quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Grupos concorrem a prêmio de melhor grafite nos muros do metrô

31/10/2012 - O Globo

Objetivo de concessionária é reduzir pichações e depredação ao longo da Linha 2

Um artista trabalha no grafite que embelezará o muro da estação do Maracanã: a melhor pintura vai receber um prêmio de R$ 20 mil Gabriel de Paiva / O Globo

RIO Buracos, falhas na tinta e pichações estão dando lugar a muita cor e arte nos muros da Linha 2 do metrô. Equipes de grafiteiros do Rio toparam o desafio de contar um pouco da história da cidade desenhando nos 22 quilômetros de concreto que delimitam 15 estações. A ação, chamada Copa Graffiti, está sendo promovida pela concessionária Metrô Rio e dará um prêmio de R$ 20 mil ao grupo que se destacar na criatividade.

Gerente de Marketing e Comunicação da Metrô Rio, Eliza Santos conta que a empresa precisava realizar manutenções frequentes nos muros, que eram constantemente pichados. Buscando uma solução para o problema, a concessionária lançou a ideia de envolver os moradores do entorno das estações numa ação para evitar a depredação.

Quando estávamos acabando de pintar um lado do muro, o outro já estava pichado. Pensamos então no formato de um evento que gerasse identidade das comunidades com os muros e diminuísse a depredação. Os grafiteiros têm que criar painéis que contem um pouco da história dos bairros onde as estações estão localizadas disse Eliza.

Na estação do Maracanã, por exemplo, o grafiteiro Wark da Rocinha está liderando a equipe que homenageará o estádio de futebol e seu idealizador, o jornalista Mário Filho. A ave que dá nome ao bairro também será lembrada.

O evento também teve um lado social: oficinas de grafite foram oferecidas a alunos de escolas públicas. Crianças que se destacaram nas atividades estão participando da pintura dos muros. A concessionária está viabilizando o transporte e a alimentação dos artistas, além das tintas. Ao todo, serão usadas nove mil latas de tinta em spray e 60 galões de 18 litros para a pintura.

Os muros já devem estar repaginados até o início do mês que vem, quando a concessionária fará uma votação popular em seu perfil nas redes sociais, como Facebook e Twitter. Uma curadoria também escolherá a melhor pintura para o prêmio de R$ 20 mil. As próprias equipes, com uma média 20 integrantes cada, acertaram como será feita a distribuição do dinheiro entre os participantes.

A única estação da Linha 2 que não foi contemplada pela ação é a da Cidade Nova, por não ter muros. O festival está acontecendo nas estações de Pavuna, Engenheiro Rubens Paiva, Acari/Fazenda Botafogo, Coelho Neto, Colégio, Irajá, Vicente de Carvalho, Tomás Coelho, Engenho da Rainha, Inhaúma, Nova América/Del Castilho, Maria da Graça, Triagem, Maracanã e São Cristóvão.


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estado diz que método para construção do metrô em Ipanema vai minimizar impacto em praça

30/10/2012 - O Globo

O governo do estado negou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira, que na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será usado o método "vala aberta" para a construção de uma estação da Linha 4 do metrô. Segundo o comunicado, a estação será escavada pelo método "cut and cover invertido, com escavação sob laje". O método escolhido permite que o serviço seja realizado sob a laje, de maneira subterrânea, minimizando o prazo de interdição da área.

A nota responde ao grupo Projeto Segurança de Ipanema, coordenado pela moradora do bairro Ignez Barretto, que defende a aplicação do método "Arco Cellulare" nas obras do metrô. Após análise, o governo do estado concluiu que a proposta do grupo não seria adequada, porque "sua utilização demanda a escavação de poços de acesso nas extremidades da praça para execução do tratamento do solo e inserção de estacas horizontais. Tais poços estariam localizados exatamente nos locais com maior incidência de árvores de grande porte, que, no método adotado pelo Estado, não têm que ser retiradas".

Além disso, o governo explica que, em se tratando de um solo onde há presença de areia, o método sugerido pela associação poderia gerar rupturas no terreno da praça, impedindo que a praça permanecesse aberta ao público durante a construção da estação e aumentando os prazos e custos da obra.

O grupo, no entanto, informou que "o mesmo o método invertido ocasiona o sacrifício de árvores centenárias, pois em um primeiro momento os métodos são semelhantes, por acontecer a vala aberta". Ignez alegou, ainda, que um poço poderia ser localizado no centro da praça onde se encontra o monumento, sem nenhuma árvore. "Outros poços menores poderiam ser feitos nas extremidades, por fora da praça,sem sacrifício de nehuma árvore, para servir de acesso à estação final", acrescentou a coordenadora do grupo.

O governo informou também que a tecnologia proposta pelo grupo é mais recomendada para solos coesivos, o que não ocorre na Zona Sul, onde existe a presença de areias — solo não coesivo, granular e com alta permeabilidade. Segundo o estado, qualquer falha no tratamento do solo nestas areias poderia gerar rupturas no terreno da praça, o que recomendaria a manutenção do fechamento da praça.

Para Ignez, a ruptura nas areias pode se dar em qualquer parte do traçado, em Ipanema e no Leblon, tanto no local das estações como nos túneis escavados.

Após o governo informar que a utilização do método proposto pelo grupo de Ipanema implicaria maior prazo e maiores custos para a obra da estação, os moradores disseram que "os prazos maiores podem acontecer em qualquer das estações e no próprio túnel pois, além dos riscos da ruptura das areias, ao longo do traçado devem ocorrer bolsões de argila mole, que implicam em tratamentos adicionais". Ignes Barreto explicou, ainda, que "quantos aos custos, achamos que a maior parte das compensações ambientais orçadas na licença de instalação (R$ 1.569 milhão) serão gastos nas estações, com essa metodologia".

Os moradores que protestam contra o projeto querem que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação. Eles já fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões para mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Na sexta-feira, a obra havia sido interrompida, menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz. O consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto, chegou a retirar todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça. No entanto, o governo do estado conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a liminar que havia mandado paralisar a obra do trecho sul da linha 4 do Metrô Rio. O estado alegou que houve três anos de estudos e projetos para a realização da construção que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca. A ação cautelar que pediu a paralisação foi movida por seis moradores que fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema.


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Estado diz que método para construção do metrô em Ipanema vai minimizar impacto em praça

30/10/2012 - O Globo

O governo do estado negou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira, que na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será usado o método "vala aberta" para a construção de uma estação da Linha 4 do metrô. Segundo o comunicado, a estação será escavada pelo método "cut and cover invertido, com escavação sob laje". O método escolhido permite que o serviço seja realizado sob a laje, de maneira subterrânea, minimizando o prazo de interdição da área.

A nota responde ao grupo Projeto Segurança de Ipanema, coordenado pela moradora do bairro Ignez Barretto, que defende a aplicação do método "Arco Cellulare" nas obras do metrô. Após análise, o governo do estado concluiu que a proposta do grupo não seria adequada, porque "sua utilização demanda a escavação de poços de acesso nas extremidades da praça para execução do tratamento do solo e inserção de estacas horizontais. Tais poços estariam localizados exatamente nos locais com maior incidência de árvores de grande porte, que, no método adotado pelo Estado, não têm que ser retiradas".

Além disso, o governo explica que, em se tratando de um solo onde há presença de areia, o método sugerido pela associação poderia gerar rupturas no terreno da praça, impedindo que a praça permanecesse aberta ao público durante a construção da estação e aumentando os prazos e custos da obra.

O grupo, no entanto, informou que "o mesmo o método invertido ocasiona o sacrifício de árvores centenárias, pois em um primeiro momento os métodos são semelhantes, por acontecer a vala aberta". Ignez alegou, ainda, que um poço poderia ser localizado no centro da praça onde se encontra o monumento, sem nenhuma árvore. "Outros poços menores poderiam ser feitos nas extremidades, por fora da praça,sem sacrifício de nehuma árvore, para servir de acesso à estação final", acrescentou a coordenadora do grupo.

O governo informou também que a tecnologia proposta pelo grupo é mais recomendada para solos coesivos, o que não ocorre na Zona Sul, onde existe a presença de areias — solo não coesivo, granular e com alta permeabilidade. Segundo o estado, qualquer falha no tratamento do solo nestas areias poderia gerar rupturas no terreno da praça, o que recomendaria a manutenção do fechamento da praça.

Para Ignez, a ruptura nas areias pode se dar em qualquer parte do traçado, em Ipanema e no Leblon, tanto no local das estações como nos túneis escavados.

Após o governo informar que a utilização do método proposto pelo grupo de Ipanema implicaria maior prazo e maiores custos para a obra da estação, os moradores disseram que "os prazos maiores podem acontecer em qualquer das estações e no próprio túnel pois, além dos riscos da ruptura das areias, ao longo do traçado devem ocorrer bolsões de argila mole, que implicam em tratamentos adicionais". Ignes Barreto explicou, ainda, que "quantos aos custos, achamos que a maior parte das compensações ambientais orçadas na licença de instalação (R$ 1.569 milhão) serão gastos nas estações, com essa metodologia".

Os moradores que protestam contra o projeto querem que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação. Eles já fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões para mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Na sexta-feira, a obra havia sido interrompida, menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz. O consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto, chegou a retirar todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça. No entanto, o governo do estado conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a liminar que havia mandado paralisar a obra do trecho sul da linha 4 do Metrô Rio. O estado alegou que houve três anos de estudos e projetos para a realização da construção que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca. A ação cautelar que pediu a paralisação foi movida por seis moradores que fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema.


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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Metrô: suspensa liminar que havia paralisado obra em trecho da Linha 4

29/10/2012 - O Globo

Estado do Rio alegou que houve três anos de estudos e projetos para construção

RIO O Governo do Estado do Rio conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a liminar que havia mandado paralisar a obra do trecho sul da linha 4 do Metrô Rio. O estado alegou que houve três anos de estudos e projetos para a realização da construção que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca. Na sexta-feira, a obra havia sido interrompida, menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para a construção de uma das estações da linha. O consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto, havia retirado todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça.

Conforme adiantou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, a juíza Neusa Alvarenga Leite, da 14ª Vara de Fazenda Pública do Rio, havia concedido uma liminar impedindo o prosseguimento das obras no local. A decisão determinou que uma equipe de especialistas fizesse uma análise técnica, com vistorias e verificações, de forma a determinar se haveria ou não uma alternativa ao projeto. E afirmaria que, enquanto o laudo não fosse expedido, as obras deveriam ser interrompidas. O governo e o consórcio Rio Barra haviam afirmado que iriam recorrer da decisão.

A ação cautelar que pediu a paralisação foi movida por seis moradores do bairro. Eles fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema, um grupo de moradores que vem protestando contra o projeto e que quer que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação.

Não somos contra a obra, nem contra a Linha 4. Só não queremos que a praça seja destruída, nem que os métodos escolhidos para a construção ponham em risco nossa segurança e nosso bem-estar. Existem técnicas que possibilitam a construção sem que uma cratera tenha que ser aberta na praça. Queremos transparência disse Ignez Barreto, coordenadora do grupo.

A polêmica em torno da nova estação do metrô na Praça Nossa Senhora da Paz é bem anterior ao início das obras. Parte dos moradores teme que as escavações causem danos às edificações e às árvores da praça. Como não não haviam conseguido impedir o projeto, que já obteve a licença de instalação, os moradores que fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões querem mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Ignez Barreto reclamou que ainda espera um diálogo com o governo do estado, para mostrar que as entradas podem ficar no calçadão da Rua Visconde de Pirajá, o que preservaria a praça e serviria de incremento para o comércio do bairro.

Queremos mais transparência. Eles se recusam a dialogar. A falar sobre os impactos do projeto e dar garantias de que os prédios não serão afetados. Eles dizem que iriam reconstruir a praça, mas ouvimos vários especialistas que afirmaram que muitas das árvores não poderão ser replantadas. Essa ação foi movida como um ato extremo, uma vez que eles já iam começar a derrubar a praça afirmou Ignez.

A licença de instalação da estação da Nossa Senhora da Paz de instalação foi apresentada no dia 25 de junho pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela presidente do Instituto estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos. A licença foi aprovada com uma série de restrições, entre elas, a redução do número de árvores a serem transplantadas: de 113 para 17. O Conselho Diretor do Inea aprovou ainda a exigência de replantio de 400 árvores no bairro.

Sem divulgar o mapeamento das árvores que serão removidas, o estado garantiu que apenas as árvores menores que ficam na parte central serão transplantadas. Ela serão retiradas e levadas para um horto até que as obras sejam concluídas. Depois, essa árvores serão replantadas na praça. As maiores, localizadas nas extremidades da praça, não serão retiradas.


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FAQ da Linha 4

29/10/2012 - Governo RJ

O METRÔ

O que é a Linha 4 do Metrô?
Resposta: A Linha 4 do Metrô vai ligar a Estação General Osório, em Ipanema, ao Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, e terá aproximadamente 16 quilômetros de extensão. Serão construídas seis novas estações: Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental, no Leblon; Gávea; São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra. A Linha 4 do Metrô vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas mais de 2 mil carros por hora/pico no eixo Barra – Zona Sul. Assim como acontece com as Linhas 1 e 2, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Por que o Metrô é importante para o Rio?
Resposta: O Metrô subterrâneo é o melhor sistema de transporte urbano existente. Ele o modal de maior capacidade de transporte de passageiros, melhora o trânsito e traz efeitos benéficos ao meio ambiente, retirando das ruas carros e ônibus. A população do Rio de Janeiro será beneficiada pela obra, que vai interligar e integrar bairros e regiões da cidade com rapidez, comodidade e segurança.

O PROJETO

Qual é o custo do empreendimento?
Resposta: O custo do empreendimento, que inclui as obras civis de 16 km de túneis, seis estações, zonas de manobra e estacionamento de composições, a implantação de sistemas operacionais e a aquisição do material rodante (trens) é de R$ 8,5 bilhões.

Quantas pessoas deixariam de usar o carro para ir de metrô?
Resposta: A Fundação Getúlio Vargas fez um estudo que mostra que para o sistema metroviário como um todo (Incluindo as linhas 1 e 2), haveria uma redução de aproximadamente 40% nas viagens de automóveis na região atendida pela Linha 4. Estes usuários representariam cerca de 28% da demanda total da Linha 4. Para os ônibus a redução seria de cerca de 48%, contribuindo com 72% da demanda total desta linha. Os estudos indicam ainda que apenas no eixo Barra- Zona Sul, a redução seria de 2 mil veículos/hora, nas horas de pico.

A pesquisa IBOPE (realizada em julho de 2012) também indica alto índice de intenção de uso da Linha 4 pela população residente nos bairros atendidos. Quando questionados, 81% dos entrevistados informaram que Certamente/Provavelmente usarão o novo modal.

Por que a opção por esse traçado?
Resposta: Em todo o lugar do mundo, o metrô é construído prioritariamente onde está a maior concentração de pessoas e onde beneficie o desenvolvimento estratégico da cidade. Por isso, o Governo do Estado decidiu pelo traçado que beneficia o maior número de pessoas e áreas com grande concentração residencial e comercial. Comparado com o traçado original, o traçado ora em construção atenderá diariamente a quase o dobro de pessoas. Além disto, no traçado em construção o passageiro não precisará fazer a troca de trens para se deslocar entre a Barra e o Centro da cidade, pagando uma única tarifa em todo o sistema.

Foram estudadas outras opções de traçado?
Resposta: A definição por esse traçado foi feita a partir de estudos técnicos e análise de estudos de demanda, densidade populacional e comercial. Até se chegar ao traçado atual, foram estudadas outras 36 possibilidades de conexão das Linhas 1 e 4.

O Governo pretende expandir a Linha 4 até o Centro?
Resposta: O Governo do Rio de Janeiro determinou o início de estudos para elaboração dos Termos de Referência visando a contratação de projeto de expansão do metrô que ligará a Gávea ao Centro da cidade, passando pelos bairros de Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras. Esta é apenas a primeira extensão analisada para a Linha 4, já que outras expansões também estarão na pauta dos estudos dos técnicos estaduais, entre elas a expansão do Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada, conhecido como Cebolão, na Barra da Tijuca.

Por que não levar o metrô até a Estação Alvorada?
Resposta: O Governo do Estado optou pelo trajeto que melhor atende à população e cujo orçamento não excedesse os limites financeiros do Estado. A Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, se conectará à TransOeste. A integração se dará por meio de um acesso para os usuários do corredor expresso de BRT (Bus Rapid Transit) a partir de 2016, quando a nova linha metroviária entrará em operação.

Além disso, a Estação Jardim Oceânico foi planejada e já está sendo construída com 200 metros de túnel à frente, em direção ao Terminal Alvorada, área que funcionará como zona de manobra e também permitirá futuras expansões, sem impactos na operação existente.

É necessária a Estação Nossa Senhora da Paz mesmo com a proximidade das estações General Osório e Jardim de Alah?
Resposta: Sim. A distância entre as estações da Linha 4 na Zona Sul será a mesma da Linha 1, entre 850 metros e 1 quilômetro. De acordo com os estudos de demanda feitos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mais de 80% dos usuários se dirige a pé para uma estação de metrô apenas se o percurso for inferior a 600 metros, uma caminhada de 10 minutos. A nova estação da Nossa Senhora da Paz estará a 950 metros da General Osório e a 900 metros da Estação Jardim de Alah. A ausência da Estação Nossa Senhora da Paz criaria uma lacuna no trecho, não atendendo parte da demanda do bairro.


Figura 1 – Mapa de posicionamento de estações na Zona Sul e suas respectivas áreas de influência.
O estudo de demanda mostra a importância da estação Nossa Senhora da Paz, que será a de maior captação no trecho Zona Sul da Linha 4, beneficiando diretamente cerca de 47 mil pessoas por dia.


Figura 2 – Estimativa de Demanda das Estações da Linha 4.
Como serão os acessos às estações?
Resposta: Os acessos às estações da Linha 4 terão traços arquitetônicos leves. O projeto tem como principais premissas segurança, comodidade e discrição. A ideia é ocupar o menor espaço possível dentro dos padrões de segurança e acessibilidade. Em pelo menos um acesso de cada estação haverá elevador.

A OBRA

Qual é o prazo para o término da obra?
Resposta: A obra da Linha 4 será entregue em dezembro de 2015 e, após um período de testes, entra em operação no segundo semestre de 2016. O planejamento prevê que todas as estações serão inauguradas simultaneamente.

Como será a obra na Zona Sul?
Resposta: Diferente do que foi feito na construção de outros trechos do metrô, esta obra utilizará o Tunnel Boring Machine (TBM), 'Tatuzão'. O equipamento vai perfurar os túneis subterrâneos da Linha 4 do Metrô de Ipanema à Gávea sem a necessidade de que sejam abertas valas ao longo das ruas. Além disso, o traçado aprovado não irá passar por baixo de edifícios. Também não haverá bate-estaca e detonações.

Com 2 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro (o equivalente a um prédio de quatro andares), o 'Tatuzão' escavará de 15 a 18 metros de túnel por dia, quatro vezes mais rápido que os métodos utilizados anteriormente no Rio de Janeiro.

Quando o 'Tatuzão' chega ao Brasil?
Resposta: A chegada do 'Tatuzão' ao Brasil está prevista para o início de 2013. O equipamento será montado de março a agosto de 2013, quando deverá entrar em operação, partindo da expansão da Estação General Osório em direção à Gávea. O local já encontra-se escavado, aguardando a chegada do equipamento.

Inédito no Rio de Janeiro, trata-se do maior 'Tatuzão' da América Latina e o maior equipamento já utilizado em obras no Brasil. Ele será transportado de navio da Europa para o Rio de Janeiro em 20 contêineres e com outras 100 peças grandes soltas.

A Praça Nossa Senhora da Paz será preservada?
Resposta: A Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, está incluída no plano de sustentabilidade das obras. O projeto da Linha 4 do Metrô é 100% sustentável, já que quase a totalidade da árvores será preservada e as que precisarem ser removidas serão levadas para um horto e reconduzidas ao mesmo ponto ao fim da obra. Também serão plantadas novas mudas para substituir espécimes que não permitem replantio. Além disso, a Zona Sul ganhará outras 400 mudas como forma de compensação ambiental. O metrô é o meio de transporte de massa mais ambientalmente correto porque retira veículos da rua, reduzindo a emissão de gás carbônico no ar.

Os acessos de cada estação foram a partir de estudos técnicos que levaram em conta critérios de engenharia, segurança, comodidade e demanda. Os acessos à Estação Nossa Senhora da Paz – que será uma estação subterrânea – serão construídos do lado de fora da grade que cerca a praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre, ocupando apenas 2% da área da praça. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô. Desta forma, a característica bucólica da Nossa Senhora da Paz será mantida.

Para a construção da estação serão derrubadas as árvores da praça?
Resposta: Não haverá prejuízo ambiental na praça, já que quase a totalidade das árvores está preservada e haverá replantio com mudas das árvores que precisarem ser removidas. Vale destacar que a cobertura vegetal ao final das obras será a mesma existente hoje na praça.

E a Praça Antero de Quental no Leblon? Ela será preservada? E as árvores, os brinquedos para crianças?
Resposta: A Praça Antero de Quental, no Leblon, está incluída no projeto de sustentabilidade das obras: haverá 100% da área verde restabelecida. Quase a totalidade das árvores será preservada e haverá replantio com mudas de árvores que precisarem ser removidas. Durante todo o período das obras, uma parte da praça será reservada ao lazer, com parquinho infantil e área de convivência de idosos.

É verdade que o transplantio não é uma técnica eficiente?
Resposta: Não é verdade. A técnica do transplantio é usada no mundo inteiro com sucesso. Recentemente foi feito em uma obra na Linha Amarela com 100% de sucesso.

As crianças ficarão sem ter onde brincar e os idosos sem sua área de convivência?
Resposta: Não. Durante toda a obra serão mantidas áreas de lazer nos locais onde haverá canteiros. Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, o parquinho infantil e a academia dos idosos ocuparão uma área junto à Rua Maria Quitéria. A Praça Antero de Quental, no Leblon, terá também parte de sua área destinada ao lazer. No Jardim de Alah, ficarão livres os espaços mais próximos à Lagoa e à praia.

O que será feito com o monumento a Pinheiro Machado da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: O monumento a Pinheiro Machado, instalado na área central da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será desmontado e transferido para um galpão, construído para esta finalidade, no interior do Parque Noronha Santos, perto do Sambódromo. Lá as peças ficarão sob a guarda da Prefeitura do Rio até o seu retorno ao local de origem ao fim da obra. A desmontagem do monumento seguirá um procedimento altamente técnico que enumera e cataloga suas peças e as guarda em local seco e seguro.

O que acontecerá com a feira que acontece às sextas-feiras e com as vagas de estacionamento no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: Moradores e frequentadores de Ipanema continuarão a ter a feira livre no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz durante a construção da Linha 4 do metrô (Barra da Tijuca – Ipanema). O projeto prevê que a feira continue acontecendo toda sexta-feira ao redor da praça. Apenas algumas barracas na esquina das ruas Maria Quitéria e Barão da Torre precisarão ser reposicionadas na própria calçada.

As obras acontecerão dentro da praça, sem interferências no seu entorno ou interdições no trânsito de Ipanema. O estacionamento que cerca a Nossa Senhora da Paz também será mantido.

Foram feitos estudos técnicos para minimizar o impacto das obras?
Resposta: Uma obra do porte do metrô exige a realização de dezenas de estudos técnicos, inclusive, para a obtenção das licenças necessárias. Além do estudo de impacto ambiental, foram realizadas simulações de trânsito utilizando o Aimsun, moderno software que reproduz todo o tráfego na região das intervenções. Vale ressaltar que não haverá interdição de ruas no Trecho Oeste (Barra-Gávea) e, na Zona Sul, serão 5,7 quilômetros de túneis e apenas 500 metros de via interditada. Também serão mantidos os acessos ao comércio nestes locais e a utilização do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis subterrâneos na Zona Sul, sem explosões e sem a necessidade de abrir valas na superfície ao longo das ruas – vai minimizar o impacto das obras na Zona Sul. O 'Tatuzão' não passará por baixo de edifícios e é capaz de escavar até 18 metros por dia, com menor impacto para a população.

Quantos empregos serão gerados pela obra?
Resposta: Cerca de 2 mil trabalhadores serão contratados para a construção do trecho Sul (Ipanema-Gávea). No trecho Oeste (Jardim Oceânico-Gávea), onde a obra começou em 2010, já atuam 1.600 colaboradores, entre operários e profissionais de engenharia. Ao todo, estima-se que cerca de 3.500 pessoas estarão envolvidas direta ou indiretamente na obra que levará o metrô da Zona Sul à Zona Oeste com conforto e qualidade.

Quais serão as intervenções no trânsito do Leblon?
Resposta: Serão definidas pela CET-RIO, considerando a necessidade de fechamento da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos (próximo à Antero de Quental e entre a Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros).

Como ficará o trânsito do Alto Leblon?
Resposta: Será definido pela CET-RIO, considerando a necessidade de interdição temporária da Rua Igarapava para a escavação de um espaço para a manutenção do 'Tatuzão'.

Como será a ponte sobre o Jardim de Alah?
Resposta: O Estado e a Prefeitura estão discutindo as características desta ponte, que terá a função de ordenar o transito na região durante o período de obras.

Para onde será levado o grande volume de material retirado da obra diariamente?
Resposta: O material escavado será destinado a Emasa Mineração S/A, localizado no bairro Senador Camará, no município do Rio de Janeiro/RJ. O local está licenciado junto ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) por meio da Licença de Operação FE015297.

Onde ficarão os canteiros de obras da Linha 4?
Resposta: Para viabilizar a utilização do TBM ('Tatuzão'), que abrirá os túneis sem a necessidade de explosões, será necessário abrir diferentes frentes de trabalho para as escavações simultâneas das estações e manter canteiros de obras nas proximidades.

O maior canteiro da Linha 4 do Metrô ficará no terreno da Leopoldina, onde está instalada a fábrica de pré-moldados, responsável pela produção em massa das chamadas aduelas, anéis de concreto que formarão o túnel escavado pelo 'Tatuzão'. O local terá um estoque de anéis, assim como a central de administração da obra e três alojamentos onde ficarão 300 trabalhadores.

No Jardim de Alah será instalado o canteiro de obras principal, que abrigará centrais de operação, estocagem de pré-moldados e canteiro de apoio de frente de obra da estação. As praças que compõem a área serão interditadas neste período. Os elementos arquitetônicos serão preservados. Parte da área de lazer mais próxima da Lagoa ficará livre, assim como o espaço onde é feita a dragagem do canal, junto à praia.

O 23° BPM (Leblon) abrigará um canteiro com oficinas mecânica e industrial, alojamento, centrais de operação e estoque de aduelas (anéis de concreto que formarão os túneis do metrô). O Batalhão da Polícia Militar do Leblon continua operando no mesmo terreno, mas em novas instalações, construídas antes da área de apoio às obras.

O tráfego de caminhões prejudicará o trânsito da Zona Sul durante as obras?
Resposta: Para minimizar o impacto no trânsito, principalmente na Zona Sul, os veículos pesados irão circular em horários diferenciados. No Jardim de Alah e no 23º BPM (Leblon), serão mantidos estoques de materiais, centrais de operações, oficinas e alojamentos. Desta forma, otimiza-se tempo de deslocamento e reduz-se a circulação de caminhões pela cidade.

Será permitido o acesso às lojas da região das obras?
Resposta: Sim. Durante toda a obra será mantido o acesso ao comércio, que estará aberto, e a passagem de pedestres pelas calçadas.

A formação geológica de Ipanema e Leblon permite a execução desta obra?
Resposta: Todo o projeto foi minuciosamente estudado por mais de 200 técnicos e as obras seguem os mais rígidos padrões de segurança internacional. Para fazer uma investigação do solo em todo o trecho da Linha 4 do Metrô, foram contratados consultores geotécnicos e estruturais renomados, especializados em obras subterrâneas em regiões urbanas no Brasil e no exterior. Os estudos realizados comprovam que a formação geológica (areia densa saturada) permite a execução das obras com total segurança.

As obras estão sendo executadas por meio de técnicas modernas – utilizadas em empreendimentos metroviários de referência em todo o mundo, como Nova York, Londres, Budapeste, Boston e Paris. Uma dessas técnicas é a do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis na Zona Sul sem a necessidade de explosões. Ao mesmo tempo em que escava, o tatuzão instala imediatamente os anéis de concreto que formam o túnel. Esse é um método construtivo seguro e usado em todo o mundo.

Por que está se fazendo uma nova plataforma na Estação General Osório?
Resposta: A expansão da Estação General Osório está sendo realizada para dar mais capacidade e flexibilidade operacional à Linha 1 do Metrô. A nova plataforma também evitará o transbordo de passageiros entre as linhas 1 e 4, possibilitando uma viagem direta do Jardim Oceânico à Tijuca.

Com a nova plataforma, acaba-se com a necessidade de construir um centro de manutenção de trens da Linha 4 na Barra da Tijuca e de abrir um canteiro de obras na Praça General Osório para a montagem e início da operação com o equipamento TBM ('Tatuzão').

A intervenção possibilita ainda a implantação do melhor traçado para o túnel subterrâneo na região de Ipanema e Leblon que será construído sob o leito das ruas sem passar por baixo de nenhum edifício.

Quanto tempo as estações Cantagalo e General Osório ficarão fechadas e por quê?
Resposta: Para garantir a conexão entre as linhas 1 e 4 sem transbordo, será necessário construir um túnel de interligação entre as estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, Ipanema. Os trabalhos começarão após o carnaval de 2013 e levarão aproximadamente 10 meses na General Osório e 15 dias na Cantagalo. Durante este período, a Estação Siqueira Campos, em Copacabana, voltará a ser a estação terminal da Linha 1.

Com o objetivo de atender aos usuários e minimizar o impacto do fechamento temporário das duas estações, a Concessionária MetrôRio criou um plano de operação especial para o período de obras. O atual intervalo de 4 minutos entre as partidas dos ônibus de integração será reduzido para 3 minutos, com aumento da frota de 15 para 23 veículos.

Os coletivos partirão da Estação Siqueira Campos durante o horário de funcionamento do metrô (De 5h a 0h, de segunda a sábado; e de 7h às 23h, aos domingos e feriados).

As integrações General Osório – Barra da Tijuca e General Osório – Gávea serão mantidas, mas passarão a operar temporariamente a partir da Estação Siqueira Campos. Nesta forma de operação, o usuário não pagará tarifa adicional e continuará sendo atendido no seu destino final, porém com a necessidade de um transbordo do trem para o ônibus. Será ampliado ainda o número de pontos de paradas dos veículos.

Por que será necessário fechar a Estação Cantagalo?
Resposta: O fechamento temporário da Estação Cantagalo será feito porque a intervenção no túnel ocorrerá na área de manobras próxima à estação.

Após estudar todas as possibilidades técnicas, o Governo do Estado do Rio de Janeiro definiu pela forma que trará mais benefícios para a cidade e reduzirá os impactos para a população.



A OPERAÇÃO

Como evitar que os vagões já cheguem superlotados à Zona Sul?
Resposta: Para atender a demanda estimada de 300 mil pessoas por dia, serão comprados novos trens com capacidade para transportar mais de 1 milhão de pessoas por dia.

Qual será o intervalo entre os trens?
Resposta: Na linha 4, o intervalo será de 4 minutos.

Haverá aumento de tarifa?
Resposta: Não. Um dos objetivos da mudança de traçado proposto foi estabelecer uma única tarifa para todo o sistema metroviário do Rio.

É verdade que será possível seguir direto da Barra para a Tijuca sem transbordo? Quem sai da Pavuna poderá chegar a Barra fazendo apenas um transbordo na Estação General Osório?
Resposta: Sim. O passageiro, que poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade pagando uma única tarifa, seguirá do Jardim Oceânico, na Barra, à Estação Uruguai, na Tijuca, sem precisar fazer baldeação. Também será possível seguir, sem transbordo, da Pavuna à Praça General Osório, em Ipanema, onde será necessário trocar de trem para seguir em direção à Barra da Tijuca.

A Rocinha terá quantos acessos?
Resposta: A Estação São Conrado, que atenderá à Rocinha, terá três acessos: um na Estrada da Gávea em frente ao Supermercado Extra; outro na Avenida Niemeyer, próximo à Igreja Universal; e o último na Rua Aquarela do Brasil, próximo à antiga concessionária de automóveis Itavema.

Com o trajeto definido pelo Governo do Estado, os trens agora se cruzarão num "X"? Não é perigoso?
Resposta: Haverá um único cruzamento em nível no sistema metroviário do Rio de Janeiro, que ficará entre as estações Cantagalo e General Osório e não apresenta nenhum risco ao sistema e passageiros. Esse tipo de cruzamento existe em linhas de metrô do mundo inteiro e foi exaustivamente estudado pelos técnicos do Estado e as equipes contratas para trabalhar nesse projeto, inclusive de uma das maiores especialistas em sistema metroviário do mundo, a inglesa Halcrow.

A Linha 4 do Metrô vai se conectar à TransOeste?
Resposta: O projeto prevê que a Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) irá se conectar à TransOeste na Estação Jardim Oceânico, Barra da Tijuca.

A Estação Jardim Oceânico vai contar com uma ligação subterrânea entre a área de desembarque do BRT e o embarque do metrô. Desta forma, os passageiros vão sair do BRT e acessar a estação do metrô, possibilitando a integração entre as duas modalidades de transporte público.

Qual é a demanda das estações da Linha 4?
Resposta: Quando iniciar a operação em 2016 as demandas previstas para as estações são:
Jardim Oceânico – 91 mil/dia
São Conrado – 61 mil/dia
Gávea – 19 mil/dia
Antero de Quental – 35 mil/dia
Jardim de Alah – 20 mil/dia
Nossa Senhora da Paz – 47 mil/dia
Nova plataforma da Estação General Osório – 25 mil/dia

Qual é o local exato das estações?
Resposta: Nossa Senhora da Paz (Ipanema) – Os acessos à estação serão construídos do lado de fora da grade que cerca a Praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô.

Jardim de Alah – As entradas para a estação ficarão na Avenida Ataulfo de Paiva e na esquina das avenidas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva.

FAQ

O METRÔ

O que é a Linha 4 do Metrô?
Resposta: A Linha 4 do Metrô vai ligar a Estação General Osório, em Ipanema, ao Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, e terá aproximadamente 16 quilômetros de extensão. Serão construídas seis novas estações: Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental, no Leblon; Gávea; São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra. A Linha 4 do Metrô vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas mais de 2 mil carros por hora/pico no eixo Barra – Zona Sul. Assim como acontece com as Linhas 1 e 2, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa.

Por que o Metrô é importante para o Rio?
Resposta: O Metrô subterrâneo é o melhor sistema de transporte urbano existente. Ele o modal de maior capacidade de transporte de passageiros, melhora o trânsito e traz efeitos benéficos ao meio ambiente, retirando das ruas carros e ônibus. A população do Rio de Janeiro será beneficiada pela obra, que vai interligar e integrar bairros e regiões da cidade com rapidez, comodidade e segurança.

O PROJETO

Qual é o custo do empreendimento?
Resposta: O custo do empreendimento, que inclui as obras civis de 16 km de túneis, seis estações, zonas de manobra e estacionamento de composições, a implantação de sistemas operacionais e a aquisição do material rodante (trens) é de R$ 8,5 bilhões.

Quantas pessoas deixariam de usar o carro para ir de metrô?
Resposta: A Fundação Getúlio Vargas fez um estudo que mostra que para o sistema metroviário como um todo (Incluindo as linhas 1 e 2), haveria uma redução de aproximadamente 40% nas viagens de automóveis na região atendida pela Linha 4. Estes usuários representariam cerca de 28% da demanda total da Linha 4. Para os ônibus a redução seria de cerca de 48%, contribuindo com 72% da demanda total desta linha. Os estudos indicam ainda que apenas no eixo Barra- Zona Sul, a redução seria de 2 mil veículos/hora, nas horas de pico.

A pesquisa IBOPE (realizada em julho de 2012) também indica alto índice de intenção de uso da Linha 4 pela população residente nos bairros atendidos. Quando questionados, 81% dos entrevistados informaram que Certamente/Provavelmente usarão o novo modal.

Por que a opção por esse traçado?
Resposta: Em todo o lugar do mundo, o metrô é construído prioritariamente onde está a maior concentração de pessoas e onde beneficie o desenvolvimento estratégico da cidade. Por isso, o Governo do Estado decidiu pelo traçado que beneficia o maior número de pessoas e áreas com grande concentração residencial e comercial. Comparado com o traçado original, o traçado ora em construção atenderá diariamente a quase o dobro de pessoas. Além disto, no traçado em construção o passageiro não precisará fazer a troca de trens para se deslocar entre a Barra e o Centro da cidade, pagando uma única tarifa em todo o sistema.

Foram estudadas outras opções de traçado?
Resposta: A definição por esse traçado foi feita a partir de estudos técnicos e análise de estudos de demanda, densidade populacional e comercial. Até se chegar ao traçado atual, foram estudadas outras 36 possibilidades de conexão das Linhas 1 e 4.

O Governo pretende expandir a Linha 4 até o Centro?
Resposta: O Governo do Rio de Janeiro determinou o início de estudos para elaboração dos Termos de Referência visando a contratação de projeto de expansão do metrô que ligará a Gávea ao Centro da cidade, passando pelos bairros de Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras. Esta é apenas a primeira extensão analisada para a Linha 4, já que outras expansões também estarão na pauta dos estudos dos técnicos estaduais, entre elas a expansão do Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada, conhecido como Cebolão, na Barra da Tijuca.

Por que não levar o metrô até a Estação Alvorada?
Resposta: O Governo do Estado optou pelo trajeto que melhor atende à população e cujo orçamento não excedesse os limites financeiros do Estado. A Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, se conectará à TransOeste. A integração se dará por meio de um acesso para os usuários do corredor expresso de BRT (Bus Rapid Transit) a partir de 2016, quando a nova linha metroviária entrará em operação.

Além disso, a Estação Jardim Oceânico foi planejada e já está sendo construída com 200 metros de túnel à frente, em direção ao Terminal Alvorada, área que funcionará como zona de manobra e também permitirá futuras expansões, sem impactos na operação existente.

É necessária a Estação Nossa Senhora da Paz mesmo com a proximidade das estações General Osório e Jardim de Alah?
Resposta: Sim. A distância entre as estações da Linha 4 na Zona Sul será a mesma da Linha 1, entre 850 metros e 1 quilômetro. De acordo com os estudos de demanda feitos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mais de 80% dos usuários se dirige a pé para uma estação de metrô apenas se o percurso for inferior a 600 metros, uma caminhada de 10 minutos. A nova estação da Nossa Senhora da Paz estará a 950 metros da General Osório e a 900 metros da Estação Jardim de Alah. A ausência da Estação Nossa Senhora da Paz criaria uma lacuna no trecho, não atendendo parte da demanda do bairro.


Figura 1 – Mapa de posicionamento de estações na Zona Sul e suas respectivas áreas de influência.
O estudo de demanda mostra a importância da estação Nossa Senhora da Paz, que será a de maior captação no trecho Zona Sul da Linha 4, beneficiando diretamente cerca de 47 mil pessoas por dia.


Figura 2 – Estimativa de Demanda das Estações da Linha 4.
Como serão os acessos às estações?
Resposta: Os acessos às estações da Linha 4 terão traços arquitetônicos leves. O projeto tem como principais premissas segurança, comodidade e discrição. A ideia é ocupar o menor espaço possível dentro dos padrões de segurança e acessibilidade. Em pelo menos um acesso de cada estação haverá elevador.

A OBRA

Qual é o prazo para o término da obra?
Resposta: A obra da Linha 4 será entregue em dezembro de 2015 e, após um período de testes, entra em operação no segundo semestre de 2016. O planejamento prevê que todas as estações serão inauguradas simultaneamente.

Como será a obra na Zona Sul?
Resposta: Diferente do que foi feito na construção de outros trechos do metrô, esta obra utilizará o Tunnel Boring Machine (TBM), 'Tatuzão'. O equipamento vai perfurar os túneis subterrâneos da Linha 4 do Metrô de Ipanema à Gávea sem a necessidade de que sejam abertas valas ao longo das ruas. Além disso, o traçado aprovado não irá passar por baixo de edifícios. Também não haverá bate-estaca e detonações.

Com 2 mil toneladas e 120 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro (o equivalente a um prédio de quatro andares), o 'Tatuzão' escavará de 15 a 18 metros de túnel por dia, quatro vezes mais rápido que os métodos utilizados anteriormente no Rio de Janeiro.

Quando o 'Tatuzão' chega ao Brasil?
Resposta: A chegada do 'Tatuzão' ao Brasil está prevista para o início de 2013. O equipamento será montado de março a agosto de 2013, quando deverá entrar em operação, partindo da expansão da Estação General Osório em direção à Gávea. O local já encontra-se escavado, aguardando a chegada do equipamento.

Inédito no Rio de Janeiro, trata-se do maior 'Tatuzão' da América Latina e o maior equipamento já utilizado em obras no Brasil. Ele será transportado de navio da Europa para o Rio de Janeiro em 20 contêineres e com outras 100 peças grandes soltas.

A Praça Nossa Senhora da Paz será preservada?
Resposta: A Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, está incluída no plano de sustentabilidade das obras. O projeto da Linha 4 do Metrô é 100% sustentável, já que quase a totalidade da árvores será preservada e as que precisarem ser removidas serão levadas para um horto e reconduzidas ao mesmo ponto ao fim da obra. Também serão plantadas novas mudas para substituir espécimes que não permitem replantio. Além disso, a Zona Sul ganhará outras 400 mudas como forma de compensação ambiental. O metrô é o meio de transporte de massa mais ambientalmente correto porque retira veículos da rua, reduzindo a emissão de gás carbônico no ar.

Os acessos de cada estação foram a partir de estudos técnicos que levaram em conta critérios de engenharia, segurança, comodidade e demanda. Os acessos à Estação Nossa Senhora da Paz – que será uma estação subterrânea – serão construídos do lado de fora da grade que cerca a praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre, ocupando apenas 2% da área da praça. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô. Desta forma, a característica bucólica da Nossa Senhora da Paz será mantida.

Para a construção da estação serão derrubadas as árvores da praça?
Resposta: Não haverá prejuízo ambiental na praça, já que quase a totalidade das árvores está preservada e haverá replantio com mudas das árvores que precisarem ser removidas. Vale destacar que a cobertura vegetal ao final das obras será a mesma existente hoje na praça.

E a Praça Antero de Quental no Leblon? Ela será preservada? E as árvores, os brinquedos para crianças?
Resposta: A Praça Antero de Quental, no Leblon, está incluída no projeto de sustentabilidade das obras: haverá 100% da área verde restabelecida. Quase a totalidade das árvores será preservada e haverá replantio com mudas de árvores que precisarem ser removidas. Durante todo o período das obras, uma parte da praça será reservada ao lazer, com parquinho infantil e área de convivência de idosos.

É verdade que o transplantio não é uma técnica eficiente?
Resposta: Não é verdade. A técnica do transplantio é usada no mundo inteiro com sucesso. Recentemente foi feito em uma obra na Linha Amarela com 100% de sucesso.

As crianças ficarão sem ter onde brincar e os idosos sem sua área de convivência?
Resposta: Não. Durante toda a obra serão mantidas áreas de lazer nos locais onde haverá canteiros. Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, o parquinho infantil e a academia dos idosos ocuparão uma área junto à Rua Maria Quitéria. A Praça Antero de Quental, no Leblon, terá também parte de sua área destinada ao lazer. No Jardim de Alah, ficarão livres os espaços mais próximos à Lagoa e à praia.

O que será feito com o monumento a Pinheiro Machado da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: O monumento a Pinheiro Machado, instalado na área central da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será desmontado e transferido para um galpão, construído para esta finalidade, no interior do Parque Noronha Santos, perto do Sambódromo. Lá as peças ficarão sob a guarda da Prefeitura do Rio até o seu retorno ao local de origem ao fim da obra. A desmontagem do monumento seguirá um procedimento altamente técnico que enumera e cataloga suas peças e as guarda em local seco e seguro.

O que acontecerá com a feira que acontece às sextas-feiras e com as vagas de estacionamento no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz?
Resposta: Moradores e frequentadores de Ipanema continuarão a ter a feira livre no entorno da Praça Nossa Senhora da Paz durante a construção da Linha 4 do metrô (Barra da Tijuca – Ipanema). O projeto prevê que a feira continue acontecendo toda sexta-feira ao redor da praça. Apenas algumas barracas na esquina das ruas Maria Quitéria e Barão da Torre precisarão ser reposicionadas na própria calçada.

As obras acontecerão dentro da praça, sem interferências no seu entorno ou interdições no trânsito de Ipanema. O estacionamento que cerca a Nossa Senhora da Paz também será mantido.

Foram feitos estudos técnicos para minimizar o impacto das obras?
Resposta: Uma obra do porte do metrô exige a realização de dezenas de estudos técnicos, inclusive, para a obtenção das licenças necessárias. Além do estudo de impacto ambiental, foram realizadas simulações de trânsito utilizando o Aimsun, moderno software que reproduz todo o tráfego na região das intervenções. Vale ressaltar que não haverá interdição de ruas no Trecho Oeste (Barra-Gávea) e, na Zona Sul, serão 5,7 quilômetros de túneis e apenas 500 metros de via interditada. Também serão mantidos os acessos ao comércio nestes locais e a utilização do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis subterrâneos na Zona Sul, sem explosões e sem a necessidade de abrir valas na superfície ao longo das ruas – vai minimizar o impacto das obras na Zona Sul. O 'Tatuzão' não passará por baixo de edifícios e é capaz de escavar até 18 metros por dia, com menor impacto para a população.

Quantos empregos serão gerados pela obra?
Resposta: Cerca de 2 mil trabalhadores serão contratados para a construção do trecho Sul (Ipanema-Gávea). No trecho Oeste (Jardim Oceânico-Gávea), onde a obra começou em 2010, já atuam 1.600 colaboradores, entre operários e profissionais de engenharia. Ao todo, estima-se que cerca de 3.500 pessoas estarão envolvidas direta ou indiretamente na obra que levará o metrô da Zona Sul à Zona Oeste com conforto e qualidade.

Quais serão as intervenções no trânsito do Leblon?
Resposta: Serão definidas pela CET-RIO, considerando a necessidade de fechamento da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos (próximo à Antero de Quental e entre a Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros).

Como ficará o trânsito do Alto Leblon?
Resposta: Será definido pela CET-RIO, considerando a necessidade de interdição temporária da Rua Igarapava para a escavação de um espaço para a manutenção do 'Tatuzão'.

Como será a ponte sobre o Jardim de Alah?
Resposta: O Estado e a Prefeitura estão discutindo as características desta ponte, que terá a função de ordenar o transito na região durante o período de obras.

Para onde será levado o grande volume de material retirado da obra diariamente?
Resposta: O material escavado será destinado a Emasa Mineração S/A, localizado no bairro Senador Camará, no município do Rio de Janeiro/RJ. O local está licenciado junto ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) por meio da Licença de Operação FE015297.

Onde ficarão os canteiros de obras da Linha 4?
Resposta: Para viabilizar a utilização do TBM ('Tatuzão'), que abrirá os túneis sem a necessidade de explosões, será necessário abrir diferentes frentes de trabalho para as escavações simultâneas das estações e manter canteiros de obras nas proximidades.

O maior canteiro da Linha 4 do Metrô ficará no terreno da Leopoldina, onde está instalada a fábrica de pré-moldados, responsável pela produção em massa das chamadas aduelas, anéis de concreto que formarão o túnel escavado pelo 'Tatuzão'. O local terá um estoque de anéis, assim como a central de administração da obra e três alojamentos onde ficarão 300 trabalhadores.

No Jardim de Alah será instalado o canteiro de obras principal, que abrigará centrais de operação, estocagem de pré-moldados e canteiro de apoio de frente de obra da estação. As praças que compõem a área serão interditadas neste período. Os elementos arquitetônicos serão preservados. Parte da área de lazer mais próxima da Lagoa ficará livre, assim como o espaço onde é feita a dragagem do canal, junto à praia.

O 23° BPM (Leblon) abrigará um canteiro com oficinas mecânica e industrial, alojamento, centrais de operação e estoque de aduelas (anéis de concreto que formarão os túneis do metrô). O Batalhão da Polícia Militar do Leblon continua operando no mesmo terreno, mas em novas instalações, construídas antes da área de apoio às obras.

O tráfego de caminhões prejudicará o trânsito da Zona Sul durante as obras?
Resposta: Para minimizar o impacto no trânsito, principalmente na Zona Sul, os veículos pesados irão circular em horários diferenciados. No Jardim de Alah e no 23º BPM (Leblon), serão mantidos estoques de materiais, centrais de operações, oficinas e alojamentos. Desta forma, otimiza-se tempo de deslocamento e reduz-se a circulação de caminhões pela cidade.

Será permitido o acesso às lojas da região das obras?
Resposta: Sim. Durante toda a obra será mantido o acesso ao comércio, que estará aberto, e a passagem de pedestres pelas calçadas.

A formação geológica de Ipanema e Leblon permite a execução desta obra?
Resposta: Todo o projeto foi minuciosamente estudado por mais de 200 técnicos e as obras seguem os mais rígidos padrões de segurança internacional. Para fazer uma investigação do solo em todo o trecho da Linha 4 do Metrô, foram contratados consultores geotécnicos e estruturais renomados, especializados em obras subterrâneas em regiões urbanas no Brasil e no exterior. Os estudos realizados comprovam que a formação geológica (areia densa saturada) permite a execução das obras com total segurança.

As obras estão sendo executadas por meio de técnicas modernas – utilizadas em empreendimentos metroviários de referência em todo o mundo, como Nova York, Londres, Budapeste, Boston e Paris. Uma dessas técnicas é a do TBM (Tatuzão) – equipamento que vai perfurar os túneis na Zona Sul sem a necessidade de explosões. Ao mesmo tempo em que escava, o tatuzão instala imediatamente os anéis de concreto que formam o túnel. Esse é um método construtivo seguro e usado em todo o mundo.

Por que está se fazendo uma nova plataforma na Estação General Osório?
Resposta: A expansão da Estação General Osório está sendo realizada para dar mais capacidade e flexibilidade operacional à Linha 1 do Metrô. A nova plataforma também evitará o transbordo de passageiros entre as linhas 1 e 4, possibilitando uma viagem direta do Jardim Oceânico à Tijuca.

Com a nova plataforma, acaba-se com a necessidade de construir um centro de manutenção de trens da Linha 4 na Barra da Tijuca e de abrir um canteiro de obras na Praça General Osório para a montagem e início da operação com o equipamento TBM ('Tatuzão').

A intervenção possibilita ainda a implantação do melhor traçado para o túnel subterrâneo na região de Ipanema e Leblon que será construído sob o leito das ruas sem passar por baixo de nenhum edifício.

Quanto tempo as estações Cantagalo e General Osório ficarão fechadas e por quê?
Resposta: Para garantir a conexão entre as linhas 1 e 4 sem transbordo, será necessário construir um túnel de interligação entre as estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, Ipanema. Os trabalhos começarão após o carnaval de 2013 e levarão aproximadamente 10 meses na General Osório e 15 dias na Cantagalo. Durante este período, a Estação Siqueira Campos, em Copacabana, voltará a ser a estação terminal da Linha 1.

Com o objetivo de atender aos usuários e minimizar o impacto do fechamento temporário das duas estações, a Concessionária MetrôRio criou um plano de operação especial para o período de obras. O atual intervalo de 4 minutos entre as partidas dos ônibus de integração será reduzido para 3 minutos, com aumento da frota de 15 para 23 veículos.

Os coletivos partirão da Estação Siqueira Campos durante o horário de funcionamento do metrô (De 5h a 0h, de segunda a sábado; e de 7h às 23h, aos domingos e feriados).

As integrações General Osório – Barra da Tijuca e General Osório – Gávea serão mantidas, mas passarão a operar temporariamente a partir da Estação Siqueira Campos. Nesta forma de operação, o usuário não pagará tarifa adicional e continuará sendo atendido no seu destino final, porém com a necessidade de um transbordo do trem para o ônibus. Será ampliado ainda o número de pontos de paradas dos veículos.

Por que será necessário fechar a Estação Cantagalo?
Resposta: O fechamento temporário da Estação Cantagalo será feito porque a intervenção no túnel ocorrerá na área de manobras próxima à estação.

Após estudar todas as possibilidades técnicas, o Governo do Estado do Rio de Janeiro definiu pela forma que trará mais benefícios para a cidade e reduzirá os impactos para a população.



A OPERAÇÃO

Como evitar que os vagões já cheguem superlotados à Zona Sul?
Resposta: Para atender a demanda estimada de 300 mil pessoas por dia, serão comprados novos trens com capacidade para transportar mais de 1 milhão de pessoas por dia.

Qual será o intervalo entre os trens?
Resposta: Na linha 4, o intervalo será de 4 minutos.

Haverá aumento de tarifa?
Resposta: Não. Um dos objetivos da mudança de traçado proposto foi estabelecer uma única tarifa para todo o sistema metroviário do Rio.

É verdade que será possível seguir direto da Barra para a Tijuca sem transbordo? Quem sai da Pavuna poderá chegar a Barra fazendo apenas um transbordo na Estação General Osório?
Resposta: Sim. O passageiro, que poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade pagando uma única tarifa, seguirá do Jardim Oceânico, na Barra, à Estação Uruguai, na Tijuca, sem precisar fazer baldeação. Também será possível seguir, sem transbordo, da Pavuna à Praça General Osório, em Ipanema, onde será necessário trocar de trem para seguir em direção à Barra da Tijuca.

A Rocinha terá quantos acessos?
Resposta: A Estação São Conrado, que atenderá à Rocinha, terá três acessos: um na Estrada da Gávea em frente ao Supermercado Extra; outro na Avenida Niemeyer, próximo à Igreja Universal; e o último na Rua Aquarela do Brasil, próximo à antiga concessionária de automóveis Itavema.

Com o trajeto definido pelo Governo do Estado, os trens agora se cruzarão num "X"? Não é perigoso?
Resposta: Haverá um único cruzamento em nível no sistema metroviário do Rio de Janeiro, que ficará entre as estações Cantagalo e General Osório e não apresenta nenhum risco ao sistema e passageiros. Esse tipo de cruzamento existe em linhas de metrô do mundo inteiro e foi exaustivamente estudado pelos técnicos do Estado e as equipes contratas para trabalhar nesse projeto, inclusive de uma das maiores especialistas em sistema metroviário do mundo, a inglesa Halcrow.

A Linha 4 do Metrô vai se conectar à TransOeste?
Resposta: O projeto prevê que a Linha 4 do Metrô (Barra da Tijuca – Ipanema) irá se conectar à TransOeste na Estação Jardim Oceânico, Barra da Tijuca.

A Estação Jardim Oceânico vai contar com uma ligação subterrânea entre a área de desembarque do BRT e o embarque do metrô. Desta forma, os passageiros vão sair do BRT e acessar a estação do metrô, possibilitando a integração entre as duas modalidades de transporte público.

Qual é a demanda das estações da Linha 4?
Resposta: Quando iniciar a operação em 2016 as demandas previstas para as estações são:
Jardim Oceânico – 91 mil/dia
São Conrado – 61 mil/dia
Gávea – 19 mil/dia
Antero de Quental – 35 mil/dia
Jardim de Alah – 20 mil/dia
Nossa Senhora da Paz – 47 mil/dia
Nova plataforma da Estação General Osório – 25 mil/dia

Qual é o local exato das estações?
Resposta: Nossa Senhora da Paz (Ipanema) – Os acessos à estação serão construídos do lado de fora da grade que cerca a Praça, nas calçadas das ruas Visconde de Pirajá e Barão da Torre. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô.

Jardim de Alah – As entradas para a estação ficarão na Avenida Ataulfo de Paiva e na esquina das avenidas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva.

Praça Antero de Quental (Leblon) – Serão construídos nas laterais da Praça, sendo um na Avenida Bartolomeu Mitre e o outro na Rua General Urquiza. O usuário do metrô não precisará entrar ou cruzar a Praça para acessar o metrô.

Gávea – Um dos acessos ficará em frente à Universidade Pontifícia Católica (PUC-Rio), na Rua Padre Manuel Franca, e outro na Rua Vice-Governador Rubens Berardo.

São Conrado – Haverá acesso na Estrada da Gávea em frente ao Supermercado Extra; na Avenida Niemeyer, próxima à Igreja Universal; e na Rua Aquarela do Brasil, próximo à antiga concessionária de automóveis Itavema.

Jardim Oceânico – Os acessos ficarão na Avenida Armando Lombardi. Um no sentido Recreio, entre a Drogasmil e a Unimed, e outro no sentido Zona Sul, próximo à esquina da Rua Fernando de Mattos.

Quem será responsável pela operação da Linha 4?
Resposta: A responsabilidade da operação da Linha 4, conforme previsto no contrato de licitação, é da Concessionária Rio Barra.



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Justiça paralisa obras da Linha 4 do Rio em Ipanema

27/10/2012 - O Dia

As obras da Linha 4 do metrô, que vai ligar a Estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca, foram paralisadas nesta sexta-feira à tarde na Praça Nossa Senhora da Paz, por determinação da juíza da 14ª Vara de Fazenda Pública, Neusa Regina Leite.

A magistrada deferiu pedido em nome de seis moradores, que entraram com ação contra a Concessionária Rio Barra, responsável pelas obras, sob a alegação de que dezenas de árvores seriam derrubadas para a instalação de canteiro de obras.

Em nota, a concessionária informou que "acatou a decisão judicial e retirou os operários que trabalhavam na Praça Nossa Senhora da Paz" e que a empresa "vai recorrer da decisão judicial".

A juíza, que deu dez dias para que a concessionária apresente suas alegações, determinou ainda que se faça perícia na praça. Ela nomeou a juíza Gisele Beigel de Epelbaum como perita e proibiu a retomada dos trabalhos antes que a perícia seja feita.

A instalação de canteiros começou segunda em algumas praças da região, como a Nossa Senhora da Paz. "Infelizmente, se o traçado original (da Linha 4) tivesse sido mantido, não haveria nenhum problema", comentou Ricardo Novaes, do movimento Metrô que o Rio Precisa.

"Esse movimento, que não partiu de nós, é de uma minoria dos moradores", criticou Augusto Boisson, membro da Sociedade de Amigos do Leblon.

Projeto prevê replantio

A Praça N. S. da Paz teria 40% de sua área isolada por tapumes este mês. Conforme a obra avançasse, restariam só 8% do espaço para lazer.

A promessa era de que em um ano e meio a população teria metade da praça de volta, com a maior parte das árvores preservada, além do plantio de outras 100.

A previsão é que a Linha 4 comece a funcionar em 2016. Serão 16 quilômetros de extensão e seis estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.








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domingo, 28 de outubro de 2012

Governo carioca quer triplicar uso de trem, metrô e BRT

25/10/2012 - O Globo

A possibilidade de o Rio chegar a 2017 com uma proporção de 424 veículos por quilômetro de via disponível deverá ser reduzida nos próximos anos, segundo cálculos da prefeitura. Conforme mostrou O GLOBO na primeira reportagem "Nós do Trânsito", iniciada domingo passado, a entrada de novos carros em circulação pode tornar a situação semelhante ao que acontece hoje na congestionada cidade de São Paulo. Para reduzir esse risco, o município e o governo do estado trabalham com a meta de ampliar, até 2016, de 18% (1,1 milhão) para 63% (3,8 milhões) o percentual de viagens diárias por meio de transporte de alta capacidade (BRT, metrô e trem).

— O trânsito do Rio está ruim? Está, mas não está como São Paulo, e não deverá ficar como lá porque estamos investindo pesado em transporte de alta capacidade que deve atrair muitos usuários — diz o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão.

Entre as obras previstas ou em andamento, o secretário cita a ampliação da oferta no sistema sobre trilhos (mais trens e a nova Linha 4 do metrô), de responsabilidade do governo do estado, e a implantação dos 4 corredores exclusivos para ônibus, os BRTs (Transoeste, já em operação; Transcarioca e Transolímpico, ambos em obras; e Transbrasil, a ser licitado). No total, serão 150km de BRT que deverão transportar juntos cerca de 1,3 milhão de passageiros por dia.

A aposta no sistema de alta capacidade não impede que o município tome, no futuro, outras medidas para reduzir os congestionamentos. O prefeito Eduardo Paes não descarta, por exemplo, a adoção do rodízio de placas, como é feito em São Paulo. Ele garante, no entanto, que não adotará essa medida até que se observe o impacto dos novos sistemas. Mas há a possibilidade de que alguma medida seja aplicada durante os Jogos Olímpicos.

— O rodízio e o pedágio pressupõem que você tenha uma alternativa. Mas, em algum momento, alguém vai ter que fazer. Pode ser que seja eu; pode ser que seja o meu sucessor. Tudo isso está dentro de um contexto. Hoje não dá para chegar para o carioca e dizer: vou implantar pedágio ou rodízio e você vai de "buzum" para o Centro para trabalhar, porque é um horror. Não farei isso agora. Temos que ter o sistema funcionando para ver qual será a reação. Se você tiver as pessoas aderindo ao transporte de alta capacidade tranquilamente, não precisa forçar o rodízio. Se não tiver essa adesão, precisa forçar.


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Justiça paralisa obras do metrô na Praça Nossa Senhora da Paz

27/10/2012 - O Globo

Liminar determina que projeto da nova estação seja analisado por especialistas

Os tapumes do canteiro de obras da Linha 4 do Metrô na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema Camilla Maia / O Globo

RIO - Menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para a construção de uma das estações da Linha 4 do metrô, a obra foi interrompida. Desde sexta-feira, o consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca, retirou todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça.

Conforme adiantou Anselmo Góis em sua coluna no GLOBO deste sábado, a juíza Neusa Alvarenga Leite, da 14ª Vara de Fazenda Pública do Rio, concedeu uma liminar impedindo o prosseguimento das obras no local.

A ação cautelar que pede a paralisação foi movida por seis moradores do bairro. Eles fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema, um grupo de moradores que vem protestando contra o projeto e que quer que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação.

Não somos contra a obra, nem contra a Linha 4. Só não queremos que a praça seja destruída, nem que os métodos escolhidos para a construção ponham em risco nossa segurança e nosso bem-estar. Existem técnicas que possibilitam a construção sem que uma cratera tenha que ser aberta na praça. Queremos transparência diz Ignez Barreto, coordenadora do grupo.

A decisão determina que uma equipe de especialistas faça uma análise técnica, com vistorias e verificações, de forma a determinar se há ou não uma alternativa ao projeto. E afirma que, enquanto o laudo não for expedido, as obras devem ser interrompidas.

O governo e o consórcio Rio Barra afirmaram ontem que vão recorrer da decisão.

A polêmica em torno da nova estação do metrô na Praça Nossa Senhora da Paz é bem anterior ao início das obras. Parte dos moradores teme que as escavações causem danos às edificações e às árvores da praça. Como não conseguiram impedir o projeto, que já obteve a licença de instalação, os moradores que fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões querem mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Ignez Barreto reclama que ainda espera um diálogo com o governo do estado, para mostrar que as entradas podem ficar no calçadão da Rua Visconde de Pirajá, o que preservaria a praça e serviria de incremento para o comércio do bairro.

Queremos mais transparência. Eles se recusam a dialogar. A falar sobre os impactos do projeto e dar garantias de que os prédios não serão afetados. Eles dizem que iriam reconstruir a praça, mas ouvimos vários especialistas que afirmaram que muitas das árvores não poderão ser replantadas. Essa ação foi movida como um ato extremo, uma vez que eles já iam começar a derrubar a praça disse Ignez .

A licença de instalação da estação da Nossa Senhora da Paz de instalação foi apresentada no dia 25 de junho pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela presidente do Instituto estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos. A licença foi aprovada com uma série de restrições, entre elas, a redução do número de árvores a serem transplantadas: de 113 para 17. O Conselho Diretor do Inea aprovou ainda a exigência de replantio de 400 árvores no bairro.

Sem divulgar o mapeamento das árvores que serão removidas, o governo do estado garantiu que apenas as árvores menores que ficam na parte central serão transplantadas. Ela serão retiradas e levadas para um horto até que as obras sejam concluídas. Depois, essa árvores serão replantadas na praça. As maiores, localizadas nas extremidades da praça, não serão retiradas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Estação do metrô de Ipanema será fechada por dez meses após carnaval

25/10/2012 - G1

Fechamento ocorrerá para realização das obras de construção da Linha 4. Estação Cantagalo ficará fechada por 15 dias, segundo informou consórcio.

A estação General Osório, em Ipanema, será fechada logo após o carnaval de 2013, por um período de dez meses, para a realização das obras de construção da Linha 4 do metrô, que ligará a Zona Sul à Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Já a estação Cantagalo, em Copacabana, ficará interditada após a folia, por 15 dias, pela mesma razão. As informações são do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras do metrô na Zona Sul, entre Ipanema e Gávea.

De acordo com o consórcio, haverá essas interdições porque, "para garantir a conexão entre as linhas 1 e 4 sem transbordo, será necessário construir um túnel de interligação entre as estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, em Ipanema".

Após sua construção, a estação General Osório passou a ser ponto de integração para os bairros da Gávea, na Zona Sul, e da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Mas, de acordo com o consórcio, os passageiros não precisam se preocupar, já que a MetrôRio - concessionária que administra o metrô na cidade - criou um plano especial de operação dos ônibus de integração para o período de obras. Com isso, o ponto de integração voltará a ser na estação Siqueira Campos, em Copacabana - como era feito antes da inauguração da estação General Osório.

Conclusão das obras prevista para dezembro de 2015
"O atual intervalo de 4 minutos entre as partidas dos ônibus de integração será reduzido para 3 minutos, com aumento da rota de 15 para 23 veículos. Os coletivos partirão da Estação Siqueira Campos durante o horário de funcionamento do metrô (de 5h a 0h, de segunda a sábado; e de 7h às 23h, aos domingos e feriados)", afirma o Consórcio Linha 4 Sul.

Ainda de acordo com o consórcio, "as obras foram iniciadas em junho de 2010 pela Barra da Tijuca serão concluídas em dezembro de 2015, quando a nova linha entrará em fase de testes".

Na Zona Sul, serão construídas quatro novas estações - Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental, no Leblon; e Gávea – além de um túnel subterrâneo da Gávea à Praça General Osório. Além disso, serão construídas mais duas estações: São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca.

Segundo o consórcio, todas elas serão inauguradas em dezembro de 2015 e entram em operação simultaneamente em meados de 2016.

Interdições em Ipanema e Leblon
Nesta segunda-feira (22) começaram as interdições em Ipanema e Leblon, na Zona Sul do Rio, para a instalação dos canteiros de obras que darão início à construção da Linha 4 do metrô.

Conforme mostrou o RJTV, no canteiro de obras do Jardim de Alah, que separa Ipanema e Leblon, ficarão os equipamentos. Já na Praça Antero de Quental, no Leblon, um grande trecho será cercado por tapumes.

No meio da semana, a Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, terá 60% de sua área cercada para o início das obras da Linha 4 do metrô. Mas daqui a 15 dias, no Leblon, a Avenida Ataulfo de Paiva vai ter dois trechos interditadas por um ano e meio: entre a Avenida Bartolomeu Mitre e a Rua General Urquiza e entre as avenidas Afrânio de Mello Franco e Borges de Medeiros. Os motoristas serão orientados sobre as interdições e os desvios por agentes da CET-Rio.

Fonte: Do G1 Rio


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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Áreas de lazer da Zona Sul são interditadas para obras do metrô

23/10/2012 - G1

Principal canteiro de apoio às obras vai ficar no Jardim de Alah. Ele será fechado perto da Epitácio Pessoa, entre Lagoa e Visconde Pirajá.
22/10/2012 19h35 - Atualizado em 22/10/2012 19h36
Do G1 Rio


Teve início nesta segunda-feira (22) uma nova etapa da linha quatro do metrô: a interdição de áreas de lazer, na Zona Sul do Rio. O principal canteiro de apoio às obras da linha quatro da Zona Sul vai ficar no Jardim de Alah, que já começou a ser cercado.
O Jardim de Alah será fechado perto da Avenida Epitácio Pessoa, entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Avenida Visconde de Pirajá. Na Praça Antero de Quental, no Leblon, quase 40% da área serão cercados. Ali, vai ser aberto o buraco de uma das estações.

As interdições no trânsito do Leblon vão começar logo. Já na primeira quinzena de novembro.Dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva ficarão fechados por um ano e meio.

As interdições serão entre a Rua General Urquiza e a Avenida Bartolomeu Mitre, bem em frente à Praça Antero de Quental e entre a Avenida Borges de Medeiros e a Avenida Afrânio de Mello Franco.
No meio desta semana, começam as interdições em Ipanema, na Praça Nossa Senhora da Paz. Cerca de 60% por cento da praça serão ocupados. Nesta segunda-feira (22), moradores do bairro protestaram contra a obra do metrô.
O governo do estado diz que menos de 10% das árvores serão retiradas. E no fim das obras, vão ser substituídas por mudas adultas. Noventa por cento da praça serão interditados por um ano e meio. Mas o parque infantil e a academia dos idosos não serão fechados.

Apesar do protesto, segundo uma pesquisa encomendada pelo governo do estado ao Ibope, 92% dos cariocas são a favor da obra.

A linha quatro do metrô vai ligar Ipanema a Barra da Tijuca, com estações também no Leblon, Gávea e São Conrado. Trezentas mil pessoas serão beneficiadas.A previsão é que a obra fique pronta em dezembro de 2015.



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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Rio monta canteiros para as obras da Linha 4 do metrô

20/10/2012 - O Dia

Arte: O Dia
Começa segunda-feira a ocupação gradativa do Jardim de Alah e da Praça Antero de Quental, no Leblon, para a instalação de canteiros da nova etapa das obras da Linha 4 do metrô, que vai ligar a Estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca.

A praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, também terá um trecho fechado ainda este mês, mas o dia não foi definido. As intervenções no trânsito, com os desvios, começam mês que vem. A Av. Ataulfo de Paiva, no Leblon, terá 500 metros bloqueados ao trânsito.

Clique para ver o infográfico maior | Foto: Arte: O DiaA previsão é que a Linha 4 comece a funcionar em 2016. Serão 16 km de extensão e seis estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.

Conclusão no final de 2015

Na Praça Antero de Quental, a instalação do canteiro levará uma semana para ser concluída e 62% da praça ficarão livres até 6 de novembro.

Depois, só 26 % do espaço serão da população. Daqui a um ano e meio, a área será devolvida aos poucos para o lazer. A obra deve ser concluída em dezembro de 2015. Durante a construção, a área de lazer ficará junto à Rua General San Martin.

O Jardim de Alah será quase todo tomado por máquinas e operários e servirá como estoque de pré-moldados. Pequeno espaço será preservado para recreação entre a praia e a Lagoa. A Praça N. S. da Paz, em Ipanema, terá 40% de sua área isolados por tapumes este mês.

Conforme a obra avançar, restarão só 8% do espaço para lazer. Só após um ano e meio, a população terá metade da praça de volta. O parque infantil e a academia de idosos serão mantidos junto à R. Maria Quitéria.

A coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, ficou surpresa ao saber das mudanças a partir de segunda-feira:

"Não avisaram os moradores, não discutiram nada com a gente. Entramos na Justiça contra a obra, porque defendemos que ela seja toda subterrânea."

Avenida Ataulfo de Paiva será interditada em dois trechos

Apesar de as intervenções no trânsito, como desvios, iniciarem apenas em novembro, já está decidido que será fechado o tráfego de veículos nos dois trechos da Av. Ataulfo de Paiva.

A interdição abrangerá o equivalente a 500 metros de pista, entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco, onde vai ficar a Estação Jardim de Alah, e entre a Rua General Urquiza e a Av. Bartolomeu Mitre, onde ficará a Estação Antero de Quental.

Nestes trechos, haverá quatro canteiros de obras, que vão ocupar uma parte da calçada e uma faixa da pista.

Na segunda fase, o tráfego de veículos será todo interditado, por 18 meses, em dois trechos da Ataulfo de Paiva, entre a Av. Bartolomeu Mitre e a Rua General Urquiza e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.

Maior alojamento será no Centro

A obra da Linha 4 terá três canteiros de apoio, para reduzir o tempo de deslocamento dos operários e diminuir a circulação de caminhões no Leblon e Ipanema.

O maior deles ficará na Leopoldina, no Centro, onde será instalada a fábrica de pré-moldados, responsável pela produção dos anéis de concreto que formarão o túnel subterrâneo. O local terá três alojamentos para 300 operários.

No Jardim de Alah, ficará o canteiro principal da obra. E outro será no 23º BPM (Leblon). As praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental terão 100% de suas áreas verdes restabelecidas.

A promessa é que quase a totalidade das árvores será preservada e haverá replantio com mudas daquelas que forem removidas. Além disso, serão plantadas outras 400 espécies.


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sábado, 20 de outubro de 2012

Linha 4 do metrô: começa segunda-feira a instalação de tapumes em três praças de Ipanema e Leblon

20/12/2012 - O Globo

Jardim de Alah e praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental ganharão estações, e obras deverão começar simultaneamente

FÁBIO VASCONCELLOS
MARIA ELISA ALVES
SELMA SCHMIDT

Aprovado. O ator Marcos Caruso, que mora no Leblon, é favorável à expansão do metrô
FÁBIO ROSSI / O GLOBO
RIO — Quando os moradores de Ipanema e do Leblon acordarem nesta segunda-feira vão encontrar novidades na paisagem. As intervenções para a construção do trecho da Linha 4 do metrô que passará pela Zona Sul vão começar a todo vapor com a instalação de tapumes no entorno do Jardim de Alah e das praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental, locais que ganharão estações e onde as obras do metrô deverão começar simultaneamente, dando a partida na perfuração das galerias. Pelas dimensões da máquina de perfuração, conhecida como "tatuzão", será necessário fechar a Estação Cantagalo por 15 dias e a Estação General Osório por oito meses, a partir de fevereiro, depois do carnaval.

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Entre 15 dias e um mês, a partir do cercamento das praças, dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditados. A proibição do tráfego entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco e entre as ruas Bartolomeu Mitre e General Urquiza vai durar cerca de um ano e meio.
A prefeitura disse que a CET-Rio ainda está planejando os desvios de trânsito no Leblon, que serão divulgados nos próximos dias. A indefinição preocupa a presidente da associação de moradores do bairro, Evelyn Rosenzweig:
— A informação deveria chegar com mais antecedência para que pudéssemos nos planejar.
Evelyn especula que, com o bloqueio de dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, as alternativas naturais para escoar o tráfego seriam a Delfim Moreira e a Humberto de Campos. Para reduzir o tráfego no Leblon durante as obras, Evelyn está negociando com o consórcio construtor da Linha 4 a colocação de um micro-ônibus no bairro. Segundo ela, a medida evitaria que moradores usem o carro para circular no bairro.
Segundo o governo do estado, as garagens de edifícios residenciais não serão afetadas pelas interdições. A única exceção é o edifício Clirian, na Avenida Ataulfo de Paiva 802. Os moradores do prédio de nove andares não poderão estacionar nas 11 vagas disponíveis, mas o governo promete oferecer um serviço de valet parking.
— Não fomos informados sobre o que vai acontecer nem sobre as alternativas que o estado vai oferecer — reclama o síndico Marcelo Camanho.
Moradora vende carro
Há 35 anos do edifício, a música Célia Vaz já se antecipou e vendeu o carro.
— Estou sabendo que vai ter obras e resolvi me desfazer do carro para evitar problemas porque não sabia como poderia entrar e sair do prédio com o meu veículo. Já estou andando de táxi e de ônibus — diz Célia, que aprova a chegada do metrô.
Estão sendo implantados três canteiros de apoio às obras: um na Leopoldina, onde serão fabricados os anéis de concreto que serão usados para revestir os túneis escavados, outro no Jardim de Alah, que abrigará centrais de operação e estocagem, e um terceiro na área do 23º BPM (Leblon). Numa fase posterior, será erguido um canteiro na Rua Igarapava, que terá o primeiro quarteirão interditado. A Rua Aperana terá a mão invertida, em data ainda não divulgada.
Para minimizar os transtornos que a circulação de caminhões que farão o transporte de material entre os canteiros e a remoção do entulho das escavações poderiam causar, o secretário-chefe da Casa Civil do estado, Régis Fichtner, afirma que os veículos circularão prioritariamente à noite.
— Nas obras de Copacabana, mais de 20 mil caminhões circularam e ninguém nem percebeu — diz ele.
Com 120 metros de comprimento, o tatuzão vai ser montado dentro da Estação General Osório. À medida em que ele for avançando, instalará simultaneamente aduelas, que são anéis de concreto que servem para revestir internamente e sustentar o túnel recém-aberto. O equipamento também retira o material escavado e é capaz de trabalhar tanto em rocha quanto areia. Ele passará por baixo de edifícios, evitando bate-estacas, explosões e aberturas de valas na superfície das ruas.
— Com o tatuzão, o metrô vai até onde o passageiro está. Em Copacabana, como não havia essa tecnologia, as estações foram feitas dentro da rocha e acabaram ficando longe dos passageiros. Se as estações fossem debaixo da Nossa Senhora de Copacabana, teriam mais movimento. Em Ipanema, faremos as estações debaixo de onde as pessoas moram — diz Fichtner.
Em Ipanema, nenhuma rua ou calçada será interditada para a construção da estação na Praça Nossa Senhora da Paz, que, mesmo durante as obras, terá um pedaço destinado ao lazer dos moradores. Mas, numa fase mais adiantada das intervenções, dois trechos das ruas Farme de Amoedo e Aníbal de Mendonça serão ocupados parcialmente.
O governo do estado informou que 228 das 298 árvores da praça não serão afetadas. Vinte e duas serão removidas e substituídas por mudas. Outras 48 serão retiradas durante a obra e replantadas depois. O destino das árvores mobilizou moradores. Enquanto a presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro, disse estar satisfeita com a solução, a coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, reclama:
— Vão sacrificar árvores e colocar mudas de um metro no lugar.
A inauguração da Linha 4 (Barra da Tijuca-Ipanema) é estimada para o primeiro semestre de 2016.
Até 'Leleco' aprova expansão do serviço
A possibilidade de haver uma piora no trânsito por conta das obras do metrô da Linha 4 é o que mais preocupa os moradores. Pesquisa Ibope, encomendada pelo Consórcio Linha 4, responsável pelo projeto, e pelo governo do estado mostra que 71% consideram esse o maior problema nos próximos meses. Em segundo lugar (34%) estão os fechamentos de ruas, seguidos do barulho causado pelos trabalhos (30%).
Apesar dessas preocupações, 92% dos entrevistados são favoráveis à construção da Linha 4. Nos bairros que serão diretamente beneficiados (Ipanema, Leblon, Gávea, São Conrado, Rocinha e Barra), 89% afirmaram que querem o metrô. O ator Marcus Caruso, que vive o personagem Leleco na novela "Avenida Brasil", da TV Globo, é um dos favoráveis à expansão.
— Haverá transtorno por um ou dois anos? É possível. Mas sou totalmente favorável à expansão do metrô. Deveria haver uma estação a cada três quarteirões
— defende Caruso, que tem carro, mas prefere andar de bicicleta pelo Leblon.
Gerente de um restaurante que funciona há mais de 30 anos na Avenida Ataulfo de Paiva, também no Leblon, Luiz Pereira acredita que as interdições em alguns trechos de via complicarão o trânsito, mas o benefício deverá ser maior quando o metrô for inaugurado.
— Não tem jeito. As obras trarão algum transtorno, mas acho que será melhor para o bairro. Não sabemos ainda qual será o impacto no nosso movimento, já que a maior parte dos nossos clientes é de moradores do próprio bairro, que costumam vir andando — diz Pereira.
Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados que moram nos bairros beneficiados pelo metrô dizem que pretendem usar a nova linha. Esse percentual é de 25% no restante da cidade. O Ibope também perguntou aos moradores qual é o seu principal meio de transporte. Pelo levantamento, 80% disseram que utilizam ônibus, seguido de metrô (31%) e de carro (29%). A mesma pergunta feita para os moradores dos bairros por onde passará a Linha 4 mostrou o seguinte resultado: ônibus (66%), metrô (49%) e carro (46%).


Marcelo Almirante
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