quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Invepar pode comprar R$ 50 milhões em ações da Rio Barra

26/11/2012 - Brasil Econômico

A concessionária Rio Barra detém o direito de exploração da concessão da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que ligará a Zona Sul à Barra da Tijuca. Segundo a companhia, ela manterá o mercado informado sobre a conclusão da operação.

A Invepar informou que firmou um contrato de opção de compra de ações de emissão da concessionária por R$ 50 milhões.

A concessionária detém o direito de exploração da concessão da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que ligará a Zona Sul à Barra da Tijuca.

Caso a Invepar exerça a opção, ela passará a ter participação, assim como a Queiroz Galvão Participações Concessões, Odebrecht Participações e Investimentos e a Zi Participações.

Segundo a companhia, ela manterá o mercado informado sobre a conclusão da operação.


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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Trânsito no Leblon é bom no primeiro dia útil da segunda fase das interdições

Trânsito no 26/11/2012 - O Globo

Orla e vias internas seguem com tráfego sem problemas

A Avenida Ataulfo de Paiva não apresentou engarrafamentos no início desta segunda-feira. A via está fechada entre a Rua General Artigas e a Avenida Bartolomeu Mitre Márcia Foletto / O Globo

RIO - O primeiro dia útil das novas interdições para as obras da Linha 4 do metrô é de trânsito bom nas principais vias do bairro. Tanto a orla quanto as avenidas Bartolomeu Mitre e Visconde de Albuquerque e as ruas Humberto de Campos e General Artigas, que são afetadas pelas interdições, não apresentam problemas.

Na orla, um problema dos novos pontos de ônibus da orla ficou claro na manhã desta segunda-feira, a falta de estruturas de cobertura. Com a chuva que cai na cidade desde sábado, os passageiros que aguardam nos pontos ficam expostos, dependendo de seus próprios guarda-chuvas.

Para a auxiliar de sala Adriana de Oliveira, de 25 anos, a prefeitura precisaria ter dado uma melhor infra estrutura para as paradas de ônibus.

Ponto onde passa bicicleta, não tem cobertura e a gente fica na chuva, não dá. Tinha que ver isso aí disse.

Interdições foram aumentadas no sábado

Desde o fim de semana, estão bloqueados dois trechos da Ataulfo de Paiva da General Venâncio Flores à Avenida Bartolomeu Mitre e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.

Com os bloqueios na Ataulfo de Paiva, a Avenida Delfim Moreira receberá a partir de hoje 180 ônibus a mais por hora na pista sentido Copacabana. Por isso, as vans estão proibidas de circular nessa via até mesmo nos horários de pista reversível na Avenida Niemeyer (passará a ser das 6h30m às 10h). Também não poderão circular pela Humberto de Campos. Na Delfim Moreira, as vans só poderão trafegar e parar no sentido São Conrado, na pista junto aos prédios. A exceção fica por conta dos domingos e feriados, quando o sentido o sentido da via passa a ser invertido em direção a Copacabana e as faixas junto à orla são fechadas para lazer. Nesses dia, as vans não poderão passar na via. Em outras ruas internas do bairro, o transporte alternativo está liberado, segundo a CET-Rio.


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domingo, 25 de novembro de 2012

Estações fora dos trilhos

24/11/2012 - O Globo

Para especialistas, entradas do metrô destoam da paisagem ou foram descaracterizadas

Estação de metrô da praça General Osório, em Ipanema, é uma das mais criticadas por especialistas Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO - Qualquer comparação com Moscou ou Frankfurt é desleal, isso não se discute. Banhada a cobre e conhecida como palácio subterrâneo, a rede metroviária da capital russa remete aos gastos nababescos do governo Stalin. Já a cidade alemã conta com 86 estações que atendem a praticamente todos os seus bairros e mais parecem obras de arte. Mas mesmo longe da bagagem histórica do Velho Mundo, os acessos aos terminais do metrô carioca poderiam ser muito mais harmoniosos e integrados às belezas naturais da cidade. Essa é a avaliação de arquitetos e urbanistas ouvidos pelo GLOBO. Especialistas que elegeram a boca da Estação General Osório, inaugurada em 2009, como a representante de uma arquitetura totalmente fora dos trilhos.

Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sérgio Magalhães diz que a única coisa a unir as entradas de estações do metrô da cidade, principalmente as mais recentes, é justamente a ausência de qualidade.

As estações foram deteriorando à medida que o metrô foi avançando. As últimas que foram inauguradas são absolutamente incongruentes. É inaceitável que o Rio tenha em sua paisagem um elemento da natureza da estação General Osório. Uma contribuição totalmente negativa para a qualidade espacial e arquitetônica da cidade critica Magalhães.

Ele lembra que, nos anos 80, o interior de algumas estações tinham grande qualidade. Um exemplo eram as paredes com pastilhas de vidro da Carioca e do Largo do Machado, hoje totalmente descaracterizadas, depois de terem sido pintadas. As pastilhas foram aplicadas pela empresa Projeto Arquitetos Associados (PAAL), que atuou no metrô de 1968 a 1984. Aos 81 anos, o arquiteto Jayme Zettel, autor do projeto da Estação de Botafogo, diz que ela também foi modificada. Antes, a boca da estação não tinha cobertura. Mais um caso de descaracterização.

Essas estruturas foram colocadas para preservar as escadas rolantes. Não fazem parte do projeto original. E todas essas mudanças foram acontecendo sem que nos consultassem. As antigas estações foram projetadas com espaço contínuo, influência da escola de Oscar Niemeyer observa Zettel, confessando não gostar dos contornos dos novos modelos. Fico um pouco aflito com essas novidades. É até difícil falar sobre isso. Todo o material que selecionávamos nos projetos, em granito, mármore, era bastante durável. Hoje em dia, a qualidade é assustadora.

Reação semelhante tem o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ), Sydnei Menezes. Ele diz que as estações carecem de um tratamento arquitetônico integrado à realidade urbana. Sydnei defende a realização de concursos para escolher os arquitetos que vão fazer os projetos das unidades das novas linhas de metrô:

Não que as estações tenham que ser todas iguais. A cidade é dinâmica, e a arquitetura reflete este dinamismo. Mas há de haver ao menos uma linguagem comum. As saídas da General Osório e da Rua da Alfândega (na Uruguaiana) são um horror; a da Cinelândia, idem. A Cardeal Arcoverde é a única onde houve uma integração interessante com a praça. O metrô deveria promover concursos públicos abertos a todos os arquitetos.

Menezes destaca os metrôs de Paris e Barcelona como os mais bem resolvidos na interação com o cotidiano:

Gosto dos metrôs tradicionais de Paris e Barcelona. Em Paris, eles incluem alguns elementos de modernidade, como os elevadores para atender aos portadores de deficiência. Nada disso compromete o resultado final, pelo contrário. Arquiteto serve exatamente para isso: aliar a arte de criar à técnica.

Arquiteto conselheiro do IAB, Ricardo Villar também faz observações contundentes. Para ele, as estações não seguem linhas arquitetônicas.

Falta bom gosto e capacidade. Uma empresa que faz o que fez, aquele horror no meio da Avenida Presidente Vargas (referindo-se à Estação Cidade Nova), nem precisa de muita análise afirma Villar.

Projeto da Linha 4 já com críticas

Desde 1978 no ramo, João Batista Corrêa, responsável pela concepção das estações Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo, General Osório e Cidade Nova, não faz juízo de valor sobre a cúpula da estação General Osório este projeto específico não é meu e, por questão ética, não posso comentar e lembra que a Cardeal Arcoverde foi premiada, à época da inauguração, pelo IAB.

É preciso levar em consideração que há muitos entraves que fazem com que os projetos não sejam executados totalmente de acordo com o que imaginamos. Os métodos construtivos das estações são totalmente diferentes diz Corrêa. Na General Osório, participei do projeto conceitual e fiz o elevador do Cantagalo. O elevador foi premiado pelo World Architecture Festival (WAF), em Barcelona, e pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Todos têm direito de opinar. Procuramos atuar em coerência com a cidade. Não é fácil fazer metrô no Brasil.

As seis estações da Linha 4, que ligará Ipanema à Barra, já têm o conceito definido. As entradas dos terminais nos 16 quilômetros do trajeto seguirão os mesmos contornos da Estação da Praça Nossa Senhora da Paz. A boca da Estação de Ipanema terá uma cobertura transparente, o que já é criticado por moradores. O estado diz que os projetos são de técnicos do governo, e a RioTrilhos não quis comentar as críticas aos projetos das entradas do metrô.



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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Orla do Leblon se prepara para ter 4 novos pontos de ônibus

19/11/2012 - O Globo

Espaços já recebem sinalização. Funcionamento vai começar no sábado

Adaptação . Ciclistas e pedestres passeavam ontem pela orla do Leblon desviando das obras dos pontos de ônibus Pedro Kirilos
RIO - Para as pessoas que circularam ontem pela orla do Leblon, o dia foi de adaptação aos novos pontos de ônibus construídos ao longo da ciclovia da Avenida Delfim Moreira, entre os postos 11 e 12. A novidade faz parte das intervenções para o início das obras da Linha 4 do metrô. Até sábado, a maioria dos moradores ainda não sabia o motivo das obras. Ontem, no entanto, a Secretaria municipal de Transportes providenciou a instalação de placas com os dizeres Desvio provisório - Implantação de pontos de ônibus temporários. Metrô Linha 4. O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, explicou que os novos pontos de ônibus quatro no total estão sendo construídos porque, a partir de sábado que vem, não haverá circulação de linhas na Avenida Ataulfo de Paiva.

Usamos parte da ciclovia para construir pontos de ônibus. Mas, para o ciclista não ficar sem seu espaço, estendemos a ciclovia para o calçadão, que em determinados trechos fica menor explicou Osório.

O secretário disse que, ao longo desta semana, serão pintados de vermelho os traçados da ciclovia, instaladas as placas indicativas das linhas de ônibus e implantados os mobiliários para demarcar as áreas dos novos pontos. A Secretaria de Transportes definirá ainda se o mobiliário será coberto ou não.

Todo o trecho vai ficar muito bem sinalizado, com pinturas no chão e placas informativas. Além disso, em cada um dos quatro pontos de ônibus vamos dispor de um monitor uniformizado para tirar dúvidas dos passageiros e orientar os ciclistas a transitar em baixa velocidade afirmou o secretário.

Vicente Quinderi Falcão, de 29 anos, empresário e morador da região, disse que uma boa sinalização será importante para quem transita pela orla, sobretudo para os ciclistas:

Eu uso esta ciclovia praticamente todos os dias, porque moro na Gávea e venho de bicicleta ao Leblon, onde eu trabalho. Aqui vai ficar uma bagunça se não estiver bem sinalizado, principalmente no verão.

Segundo o subsecretário de Transportes, Joaquim Monteiro de Carvalho, caso o espaço para a circulação de pessoas no calçadão seja insuficiente, há a possibilidade de construção de um deck provisório na areia nas áreas ocupadas pelos pontos de ônibus.

Ainda de acordo com Joaquim, a intenção da secretaria é incentivar a utilização de bicicletas no bairro. Por isso, bicicletários provisórios, com vagas para até dez bicicletas, serão instalados ao longo das vias do Leblon:

Escolhemos locais priorizando prédios comerciais, restaurantes, galerias, shoppings e cinemas. Os bicicletários foram desenhados no formato de R, de Rio, e serão instalados em breve. Queremos que as obras do metrô incentivem os moradores a usar a mobilidade a seu favor, e a bicicleta é um dos principais meios neste caso.

Osório adiantou que para o verão há a possibilidade de aumentar o número de bicicletas da Bike Rio nas estações da Zona Sul e do Centro.



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sábado, 17 de novembro de 2012

Começa hoje (17/11) a 1ª fase das intervenções no trânsito no Leblon

17/11/2012 - Linha 4

A CET-RIO iniciou na madrugada deste sábado, 17/11/2012, as primeiras mudanças no trânsito do Leblon para as obras da Linha 4 do Metrô (Ipanema – Barra da Tijuca). Agentes de tráfego e painéis de mensagens estão nos principais pontos de intervenção para orientar a população.

A faixa da esquerda da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, foi interditada em dois trechos: entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Bartolomeu Mitre e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros (Jardim de Alah). Nesta primeira fase da intervenção, duas faixas estão liberadas: a da direita para a circulação dos ônibus do Sistema BRS e a do meio para os demais veículos.

O motorista que quiser evitar a Avenida Ataulfo de Paiva poderá optar pela Rua General Artigas, que terá a mão invertida (entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Dias Ferreira), acessar a Rua Humberto de Campos até a Avenida Borges de Medeiros (Jardim de Alah), dobrar à direita e seguir até a Rua Visconde de Pirajá.

Outra alternativa é, na Ataulfo de Paiva, dobrar à direita na Rua General Venâncio Flores em direção à Avenida Delfim Moreira. Os ônibus BRS continuam na rota normal.

SOBRE A OBRA NESTA FASE: Serão feitas a instalação de tapumes e a preparação do terreno para o início da escavação das estações Jardim de Alah e Antero de Quental. Também será realizado o trabalho de prospecção, quando é feito o mapeamento das tubulações subterrâneas de serviços públicos para posterior remanejamento de redes.

Veja no mapa os locais onde as mudanças acontecem a partir deste sábado, 17/11: http://bit.ly/SRtvAR


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Começam as interdições para obras da Linha 4 do metrô no Leblon

17/11/2012 - O Globo

Esquema especial abrange avenidas como a Ataulfo de Paiva e Bartolomeu Mitre

Técnicos trabalham na operação para inteditar trechos da Av. Ataulfo de Paiva Ivo Gonzalez / O Globo

RIO A Secretaria municipal de Transportes começou a implementar as interdições e mudanças no trânsito do Leblon para as obras da Linha 4 do metrô. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, a medida começou a valer às 8h40m deste sábado. O esquema especial abrange algumas das principais vias do bairro, como as avenidas Ataulfo de Paiva, Bartolomeu Mitre e Afrânio de Melo Franco.

A partir deste sábado, uma faixa à esquerda ficará interditada em dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva: entre a Rua General Venâncio Flores e Avenida Bartolomeu Mitre e entre a Rua Afrânio de Melo Franco e Avenida Borges de Medeiros. Como opção para os motoristas, um trecho da Rua General Artigas terá a mão invertida para acesso à Rua Humberto de Campos.

No entanto, segundo o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, as mudanças mais significativas serão implementadas a partir do próximo sábado, dia 24, quando todas as faixas da Ataulfo de Paiva serão interditadas nos trechos entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.

Percebemos que os motoristas estão trafegando com cuidado, obedecendo as orientações dos operadores de trânsito. Pedimos que, quem puder, deixe de usar o carro para circular no Leblon afirmou Osório. Para incentivar o morador a usar bicicleta, a prefeitura vai instalar bicicletários na Ataulfo de Paiva e na Rua Dias Ferreira. O governo estadual informou ainda que o consórcio das obras do metrô analisa a viabilidade de implantar uma linha circular de micro-ônibus para atender aos moradores do Leblon.

Para o morador do bairro Arthur Motta, de 55 anos, os transtornos no trânsito serão compensados quando o metrô chegar ao Leblon:

Sou morador da Ataulfo de Paiva há dez anos, e sei que será um caos. É uma obra na porta da minha casa, já que meu apartamento é virado pra frente da avenida. Apesar da poeira em casa, sei que é para o bem de todos. Se eu tivesse que me mudar daqui, escolheria um bairro que tivesse metrô. Estou feliz que daqui a alguns anos teremos esse transporte no Leblon.

Segundo o secretário municipal de Transportes, as calçadas da Avenida Ataulfo de Paiva serão reduzidas durante a obra. Apenas um prédio, em frente à Praça Antero de Quental, teve a garagem interditada. As oito vagas do edifício não poderão ser utilizadas durante os meses que seguem. Nesta sexta-feira, dez carros precisaram ser rebocados para que as interdições começassem. Osório afirmou também que apesar das obras, nenhum estabelecimento comercial precisará ser fechado:

Não estimamos prejuízo para os comerciantes. Nenhum estabelecimento ficará sem acesso, ou será fechado. O que vai haver é uma mudança viária, com adaptação das pessoas a essa nova realidade.

Participaram da operação deste sábado aproximadamente oitenta agentes da CET-Rio. Segundo Osório, no próximo sábado, 250 homens estarão no Leblon para complementar as interdições e auxiliar os motoristas e pedestres. Apesar das mudanças, o trânsito fluiu sem problemas na manhã deste sábado. Mas Osório acredita que o tráfego deve ficar problemático a partir de quarta-feira:

É impossível não haver impacto no trânsito. Ninguém fecha uma via da magnitude da Avenida Ataulfo de Paiva sem causar impacto. Mas estamos trabalhando para minimizar os problemas ao bairro. Escolhemos começar as interdições no meio de um feriado justamente porque o fluxo de veículos é bem menor. E obviamente os problemas começarão a partir de quarta-feira, quando será o primeiro dia útil após o feriado prolongado.

Osório lembrou ainda que, a partir do dia 24, as linhas de ônibus que circulam pela Atalufo de Paiva serão desviadas para a Avenida Delfim Moreira. Para atender aos passageiros dos ônibus, estão sendo criados ainda quatro pontos na via. O canteiro central da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, está sendo cortado na altura da Henrique Dumont. O objetivo é permitir que os ônibus entrem na rua e dali retomem o caminho do BRS na Rua Visconde de Pirajá. As duas primeiras quadras da Henrique Dumont terão a mão invertida, e o estacionamento será proibido.

Para diminuir os impactos no trânsito, a Avenida Delfim Moreira poderá ganhar um corredor de BRS enquanto durarem as obras do metrô. No entanto, o secretário afirmou que prefere esperar para anunciar mudanças na via:

Não tomamos a decisão da implementação do BRS na Avenida Delfim Moreira ainda. Vamos colocar os ônibus na orla, fazer contagens, e se entendermos que é positivo para o trânsito, poderemos implantar o BRS na avenida. Como é uma obra longa, de 18 meses, qualquer ajuste que tiver que ser feito, será feito no decorrer deste tempo.


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Trânsito muda no sábado com obras da Linha 4 do metrô

16/11/2012 - O Globo, Célia Costa

Moradores e motoristas que circulam pelo Leblon devem ficar atentos às mudanças no trânsito por causa das obras a Linha 4 do metrô, que ligará a Zona Sul à Barra, a partir de sábado. A primeira fase das intervenções começa com a interdição de uma faixa da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos da via - entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Bartolomeu Mitre e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros. A alternativa, na Ataulfo de Paiva, será virar à esquerda, na Rua General Artigas, que terá a mão invertida, para permitir o acesso à Rua Humberto de Campos.

Para evitar transtornos maiores, o secretário municipal de Obras, Carlos Roberto Osório, sugere que os moradores do Leblon deem preferência aos deslocamentos de bicicleta ou a pé. Ele disse que o bairro, que já se ressente da falta de estacionamentos, terá o número de vagas ainda mais reduzido.
Como alternativa, Osório adiantou que a prefeitura vai instalar bicicletários em vários pontos. Um deles será perto do Rio Design Leblon.

- Estamos concluindo o levantamento dos pontos - diz.

Já o estacionamento de carros será proibido na lateral direita da Rua Humberto de Campos; e em ambos os lados das ruas Padre Trombeta e General Artigas, no trecho entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Humberto de Campos. A carga e descarga será proibida nas avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto, das 6h às 22h.

Quem costuma cruzar o bairro, em direção à Avenida Niemeyer, e usa as ruas internas deve procurar caminhos alternativos. As vias já estarão sobrecarregadas devido ao fechamento da Ataulfo de Paiva. Os que não moram, mas frequentam o bairro, devem evitar os carros particulares e optar pelo transporte público.

Rigor contra a "paradinha"

A rotina dos moradores também será alterada. Hábitos como a "paradinha" em que o caro é estacionado para compras rápidas não serão tolerados pelos agentes municipais.

- O intuito não é multar. Multas só em caso de insistência - afirma Osório.
Para a presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenweig, os transtornos são "um mal necessário".
- No primeiro momento, haverá um impacto grande, mas os moradores vão se acostumando aos poucos. Terão também que se habituar a deixar o carro em casa. Mas é preciso saber que isso significa a chegada do metrô ao bairro, uma obra importante - disse.

Na segunda fase das obras, a partir do dia 24, no próximo sábado, os impactos na circulação serão ainda maiores com a interdição total da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos. Os ônibus passarão pelas avenidas Visconde de Albuquerque e Delfim Moreira. Será feito um recuo da ciclovia e do calçadão da praia para a construção de quatro pontos de ônibus na Delfim Moreira.
A terceira fase, que deve começar em janeiro de 2013, prevê a interdição de mais um trecho da Borges de Medeiros. Uma ponte metálica provisória será construída sobre o Jardim de Alah, ligando a Rua Humberto de Campos à Epitácio Pessoa.


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terça-feira, 13 de novembro de 2012

'Mal necessário', dizem moradores sobre obra da Linha 4 do metrô no RJ

13/11/2012 - G1

Associação de moradores prevê transtornos no trânsito do Leblon. Presidente quer volta de micro-ônibus circular para auxiliar moradores.

Mudanças no trânsito da Zona Sul do Rio por conta das obras da Linha 4 do Metrô - dia 17 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Do G1 Rio

A presidente da Associação de Moradores do Leblon (AmaLeblon), Evelyn Rosenzweig, afirmou que as interdições nas ruas do bairro para as obras da Linha 4 do metrô são "um mal necessário". Ela solicitou à concessionária um micro-ônibus que circule pela área para auxiliar o transporte dos moradores. O bloqueio das ruas começa neste sábado (17).
Em uma etapa posterior das interdições, os moradores não poderão acessar as ruas do Leblon de carro. O coletivo funcionava no bairro no período de verão de anos anteriores por meio de patrocínio. No último ano não houve parceiro para bancar o transporte. A associação quer que a concessionária arque com os custos para que o micro-ônibus volte a circular no período das obras.
"Esse micro-ônibus circulava somente pelo bairro. 47% dos moradores do Leblon trabalha no próprio bairro. Isso evitaria que essas pessoas saíssem de carro para um lugar tão próximo", afirma Evelyn.
Uma faixa da Avenida Ataulfo de Paiva será interditada em dois trechos da via, entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros, a partir de sábado (17). Já a partir do dia 24, a interdição será total na Avenida Ataulfo de Paiva. Para melhorar o fluxo de veículos, algumas vias terão a mão invertida e outras ruas serão exclusivas para o tráfego de carros, de acordo com a Prefeitura do Rio.
"O impacto no trânsito será uma questão de tempo. Os moradores vão levar um tempo para se acostumar. Mesmo divulgando, na hora alguém pode errar de rua. Não é simples pedir para os moradores não andarem de carro, mas é um mal necessário. Acho que a gente tem que se resignar, procurar colaborar com nossa própria vida. Mas que tenha metrô no Leblon", disse a presidente da AmaLeblon.
O transtorno deve durar 18 meses, tempo previsto para o término das obras. A AmaLeblon prevê um impacto no comércio do bairro nesse período. "Nós temos um shopping no bairro que atende muita gente de fora. O consumidor tende a procurar lugares mais tranquilos", disse Evelyn.
Entenda as alterações no trânsito do Leblon
Na primeira fase das mudanças, a partir do dia 17, os motoristas que vierem da Avenida Ataulfo de Paiva vão poder virar à esquerda, na Rua General Artigas, que terá a mão invertida. Depois, o tráfego segue pela Rua Humberto de Campos até a Avenida Borges de Medeiros. Em seguida, os veículos podem entrar à direita e voltar para a Avenida Ataulfo de Paiva, no sentido Ipanema.
Já na segunda fase de interdições, a partir de 24 de novembro, todas as faixas da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditadas nos trechos entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.
O trânsito de todos os ônibus e também de carros será desviado pela Avenida Visconde de Albuquerque, seguindo pela Avenida Delfim Moreira. Parte dos ônibus vai entrar pela Avenida Epitácio Pessoa e parte pela Avenida Henrique Dumont, que também terá a mão invertida. Depois, os veículos seguem o trajeto normal.
Os carros que vierem da Avenida Niemeyer não poderão seguir pela Avenida Visconde de Albuquerque. Os veículos deverão seguir pela Avenida Delfim Moreira e entrar na Avenida Bartolomeu Mitre. Para permitir todos os desvios, a Prefeitura vai fazer obras nos canteiros.

Mudanças no trânsito da Zona Sul a partir do dia 24 de novembro
Área de lazer e pontos de ônibus
Nos domingos e feriados, a área de lazer continua na pista junto à praia. Na pista junto aos prédios, a mão será invertida até o fim de Ipanema.
Nos pontos de ônibus, que serão implantados na Avenida Delfim Moreira, será feito um desvio na ciclovia para criar espaço para os passageiros. A ciclovia será desviada para o calçadão e passará por trás dos pontos de ônibus. Segundo o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, a Prefeitura está trabalhando para minimizar ao máximo os impactos no trânsito e na vida dos moradores, principalmente do Leblon, na Zona Sul.
"É importante lembrar que se trata de uma obra longa e com grande impacto. Por isso, pedimos à população para que priorizem o transporte público. Vamos proteger a circulação de ônibus e seremos rigorosos ao coibir os estacionamentos irregulares e as operações de carga e descargan para garantir a fluidez do trânsito principlamente em Ipanema e no Leblon", disse Osório.
O secretário destacou ainda que a partir da segunda fase da obra, que se inicia no dia 24 de novembro, haverá uma única e grande alteração no comércio da região: a feira livre que acontece todas as segundas-feiras na Rua Henrique Dumont será transferida a partir do dia 26 de novembro para a Avenida Epitácio Pessoa, no trecho junto ao Jardim de Alah.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Alterações no trânsito do Leblon para obras da Linha 4 do Metrô começam no próximo dia 17

08/11/2012 - O Globo

Planejamento foi apresentado nesta quinta-feira, no Centro de Operações da prefeitura

Obras no Metrô da Zona Sul na esquina da Rua Ataulfo de Paiva com a Rua Afrânio de Melo Franco em 12/09/2012 Eduardo Naddar / O Globo

RIO - As interdições para a construção da Linha 4 do Metrô, que vai ligar a Zona Sul à Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, começam no próximo dia 17 e serão divididas em três fases. Devido às obras, haverá mudanças no trânsito da região. O planejamento operacional foi apresentado nesta quinta-feira, no Centro de Operações da prefeitura. Durante a coletiva, o prefeito Eduardo Paes reconheceu que as intervenções causarão transtorno na vida dos moradores e pediu compreensão aos cariocas:

Sei que é desgastante e que vai causar transtornos. Mas não pouparemos esforços para minimizar os impactos dessas mudanças na vida da população. As obras da Linha 4 do Metrô são essenciais para melhorar o problema de mobilidade no Rio.

A primeira fase das mudanças no trânsito para construção das estações Antero de Quental e Jardim de Alah começará com a interdição de uma faixa da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos da via, entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros. Duas faixas ficarão liberadas para carros e ônibus do BRS.

Com isso, os motoristas que vierem da Avenida Ataulfo de Paiva vão poder virar à esquerda, na Rua General Artigas, que terá a mão invertida. Depois, o tráfego segue pela Rua Humberto de Campos até a Avenida Borges de Medeiros. Em seguida, os veículos podem entrar à direita e voltar para a Avenida Ataulfo de Paiva, no sentido Ipanema.

O estacionamento será proibido na lateral direira da Rua Humberto de Campos; em ambos os lados da Rua Padre Trombeta e da Rua General Artigas, no trecho entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Humberto de Campos.

A segunda fase começa no dia 24 de novembro, quando todas as faixas da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditadas nos trechos entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.O trânsito será desviado pela Avenida Visconde de Albuquerque, seguindo pela Avenida Delfim Moreira.

Parte dos ônibus vai entrar pela Avenida Epitácio Pessoa e outra pela Avenida Henrique Dumont, que também terá a mão invertida. Devido à mudança da rota dos coletivos da Ataulfo de Paiva para a Delfim Moreira, o sistema BRS deixará de funcionar no Leblon em um primeiro momento, podendo ser reestabelecido posteriormente.

Pontos de ônibus serão instalados na Delfim Moreira em locais próximos a faixas de pedestres. No total, serão criadas quatro paradas: na altura da Rua Venâncio Flores; na altura da Avenida Bartolomeu Mitre; na altura da Rua Cupertino Durão; e na altura da Avenida Afrânio de Melo Franco. Para a instalação desses pontos, será feito um recuo da ciclovia e do calçadão da praia.

Os carros que vierem da Avenida Niemeyer não poderão seguir pela Avenida Visconde de Albuquerque. Os veículos deverão seguir pela Avenida Delfim Moreira e entrar na Avenida Bartolomeu Mitre. Para permitir todos os desvios, a prefeitura vai fazer obras nos canteiros.

A terceira fase prevista para começar em janeiro de 2013, em data ainda não definida, prevê a interdição de mais um trecho na Avenida Borges de Medeiros. No entanto, uma ponte metálica será construída sobre o Jardim de Alah para ligar a Rua Humberto de Campos à Epitácio Pessoa.

Obra da Linha 4 do Metrô tem 92% de aprovação

Durante a apresentação do planejamento, o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, mostrou resultados da pesquisa do Ibope realizada na cidade do Rio. Segundo ele, 92% dos cariocas são a favor da Linha 4 do Metrô.

Já o secretário municipal de transportes, Carlos Osório, disse que todos os esforços foram feitos pela prefeitura para minimizar o impacto da obra. Ele afirmou que haverá uma forte presença operacional 24 horas por dia para dar o máximo possível de fluidez ao trânsito.

Na primeira fase, a operação contará com 115 agentes de trânsito, entre Guardas Municipais e controladores de tráfego, e apoio de 6 viaturas. Aos domingos e feriados, a pista da praia terá a mão invertida. Isso acontecerá a partir do dia 25 de novembro.

Osório destacou a importância das obras da Linha 4 do metrô para cidade e também pediu pela compreensão da população:

Estamos fazendo o máximo para minimizar os impactos no trânsito e, para isso, precisaremos do apoio dos cariocas. Em casos de deslocamentos dentro do próprio bairro, por exemplo, os moradores podem fazer esses percursos a pé ou de bicicleta.

Acesso ao comércio será mantido

Segundo o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras na Zona Sul, em toda a obra na região, apenas um edifício residencial, com 11 vagas, terá a garagem bloqueada. A empresa informou que está buscando alternativas junto aos moradores.

Outra mudança prevista por conta das interdições refere-se à realização da feira que ocorre tradicionalmente às segundas-feiras na Rua Henrique Dumont. Com o desvio do trânsito pela via, a feira será transferida para a parte interna de estacionamentos da Epitácio Pessoa a partir do dia 26.

Para minimizar o impacto no trânsito, os veículos pesados que trabalharão na obra vão circular em horários diferenciados. Serão garantidos a passagem de pedestres pelas calçadas. O acesso ao comércio será mantido normalmente. Nas ruas próximas aos trechos interditados haverá espaços destinados a veículos dos serviços de emergência.

Domingos e feriados

A partir de 25 de novembro, em função da área de lazer, aos domingos e feriados, será implantada faixa reversível na Avenida Delfim Moreira e na Avenida Vieira Souto na pista junto aos prédios. A via vai funcionar no sentido Copacabana das 7h às 19h, durante o horário da área de lazer.


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Secretário de Transportes se reúne com associações para detalhar mudanças de tráfego na Zona Sul

Secretário de Transportes se reúne com associações para detalhar mudanças de tráfego na Zona Sul

09/11/2012 - O Globo Online, Selma Schmidt

Osório pede que moradores evitem usar carros dentro dos bairros durante as obras da Linha 4 do metrô

Para detalhar as mudanças na circulação viária durante as obras da Linha 4 na Zona Sul, o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, e a presidente da CET-Rio, Cláudia Sessin, reuniram-se na tarde da quinta-feira com dirigentes de associações de moradores e de comerciantes de Leblon, Ipanema, São Conrado, Cruzada São Sebastião e Morro do Cantagalo. Osório pediu que divulgassem o plano e orientassem à população para que evitasse circular de carros dentro dos bairros, especialmente no Leblon. Ele garantiu que o diálogo será permanente e que poderão ser feitos ajustes no futuro. Da reunião, participaram ainda o subprefeito da Zona Sul, Bruno Ramos, e o administrador da 6a RA (Gávea), Leonardo Spritzer.
Presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig está convencida de que o impacto no trânsito do bairro será grande e inevitável. Ela mais tranquila quando foi informada, durante a reunião, que não haverá aumento do número de ônibus que hoje circulam na Avenida Visconde de Albuquerque, segundo ela, já saturada desde a implantação do BRS no bairro. Quanto ao pedido para que seja evitada a circulação de carros dentro do bairro, Evelyn disse que é preciso dar alternativas:
- Não dá, simplesmente, para dizer para as pessoas não usarem carro no Leblon. Aguardo uma resposta do consórcio responsável pelas obras da Linha 4 na Zona Sul, a quem pedi que sejam colocados ônibus circulares gratuitos no bairro.
Para o presidente da Associação de Proprietários de Prédios no Leblon, Augusto Boisson, o fundamental é a fiscalização, a fim de minimizar os problemas no trânsito e de segurança.
- Caos vai haver. Já não há vagas no Leblon nem para bicicletas. Criaram um polo gastronômico no bairro e as pessoas não têm onde estacionar. Com a proibição de parar em algumas ruas, estacionar no Leblon vai virar uma guerra. Os flanelinhas vão tentar de tudo, induzindo motoristas a parar em esquinas e portas de garagem. O metrô é uma obra necessária para o Leblon e a cidade. Mas os impactos durante a obra podem ser reduzidos com fiscalização.
Morador da Cruzada São Sebastião, o segurança Renato Fabrício, de 35 anos, se mostra preocupado com a abertura ao tráfego do trecho da Humberto de Campos junto ao conjunto, hoje usado como estacionamento dos dois lados e área de lazer. Com dez prédios, a Cruzada tem mais de 900 apartamentos. Sinais de trânsito foram instalados nas esquinas da Rua Humberto de Campos com as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.
-Vai ser problemático. Minha preocupação é com a segurança das crianças da Cruzada, que hoje circulam normalmente por aqui.
Já a presidente do Conselho Comunitário de Segurança da área do 23º BPM (Leblon) e vice-presidente na Associação de Moradores de São Conrado, Marlene Parente, que participou da reunião com Osório, não acredita que o trânsito do bairro será afetado pelas interdições no Leblon. Mas o ideal, segundo ela, é o morador de São Conrado usar a Autoestrada Lagoa-Barra, uma vez que os que optarem pela Avenida Niemeyer cairão na Delfim Moreira, onde passarão a circular os ônibus.
- Aproveitamos para reivindicar a construção de uma passarela e a retirada do sinal na Niemeyer na altura do Vidigal. Isso melhoraria muito a fluidez na Niemeyer - contou Marlene.
A presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro (AMIpanema), também não acredita em reflexos das alterações no Leblon no seu bairro:
- Os veículos entrarão em Ipanema pela Avenida Henrique Dumont em vez de pela Avenida Ataulfo de Paiva. A feira livre da Henrique Dumont, às segundas, será transferida para a Epitácio Pessoa, no trecho em frente ao Jardim de Alah, mais próximo da Lagoa.


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Linha 4 do Metrô disponibiliza pontos de atendimento na Zona Sul

06/11/2012 - Governo RJ

Também é possível tirar dúvidas através de 0800, site e Twitter

A Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) disponibiliza, a partir desta terça-feira (06/11/2012), três pontos de atendimento para tirar dúvidas da população sobre a obra nos bairros de Ipanema e Leblon. Enquanto são construídas as centrais permanentes (imagem abaixo), quem precisar obter informações pode se dirigir às tendas temporárias instaladas na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, no Jardim de Alah e na Praça Antero de Quental, no Leblon.



O atendimento nestes locais será realizado de segunda a quinta-feira, das 8h às 18h, e sexta-feira, das 8h às 17h. Também é possível saber mais sobre a obra por meio do telefone 0800 021 0620, do site www.metrolinha4.com.br e do twitter.com/metrolinha4.

A Linha 4 do Metrô, que ligará Ipanema à Barra da Tijuca a partir de 2016, vai transportar mais de 300 mil pessoas, retirando das ruas aproximadamente 2 mil veículos por hora/pico, o que significa menos emissão de poluentes no ar que respiramos. Serão 16 quilômetros de extensão e seis estações – Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico. A obra está prevista para terminar em dezembro de 2015.



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Tapumes para obras do metrô mudam paisagem da Zona Sul

06/11/2012 - O Globo

Na Praça Antero de Quental, no Leblon, ciclovia é bloqueada

Mudanças. Tapumes das obras do metrô são instalados na Praça Antero de Quental, no Leblon Marcos Tristão / O Globo

RIO Mesmo sem data certa para o início das escavações e das interdições no trânsito, moradores da Zona Sul já começam a perceber na paisagem os primeiros passos para a construção da Linha 4 do metrô na região. Depois da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, os tapumes agora se espalham pelo Jardim de Alah, além de vias como a Rua Igarapava e a Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon. A Praça Antero de Quental teve 38% da sua área cercada. No caminho, a ciclovia que beira a Avenida Bartolomeu Mitre foi bloqueada.

Moro no Leme e vou e volto de bicicleta todos os dias para a PUC. Esse trecho é o único em que não tenho mais como usar a ciclovia. Temos que nos espremer nas ruas reclamou o universitário Louis de Billy, instantes após bater em outro ciclista que vinha no sentido contrário e ainda resvalar numa van, na Avenida Bartolomeu Mitre, na tarde de segunda-feira.

A área delimitada pelos tapumes na Antero de Quental tem o formato de um grande L. De acordo com a assessoria de imprensa do consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras do trecho entre Ipanema e Gávea, o cercamento da praça deve aumentar ainda mais na segunda fase dos trabalhos, quando a área ocupada chegará a 74%. Somadas, as duas primeiras fases vão durar 18 meses. Após a terceira e última fase, a previsão é ocupar 64% do terreno.

Também de acordo com o consórcio, foram instalados cones nos arredores da praça para assegurar uma passagem exclusiva para pedestres e ciclistas. Há ainda funcionários orientando o fluxo, mas, mesmo assim, em apenas meia hora no local, uma equipe do GLOBO flagrou um acidente.

A partir desta terça-feira, começarão a funcionar na Praça Nossa Senhora da Paz, no Jardim de Alah e na Antero de Quental tendas temporárias para que moradores possam tirar dúvidas sobre as obras da Linha 4. Posteriormente, serão construídas centrais fixas de atendimento. Também é possível obter informações pelo telefone 0800-0210620 ou no site www.metrolinha4.com.br.

Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, a primeira fase da obra ocupará 40% da área de lazer. Na segunda fase, o canteiro tomará 92% da área da praça. As fases 1 e 2 também terão duração de 18 meses. Na terceira etapa, 54% da praça serão devolvidos à população. O restante continuará ocupado.

No Jardim de Alah, foi iniciada a ocupação do trecho junto à Avenida Epitácio Pessoa, entre a Lagoa (a partir da segunda quadra esportiva) e a Rua Visconde de Pirajá. Na segunda fase, o canteiro será instalado junto à Avenida Borges de Medeiros, entre a Prudente de Morais e a Rua Professor Antônio Maria Teixeira. Na terceira, o canteiro ocupará, até o fim da obra, todo o Jardim de Alah, com exceção da área de dragagem do canal, junto à praia, e da quadra esportiva junto à Lagoa.

Na Igarapava e na Ataulfo de Paiva, há pequenas ocupações na calçada para trabalhos de sondagem. A previsão para a conclusão de todo o trecho Barra- Ipanema é dezembro de 2015.


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sábado, 3 de novembro de 2012

Linha 4 do metrô: começa segunda-feira a instalação de tapumes em três praças de Ipanema e Leblon

20/12/2012 - O Globo

Jardim de Alah e praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental ganharão estações, e obras deverão começar simultaneamente

FÁBIO VASCONCELLOS
MARIA ELISA ALVES
SELMA SCHMIDT

Aprovado. O ator Marcos Caruso, que mora no Leblon, é favorável à expansão do metrô
FÁBIO ROSSI / O GLOBO

RIO — Quando os moradores de Ipanema e do Leblon acordarem nesta segunda-feira vão encontrar novidades na paisagem. As intervenções para a construção do trecho da Linha 4 do metrô que passará pela Zona Sul vão começar a todo vapor com a instalação de tapumes no entorno do Jardim de Alah e das praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental, locais que ganharão estações e onde as obras do metrô deverão começar simultaneamente, dando a partida na perfuração das galerias. Pelas dimensões da máquina de perfuração, conhecida como "tatuzão", será necessário fechar a Estação Cantagalo por 15 dias e a Estação General Osório por oito meses, a partir de fevereiro, depois do carnaval.

Entre 15 dias e um mês, a partir do cercamento das praças, dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditados. A proibição do tráfego entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco e entre as ruas Bartolomeu Mitre e General Urquiza vai durar cerca de um ano e meio.

A prefeitura disse que a CET-Rio ainda está planejando os desvios de trânsito no Leblon, que serão divulgados nos próximos dias. A indefinição preocupa a presidente da associação de moradores do bairro, Evelyn Rosenzweig:

— A informação deveria chegar com mais antecedência para que pudéssemos nos planejar.

Evelyn especula que, com o bloqueio de dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, as alternativas naturais para escoar o tráfego seriam a Delfim Moreira e a Humberto de Campos. Para reduzir o tráfego no Leblon durante as obras, Evelyn está negociando com o consórcio construtor da Linha 4 a colocação de um micro-ônibus no bairro. Segundo ela, a medida evitaria que moradores usem o carro para circular no bairro.

Segundo o governo do estado, as garagens de edifícios residenciais não serão afetadas pelas interdições. A única exceção é o edifício Clirian, na Avenida Ataulfo de Paiva 802. Os moradores do prédio de nove andares não poderão estacionar nas 11 vagas disponíveis, mas o governo promete oferecer um serviço de valet parking.

— Não fomos informados sobre o que vai acontecer nem sobre as alternativas que o estado vai oferecer — reclama o síndico Marcelo Camanho.
Moradora vende carro

Há 35 anos do edifício, a música Célia Vaz já se antecipou e vendeu o carro.

— Estou sabendo que vai ter obras e resolvi me desfazer do carro para evitar problemas porque não sabia como poderia entrar e sair do prédio com o meu veículo. Já estou andando de táxi e de ônibus — diz Célia, que aprova a chegada do metrô.

Estão sendo implantados três canteiros de apoio às obras: um na Leopoldina, onde serão fabricados os anéis de concreto que serão usados para revestir os túneis escavados, outro no Jardim de Alah, que abrigará centrais de operação e estocagem, e um terceiro na área do 23º BPM (Leblon). Numa fase posterior, será erguido um canteiro na Rua Igarapava, que terá o primeiro quarteirão interditado. A Rua Aperana terá a mão invertida, em data ainda não divulgada.

Para minimizar os transtornos que a circulação de caminhões que farão o transporte de material entre os canteiros e a remoção do entulho das escavações poderiam causar, o secretário-chefe da Casa Civil do estado, Régis Fichtner, afirma que os veículos circularão prioritariamente à noite.

— Nas obras de Copacabana, mais de 20 mil caminhões circularam e ninguém nem percebeu — diz ele.

Com 120 metros de comprimento, o tatuzão vai ser montado dentro da Estação General Osório. À medida em que ele for avançando, instalará simultaneamente aduelas, que são anéis de concreto que servem para revestir internamente e sustentar o túnel recém-aberto. O equipamento também retira o material escavado e é capaz de trabalhar tanto em rocha quanto areia. Ele passará por baixo de edifícios, evitando bate-estacas, explosões e aberturas de valas na superfície das ruas.

— Com o tatuzão, o metrô vai até onde o passageiro está. Em Copacabana, como não havia essa tecnologia, as estações foram feitas dentro da rocha e acabaram ficando longe dos passageiros. Se as estações fossem debaixo da Nossa Senhora de Copacabana, teriam mais movimento. Em Ipanema, faremos as estações debaixo de onde as pessoas moram — diz Fichtner.

Em Ipanema, nenhuma rua ou calçada será interditada para a construção da estação na Praça Nossa Senhora da Paz, que, mesmo durante as obras, terá um pedaço destinado ao lazer dos moradores. Mas, numa fase mais adiantada das intervenções, dois trechos das ruas Farme de Amoedo e Aníbal de Mendonça serão ocupados parcialmente.

O governo do estado informou que 228 das 298 árvores da praça não serão afetadas. Vinte e duas serão removidas e substituídas por mudas. Outras 48 serão retiradas durante a obra e replantadas depois. O destino das árvores mobilizou moradores. Enquanto a presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro, disse estar satisfeita com a solução, a coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, reclama:

— Vão sacrificar árvores e colocar mudas de um metro no lugar.
A inauguração da Linha 4 (Barra da Tijuca-Ipanema) é estimada para o primeiro semestre de 2016.

Até 'Leleco' aprova expansão do serviço

A possibilidade de haver uma piora no trânsito por conta das obras do metrô da Linha 4 é o que mais preocupa os moradores. Pesquisa Ibope, encomendada pelo Consórcio Linha 4, responsável pelo projeto, e pelo governo do estado mostra que 71% consideram esse o maior problema nos próximos meses. Em segundo lugar (34%) estão os fechamentos de ruas, seguidos do barulho causado pelos trabalhos (30%).

Apesar dessas preocupações, 92% dos entrevistados são favoráveis à construção da Linha 4. Nos bairros que serão diretamente beneficiados (Ipanema, Leblon, Gávea, São Conrado, Rocinha e Barra), 89% afirmaram que querem o metrô. O ator Marcus Caruso, que vive o personagem Leleco na novela "Avenida Brasil", da TV Globo, é um dos favoráveis à expansão.

— Haverá transtorno por um ou dois anos? É possível. Mas sou totalmente favorável à expansão do metrô. Deveria haver uma estação a cada três quarteirões

— defende Caruso, que tem carro, mas prefere andar de bicicleta pelo Leblon.
Gerente de um restaurante que funciona há mais de 30 anos na Avenida Ataulfo de Paiva, também no Leblon, Luiz Pereira acredita que as interdições em alguns trechos de via complicarão o trânsito, mas o benefício deverá ser maior quando o metrô for inaugurado.

— Não tem jeito. As obras trarão algum transtorno, mas acho que será melhor para o bairro. Não sabemos ainda qual será o impacto no nosso movimento, já que a maior parte dos nossos clientes é de moradores do próprio bairro, que costumam vir andando — diz Pereira.

Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados que moram nos bairros beneficiados pelo metrô dizem que pretendem usar a nova linha. Esse percentual é de 25% no restante da cidade. O Ibope também perguntou aos moradores qual é o seu principal meio de transporte. Pelo levantamento, 80% disseram que utilizam ônibus, seguido de metrô (31%) e de carro (29%). A mesma pergunta feita para os moradores dos bairros por onde passará a Linha 4 mostrou o seguinte resultado: ônibus (66%), metrô (49%) e carro (46%).

Obras da Linha 4 do metrô causam interdições na zona sul

20/10/2012 - Agência Rio

Começa nesta segunda-feira (22) uma nova etapa da obra da Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) na Zona Sul do Rio. Será iniciada a ocupação gradativa do Jardim de Alah, onde será instalado um canteiro de apoio, e da Praça Antero de Quental, no Leblon, onde será construída uma estação. A partir de novembro, começam as intervenções no trânsito da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, e na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

O trabalho foi planejado com objetivo de causar o menor impacto possível para a população e para o meio ambiente, com preservação de árvores e 100% da área verde restabelecida. Diferente do que foi feito na construção de outros trechos do metrô, os 5,7 quilômetros de túneis subterrâneos na Zona Sul serão escavados com o equipamento mais moderno do mundo, o TBM ('Tatuzão'), sem explosões e sem a necessidade de abrir valas na superfície ao longo das ruas.

As obras da Linha 4 do Metrô foram iniciadas em junho de 2010 pela Barra da Tijuca. Na Zona Sul, começou em julho de 2012, com o trabalho de sondagem, com o mapeamento do solo. Já há mais de 3 mil metros de túneis escavados entre a Barra da Tijuca e a Gávea. A Estação Jardim Oceânico, na Barra, já conta com a estrutura das paredes de diafragmas prontas e já iniciou as escavações no local. A Estação São Conrado também já está em construção.

A Linha 4 do Metrô, que ligará Ipanema à Barra da Tijuca a partir de 2016, vai transportar mais de 300 mil pessoas, retirando das ruas aproximadamente 2 mil veículos por hora/pico, o que significa menos emissão de poluentes no ar que respiramos. Serão 16 quilômetros de extensão e seis estações – Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico. A obra está prevista para terminar em dezembro de 2015.

Intervenção em praças

As praças Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e Antero de Quental, no Leblon, serão parcialmente fechadas para a obra da Linha 4 do Metrô. A instalação dos canteiros de obras nestes locais acontecerá gradualmente a partir de outubro. Nas duas praças serão mantidas áreas de lazer.

Na Praça Antero de Quental, no Leblon, a instalação do canteiro começa nesta segunda-feira (22). Na primeira fase, a instalação levará uma semana para ser concluída e 62% da praça fica livre. A segunda fase deixará liberada 26% da praça. Juntas, as fases 1 e 2 vão durar aproximadamente 18 meses. Na terceira fase, o canteiro começará a ser reduzido até deixar 36% de área livre.Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, a primeira fase, que ocupará 40% da área de lazer, começa a ser montada partir de outubro. Na segunda fase, o canteiro ocupará 92% da área da praça. As fases 1 e 2 terão duração de 18 meses. Na terceira fase, 54% da praça será devolvida para a população.e o restante continuará ocupado.

Intervenção no trânsito

Começarão em novembro as intervenções no trânsito do Leblon para a construção das estações Jardim de Alah e Antero de Quental. Gradativamente, serão fechados ao tráfego de veículos dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, o equivalente a apenas 500 metros de vias, entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco, e entre a Rua General Urquiza e a Avenida Bartolomeu Mitre. A data da intervenção e as alternativas de trânsito serão definidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), que coordenará todo o processo.

Não haverá interdição de ruas no Trecho Barra-Gávea e, na Zona Sul, apenas 500 metros de vias serão bloqueados no Leblon. Em Ipanema e na Gávea, não haverá interdições de ruas para a construção da estação e dos túneis.

'Tatuzão' escavará túneis sem explosões

O 'Tatuzão' vai perfurar os túneis subterrâneos da Linha 4 do Metrô de Ipanema à Gávea sem passar por baixo de edifícios. Ao mesmo tempo em que escava, o equipamento instala imediatamente os anéis de concreto que formam o túnel.

O equipamento fabricado na Alemanha está sendo trazido de navio da Europa para o Rio de Janeiro em 20 contêineres e outras 100 peças soltas. A chegada ao Brasil está prevista para o início de 2013. O equipamento será montado no túnel que está em construção na Estação General Osório, de março a agosto de 2013, quando deverá entrar em operação, partindo em direção à Gávea.

FA

Vinte moradores de Ipanema fazem protesto contra as obras do metrô

22/10/2012 - O Globo

Jardim de Alah e Praça Antero de Quental começam a receber canteiros a partir desta segunda-feira

TAIS MENDES

Moradores fazem manifestação contra as obras do metrô em Ipanema
MARCOS TRISTÃO / O GLOBO

RIO - Munidos de panelas e colheres, cerca de 20 moradores de Ipanema realizaram, na manhã desta segunda-feira, um protesto na Praça Nossa Senhora da Paz contra as obras da estação do metro no local. Assim como já ocorreu na Praça Nossa Senhora da Paz, o Jardim de Alah e a Praça Antero de Quental começaram a receber canteiros de obras do metrô, com instalação de tapumes, nesta segunda-feira. Ignez Barretto, coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, diz que os moradores não são contra a obra, mas que gostariam que o governo do estado escutasse a sugestão da comunidade, e modificasse o método que utilizará para abrir o solo da Nossa Senhora da Paz:

— Estamos pedindo que não utilizem o método vala aberta para construir a estação. Dessa forma, todas as árvores e o monumento terão que ser retirados para só depois retornarem. Assim, as árvores centenárias não resistirão. Estamos propondo que se faça obra subterrânea, método usado no mundo inteiro. Chegamos a reservar espaço na igreja para o debate, mas o governo nem apareceu para conversar.

De acordo com Ignez, moradores entraram há três semanas com ação cautelar de produção antecipada de provas no Tribunal de Justiça, que da prazo máximo de 90 dias para o governo explicar por que está fazendo a obra dessa forma e não aceitou a proposta dos moradores.

Ignez diz que o juiz deverá designar perito para avaliar a obra:

— Assim, vamos ter pelo menos um parâmetro de quem está certo. A ação já foi distribuída, e hoje estamos pagando as custas do processo.
Além de querer mudar o método da obra, os moradores sugerem que o acesso à estação não seja feito pela praça.

— Serão 40 mil pessoas passando diariamente aqui. Isso significa trânsito na praça, que é usada por crianças e idosos.

Paralelamente ao movimento, os moradores recolheram assinatura para a preservação da praça. Segundo os organizadores, ao todo, já são 20 mil nomes.

De acordo com a prefeitura, a instalação dos canteiros de obras será gradual. Nas duas praças, serão mantidas áreas de lazer. O canteiro da Antero de Quintal levará uma semana para ser instalado, e 62% da praça ficarão livres. A segunda fase deixará liberados 26% dela.

Começam em novembro as mudanças no trânsito do Leblon para a construção das estações Jardim de Alah e Antero de Quental. Gradativamente, serão fechados ao tráfego de veículos dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco, e entre a Rua General Urquiza e a Avenida Bartolomeu Mitre.

A Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) disponibilizou o telefone 0800-021-0620 para tirar dúvidas da população sobre as obras nos bairros de Ipanema e Leblon. Também é possível obter informações pelo site do consórcio.