segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Trânsito do Leblon terá novas mudanças para obras da Linha 4 do Metrô a partir de sábado

26/11/2013 - O Globo

A partir do próximo sábado, o trânsito do Leblon, na Zona Sul do Rio, terá novas alterações para obras da Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema). Para dar continuidade às intervenções na região, parte da Rua Igarapava e da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditadas nos trechos próximos ao canal da Avenida Visconde de Albuquerque. A mudanças estão programadas para as 8h, com o bloqueio parcial das duas vias. No Alto Leblon, também haverá alterações.

Um poço será construído na Avenida Ataulfo de Paiva para receber o 'Tatuzão", equipamento que vai abrir os túneis. Na Igarapava, será realizado serviço de tratamento do solo na área de transição entre areia e rocha, para auxiliar a escavação. Dois canteiros de apoio serão instalados: um na Rua Igarapava, próximo à esquina com a Avenida Visconde de Albuquerque; outro sobre o canal da Visconde de Albuquerque.

A partir de sábado, haverá inversão total de direção nas ruas Sambaíba e Professor Azevedo Marques e, parcial, na Rua Jerônimo Monteiro, no trecho entre as avenidas General San Martín e Ataulfo de Paiva. Já as ruas Aperana e Gabriel Mufarrej passam a operar em mão dupla.

O estacionamento será proibido nos lados par e ímpar da numeração da Rua Gabriel Mufarrej e do lado par da Aperana. Além de parte da Ataulfo de Paiva, próximo à Visconde Albuquerque, haverá ainda o bloqueio da ponte sobre o canal da Visconde de Albuquerque, em frente à Rua Igarapava e ao canteiro de obras.

A CET-Rio informou que a sinalização e a atuação de agentes serão reforçadas na região. As intervenções serão mantidas até abril de 2015 na Rua Igarapava, e até março de 2016 no trecho da Avenida Ataulfo de Paiva.

Mudanças nos itinerários das linhas de ônibus - Linha 132 (Central x Leblon - via Aterro do Flamengo - circular): De: Avenida General San Martin, Avenida Visconde de Albuquerque (pista sentido jardim botânico), retorno, Avenida Visconde de Albuquerque (pista sentido Avenida Delfim Moreira), Avenida Delfim Moreira. Para: Avenida General San Martin, Rua Rainha Guilhermina, Avenida Visconde de Albuquerque (pista sentido Avenida Delfim Moreira), Avenida Delfim Moreira.

Linha 503 (Alto Leblon x Ipanema - circular): De: Rua Timóteo da Costa, Rua Sambaiba, Rua Igarapava, Avenida Visconde de Albuquerque, Avenida Delfim Moreira, ..., Praça General Osório, ..., Avenida General San Martin, Rua Rainha Guilhermina, Avenida Visconde de Albuquerque, Rua Timóteo da Costa. Para: Rua Timóteo da Costa, Rua Sambaiba, Rua Sambaíba (trecho com sentido invertido), Rua Timóteo da Costa (sentido Avenida Visconde de Albuquerque), Avenida Visconde de Albuquerque, Avenida Delfim Moreira, ..., Praça General Osório, ..., Avenida General San Martin, Rua Rainha Guilhermina, Avenida Visconde de Albuquerque, Rua Timóteo da Costa.

Linhas 2015 (Castelo x Leblon - circular) e 2017 (Rodoviária x Leblon - circular): De: Avenida General San Martin, Avenida Visconde de Albuquerque, Avenida Ataulfo de Paiva, Rua General Artigas, Rua Dias Ferreira. Para: Avenida General San Martin, Rua Jerônimo Monteiro (trecho com sentido invertido), Avenida Ataulfo de Paiva, Rua General Artigas, Rua Dias Ferreira.

Funcionamento dos pontos de ônibus - Linha 132: Será implantado um novo ponto de ônibus na Rua Rainha Guilhermina, entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Dias Ferreira; passará a utilizar os pontos existentes na Avenida Visconde de Albuquerque, entre as ruas Leôncio Correia e Igarapava. Continuará funcionando o último ponto do grupo BRS1 existente na Avenida General San Martin, entre as ruas General Venâncio Flores e General Artigas, e o ponto existente na Avenida Visconde de Albuquerque, entre a Rua Gabriel Mufarrej e a Avenida Delfim Moreira.

Linha 503: Será implantado um novo ponto de ônibus na Rua Rainha Guilhermina, entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Dias Ferreira; passará a utilizar os pontos existentes na Avenida Visconde de Albuquerque, entre as ruas Timóteo da Costa e Igarapava. Continua funcionando o ponto existente na Avenida Visconde de Albuquerque, entre a Rua Gabriel Mufarrej e a Avenida Delfim Moreira.

Linhas 2015 e 2017: a) permanece utilizando o primeiro ponto do grupo BRS1 existente na Avenida Ataulfo de Paiva, entre as ruas Jerônimo Monteiro e Rita Ludolf.

Fonte: O Globo
Publicada em:: 26/11/2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

Maior túnel entre estações do mundo é aberto no Rio

19/12/2013 - G1

O primeiro túnel da Linha 4 do Metrô Rio já está totalmente aberto. O Bom Dia Rio mostrou nesta quinta-feira (19) a travessia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, para São Conrado, na Zona Sul do Rio. As obras começaram há quatro anos e, segundo o Consórcio Construtor Rio, o túnel é o maior do mundo entre duas estações de metrô, com cinco quilômetros de extensão — o consórcio não soube informar qual era o maior túnel antes. 

"De metrô o percurso é feito em seis minutos; seis minutos do Jardim Oceânico até São Conrado", contou Lúcio Silvestre, diretor de contrato do consórcio. 

Três mil e duzentos funcionários trabalharam dia e noite em diferentes turnos e 300 máquinas e caminhões em apenas um nas obras de um trecho. O investimento nas obras foi de R$ 9 bilhões, segundo o governador Sérgio Cabral, que acompanhou jornalistas em visita nesta quinta. No total, serão 16 quilômetros de metrô entre a Barra da Tijuca e Ipanema. 

A Linha 4 terá seis estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, no Leblon, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e deve transportar mais de 300 mil pessoas por dia a partir de 2016. 

Trilhos em março 

"Os trilhos nesse trecho começarão a ser colocados em março. Essa linha oferece qualidade de vida para os cariocas. É uma nova etapa na cidade", disse Cabral. 

O túnel da Linha 4 vai ser um alívio para quem enfrenta trânsito todo dia; ele fica a dez metros do nível da rua, ou seja, não é muito profundo. O túnel foi construído sob a Pedra da Gávea e ganhou uma camada de concreto e barras de aço ao longo do trajeto para aumentar o nível de segurança. "Não há nenhum risco. É totalmente seguro. Está totalmente nas normas e condições de escavações e geotécnicas. É totalmente seguro", afirmou Silvestre. 

Altar com a Santa Bárbara 

No final da travessia, a equipe do Bom Dia Rio encontrou um altar com a Santa Bárbara. Ela é considerada a santa protetora dos tuneleiros. "Eu pelo menos acredito muito, tem muitos trabalhadores aqui que acredita e ao termino do meu trabalho, eu vou ali, agradeço por ter um dia de trabalho bom, seguro e que me proteja até a minha chegada ao meu lar, na minha casa", contou o motorista Venâncio Luiz Francisco. 

Linha 3 em 2014 

Cabral informou ainda que a licitação para as obras da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, deve começar no primeiro semestre de 2014. 

Fonte: G1 RIO
Publicada em:: 19/12/2013

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Travessia da Linha 4 do Rio será feita nesta quinta

17/12/2013 - O Globo
 
O Consórcio Construtor Rio Barra fará na próxima quinta-feira a travessia do primeiro túnel da Linha 4 do Metrô, que liga a Barra da Tijuca a São Conrado. As escavações do primeiro túnel foram concluídas no último dia 9, com a implosão do último trecho que ainda separava os dois bairros. O encontro se deu na altura da Estrada das Canoas, em São Conrado. Segundo o Consórcio Construtor Rio, responsável pela obra, o túnel tem cinco quilômetros de extensão e é o maior entre estações metroviárias do mundo. Com aproximadamente 16 quilômetros de extensão, a Linha 4 (Barra - Ipanema) vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia. A previsão é de que a nova linha retire das ruas cerca de 2 mil veículos por hora. Serão seis estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz.
 
Ao todo, já foram escavados mais de 6 mil metros de túneis de via (por onde passarão os trens) entre a Barra da Tijuca e a Gávea. Na última implosão para concluir o túnel de São Conrado foram usados 350 quilos de dinamite. Quando o lado da Zona Oeste se encontrou com o da Zona Sul, uma faixa colocada no lado da Barra trazia a frase "Parabéns, equipe". Os operários vibraram. O túnel começou a ser aberto em setembro de 2010.
Segundo o consórcio responsável pela obra, serão construídos três acessos na estação de São Conrado: um para a Rocinha e dois para outros pontos do bairro. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa e seguir, sem baldeação, do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, à estação Uruguai, na Tijuca, Zona Norte da cidade, que deve ser inaugurada no primeiro semestres de 2014.
 
O trajeto Barra-São Conrado será feito em menos de seis minutos. Já o trecho entre a Barra e Ipanema será percorrido em 15 minutos e o Barra-Tijuca, em 50 minutos. O túnel Barra da Tijuca–São Conrado conectará as duas estações de maior demanda da Linha 4 do Metrô: Jardim Oceânico, com previsão de receber 91 mil passageiros por dia, e São Conrado, por onde 61 mil pessoas devem passar todos os dias. A previsão é de que a Linha 4 do metrô entre em operação no primeiro semestre de 2016.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Estação do metrô em Ipanema, no Rio, reabre com nova cobertura


Por fora, cobertura padronizada e por dentro, mapa com pontos turísticos.

Dia foi de limpeza para a reabertura no domingo (15).


Preparada como se fosse uma inauguração, a reabertura da estação General Osório, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, exigiu cuidados e dedicação neste sábado (14). No final da manhã, funcionários caprichavam na lavagem da calçada e escada para deixar a entrada da estação preparada para a volta dos usuários do transporte, a partir das 7h do domingo (15). Por causa das obras da Linha 4, estação ficou fechada durante dez meses.
Na reabertura, o usuário vai notar diferenças. A começar pela cobertura da entrada; o que antes parecia um croissant – e recebia críticas dos moradores de Ipanema – agora dá lugar a um design mais discreto e padronizado, semelhante ao de outras estações. A nova entrada dá mais segurança ao usuário que pode ter uma visão periférica da estação. Os vidros ganharam uma película antirresíduo.
Por dentro, segundo a Metrô Rio, o usuário também vai notar diferenças. A sinalização foi padronizada e ganhou placas com textos em português e inglês. E agora também há um mapa com a localização das principais atrações turísticas e culturais da região com indicação das linhas de ônibus de integração que levam aos locais.
De acordo com o governo do estado, a estação, fechada em 23 de fevereiro vai reabrir oito dias antes do prazo previsto inicialmente.

Fonte: G1

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Túnel da Linha 4 do metrô do Rio será concluído nesta segunda

06/12/2013 - Revista Ferroviária

Na próxima segunda-feira (09/12), o Consórcio Construtor Rio Barra concluirá a construção do primeiro túnel da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro: Barra da Tijuca - São Conrado. Segundo o Rio Barra, este será o maior túnel entre estações metroviárias do mundo, com 5 km de extensão.

A Linha 4 terá 16 quilômetros de extensão, contará com seis estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz, ligando Ipanema a Barra da Tijuca. A linha tem pretensão de transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de dois mil veículos por hora/pico.

De acordo com o consórcio, até 2016, o sistema metroviário do Rio de Janeiro contará com 66 trens em operação. Desde 2012, 19 novos trens vêm sendo entregues para operação nas linhas 1 e 2. Em dezembro de 2015, com a inauguração da Linha 4 do metrô, o sistema terá mais 15 trens.

Estação General Osório no Rio reabre na 2ª quinzena do mês

05/12/2013 - O Globo

O Metrô Rio informou na tarde desta quinta-feira (5) que a Estação General Osório, em Ipanema, Zona Sul do Rio, reabre na segunda quinzena de dezembro. A estação está fechada desde o dia 23 de fevereiro deste ano.

O fechamento aconteceu para mais uma etapa das obras da Linha 4 do Metrô, que vai ligar Ipanema ao bairro da Barra da Tijuca

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro - que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema - vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas, segundo as estimativas da empresa. A previsão é que cerca de 2 mil veículos por hora/pico sejam retirados das ruas. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Serão seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes.

Com a nova linha, o passageiro poderá seguir, sem baldeação, do Jardim Oceânico, na Barra, à Estação Uruguai, na Tijuca. O trajeto Barra-Ipanema será feito em 15 minutos e o Barra-Tijuca, em 50 minutos.

Fonte: O Globo
Publicada em:: 05/12/2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Rio terá R$ 1,2 bilhão para investir no transporte

04/12/2013 - O Globo

O Banco Mundial aprovou nesta terça-feira um empréstimo de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) para o Estado do Rio desenvolver políticas para melhorar a integração dos diferentes meios de transporte da Região Metropolitana. Segundo nota da secretaria estadual de Fazenda, os recursos serão liberados em uma parcela e investidos em uma agenda de melhoria dos serviços públicos do Governo estadual, principalmente no setor de mobilidade urbana, "para o qual será desenvolvido um plano de integração regional voltado para ônibus, trens, metro, barcas e teleféricos". Ainda segundo a secretaria, a ação permitirá a ampliação do alcance desses modais e beneficiará mais de 11 milhões de pessoas.

O projeto prevê, ainda, a implantação de serviços de monitoramento on line da operação dos diferentes modais. Essas informações serão repassadas simultaneamente aos usuários, gerenciadores e gestores, permitindo o melhor controle e gestão da operação. Com a maior integração dos meios de transporte, como trens e ônibus, haverá ainda a possibilidade de abertura de novas frentes de emprego, tendo em vista que 55% das vagas abertas estão na capital, enquanto que a maioria das famílias de baixa renda se encontra na periferia.

De acordo com o Banco Mundial, o Programa de Aperfeiçoamento da Gestão Pública para Oferta de Serviços no Rio de Janeiro também apoiará a melhoria do planejamento e da supervisão dos gastos públicos, além de um programa especial para expandir o acesso das mulheres às oportunidades sociais e econômicas (a fim de reduzir a violência doméstica e de gênero, usando a infraestrutura de transporte para oferecer serviços sociais de apoio às mulheres). Outro objetivo é contribuir para o aumento do uso de bicicletas e melhorar a segurança nas vias dedicadas a esse meio de transporte.

O empréstimo tem vencimento final de 26 anos e dez anos de carência. Participaram da cerimônia a diretora do Banco Mundial Deborah Wetzel , o governador Sérgio Cabral, o secretário de Estado de Fazenda Renato Villela, a subsecretária de Finanças Rebeca Villagra.









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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Tatuzão da Linha 4 do Metrô Rio entra em fase de testes

28/10/2013 - G1

O Tatuzão, equipamento que vai perfurar os túneis da linha 4 do metrô, já está em fase de testes, como mostrou o RJTV neste sábado (26). A máquina alemã é capaz de escavar de 15 a 18 metros por dia. Com 2 mil toneladas e 120 metros de comprimento, o Tatuzão é quatro vezes mais rápido que os equipamentos já utilizados em outras obras na cidade.

A previsão é que o Tatuzão comece a escavar os túneis em dezembro, partindo da estação General Osório, em Ipanema. Segundo a prefeitura, mais de 300 mil pessoas vão usar diariamente a linha 4 do metrô.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O vagão para mulheres só anda para trás

23/10/2013 - Carta Capital

Segregar transporte público é sugerir, como outrora, que mulheres são culpadas pela própria sexualidade e pela dos homens

Por Marília Moschkovich

No Rio de Janeiro já funciona há 7 anos, no metrô, um vagão exclusivo para mulheres. Desde o meio deste ano, o metrô do DF adotou a mesma medida e um projeto de lei tramita no estado de São Paulo para que o mesmo seja feito. O "vagão rosa", como é conhecido em alguns lugares, já foi implementado no Japão, Egito, Índia, Irã, Indonésia, Filipinas, México, Malásia e em Dubai. Geralmente funcionam assim: nos horários de pico apenas ou prioritariamente mulheres podem ocupar o espaço do vagão. Isso garantiria, a princípio, que não fossem assediadas nos trens.

O fato de apenas países de cultura sabidamente machista terem implementado esse tipo de política pública não é uma coincidência. Observando um pouco mais de perto a questão, fica claro que além de não resolver nada e reforçar a heteronormatividade e o próprio machismo, os vagões exclusivos ainda fomentam uma outra forma de opressão de gênero. Acompanhem meu raciocínio.

Assédio, em todos os níveis

Quem nunca viveu ou viu uma situação de assédio em transporte público lotado? Em geral os assediadores aproveitam-se da superlotação dos trens para agir. Na cabeça dessas criaturas bizarras, as mulheres são corpos disponíveis, que existem no mundo para agradá-los. Essa é a faceta mais perversa do machismo estrutural, reproduzida e reforçada por homens que muitas vezes, na melhor das intenções, se dizem feministas: a ideia de que eles podem pautar o corpo e o comportamento das mulheres de alguma forma. Esse princípio está por trás de textos machistas do escritor Xico Sá, de versos de Vinicius de Moraes, mas também orienta ações como a de estupradores e assediadores (físicos e verbais) em todos os dias de nossas vidas.

Recentemente a força que esse princípio tem na cultura brasileira ficou evidente, quando os resultados da campanha "Chega de Fiu-Fiu", do blog ThinkOlga, foram divulgados. Houve muita resistência de diversos homens em aceitar que aquela cantadinha que parece inofensiva acaba limitando a liberdade das mulheres de andarem como quiserem, por onde quiserem, na hora que quiserem. A grande maioria se recusa ainda a entender que nós mulheres não queremos sua opinião sobre como nos vestimos, sobre nossa aparência física, exceto em alguns contextos muito específicos. Quer dizer: novamente, as mulheres existem para os homens, na cabeça de tais espíritos sem luz.

O assédio é frequente, em diversos níveis. Qualquer mulher sabe disso, na pele. Então por que uma medida que (em tese) visa combater o assédio é mal-vista por tantas feministas? As feministas endoidaram de vez?

Os problemas da política dos vagões exclusivos

Para o azar de quem nos odeia, nós feministas ainda não perdemos de vez o bom senso. Vejam só: ao propor a separação de homens e mulheres como solução para o assédio, a política dos vagões exclusivos pressupõe três coisas – e é nessas três coisas que reside a opressão de gênero da questão.

Em primeiro lugar, os vagões exclusivos culpabilizam as mulheres pelo próprio assédio. A questão é abordada como se elas fossem o problema da coisa toda. Essa pressuposição fica clara na ideia de que as mulheres devem ser separadas da "população normal" (ou seja: homens; vejam lá Simone de Beauvoir com seu Segundo Sexo). Separar as mulheres – que são em geral as vítimas da agressão – significa dar liberdade aos algozes.

Quer dizer, os homens que assediam podem continuar assediando em outros espaços, sem que isso tenha nenhum tipo de punição. São comuns os relatos de recusa da segurança do metrô – e das polícias civil e militar – em tomar providências em casos de assédio. Muito comuns. Não é preciso ser nenhum gênio para encontrá-los no bom e velho Google (fica a dica).

Ao mesmo tempo as mulheres, que sofrem as agressões, são confinadas a um espaço limitado. Quer dizer: além dos assédios que limitam nossa liberdade, as políticas públicas que deveriam combatê-los fazem o mesmo. Não faz o menor sentido, não tem a menor lógica. Para sermos livres precisamos ser menos livres – é isso, mesmo?

Esse tipo de inversão cruel e bizarra acontece em várias outras situações de culpabilização das mulheres. Nas sociedades de cultura machista como a nossa, as mulheres são culpadas pela própria sexualidade – e pela sexualidade dos homens também. Assim, quando sofrem agressões, a solução é limitar, fiscalizar e controlar o corpo e as atitudes delas. Jamais o comportamento dos homens.

Daqui derivamos mais uma pressuposição problemática das políticas de vagões exclusivos: a de que seria natural dos homens não se controlarem sexualmente. Essa pressuposição é problemática em todos os níveis possíveis. Pra começo de conversa, porque trata o assédio e o estupro como se fossem parte do sexo, como se estivessem relacionados a desejo sexual e não a uma opressão e a uma questão de poder (três textos excelentes sobre isso, se você ainda não leu: no Biscate Social Club, na revista Fórum e no Bidê Brasil).

Além desse problemão, a proposta de segregar vagões nos diz que o fato de alguém "ser homem" (o que quer que isso queira dizer – falo brevemente disso em seguida) faz com que necessariamente vá assediar e estuprar mulheres. Não preciso dizer o quão irreal é essa suposição, certo? Há muitos homens que não estupram e um bom tanto que não assediam, nem o farão ao longo de sua vida. Só não arrisco dizer que são maioria ou minoria porque, de fato, não há dados estatística e sociologicamente confiáveis sobre isso (lembrando que ser condenado criminalmente por algo não significa que a pessoa realmente fez, nem que quem não foi condenado deixou de fazer).

Ainda mais fora da realidade do que isso, é a terceira suposição implícita nas políticas de vagões exclusivos para mulheres: a de que homens necessariamente têm desejo sexual por mulheres, e vice-versa. Chamamos essa pressuposição de "heteronormatividade", e ela aparece também em vários outros contextos em nossa sociedade.

Separar as mulheres dos homens no transporte público, além de tudo que já mencionei, ainda reforça essa ideia retrógrada e surreal de que a heterossexualidade e heteroafetividade são o "normal", o "natural", e de que relacionamentos gays e lésbicos são exceção, aberração, etc. Ou seja, no fim das contas, políticas como essa do vagão exclusivo estão muito mais para Marco Feliciano do que para Simone de Beauvoir. Sacaram?

Ao criar esse vagões, assumimos que não haverá "desejo sexual" (ainda supondo que seja essa a questão do assédio – que, sabemos, não é) entre mulheres. Nem entre homens. Fingimos que também não existem vários tipos de assédio contra outras minorias no transporte público e no resto da sociedade brasileira (quem lembra de um adolescente que foi jogado de um trem por skinheads que encasquetaram que ele era gay, há uns anos atrás, em São Paulo?). Não vou nem me atrever a tocar na questão dos estupros corretivos a gays e lésbicas.

Dentro dessas minorias outras, talvez a que mais de ferre com essa separação dos vagões sejam os homens e mulheres trans*. Além dessas três suposições problemáticas das políticas de vagões exclusivos, então, temos mais um problema grave que elas alimentam: como definir quem é mulher e quem não é? Quem tem esse poder?

Na semana passada, uma mulher foi expulsa do vagão exclusivo no metrô do DF porque os seguranças do metrô "decidiram" que ela não era mulher. A definição dessa categoria – "mulher" – não é nada simples, e filósofas, antropólogas e militantes feministas de diversas áreas e profissões debatem exaustivamente a questão há décadas. Certamente na legislação dos vagões não há uma definição sequer sobre o que qualifica alguém de "mulher" e portanto dá acesso ao tal vagão exclusivo.

A classificação acaba sendo feita arbitrariamente pela aparência, portanto. Mas é a aparência que define se alguém é ou não é mulher? Definitivamente, não. O que define o gênero das pessoas é a identidade que cada um constrói para si com o passar dos anos. Dar aos seguranças do metrô o poder de definir quem é mulher, é retirar de cada um a possibilidade de viver sua identidade e sua expressão de gênero. É uma forma de dominação das mais abusivas e cruéis.

Sem nem entrar na discussão de que a identidade de gênero não precisa ser binária (homem ou mulher), e nem fixa para a vida toda, já temos bastante motivo ver que os vagões exclusivos são uma violência contra quaisquer pessoas que não sejam homens cissexuais, de aparência e comportamento lidos como suficientemente "masculinos".

O vagão exclusivo para mulheres é, portanto, um retrocesso para as relações e opressões de gênero de todos os tipos, já tão consolidadas na cultura brasileira. Tudo o que não precisamos agora, enquanto tramitam o estatuto do nascituro e outros absurdos no Congresso, é de retrocesso.

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Marília Moschkovich (@MariliaMoscou) é socióloga, militante feminista, jornalista iniciante e escritora; às segundas-feiras contribui com o Outras Palavrasna coluna Mulher Alternativa. Seu blog pessoal é www.mariliamoscou.com.br/blog.

MetrôRio transportou mais de 3 milhões durante a JMJ

30/07/2013 - Revista Ferroviária

Milhões de pessoas participaram da Jornada Mundial da Juventude, para atender essa demanda o MetrôRio preparou um esquema especial de atendimento que teve início às 7h de quinta-feira (25/07) e foi encerrado à 0h de segunda-feira para terça-feira, foram 127 horas de operação ininterrupta. 

A empresa contabilizou que desde terça-feira (23/07), até a 0h de segunda para terça, mais de 3 milhões de passageiros fizeram seus deslocamentos para os eventos em Copacabana através do sistema metroviário. 

Durante a Jornada, sistema de metrôs do Rio operou com 42 trens e utilização eventual de mais três trens extras. Esta frota realizou 4.250 partidas. Nos horários mais carregados de retorno dos eventos, a concessionária recebeu quase sete passageiros por segundo. Vale ressaltar que no horário de pico, nas principais estações (Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Botafogo), o fluxo de entrada era de 500 passageiros por minuto, o correspondente a lotação de 10 ônibus.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Orçamento do governo do Rio prevê gastar R$ 3 bi com metrô em 2014

16/10/2013 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

As obras para a escavação de túneis e abertura de seis novas estações entre Ipanema e o Jardim Oceânico que levarão o metrô da Zona Sul para a Barra da Tijuca - a Linha 4 - exigirão investimentos de R$ 3 bilhões do governo do Estado do Rio em 2014. O valor corresponde a cerca de 25% dos R$ 12,1 bilhões que o estado projeta ter disponíveis para gastar com infraestrutura, no último ano do governo Sérgio Cabral.

A proposta orçamentária do estado para o ano que vem começa a ser debatida nesta quarta-feira, em uma audiência pública da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa (Alerj).

- O prazo para o metrô ficar pronto é 2016, devido à realização dos Jogos Olímpicos. Por isso, em 2014, o valor investido terá que ser bem elevado, a fim de cumprir o cronograma - explicou o secretário estadual de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, que participará da audiência.

A proposta encaminhada pelo governo à Alerj projeta uma receita de R$ 75,9 bilhões para o ano que vem, a ser repassada ao governo, ao Legislativo e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). O valor representa um aumento de 5,67% em relação à previsão para este ano. Dos R$ 12,1 bilhões orçados para investimentos, R$ 7,87 bilhões deverão vir de empréstimos de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outras.

Oposição quer reduzir remanejamento

Por enquanto, tudo na proposta orçamentária é consenso, até porque o governador tem a maioria na Assembleia. A bancada de oposição na Alerj vai tentar aprovar emenda para reduzir a margem de remanejamento que o governador terá do orçamento.

A proposta enviada ao Legislativo prevê uma margem de até 25%. Normalmente, o percentual aprovado corresponde a 20% das receitas. Mas, para o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), a margem de remanejamento deveria ser ainda menor, a fim de reduzir o espaço que o governo tem para decidir sozinho onde investir, sem a interferência dos deputados.

- A receita de R$ 75,9 bilhões está apenas um pouco acima das projeções que o estado previa em junho. Mas a grande crítica que eu tenho é em relação à margem de remanejamento. Até se a margem de remanejamento aprovada for de 20%, já é muito. Como boa parte das receitas obrigatoriamente têm que ser aplicadas em vários projetos, o que sobra para remanejar na realidade fica muito abaixo disso. O Legislativo aprova o orçamento mas, na prática, o estado fica com liberdade para decidir onde investir sem contestação - disse Luiz Paulo.

Recursos do PAC no projeto somarão R$ 2,7 bilhões

A proposta orçamentária prevê também investimentos de R$ 2,7 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os recursos serão destinados a uma nova etapa das obras de infraestrutura na Favela da Rocinha e à urbanização do Complexo do Lins. Este, recém-ocupado, vai receber duas novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Para os preparativos para os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, estão previstos R$ 22,6 milhões em recursos. Uma parte dessa verba irá para a conclusão de uma nova estação de integração entre as composições do Metrô e da Supervia, nas proximidades do Maracanã.
Gasto com pessoal aumenta

Pelo projeto encaminhado à Alerj, está previsto um aumento de 12,27% nos gastos com pessoal, que passarão de R$ 29,9 bilhões para R$ 33,6 bilhões. Uma parte desse crescimento nos gastos cobrirá um reajuste entre 11,5% e 13% para 75 mil policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários, a partir de 1º de fevereiro. O percentual final dependerá da inflação acumulada pelo IPCA deste ano.

A proposta prevê ainda que R$ 17,7 bilhões da arrecadação com ICMS e royalties do petróleo sejam repassados para os 92 municípios do Estado do Rio. Para as áreas de segurança e educação estão previstos, respectivamente, R$ 91 bilhões e R$ 5,4 bilhões.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Obra da Linha 4 do metrô atinge tubulação da CEG no Leblon

13/06/2013 - O Globo

Devido ao problema, o quarteirão entre as avenidas Ataulfo de Paiva e Epitácio Pessoa teve de ser isolado

Vazamento de gas afetou o funcionamento de agência bancária Marcos Tristão / Agência O Glob

RIO - Uma tubulação da CEG foi atingida por uma retroescavadeira numa obra da Linha 4 do metrô no Leblon, na Zona Sul do Rio, na manhã desta quinta-feira. O acidente ocorreu por volta das 8h no canteiro da Estação Jardim de Alah, no cruzamento entre as avenidas Ataulfo de Paiva e Epitácio Pessoa. Houve vazamento de gás no local. Devido ao problema, o quarteirão entre as avenidas teve de ser isolado. Segundo a concessionária, o escapamento foi controlado e não houve impactos no trânsito.
Em nota, a CEG informou que a rede foi atingida acidentalmente durante as obras do metrô, e que apenas o prédio de número 31 da Ataulfo de Paiva teve o fornecimento de gás interrompido para reparos na rede. A companhia afirmou ainda que não foi necessário interromper o fornecimento em outros endereços do bairro.
O Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras do metrô, informou, também em nota, que o acidente aconteceu durante o trabalho de prospecção, que trata da identificação e remanejamento das redes subterrâneas. Segundo o consórcio, bombeiros isolaram preventivamente a área até a chegada da CEG. O local foi liberado assim que foi constatado que não havia riscos para a população.

Um gigante subterrâneo

09/07/2013 - Veja Rio, Ernesto Neves

Promessa de dias melhores para quem precisa se deslocar entre a Barra e o Centro, a Linha 4 do metrô vai entrar numa fase decisiva. A perfuração da rede de túneis chega em breve ao trecho mais complexo, entre Ipanema e a Gávea.'''''! .. C c " Para vencer a distância entre os dois bairros será usada uma máquina que impressiona por sua dimensão e tecnologia. Trata-se do tunnel boring machine, conhecido como tatuzão.

Comprado pelo governo estadual por 100 milhões de reais de uma empresa alemã, o equipamento será utilizado pela primeira vez no Rio. Trazidas da Europa de navio, as 120 peças do escavador desembarcaram por aqui em março. No momento, o tatuzão encontra-se na fase inicial de montagem. Ao longo deste mês seus módulos serão transportados até o canteiro de obras, no subsolo da Praça General Osório. Depois que todos os seus pedaços forem encaixados, ele será testado ao longo de setembro, com previsão de entrar em operação no mês seguinte. "É um método largamente empregado em metrópoles americanas e europeias. O túnel sob o Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França, foi feito assim", revela o engenheiro Alexandre Mahfuz, responsável pela coordenação do aparelho.

As ordens de grandeza da máquina são assombrosas. Com 120 metros de comprimento e altura equivalente à de um prédio de quatro andares, é o maior exemplar já utilizado na América Latina (veja o quadro). Para atuar no complicado subterrâneo carioca, o equipamento teve de ser construído com certas especificações. É dotado de dois sistemas de perfuração, um para terreno arenoso e o outro capaz de destruir rochas.

Ao contrário do método tradicional, o tatuzão não faz uso de explosivos. Sua capacidade de escavar galerias sem causar transtorno à superfície é considerada fundamental para esse trecho da Zona Sul, densamente ocupado e situado sobre frágil solo poroso. Em paralelo à escavação, a máquina conta com um sistema que instala automaticamente anéis de concreto ao longo do túnel, a fim de dar-lhe sustentação. Para evitar a movimentação do terreno durante o processo, a parte frontal do aparelho, onde fica a roda de corte, dispõe de alta pressão.

Assim, tal qual acontece em submarinos, os operadores que trabalham nesse setor precisam passar por uma câmara hiperbárica na transição entre os ambientes. Quem caminhar por Ipanema e pelo Leblon nos próximos meses não deverá nem notar, mas os subterrâneos dos dois bairros terão movimentação de operários, engenheiros e equipamentos quase tão frenética quanto as ruas da região.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Obras da Linha 4 do Metrô avançam a partir desta quarta-feira

15/10/2013 - Agência Rio

Da Redação

A obra para construção da Linha 4 do Metrô dará mais um passo a partir desta quarta-feira (16). Dando continuidade aos serviços de tratamento de solo na Rua Barão da Torre, em Ipanema, zona sul do Rio, o trecho entre as ruas Farme de Amoedo e Vinícius de Moraes será interditado e o acesso de veículos ficará restrito aos moradores. A alternativa para a circulação no bairro será trafegar pela Rua Nascimento Silva.

A sinalização será reforçada e agentes de tráfego trabalharão no local para orientar os condutores. A intervenção viária, definida em conjunto com a CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro), durará até dezembro de 2013. Durante a intervenção, haverá proibição de estacionamento neste trecho.

Caso alguma garagem seja bloqueada durante o período, o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras, disponibilizará vagas de estacionamento aos moradores dos edifícios impactados. Cada prédio será comunicado previamente sobre o fechamento.

Mais de 300 mil pessoas vão usar a Linha 4 do Metrô todos os dias

A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entra em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes.

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domingo, 13 de outubro de 2013

Metrô estenderá horário de pico a partir de segunda-feira

13/10/2013 - Jornal do Brasil

A partir desta segunda-feira (14), o Metrô irá estender em uma hora a operação de trens nos horários de pico, que, dependendo da linha e do sentido, se dará entre as 5h30 e 10h30 na parte da manhã e 15h e 20h na parte da tarde. Com a extensão do horário de pico, o sistema operará por mais tempo com capacidade máxima de trens e a oferta de passageiros será ampliada em torno de 10 mil lugares diários por linha.

A medida serve para auxiliar ao plano de mobilidade urbana para o Centro da cidade durante as obras na região do Porto, divulgado nesta quinta-feira (10), pela Prefeitura. 

A Concessionária também colocou à disposição a Estação Estácio, que conta atualmente com capacidade ociosa estimada entre 6 mil e 8 mil passageiros a cada hora no período de pico. A estação poderá receber usuários das linhas de ônibus vindas da Ponte Rio-Niterói que terão seu itinerário desviado para o BRS Estácio/Carioca. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

De olho no traçado da Linha 4

09/10/2013 - O Globo

A espera é longa, e enquanto o metrô não chega, é possível conferir o andamento das obras com ajuda de recursos tecnológicos. No início do mês foi montado um espaço interativo na Avenida Epitácio Pessoa 365, Portão 8, entre os bairros Jardim de Alah e Ipanema, dedicado ao rumo da construção da Linha 4 (Ipanema/Gávea). A visita é gratuita e acontece de terça a sábado, das 9h às 19h. O ambiente conta com uma tela interativa que permite o público ter a sensação de estar dentro das escavações. O visitante ainda ganha uma foto com imagens das obras de fundo.

— Pensamos num espaço em que as pessoas possam se sentir dentro da construção, seja por meio de vídeos 3D ou interagindo com conteúdos em telas touch — explica a coordenadora de Comunicação do Consórcio Linha 4 Sul, Marcela Villas Boas.
Na etapa atual da obra em Ipanema, está sendo feita a concretagem da laje do acesso pela Rua Joana Angélica. Quando esse serviço for concluído, a superfície da praça será recomposta, e as escavações continuarão no subsolo. Segundo a concessionária, até meados de 2014, metade da Praça Nossa Senhora da Paz será devolvida à população. E no ano seguinte, a área de lazer será totalmente entregue, com suas características originais.

No canteiro do Jardim de Alah, assim como na Praça Antero de Quental, acontecem os serviços de impermeabilização e estruturação do solo, construção das paredes da estação e remanejamento de redes. Os prédios do entorno estão ganhando cortinas de proteção.

Na Gávea, em julho, foi instalado um canteiro de obras sobre parte do estacionamento da PUC, que está sendo ampliado gradualmente. Na estação que será erguida ali, também serão construídas duas plataformas independentes, o que possibilitará, futuramente, a implementação de linhas em direção ao Centro e à Tijuca sem interromper o funcionamento da Linha 4.

A obra, que começou em abril, a partir do campo de futebol da PUC com escavação em solo, chegou ao maciço rochoso, e novas detonações controladas estão sendo feitas na área.

Leitura compartilhada

Entre uma retirada de um bloco de concreto e outro, os cerca de três mil trabalhadores das obras da Linha 4 do metrô, no trecho Ipanema/Gávea, ganharam um espaço onde podem aproveitar o descanso lendo. No início do mês, foi inaugurada a primeira Biblioteca Rubem Fonseca no canteiro de obras da Praça Antero de Quental, com direito a visita do padrinho do projeto, autor de "Agosto", entre outros. O acervo, com a maior parte de doação feita por editoras, já conta com 550 livros. Para ampliar a troca de publicações, o consórcio Linha 4 Sul lançou a campanha "Doe livro, doe cultura", com três centrais para receber doações — duas no canteiro de obras em Ipanema (Avenida Epitácio Pessoa s/nº e Praça Nossa Senhora da Paz) e uma no Leblon (Praça Antero de Quental, ao lado da Rua Bartolomeu Mitre). As doações podem ser feitas de segunda a sexta, das 8h às 18h; e sábado, das 9h às 16h.

Morador de Magalhães Bastos, Iago Siqueira Santana, de 20 anos, é carpinteiro no canteiro da Antero de Quental. Ele trabalha há dez meses e já leu "Malu de bicicleta", de Marcelo Rubens Paiva. Agora está lendo "Elas e outras mulheres", de Rubem Fonseca.

— Um dia me chamaram para ajudar a construir uma casinha no canteiro. Enquanto cortava a madeira, perguntei o que ia ser ali e alguém me disse que seria uma biblioteca. Voltei quando vi a porta aberta. Peguei um livro romântico. Não era muito de ler, mas ler me ajuda a ser uma pessoa mais atenta — conta.

Ao final das obras será construído um espaço de leitura na Cruzada São Sebastião, onde ficará todo o acervo. A iniciativa faz parte do projeto "Rubem Fonseca", que desde maio disponibiliza exemplares nos canteiros de Ipanema, Leblon, Copacabana e Leopoldina.


Fonte: O Globo
Publicada em:: 09/10/2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Obras do metrô fecham trecho da Rua Barão da Torre na quarta

30/09/2013 - O Globo

Moradores criticam retirada de árvores Consórcio diz que vai replantá-las Interdição vai até dezembro

MAÍRA RUBIM
30/09/2013 - 05h00

Os canteiros de onde as árvores foram removidas na Barão da Torre - Hudson Pontes / Agência O Globo
RIO - Depois da interdição da estação General Osório, agora Ipanema contribuirá com mais uma cota de sacrifício para a necessária expansão do metrô carioca. A partir de quarta-feira, um trecho da Rua Barão da Torre, entre as ruas Vinicius de Moraes e Joana Angélica, será fechado para as obras da linha 4. A intervenção vai durar até dezembro, e a entrada de veículos só será permitida a moradores. Os pedestres poderão transitar apenas pelo lado ímpar da calçada.

Para evitar o bloqueio total do trecho, serão criados acessos especiais às garagens. Caso algum prédio tenha sua entrada obstruída, o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras, promete pagar por vagas para os moradores em estacionamentos privados da região. Operadores de tráfego orientarão os motoristas enquanto a via estiver inacessível.

A intervenção é necessária para a impermeabilização do subsolo por meio de injeções de cimento. Somente depois desse preparo a máquina perfuradora conhecida como tatuzão poderá passar sob a Barão da Torre, escavando os túneis da Linha 4.

Enquanto as obras do metrô avançam, moradores criticam a retirada de 15 árvores plantadas há quatro anos no lado par do trecho interditado.

Não acredito que serão replantadas. Está acontecendo a mesma coisa que houve no trecho entre a Teixeira de Melo e a Farme de Amoedo: eles dizem que houve algum tipo de praga e que as plantas precisam ser removidas ataca Ignez Barreto, coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema.

O presidente da Associação de Moradores e da Associação Comercial de Ipanema, Carlos Monjardim, refuta a acusação:

Todas as árvores retiradas estão sendo cuidadas para o replantio. Estamos acompanhando o processo.

O segurança de um apart-hotel que se identificou apenas como Leandro diz ter visto a remoção das árvores:

Não foram cortadas. Foram retiradas e até numeradas.

O Consórcio Linha 4 Sul informa que, por causa das obras, foi preciso transplantar dez árvores para o Parque do Cantagalo. Ainda segundo a responsável pelas obras, os espécimes voltarão ao lugar de origem com o fim das intervenções.

No bairro, além do tratamento do solo na Barão da Torre, está sendo construída a Estação Nossa Senhora da Paz. No momento, ocorrem a concretagem da laje do acesso da Rua Joana Angélica e a construção da cobertura e do teto da estação. Quando esse trabalho for concluído, a superfície da praça será recomposta, e as escavações continuarão no subsolo. Pelo menos metade da praça deverá ser entregue até meados de 2014, alega a concessionária.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Novos trens da Linha 4 do MetrôRio chegam em 2014

24/09/2013 - Revista Ferroviária

O MetrôRio informou que o primeiro trem que servirão à operação da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro chegará a cidade no final de 2014 e o último trem no primeiro trimestre de 2016.

O contrato de autorização foi assinado no dia 30 de agosto e deu início a produção de 15 trens. A Invepar, por meio de sua subsidiária Metrô Barra, assinou em julho um contrato de compra das composições com o fabricante chinês Chanchung Railway Vehicles Co. (CRC). A empresa foi a responsável pela produção dos 19 novos trens em operação na Linha 2 do MetrôRio.

Segundo o MetrôRio, não haverá a necessidade de desenvolvimento de projeto de fabricação, nem de protótipo, uma vez que o trem é igual aos que estão em operação. Além disso, a fase de comissionamento e testes será consideravelmente menor, uma vez que se trata de um projeto já conhecido e testado. 
A construção da Linha 4 do MetrôRio é feita pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Revista Ferroviária.

sábado, 21 de setembro de 2013

Rio recorre a empréstimos para investir

21/09/2013 - Folha de SP

O governo do Rio ampliou nos últimos dois anos sua dependência de empréstimos para realizar investimentos. A previsão para 2013 é que 70% dos recursos gastos em novas obras tenham como fonte financiamentos.



O volume é indicativo de uma mudança na forma de apoio do governo federal ao Estado. Enquanto na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a parceria se centrou em convênios, principalmente através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), durante o governo Dilma Rousseff a ajuda se deu mais através da autorização de empréstimos.

Os financiamentos só foram autorizados graças ao aval dado pelo Ministério da Fazenda. O Tesouro Nacional atribui nota C às contas do Rio --numa avaliação de A a D--, o que não garante aprovação automática de empréstimos.

Graças a essas operações, a previsão de taxa de investimento para este ano chegou a 18,3%, recorde no Estado. Para a Secretaria de Fazenda, o modelo é o mais sustentável economicamente.

"Esses investimentos em geral aquecem a economia, geram postos de trabalho, alargando a base tributária e gerando mais arrecadação", disse a pasta, em nota.

O uso dos empréstimos é alvo da oposição e do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Na análise das contas do governo de 2012, o TCE apontou que 34% dos recursos não foram usados nos setores para os quais foram indicados por lei estadual. A Fazenda, porém, nega a afirmação.

"Parece uma corrida por empréstimos desconectada. Temos de ficar preocupados sobre como será a amortização desses empréstimos ao longo dos anos", disse o deputado estadual Luiz Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Orçamento na Assembleia Legislativa do Rio.

PROTESTOS



A capacidade de investimentos do governo fluminense é decisiva para os planos do governador Sérgio Cabral (PMDB), alvo de protestos e manifestações desde o início do ano. O peemedebista deseja lançar seu vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), à sucessão estadual em 2014.

Mas o PT não abre mão, por ora, da candidatura do senador Lindbergh Farias (RJ), o que representaria uma cisão na aliança entre os dois partidos no Estado.

Como também pretende pavimentar a candidatura de seu filho, Marco Antônio, a deputado federal no próximo ano, Cabral deve deixar o governo entre janeiro e março. Assim, Pezão teria os meses restantes do mandato para se viabilizar eleitoralmente ancorado nas obras do governo.

Metrô consome 30% do financiamento para o Rio

O Estado da Federação A obra da linha 4 do metrô, compromisso olímpico que vai ligar a Barra à zona sul, é o principal destino dos empréstimos obtidos pelo Estado do Rio. Ela receberá 29% do arrecadado desta forma, e representa 19% do total de investimentos previstos para 2013. Com conclusão prevista para 2016, a obra custará ao todo R$ 8,5 bilhões.

De acordo com dados da Secretaria de Fazenda, o Estado destinou para a obra R$ 2,8 bilhões dos R$ 9,6 bilhões obtidos com os recursos de operações de crédito a serem aplicados este ano.

O segundo programa que mais deve consumir recursos de empréstimos é o Somando Forças, usado para obras em municípios do interior. Ele receberá R$ 1,7 bilhão de financiamentos este ano.

O projeto é um dos trunfos eleitorais do vice-governador Luiz Fernando Pezão, escolhido pelo PMDB para a sucessão de Sérgio Cabral.

A recuperação de locais atingidos por catástrofes, como a região Serrana, está na terceira posição dos programas privilegiados pelos recursos de empréstimos. É o destino de R$ 653 milhões desta fonte.

"O Estado está colocando recursos vultosos para a recuperação da região Serrana. O governo não pode, porém, deixar de realizar os investimentos necessários em outras regiões do Estado, que visam a melhoria de vida do conjunto da população", disse o governo, em nota.

A dependência de empréstimos para investimentos aumentou na medida em que a participação dos repasses federais nos investimentos do Estado foi reduzida. Os convênios com o governo federal bancavam cerca de 26% dos investimentos do Estado em 2009. Neste ano não alcançam 7%.

A redução se deve em parte à demora no repasse de verbas de obras no PAC 2. O governo ainda conclui projetos executivos para realizar licitações dos investimentos selecionados pelo governo federal.

Além disso, as despesas do governo estadual aumentaram. Hoje, alguns programas que viraram bandeira da gestão Cabral consomem boa parte das receitas de impostos antes destinadas a investimentos. Os principais são a manutenção das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), o Bilhete Único e Renda Melhor, que complementa a renda de beneficiários do Bolsa Família.

"O Rio por décadas negligenciou setores fundamentais na prestação de serviços públicos. O resultado para a população é visível, particularmente na área de segurança. À medida que a receita gerada pela maturação dos investimentos hoje em curso se materializa, recupera-se a capacidade de investir com recursos próprios", disse em nota a Fazenda estadual.

Não à toa Cabral, na última visita da presidente Dilma Rousseff a São Gonçalo, a agradeceu pelos empréstimos, que permitiram investimentos de R$ 2,5 bilhões na cidade da região metropolitana do Rio.

"É um investimento em parceria, em que R$ 1,1 bilhão é do tesouro governo federal, e R$ 1,4 bilhão do Estado, por intermédio de empréstimo que vamos pegar graças à senhora, que abriu condições para que o governo do Estado pegasse para fazer essas grandes obras", disse Cabral, no palanque.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Metrô Rio diminui apoio de mãos para melhorar visualização de TVs

18/09/2013 - G1 Rio

Passageiro reclama da dificuldade de segurar barra em horários de pico. 

Metrô disse que monitores servem para divulgar informações operacionais.

Metrô Rio diminui tamanho do pega mão para monitor ser visto de todos os ângulos (Foto: Ulisses)
Metrô explica que objetivo é que monitor seja visto de todos os ângulos (Foto: Ulisses Jacaúna / VC no G1)

Usuários do Metrô Rio, que viajam diariamente nos novos trens, perceberam uma diminuição dos apoios para mão dentro de alguns vagões. De acordo com Ulisses Jacaúna, que mandou seu relato e fotos via VC no G1, e que anda de metrô todos os dias, essa diminuição prejudicou o conforto e a segurança dos passageiros, principalmente nos horários de pico, quando os trens estão lotados. Segundo ele, depois desse corte, falta lugar para se segurar.

Ulisses, de 53 anos, utiliza diariamente o Metrô desde a inauguração da estação Pavuna. Ele percebeu a mudança em meados de julho deste ano, e diz estar nítido o motivo: "Os novos painés eletrônicos de propaganda precisam aparecer, em detrimento da segurança das pessoas", reclama.
Metrô Rio diminui tamanho do pega mão por causa de monitor (Foto: Ulisses Jacaúna)

Metrô Rio diminui tamanho do pega mão por causa de monitor (Foto: Ulisses Jacaúna)
Alteração é perceptível pelos usuários (Foto:
Ulisses Jacaúna / VC no G1)

Procurado pelo G1, o Metrô Rio confirmou a alteração feita nos apoios, que chamam de "pega mão". A assessoria afirma que o "ajuste parcial" teria sido feito dentro dos padrões de segurança seguidos pela fabricante CRC e confirma que a medida foi adotada com o intuito de facilitar a visualização, sob todos os ângulos, dos monitores de TV recentemente instalados, com a finalidade de divulgar informações operacionais e de entretenimento para os usuários.

(Essa sugestão de reportagem chegou via VC no G1. Mande sua foto, vídeo ou notícia).

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rio: Especialista critica ‘fatiamento’ de obras da Linha 3 do metrô

16/09/2013 - O Globo

NITERÓI - A decisão do governo estadual de dividir em duas etapas as obras de implantação da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo, é motivo de crítica de quem entende do assunto: o engenheiro de Transportes da Coppe/UFRJ Fernando Mac Dowell. Ele explica que o "fatiamento" das intervenções — a primeira fase, que ligará o Barreto a Alcântara, deve ser concluída em 2015; e a segunda, da Praça Araribóia ao Barreto e de Alcântara a Guaxindiba, ficará pronta em 2016 — pode provocar o caos no sistema de transportes da cidade.

Na avaliação do engenheiro, as linhas de ônibus não teriam condições de transportar da Praça Araribóia até o Barreto 15 mil passageiros por hora, que corresponde à capacidade do monotrilho que será construído no trecho, segundo a Secretaria estadual de Obras. De acordo com os cálculos de Mac Dowell, os ônibus poderão transportar, no máximo, seis mil passageiros por hora, o que deverá formar imensas filas de ônibus. Ele adianta que, devido a esse problema, muitos passageiros poderão optar por ir de carro até o Barreto.

— O problema é a quantidade de gente que os ônibus precisarão levar por hora. Esses veículos não terão a menor condição de atender à demanda. É algo que precisa ser revisto logo. É melhor fazer tudo de uma vez, para evitar transtornos — diz Mac Dowell.

Ele explica ainda que a mudança do projeto, de metrô para monotrilho, implicará numa redução da capacidade de transporte. Em abril, o governador Sérgio Cabral anunciou a alteração do plano, cujo custo estava orçado em R$ 5 bilhões. Agora, caiu para R$ 2,5 bilhões.

— Para se ter uma ideia do que essa mudança significa, o monotrilho pode transportar, no máximo, 26 mil passageiros por hora, contra cerca de 60 mil por hora da Linha 1 do metrô do Rio — alerta Mac Dowell.

O governo estadual estima que o monotrilho transportará 15 mil passageiros por hora, ou 285 mil por dia, em cada sentido, considerando que cada trem circulará com seis vagões. Um estudo de demanda feito pelo Executivo prevê ainda que o modal receberá ao longo dos próximos anos um incremento de passageiros, alcançando 450 mil pessoas transportadas por dia em cada sentido da linha.

A Secretaria estadual de Obras afirma que estudará, com as prefeituras de Niterói e São Gonçalo, uma implantação de linhas de ônibus temporárias para fazer a ligação entre os terminais da Praça Araribóia e Guaxindiba.

As obras da Linha 3 são aguardadas desde 2008, mas ainda não saíram do papel devido a suspeitas de superfaturamento levantadas pelo Tribunal de Contas da União. A Secretaria estadual de Obras esclarece que rescindiu o contrato questionado pelo órgão e informa que elaborou um novo processo.

sábado, 14 de setembro de 2013

São Gonçalo prepara sua nova matriz de transportes

13/09/2013 - O Fluminense

Paula Valviesse 

Projeto de Mobilidade Urbana do Executivo, contempla o corredor exclusivo de ônibus de alta capacidade e a construção de uma ciclovia e de uma faixa seletiva

O prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, esteve nesta sexta-feira na Rua Jayme Figueiredo, um dos locais por onde irá passar o BRT (Bus Rapid Transit) para apresentar o Projeto de Mobilidade Urbana do Executivo, que contempla o corredor exclusivo de ônibus de alta capacidade e a construção de uma ciclovia e de uma faixa seletiva. Com o anúncio da liberação de recursos feito pela presidente Dilma Rousseff na cerimônia de apresentação da Linha 3 do Metrô, realizada na última quarta-feira, o Executivo agora aguarda a liberação da verba para dar seguimento à licitação do projeto que, segundo o prefeito, deve sair dentro de 60 dias.

O BRT interligará os Bairros do Gradim até Santa Izabel, passando por Vila Lage. Já a ciclovia e a faixa seletiva correrá paralela ao percurso da Linha 3 do Metrô, sendo implantadas de Neves até a divisa com Itaboraí, pelo domínio da antiga linha férrea. 

Orçado em R$ 310 milhões, sendo R$ 210 milhões para a implantação do BRT e R$ 95 milhões para a ciclovia e a faixa seletiva, e com trajeto previsto de 20,715 quilômetros, com onze estações de embarque e desembarque, o projeto tem como fonte de recurso a União. Segundo Neilton Mulim, foi feita a solicitação de que fossem destinados para o município cerca de R$ 9 milhões do Orçamento Geral da União (OGU).

Foto Júlio Silva
Prefeito fala sobre as obras da Linha 3 do Metrô.   Foto: Júlio Silva
"Nós vamos usar algo em torno de R$ 9 milhões do OGU, o que foi pleiteado junto ao ministro das Cidades, Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior", explica o prefeito.

Segundo Neilton, o projeto de mobilidade Urbana foi apresentado a cerca de um mês, em uma visita a Brasília, sendo uma obra complementar a da Linha 3, já que irá integrar a rede de transporte coletivo e o próprio metrô. Com a presença dos secretários de Planejamento e Projetos Especiais, Arthur  Belmont, de Infraestrutura, Antonio José Sobrinho e de Transportes, Daelson Viana, o projeto foi explanado ontem durante uma coletiva, destacando que não há contrapartida da prefeitura e que a execução dessas obras marcam um novo momento para o município.

"A gente minimiza dessa maneira o problema da mobilidade urbana, humaniza o sistema e dá mais velocidade e, sobretudo, a gente aquece a economia da região. A Linha 3, o BRT e a ciclovia resolvem em 80% a questão da mobilidade urbana em São Gonçalo".

De acordo com a capacidade de transporte do BRT de 270 pessoas por veículo, a prefeitura divulgou que o corredor exclusivo irá atender uma demanda de 12 mil passageiros por hora/sentido, totalizando cerca de 200 mil pessoas por dia. Sendo calculado ainda uma diminuição em uma hora no tempo do percurso, que antes era de 1h40min. 

Técnicos do estado defendem metrô até o Terminal Alvorada

14/09/2013 - O Globo

Proposta reacende polêmica, já que prefeitura planeja ampliar BRT

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

Obras do metrô na Gávea: técnicos pedem expansão para a região central da Barra da Tijuca - Foto: Bia Guedes / Agência O Globo
Obras do metrô na Gávea: técnicos pedem expansão para a região central da Barra da Tijuca - Foto: Bia Guedes / Agência O Globo

RIO - A polêmica sobre uma possível expansão do metrô até o Terminal Alvorada em lugar da ampliação do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico, como desejam os moradores da Barra, ganhou novos argumentos nesta sexta-feira. Um documento encaminhado pelo secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, ao vereador Carlo Caiado (DEM) revela que os técnicos do órgão são unânimes ao defender a expansão do metrô até o centro do bairro. A informação consta de um relatório assinado por Newton Leão Duarte, coordenador da equipe de revisão do Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), que orientar as políticas públicas da área em todo o estado.

Segundo Newton, os estudos do PDTU incluíram um cenário em que o metrô chegaria ao Terminal Alvorada em 2021, mas não concluíram a análise do impacto da opção pelo BRT. O documento ressalta que, se a expansão ocorrer após a obra do BRT, a estação de integração com o metrô no Jardim Oceânico ficaria com espaços ociosos. O problema para mudar o projeto agora é tempo: a ligação BRT-Metrô é um compromisso para as Olimpíadas de 2016, ou seja, o prazo para inaugurar a obra a tempo está apertado. Além disso, o governo do estado sequer solicitou empréstimo à União pelo PAC da Mobilidade para essa ampliação.

A prefeitura marcou para 16 de outubro a licitação para a expansão do BRT. A construção de pistas seletivas, a implantação de sete estações (entre o Barra Shopping e o Condomínio Porto dos Cabritos) e um novo viaduto têm custo estimado em R$ 92,4 milhões. Mas a conta não inclui a futura estação de integração BRT/metrô, que terá orçamento à parte, ainda não divulgado.

BRS poderia fazer ligação

Em meio à discussão, líderes comunitários da Barra preparam um abaixo-assinado para o governador Sérgio Cabral, defendendo a contratação de estudos técnicos para embasar um pedido de empréstimo à União pelo PAC da Mobilidade. O movimento é liderado pelo presidente da associação de Moradores do Jardim Oceânico, Luiz Igrejas:

— Um terminal no Jardim Oceânico só vai atrair mais trânsito. Muita gente optará por chegar de carro ao metrô, porque hoje o Transoeste já circula superlotado, mesmo sem várias estações terem sido inauguradas — disse Igrejas.

Já Carlo Caiado sugere un paliativo que atenda a moradores e Olimpíadas: enquanto a expansão do metrô não se concretizasse, a ligação com o Alvorada poderia ser feita por um corredor de BRS. Em nota, a prefeitura afirmou estar à disposição do estado para rever projetos. A Secretaria de Estado de Transportes argumenta que o estudo não reflete o cenário atua

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tecnicos-do-estado-defendem-metro-ate-terminal-alvorada-9959449#ixzz2esXzMmq0 

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Série mostra aperto de passageiros que viajam no metrô do Rio

12/09/2013 - G1

Promessa da concessionária é que o serviço melhore até o fim de 2013. Há 1 mês, uma pane na rede elétrica paralisou o serviço durante a JMJ.

O segundo dia de reportagens da série especial sobre o transporte público, o RJTV falar sobre o metrô. A viagem da equipe começou por volta das 18h, na Cinelândia, com destino à Pavuna. O metrô chegou rápido, mas lá dentro, ter espaço era um privilégio e virou motivo de discussão. As mãos competiam por um espaço.

A equipe entrou em uma das 19 composições compradas na China e que entraram em operação em 2012.  Segundo o Metrô Rio, os novos trens reduziram o intervalo de espera, mas passageiros ainda reclamam do serviço.

Pane na JMJ

Há pouco mais de 1 mês, uma pane na rede elétrica paralisou o serviço durante a Jornada Mundial da Juventude. Peregrinos que participavam da JMJ passaram sufoco nos vagões.

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O metrô é usado por 650 mil pessoas, todos os dias. A promessa da concessionária é que o serviço melhore até o fim deste ano. Com a abertura da estação General Osório, fechada para as obras da linha 4, todos os 49 trens da frota estarão circulando e a oferta de lugares deve pular para 1,2 milhão. Enquanto isso, passageiros tentam aliviar a volta pra casa.

De acordo com o Metrô Rio, houve 15 paralisações no sistema este ano. A concessionária informou que o índice de regularidade é de quase 95% e está dentro dos padrões mundiais.

Sobre o problema de lotação, a concessionária disse que será resolvido com o fim das obras da linha quatro.

Fonte: Do G1 Rio 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Grupo do Rio visita fábrica da CNR na China

12/09/2013 - Revista Ferroviária

Um grupo formado por representantes do MetrôRio e da Linha 4 carioca estão na China para visitar a fábrica da Changchun Railway Vehicles Co. (CNR), que fabricará os 15 trens que irão operar na nova linha do Rio de Janeiro. Entre os membros da comitiva está o diretor do MetrôRio, Joubert Flores.

O contrato com a CNR foi firmado no início de agosto. O fornecedor chinês também os 19 trens adquiridos para a operação das Linhas 1 e 2 do metrô carioca e está fabricando os 30 trens que o governo do Rio comprou para a SuperVia.

O Grupo Invepar (controladora da MetroRio) adquiriu, por meio de contrato de outorga de opções de compra e venda de ações da Concessionária Rio Barra, o direito de operação da Linha 4 no final das obras. Dentro desse contrato, a MetroBarra (empresa do Grupo Invepar) assume o investimento de R$ 1 bilhão em sistemas e material rodante, que antes era de responsabilidade da Concessionária Rio Barra.

A Linha 4 do Rio, que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema está em obras. O trecho Sul, Ipanema-Gávea, está sendo construído pelo Consórcio Linha 4 Sul, formado pela Odebrecht Infraestrutura (líder), Carioca Engenharia e Queiroz Galvão. Já o trecho Oeste, Gávea-Barra da Tijuca, está sob responsabilidade do Consórcio Rio Barra, formado pela Queiroz Galvão (líder), Odebrecht Infraestrutura, Carioca Engenharia, Cowan e Servix. A previsão é que a linha esteja pronta em 2016.

O custo da implantação da Linha 4 é R$ 8,5 bilhões, sendo R$ 7,5 bilhões de obra civil (Estado) e R$ 1 bilhão de sistemas e material rodante. As fontes de financiamento do projeto são Agência Francesa de Desenvolvimento, BNDES, Banco do Brasil e Tesouro Estadual.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dilma anuncia liberação de verba para projeto da Linha 3 do metrô

11/09/2013 - O Globo

Custo total é de R$ 2,5 bilhões, sendo 41% provenientes da União
Linha terá 22 km de extensão e vai ligar Niterói a São Gonçalo

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

 Pezão, Dilma e Cabral no anúncio de liberação da verba para a Linha 3 do metrô Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Pezão, Dilma e Cabral no anúncio de liberação da verba para a Linha 3 do metrô Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira a liberação de recursos para a implantação da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo, na Região Metropolitana no Rio. O custo total estimado do projeto é de R$ 2,5 bilhões, dos quais 41% vêm do orçamento geral da União. Os outros 59% serão proveninentes de financiamento captados do governo do estado. O projeto prevê a implantação de um sistema de monotrilhos com 22 quilômetros de extensão e 14 estações, entre a Praça Arariboia, em Niterói, e Guaxindiba, em São Gonçalo.

A previsão é de que a obra tenha duas etapas. Apesar da espera de mais de uma década pelo metrô, a primeira fase, ligando o Barreto a Alcântara, só deve entrar em operação em junho de 2015. O trecho completo, no entanto, está previso para março de 2016.

Antes de discursar, Dilma parabenizou São Gonçalo, que completa 123 anos, e mandou beijos e corações para a plateia. Do lado de fora, dezenas de pessoas fizeram uma manifestação cobrando investimentos em saúde e assistência social.

— Essa obra vai melhorar a qualidade de vida de 1,8 milhão de pessoas — ressaltou Dilma.
A operação da linha 3 ficará com a iniciativa privada. A licitação das obras e da concessão está prevista para ocorrer no último bimestre deste ano. O valor estimado da tarifa ainda está sendo definido, pois depende da conclusão do estudo de modelagem do projeto, que fica pronto no dia 15 de outubro.

No discurso, Dilma disse ainda que o governo federal vai financiar um sistema viário e uma ciclovia paralelos ao monotrilho, além de financiar 20 quilômetros de corredores de ônibus:

— E não vai ser só em São Gonçalo. Em Duque de Caxias, nós vamos financiar um BRT, Gramacho-Imbariê, e um VLT. Em Nova Iguaçu, nós vamos financiar dois corredores de ônibus, entre eles, a continuidade da via Light. E também na capital, vamos colocar recursos para dois BRTs — afirmou Dilma.

O evento ocorreu no Clube Esportivo Mauá, em São Gonçalo. Do lado de fora, um grupo de dez manifestantes reclamava da probibição do uso de máscaras em atos públicos, aprovada pela Assembleia Legislativa do estado do Rio (Alerj) na terça-feira. Os ativistas defendiam ainda o fim do voto secreto no Congresso.

Na cerimônia, o governador Sérgio Cabral foi vaiado por servidores públicos de São Gonçalo e de municípios vizinhos. O mais vaiado, porém, foi o ex-secretário de Obras de São Gonçalo e atual deputado estadual, Márcio Panisset (PDT-RJ). Irritado com as vaias, Cabral reclamou ao prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim (PR-RJ), e pediu mais educação.