sábado, 28 de abril de 2012

Obras da Linha 3 começarão em janeiro de 2013

26/04/2012 - O Globo

O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira, que em um mês será lançada a modelagem do edital para a construção da Linha 3 do Metrô, definindo as regras que a Parceria Público Privada (PPP) terá que seguir. Em outubro o edital será lançado, e a previsão do governo do estado é que em janeiro de 2013 as obras possam ser iniciadas.

Nesta terça-feira, o governo federal anunciou a liberação dos recursos para a implantação da linha 3, que vai ligar Niterói a São Gonçalo. Realizado pela secretaria estadual de Obras no âmbito do PAC 2, o metrô será responsável pela integração dos dois municípios, com possível extensão até Itaboraí, onde está sendo construído o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os investimentos públicos totalizam R$ 1,734 bilhão, sendo R$ 500 milhões do Orçamento Geral da União (OGU), R$ 774 milhões do BNDES, R$ 200 milhões de financiamento com o Banco do Brasil e R$ 260 milhões de compensação ambiental.

A Linha 3 começa na estação Arariboia, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Ela seguirá ao longo de um trecho de 22 quilômetros, sendo 17,7 quilômetros em viadutos e 4,3 quilômetros em superfície, ligados por 14 estações. O projeto inclui um estacionamento e garagem para pequenos atendimentos e reparos em Barreto e um centro de manutenção, em Guaxindíba. O projeto da estação Arariboia vai compor o Caminho Niemeyer. Segundo o governo do estado, o metrô vai garantir o deslocamento intermunicipal de aproximadamente 1,7 milhão de habitantes.

Calcula-se que 70% dos usuários da Linha 3 terão como destino a cidade do Rio de Janeiro, utilizando a Estação Arariboia, a maior estação do sistema, como estação terminal e de integração. Essa estação ficará ao lado de onde hoje se encontra o terminal das barcas. Será construído um terminal intermodal, integrando os sistemas de metrô, barcas e ônibus municipais e intermunicipais. Ele deve atender a cerca de 600 mil passageiros por dia e vai compor a maior integração intermodal do país e a primeira a incluir um terminal aquaviário.

A outra estação terminal é Guaxindiba, localizada próximo à BR-101. Ela vai permitir a integração intermodal com os municípios de Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Magé, garantindo o deslocamento até Niterói e Rio de Janeiro. Há a expectativa de ampliar o sistema até Itambi, em Itaboraí, para atender aos funcionários do Comperj, e Visconde de Itaboraí.

O projeto de revitalização da estação Barreto prevê a recuperação da antiga estação ferroviária, que atualmente está desativada. Já a estação Vila Lage, a primeira de São Gonçalo, ajudará a estruturar o transporte de massa na região. Na Praça do Zé Garoto, no Centro de São Gonçalo, haverá dois acessos. A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento entre as duas pontas da linha de duas horas para 40 minutos. 

Rio: Em até dois meses começam as obras da Linha 4

27/04/2012 - O Globo

Pelo menos no que diz respeito à PUC-Rio, não existe mais empecilho para que seja levado adiante o projeto de implantação da Estação Gávea da Linha 4 do metrô (Barra-Zona Sul), em área ocupada por parte do estacionamento de alunos e professores e pelo Instituto Gênesis. Estado e universidade chegaram a um acordo que prevê a transferência provisória de 280 das 1.050 vagas para um terreno de dez mil metros quadrados na Rua Marquês de São Vicente — a ser desapropriado ou arrendado — e a construção, pelo governo, de um prédio de quatro andares para abrigar a encubadora de empresas da PUC. O entendimento foi noticiado pelo boletim informativo da universidade.

O impasse, no entanto, ainda está longe do fim. Temerosos de impactos no trânsito, dirigentes das associações de moradores do Alto Gávea e do Leblon estão iniciando um movimento contra a transformação do terreno (ao lado do número 94 da Marquês de São Vicente e próximo à Rua Embaixador Carlos Taylor), que pertence ao Supermercado Mundial, em estacionamento. Já o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, espera que as obras da estação possam começar entre 30 e 60 dias, estendendo-se até 2015. Ainda segundo ele, o uso do terreno da Marquês de São Vicente será por tempo determinado. Ou seja, pelo período necessário de interdição de parte do estacionamento, estimado em dez meses.

- O que acertamos é que nos avisem com antecedência sobre a data de início das obras. Também só vamos entregar o Instituto Gênesis para ser demolido depois de o novo edifício ficar pronto — diz o vice-reitor de Desenvolvimento da PUC, Sergio Bruni, acrescentando que, embora estejam dentro dos muros da universidade, as vagas atuais ficam fora do campus, numa área da Cehab que foi arrendada.

Linhas de ônibus deixarão terminal

A implantação do canteiro de obras na Gávea, explica Fichtner, depende da concessão da licença definitiva das obras, pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca). A licença prévia de instalação foi dada este mês para o trecho sul da Linha 4 (da Gávea à Praça General Osório, em Ipanema). Uma das exigências, incluídas no parecer da Ceca, é que a Estação Gávea tenha dois níveis subterrâneos. O chefe da Casa Civil, no entanto, quer demonstrar à comissão que o projeto de construir um nível é mais adequado:

- Em dois níveis, a estação vai custar mais. Além disso, o solo do local não é bom.

Com o início da construção da estação, acrescenta Fichtner, para acessar as atuais vagas dentro da PUC será preciso dar a volta no canteiro de obras. O secretário informa ainda que duas das quatro linhas de ônibus que hoje fazem ponto final no terminal da Gávea serão remanejadas. A alteração está sendo projetada em comum acordo com a Secretaria municipal de Transportes.

O terreno do Mundial chegou a ser declarado de utilidade pública para fins de desapropriação em 2001, pelo então prefeito Luiz Paulo Conde. O prefeito Eduardo Paes, porém, revogou o decreto, argumentando que o temor de moradores não tinha sentido, uma vez que teria de ser cumprida a legislação urbanística da área, que impede a construção de um grande supermercado no local.

- É possível erguer ali dois prédios de sete andares. Eles não acarretariam o impacto viário de um estacionamento. É preciso considerar ainda o absurdo que é gastar dinheiro público para beneficiar estudantes de uma universidade de elite, que podem usar o transporte coletivo. Dizem que o estacionamento será provisório. Podemos acreditar? Se querem criar um estacionamento na área, que façam uma garagem subterrânea na Praça Santos Dumont, para atender a todos — diz o diretor de Urbanismo da Associação de Moradores do Alto Gávea, Luiz Fernando Penna.

A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, também reclama:

- Os carros que hoje entram pela Avenida Padre Leonel Franca vão passar a usar a Marquês de São Vicente. Quando se cria uma garagem, se induz o fluxo de carros. Os alunos e professores podem se adaptar a meios menos poluentes de transporte.

Entre os que criticam o uso do terreno do Mundial como estacionamento da PUC está a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), moradora do Alto Gávea:

- Teremos um engarrafamento monstro na Marquês de São Vicente. O estado também vai gastar muito dinheiro para desapropriar aquele terreno (a avaliação está sendo feita pelo governo).

Moradora do Alto Gávea há 25 anos, a designer Heloisa Ignez Ortega Schmitt pensa diferente. Argumenta que é melhor criar um estacionamento do que correr o risco de não ter uma estação do metrô na Gávea.

- O trânsito da Marquês de São Vicente é intenso, porque a rua é cheia de escolas. Além do mais, cada um tem de ceder um pouco. É preciso escolher o que é menos ruim para os moradores.

Presidente da Associação de Moradores da Gávea, Maria Amélia Crespo teme pelo impacto viário, mas prefere esperar antes de se posicionar sobre o estacionamento:

- Primeiro quero ver o projeto. Depois, vamos convocar os moradores da Gávea para discuti-lo. O que não podemos é, simplesmente, sermos contra o progresso.

Com 16 quilômetros de extensão, a Linha 4 começou a ser construída em 2010, pelo trecho oeste. Estão sendo executadas três frentes de serviço: emboque Barra, com a escavação dos túneis sentido São Conrado e Jardim Oceânico; Estação Jardim Oceânico, na Avenida Armando Lombardi; e Estação São Conrado, próximo à Rocinha, com a escavação dos túneis sentido Barra.

Já o governo federal anunciou a liberação dos recursos para a implantação da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo. Os investimentos públicos totalizam R$ 1,734 bilhão: R$ 500 milhões do Orçamento Geral da União; R$ 774 milhões do BNDES; R$ 200 milhões de financiamento do Banco do Brasil; e R$ 260 milhões de compensação ambiental. O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, acredita que em um mês seja lançada a modelagem do edital para da Linha 3, definindo as regras que a parceria público-privada (PPP) terá que seguir. O edital deverá ser lançado em outubro. A previsão do governo é que em janeiro de 2013 as obras possam começar. 

Trem chinês estreia só em agosto

26/04/2012 - O Globo

O primeiro dos 19 trens do metrô que chegou ao Rio da China, na última sexta-feira, deve entrar em operação na Linha 2 somente em agosto. Ele vem com atraso de um ano e oito meses em relação à previsão inicial de entrega. A partir de março de 2013, data prevista para que todos os trens estejam circulando, os intervalos deverão ser reduzidos de cinco minutos e 40 segundos para quatro minutos, nas pontas de linha, e de quatro minutos para dois minutos, no trecho entre Botafogo e a Central. Segundo a concessionária Metrô Rio, ao todo serão 114 composições que vão aumentar em 63% a frota atual.

Segundo o gerente de projetos da Metrô Rio, Pedro Augusto Cardoso, os novos trens terão um sistema de ar-condicionado 30% mais potente, além de câmaras de vigilância em todas as composições. A velocidade dos trens será mantida.

- A principal melhoria é o aumento da capacidade do ar condicionado, além de mudanças no sistema de comunicação com o cliente. O mapa de linha será dinâmico, informando ao passageiro o trajeto que ele vai seguir e qual é a próxima estação. A viagem vai ser feita no mesmo ritmo da viagem atual, mas teremos uma redução dos intervalos. Então, vai ter uma oferta maior de lugares, e os passageiros vão ficar menos tempo esperando na plataforma - disse.

Os trens que foram importados da China vão se somar aos carros que já circulam atualmente. A previsão é que no ano que vem 47 trens estejam em operação, enquanto uma composição ficará como reserva e outra, na manutenção.

Nos novos trens, haverá pega-mãos para os passageiros de baixa estatura e mais espaço para a circulação de pessoas dentro dos carros. Mais de 500 funcionários estão sendo treinados para atuar na manutenção, nas áreas de tráfego e no centro de controle. Segundo a Metrô Rio, a compra dos 19 trens custou R$ 320 milhões.

A Metrô Rio informou ontem que, durante esta semana, cem policiais militares estão sendo treinados pela concessionária para atuar no Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), já a partir do início de maio. Os policiais reforçarão a segurança nas estações do metrô, fazendo o policiamento nas imediações dos acessos. Como parte do treinamento, grupos de policiais já podem ser vistos nas estações em ações de reconhecimento das instalações da empresa. O Proeis prevê a utilização de policiais em horários de folga para reforçar a segurança das concessionárias de serviços públicos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Rumo à Estação Gávea

26/04/2012 - O Globo, Selma Schmidt

Em até 2 meses começam as obras da Linha 4 do metrô em parte do estacionamento da PUC

Pelo menos no que diz respeito à PUC-Rio, não existe mais empecilho para que seja levado adiante o projeto de implantação da Estação Gávea da Linha 4 do metrô (Barra-Zona Sul), em área ocupada por parte do estacionamento de alunos e professores e pelo Instituto Gênesis. Estado e universidade chegaram a um acordo que prevê a transferência provisória de 280 das 1.050 vagas para um terreno de dez mil metros quadrados na Rua Marquês de São Vicente - a ser desapropriado ou arrendado - e a construção, pelo governo, de um prédio de quatro andares para abrigar a encubadora de empresas da PUC. O entendimento foi noticiado pelo boletim informativo da universidade.

O impasse, no entanto, ainda está longe do fim. Temerosos de impactos no trânsito, dirigentes das associações de moradores do Alto Gávea e do Leblon estão iniciando um movimento contra a transformação do terreno (ao lado do número 94 da Marquês de São Vicente e próximo à Rua Embaixador Carlos Taylor), que pertence ao Supermercado Mundial, em estacionamento. Já o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, espera que as obras da estação possam começar entre 30 e 60 dias, estendendo-se até 2015. Ainda segundo ele, o uso do terreno da Marquês de São Vicente será por tempo determinado. Ou seja, pelo período necessário de interdição de parte do estacionamento, estimado em dez meses.
- O que acertamos é que nos avisem com antecedência sobre a data de início das obras. Também só vamos entregar o Instituto Gênesis para ser demolido depois de o novo edifício ficar pronto - diz o vice-reitor de Desenvolvimento da PUC, Sergio Bruni, acrescentando que, embora estejam dentro dos muros da universidade, as vagas atuais ficam fora do campus, numa área da Cehab que foi arrendada.

Linhas de ônibus deixarão terminal
A implantação do canteiro de obras na Gávea, explica Fichtner, depende da concessão da licença definitiva das obras, pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca). A licença prévia de instalação foi dada este mês para o trecho sul da Linha 4 (da Gávea à Praça General Osório, em Ipanema). Uma das exigências, incluídas no parecer da Ceca, é que a Estação Gávea tenha dois níveis subterrâneos. O chefe da Casa Civil, no entanto, quer demonstrar à comissão que o projeto de construir um nível é mais adequado:
- Em dois níveis, a estação vai custar mais. Além disso, o solo do local não é bom.
Com o início da construção da estação, acrescenta Fichtner, para acessar as atuais vagas dentro da PUC será preciso dar a volta no canteiro de obras. O secretário informa ainda que duas das quatro linhas de ônibus que hoje fazem ponto final no terminal da Gávea serão remanejadas. A alteração está sendo projetada em comum acordo com a Secretaria municipal de Transportes.

O terreno do Mundial chegou a ser declarado de utilidade pública para fins de desapropriação em 2001, pelo então prefeito Luiz Paulo Conde. O prefeito Eduardo Paes, porém, revogou o decreto, argumentando que o temor de moradores não tinha sentido, uma vez que teria de ser cumprida a legislação urbanística da área, que impede a construção de um grande supermercado no local.

- É possível erguer ali dois prédios de sete andares. Eles não acarretariam o impacto viário de um estacionamento. É preciso considerar ainda o absurdo que é gastar dinheiro público para beneficiar estudantes de uma universidade de elite, que podem usar o transporte coletivo. Dizem que o estacionamento será provisório. Podemos acreditar? Se querem criar um estacionamento na área, que façam uma garagem subterrânea na Praça Santos Dumont, para atender a todos - diz o diretor de Urbanismo da Associação de Moradores do Alto Gávea, Luiz Fernando Penna.

A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, também reclama:
- Os carros que hoje entram pela Avenida Padre Leonel Franca vão passar a usar a Marquês de São Vicente. Quando se cria uma garagem, se induz o fluxo de carros. Os alunos e professores podem se adaptar a meios menos poluentes de transporte.
Entre os que criticam o uso do terreno do Mundial como estacionamento da PUC está a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), moradora do Alto Gávea:
- Teremos um engarrafamento monstro na Marquês de São Vicente. O estado também vai gastar muito dinheiro para desapropriar aquele terreno (a avaliação está sendo feita pelo governo).
Moradora do Alto Gávea há 25 anos, a designer Heloisa Ignez Ortega Schmitt pensa diferente. Argumenta que é melhor criar um estacionamento do que correr o risco de não ter uma estação do metrô na Gávea.

- O trânsito da Marquês de São Vicente é intenso, porque a rua é cheia de escolas. Além do mais, cada um tem de ceder um pouco. É preciso escolher o que é menos ruim para os moradores.
Presidente da Associação de Moradores da Gávea, Maria Amélia Crespo teme pelo impacto viário, mas prefere esperar antes de se posicionar sobre o estacionamento:
- Primeiro quero ver o projeto. Depois, vamos convocar os moradores da Gávea para discuti-lo. O que não podemos é, simplesmente, sermos contra o progresso.
Com 16 quilômetros de extensão, a Linha 4 começou a ser construída em 2010, pelo trecho oeste. Estão sendo executadas três frentes de serviço: emboque Barra, com a escavação dos túneis sentido São Conrado e Jardim Oceânico; Estação Jardim Oceânico, na Avenida Armando Lombardi; e Estação São Conrado, próximo à Rocinha, com a escavação dos túneis sentido Barra.
Já o governo federal anunciou a liberação dos recursos para a implantação da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo. Os investimentos públicos totalizam R$ 1,734 bilhão: R$ 500 milhões do Orçamento Geral da União; R$ 774 milhões do BNDES; R$ 200 milhões de financiamento do Banco do Brasil; e R$ 260 milhões de compensação ambiental. O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, acredita que em um mês seja lançada a modelagem do edital para da Linha 3, definindo as regras que a parceria público-privada (PPP) terá que seguir. O edital deverá ser lançado em outubro. A previsão do governo é que em janeiro de 2013 as obras possam começar.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

União libera R$ 1,2 bilhão para Linha 3 do metrô do Rio

25/04/2012 - O Dia Online


Estado se comprometeu a começar a obra em janeiro. Serão 14 estações na superfície entre Niterói e São Gonçalo. Há verba para Veículo Leve sobre Trilhos no Rio e em Nova Iguaçu

Por Chistina Nascimento

Rio -  Depois de muita polêmica e verba suspensa por suspeita de irregularidades no projeto, a Linha 3 do metrô (São Gonçalo-Niterói) vai começar a sair do papel. O governo federal anunciou, ontem, R$ 1,274 bilhão para a implantação do sistema de transporte na Região Metropolitana que deve transportar 350 mil pessoas por dia.

A presidenta Dilma Rousseff confirmou também o repasse de R$ 1,6 bilhão para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) — uma espécie de bonde elétrico — que vai circular no Centro do Rio e para o corredor expresso de ônibus (BRT) Transbrasil, que vai de Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont pela Av. Brasil. Nova Iguaçu vai receber R$ 252 milhões para seu VLT entre Cabuçu e Centro. Todo o pacote faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da mobilidade urbana.


Nova Iguaçu vai ganhar o seu Aeromóvel, que partirá da Coderte, no Centro, e irá até Cabuçu | Foto: Reprodução

“O Brasil tem que investir em metrô. Temos que garantir menos tempo de vida a ser perdido pelas pessoas em um transporte de menor custo e de melhor adequação ao meio ambiente”, destacou a presidenta Dilma.

A obra da Linha 3 vai custar, no total, R$ 1,734 bilhão e o compromisso com o governo federal é que comece em janeiro. A verba complementar à da União virá do Banco do Brasil e de compensação ambiental da Petrobras. O trecho Barreto-Alcântara deve entrar em operação em 2014.

Segundo o secretário estadual de Obras, Hudson Braga, em um mês será publicado o edital que escolherá empresa que definirá as regras que a Parceria Público Privada terá que seguir para se candidatar às obras e à concessão. Em outubro, será publicado o edital de licitação.

Integração com barcas e ônibus

Prevista para ter 14 estações e 22 quilômetros de extensão, a Linha 3 do metrô fará integração com as barcas e com os ônibus municipais e intermunicipais. Os três meios de transporte passaram a ser usados por 600 mil pessoas por dia. O antigo projeto da Linha 3 tinha falhas, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), entre as quais o sobrepreço dos materiais.

Novas rotas em Nova Iguaçu

Em Nova Iguaçu, o VLT, batizado de Aeromóvel, sairá do terminal da Coderte, no Centro, para Cabuçu. Mas outra linha está sendo elaborada: Centro-Santa Rita, passando pelo Aeródromo e pelo Hospital Geral de Nova Iguaçu.

A rota poderá ser ampliada, estendendo-se até o Arco Metropolitano. A realização da obra será em parceria com a iniciativa privada.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Metrô do Rio recebe o primeiro de 19 trens comprados na China

23/04/2012 - O Repórter

Desembarque de novos trens do Metrô no Porto do Rio

O primeiro dos 19 novos trens do MetrôRio desembarcou no Porto do Rio de Janeiro na última sexta-feira. Encomendados na China, os seis carros foram embarcados no dia 27 de fevereiro, no Porto de Dalian. Na próxima semana começam os testes operacionais, que devem durar até quatro meses, para que a entrada em circulação do trem ocorra até o fiim de agosto. O MetrôRio investiu R$ 320 milhões na compra dos trens e todas as 19 composições (114 carros no total) estarão operando até março de 2013.

Os 19 novos trens do MetrôRio reúnem o que há de mais moderno em tecnologia e proporcionarão aos passageiros mais comodidade, rapidez nas viagens e um excelente sistema de climatização. As composições, que irão circular na Linha 2, terão ar-condicionado 33% mais potente, que fará a temperatura média dentro dos carros se manter em 23ºC.

Outra novidade dos novos trens é o maior espaço interno. Com isso, a capacidade dos carros é 10% maior do que a atual, graças à distribuição longitudinal dos bancos. Através do sistema de gangways (passagens sanfonadas), os passageiros terão mais facilidade de circular e se distribuir entre os carros.

Os novos trens serão também dotados de câmeras no interior de todos os carros. Painéis de LED informarão o mapa das estações e orientarão o desembarque dos passageiros. As barras para apoio em pé terão nova distribuição e os passageiros de baixa estatura contarão com pega mãos para aumentar a segurança.

Intervalos serão mais curtos

Após março de 2013, com a entrada em operação dos novos trens, a previsão é que 19 composições operem na Linha 1 (114 carros) e 28 na Linha 2 (168 carros). Em ambas as linhas os trens terão seis carros. Desta forma, os intervalos do sistema serão reduzidos. Dos atuais seis minutos nas pontas de linha e três minutos no trecho compartilhado (entre Botafogo e Central), os trens circularão com intervalos de, respectivamente, quatro e dois minutos.

Metrô Rio recebe 1º trem chinês

23/04/2012 - Revista Ferroviária

Trem desembarca no porto do Rio de Janeiro
O primeiro dos 19 trens encomendados da chinesa Changchun Railway Vehicles ao Metrô Rio desembarcou, na última sexta-feira, 20 de abril, no porto do Rio de Janeiro. A composição chegou ao Rio com um atraso de um ano e oito meses em relação à previsão inicial de entrega.

O veículo, que conta com seis carros, deve entrar em teste nesta semana e iniciar a operação comercial no trecho Pavuna-Botafogo (Linha 2) no final de agosto. O MetrôRio investiu R$ 320 milhões na compra dos trens e todas as 19 composições (114 carros no total) estarão operando até março de 2013.

Com a aquisição dos novos trens, o Metrô Rio espera diminuir os intervalos do sistema. Dos atuais seis minutos nas pontas de linha e três minutos no trecho compartilhado (entre Botafogo e Central), os trens devem circular com intervalos de, respectivamente, quatro e dois minutos.

domingo, 22 de abril de 2012

Primeiro dos novos trens chineses do metrô chega ao Rio

22/04/2012 - G1

Composição chegou ao Porto do Rio na sexta-feira (20). Trem deve entrar em circulação na linha 2 em agosto.


O primeiro dos 19 novos trens do Metrô que estão sendo fabricados na China chegou ao Porto do Rio nesta sexta-feira (20), conforme mostrou o RJTV.

De acordo com a concessionária Metrô Rio, o trem deve entrar em circulação na linha 2 no mês de agosto. Ainda segundo a empresa, duas novas composições que estão a caminho também vão começar a circular até o fim de agosto.

Ainda segundo o Metrô Rio, todas as 19 novas composições fabricadas na China estarão em operação até março de 2013, diminuindo os intervalos entre as viagens, que atualmente é de 6 minutos, para 2 minutos. Isso também vai fazer com que o número de passageiros transportados diariamente pelo Metrô Rio passe dos atuais 600 mil para 1 milhão, informou a concessionária.

No início de abril, a concessionária Metrô Rio garantiu que em menos de um ano todas as composições terão chegado e que serão quase 50 trens circulando, entre novos e mais antigos.

Os novos carros do Metrô estão sendo montados numa fábrica em Chang Chun, a 900 quilômetros de Pequim. A empresa é a maior produtora do mundo de trens de alumínio, que já foram vendidos para países como Austrália, Arábia Saudita e a própria China.

sábado, 21 de abril de 2012

Primeiro dos 19 novos trens do metrô chega ao Rio neste sábado

21/04/2012 - R7 Carro entra em circulação apenas no segundo semestre, afirma concessionária   
Fábio Ramalho / R7 A nova composição tem potência de refrigeração 33% maior e conta com sistema programado para operar a 23°C Publicidade O primeiro dos 19 trens comprados pela Metrô Rio, concessionária que administra o transporte no Rio de Janeiro, chega à cidade neste sábado (21). A composição, que foi projetada para transportar 1.800 passageiros, tem previsão de entrar em operação em agosto deste ano no trajeto da linha 2, que vai da Pavuna, na zona oeste, a Botafogo, na zona sul. Segundo a concessionária, a nova composição tem potência de refrigeração 33% maior e conta com sistema programado para operar a 23°C, independentemente da temperatura externa e do número de passageiros a bordo.   Outros dois novos trens já estarão em circulação até o fim de agosto. Já as 19 novas composições serão totalmente incorporadas à linha 2 até março de 2013. Os intervalos entre as viagens, que hoje duram seis minutos, ficarão em apenas dois minutos. Um incidente a cada três dias O metrô do Rio responde a oito processos regulatórios somente neste ano por causa de incidentes, segundo a Agetransp (agência reguladora dos transportes do Rio). Desde janeiro foram 28 incidentes, como panes e paralisações, chegando a uma média de três por dia. O mês com o maior número de incidentes foi janeiro, com 11. Logo após vem fevereiro com nove notificações e março com oito. Na segunda-feira (16), uma porta do carro das mulheres não fechou quando estava na estação de Acari, zona norte, e passageiros foram obrigados a descer e entrar em outra composição. Na última terça-feira (10) foi a vez de uma composição apresentar problemas na estação de Vicente de Carvalho, zona norte. Usuários também tiveram que seguir em outro carro.  

terça-feira, 17 de abril de 2012

Metrô Rio tem um incidente a cada três dias

16/04/2012 - O Globo

O Metrô do Rio registrou uma média de um incidente a cada três dias nos três primeiros meses de 2012, segundo a Agetransp (agência reguladora dos transportes do Rio). De janeiro a março, foram 28 incidentes nas linhas 1 e 2. Desse total, oito geraram processos regulatórios. Os números de abril ainda não foram contabilizados pela Agetransp. Mas a Metrô Rio informou já ter notificado quatro incidentes à agência. Na segunda-feira, um problema no fechamento de portas de um trem da Linha 2, na estação de Acari, atrasou a ida para o trabalho de centenas de passageiros pela manhã.

Do total de notificações, janeiro foi o mês que registrou mais problemas, com 11 incidentes no metrô. Fevereiro teve nove notificações de problemas, e março, oito casos. O problema de segunda-feira aconteceu cinco dias depois de uma composição parar na estação de Vicente de Carvalho, obrigando os usuários ao desembarque. A estação ficou superlotada e passageiros relataram confusão no local, fato negado pela concessionária.

A concessionária foi multada em R$ 41.300, em fevereiro, pelo descarrilamento de um trem de serviço em março de 2011. A empresa ainda pode recorrer. No ano passado, foram instaurados 22 processos regulatórios, e a concessionária foi multada em R$ 373.800. A Metrô Rio informou que espera aumentar a frota em 63% com os 19 trens chineses encomendados pelo governo estadual. O primeiro trem deve chegar esta semana e começar a circular em agosto. Oito trens devem entrar em operação até dezembro, e o restante, até março de 2013.

sábado, 14 de abril de 2012

Aprovada a licença ambiental das obras da Linha 4 do metrô no trecho entre Gávea e Ipanema

13/04/2012 - O Globo

No primeiro bairro, estação deverá ter dois níveis, para futura ligação com Botafogo

RIO - Caminho livre para as obras de expansão do metrô entre a Barra e a Zona Sul. Os conselheiros da Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), órgão vinculado à Secretaria estadual do Ambiente, concederam nesta sexta-feira licença prévia ambiental para as escavações no trecho Gávea-Ipanema e para a construção de quatro novas estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental e Gávea. A falta de licença ambiental nesse trecho era um dos obstáculos enfrentados pelo estado, que promete concluir a obra até as Olimpíadas de 2016.

Uma das exigências feitas no parecer da licença é que a Estação Gávea seja construída em dois níveis. Isso possibilita uma futura ligação com a Estação Carioca, no Centro, em trajeto que passaria por Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, destacou que a licença foi concedia de forma unânime pelos 12 conselheiros da Ceca.

O placar foi de 12 a zero entre os conselheiros, que são das mais variadas representatividades. O metrô é o tatu ecológico do Rio. Significa menos fumaça, menos barulho, menos atropelamentos, menos emissão de CO2. Temos que ter cada vez mais metrô, trens, barcas e ciclovias.

As intervenções na Zona Sul começam nos próximos dois meses e devem ser concluídas até dezembro de 2015. As obras da Linha 4 foram iniciadas em 2010 pelo trecho Jardim Oceânico-Gávea, que já tinha licença ambiental. As escavações já avançaram até São Conrado.

Estado diz que impacto da obra será minimizado

As escavações das quatro novas estações do metrô na Zona Sul serão simultâneas. Isso permitirá a passagem do tatuzão, equipamento que vai perfurar os túneis. A sua utilização evitará a abertura de valas na superfície e ao longo das ruas. As escavações serão feitas 12 metros abaixo do solo, minimizando impactos no cotidiano da cidade.

Houve questionamentos quanto à duração do processo, mas, além da análise técnica, também houve ampla participação da sociedade civil. Todos foram ouvidos. Temos a convicção de que os benefícios do metrô são muito superiores aos impactos que a obra possa causar afirmou a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos.

Integrante do movimento O metrô que o Rio precisa que defende a construção da expansão da Linha 1 com o traçado passando pelo Jardim Botânico e indo até o Largo da Carioca , Amélia Crespo, que também preside a Associação de Moradores da Gávea, lamentou que a licença tenha sido dada para o trajeto que passa por Leblon e Ipanema.

A licença foi para o outro traçado, mas a exigência da Estação da Gávea em dois níveis foi uma conquista. Possibilita que, pelo menos no futuro, a ligação com a Carioca seja feita.

A Linha 4 transportará em média 300 mil passageiros por dia, segundo o estado. O trajeto entre a Barra e o Centro poderá ser feito em 30 minutos.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aprovada a licença ambiental das obras da Linha 4 do metrô no trecho entre Gávea e Ipanema

13/04/2012 - O Globo

No primeiro bairro, estação deverá ter dois níveis, para futura ligação com Botafogo

RIO - A Comissão Estadual de Conservação Ambiental (Ceca) concedeu na tarde desta sexta-feira a licença prévia ambiental para as obras de expansão do metrô no Trajeto Sul da Linha 4, no trecho (Gávea - Ipanema). A licença foi concedida com aprovação unânime dos 12 conselheiros da Ceca, que inclui representantes do governo do Estado e entidades da sociedade civil, como a Firjan, Uerj, Associação Nacional de Orgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma/RJ) e Crea/RJ. No parecer do Ceca que concedeu a licença também é solicitado que a estação da Gávea seja construída em dois níveis, permitindo uma futura ligação com a estação de Botafogo em trajeto que passará por Jardim Botânico e Humaitá.

O governo aguardava a licença do trecho Gávea-Ipanema desde janeiro. Mais de um quilômetro de túneis já foi escavado para a construção das estações Jardim Oceânico e Gávea, trehco que, segundo o Estado, já tem licença ambiental. Na Zona Sul, a Secretaria de Transportes já iniciou a escavação de um túnel de serviço entre Copacabana e a Praça General Osório. No momento, o objetivo do governo é conseguir a licença do trecho Ipanema-São Conrado, que não foi aprovada pelo Ministério Público estadual em audiência pública em fevereiro.

No dia 1 de abril, uma manifestação do movimento O Metrô Linha 4 que o Rio Precisa, da Associação de Moradores do Leblon (Anima Leblon), reuniu cerca de 100 pessoas na Praia do Leblon. O grupo distribuiu panfletos pedindo mudanças no traçado original da Linha 4 e criticando o fechamento das estações General Osório e Cantagalo por um ano para obras. Os manifestantes também reclamaram da ligação direta do Leblon a São Conrado sem passar pela Gávea. Por meio de nota, o estado afirmou que a estação Gávea será construída e que a paralisação das estações General Osório e Cantagalo por oito meses será necessária para as obras.

As obras para levar o metrô da Zona Sul até a Barra da Tijuca vão interferir no trânsito e interditar, a partir do início do ano que vem e por tempo ainda indeterminado, o acesso do público às praças Antero de Quental (Leblon) e Nossa Senhora da Paz (Ipanema); e ao Jardim de Alah, onde serão construídas as novas estações. O trecho aprovado já foi modificado pelo governo: após estudar a alternativa de uma estação na Praça Santos Dumont, na Gávea, o estado decidiu fazer as obras no estacionamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), que também terá o acesso fechado ao público.

As seis novas estações do sistema serão Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Da Praça Nossa Senhora da Paz, o metrô seguirá até a Praça General Osório, também em Ipanema, atual estação terminal da Linha 1 do Metrô na Zona Sul que, em princípio, não seria interditada.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MetrôRio recebe primeiro trem chinês no dia 21

04/04/2012 - O Dia Online

Alívio para passageiros do metrô. Chega ao Rio dia 21 o primeiro trem chinês. A promessa é de viagem fresquinha, a 23 graus, mesmo sob sol forte e no horário de pico. A novidade será conferida pelos usuários só em agosto, na Linha 2, quando a composição entrará em circulação após testes. Todos os 19 trens comprados pelo Metrô Rio vão para o trajeto Pavuna-Botafogo. Os vagões atuais serão reformados para virarem geladões.

Até fim de agosto, três trens novos estarão nos trilhos. Em setembro, serão cinco. “Até o fim do ano, passageiros já sentirão a melhora”, garante o diretor de Engenharia, Joubert Flores. A empresa exigiu da fabricante, a Changchun Railway Vehicles, aumento na potência da refrigeração em 33%. Isso equivale a ter 33 aparelhos de ar-condicionado de 10 mil BTUs ligados ao mesmo tempo numa só composição, projetada para receber 1.800 pessoas.

O impacto maior será sentido quando os 19 trens estiverem nos trilhos cariocas, em março de 2013. A Linha 2 passará de 20 composições para 28 e a Linha 1, de 12 para 19. A superlotação, que hoje chega a 7,2 passageiros por m², será reduzida a menos de 6. Os intervalos entre as viagens diminuirão de 6 para 2 minutos. Os vagões serão interligados, permitindo circulação de passageiros, o que também deve aliviar o aperto na hora do rush. Má notícia é que haverá menos lugar para sentar: serão 38 assentos. Hoje há até 46.

Quando toda a nova frota estiver cortando a cidade, a velha sairá de cena, gradativamente, para ser reformada. A mudança na posição do condensador do ar foi a solução para que os vagões de 1978 não virem caldeirões. Sob os carros, eles fritam à temperatura, que chega a 70 graus em contato com as britas. O equipamento passará para a parte superior da composição.