sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Odebrecht Transport nega fusão com MetrôRio

27/01/2012 - Revista Ferroviária

A Odebrecht Transport, controladora da SuperVia, negou na tarde desta quinta-feira (26/01) que esteja negociando a criação de uma joint venture com o MetrôRio para operação conjunta de trens e metrô na capital carioca.

Em nota, a Odebrecht Transport informou que “não há qualquer negociação entre ela e a Invepar para a fusão dos sistemas de transporte de passageiros por trilhos no Rio de Janeiro.”

A informação foi divulgada na última quarta-feira (25/01) pelo jornal Brasil Econômico (Concessionárias querem unir trem e metrô no Rio).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Concessionárias querem unir trem e metrô no Rio

26/01/2012 - Brasil Econômico

Os grupos Odebrecht e Invepar estão avaliando a fusão de seus sistemas de transporte ferroviário no Rio de Janeiro. Isso significaria unificar as operações da Supervia, controlada pela Odebrecht, que opera o serviço de trens urbanos da região metropolitana do Rio, e o Metrô do Rio, da Invepar, concessionária do metrô das linhas 1 e 2. Segundo apurou o Brasil Econômico, as conversas começaram há mais de um ano e contam com o aval do governo estadual.Quem acompanha as conversas pelo lado do Estado é Julio Lopes, secretário de Transportes.

A negociação está adiantada, segundo pessoas próximas das operações. O primeiro passo da unificação é a integração operacional, com o sistema de bilhete único. O passo seguinte seria a formalização de joint venture entre as concessionárias. A fusão entre as duas empresas dependeria do resultado da integração dos dois sistemas.

O que está por trás do interesse de unificar as operações é a tentativa de melhorar o sistema de transporte fluminense, sobretudo, para dar capacidade ao Estado de receber eventos esportivos nos próximos anos, como a Copa do Mundo, em 2014.

A Odebrecht está nas negociações por meio da Odebrecht TransPort, que atua nas áreas de mobilidade urbana, rodovias, sistemas de logística e aeroportos e controla, por exemplo, a ViaQuatro, concessionária da Linha 4 Amarela do Metrô de São Paulo, e a Embraport, terminal portuário privado multiuso, em Santos (SP).

A Invepar, empresa de infraestrutura e concessões, tem como principais acionistas os maiores fundos de pensão do país: a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) e Fundação dos Economiários Federais (Funcef), além da construtora OAS. A Invepar opera também a Lamsa, que administra a Linha Amarela, importante via expressa do Rio, e a concessionária de rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Procuradas, as empresas não confirmaram as negociações.

Governo do Rio de Janeiro, que acompanha de perto as negociações, quer garantir que o sistema de transporte seja capaz de atender a turistas durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. (Fonte: Brasil Econômico)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Estrutura de túnel de manobras é remodelada para abrigar estação de metrô no RJ

20/01/2012 PINI Web

Cargas de apoios localizados a cada 2 m foram transferidas para pilares metálicos em forma de árvore, sem interromper o fluxo dos carros na avenida acima

Por Ana Paula Rocha

A obra da parte estrutural da estação Uruguai, continuação da Linha 1 do metrô do Rio de Janeiro, entrou na fase final. O terminal ocupa o espaço do túnel conhecido como "Rabicho da Tijuca", que era utilizado anteriormente como um estacionamento e garagens de trens. O investimento bruto na obra é de R$ 220 milhões.


"Essa é a 36ª estação do sistema. Hoje a estação Saens Peña é a final da Linha 1. A expectativa é de atender 20 mil usuários por dia, mas pode ser que chegue a 50 mil", afirma Christóvão Cunha Esmeraldo, gerente de contrato da Construtora OAS.

Como o espaço não foi previsto anteriormente para virar uma estação, o túnel de manobras tinha duas linhas de pilares a cada 2 m, o que inviabilizaria o embarque e desembarque de passageiros na plataforma. A solução encontrada pelos projetistas foi substituir os apoios por uma única linha de pilares de aço em forma de árvore, que transmitem a carga estrutural das hastes para o seu eixo central. A antiga sustentação deve ser demolida após a transferência de carga.

O problema, no entanto, foi a execução desses novos pilares. O projeto original sugeria a construção de duas novas linhas de torres metálicas próxima aos pilares de concreto antigos para segurar a estrutura enquanto eles eram removidos. Depois montava-se os pilares-árvore, realizava-se a transferência de carga para a nova estrutura e as torres metálicas seriam desmontadas. "Com isso, nós precisaríamos fazer duas transferências de carga: uma para as torres metálicas e outra para as árvores. O prazo de execução era estimado em 15 meses", conta o projetista estrutural João Luis Casagrande, sócio-diretor da Casagrande Engenharia & Consultoria.
 
A solução foi descartada não só por consumir muito tempo, como também por ser um risco para a estrutura existente. "Cada transferência de carga é um momento de risco para a estrutura, podendo gerar fissuras, já que é uma estrutura extremamente estática", explica Casagrande.
 
Por isso, a construtora e o projetista optaram pelo transporte das árvores semi-montadas para o local de instalação, fazer o seu "macaqueamento" até a posição necessária e, por fim, executar a transferência de carga.
 
No entanto, o túnel de manobras era estreito e sem acessos, dificultando o transporte das árvores. A linha do metrô, por sua vez, só poderia ser aproveitada durante três horas na madrugada, quando os trens paravam de funcionar, inviabilizando o trabalho da construtora. "Além disso, não queríamos transportar a árvore em peças e fazer solda lá embaixo porque se perde muita qualidade no serviço. Optamos então por usar um poço de ventilação no final do túnel", lembra Casagrande.
 
"Com isso, o prazo de montagem da nova estrutura que antes era estimado em 15 meses foi reduzido para quatro meses", diz Esmeraldo. Hoje, todas as 23 árvores, distanciadas a cada 6 m, já foram montadas e 12 delas transferidas. Após a finalização da estrutura, a construtora ainda deve concluir a construção dos acessos e iniciar a fase de acabamento e instalações internas. A previsão é de que a estação Uruguai seja aberta somente em 2013, após todos os testes de comissionamento.

Assista o vídeo
Estação Uruguai do Metrô, Rio de Janeiro