sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cadeirante enfrenta dificuldade em novo trem do metrô

27/08/2012 - O Globo

Desnível de dez centímetros entre composição e plataforma causa problemas para deficientes

André tem problemas para entrar no vagão do novo trem do metrô por causa de desnível acentuado Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

RIO Em março deste ano, André Melo de Souza surfou a famosa onda formada pela pororoca, no Rio Mearim, no Maranhão. Praticante do surfe adaptado, Andrezinho Carioca, como é conhecido no esporte, é cadeirante e não teve dificuldade tanto em vencer a força da água quanto em se deslocar numa cidade como a pequena Arari. Mas, ontem, no Rio, durante um teste proposto pelo GLOBO, a dificuldade apareceu: para conseguir entrar num vagão do novo trem do metrô, André precisou de habilidade extra. O problema: um desnível de cerca de dez centímetros entre a composição e as plataformas das estações.

Essa diferença de espaço, para quem não tem a mobilidade que eu tenho, é muito considerável. Para entrar, precisei dar impulso e empinar a cadeira. A maior parte do segmento de pessoas que vivem em cadeira de rodas não faz isso. Creio que 90% dos cadeirantes não conseguiriam entrar no vagão sozinhos afirma o atleta que, em algumas estações, como a de São Cristóvão, enfrentou também a distância excessiva entre a plataforma e o trem.

Em agosto de 2000, André andava de moto quando sofreu um acidente e teve uma lesão medular. O interesse que tinha por esporte continuou depois disso. Já na cadeira de rodas, jogou handebol, basquete e fez parte da seleção brasileira de remo antes de ingressar no surfe. Sua capacidade de mover-se é, por isso, maior do que a da grande maioria dos cadeirantes. Durante a viagem de metrô com André, outros passageiros comentaram que, inclusive, a diferença de altura será prejudicial para todas as pessoas com alguma dificuldade de mobilidade, como deficientes, idosos e gestantes.

André viajou com uma equipe do GLOBO, no fim da manhã de ontem. Ele pegou o metrô na estação Del Castilho e foi até a do Estácio. Em todas as outras paradas do trajeto Maria da Graça, Triagem, Maracanã e São Cristóvão foi constatada a mesma diferença de altura entre a composição e a plataforma. Na estação de São Cristóvão, especialmente, a distância também era mais acentuada do que nas outras. André lembra que o problema vai tirar a independência de muitos deficientes:

Apesar de ser atleta e ter agilidade com a cadeira, eu mesmo, às vezes, preciso da ajuda de alguém para entrar no metrô, especialmente quando está mais cheio. O acesso de cadeirantes nos transportes públicos é sempre muito difícil. No trem, por exemplo, a distância ainda é maior do que aqui. Por isso, ter mais um novo problema, este desnível, só dificulta um processo que já é muito complicado. A habilidade que eu tenho não é a realidade de todos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Passageiros reclamam de desnível e frio em novo trem do metrô no Rio

26/08/2012 - G1

Vagão mais alto que o chão representa um risco para os usuários. Novo trem chinês vai circular em horários diferenciados por 30 dias.


No segundo dia de testes do novo trem chinês do metrô no Rio, neste sábado (25), os passageiros reclamaram da temperatura do ar-condicionado e do desnível entre o vagão e a plataforma, como mostrou a reportagem do RJTV.

A viagem inaugural da composição aconteceu na sexta-feira (24).

Desnível entre vagão e plataforma

Na viagem entre as estações Pavuna e Estácio foi possível perceber que o desnível entre o vagão e a plataforma continua. O vagão mais alto que o chão representa um risco para os usuários, principalmente para idosos e deficientes físicos. Em alguns pontos, a diferença chega a 22 centímetros - quase um palmo.

Na sexta-feira (24), a concessionária responsável pelo transporte, a Metrô Rio, havia dito que com o peso dos passageiros, o vagão ficaria no nível da estação.

O diretor de engenharia da empresa, Joubert Flores, explicou que o desnível ainda acontece em três estações e prometeu que o problema será ajustado.

"Você tem uma suspensão de ar embaixo do trem que compensa o peso dos passageiros. Então ele pode encher quando o trem está vazio e esvaziar quando o trem está cheio. Apenas três estações ainda apresentam uma variação que chega a oito centímetros e que nós estamos ajustando", explicou Joubert Flores, diretor de engenharia do MetrôRio.

Frio no metrô

Durante a viagem, passageiros foram consultados por funcionários da empresa. Eles queriam saber a opinião de quem usa o serviço. Uma reclamação foi comum: o ar-condicionado.

"Senti frio. Mais do que costumo sentir no outro trem", disse uma passageira.

Histórico da Companhia do Metropolitano

Extraído do site da Refer em 28/08/2012

A Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/RJ) foi constituída na forma da Lei nº 1.736, de 14/12/1968, e do Decreto-Lei n.º 35, de 15/3/1975. Somente em março de 1979 o Metrô/RJ passou efetivamente a operar.

Vinculada à Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, com o objeto de construir, implantar e operar o sistema metroviário do Rio, a empresa foi constituída como sociedade de economia mista, de capital autorizado, regida pela Lei Federal nº 6.404/76.

Durante os 19 anos em que a operação comercial permaneceu sob a responsabilidade do Metrô/RJ, foram construídas e implantadas 15 estações da Linha 1, interligando Botafogo à Tijuca, e 9 estações da Linha 2, do Estácio a Vicente de Carvalho.

Em abril de 1998, foi concedida à iniciativa privada a operação e a manutenção da rede metroviária, sendo esses serviços transferidos para a empresa Opportrans Concessão Metroviária S/A, por um período de 20 anos.

Após a concessão, atendendo a compromissos contratuais, foram ainda inauguradas as estações de Cardeal Arcoverde da Linha 1, em Copacabana, e as estações de Irajá, Colégio, Coelho Neto, Acari/Fazenda Botafogo, Engº Rubens Paiva e Pavuna, da Linha 2.

Através do Decreto nº 27.809, de 23 de janeiro de 2001, o Governador Garotinho instituiu a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, SEDUR, incluindo como um dos seus órgãos a Cia. do Metropolitano, Metrô /RJ.

Através do Decreto nº 27.898, de 9 de março de 2001 (complementado pelo Decreto nº 28.313 de 11 de maio de 2001), o Governador determinou a cisão da Cia do Metropolitano em duas empresas: uma a ser liquidada (onde permanecem os ativos e a relação empregatícia dos funcionários ) e outra que é a responsável pelas atividades de planejamento, projetos e obras de expansão do metrô.

Em 25 de maio de 2001, a Cia do Metropolitano do RJ realizou Assembléia que efetivou a cisão, criando a Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro – RioTrilhos.

Em 21 de dezembro de 2002, a estação Siqueira Campos da Linha 1 foi inaugurada sendo aberta ao público em 1 de março de 2003, após o cumprimento de exigências feitas pela ASEP.

Através do Decreto nº 32.621, de 01 de janeiro de 2003, a Governadora Rosinha Garotinho determinou a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR) e a Companhia de Transporte sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro – RioTrilhos – voltou a ser um órgão vinculado à Secretaria de Estado de Transportes – SECTRAN.

            A Secretaria de Transportes é responsável pelos projetos de melhoria da qualidade dos transportes públicos de passageiros e de cargas, com o objetivo de promover mais segurança e conforto para a população.

Participantes Ativos
331
Participantes Assistidos
623
Total
954
Informações referentes a 31 de dezembro de 2010
Conheça o Regulamento do Plano de Benefícios e as vantagens que ele oferece.

sábado, 25 de agosto de 2012

Presidente do MetrôRio diz que oferta de trens vai aumentar em 63%

24/08/2012 - Jornal do Brasil

Durante a inauguração do novo trem do MetrôRio, que iniciou suas atividades na manhã desta sexta-feira, em viagem da Estação Estácio para a Pavuna e de retorno para Botafogo, o presidente do MetrôRio Flávio Almada afirmou que a oferta de trens irá crescer em 63%.
 
Mais espaçosa, a composição construída na China possui 39 assentos e um ar-condicionado criado com tecnologia para resistir às altas temperaturas. Questionado sobre a redução de lugares no metrô, Flávio Almada disse que a diminuição segue um padrão mundial, onde já se tem menos assentos e mais espaço disponíveis para os passageiros.
 
O governador Sérgio Cabral afirmou que a meta do governo é chegar a receber por dia um milhão de passageiros no metrô. Atualmente ele está atendendo à cerca de 600 mil pessoas. Segundo o MetrôRio, com toda a frota em operação, a previsão é que os intervalos passem de seis para quatros minutos nas pontas de linha (entre Pavuna e Central, Saens Peña e Central, e Ipanema/General Osório e Botafogo); e de três para dois minutos no trecho compartilhado entre Botafogo e Central.

Com mais modernidade, os painéis de identificação de rota e das estações do metrô, que ficam dentro do trem, receberam luzes que indicam em qual estação o passageiro se encontra. E avisos luminosos informam de que lado do trem as portas serão abertas em cada estação.
 
O trem que circulará a partir de amanhã, em horários especiais durante um mês – entre 10h e 15h e entre 21h e 0h – vai operar em horário integral no final de setembro, quando outras composições que já estão no Rio em fase de teste iniciarão o mesmo processo de operação assistida.
 
De acordo com o MetrôRio, a operação assistida é um procedimento padrão em todos os sistemas metroviários do mundo, dando total adaptação à operação com passageiros e aos procedimentos normais como paradas, embarques e desembarques.
 
Em 2007, na prorrogação da concessão, por meio de um aditivo de contrato, o MetrôRio se comprometeu a investir R$1,15 bilhão em melhorias no sistema, dentre elas, a compra dos novos trens. No entanto, a concessionária investiu R$320 milhões na aquisição da nova frota, que conta com 19 novos trens, com 114 carros, podendo alocar 300 pessoas em cada carro.
 
Além deste inaugurado hoje, três composições novas já estão sob manutenção do MetrôRio e duas chegaram ao Porto do Rio. Até dezembro, dez novos trens estarão em circulação e a totalidade da frota vai entrar em operação a partir de março de 2013.
 
O projeto das novas composições
Na primeira viagem, pôde-se perceber que a composição balança mais do que os trens antigos. Esta característica chegou a ser alvo de polêmica, já que teria obrigado, segundo o Sindicato dos Metroviários do Estado do Rio, uma adaptação dos trajetos para que os trens não esbarrassem nas paredes. A concessionária MetrôRio nega o fato, e o presidente do MetrôRio, Flávio Almada, minimizou o balanço do trem. "Está dentro da normalidade".
 
O MetrôRio acrescentou ainda que os novos trens foram projetados dentro dos mesmos padrões de operação dos trens atuais, com estudo aprofundado e preocupação com as normas de segurança. Quanto ao aumento da distância no vão entre o trem a estação - de 4cm passou para 9cm - o MetrôRio informou que a obra teve como objetivo único de padronização da distância, sendo conveniente para evitar danos à composição, em caso de problema de suspensão.
 
Agora vale a pena, diz passageira
A primeira viagem contou com a aprovação de pelo menos uma passageira, que se identificou apenas como Karine. Ela contou que costuma utilizar o trem no trajeto de Irajá para a estação Saens Peña. "Estou achando o máximo este novo metrô”, afirmou.
 
Por Íris Marini / Jornal do Brasil
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Metrô inaugura novos trens chineses

24/08/2012 - O Globo

Viagem inaugural teve a presença do governador Sérgio Cabral

Metrô inaugura novos trens chineses. Viagem inaugural teve a presença do governador Sérgio Cabral 

Pablo Jacob / O Globo

RIO - Foi inaugurado na manhã desta sexta-feira o novo trem chinês do metrô. A primeira viagem do novo trem foi exclusiva para autoridades do governo e para jornalistas. A composição saiu da Estação Estácio, foi até o Maracanã e, em seguida, recebeu os primeiros passageiros, de onde seguiu viagem para a Pavuna. A partir deste sábado, o trem funcionará em regime de operação assistida, que é uma fase de testes com passageiros. O horário será das 10h às 15h e das 21h à meia-noite. Em setembro, mais um trem chinês entrará em operação, totalizando dez até o fim do ano.

O governador Sérgio Cabral afirmou que este é um dos legados que o Rio precisava para os Jogos Olímpicos. Cabral anunciou ainda que no próximo dia 5 de setembro assinará um empréstimo com o Banco Mundial para a aquisição de 60 trens para a SuperVia. O presidente do MetrôRio, Flávia Almada, afirmou que os novos trens possuem capacidade de saturação até 2025.

Na quinta-feira, o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, disse que o funcionamento das composições chinesas acontece, aparentemente, de forma regular. Guerreiro e uma equipe ligada à Câmara de Análise de Prevenção de Acidentes da entidade fizeram uma vistoria na linha 1. As equipes buscaram verificar se as adaptações realizadas nas estações foram feitas de forma adequada. A ideia de fazer a análise surgiu após o Crea receber denúncias de que a concessionária reduziu o tamanho de plataformas e pilastras da linha subterrânea sem levar em conta algumas medidas de segurança.

O investimento nos 19 trens chineses foi de R$ 320 milhões, de acordo com o Metrô Rio. Segundo a concessionária, os bancos, dispostos de forma longitudinal, oferecerão mais espaço aos passageiros, que também poderão mudar de carro durante a viagem por meio das passagens sanfonadas (gangways). Todas as composições terão câmeras, e painéis de LED informarão o mapa das estações e orientarão o desembarque dos passageiros.

Em março de 2013, quando os 19 novos trens entrarem em operação, o MetrôRio operará com 19 composições na Linha 1 (114 carros) e 28 na Linha 2 (168 carros), com dois trens na reserva no Centro de Manutenção. Todos os trens terão seis carros. Com toda a frota em operação, a previsão é que os intervalos passem de seis para quatro minutos nas pontas de linha (entre Pavuna e Central, entre Saens Peña e Central e entre Ipanema/General Osório e Botafogo); e de três para dois minutos no trecho compartilhado (entre Botafogo e Central).

Novo trem do metrô chega e já impõe barreiras à acessibilidade

24/08/2012 - O Globo

O Globo percorreu estações onde o desnível entre a plataforma e a composição chega a um palmo, o que pode ser um sério obstáculo para cadeirantes

Na estação Maracanã, o desnível entre o piso trem e a plataforma chega a um palmo Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO - Depois de oito meses de atraso na entrega da primeira composição, o novo trem do metrô começa finalmente a circular neste sábado. Mas, depois de tanta espera, os passageiros terão que aguardar um mês para usar o novo trem na hora do rush devido à fase de testes, na qual a operação será das 10h às 15h e das 21h à meia-noite. A viagem inaugural desta sexta-feira, da qual a população não participou, foi exclusiva para autoridades do governo e imprensa. A composição saiu da Estação Estácio, foi até o Maracanã e, em seguida, recebeu os primeiros passageiros, de onde seguiu viagem para a Pavuna. Durante a viagem entre as estações do Maracanã e de Botafogo, a equipe do GLOBO observou uma característica preocupante nos novos trens para pessoas com deficiência física: um grande desnível entre a plataforma e o vagão. Nas estações Maracanã, Cidade Nova e Flamengo, a altura chega a um palmo ou cerca de 22 centímetros.

O presidente da Metrô Rio, Flávio Almada, minimizou o problema, dizendo que há um sistema eletrônico nos trens que permite que, ao chegarem às estações, não haja o desnível. Almada acrescentou que o próprio peso dos passageiros faria os trens cederem e atingirem o nível da plataforma. Mas não foi isso que o O GLOBO constatou. Ao parar em algumas estações, mesmo com passageiros dentro, o desnível permaneceu.

O engenheiro mecânico e de segurança do trabalho Jaques Sherique, diretor do Clube de Engenharia, recebeu com surpresa a denúncia do GLOBO, já que na última quarta-feira ele e mais quatro engenheiros vistoriaram, a convite do Crea-RJ, o funcionamento das composições chinesas.

É inaceitável uma distância dessa não só para cadeirantes como para pessoas idosas. Quando há muita gente na porta dos vagões, quem embarca não costuma olhar para o chão. E sabemos que 80% dos acidentes no metrô ocorrem entre a plataforma e o metrô. Com certeza, com esse desnível, teremos mais acidentes.

Sherique afirmou que o Crea aguarda um relatório das 54 plantas de todo o metrô para emitir um parecer final em até cerca de 30 dias

Isso certamente terá um peso para o Ministério Público.

Segundo a assessoria de imprensa do Metrô Rio, a operação assistida, realizada nos primeiros 30 dias a partir de amanhã, vai ajustar as falhas, incluindo essa encontrada pelo GLOBO, já que o trem possui um sistema de regulagem, que vai nivelar a altura entre a plataforma e os vagões.

Apesar do aumento de 63% da frota, Almada admitiu que o primeiro trem não atenderá, por enquanto, ao que ele chamou de massa crítica, a população que usa o transporte nos horários do rush, mas disse estar otimista para os próximos meses:

Em dezembro, já teremos 10 trens em operação, quando será verão e haverá muito mais conforto. Hoje nós estamos transportando 700 mil pessoas. A partir de março, poderemos ofertar 1 milhão e 200 mil lugares. Essa oferta já é suficiente para as Olimpíadas afirmou Almada, acrescentando que os novos trens possuem capacidade de saturação até 2025.

O governador Sérgio Cabral afirmou que este é um dos legados que o Rio precisava para os Jogos Olímpicos. Durante o evento, Cabral fez dois anúncios: a aquisição de um empréstimo com o Banco Mundial, no próximo dia 5 de setembro, no valor de 600 milhões de dólares, para a aquisição de 60 trens para a SuperVia. E o início das obras da linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo, em janeiro de 2013.

Com os BRTs da prefeitura, teremos quase 70% da população da região metropolitana andando em transporte de massa. É uma mudança radical na vida das pessoas.

Menos assentos para mais passageiros

Os carros dos novos trens têm menos assentos do que os antigos para dar mais espaço a passageiros em pé. As composições atuais possuem carros com 38 , 42 e 48 lugares. As atuais contam com 38 lugares em cada vagão e capacidade para 1.800 pessoas.

A menor quantidade de assentos incomodou a promotora de vendas Ana Maria Teixeira, de 48 anos, que foi em pé de Vicente de Carvalho até Botafogo. Para ela, com mais pessoas em pé, o desconforto nas horas do rush poderá ser maior.

É complicado porque, quando ficar cheio, como as pessoas vão sentar? Vão ficar várias em pé, sem ter como todo mundo segurar em alguma coisa e, assim, vai ficar um passageiro em cima do outro.

A gaúcha Dilaine Weber, de 42 anos, está de férias no Rio e experimentou tanto o antigo quanto o novo trem nesta sexta-feira e aprovou a temperatura, em torno dos 23ºC, mas criticou a diferença na quantidade de assentos.

Meu marido tem problema sério de coluna e está aqui, em pé. Minha mãe, que é idosa, está pegando o metrô, visitando outros bairros, e pode não encontrar lugar. Nesse sentido, acho que (o transporte) piorou.

Para o aposentado José Carvalho Andrade, de 70 anos, o espaço maior para os passageiros torna a viagem mais confortável.

Para esse sistema, é necessário ser dessa forma mesmo.

O presidente da concessionária afirmou que o novo layout interno dos trens - com bancos dispostos em forma longitudinal, para possibilitar mais passageiros em pé - é um padrão mundial.

É normal você ficar 15 minutos em pé em qualquer transporte de massa. Não é para percurso curto. As pessoas realmente não ficam sentadas.

Cabral rebate críticas ao traçado da Linha 4

O governador rebateu, ainda, as críticas de especialistas na área de transporte, feitas durante o seminário X Rio de Transporte, em relação ao traçado da Linha 4, que, ligando a Ipanema à Barra da Tijuca, funcionará como uma extensão da linha 1.

Se você for a estações de metrô do mundo inteiro, vai ver linhas maiores do que essa. Do ponto de vista técnico, econômico e social, é a grande solução. Vamos acabar com a maior concentração de veículos de passeio do Rio de Janeiro, que é exatamente nessa linha Barra da Tijuca - Zona Sul.

A assessoria de imprensa do Governo do Estado informou que não há possibilidade de o traçado da linha 4 voltar ao original, que sairia do Largo da Carioca, passando pelos bairros de Laranjeiras, Botafogo (Dona Marta), Humaitá, Jardim Botânico e Gávea.

Na quinta-feira, o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, disse que o funcionamento das composições chinesas acontece, aparentemente, de forma regular. Guerreiro e uma equipe ligada à Câmara de Análise de Prevenção de Acidentes da entidade fizeram uma vistoria na linha 1. As equipes buscaram verificar se as adaptações realizadas nas estações foram feitas de forma adequada. A ideia de fazer a análise surgiu após o Crea receber denúncias de que a concessionária reduziu o tamanho de plataformas e pilastras da linha subterrânea sem levar em conta algumas medidas de segurança.

O investimento nos 19 trens chineses foi de R$ 320 milhões, de acordo com o Metrô Rio. Segundo a concessionária, os bancos, dispostos de forma longitudinal, oferecerão mais espaço aos passageiros, que também poderão mudar de carro durante a viagem por meio das passagens sanfonadas (gangways). Todas as composições terão câmeras, e painéis de LED informarão o mapa das estações e orientarão o desembarque dos passageiros.

Em março de 2013, quando os 19 novos trens entrarem em operação, o MetrôRio operará com 19 composições na Linha 1 (114 carros) e 28 na Linha 2 (168 carros), com dois trens na reserva no Centro de Manutenção. Todos os trens terão seis carros. Com toda a frota em operação, a previsão é que os intervalos passem de seis para quatro minutos nas pontas de linha (entre Pavuna e Central, entre Saens Peña e Central e entre Ipanema/General Osório e Botafogo); e de três para dois minutos no trecho compartilhado (entre Botafogo e Central).

Trem chinês do metrô do Rio precisará de ajustes

24/08/2012 - O Estado de São Paulo

Viagem inaugural mostrou que a composição não está nivelada com as plataformas

Heloisa Aruth Sturm - Agência Estado

RIO DE JANEIRO - O trem fabricado na China entra em circulação no metrô do Rio de Janeiro neste sábado, 25. No entanto, a viagem inaugural na sexta-feira, 24, mostrou que ainda são necessários ajustes para que ele entre em pleno funcionamento. Um dos problemas é que as composições não estavam niveladas com as plataformas, deixando uma diferença de 5 cm a 6 cm em todas as 13 estações percorridas. Isso dificulta o acesso de cadeirantes e pode provocar acidentes com idosos e apressados.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Trens comprados por R$ 11 milhões cada já chegaram ao Rio enferrujados 20/08/2012 - Midia News Engate da parte da frente da composição chegou totalmente oxidado O custo, segundo a Secretaria Estadual de Transportes, é de responsabilidade do consórcio que ganhou a licitação da compra dos carros. Por isso, a contratação do serviço não teria gerado gasto aos cofres públicos. Os trens chineses são fabricados por um consórcio, formado por várias empresas. “Achei estranha a oxidação, mas tudo foi retirado com tranquilidade. Técnicos da SuperVia, da Central Logística e da empresa chinesa afirmaram que não haveria dano ao funcionamento”, admitiu o secretário Júlio Lopes. A reportagem apurou que, na viagem de 45 dias para transportar de navio os trens da China ao Rio, houve tempestade e, por isso, os carros foram molhados pela água do mar. O episódio, no entanto, não justifica a corrosão, segundo especialistas da Coppe/UFRJ e químicos ouvidos por O DIA. Segundo os peritos, há no mercado acabamentos que impediriam a oxidação por até 20 anos. Afirmaram que, como a ferrugem atingiu mais algumas áreas, há indícios de que houve diferença na escolha do material, que seria de qualidade inferior. A SuperVia não quis comentar o caso.Procurada por O DIA, a Changchun Railway Vehicles, fabricante dos trens, não enviou resposta. A empresa chinesa é a mesma dos novos vagões do metrô. Especialistas preveem novos problemas em composições Se os trens voltarem a enferrujar dentro de período que ultrapasse três anos, estado ou concessionária que opera o sistema de transporte terá que pagar a retirada da ferrugem. Esse é o tempo, segundo o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, que a empresa chinesa deu como garantia para qualquer avaria com os carros. Segundo os especialistas em química e engenharia consultados pelo jornal, não será difícil os trens voltarem a enferrujar. Isso porque a área com problema precisaria passar por aplicação de novo acabamento. Se o material fosse adequado, não teria oxidado com a salinidade da água do mar. Dos 30 trens encomendados pelo governo, 18 já foram entregues. O restante, segundo a SuperVia, chega até o final do ano. Segundo a concessionária responsável pelo fornecimento dos trens, a CMCCRC, os TUEs vieram embalados e ficaram na parte de baixo do navio. “Existem ferrugens que aconteceram por causa da água do oceano que pinga no trem ocasionalmente. Mas o material de chapa inoxidável dos TUEs foi fabricado no Japão e está comos certificados. O material é qualificado e ferrugem só é ocasional”, diz em nota.

20/08/2012 - Midia News

Engate da parte da frente da composição chegou totalmente oxidado

O custo, segundo a Secretaria Estadual de Transportes, é de responsabilidade do consórcio que ganhou a licitação da compra dos carros. Por isso, a contratação do serviço não teria gerado gasto aos cofres públicos.

Os trens chineses são fabricados por um consórcio, formado por várias empresas. “Achei estranha a oxidação, mas tudo foi retirado com tranquilidade. Técnicos da SuperVia, da Central Logística e da empresa chinesa afirmaram que não haveria dano ao funcionamento”, admitiu o secretário Júlio Lopes.

A reportagem apurou que, na viagem de 45 dias para transportar de navio os trens da China ao Rio, houve tempestade e, por isso, os carros foram molhados pela água do mar. O episódio, no entanto, não justifica a corrosão, segundo especialistas da Coppe/UFRJ e químicos ouvidos por O DIA.

Segundo os peritos, há no mercado acabamentos que impediriam a oxidação por até 20 anos. Afirmaram que, como a ferrugem atingiu mais algumas áreas, há indícios de que houve diferença na escolha do material, que seria de qualidade inferior.

A SuperVia não quis comentar o caso.Procurada por O DIA, a Changchun Railway Vehicles, fabricante dos trens, não enviou resposta. A empresa chinesa é a mesma dos novos vagões do metrô.

Especialistas preveem novos problemas em composições

Se os trens voltarem a enferrujar dentro de período que ultrapasse três anos, estado ou concessionária que opera o sistema de transporte terá que pagar a retirada da ferrugem.

Esse é o tempo, segundo o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, que a empresa chinesa deu como garantia para qualquer avaria com os carros.

Segundo os especialistas em química e engenharia consultados pelo jornal, não será difícil os trens voltarem a enferrujar. Isso porque a área com problema precisaria passar por aplicação de novo acabamento. Se o material fosse adequado, não teria oxidado com a salinidade da água do mar.

Dos 30 trens encomendados pelo governo, 18 já foram entregues. O restante, segundo a SuperVia, chega até o final do ano. Segundo a concessionária responsável pelo fornecimento dos trens, a CMCCRC, os TUEs vieram embalados e ficaram na parte de baixo do navio.

“Existem ferrugens que aconteceram por causa da água do oceano que pinga no trem ocasionalmente. Mas o material de chapa inoxidável dos TUEs foi fabricado no Japão e está comos certificados. O material é qualificado e ferrugem só é ocasional”, diz em nota.

Ferrugem não prejudicará funcionamento de trens chineses

20/08/2012 - O Globo

O secretário de Transportes, Júlio Lopes, afirmou nesta segunda-feira que a ferrugem encontrada na primeira remessa de trens chineses não vai prejudicar o funcionamento dos veículos. Segundo ele, as composições foram periciadas por técnicos do estado, da SuperVia e do consórcio chinês que os fabricou.

— Ele já passaram por um tratamento de limpeza e receberam novo acabamento. Isso foi um problema pontual, ocorreu apenas na primeira remessa. O funcionamento não será prejudicado, e todos eles possuem garantias de três anos — afirmou o secretário, na chegada à Associação Comercial do Rio de Janeiro, onde será apresentada a nova versão do projeto Porto do Rio Século XXI, no Centro.

Do lado de fora do prédio, um grupo de manifestantes da Central Única dos Trabalhadores e do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro aguarda a chegada do Ministro do Esporte, Leônidas Cristino.

Novo trem chinês do Metrô começa a operar nesta sexta-feira

20/08/2012 - O Dia

CHRISTINA NASCIMENTO

Rio -  Depois de dois meses de testes, o primeiro dos 19 trens chineses comprados pela concessionária MetrôRio começa a funcionar para o público na próxima sexta-feira.

A composição vai fazer o trajeto da Linha 2 (Pavuna-Botafogo) em horários especiais. A previsão é que, até o final do ano, mais nove trens já estejam atuando no sistema.

Até março, toda nova frota de 114 carros estará à disposição dos usuários. O investimento total foi de R$ 320 milhões. Cada composição chinesa tem capacidade para 1.800 
passageiros. Atualmente a empresa MetrôRio dispõe de 32 trens, que representa um total de 182 carros em circulação.

Novo trem vai circular na Linha 2, entre Pavuna e Botafogo |Foto: João Laet / Agência O Dia

Mesmo com os chineses, não haverá retirada da frota atual em operação. As novas composições terão ar-condicionado 33% mais potente, que fará a temperatura média se manter em 23°C.

Os trens chineses são dotados de câmeras no interior de todos os carros. Painéis de LED informarão o mapa das estações e orientarão o desembarque dos passageiros.

As barras para apoio em pé terão nova distribuição e os usuários de baixa estatura contarão com pega mãos para aumentar a segurança.

Obras às pressas

O funcionamento dos novos carros começa após uma polêmica. A concessionária teria reduzido, às pressas, a largura de plataformas em algumas estações e aparado pilastras e paredes de túneis das Linhas 1, 1A e 2, em até 20 centímetros, para adequá-las aos trens chineses.

O MetrôRio nega a existência do problema e informou que as obras nas plataformas e túneis são para padronizar estações. Mas, o Ministério Público abriu procedimento para investigar o assunto.

Dois anos de atraso para trem começar a circular

Inicialmente, a estreia do trem chinês estava prevista para agosto de 2010. O atraso gerou uma multa de R$ 374 mil para a concessionária MetrôRio. A decisão foi da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transportes do Rio (Agetransp).

A entrega dos trens é prevista no 6º Termo Aditivo do contrato de concessão, assinado em 2007 pela concessionária.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Novo trem chinês do Metrô começa a operar nesta sexta-feira

20/08/2012 - O Dia

CHRISTINA NASCIMENTO

Rio -  Depois de dois meses de testes, o primeiro dos 19 trens chineses comprados pela concessionária MetrôRio começa a funcionar para o público na próxima sexta-feira.

A composição vai fazer o trajeto da Linha 2 (Pavuna-Botafogo) em horários especiais. A previsão é que, até o final do ano, mais nove trens já estejam atuando no sistema.

Até março, toda nova frota de 114 carros estará à disposição dos usuários. O investimento total foi de R$ 320 milhões. Cada composição chinesa tem capacidade para 1.800 passageiros. Atualmente a empresa MetrôRio dispõe de 32 trens, que representa um total de 182 carros em circulação.

Novo trem vai circular na Linha 2, entre Pavuna e Botafogo |Foto: João Laet / Agência O Dia

Mesmo com os chineses, não haverá retirada da frota atual em operação. As novas composições terão ar-condicionado 33% mais potente, que fará a temperatura média se manter em 23°C.

Os trens chineses são dotados de câmeras no interior de todos os carros. Painéis de LED informarão o mapa das estações e orientarão o desembarque dos passageiros.

As barras para apoio em pé terão nova distribuição e os usuários de baixa estatura contarão com pega mãos para aumentar a segurança.

Obras às pressas

O funcionamento dos novos carros começa após uma polêmica. A concessionária teria reduzido, às pressas, a largura de plataformas em algumas estações e aparado pilastras e paredes de túneis das Linhas 1, 1A e 2, em até 20 centímetros, para adequá-las aos trens chineses.

O MetrôRio nega a existência do problema e informou que as obras nas plataformas e túneis são para padronizar estações. Mas, o Ministério Público abriu procedimento para investigar o assunto.

Dois anos de atraso para trem começar a circular

Inicialmente, a estreia do trem chinês estava prevista para agosto de 2010. O atraso gerou uma multa de R$ 374 mil para a concessionária MetrôRio. A decisão foi da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transportes do Rio (Agetransp).

A entrega dos trens é prevista no 6º Termo Aditivo do contrato de concessão, assinado em 2007 pela concessionária.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ponte estaiada começa a tomar forma na Barra da Tijuca

16/08/2012 - O Globo

Dois dos quatro pilares da estrutura, que faz parte do Transcarioca, já estão com 20 metros de altura

Paisagem modificada. A ponte deverá ficar pronta até dezembro de 2013 Jorge William / O Globo
RIO - Quem circula pela quase sempre congestionada Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, já pode perceber os sinais de uma nova estrutura viária que promete ajudar a desafogar o trânsito da região. Dois dos mastros de sustentação da ponte estaiada do BRT Transcarioca (que ligará a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim) estão em fase avançada de construção. E outros dois começam a ganhar forma na área.

Com 300 metros de extensão, a ponte atravessará a Lagoa do Camorim. As obras, que começaram em outubro de 2011, têm término previsto para dezembro de 2013. Quando estiver pronta, a ponte terá quatro faixas de rolamento, duas exclusivas para as linhas de BRT (Bus Rapid Transit, na sigla em inglês) e outras duas para o tráfego normal, todas no sentido Avenida das Américas.

De acordo com o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a ponte eliminará um conjunto de sinais existente hoje no entroncamento das avenidas Ayrton Senna e Embaixador Abelardo Bueno. Os dois mastros com as obras mais avançadas ficam próximos a esses sinais. Eles já têm 20 metros de altura, de um total de 50 metros. Os outros dois pilares ficarão no lado oposto da lagoa. Não haverá blocos de sustentação dentro do espelho dágua. Os vãos da ponte serão sustentados por 70 grandes cabos de aço presos às estruturas em concreto.

Optamos pela ponte estaiada para não termos pilares dentro da lagoa. Assim, haverá menos agressão ao meio ambiente afirma Alexandre.

Ônibus e carros que estiverem no corredor Transcarioca passarão pela ponte para desembocar, mais à frente, na Ayrton Senna. Já os motoristas vindos da Abelardo Bueno em direção ao Via Parque terão que passar por uma nova alça de acesso debaixo da ponte.

Metrô usará pista suspensa

A ponte estaiada da Barra será a segunda do Rio. Atualmente, já há uma do tipo ligando a Ilha do Fundão à Linha Vermelha, sobre o Canal do Cunha. As fundações para uma terceira ponte estaiada, já começaram a ser feitas. Ela será construída sobre a Baía de Guanabara, ligando as ilhas do Governador e do Fundão, também como parte do corredor Transcarioca. Uma quarta estrutura sustentada por cabos de aço deverá der erguida na Barra, para a passagem da Linha 4 do metrô. O comprimento dessa ponte será de 335 metros e seu vão livre (sustentado pelos cabos de aço) terá 216 metros. A ponte terá 12,2 metros de largura e o pilone (coluna onde serão afixados os cabos de sustentação) terá cerca de 70 metros de altura.

Ponte estaiada começa a tomar forma na Barra da Tijuca

16/08/2012 - O Globo

Dois dos quatro pilares da estrutura, que faz parte do Transcarioca, já estão com 20 metros de altura

Paisagem modificada. A ponte deverá ficar pronta até dezembro de 2013 Jorge William / O Globo
RIO - Quem circula pela quase sempre congestionada Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, já pode perceber os sinais de uma nova estrutura viária que promete ajudar a desafogar o trânsito da região. Dois dos mastros de sustentação da ponte estaiada do BRT Transcarioca (que ligará a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim) estão em fase avançada de construção. E outros dois começam a ganhar forma na área.

Com 300 metros de extensão, a ponte atravessará a Lagoa do Camorim. As obras, que começaram em outubro de 2011, têm término previsto para dezembro de 2013. Quando estiver pronta, a ponte terá quatro faixas de rolamento, duas exclusivas para as linhas de BRT (Bus Rapid Transit, na sigla em inglês) e outras duas para o tráfego normal, todas no sentido Avenida das Américas.

De acordo com o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a ponte eliminará um conjunto de sinais existente hoje no entroncamento das avenidas Ayrton Senna e Embaixador Abelardo Bueno. Os dois mastros com as obras mais avançadas ficam próximos a esses sinais. Eles já têm 20 metros de altura, de um total de 50 metros. Os outros dois pilares ficarão no lado oposto da lagoa. Não haverá blocos de sustentação dentro do espelho dágua. Os vãos da ponte serão sustentados por 70 grandes cabos de aço presos às estruturas em concreto.

Optamos pela ponte estaiada para não termos pilares dentro da lagoa. Assim, haverá menos agressão ao meio ambiente afirma Alexandre.

Ônibus e carros que estiverem no corredor Transcarioca passarão pela ponte para desembocar, mais à frente, na Ayrton Senna. Já os motoristas vindos da Abelardo Bueno em direção ao Via Parque terão que passar por uma nova alça de acesso debaixo da ponte.

Metrô usará pista suspensa

A ponte estaiada da Barra será a segunda do Rio. Atualmente, já há uma do tipo ligando a Ilha do Fundão à Linha Vermelha, sobre o Canal do Cunha. As fundações para uma terceira ponte estaiada, já começaram a ser feitas. Ela será construída sobre a Baía de Guanabara, ligando as ilhas do Governador e do Fundão, também como parte do corredor Transcarioca. Uma quarta estrutura sustentada por cabos de aço deverá der erguida na Barra, para a passagem da Linha 4 do metrô. O comprimento dessa ponte será de 335 metros e seu vão livre (sustentado pelos cabos de aço) terá 216 metros. A ponte terá 12,2 metros de largura e o pilone (coluna onde serão afixados os cabos de sustentação) terá cerca de 70 metros de altura.

sábado, 11 de agosto de 2012

Usuários do MetrôRio temem piora do serviço

08/08/2012 - O Globo

Um problema técnico numa composição da Linha 2 do metrô na manhã de terça-feira obrigou a retirada de todos que estavam no trem, agravou o problema da superlotação e deixou passageiros ainda mais assustados. Eles temem que a situação se agrave com a duplicação do número de usuários prevista para ocorrer em março de 2013, quando o sistema deve passar a receber 1,1 milhão de pessoas por dia, contra as 650 mil atuais. O salto estimado pela concessionária Metrô Rio se deve à entrada em operação dos 19 novos trens chineses, com 114 vagões. No primeiro semestre de 2016, às vésperas das Olimpíadas, outros 300 mil passageiros engrossarão essa massa, com a conclusão da Linha 4 (Barra-Zona Sul).

— Tenho medo que a situação piore. Os vagões estão superlotados. Não dá nem para enxergar os bancos, quanto mais para sentar. Hoje (terça-feira), por causa do incêndio, os trens da Linha 2 circulavam de 20 em 20 minutos e ainda estavam mais cheios. Uma grávida que embarcou comigo, em Del Castilho, chegou a desmaiar e precisou ser retirada em Triagem — conta a passageira Magda Almeida.

A Agência Reguladora de Transportes do Rio (Agetransp) instaurou processo para apurar os motivos da avaria. Segundo a Metrô Rio, o trem saiu de Botafogo e apresentou problema na Cinelândia, onde os passageiros tiveram que descer. Ainda de acordo com a empresa, já vazio e sendo levado para o centro de manutenção, houve um princípio de incêndio na composição na Estação Uruguaiana.

Diretor de Engenharia da Metrô Rio, Joubert Flores garante que o crescimento da demanda — com a entrada em operação dos novos trens, em 2013, e da Estação Uruguai, em 2014 — não significará mais problemas para os usuários:

— Estamos expandindo e modernizando a frota, que estará compatível com a demanda. Hoje, temos 20 trens, com seis vagões cada, e 12 composições, com cinco carros. Em 2013, teremos 47 trens, todos com seis vagões. Haverá ainda dois trens e dois vagões de reserva.

Intervalos entre trens deve ser reduzido

Segundo Joubert, com a operação dos novos trens o intervalo entre as composições vai reduzir de seis para quatro minutos, nas pontas, e de três para dois minutos, no trecho comum entre as linhas 1 e 2.

Já para atender aos 300 mil passageiros que usarão os 15 quilômetros da Linha 4, serão comprados 17 trens, que estão em fase de especificações técnicas. Com frentes na Barra e em São Conrado, as obras da Linha 4 foram iniciadas em junho de 2010, pelo consórcio Rio Barra. Até agora foram escavados três mil metros de túneis. Na Zona Sul, as obras estão em fase de sondagem, ou seja, de mapeamento do solo, na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

Os 1,4 milhão de passageiros por dia que usarão o metrô em 2016 preocupam o bancário Newton Gravatá:

— A chegada de novos carros não solucionará o problema. O que falta é diversificar os ramais e as linhas. Com a demanda da Barra, os trens vão ficar ainda mais cheios.

Paralisação do serviço, pane em trens, travamento de portas, superlotação e deficiências no sistema de ar condicionado estão entre os problemas enfrentados com mais frequência pelos usuários do metrô. Apenas no primeiro trimestre deste ano, a Agetransp registrou média de um incidente a cada três dias no sistema de transporte: foram 28 incidentes nas linhas 1 e 2. A agência abriu processos regulatórios depois de oito desses episódios. Um dos maiores transtornos aconteceu no dia 7 de fevereiro, quando uma pane no sistema de sinalização da Linha 2 provocou o fechamento de 11 das 26 estações, entre Pavuna e Del Castilho. Na época, a Metrô Rio alegou que o problema foi causado por três furtos de 390 metros de cabos. Para piorar, no mesmo dia, dois trens pararam de funcionar e bloquearam o tráfego.

Superlotação faz usuários evitarem metrô

No fim da tarde de terça-feira, a rotina de transtornos permaneceu. Grávida de oito meses, a oficial de Justiça Bianca Sposito saiu da estação do Largo do Machado por volta das 17h30m em direção a Copacabana e teve dificuldades na hora do embarque. Ela disse que, por causa da superlotação, só pega o metrô em último caso.

— Tinha muita gente para desembarcar e para entrar. Fui empurrada. Ninguém ligou para o fato de eu estar grávida. Além de sempre estar lotado, o metrô demora muito a chegar. Prefiro andar de ônibus — afirmou.

O gerente de marketing Marcus Vinícius Marino durante um ano e meio evitou o metrô. Terça, numa nova tentativa, quase desistiu:

— Já passaram três composições lotadas e estou sem coragem de embarcar.

Para tentar evitar o aperto, a engenheira Patrícia Pereira Pinto costuma usar o vagão exclusivo para mulheres. Na hora do rush, no entanto, a solução não é garantia de conforto:

—De manhã esses vagões ficam um pouco mais vazios. Mas, na volta, ficam lotados e cheios de homens. Não há fiscalização. Depois que decidiram levar a Linha 1 até a Pavuna, colocando Botafogo como estação de transferência, o serviço piorou.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Obras da Linha 4 do Rio devem começar em 3 meses

07/08/2012 - Bom Dia Rio

Os canteiros de obras da Linha 4 do metrô, na zona sul do Rio, devem ser instalados daqui a três meses. O Governo do Estado diz que não há atraso nas obras e que, atualmente, o trabalho é de prospecção e garante que o trabalho estará concluído no prazo, em dezembro de 2015.

Clique no link abaixo e assista o vídeo:

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-rio/v/canteiros-de-obras-da-linha-quatro-do-metro-devem-ser-instaladas-em-tres-meses/2077102/

Princípio de incêndio provoca atrasos em linha do metrô do Rio

07/08/2012 - Folha de São Paulo

Uma composição da linha 2 do metrô do Rio de Janeiro teve um princípio de incêndio na manhã desta terça-feira.

O trem ia de Botafogo (zona sul) para a Pavuna (zona norte), por volta das 7h30, quando o condutor e agentes de segurança perceberam a fumaça na altura da estação Cinelândia, centro.

De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô Rio, a causa do princípio de incêndio foi um curto circuito sob o piso do trem, próximo ao eixo das rodas. A concessionária informou que não havia passageiros dentro da composição no momento do problema.

De acordo com passageiros da linha 2, quase duas horas depois do problema, ainda há registro de atraso entre as composições.