sábado, 23 de junho de 2012

Pelo menos 6 passam mal no metrô e passageiros reclamam de superlotação

18/06/2012 - R7

Concessionária considera normal as ocorrências e nega falha no serviço

Muitas pessoas têm reclamado, sobretudo através de redes sociais, da grande movimentação no metrô desde a última semana, quando foi iniciada a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável). Apesar da insatisfação, a concessionária que administra o serviço negou superlotação nos vagões e considerou normal o fato de pelo menos seis pessoas terem passado mal durante a manhã desta segunda-feira (18) em diferentes estações.

Ainda segundo a empresa, os casos que chamaram mais atenção foram uma mulher que reclamou de tontura e outra que havia supostamente esquecido de tomar remédios controlados.

Na contramão do que informou o Metrô Rio, passageiros relataram muita dificuldade ao utilizar o serviço, inclusive no fim de semana, quando o movimento costuma ser bem menos intenso. Nesta segunda pela manhã, o Twitter registrou muitos posts sobre o assunto, como: “estamos ilhados no Rio de Janeiro por causa da Rio + 20: trânsito caótico e metrô super lotado, teve gente até que passou mal Legal, né?" ou "não brinca! Metrô? Lotado?". Algumas pessoas reclamaram até da presença inesperada de índios. “Caos no RJ, tribo indígena invadindo o metrô”.

Os índios usaram o transporte para irem ao centro, onde invadiram o prédio do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), na avenida República do Chile. De acordo com funcionários do BNDES, os seguranças do edifício chegaram a fechar todas as entradas do prédio, mas não conseguiram evitar a invasão. Os indígenas, que pularam as grades, entraram no edifício e começaram a circular pelos corredores, assustando os funcionários que estavam no local, mas não houve registro de violência.

Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, para tentar resolver o problema, 12 índios foram convocados pela diretoria do banco para uma reunião.

sábado, 16 de junho de 2012

Banco do Brasil faz empréstimo inédito para obras no Rio

12/06/2012 - O Globo

Um pacote de obras vai viabilizar projetos importantes para o estado, que corriam o risco de ficar no papel, cobertos pela poeira de anos de promessa. O principal deles é a Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo. O Banco do Brasil liberou um empréstimo de R$ 3,6 bilhões para o governo estadual, com pagamento a longo prazo. É a primeira vez que o banco aprova essa modalidade de operação a um estado. Cerca de R$ 885 milhões já devem entrar no caixa fluminense amanhã, e o restante do dinheiro será liberado, em parcelas, até 2015. Com isso, o projeto executivo do metrô de Niterói já começa a ser feito e o bate-estaca tem início ainda em dezembro deste ano.

O plano é que o primeiro trecho, entre Barreto e Alcântara, com 14 quilômetros, seja inaugurado em dezembro de 2014. Os outros dois trechos, entre a Estação Arariboia e Alcâncatara, de cerca de três quilômetros, e entre Barreto e Guaxindiba, de mais cinco quilômetros, deverão ficar prontos até julho de 2015. A Estação Arariboia será o maior modal da América Latina, ao integrar metrô, barcas e ônibus.

Verba também para as lagoas da Barra

Na prática, o empréstimo chega para dar o ponta pé inicial na Linha 3. Para isso, serão destinados R$ 200 milhões. O vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, disse que, ao negociar o financiamento junto à presidente Dilma Rousseff, também acertou a inclusão de R$ 500 milhões para a obra no Orçamento Geral da União de 2013 e mais um outro empréstimo, provavelmente do Bndes, de R$ 700 milhões. A estimativa é que a obra custe em torno de R$ 3 bilhões.

- Focamos nos problemas que temos, tudo que é importante, e colocamos dentro desse empréstimo. A burocracia bancária para emprestar para o estado é muito grande. A presidente Dilma (Rousseff) ajudou muito, incentivando o Banco do Brasil a fazer uma operação ágil. E a gente ficou em cima. Os técnicos do BB brincam dizendo que conseguimos um empréstimo dessa monta mais rápido do que o banco libera uma máquina agrícola, que é uma operação muito comum e leva 120 dias. Nós obtivemos o financiamento em 119 dias - diz Pezão.

O dinheiro também vai reforçar o caixa das obras da Linha 4, já em andamento. Durante o dia, chegou-se a anunciar que a reforma do Maracanã ficaria com R$ 200 milhões do valor liberado, sem que isso significasse um aumento no custo total da obra de R$ 859,9 milhões. Mais tarde, o estado informou que tinha havido um equívoco e que o estádio receberia este valor da CAF (Corporação Andina de Fomento). O Maracanã já foi alvo de polêmica porque os custos aumentaram depois da obra licitada. O presidente da Emop, Ícaro Moreno, assegurou ontem que as obras do Maracanã serão concluídas no prazo:

- Somos uma das obras mais fiscalizadas do país. O Maracanã é um ícone, interessa a todo mundo. Além dos órgãos de sempre, recebemos pedidos de informações do Ministério Público, estadual e federal, de comissões, de deputados e vereadores. Sei lá, uns 13, 14 órgãos. Faz parte da democracia. Não nos atrapalha.

A negociação para obter os recursos começou antes mesmo de o governador Sérgio Cabral enviar à Assembleia Legislativa do Rio um projeto de lei criando o programa de mobilidade urbana (Pró-Cidades).

Portanto, todos os projetos beneficiados estão no escopo desse programa. Além das linhas do metrô, na área de transportes também serão contemplados o Arco Metropolitano e a recuperação de rodovias, como a Avenida Presidente Kennedy (RJ-101); a RJ-148 (Nova Friburgo); e a RJ-234 (São Fidélis-Italva). Também espera-se solucionar mais um problema: novas barcas serão compradas para o trajeto Rio-Niterói que tanta dor de cabeça tem causado, com protestos contra aumentos de tarifa e reclamações por parte dos usuários sobre a qualidade do serviço.

No terreno da infraestrutura urbana, estão obras de asfaltamento em 91 municípios, em especial na Baixada, contenção de encostas na Serra, controle de cheias no Norte e Noroeste Fluminense, e urbanização de favelas, como Jacarezinho. E, como não poderia deixar de ser, há recursos também destinados à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016, como a recuperação do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e do Canal da Joatinga, que está no caderno de encargos.

A presidente Dilma Rousseff se reúne amanhã com o governador Sérgio Cabral e o presidente do BB, Ademir Bendine, no Palácio Guanabara, às 15h, para assinar o contrato do empréstimo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Obras da linha 4 do metrô na zona sul do Rio começam em julho

06/06/2012 - Veja

Projeto em análise voltou a considerar uma ligação da Gávea com o centro da cidade, passando por Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras

As obras da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro começarão em julho deste ano na zona sul. Segundo informações do telejornal RJTV, da Rede Globo, o governo estuda um novo traçado para ligar o bairro da Gávea ao centro. A previsão inicial era para que as escavações tivessem início em fevereiro deste ano. Mas, por causa da decisão governamental de mudar o projeto original, a construção da infraestrutura para o metrô circular foi adiada. 
 
Em cerca de 15 dias, a linha 4 deve, enfim, ganhar a licença ambiental para começar as escavações. Segundo o RJTV, a estação da Gávea será construída em um só nível, outra mudança do governo em relação ao primeiro traçado proposto. O estudo que está sendo analisado atualmente propõe que a Gávea seja ligada ao centro passando pelo Jardim Botânico, Humaitá, Laranjeiras e o Largo da Carioca. 
 
Uma das exigências para conceder a licença ambiental para a linha 4 é preparar a estação da Gávea para essa possível expansão. A estação ganhará um túnel de 300 metros de extensão. 

sábado, 2 de junho de 2012

Os desafios da Linha 3 do metrô carioca

19/05/2012 - Agência O Globo

A Linha 3 do metrô, ao que parece, vai entrar nos trilhos. Desde 2002 esperada por São Gonçalo, cidade com mais de um milhão de moradores, a obra que ligará o município à cidade de Niterói está prevista para começar em outubro. Os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade somam R$ 1,7 bilhão - R$ 500 milhões do Orçamento Geral da União, R$ 774 milhões do BNDES, R$ 200 milhões de financiamento do Banco do Brasil e R$ 260 milhões de compensação ambiental.

Ao detalhar as obras do metrô São Gonçalo-Niterói, o governo do estado deixa claro que o traçado da Linha 3 será o mesmo da antiga ferrovia entre um município e outro. Aí começam os problemas. Repórteres do GLOBO percorreram o trajeto e se depararam com os inúmeros obstáculos que a construção terá pela frente. Um dos mais surpreendentes é a academia ao ar livre feita pela prefeitura de São Gonçalo exatamente em cima dos trilhos. Isso causou espanto entre moradores.

- Mas o governo do estado não se comunica com o município? Como assim? - diz Israel de Oliveira, professor de educação artística.

Segundo a assessoria do governo do estado, tudo o que estiver na linha férrea entre a Praça Arariboia, em Niterói, e o bairro de Guaxindiba, em São Gonçalo, terá de sair.

- Isso é jogar dinheiro dos nossos impostos fora - reclamou a dona de casa Glaice Domingues.

Além da academia municipal, a construção de um jardim, obra tocada pela prefeitura na Rua Maurício Abreu, em cima da linha férrea, também é um exemplo de descompasso entre os governos. O estado ainda encontrará construções irregulares no distrito de Alcântara e carros estacionados sobre a linha férrea, como acontece no bairro do Barreto, em Niterói.

Em resposta ao GLOBO, a assessoria de imprensa da prefeitura de São Gonçalo informou que, segundo a Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, o metrô será elevado de Niteroí até o bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, passando a uma altura de 15 metros. Do Jardim Catarina até Guaxindiba, circulará na superfície. "Se houver necessidade de desapropriação, a prefeitura de São Gonçalo será intermediária, já que o solo é gonçalense, mas a indenização ficará por conta do governo do estado", afirma a nota da prefeitura.

De acordo com o governo do estado, porém, não importa se o trecho é suspenso ou não: tudo o que estiver na linha férrea terá de ser retirado.

A obra da Linha 3 do metrô estava embargada desde 2003, devido a irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o que impedia a liberação de verbas do governo federal. Por isso, o governo estadual resolveu fazer nova concorrência para a construção do trecho Niterói-São Gonçalo.o