sábado, 21 de julho de 2012

MP investiga se novos trens do Metrô do Rio põem em risco a segurança

18/07/2012 - Jornal da G, Tiago Eltz

Ministério Público vai investigar se os novos trens do metrô do Rio de Janeiro põem em risco a segurança dos passageiros.

Os trens do Metrô, que acabaram de chegar da China, ainda não transportaram nenhum passageiro. Mas, novinhos em folha, já causaram a primeira polêmica. O Sindicato dos Metroviários diz que, durante o período de testes, técnicos perceberam que as composições balançam mais que as antigas. Isso traria o risco de os vagões baterem nas plataformas ou nas paredes de túneis.

“A solução encontrada pelo Metrô foi raspagem das plataformas. Então, está acontecendo agora nas plataformas do Metrô uma raspagem de cerca de 10 a 20 centímetros de cada lado da plataforma”, explica o diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários-RJ, Antonio Luis da Silva.

O Metrô confirma que está fazendo obras, mas diz que elas já estavam previstas e são apenas para padronizar as estações. Afirma ainda que um dos trens novos está rodando, em testes, faz um mês, sem nenhum incidente.

“Elas são importantes mesmo para operação do trem antigo, agora se não fizesse nada impediria que o trem novo operasse sem que tivesse nenhuma interferência também”, explica o diretor de Engenharia do Metrô-RJ, Joubert Flores.

Por enquanto chegaram três, dos 19 trens encomendados ao custo de R$ 320 milhões. O Ministério Público Estadual entrou na história. Já mandou ofícios cobrando explicações do metrô, da Secretaria de Transportes e da Agência Reguladora de transportes públicos. O promotor quer saber se a concessionária está adaptando o sistema aos novos trens, ao invés de ter encomendado trens compatíveis com as linhas que já existem.

“Se houve uma falha de projeto que coloque em risco a segurança do usuário medidas tem que ser tomadas. Nós temos diante do fato relatado investigar pra ver se ta sendo dado fiel cumprimento as normas técnicas pertinentes”, diz o promotor de justiça, Carlos Andresano.

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