quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Começa obra da Linha 4 do metrô na Gávea

25/01/2013 - O Globo

Canteiro já começou a ser instalado dentro da PUC-Rio Já a previsão para o início da construção da Estação Gávea é para o segundo semestre deste ano

Local onde vai trabalhar o tatuzão, que vai cavar o túnel em direção à Gávea Fabio Rossi de 30/11/2012 / O Globo

RIO - As obras da Linha 4 do metrô (Ipanema-Barra da Tijuca), na Gávea, já tiveram início. De acordo com informações do governo estadual, o canteiro começou a ser instalado no campo de futebol da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de onde serão escavados túneis do metrô. Já a previsão para o início da construção da Estação Gávea, que terá dois níveis e ficará sob um terreno do Governo do Estado onde funciona parte do estacionamento da PUC, é para o segundo semestre deste ano. As intervenções estão previstas para terminar em dezembro de 2015.

A nova estação terá dois acessos: um em frente à PUC, na Rua Padre Leonel Franca, e outro na Rua Marquês de São Vicente. Durante todo o período de obra, os acessos à PUC e ao estacionamento da universidade serão preservados. Não haverá fechamento de ruas na Gávea.

A instalação do canteiro de obras no campo de futebol da PUC será concluída em abril, quando vão começar as escavações do túnel de serviço, que faz parte do sistema de ventilação e também funcionará como saída de emergência. O túnel será conectado aos túneis de via, por onde passarão os trens. Para viabilizar as intervenções dos túneis na Gávea, foi necessário desocupar terrenos do estado no final da Travessa Madre Jacinta, por onde irão circular caminhões com material da obra. No local, havia cinco casas e uma oficina mecânica. As famílias foram indenizadas e realocadas.

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro - que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema - deve ser concluída em 2016. Serão seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação no segundo semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Os Jogos Olímpicos terão início no dia 5 de agosto de 2016.

Gasto alto com obras

Em dezembro, governo divulgou a conta final do projeto para a construção dos cerca de 16 quilômetros da Linha 4 do metrô (Zona Sul-Barra), que ficou em R$ 8,5 bilhões, 70% a mais do que os R$ 5 bilhões estimados inicialmente. O valor, que supera o que a prefeitura está investindo na construção de quatro BRTs (cerca de R$ 6 bilhões), foi divulgado após mais de dois anos de estudos e análises de alternativas de trajetos e emprego de materiais. Do total, R$ 7,5 bilhões virão do tesouro estadual, da União e de financiamentos, e R$ 1 bilhão será bancado pelo consórcio Rio Barra, por meio da compra de material rodante, equipamentos de segurança e sinalização.

Representantes do estado e do consórcio Rio Barra explicam que a elevação dos gastos ocorre porque o orçamento inicial utilizou como base um projeto conceitual. Outros fatores que impactaram o valor seriam a correção monetária e a escolha de soluções técnicas para tornar o sistema mais eficaz. Além disso, foi preciso providenciar a infraestrutura para uma futura expansão da Gávea rumo ao Centro, sem necessidade de parar na estação.

No planejamento das obras, 2013 será um ano estratégico para a ligação Zona Sul-Barra. Em junho do ano que vem, vence o prazo do consórcio para escolher a empresa que fabricará os 15 trens que vão operar o serviço na Linha 4. O consórcio Rio Barra, que fará a contratação, informou que está concluindo o detalhamento de especificações técnicas dos equipamentos. Ainda de acordo com o consórcio, a nova frota pode ser de um modelo diferente da que é empregada na Linha 1. Mas será compatível, para circular por toda a linha. Assim, o usuário poderá entrar no Jardim Oceânico e saltar na estação da Rua Uruguai, prevista para ser inaugurada no fim de 2013.

Após críticas, estado muda projeto do metrô em Ipanema

25/01/2013 - O Globo

As entradas foram mantidas fora dos limites das grades da Praça Nossa Senhora da Paz, para alterar circulação de usuários Apesar da mudança, polêmica continua

Isabela Bastos

Outro rumo. O novo projeto do estado para a estação de metrô na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema: os acessos ficarão mais afastados dos portões principais. Além disso, o lago e uma figueira antiga serão preservados Divulgação

RIO Cercado de polêmica, o projeto de construção da estação de metrô da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, sofreu modificações que, na versão final, vão alterar a circulação de usuários no bairro. As entradas foram mantidas fora dos limites das grades. Mas os dois acessos, que inicialmente ficariam ao lado dos portões das ruas Barão da Torre e Visconde de Pirajá, foram deslocados. Com as mudanças, eles ficarão nas esquinas da Visconde de Pirajá com as ruas Maria Quitéria e Joana Angélica. As alterações também melhoraram o destino da árvore mais antiga da praça: uma figueira de 12 metros de altura e quase um século de idade, que estava condenada pelas obras pois não poderia ser replantada não será mais removida.

A necessidade de retirar outras árvores da praça, porém, continua. Mas, em lugar de 113 espécimes do projeto original, agora serão removidas 77, que serão replantadas no mesmo local após as obras. O pequeno lago da praça também será poupado.

Apesar da mudança, polêmica continua

As alterações no projeto, no entanto, não foram suficientes para acabar com a polêmica no bairro. A presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro, que já era favorável à versão anterior do projeto, elogiou as mudanças. Mas a coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, voltou a defender ontem que as estações sejam retiradas de vez dos limites da Praça Nossa Senhora da Paz.

A nova proposta é melhor, porque as entradas ficarão mais afastadas dos portões da praça. Isso ajudará na organização da circulação de pedestres no entorno. A chegada dos usuários do metrô será mais dispersa, facilitando o deslocamento daqueles que querem aproveitar a Praça Nossa Senhora da Paz como área de lazer disse Maria Amélia.

Ela acrescentou, no entanto, que a entidade continuará a brigar para que, no futuro, o governo do estado invista na ampliação de outras ligações de metrô entre Barra e Zona Sul. No projeto da Linha 4 (Jardim Oceânico-General Osório), a estação Gávea foi projetada em dois níveis, para permitir a implantação de linhas independentes em direção ao Centro, passando por Jardim Botânico e Humaitá. Mas ainda não há data para saírem do papel.

Ignez Barreto, por sua vez, reclama que a principal demanda da entidade não foi atendida: transferir os acessos para o outro lado da Rua Visconde de Pirajá.

A expectativa é que 47 mil pessoas usem a estação diariamente. Mesmo com as mudanças, os acessos do metrô ficarão próximos a duas entradas secundárias da praça. Ou seja, muita gente continuará a usar a praça apenas de passagem, interferindo na qualidade da Nossa Senhora da Paz como área de lazer disse Ignez.

A coordenadora do Projeto Segurança de Ipanema lembrou ainda que um grupo de moradores entrou na Justiça contra o método adotado pelo estado para construir a estação. Eles são contra também a remoção de árvores, mesmo que de forma provisória. No fim do ano passado, chegaram a conseguir uma liminar para paralisar as obras, mas o governo do estado recorreu à presidência do Tribunal de Justiça (TJ). O estado afirmou ontem que a liminar foi parcialmente revogada e que o TJ autorizou as obras, desde que elas não impeçam uma perícia judicial na área.

O subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira, explicou que a concepção inicial da entrada das estações tomava como base uma proposta conceitual. Ao detalhar os projetos, o Consórcio Rio-Barra reorganizou as áreas técnicas da estação. Isso permitiu reduzir em 860 metros quadrados (15% do total) a área a ser escavada na praça.

Rodrigo disse que o prazo para a conclusão das seis novas estações do metrô (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Praça Nossa Senhora da Paz e Jardim de Alah) está mantido para dezembro de 2015. Nos primeiros meses de 2016, os trens começam a operar em fase experimental. O compromisso de iniciar a operação comercial em meados do mesmo ano, antes dos Jogos Olímpicos (que serão em agosto), não foi alterado.

No caso da estação da Gávea, o projeto entra numa nova fase a partir de segunda-feira. Técnicos do consórcio começam a vistoriar os imóveis no entorno da futura estação. Entre os prédios que serão inspecionados, está o conjunto Marquês de São Vicente (Minhocão).

Os primeiros a serem visitados são os da Travessa Madre Jacinta. A expectativa é que as escavações não causem danos ao entorno, mas as inspeções permitirão comparar as condições dos móveis antes e depois das obras do metrô.

As intervenções no bairro terão dois canteiros. O primeiro, para abrir uma nova frente de escavações dos túneis que ligarão a Zona Sul ao Jardim Oceânico, fica no campo de futebol da PUC e já começou a ser instalado. O segundo, para construção da estação no estacionamento da PUC, só será implantado no segundo semestre deste ano. Antes disso, o consórcio construirá uma nova sede para a incubadora de empresas da PUC, já que as instalações atuais terão que ser demolidas por causa das obras.

Governo de SP abre licitação para obras da linha 6-laranja do metrô

30/01/2013 - Folha de São Paulo

O governo paulista lançou na manhã desta quarta-feira o edital de licitação para as obras da linha 6-laranja do metrô, que ligará Brasilândia (zona norte) a São Joaquim (região central).

A partir de agora, as empresas interessadas têm até 90 dias para apresentar as propostas. Empresas internacionais também poderão concorrer.

Ganhará a concorrência a empresa ou consórcio que apresentar a proposta de menor custo. O investimento estimado é de R$ 7,8 bilhões --dos quais metade sairá dos cofres do Estado.

O valor previsto pelo governo para as indenizações por desapropriações é de R$ 700 milhões.

O edital prevê que a empresa vencedora será responsável pelas desapropriações, construção, implantação e manutenção, e terá concessão por 19 anos para operar o trecho.

A nova linha terá 15,9 km de extensão e 15 estações, que terão integração com as linhas 1-azul (São Joaquim), 4-amarela (Higienópolis-Mackenzie) e 7-rubi e 8-diamante da CPTM (Água Branca).

O ramal ficou conhecido como "linha das universidades" por cruzar instituições de ensino como PUC, Faap, Mackenzie e FMU.

O prazo previsto no edital é que as obras sejam concluídas em até seis anos, mas o governador diz que elas podem ficar prontas em menos tempo.

"Achamos que poderá ser feito em quatro anos, e à medida que as estações forem ficando prontas, já vão entrando em operação", disse Alckmin.

A estimativa é que 633,6 mil passageiros por dia usem a nova linha.

A linha 6-laranja foi alvo de polêmica em 2011, quando parte dos moradores de Higienópolis protestarem contra a construção de uma estação no bairro. (PATRÍCIA BRITTO)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nova etapa das obras do Metrô do Rio é iniciada

25/01/2013 - G1 Rio

O Metrô iniciou nesta sexta-feira (25) mais uma etapa das obras da Linha 4 (Ipanema - Barra da Tijuca) na Zona Sul do Rio. Um canteiro de obras começou a ser instalado no campo de futebol da Pontifícia Universidade Católica (PUC),na Gávea, de onde serão escavados túneis do metrô. Já a Estação Gávea - que será em dois níveis e ficará sob um terreno do governo do estado onde funciona parte do estacionamento da PUC - começará a ser construída no segundo semestre de 2013, conforme informou a assessoria de imprensa da Linha 4 do Metrô.
A estação terá dois acessos: um em frente à PUC, na Rua Padre Leonel Franca, e outro na Rua Marquês de São Vicente. Durante todo o período de obra, os acessos à PUC e ao estacionamento da universidade serão preservados. Não haverá fechamento de ruas na Gávea.

Para viabilizar as intervenções dos túneis na Gávea, foi necessário desocupar terrenos do estado no final da Travessa Madre Jacinta, por onde irão circular caminhões com material da obra. No local, havia cinco casas e uma oficina mecânica. De acordo com a assessoria, as famílias foram indenizadas e realocadas.

A instalação do canteiro de obras no campo de futebol da PUC começou em janeiro e será concluída em abril, quando vão começar as escavações do túnel de serviço, que faz parte do sistema de ventilação e também funcionará como saída de emergência. Esse túnel será conectado aos túneis de via, por onde passarão os trens. As intervenções estão previstas para terminar em dezembro de 2015.

Linha 4 do Metrô vai transportar mais de 300 mil passageiros por dia a partir de 2016

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro - que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema - vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas, segundo as estimativas da empresa. A previsão é de que cerca de 2 mil veículos por hora/pico sejam retirados das ruas. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Serão seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação no segundo semestre de 2016, após passar por uma fase de testes.

Com a nova linha, o passageiro poderá seguir, sem baldeação, do Jardim Oceânico, na Barra, à Estação Uruguai, na Tijuca. O trajeto Barra-Ipanema será feito em 15 minutos e o Barra-Tijuca em 50 minutos.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Após críticas, estado muda projeto do metrô em Ipanema

26/01/2013 - O Globo

As entradas foram mantidas fora dos limites das grades da Praça Nossa Senhora da Paz, para alterar circulação de usuários Apesar da mudança, polêmica continua

25/01/2013 - 23h00 | Isabela Bastos

Outro rumo. O novo projeto do estado para a estação de metrô na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema: os acessos ficarão mais afastados dos portões principais. Além disso, o lago e uma figueira antiga serão preservados Divulgação
RIO Cercado de polêmica, o projeto de construção da estação de metrô da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, sofreu modificações que, na versão final, vão alterar a circulação de usuários no bairro. As entradas foram mantidas fora dos limites das grades. Mas os dois acessos, que inicialmente ficariam ao lado dos portões das ruas Barão da Torre e Visconde de Pirajá, foram deslocados. Com as mudanças, eles ficarão nas esquinas da Visconde de Pirajá com as ruas Maria Quitéria e Joana Angélica. As alterações também melhoraram o destino da árvore mais antiga da praça: uma figueira de 12 metros de altura e quase um século de idade, que estava condenada pelas obras pois não poderia ser replantada não será mais removida.

A necessidade de retirar outras árvores da praça, porém, continua. Mas, em lugar de 113 espécimes do projeto original, agora serão removidas 77, que serão replantadas no mesmo local após as obras. O pequeno lago da praça também será poupado.

Apesar da mudança, polêmica continua

As alterações no projeto, no entanto, não foram suficientes para acabar com a polêmica no bairro. A presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro, que já era favorável à versão anterior do projeto, elogiou as mudanças. Mas a coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, voltou a defender ontem que as estações sejam retiradas de vez dos limites da Praça Nossa Senhora da Paz.

A nova proposta é melhor, porque as entradas ficarão mais afastadas dos portões da praça. Isso ajudará na organização da circulação de pedestres no entorno. A chegada dos usuários do metrô será mais dispersa, facilitando o deslocamento daqueles que querem aproveitar a Praça Nossa Senhora da Paz como área de lazer disse Maria Amélia.

Ela acrescentou, no entanto, que a entidade continuará a brigar para que, no futuro, o governo do estado invista na ampliação de outras ligações de metrô entre Barra e Zona Sul. No projeto da Linha 4 (Jardim Oceânico-General Osório), a estação Gávea foi projetada em dois níveis, para permitir a implantação de linhas independentes em direção ao Centro, passando por Jardim Botânico e Humaitá. Mas ainda não há data para saírem do papel.

Ignez Barreto, por sua vez, reclama que a principal demanda da entidade não foi atendida: transferir os acessos para o outro lado da Rua Visconde de Pirajá.

A expectativa é que 47 mil pessoas usem a estação diariamente. Mesmo com as mudanças, os acessos do metrô ficarão próximos a duas entradas secundárias da praça. Ou seja, muita gente continuará a usar a praça apenas de passagem, interferindo na qualidade da Nossa Senhora da Paz como área de lazer disse Ignez.

A coordenadora do Projeto Segurança de Ipanema lembrou ainda que um grupo de moradores entrou na Justiça contra o método adotado pelo estado para construir a estação. Eles são contra também a remoção de árvores, mesmo que de forma provisória. No fim do ano passado, chegaram a conseguir uma liminar para paralisar as obras, mas o governo do estado recorreu à presidência do Tribunal de Justiça (TJ). O estado afirmou ontem que a liminar foi parcialmente revogada e que o TJ autorizou as obras, desde que elas não impeçam uma perícia judicial na área.

O subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira, explicou que a concepção inicial da entrada das estações tomava como base uma proposta conceitual. Ao detalhar os projetos, o Consórcio Rio-Barra reorganizou as áreas técnicas da estação. Isso permitiu reduzir em 860 metros quadrados (15% do total) a área a ser escavada na praça.

Rodrigo disse que o prazo para a conclusão das seis novas estações do metrô (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Praça Nossa Senhora da Paz e Jardim de Alah) está mantido para dezembro de 2015. Nos primeiros meses de 2016, os trens começam a operar em fase experimental. O compromisso de iniciar a operação comercial em meados do mesmo ano, antes dos Jogos Olímpicos (que serão em agosto), não foi alterado.

No caso da estação da Gávea, o projeto entra numa nova fase a partir de segunda-feira. Técnicos do consórcio começam a vistoriar os imóveis no entorno da futura estação. Entre os prédios que serão inspecionados, está o conjunto Marquês de São Vicente (Minhocão).

Os primeiros a serem visitados são os da Travessa Madre Jacinta. A expectativa é que as escavações não causem danos ao entorno, mas as inspeções permitirão comparar as condições dos móveis antes e depois das obras do metrô.

As intervenções no bairro terão dois canteiros. O primeiro, para abrir uma nova frente de escavações dos túneis que ligarão a Zona Sul ao Jardim Oceânico, fica no campo de futebol da PUC e já começou a ser instalado. O segundo, para construção da estação no estacionamento da PUC, só será implantado no segundo semestre deste ano. Antes disso, o consórcio construirá uma nova sede para a incubadora de empresas da PUC, já que as instalações atuais terão que ser demolidas por causa das obras.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Praça da Bandeira - -1979

Rio de Janeiro 08/06/1979 Construção do metrô. Praça da Bandeira. Foto Luiz Pinto / Agência O Globo. Neg: 79-8773

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mantega pede e tarifa de metrô sobe só a partir de abril

19/01/2013 - O Estado de São Paulo

Na quarta-feira, o governador de São Paulo já havia dito que o Estado faria todo o possível para segurar os reajustes do metrô

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse quinta-feira que as tarifas de trem e de metrô podem aumentar após o primeiro trimestre. Dessa forma, ele aten deria ao pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de adiar os reajustes tarifá rios para não pressionar a inflação. Alckmin também garantiu que o pedido do minis tro se restringiu apenas à área de transportes.

"(O pedido) foi exclusivamen te na área de mobilidade urbana", disse o governador, após participar da sanção da lei que transforma o Departamento Es tadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP) em autarquia. Alckmin garantiu também que o governo estadual não avalia nesse momento um reajuste da tarifa na conta de água. "Nós não pre tendemos fazer nenhum reajus te da Sabesp neste momento."

De acordo com o governador, o ministro não ofereceu nenhuma compensação em troca da colaboração do Estado.

"Não tem nenhuma troca. Foi apenas uma conversa com o ministro da Fazenda, que exteriorizou sua preocupação com o pico inflacionário no começo do ano e que se fosse (feito o aumento) após o primeiro tri mestre ajudaria a diluir e evitar o pico inflacionário. Não tem nada em troca e nós também nem decidimos ainda", refor çou o governador. Segundo ele, o governo estadual analisa "com boa vontade" o pedido de Mantega. "Nós vamos verificar isso com boa vontade", disse.

Na quarta-feira, o governador de São Paulo já havia dito que o Estado faria "todo o possível" para segurar os reajustes do metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

Prefeituras. O pedido do ministro da Fazenda se estendeu para os prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). Nas duas cidades, o governo federal pediu para que os reajustes do transporte público também fosse adiado.

A prefeitura de São Paulo informou que o reajuste da passagem de ônibus deve acontecer a par tir de 1° de junho. No Rio, ainda não há uma definida para a alta no preço das passagens. Rio e São Paulo têm maior peso no ín dice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial do País - no ano passado, o IPCA acumulou alta de 5,84%.

O governo quer evitar que o reajuste do transporte público, combinado com o aumento da gasolina, pressione demais o IPCA. O Estado revelou esta semana que a gasolina deverá ter um aumento de 7%. Será o primeiro reajuste em 10 anos. Para tentar atenuar o aumento, o go verno já anunciou que o porcentual de etanol na gasolina passa rá de 20% para 25%, no final da safra da cana-de-açúcar, possivelmente no mês de abril. O óleo diesel também vai subir, mas em nível um pouco menor do que a gasolina - entre 4% e 5%.

Combinado com o aumento previsto dos combustíveis e com as altas tradicionais de início de ano, como mensalidade escola res, o governo teme que o índice de inflação suba para próximo de 1% e alimente as expectativas inflacionárias para o ano.

Fonte: Daiene Cardoso - O Estado de S. Paulo

domingo, 20 de janeiro de 2013

Em fase de adaptação

27/12/2012 - O Globo

Obras do metrô no Leblon completam um mês com saldo positivo e necessidade de ajustes

Desde que foi anunciada pela primeira vez, em maio deste ano, a interdição de trechos da Avenida Ataulfo de Paiva e de outras vias do Leblon para as obras do metrô causou pavor entre os moradores e frequentadores do bairro. Mas, há 32 dias do fechamento da avenida, o impacto no trânsito aparenta ter sido menos agressivo que o esperado. Carlos Osório, secretário municipal de Transportes, diz que o saldo é positivo.
- O resultado é decorrente do planejamento viário eficiente, da boa operação de trânsito e, principalmente, da compreensão e colaboração dos moradores - analisa Osório em entrevista exclusiva ao GLOBO-Zona Sul.
Para o secretário, a Avenida Delfim Moreira conseguiu absorver o tráfego da Ataulfo de Paiva sem comprometer a fluidez do trânsito. Segundo ele, os quatro acessos para a orla foram suficientes, e outras alterações, por enquanto, são desnecessárias.
- Nas nossas contagens não verificamos a necessidade de mais pontos de acesso para a praia. O giro construído na Visconde de Albuquerque está com nível de carregamento adequado, não deixa o cruzamento da praia fechar e dá a fluidez necessária. Temos que lembrar que o trânsito neste período do ano aumenta até 20%, e, mesmo com este fluxo maior, a capacidade está acomodada - pontua.
O secretário também explicou algumas dúvidas que pairam sobre as obras. O fechamento do trecho da Ataulfo de Paiva entre as ruas General Artigas e General Venâncio Flores explica, foi uma decisão logística. Segundo ele, a mudança foi realizada para forçar a utilização da Rua Humberto de Campos como alternativa para quem deseja seguir para a Lagoa, desafogando o trânsito da Delfim Moreira.
- Este fechamento não estava no planejamento original, mas todo o fluxo de veículos chegava na Venâncio Flores e causava um grande engarrafamento no sentido da praia. Além de acabar com a retenção, o fechamento deste trecho resolveu a questão da carga e descarga no entorno. Agora elas são realizadas ali - minimiza.
Osório garante que, nos próximos 17 meses de obras, os motoristas poderão utilizar o lado direito da rua, originalmente destinado às paradas de ônibus BRS, para estacionar. A previsão é que até o fim do ano 50 bicicletários estejam instalados para incentivar o uso das magrelas.
A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, concorda com o balanço do secretário, mas lembra que alguns pontos devem ser resolvidos.
- A gente se adaptou bem às mudanças, mas faltam pequenos ajustes. O trânsito em alguns momentos fica mais tumultuado, e a iluminação precisa ser melhorada em alguns pontos - diz.
A aposentada Eunice Moreira, que mora num edifício ao lado da Praça Antero de Quental, diz que os efeitos do primeiro mês foram poucos.
- O metrô vai melhorar nossa mobilidade aqui - acredita a moradora.
De acordo com informações do Consórcio Linha 4, 92% da Praça Antero de Quental já estão ocupados, assim como os tapumes na Avenida Ataulfo de Paiva, entre a Bartolomeu Mitre e a General Venâncio Flores. Todo o mobiliário urbano foi retirado do local. As novas instalações do parquinho infantil e da Academia da Terceira Idade foram entregues no último dia 10 e serão mantidas durante as obras.
Pedestres pedem ajustes
Moradores do Leblon questionados pelo GLOBO-Zona Sul apontam alguns aspectos que precisam ser revistos. O aposentado Helmar Rosa afirma que a faixa de pedestres da esquina da Rua General Artigas com a Avenida Ataulfo de Paiva, no sentido Humberto de Campos, merece atenção.
- Quase fui atropelado há pouco mais de duas semanas porque o motorista não respeitou o sinal. Os agentes da CET-Rio estão aqui, mas parecem não cumprir os seus papéis, e repassam a responsabilidade para a Guarda Municipal. Eles precisam ficar mais atentos - crítica.
A cadeirante Cely Santos e sua filha, Dinalva Trombeta, dizem que as obras não interferiram na rotina delas. No entanto, o desnivelamento do meio-fio no trecho perto da Praça Antero de Quental não foi bem executado, afirmam.
- Conduzir uma cadeira de rodas com o meio-fio tão alto é cansativo, trabalhoso e perigoso - argumenta Dinalva, lembrando também que a calçada entre a Bartolomeu Mitre e a General Urquiza ficou estreita para a grande quantidade de pedestres.
Silvana Rossi, moradora da Rua General Urquiza, diz que os pontos de ônibus da orla deveriam receber coberturas. Ao ser questionado pelo GLOBO-Zona Sul sobre a reivindicação, o secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, respondeu à crítica dizendo que a situação dos pontos na praia é provisória. Mas a moradora rebate:
- Provisório é um mês e não 18 meses, como o previsto. Fui tentar pegar um ônibus ali e estava tão quente que desisti dez minutos depois.
O GLOBO-Zona Sul também flagrou retenções no acesso à Humberto de Campos, principalmente devido a carga e descarga e estacionamento irregular. Osório afirmou que as denúncias serão checadas e que aumentará o efetivo da CET-Rio no local. O secretário não descartou novas mudanças:
- Sempre que identificarmos a possibilidade de melhorias, vamos fazê-las. Os ajustes sempre acontecerão ouvindo os moradores.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Funcionários empurram passageiro em metrô lotado no Rio

10/01/2013 - G1 Rio

Imagens mostram funcionários fazendo força para empurrar homem (Foto: Reprodução / YouTube)

Um vídeo postado na internet feito por um cinegrafista amador mostra um passageiro sendo empurrado por funcionários para dentro de um metrô lotado no fim da tarde desta quarta-feira (9) (assista ao vídeo no YouTube). O Metrô Rio, concessionária responsável pelo transporte, informou que o episódio aconteceu na estação Presidente Vargas por volta das 18h30 e que o trem ficou parado por dois minutos na plataforma.

As imagens mostram dois funcionários empurrando o passageiro para dentro do trem. Como a composição estava lotada, um terceiro empregado do metrô, um segurança, aparece para forçar a entrada do passageiro até a porta se fechar.

Em nota, o Metrô Rio informou que os funcionários pediram ao homem para se retirar, pois não havia espaço para ele na composição. O usuário teria se negado a sair e os funcionários tentaram espremê-lo para dentro da composição. De acordo com a concessionária, foi o "último recurso" para que o trem pudesse seguir viagem. As portas dos outros vagões já estavam fechadas.

Três estações fecham

A circulação do metrô ficou paralisada por trinta minutos entre as estações Saens Peña e Afonso Pena, por volta das 17h de quarta, devido à queda de um passageiro nos trilhos. Segundo o Metrô Rio, o ocorrido refletiu na fluidez das viagens e causou superlotação nas composições, como é possível ver no vídeo.

RF – Leia na íntegra a nota enviada pelo MetrôRio à Revista Ferroviária:

"Sobre o vídeo compartilhado esta manhã nas redes sociais envolvendo o embarque em uma de suas estações, o MetrôRio esclarece:

- O episódio ocorreu às 18h38 de ontem (09/01) na Estação Presidente Vargas. O trem apresentava lotação acima do normal como reflexo do incidente ocorrido na Estação Saens Peña que paralisou três estações da Linha 1, após a queda de um passageiro que se jogou de forma proposital na via.

- Todas as portas da composição já estavam fechadas, à exceção da que aparece no vídeo e que estava obstruída por um passageiro que insistia em embarcar, mesmo sem haver espaço físico adequado para ele dentro da composição.

- Por conta dessa obstrução, o trem ficou parado na plataforma por dois minutos – tempo demasiado e que poderia comprometer a fluidez da operação.

- Em situações assim, os passageiros são orientados pelos agentes do MetrôRio a desembarcar e viajar na composição seguinte.

- Diante da insistência do passageiro em embarcar, o procedimento adotado pelo agente de segurança foi o último recurso para que o trem fosse liberado já que, com ele parado, a circulação das linhas 1 e 2 seriam interrompidas em pleno horário de pico.

- Os seguranças do MetrôRio são treinados e instruídos para orientar os passageiros durante o embarque. A Concessionária reitera que, em todos os trens, através de avisos sonoros e visuais, os passageiros são orientados a não viajarem próximos às portas e a respeitar os avisos de fechamento dos carros, a fim de não comprometer a operação e a fluidez do serviço."

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Linha 4 – Trecho Oeste ligará Barra à Zona Sul do Rio em 30 minutos

03/01/2012 - Metrô Linha 4

Iniciadas em junho de 2010 pela Barra da Tijuca, as obras da Linha 4 do Metrô seguem adiantadas. A Estação Jardim Oceânico, na Barra, já conta com a estrutura das paredes diafragma prontas e as escavações que antecedem a estação iniciaram no local. O total de escavações em rocha entre Barra e Gávea atingiu mais de 4 mil metros, incluindo os túneis de via, de serviço, de estacionamento de trens e acessos da Estação São Conrado. Já as escavações da Estação São Conrado estão 100% executadas.

O trecho oeste da Linha 4 do metrô tem 10 km de túnel e a obra está sendo executada pelo Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB). Nestes 10 Km de túnel, estão previstas a implantação das estações Jardim Oceânico, São Conrado e Gávea. Econômico, sustentável e rápido, o Metrô Linha 4 vai trazer mais qualidade de vida para a população do Rio de Janeiro.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Paes é empossado e anuncia integração definitiva do bilhete único ao metrô e barcas

Paes é empossado e anuncia integração definitiva do bilhete único ao metrô e barcas

01/01/2013 - O Globo

Depois da cermimônia, prefeito reeleito seguirá ao Palácio da Cidade

RAFAEL GALDO

RIO — Foram empossados na tarde desta terça-feira na Câmara de Vereadores do Rio o prefeito Eduardo Paes e o seu vice, Adilson Pires. Em seu discurso durante a solenidade, Paes adiantou alguns projetos e decretos que estão sendo publicados neste primeiro dia do ano no Diário Oficial do Município. Entre eles a determinação de um prazo de 180 dias para instalação do ponto biométrico na rede de saúde da prefeitura e a integração definitiva do bilhete único carioca ao metrô e às barcas, nos próximos seis meses.
Entre as outras medidas por ele anunciadas estão a criação de mecanismos de controle de convênios, como a redução de contratos de veículos, para reduzir os gastos públicos. Entre as medidas de redução de gastos que serão adotadas o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo, lembra que haverá cortes lineares de 10% dos encargos especiais para todas as secretarias já a partir do próximo vencimento. Isso vai gerar uma economia de R$ 65 milhões por ano no total. O total dos decretos publicados hoje, entre soma de receitas e cortes de gastos, deve render à prefeitura economia entre R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão por ano. Entre outras medidas ele ainda citou a possibilidade de reembolso em dinheiro da nota fiscal eletrônica e a regulamentação do Programa de Recuperação Fiscal carioca.
— Tenho consciência das oportunidades que o Rio vive e vai viver nos próximos quatro anos. Tenho clareza que não podemos repetir o primeiro mandato e obrigação de ter um segundo mandato muito melhor. Vamos governar com muita inquietude de olhar crítico sobre a minha própria administração. O meu comando para o secretariado é: tudo tem jeito — disse Paes, ao lembrar do papel importante do legislativo para projetos do mandato anterior, como o da Zona Portuária e do plano diretor.
Perguntado sobre possíveis críticas que ele mesmo faça sobre seu governo, respondeu, em tom de brincadeira:
— Fico inquieto. Sou crítico, mas guardo para mim. Não sou bobo.
O presidente reeleito da Câmara, Jorge Felippe, afirmou que a casa estará aberta e solícita para discutir os assuntos da cidade. Ele falou, ainda em seus discurso, sobre transparência e respeito.