segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ipanema: cúpula de estação do metrô está com dias contados

26/11/2012 - O Globo

Acesso deverá ser reinaugurado, depois de obras do trecho Barra-Zona Sul, com novo visual

RIO — A cobertura, em forma de croissant, do acesso à Estação General Osório — que enfeia a paisagem da praça em Ipanema — pode estar com os dias contados, segundo informou o governo do estado. Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa da Secretaria estadual da Casa Civil, em resposta à reportagem "Estações fora dos trilhos", o acesso será reinaugurado, depois de obras do trecho Barra-Zona Sul, com novo visual, "em harmonia com as demais estações da Linha 4 do metrô". O governo não informou, no entanto, quando isso ocorrerá.
Inaugurada em dezembro de 2009, a Estação General Osório é uma das mais criticadas, sendo considerada uma afronta à bela paisagem da cidade. Para o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sérgio Magalhães, a cúpula é uma contribuição negativa para a arquitetura da cidade.

Após reclamações, prefeitura fará ajustes em interdições para obra do metrô no Leblon

29/11/2012 - O Globo

Trechos da Ataulfo de Paiva terão estacionamento permitido, e reversível da Niemeyer terá horário alterado

RIO - Uma semana após o início da primeira fase de interdições para as obras da linha 4 do metrô, no Leblon, a prefeitura anunciou mudanças na operação de trânsito. As reclamações de moradores e comerciantes pesaram na hora da avaliação feita por técnicos da CET-Rio durante os primeiros dias do fechamento total da Ataulfo de Paiva.

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Com as novas mudanças, agora ficará permitido o estacionamento em alguns trechos da Ataulfo de Paiva, mas proibido na Rua Venâncio Flores. A reversível da Avenida Niemeyer também terá o horário alterado para melhorar o fluxo de veículos.
"A Prefeitura do Rio continuará monitorando o sistema viário no Leblon para que, sempre que for necessário, fazer os ajustes visando a melhoria da fluidez do trânsito. Reiteramos a nossa recomendação de que as pessoas deem prioridade ao transporte público", afirmou em nota o Secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio.
Confira as principais alterações:
1- Permissão de estacionamento na Av. Ataulfo de Paiva, lado esquerdo a 90º (Rio Rotativo), no trecho entre a R. General Venâncio Flores e o tapume definitivo das obras do Metrô. (10 vagas).
2- Permissão de estacionamento de motocicletas na Av. Ataulfo de Paiva e/f nº 1079 (15 vagas a 90º)
3- Permissão de operação de Carga e descarga na Av. Ataulfo de Paiva e/f nº 1079
4- Proibição de estacionamento na Rua Venâncio Flores, lado esquerdo, trecho anterior ao sinal da esquina com a Rua Dias Ferreira e a retirada de 4 (quatro) vagas de veículos de passeio e 1 (uma) vaga de carga e descarga, para facilitar a fluidez de veículos, melhorando o entorno da Praça Baden Powell.
5- Proibição de estacionamento na Rua Venâncio Flores, lado esquerdo, trecho anterior ao sinal da esquina com a Av. Delfim Moreira e retirada de 1 (uma) vaga de veículo de passeio, melhorando o acesso à praia.
6- Alteração no horário da Reversível da Av. Niemeyer. O término passará das 10 h para as 10:30 h. A mudança ocorrerá porque foi constatado que existe capacidade na Av. Delfim Moreira para receber o fluxo proveniente da Av. Niemeyer por mais meia hora e que o pico de tráfego da manhã, na ligação Barra/Zona Sul, se estende além das 10h.
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Rio inicia instalação de bicicletários no Leblon

07/12/2012 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio deu início na Rua Dias Ferreira, no Leblon, Zona Sul da cidade, à instalação dos primeiros dez bicicletários de um total de 50 programados para o bairro. Os outros 40 estarão disponíveis até o fim do mês na Avenida Ataulfo de Paiva e em vias do entorno. O trabalho é uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô na Zona Sul.

Foram projetados dois tipos de bicicletários com módulos para seis ou dez bicicletas. Com design moderno e 71 cm de altura, os equipamentos são confeccionados em aço galvanizado, material mais resistente à ferrugem.

O critério adotado para definir os locais de instalação foi a proximidade ao comércio e pólos gastronômicos da região, estimulando o uso da bicicleta por moradores e frequentadores do bairro para deslocamentos de curtas distâncias.

MS

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Linha 4 do Rio custará R$ 7,5 bi, diz Júlio Lopes

03/12/2012 - Folha de S. Paulo

O secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, disse nesta segunda-feira (3) que a linha 4 do metrô carioca, que ligará a zona sul à Barra da Tijuca, custará R$ 7,5 bilhões, e não R$ 8,5 bilhões como informou reportagem publicada hoje pelo jornal "O Globo".

O jornal afirma em reportagem que a expansão do metrô até a Barra demandará investimentos de R$ 8,5 bilhões. Desse total, R$ 7,5 bilhões serão bancados pelo governo do Estado, União e financiamentos, e R$ 1 bilhão serão pagos pelo consórcio ganhador da obra, o Rio Barra.

O secretário admitiu, porém, que houve um acréscimo em relação ao orçamento inicial de R$ 5 bilhões. O aumento do custo decorre, explicou, de novas demandas do projeto executivo. A linha 4 terá 16 quilômetros de comprimento.

"Inicialmente o projeto conceitual previa uma obra de R$ 5 bilhões. Entretanto, se avançou com o projeto executivo e muitas melhorias foram implementadas na obra", disse ele.

De acordo com ele, um dos exemplos de acréscimo será a construção da estação Gávea (zona sul) com dois pavimentos e não com um, como previsto inicialmente. Diante da insistência dos jornalistas no tema, o secretário se recusou a fazer mais comentários.

"Posteriormente, os senhores poderão ter mais informações com o chefe da Casa Civil [Régis Fichtner]. Hoje nós estamos aqui para anunciar a fábrica de trens da Supervia [a concessionária de trens do Rio]. Mais detalhes sobre as obras do metrô as senhoras e senhores poderão ter oportunamente com a coordenação de imprensa do palácio [Guanabara, sede do governo estadual]", disse ele.

O secretário participou do anúncio de uma fábrica de trens, que será construída a partir de uma parceria entre a concessionária Supervia e a multinacional francesa Alstom. Serão investidos R$ 300 milhões na nova fábrica, que atenderá uma encomenda de 20 trens da concessionária.

O projeto agora está orçado em R$ 7,5 bilhões. Esse aumento se deve às melhorias que precisaram ser feitas e os consequentes acréscimos no valor inicial, de R$ 5 bi", disse.



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Linha 4 do Metrô Rio custará 70% mais do que o estimado

03/12/2012 - O Globo

A conta final do projeto para a construção dos cerca de 16 quilômetros da Linha 4 do metrô (Zona Sul-Barra) ficou em R$ 8,5 bilhões, 70% a mais do que os R$ 5 bilhões estimados inicialmente. O valor, que supera o que a prefeitura está investindo na construção de quatro BRTs (cerca de R$ 6 bilhões), foi divulgado pelo governo do estado na última sexta-feira, após mais de dois anos de estudos e análises de alternativas de trajetos e emprego de materiais. Do total, R$ 7,5 bilhões virão do tesouro estadual, da União e de financiamentos, e R$ 1 bilhão será bancado pelo consórcio Rio Barra, por meio da compra de material rodante, equipamentos de segurança e sinalização.

Representantes do estado e do consórcio Rio Barra explicam que a elevação dos gastos ocorre porque o orçamento inicial utilizou como base um projeto conceitual. Outros fatores que impactaram o valor seriam a correção cambial e a escolha de soluções técnicas para tornar o sistema mais eficaz. Além disso, foi preciso providenciar a infraestrutura para uma futura expansão da Gávea rumo ao Centro, sem necessidade de parar na estação.

O prazo para conclusão das obras físicas está mantido: dezembro de 2015. Mas as seis novas estações — Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Praça Nossa Senhora da Paz e Jardim de Alah — só devem entrar em operação comercial em junho de 2016, ou seja, a apenas dois meses dos Jogos Olímpicos.

Concessionárias vão remanejar redes

A partir desta segunda-feira, concessionárias como Light, Cedae e CEG começam a remanejar equipamentos em áreas da Zona Sul por onde passará o metrô. Para isso, serão feitas escavações nos trechos interditados da Avenida Ataulfo de Paiva, entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros, no Leblon. Não há previsão de interrupção dos serviços pelas concessionárias.

No planejamento das obras, 2013 será um ano estratégico para a ligação Zona Sul-Barra. Em junho do ano que vem, vence o prazo do consórcio para escolher a empresa que fabricará os 15 trens que vão operar o serviço na Linha 4. O consórcio Rio Barra, que fará a contratação, informou que está concluindo o detalhamento de especificações técnicas dos equipamentos. Ainda de acordo com o consórcio, a nova frota pode ser de um modelo diferente da que é empregada na Linha 1. Mas será compatível, para circular por toda a linha. Assim, o usuário poderá entrar no Jardim Oceânico e saltar na estação da Rua Uruguai, prevista para ser inaugurada no fim de 2013.

As obras da Linha 4 do metrô exigirão investimentos pesados: apenas em 2013, o estado e o consórcio estimam gastar R$ 1,8 bilhão no projeto. O valor equivale a mais que o dobro dos R$ 800 milhões empregados até agora.

Em janeiro do ano que vem, parte do estacionamento da PUC será interditada para a montagem do canteiro de obras da Estação Gávea. A primeira intervenção será a demolição do prédio da incubadora de empresas — que será reconstruído no próprio campus pelo consórcio.

— A extinção das vagas da PUC será temporária. Ao fim da obra, a área será devolvida. No terreno, serão visíveis apenas túneis de ventilação da estação. Os acessos serão pela Rua Marquês de São Vicente — explicou Lúcio Silvestre, gerente de contratos do consórcio Rio-Barra.

A Estação Gávea será a última a entrar em obras. Barra e São Conrado começaram a ser construídas em 2010. No mês passado, foram iniciadas as sondagens de solo para as estações da Zona Sul. O método empregado permite a construção das estações antes mesmo da ligação física entre elas, pelas escavações em rocha.

Estação Gávea terá dois níveis

Pelo projeto atual, a Estação Gávea foi concebida em dois níveis. Isso permitirá, no futuro, a construção de até dois novos ramais independentes até o Centro. O estado alega que a opção atual atendeu a um compromisso assumido com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Também para o início de 2013 está prevista a chegada do tatuzão, fabricado na Alemanha. O equipamento, que fará escavações para interligar as novas estações na Zona Sul, chegará desmontado ao Porto do Rio, entre os dias 15 e 20 de janeiro. De lá, seguirá para oficinas na Leopoldina. A montagem final será feita entre abril e agosto do ano que vem, sob a Estação General Osório, em Ipanema.

— O transporte das peças da Leopoldina até o canteiro da General Osório certamente terá que ser feito em horários noturnos, num esquema especial de trânsito que ainda será discutido com a CET-Rio — explicou Marcos Vidigal do Amaral, gerente do consórcio.

Como o equipamento trabalhará debaixo da terra, não haverá necessidade de novas interdições na Zona Sul. Mas será preciso fechar duas estações após o carnaval, em datas a serem definidas. Cantagalo parará por 15 dias, enquanto General Osório ficará fechada por oito meses.

Na Barra, o metrô vai operar integrado com o BRT Transoeste, que liga o bairro a Campo Grande e Santa Cruz. De responsabilidade da prefeitura, a expansão do Transoeste entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, pela Avenida das Américas, está em fase de planejamento. A estimativa é que 300 mil usuários por dia sejam transportados com a nova linha.

— Nos primeiros meses de 2016, vamos preparar a estação para receber o público, com a instalação de vários equipamentos, câmeras de segurança e sinalização para orientar os usuários. Em março, começam os testes de operação — disse Lúcio Silvestre. — Poderemos usar, por exemplo, sacos de areia nos trens para simular a circulação de passageiros. A operação comercial começa em junho de 2016. Antes disso, é possível até transportar alguns passageiros fora dos horários de pico para testes — acrescentou Silvestre.

Estação terá proteção contra alta salinidade

Na Barra, operários já trabalham na construção da futura estação do Jardim Oceânico num buraco aberto em pleno canteiro central da Avenida Armando Lombardi. As intervenções, que começaram há dois anos, incluíram o rebaixamento do lençol freático. Como o nível de salinidade na região é muito alto, o consórcio resolveu revestir a estação com um material especial, cuja durabilidade estimada é de 100 anos. O material é o mesmo empregado nas fundações do Ground Zero, no lugar onde ficava o Wolrd Trade Center, em Nova York.

As obras nos acessos às estações ainda não começaram. O governo do estado tenta na Justiça a reintegração de terrenos de posseiros. São quatro prédios que interferem no projeto: um antiquário e uma empresa fornecedora de equipamentos esportivos, no sentido Barra, e um restaurante chinês e um imóvel vazio, na direção São Conrado. Das 64 casas da favela Vila União que estão no trajeto de uma ponte estaiada, proprietários de duas delas ainda brigam na Justiça.

Sem depender de Tatuzão, as escavações do túnel do metrô no trecho entre a Barra e a Gávea seguem por duas frentes. Ao todo, já foram construídos 4,3 quilômetros de túneis entre a Barra e a Gávea. Na frente da Zona Sul, os operários já ultrapassaram a Pedra da Gávea e a previsão é que as duas frentes de obras se encontrem em outubro do ano que vem. No momento, 1.683 operários trabalham nas obras. Esse número deve chegar a 4.500 em 2013.







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