG anunciou que a campanha desencadeada para a implantação da Linha 3 do metrô será colocada na rua.

"Elaboramos um documento que é um resumo dos principais pontos discutidos sobre o assunto e vamos conclamar a população. A Linha 3 já é indispensável, não tem como não ser realizada", disse.

Oliveira disse que vai apoiar o movimento do Rotary, inclusive colocando o adesivo da campanha em seu carro. "A campanha é oportuna em razão da grande necessidade do transporte na nossa cidade. Uma campanha dessa só faz acelerar a implantação", afirmou.

Informações: O São Gonçalo Online

Estação Cantagalo do Metrô reabre com apenas um trem

09/03/2013 - O Globo

Local havia sido fechado para obras da Linha 4. Intervalo entre viagens é de até 9 minutos

ERICA MAGNI

Trem na estação Cantagalo do do Metrô, que foi reaberta neste sábado Márcio Alves / O Globo

RIO - O Metrô Rio antecipou em dois dias a reabertura da estação Cantagalo, em Copacabana, que estava fechada há 15 dias, para obras de expansão do metrô até a Barra. A estação abriu às 5h deste sábado, com uma composição fazendo serviço provisório entre as estações Siqueira Campos e Cantagalo. Apenas em dezembro, com a reabertura da estação Ipanema, o sistema voltará a funcionar normalmente.

O Metrô Rio pretende adaptar o trajeto ao longo desta experiência para tornar a viagem cada vez mais curta disse o diretor de engenharia do Metrô Rio, Joubert Flores.

O trem à disposição na estação Cantagalo tem capacidade para 1.800 passageiros e circula com intervalo que varia entre 5 e e 9 minutos. Os passageiros que embarcarem na Cantagalo precisarão sair na estação Siqueira Campos para continuar o percurso.

A princípio, a estação Cantagalo, fechada no dia 23 de fevereiro, voltaria a funcionar apenas na segunda-feira. Com a reabertura, a linha de ônibus Metrô na Superfície, que saiá da Praça General Osório em direção à Gávea, e a linha de ônibus 525 (Barra Expresso) vão partir da Siqueira Campos. Os pontos de parada das linhas não serão alterados.

General Osório fechada por dez meses

A estação General Osório deve ficar fechada por cerca de dez meses. Cerca de 30 mil passageiros passavam pelo local diariamente. Por causa da transferência dos ônibus que paravam em Ipanema para a Siqueira Campos, a ciclovia da Rua Figueiredo de Magalhães entre as ruas Toneleiro e Capelão Álvares da Silva, passou do lado direito para o lado esquerdo da via.

As primeiras mudanças na Zona Sul para a construção da Linha 4 do Metrô ocorreram no trânsito da região. As interdições no tráfego tiveram início no ano passado e foram divididas em três fases. A primeira começou no dia 17 de novembro, quando houve mudanças no trânsito para construção das estações Antero de Quental e Jardim de Alah.

A segunda fase começou no dia 24 de novembro, com fechamento de todas as faixas da Avenida Ataulfo de Paiva, nos trechos entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros. Já a terceira fase prevista para começar em março, em data ainda não definida, prevê a interdição de mais um trecho na Avenida Borges de Medeiros. No entanto, uma ponte metálica será construída sobre o Jardim de Alah para ligar a Rua Humberto de Campos à Epitácio Pessoa.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Antecipada a reabertura da Estação Cantagalo

07/03/2013 - Agência Rio

A Estação Cantagalo, fechada para a expansão do metrô na zona sul do Rio, reabre ao público neste sábado (9), às 5h, dois dias antes do previsto. A partir de sábado, um trem realizará o serviço provisório entre as Estações Siqueira Campos e Cantagalo, em Copacabana.

Devido à restrição operacional, que permite apenas uma composição operando esse serviço naquela área, o intervalo máximo entre viagens será de nove minutos. Haverá necessidade de troca de plataforma.

Com a reabertura, os ônibus do Metrô Na Superfície não farão mais paradas na Estação Cantagalo. Para melhorar o serviço, o Metrô Na Superfície que será oferecido na estação Siqueira Campos passará a operar com duas linhas, uma seguirá direto para Ipanema e outra para a Gávea.