segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ipanema: cúpula de estação do metrô está com dias contados

26/11/2012 - O Globo

Acesso deverá ser reinaugurado, depois de obras do trecho Barra-Zona Sul, com novo visual

RIO — A cobertura, em forma de croissant, do acesso à Estação General Osório — que enfeia a paisagem da praça em Ipanema — pode estar com os dias contados, segundo informou o governo do estado. Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa da Secretaria estadual da Casa Civil, em resposta à reportagem "Estações fora dos trilhos", o acesso será reinaugurado, depois de obras do trecho Barra-Zona Sul, com novo visual, "em harmonia com as demais estações da Linha 4 do metrô". O governo não informou, no entanto, quando isso ocorrerá.
Inaugurada em dezembro de 2009, a Estação General Osório é uma das mais criticadas, sendo considerada uma afronta à bela paisagem da cidade. Para o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sérgio Magalhães, a cúpula é uma contribuição negativa para a arquitetura da cidade.

Após reclamações, prefeitura fará ajustes em interdições para obra do metrô no Leblon

29/11/2012 - O Globo

Trechos da Ataulfo de Paiva terão estacionamento permitido, e reversível da Niemeyer terá horário alterado

RIO - Uma semana após o início da primeira fase de interdições para as obras da linha 4 do metrô, no Leblon, a prefeitura anunciou mudanças na operação de trânsito. As reclamações de moradores e comerciantes pesaram na hora da avaliação feita por técnicos da CET-Rio durante os primeiros dias do fechamento total da Ataulfo de Paiva.

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Com as novas mudanças, agora ficará permitido o estacionamento em alguns trechos da Ataulfo de Paiva, mas proibido na Rua Venâncio Flores. A reversível da Avenida Niemeyer também terá o horário alterado para melhorar o fluxo de veículos.
"A Prefeitura do Rio continuará monitorando o sistema viário no Leblon para que, sempre que for necessário, fazer os ajustes visando a melhoria da fluidez do trânsito. Reiteramos a nossa recomendação de que as pessoas deem prioridade ao transporte público", afirmou em nota o Secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio.
Confira as principais alterações:
1- Permissão de estacionamento na Av. Ataulfo de Paiva, lado esquerdo a 90º (Rio Rotativo), no trecho entre a R. General Venâncio Flores e o tapume definitivo das obras do Metrô. (10 vagas).
2- Permissão de estacionamento de motocicletas na Av. Ataulfo de Paiva e/f nº 1079 (15 vagas a 90º)
3- Permissão de operação de Carga e descarga na Av. Ataulfo de Paiva e/f nº 1079
4- Proibição de estacionamento na Rua Venâncio Flores, lado esquerdo, trecho anterior ao sinal da esquina com a Rua Dias Ferreira e a retirada de 4 (quatro) vagas de veículos de passeio e 1 (uma) vaga de carga e descarga, para facilitar a fluidez de veículos, melhorando o entorno da Praça Baden Powell.
5- Proibição de estacionamento na Rua Venâncio Flores, lado esquerdo, trecho anterior ao sinal da esquina com a Av. Delfim Moreira e retirada de 1 (uma) vaga de veículo de passeio, melhorando o acesso à praia.
6- Alteração no horário da Reversível da Av. Niemeyer. O término passará das 10 h para as 10:30 h. A mudança ocorrerá porque foi constatado que existe capacidade na Av. Delfim Moreira para receber o fluxo proveniente da Av. Niemeyer por mais meia hora e que o pico de tráfego da manhã, na ligação Barra/Zona Sul, se estende além das 10h.
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Rio inicia instalação de bicicletários no Leblon

07/12/2012 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio deu início na Rua Dias Ferreira, no Leblon, Zona Sul da cidade, à instalação dos primeiros dez bicicletários de um total de 50 programados para o bairro. Os outros 40 estarão disponíveis até o fim do mês na Avenida Ataulfo de Paiva e em vias do entorno. O trabalho é uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô na Zona Sul.

Foram projetados dois tipos de bicicletários com módulos para seis ou dez bicicletas. Com design moderno e 71 cm de altura, os equipamentos são confeccionados em aço galvanizado, material mais resistente à ferrugem.

O critério adotado para definir os locais de instalação foi a proximidade ao comércio e pólos gastronômicos da região, estimulando o uso da bicicleta por moradores e frequentadores do bairro para deslocamentos de curtas distâncias.

MS

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Linha 4 do Rio custará R$ 7,5 bi, diz Júlio Lopes

03/12/2012 - Folha de S. Paulo

O secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, disse nesta segunda-feira (3) que a linha 4 do metrô carioca, que ligará a zona sul à Barra da Tijuca, custará R$ 7,5 bilhões, e não R$ 8,5 bilhões como informou reportagem publicada hoje pelo jornal "O Globo".

O jornal afirma em reportagem que a expansão do metrô até a Barra demandará investimentos de R$ 8,5 bilhões. Desse total, R$ 7,5 bilhões serão bancados pelo governo do Estado, União e financiamentos, e R$ 1 bilhão serão pagos pelo consórcio ganhador da obra, o Rio Barra.

O secretário admitiu, porém, que houve um acréscimo em relação ao orçamento inicial de R$ 5 bilhões. O aumento do custo decorre, explicou, de novas demandas do projeto executivo. A linha 4 terá 16 quilômetros de comprimento.

"Inicialmente o projeto conceitual previa uma obra de R$ 5 bilhões. Entretanto, se avançou com o projeto executivo e muitas melhorias foram implementadas na obra", disse ele.

De acordo com ele, um dos exemplos de acréscimo será a construção da estação Gávea (zona sul) com dois pavimentos e não com um, como previsto inicialmente. Diante da insistência dos jornalistas no tema, o secretário se recusou a fazer mais comentários.

"Posteriormente, os senhores poderão ter mais informações com o chefe da Casa Civil [Régis Fichtner]. Hoje nós estamos aqui para anunciar a fábrica de trens da Supervia [a concessionária de trens do Rio]. Mais detalhes sobre as obras do metrô as senhoras e senhores poderão ter oportunamente com a coordenação de imprensa do palácio [Guanabara, sede do governo estadual]", disse ele.

O secretário participou do anúncio de uma fábrica de trens, que será construída a partir de uma parceria entre a concessionária Supervia e a multinacional francesa Alstom. Serão investidos R$ 300 milhões na nova fábrica, que atenderá uma encomenda de 20 trens da concessionária.

O projeto agora está orçado em R$ 7,5 bilhões. Esse aumento se deve às melhorias que precisaram ser feitas e os consequentes acréscimos no valor inicial, de R$ 5 bi", disse.



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Linha 4 do Metrô Rio custará 70% mais do que o estimado

03/12/2012 - O Globo

A conta final do projeto para a construção dos cerca de 16 quilômetros da Linha 4 do metrô (Zona Sul-Barra) ficou em R$ 8,5 bilhões, 70% a mais do que os R$ 5 bilhões estimados inicialmente. O valor, que supera o que a prefeitura está investindo na construção de quatro BRTs (cerca de R$ 6 bilhões), foi divulgado pelo governo do estado na última sexta-feira, após mais de dois anos de estudos e análises de alternativas de trajetos e emprego de materiais. Do total, R$ 7,5 bilhões virão do tesouro estadual, da União e de financiamentos, e R$ 1 bilhão será bancado pelo consórcio Rio Barra, por meio da compra de material rodante, equipamentos de segurança e sinalização.

Representantes do estado e do consórcio Rio Barra explicam que a elevação dos gastos ocorre porque o orçamento inicial utilizou como base um projeto conceitual. Outros fatores que impactaram o valor seriam a correção cambial e a escolha de soluções técnicas para tornar o sistema mais eficaz. Além disso, foi preciso providenciar a infraestrutura para uma futura expansão da Gávea rumo ao Centro, sem necessidade de parar na estação.

O prazo para conclusão das obras físicas está mantido: dezembro de 2015. Mas as seis novas estações — Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Praça Nossa Senhora da Paz e Jardim de Alah — só devem entrar em operação comercial em junho de 2016, ou seja, a apenas dois meses dos Jogos Olímpicos.

Concessionárias vão remanejar redes

A partir desta segunda-feira, concessionárias como Light, Cedae e CEG começam a remanejar equipamentos em áreas da Zona Sul por onde passará o metrô. Para isso, serão feitas escavações nos trechos interditados da Avenida Ataulfo de Paiva, entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros, no Leblon. Não há previsão de interrupção dos serviços pelas concessionárias.

No planejamento das obras, 2013 será um ano estratégico para a ligação Zona Sul-Barra. Em junho do ano que vem, vence o prazo do consórcio para escolher a empresa que fabricará os 15 trens que vão operar o serviço na Linha 4. O consórcio Rio Barra, que fará a contratação, informou que está concluindo o detalhamento de especificações técnicas dos equipamentos. Ainda de acordo com o consórcio, a nova frota pode ser de um modelo diferente da que é empregada na Linha 1. Mas será compatível, para circular por toda a linha. Assim, o usuário poderá entrar no Jardim Oceânico e saltar na estação da Rua Uruguai, prevista para ser inaugurada no fim de 2013.

As obras da Linha 4 do metrô exigirão investimentos pesados: apenas em 2013, o estado e o consórcio estimam gastar R$ 1,8 bilhão no projeto. O valor equivale a mais que o dobro dos R$ 800 milhões empregados até agora.

Em janeiro do ano que vem, parte do estacionamento da PUC será interditada para a montagem do canteiro de obras da Estação Gávea. A primeira intervenção será a demolição do prédio da incubadora de empresas — que será reconstruído no próprio campus pelo consórcio.

— A extinção das vagas da PUC será temporária. Ao fim da obra, a área será devolvida. No terreno, serão visíveis apenas túneis de ventilação da estação. Os acessos serão pela Rua Marquês de São Vicente — explicou Lúcio Silvestre, gerente de contratos do consórcio Rio-Barra.

A Estação Gávea será a última a entrar em obras. Barra e São Conrado começaram a ser construídas em 2010. No mês passado, foram iniciadas as sondagens de solo para as estações da Zona Sul. O método empregado permite a construção das estações antes mesmo da ligação física entre elas, pelas escavações em rocha.

Estação Gávea terá dois níveis

Pelo projeto atual, a Estação Gávea foi concebida em dois níveis. Isso permitirá, no futuro, a construção de até dois novos ramais independentes até o Centro. O estado alega que a opção atual atendeu a um compromisso assumido com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Também para o início de 2013 está prevista a chegada do tatuzão, fabricado na Alemanha. O equipamento, que fará escavações para interligar as novas estações na Zona Sul, chegará desmontado ao Porto do Rio, entre os dias 15 e 20 de janeiro. De lá, seguirá para oficinas na Leopoldina. A montagem final será feita entre abril e agosto do ano que vem, sob a Estação General Osório, em Ipanema.

— O transporte das peças da Leopoldina até o canteiro da General Osório certamente terá que ser feito em horários noturnos, num esquema especial de trânsito que ainda será discutido com a CET-Rio — explicou Marcos Vidigal do Amaral, gerente do consórcio.

Como o equipamento trabalhará debaixo da terra, não haverá necessidade de novas interdições na Zona Sul. Mas será preciso fechar duas estações após o carnaval, em datas a serem definidas. Cantagalo parará por 15 dias, enquanto General Osório ficará fechada por oito meses.

Na Barra, o metrô vai operar integrado com o BRT Transoeste, que liga o bairro a Campo Grande e Santa Cruz. De responsabilidade da prefeitura, a expansão do Transoeste entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, pela Avenida das Américas, está em fase de planejamento. A estimativa é que 300 mil usuários por dia sejam transportados com a nova linha.

— Nos primeiros meses de 2016, vamos preparar a estação para receber o público, com a instalação de vários equipamentos, câmeras de segurança e sinalização para orientar os usuários. Em março, começam os testes de operação — disse Lúcio Silvestre. — Poderemos usar, por exemplo, sacos de areia nos trens para simular a circulação de passageiros. A operação comercial começa em junho de 2016. Antes disso, é possível até transportar alguns passageiros fora dos horários de pico para testes — acrescentou Silvestre.

Estação terá proteção contra alta salinidade

Na Barra, operários já trabalham na construção da futura estação do Jardim Oceânico num buraco aberto em pleno canteiro central da Avenida Armando Lombardi. As intervenções, que começaram há dois anos, incluíram o rebaixamento do lençol freático. Como o nível de salinidade na região é muito alto, o consórcio resolveu revestir a estação com um material especial, cuja durabilidade estimada é de 100 anos. O material é o mesmo empregado nas fundações do Ground Zero, no lugar onde ficava o Wolrd Trade Center, em Nova York.

As obras nos acessos às estações ainda não começaram. O governo do estado tenta na Justiça a reintegração de terrenos de posseiros. São quatro prédios que interferem no projeto: um antiquário e uma empresa fornecedora de equipamentos esportivos, no sentido Barra, e um restaurante chinês e um imóvel vazio, na direção São Conrado. Das 64 casas da favela Vila União que estão no trajeto de uma ponte estaiada, proprietários de duas delas ainda brigam na Justiça.

Sem depender de Tatuzão, as escavações do túnel do metrô no trecho entre a Barra e a Gávea seguem por duas frentes. Ao todo, já foram construídos 4,3 quilômetros de túneis entre a Barra e a Gávea. Na frente da Zona Sul, os operários já ultrapassaram a Pedra da Gávea e a previsão é que as duas frentes de obras se encontrem em outubro do ano que vem. No momento, 1.683 operários trabalham nas obras. Esse número deve chegar a 4.500 em 2013.







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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Invepar pode comprar R$ 50 milhões em ações da Rio Barra

26/11/2012 - Brasil Econômico

A concessionária Rio Barra detém o direito de exploração da concessão da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que ligará a Zona Sul à Barra da Tijuca. Segundo a companhia, ela manterá o mercado informado sobre a conclusão da operação.

A Invepar informou que firmou um contrato de opção de compra de ações de emissão da concessionária por R$ 50 milhões.

A concessionária detém o direito de exploração da concessão da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que ligará a Zona Sul à Barra da Tijuca.

Caso a Invepar exerça a opção, ela passará a ter participação, assim como a Queiroz Galvão Participações Concessões, Odebrecht Participações e Investimentos e a Zi Participações.

Segundo a companhia, ela manterá o mercado informado sobre a conclusão da operação.


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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Trânsito no Leblon é bom no primeiro dia útil da segunda fase das interdições

Trânsito no 26/11/2012 - O Globo

Orla e vias internas seguem com tráfego sem problemas

A Avenida Ataulfo de Paiva não apresentou engarrafamentos no início desta segunda-feira. A via está fechada entre a Rua General Artigas e a Avenida Bartolomeu Mitre Márcia Foletto / O Globo

RIO - O primeiro dia útil das novas interdições para as obras da Linha 4 do metrô é de trânsito bom nas principais vias do bairro. Tanto a orla quanto as avenidas Bartolomeu Mitre e Visconde de Albuquerque e as ruas Humberto de Campos e General Artigas, que são afetadas pelas interdições, não apresentam problemas.

Na orla, um problema dos novos pontos de ônibus da orla ficou claro na manhã desta segunda-feira, a falta de estruturas de cobertura. Com a chuva que cai na cidade desde sábado, os passageiros que aguardam nos pontos ficam expostos, dependendo de seus próprios guarda-chuvas.

Para a auxiliar de sala Adriana de Oliveira, de 25 anos, a prefeitura precisaria ter dado uma melhor infra estrutura para as paradas de ônibus.

Ponto onde passa bicicleta, não tem cobertura e a gente fica na chuva, não dá. Tinha que ver isso aí disse.

Interdições foram aumentadas no sábado

Desde o fim de semana, estão bloqueados dois trechos da Ataulfo de Paiva da General Venâncio Flores à Avenida Bartolomeu Mitre e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.

Com os bloqueios na Ataulfo de Paiva, a Avenida Delfim Moreira receberá a partir de hoje 180 ônibus a mais por hora na pista sentido Copacabana. Por isso, as vans estão proibidas de circular nessa via até mesmo nos horários de pista reversível na Avenida Niemeyer (passará a ser das 6h30m às 10h). Também não poderão circular pela Humberto de Campos. Na Delfim Moreira, as vans só poderão trafegar e parar no sentido São Conrado, na pista junto aos prédios. A exceção fica por conta dos domingos e feriados, quando o sentido o sentido da via passa a ser invertido em direção a Copacabana e as faixas junto à orla são fechadas para lazer. Nesses dia, as vans não poderão passar na via. Em outras ruas internas do bairro, o transporte alternativo está liberado, segundo a CET-Rio.


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domingo, 25 de novembro de 2012

Estações fora dos trilhos

24/11/2012 - O Globo

Para especialistas, entradas do metrô destoam da paisagem ou foram descaracterizadas

Estação de metrô da praça General Osório, em Ipanema, é uma das mais criticadas por especialistas Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO - Qualquer comparação com Moscou ou Frankfurt é desleal, isso não se discute. Banhada a cobre e conhecida como palácio subterrâneo, a rede metroviária da capital russa remete aos gastos nababescos do governo Stalin. Já a cidade alemã conta com 86 estações que atendem a praticamente todos os seus bairros e mais parecem obras de arte. Mas mesmo longe da bagagem histórica do Velho Mundo, os acessos aos terminais do metrô carioca poderiam ser muito mais harmoniosos e integrados às belezas naturais da cidade. Essa é a avaliação de arquitetos e urbanistas ouvidos pelo GLOBO. Especialistas que elegeram a boca da Estação General Osório, inaugurada em 2009, como a representante de uma arquitetura totalmente fora dos trilhos.

Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sérgio Magalhães diz que a única coisa a unir as entradas de estações do metrô da cidade, principalmente as mais recentes, é justamente a ausência de qualidade.

As estações foram deteriorando à medida que o metrô foi avançando. As últimas que foram inauguradas são absolutamente incongruentes. É inaceitável que o Rio tenha em sua paisagem um elemento da natureza da estação General Osório. Uma contribuição totalmente negativa para a qualidade espacial e arquitetônica da cidade critica Magalhães.

Ele lembra que, nos anos 80, o interior de algumas estações tinham grande qualidade. Um exemplo eram as paredes com pastilhas de vidro da Carioca e do Largo do Machado, hoje totalmente descaracterizadas, depois de terem sido pintadas. As pastilhas foram aplicadas pela empresa Projeto Arquitetos Associados (PAAL), que atuou no metrô de 1968 a 1984. Aos 81 anos, o arquiteto Jayme Zettel, autor do projeto da Estação de Botafogo, diz que ela também foi modificada. Antes, a boca da estação não tinha cobertura. Mais um caso de descaracterização.

Essas estruturas foram colocadas para preservar as escadas rolantes. Não fazem parte do projeto original. E todas essas mudanças foram acontecendo sem que nos consultassem. As antigas estações foram projetadas com espaço contínuo, influência da escola de Oscar Niemeyer observa Zettel, confessando não gostar dos contornos dos novos modelos. Fico um pouco aflito com essas novidades. É até difícil falar sobre isso. Todo o material que selecionávamos nos projetos, em granito, mármore, era bastante durável. Hoje em dia, a qualidade é assustadora.

Reação semelhante tem o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU-RJ), Sydnei Menezes. Ele diz que as estações carecem de um tratamento arquitetônico integrado à realidade urbana. Sydnei defende a realização de concursos para escolher os arquitetos que vão fazer os projetos das unidades das novas linhas de metrô:

Não que as estações tenham que ser todas iguais. A cidade é dinâmica, e a arquitetura reflete este dinamismo. Mas há de haver ao menos uma linguagem comum. As saídas da General Osório e da Rua da Alfândega (na Uruguaiana) são um horror; a da Cinelândia, idem. A Cardeal Arcoverde é a única onde houve uma integração interessante com a praça. O metrô deveria promover concursos públicos abertos a todos os arquitetos.

Menezes destaca os metrôs de Paris e Barcelona como os mais bem resolvidos na interação com o cotidiano:

Gosto dos metrôs tradicionais de Paris e Barcelona. Em Paris, eles incluem alguns elementos de modernidade, como os elevadores para atender aos portadores de deficiência. Nada disso compromete o resultado final, pelo contrário. Arquiteto serve exatamente para isso: aliar a arte de criar à técnica.

Arquiteto conselheiro do IAB, Ricardo Villar também faz observações contundentes. Para ele, as estações não seguem linhas arquitetônicas.

Falta bom gosto e capacidade. Uma empresa que faz o que fez, aquele horror no meio da Avenida Presidente Vargas (referindo-se à Estação Cidade Nova), nem precisa de muita análise afirma Villar.

Projeto da Linha 4 já com críticas

Desde 1978 no ramo, João Batista Corrêa, responsável pela concepção das estações Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo, General Osório e Cidade Nova, não faz juízo de valor sobre a cúpula da estação General Osório este projeto específico não é meu e, por questão ética, não posso comentar e lembra que a Cardeal Arcoverde foi premiada, à época da inauguração, pelo IAB.

É preciso levar em consideração que há muitos entraves que fazem com que os projetos não sejam executados totalmente de acordo com o que imaginamos. Os métodos construtivos das estações são totalmente diferentes diz Corrêa. Na General Osório, participei do projeto conceitual e fiz o elevador do Cantagalo. O elevador foi premiado pelo World Architecture Festival (WAF), em Barcelona, e pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Todos têm direito de opinar. Procuramos atuar em coerência com a cidade. Não é fácil fazer metrô no Brasil.

As seis estações da Linha 4, que ligará Ipanema à Barra, já têm o conceito definido. As entradas dos terminais nos 16 quilômetros do trajeto seguirão os mesmos contornos da Estação da Praça Nossa Senhora da Paz. A boca da Estação de Ipanema terá uma cobertura transparente, o que já é criticado por moradores. O estado diz que os projetos são de técnicos do governo, e a RioTrilhos não quis comentar as críticas aos projetos das entradas do metrô.



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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Orla do Leblon se prepara para ter 4 novos pontos de ônibus

19/11/2012 - O Globo

Espaços já recebem sinalização. Funcionamento vai começar no sábado

Adaptação . Ciclistas e pedestres passeavam ontem pela orla do Leblon desviando das obras dos pontos de ônibus Pedro Kirilos
RIO - Para as pessoas que circularam ontem pela orla do Leblon, o dia foi de adaptação aos novos pontos de ônibus construídos ao longo da ciclovia da Avenida Delfim Moreira, entre os postos 11 e 12. A novidade faz parte das intervenções para o início das obras da Linha 4 do metrô. Até sábado, a maioria dos moradores ainda não sabia o motivo das obras. Ontem, no entanto, a Secretaria municipal de Transportes providenciou a instalação de placas com os dizeres Desvio provisório - Implantação de pontos de ônibus temporários. Metrô Linha 4. O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, explicou que os novos pontos de ônibus quatro no total estão sendo construídos porque, a partir de sábado que vem, não haverá circulação de linhas na Avenida Ataulfo de Paiva.

Usamos parte da ciclovia para construir pontos de ônibus. Mas, para o ciclista não ficar sem seu espaço, estendemos a ciclovia para o calçadão, que em determinados trechos fica menor explicou Osório.

O secretário disse que, ao longo desta semana, serão pintados de vermelho os traçados da ciclovia, instaladas as placas indicativas das linhas de ônibus e implantados os mobiliários para demarcar as áreas dos novos pontos. A Secretaria de Transportes definirá ainda se o mobiliário será coberto ou não.

Todo o trecho vai ficar muito bem sinalizado, com pinturas no chão e placas informativas. Além disso, em cada um dos quatro pontos de ônibus vamos dispor de um monitor uniformizado para tirar dúvidas dos passageiros e orientar os ciclistas a transitar em baixa velocidade afirmou o secretário.

Vicente Quinderi Falcão, de 29 anos, empresário e morador da região, disse que uma boa sinalização será importante para quem transita pela orla, sobretudo para os ciclistas:

Eu uso esta ciclovia praticamente todos os dias, porque moro na Gávea e venho de bicicleta ao Leblon, onde eu trabalho. Aqui vai ficar uma bagunça se não estiver bem sinalizado, principalmente no verão.

Segundo o subsecretário de Transportes, Joaquim Monteiro de Carvalho, caso o espaço para a circulação de pessoas no calçadão seja insuficiente, há a possibilidade de construção de um deck provisório na areia nas áreas ocupadas pelos pontos de ônibus.

Ainda de acordo com Joaquim, a intenção da secretaria é incentivar a utilização de bicicletas no bairro. Por isso, bicicletários provisórios, com vagas para até dez bicicletas, serão instalados ao longo das vias do Leblon:

Escolhemos locais priorizando prédios comerciais, restaurantes, galerias, shoppings e cinemas. Os bicicletários foram desenhados no formato de R, de Rio, e serão instalados em breve. Queremos que as obras do metrô incentivem os moradores a usar a mobilidade a seu favor, e a bicicleta é um dos principais meios neste caso.

Osório adiantou que para o verão há a possibilidade de aumentar o número de bicicletas da Bike Rio nas estações da Zona Sul e do Centro.



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sábado, 17 de novembro de 2012

Começa hoje (17/11) a 1ª fase das intervenções no trânsito no Leblon

17/11/2012 - Linha 4

A CET-RIO iniciou na madrugada deste sábado, 17/11/2012, as primeiras mudanças no trânsito do Leblon para as obras da Linha 4 do Metrô (Ipanema – Barra da Tijuca). Agentes de tráfego e painéis de mensagens estão nos principais pontos de intervenção para orientar a população.

A faixa da esquerda da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, foi interditada em dois trechos: entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Bartolomeu Mitre e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros (Jardim de Alah). Nesta primeira fase da intervenção, duas faixas estão liberadas: a da direita para a circulação dos ônibus do Sistema BRS e a do meio para os demais veículos.

O motorista que quiser evitar a Avenida Ataulfo de Paiva poderá optar pela Rua General Artigas, que terá a mão invertida (entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Dias Ferreira), acessar a Rua Humberto de Campos até a Avenida Borges de Medeiros (Jardim de Alah), dobrar à direita e seguir até a Rua Visconde de Pirajá.

Outra alternativa é, na Ataulfo de Paiva, dobrar à direita na Rua General Venâncio Flores em direção à Avenida Delfim Moreira. Os ônibus BRS continuam na rota normal.

SOBRE A OBRA NESTA FASE: Serão feitas a instalação de tapumes e a preparação do terreno para o início da escavação das estações Jardim de Alah e Antero de Quental. Também será realizado o trabalho de prospecção, quando é feito o mapeamento das tubulações subterrâneas de serviços públicos para posterior remanejamento de redes.

Veja no mapa os locais onde as mudanças acontecem a partir deste sábado, 17/11: http://bit.ly/SRtvAR


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Começam as interdições para obras da Linha 4 do metrô no Leblon

17/11/2012 - O Globo

Esquema especial abrange avenidas como a Ataulfo de Paiva e Bartolomeu Mitre

Técnicos trabalham na operação para inteditar trechos da Av. Ataulfo de Paiva Ivo Gonzalez / O Globo

RIO A Secretaria municipal de Transportes começou a implementar as interdições e mudanças no trânsito do Leblon para as obras da Linha 4 do metrô. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, a medida começou a valer às 8h40m deste sábado. O esquema especial abrange algumas das principais vias do bairro, como as avenidas Ataulfo de Paiva, Bartolomeu Mitre e Afrânio de Melo Franco.

A partir deste sábado, uma faixa à esquerda ficará interditada em dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva: entre a Rua General Venâncio Flores e Avenida Bartolomeu Mitre e entre a Rua Afrânio de Melo Franco e Avenida Borges de Medeiros. Como opção para os motoristas, um trecho da Rua General Artigas terá a mão invertida para acesso à Rua Humberto de Campos.

No entanto, segundo o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, as mudanças mais significativas serão implementadas a partir do próximo sábado, dia 24, quando todas as faixas da Ataulfo de Paiva serão interditadas nos trechos entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.

Percebemos que os motoristas estão trafegando com cuidado, obedecendo as orientações dos operadores de trânsito. Pedimos que, quem puder, deixe de usar o carro para circular no Leblon afirmou Osório. Para incentivar o morador a usar bicicleta, a prefeitura vai instalar bicicletários na Ataulfo de Paiva e na Rua Dias Ferreira. O governo estadual informou ainda que o consórcio das obras do metrô analisa a viabilidade de implantar uma linha circular de micro-ônibus para atender aos moradores do Leblon.

Para o morador do bairro Arthur Motta, de 55 anos, os transtornos no trânsito serão compensados quando o metrô chegar ao Leblon:

Sou morador da Ataulfo de Paiva há dez anos, e sei que será um caos. É uma obra na porta da minha casa, já que meu apartamento é virado pra frente da avenida. Apesar da poeira em casa, sei que é para o bem de todos. Se eu tivesse que me mudar daqui, escolheria um bairro que tivesse metrô. Estou feliz que daqui a alguns anos teremos esse transporte no Leblon.

Segundo o secretário municipal de Transportes, as calçadas da Avenida Ataulfo de Paiva serão reduzidas durante a obra. Apenas um prédio, em frente à Praça Antero de Quental, teve a garagem interditada. As oito vagas do edifício não poderão ser utilizadas durante os meses que seguem. Nesta sexta-feira, dez carros precisaram ser rebocados para que as interdições começassem. Osório afirmou também que apesar das obras, nenhum estabelecimento comercial precisará ser fechado:

Não estimamos prejuízo para os comerciantes. Nenhum estabelecimento ficará sem acesso, ou será fechado. O que vai haver é uma mudança viária, com adaptação das pessoas a essa nova realidade.

Participaram da operação deste sábado aproximadamente oitenta agentes da CET-Rio. Segundo Osório, no próximo sábado, 250 homens estarão no Leblon para complementar as interdições e auxiliar os motoristas e pedestres. Apesar das mudanças, o trânsito fluiu sem problemas na manhã deste sábado. Mas Osório acredita que o tráfego deve ficar problemático a partir de quarta-feira:

É impossível não haver impacto no trânsito. Ninguém fecha uma via da magnitude da Avenida Ataulfo de Paiva sem causar impacto. Mas estamos trabalhando para minimizar os problemas ao bairro. Escolhemos começar as interdições no meio de um feriado justamente porque o fluxo de veículos é bem menor. E obviamente os problemas começarão a partir de quarta-feira, quando será o primeiro dia útil após o feriado prolongado.

Osório lembrou ainda que, a partir do dia 24, as linhas de ônibus que circulam pela Atalufo de Paiva serão desviadas para a Avenida Delfim Moreira. Para atender aos passageiros dos ônibus, estão sendo criados ainda quatro pontos na via. O canteiro central da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, está sendo cortado na altura da Henrique Dumont. O objetivo é permitir que os ônibus entrem na rua e dali retomem o caminho do BRS na Rua Visconde de Pirajá. As duas primeiras quadras da Henrique Dumont terão a mão invertida, e o estacionamento será proibido.

Para diminuir os impactos no trânsito, a Avenida Delfim Moreira poderá ganhar um corredor de BRS enquanto durarem as obras do metrô. No entanto, o secretário afirmou que prefere esperar para anunciar mudanças na via:

Não tomamos a decisão da implementação do BRS na Avenida Delfim Moreira ainda. Vamos colocar os ônibus na orla, fazer contagens, e se entendermos que é positivo para o trânsito, poderemos implantar o BRS na avenida. Como é uma obra longa, de 18 meses, qualquer ajuste que tiver que ser feito, será feito no decorrer deste tempo.


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Trânsito muda no sábado com obras da Linha 4 do metrô

16/11/2012 - O Globo, Célia Costa

Moradores e motoristas que circulam pelo Leblon devem ficar atentos às mudanças no trânsito por causa das obras a Linha 4 do metrô, que ligará a Zona Sul à Barra, a partir de sábado. A primeira fase das intervenções começa com a interdição de uma faixa da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos da via - entre a Rua General Venâncio Flores e a Avenida Bartolomeu Mitre e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros. A alternativa, na Ataulfo de Paiva, será virar à esquerda, na Rua General Artigas, que terá a mão invertida, para permitir o acesso à Rua Humberto de Campos.

Para evitar transtornos maiores, o secretário municipal de Obras, Carlos Roberto Osório, sugere que os moradores do Leblon deem preferência aos deslocamentos de bicicleta ou a pé. Ele disse que o bairro, que já se ressente da falta de estacionamentos, terá o número de vagas ainda mais reduzido.
Como alternativa, Osório adiantou que a prefeitura vai instalar bicicletários em vários pontos. Um deles será perto do Rio Design Leblon.

- Estamos concluindo o levantamento dos pontos - diz.

Já o estacionamento de carros será proibido na lateral direita da Rua Humberto de Campos; e em ambos os lados das ruas Padre Trombeta e General Artigas, no trecho entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Humberto de Campos. A carga e descarga será proibida nas avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto, das 6h às 22h.

Quem costuma cruzar o bairro, em direção à Avenida Niemeyer, e usa as ruas internas deve procurar caminhos alternativos. As vias já estarão sobrecarregadas devido ao fechamento da Ataulfo de Paiva. Os que não moram, mas frequentam o bairro, devem evitar os carros particulares e optar pelo transporte público.

Rigor contra a "paradinha"

A rotina dos moradores também será alterada. Hábitos como a "paradinha" em que o caro é estacionado para compras rápidas não serão tolerados pelos agentes municipais.

- O intuito não é multar. Multas só em caso de insistência - afirma Osório.
Para a presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenweig, os transtornos são "um mal necessário".
- No primeiro momento, haverá um impacto grande, mas os moradores vão se acostumando aos poucos. Terão também que se habituar a deixar o carro em casa. Mas é preciso saber que isso significa a chegada do metrô ao bairro, uma obra importante - disse.

Na segunda fase das obras, a partir do dia 24, no próximo sábado, os impactos na circulação serão ainda maiores com a interdição total da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos. Os ônibus passarão pelas avenidas Visconde de Albuquerque e Delfim Moreira. Será feito um recuo da ciclovia e do calçadão da praia para a construção de quatro pontos de ônibus na Delfim Moreira.
A terceira fase, que deve começar em janeiro de 2013, prevê a interdição de mais um trecho da Borges de Medeiros. Uma ponte metálica provisória será construída sobre o Jardim de Alah, ligando a Rua Humberto de Campos à Epitácio Pessoa.


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terça-feira, 13 de novembro de 2012

'Mal necessário', dizem moradores sobre obra da Linha 4 do metrô no RJ

13/11/2012 - G1

Associação de moradores prevê transtornos no trânsito do Leblon. Presidente quer volta de micro-ônibus circular para auxiliar moradores.

Mudanças no trânsito da Zona Sul do Rio por conta das obras da Linha 4 do Metrô - dia 17 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Do G1 Rio

A presidente da Associação de Moradores do Leblon (AmaLeblon), Evelyn Rosenzweig, afirmou que as interdições nas ruas do bairro para as obras da Linha 4 do metrô são "um mal necessário". Ela solicitou à concessionária um micro-ônibus que circule pela área para auxiliar o transporte dos moradores. O bloqueio das ruas começa neste sábado (17).
Em uma etapa posterior das interdições, os moradores não poderão acessar as ruas do Leblon de carro. O coletivo funcionava no bairro no período de verão de anos anteriores por meio de patrocínio. No último ano não houve parceiro para bancar o transporte. A associação quer que a concessionária arque com os custos para que o micro-ônibus volte a circular no período das obras.
"Esse micro-ônibus circulava somente pelo bairro. 47% dos moradores do Leblon trabalha no próprio bairro. Isso evitaria que essas pessoas saíssem de carro para um lugar tão próximo", afirma Evelyn.
Uma faixa da Avenida Ataulfo de Paiva será interditada em dois trechos da via, entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros, a partir de sábado (17). Já a partir do dia 24, a interdição será total na Avenida Ataulfo de Paiva. Para melhorar o fluxo de veículos, algumas vias terão a mão invertida e outras ruas serão exclusivas para o tráfego de carros, de acordo com a Prefeitura do Rio.
"O impacto no trânsito será uma questão de tempo. Os moradores vão levar um tempo para se acostumar. Mesmo divulgando, na hora alguém pode errar de rua. Não é simples pedir para os moradores não andarem de carro, mas é um mal necessário. Acho que a gente tem que se resignar, procurar colaborar com nossa própria vida. Mas que tenha metrô no Leblon", disse a presidente da AmaLeblon.
O transtorno deve durar 18 meses, tempo previsto para o término das obras. A AmaLeblon prevê um impacto no comércio do bairro nesse período. "Nós temos um shopping no bairro que atende muita gente de fora. O consumidor tende a procurar lugares mais tranquilos", disse Evelyn.
Entenda as alterações no trânsito do Leblon
Na primeira fase das mudanças, a partir do dia 17, os motoristas que vierem da Avenida Ataulfo de Paiva vão poder virar à esquerda, na Rua General Artigas, que terá a mão invertida. Depois, o tráfego segue pela Rua Humberto de Campos até a Avenida Borges de Medeiros. Em seguida, os veículos podem entrar à direita e voltar para a Avenida Ataulfo de Paiva, no sentido Ipanema.
Já na segunda fase de interdições, a partir de 24 de novembro, todas as faixas da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditadas nos trechos entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.
O trânsito de todos os ônibus e também de carros será desviado pela Avenida Visconde de Albuquerque, seguindo pela Avenida Delfim Moreira. Parte dos ônibus vai entrar pela Avenida Epitácio Pessoa e parte pela Avenida Henrique Dumont, que também terá a mão invertida. Depois, os veículos seguem o trajeto normal.
Os carros que vierem da Avenida Niemeyer não poderão seguir pela Avenida Visconde de Albuquerque. Os veículos deverão seguir pela Avenida Delfim Moreira e entrar na Avenida Bartolomeu Mitre. Para permitir todos os desvios, a Prefeitura vai fazer obras nos canteiros.

Mudanças no trânsito da Zona Sul a partir do dia 24 de novembro
Área de lazer e pontos de ônibus
Nos domingos e feriados, a área de lazer continua na pista junto à praia. Na pista junto aos prédios, a mão será invertida até o fim de Ipanema.
Nos pontos de ônibus, que serão implantados na Avenida Delfim Moreira, será feito um desvio na ciclovia para criar espaço para os passageiros. A ciclovia será desviada para o calçadão e passará por trás dos pontos de ônibus. Segundo o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, a Prefeitura está trabalhando para minimizar ao máximo os impactos no trânsito e na vida dos moradores, principalmente do Leblon, na Zona Sul.
"É importante lembrar que se trata de uma obra longa e com grande impacto. Por isso, pedimos à população para que priorizem o transporte público. Vamos proteger a circulação de ônibus e seremos rigorosos ao coibir os estacionamentos irregulares e as operações de carga e descargan para garantir a fluidez do trânsito principlamente em Ipanema e no Leblon", disse Osório.
O secretário destacou ainda que a partir da segunda fase da obra, que se inicia no dia 24 de novembro, haverá uma única e grande alteração no comércio da região: a feira livre que acontece todas as segundas-feiras na Rua Henrique Dumont será transferida a partir do dia 26 de novembro para a Avenida Epitácio Pessoa, no trecho junto ao Jardim de Alah.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Alterações no trânsito do Leblon para obras da Linha 4 do Metrô começam no próximo dia 17

08/11/2012 - O Globo

Planejamento foi apresentado nesta quinta-feira, no Centro de Operações da prefeitura

Obras no Metrô da Zona Sul na esquina da Rua Ataulfo de Paiva com a Rua Afrânio de Melo Franco em 12/09/2012 Eduardo Naddar / O Globo

RIO - As interdições para a construção da Linha 4 do Metrô, que vai ligar a Zona Sul à Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, começam no próximo dia 17 e serão divididas em três fases. Devido às obras, haverá mudanças no trânsito da região. O planejamento operacional foi apresentado nesta quinta-feira, no Centro de Operações da prefeitura. Durante a coletiva, o prefeito Eduardo Paes reconheceu que as intervenções causarão transtorno na vida dos moradores e pediu compreensão aos cariocas:

Sei que é desgastante e que vai causar transtornos. Mas não pouparemos esforços para minimizar os impactos dessas mudanças na vida da população. As obras da Linha 4 do Metrô são essenciais para melhorar o problema de mobilidade no Rio.

A primeira fase das mudanças no trânsito para construção das estações Antero de Quental e Jardim de Alah começará com a interdição de uma faixa da Avenida Ataulfo de Paiva em dois trechos da via, entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartolomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros. Duas faixas ficarão liberadas para carros e ônibus do BRS.

Com isso, os motoristas que vierem da Avenida Ataulfo de Paiva vão poder virar à esquerda, na Rua General Artigas, que terá a mão invertida. Depois, o tráfego segue pela Rua Humberto de Campos até a Avenida Borges de Medeiros. Em seguida, os veículos podem entrar à direita e voltar para a Avenida Ataulfo de Paiva, no sentido Ipanema.

O estacionamento será proibido na lateral direira da Rua Humberto de Campos; em ambos os lados da Rua Padre Trombeta e da Rua General Artigas, no trecho entre a Avenida Ataulfo de Paiva e a Rua Humberto de Campos.

A segunda fase começa no dia 24 de novembro, quando todas as faixas da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditadas nos trechos entre a Rua Venâncio Flores e Avenida Bartomeu Mitre, e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.O trânsito será desviado pela Avenida Visconde de Albuquerque, seguindo pela Avenida Delfim Moreira.

Parte dos ônibus vai entrar pela Avenida Epitácio Pessoa e outra pela Avenida Henrique Dumont, que também terá a mão invertida. Devido à mudança da rota dos coletivos da Ataulfo de Paiva para a Delfim Moreira, o sistema BRS deixará de funcionar no Leblon em um primeiro momento, podendo ser reestabelecido posteriormente.

Pontos de ônibus serão instalados na Delfim Moreira em locais próximos a faixas de pedestres. No total, serão criadas quatro paradas: na altura da Rua Venâncio Flores; na altura da Avenida Bartolomeu Mitre; na altura da Rua Cupertino Durão; e na altura da Avenida Afrânio de Melo Franco. Para a instalação desses pontos, será feito um recuo da ciclovia e do calçadão da praia.

Os carros que vierem da Avenida Niemeyer não poderão seguir pela Avenida Visconde de Albuquerque. Os veículos deverão seguir pela Avenida Delfim Moreira e entrar na Avenida Bartolomeu Mitre. Para permitir todos os desvios, a prefeitura vai fazer obras nos canteiros.

A terceira fase prevista para começar em janeiro de 2013, em data ainda não definida, prevê a interdição de mais um trecho na Avenida Borges de Medeiros. No entanto, uma ponte metálica será construída sobre o Jardim de Alah para ligar a Rua Humberto de Campos à Epitácio Pessoa.

Obra da Linha 4 do Metrô tem 92% de aprovação

Durante a apresentação do planejamento, o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, mostrou resultados da pesquisa do Ibope realizada na cidade do Rio. Segundo ele, 92% dos cariocas são a favor da Linha 4 do Metrô.

Já o secretário municipal de transportes, Carlos Osório, disse que todos os esforços foram feitos pela prefeitura para minimizar o impacto da obra. Ele afirmou que haverá uma forte presença operacional 24 horas por dia para dar o máximo possível de fluidez ao trânsito.

Na primeira fase, a operação contará com 115 agentes de trânsito, entre Guardas Municipais e controladores de tráfego, e apoio de 6 viaturas. Aos domingos e feriados, a pista da praia terá a mão invertida. Isso acontecerá a partir do dia 25 de novembro.

Osório destacou a importância das obras da Linha 4 do metrô para cidade e também pediu pela compreensão da população:

Estamos fazendo o máximo para minimizar os impactos no trânsito e, para isso, precisaremos do apoio dos cariocas. Em casos de deslocamentos dentro do próprio bairro, por exemplo, os moradores podem fazer esses percursos a pé ou de bicicleta.

Acesso ao comércio será mantido

Segundo o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras na Zona Sul, em toda a obra na região, apenas um edifício residencial, com 11 vagas, terá a garagem bloqueada. A empresa informou que está buscando alternativas junto aos moradores.

Outra mudança prevista por conta das interdições refere-se à realização da feira que ocorre tradicionalmente às segundas-feiras na Rua Henrique Dumont. Com o desvio do trânsito pela via, a feira será transferida para a parte interna de estacionamentos da Epitácio Pessoa a partir do dia 26.

Para minimizar o impacto no trânsito, os veículos pesados que trabalharão na obra vão circular em horários diferenciados. Serão garantidos a passagem de pedestres pelas calçadas. O acesso ao comércio será mantido normalmente. Nas ruas próximas aos trechos interditados haverá espaços destinados a veículos dos serviços de emergência.

Domingos e feriados

A partir de 25 de novembro, em função da área de lazer, aos domingos e feriados, será implantada faixa reversível na Avenida Delfim Moreira e na Avenida Vieira Souto na pista junto aos prédios. A via vai funcionar no sentido Copacabana das 7h às 19h, durante o horário da área de lazer.


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Secretário de Transportes se reúne com associações para detalhar mudanças de tráfego na Zona Sul

Secretário de Transportes se reúne com associações para detalhar mudanças de tráfego na Zona Sul

09/11/2012 - O Globo Online, Selma Schmidt

Osório pede que moradores evitem usar carros dentro dos bairros durante as obras da Linha 4 do metrô

Para detalhar as mudanças na circulação viária durante as obras da Linha 4 na Zona Sul, o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, e a presidente da CET-Rio, Cláudia Sessin, reuniram-se na tarde da quinta-feira com dirigentes de associações de moradores e de comerciantes de Leblon, Ipanema, São Conrado, Cruzada São Sebastião e Morro do Cantagalo. Osório pediu que divulgassem o plano e orientassem à população para que evitasse circular de carros dentro dos bairros, especialmente no Leblon. Ele garantiu que o diálogo será permanente e que poderão ser feitos ajustes no futuro. Da reunião, participaram ainda o subprefeito da Zona Sul, Bruno Ramos, e o administrador da 6a RA (Gávea), Leonardo Spritzer.
Presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig está convencida de que o impacto no trânsito do bairro será grande e inevitável. Ela mais tranquila quando foi informada, durante a reunião, que não haverá aumento do número de ônibus que hoje circulam na Avenida Visconde de Albuquerque, segundo ela, já saturada desde a implantação do BRS no bairro. Quanto ao pedido para que seja evitada a circulação de carros dentro do bairro, Evelyn disse que é preciso dar alternativas:
- Não dá, simplesmente, para dizer para as pessoas não usarem carro no Leblon. Aguardo uma resposta do consórcio responsável pelas obras da Linha 4 na Zona Sul, a quem pedi que sejam colocados ônibus circulares gratuitos no bairro.
Para o presidente da Associação de Proprietários de Prédios no Leblon, Augusto Boisson, o fundamental é a fiscalização, a fim de minimizar os problemas no trânsito e de segurança.
- Caos vai haver. Já não há vagas no Leblon nem para bicicletas. Criaram um polo gastronômico no bairro e as pessoas não têm onde estacionar. Com a proibição de parar em algumas ruas, estacionar no Leblon vai virar uma guerra. Os flanelinhas vão tentar de tudo, induzindo motoristas a parar em esquinas e portas de garagem. O metrô é uma obra necessária para o Leblon e a cidade. Mas os impactos durante a obra podem ser reduzidos com fiscalização.
Morador da Cruzada São Sebastião, o segurança Renato Fabrício, de 35 anos, se mostra preocupado com a abertura ao tráfego do trecho da Humberto de Campos junto ao conjunto, hoje usado como estacionamento dos dois lados e área de lazer. Com dez prédios, a Cruzada tem mais de 900 apartamentos. Sinais de trânsito foram instalados nas esquinas da Rua Humberto de Campos com as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.
-Vai ser problemático. Minha preocupação é com a segurança das crianças da Cruzada, que hoje circulam normalmente por aqui.
Já a presidente do Conselho Comunitário de Segurança da área do 23º BPM (Leblon) e vice-presidente na Associação de Moradores de São Conrado, Marlene Parente, que participou da reunião com Osório, não acredita que o trânsito do bairro será afetado pelas interdições no Leblon. Mas o ideal, segundo ela, é o morador de São Conrado usar a Autoestrada Lagoa-Barra, uma vez que os que optarem pela Avenida Niemeyer cairão na Delfim Moreira, onde passarão a circular os ônibus.
- Aproveitamos para reivindicar a construção de uma passarela e a retirada do sinal na Niemeyer na altura do Vidigal. Isso melhoraria muito a fluidez na Niemeyer - contou Marlene.
A presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro (AMIpanema), também não acredita em reflexos das alterações no Leblon no seu bairro:
- Os veículos entrarão em Ipanema pela Avenida Henrique Dumont em vez de pela Avenida Ataulfo de Paiva. A feira livre da Henrique Dumont, às segundas, será transferida para a Epitácio Pessoa, no trecho em frente ao Jardim de Alah, mais próximo da Lagoa.


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Linha 4 do Metrô disponibiliza pontos de atendimento na Zona Sul

06/11/2012 - Governo RJ

Também é possível tirar dúvidas através de 0800, site e Twitter

A Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) disponibiliza, a partir desta terça-feira (06/11/2012), três pontos de atendimento para tirar dúvidas da população sobre a obra nos bairros de Ipanema e Leblon. Enquanto são construídas as centrais permanentes (imagem abaixo), quem precisar obter informações pode se dirigir às tendas temporárias instaladas na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, no Jardim de Alah e na Praça Antero de Quental, no Leblon.



O atendimento nestes locais será realizado de segunda a quinta-feira, das 8h às 18h, e sexta-feira, das 8h às 17h. Também é possível saber mais sobre a obra por meio do telefone 0800 021 0620, do site www.metrolinha4.com.br e do twitter.com/metrolinha4.

A Linha 4 do Metrô, que ligará Ipanema à Barra da Tijuca a partir de 2016, vai transportar mais de 300 mil pessoas, retirando das ruas aproximadamente 2 mil veículos por hora/pico, o que significa menos emissão de poluentes no ar que respiramos. Serão 16 quilômetros de extensão e seis estações – Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico. A obra está prevista para terminar em dezembro de 2015.



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Tapumes para obras do metrô mudam paisagem da Zona Sul

06/11/2012 - O Globo

Na Praça Antero de Quental, no Leblon, ciclovia é bloqueada

Mudanças. Tapumes das obras do metrô são instalados na Praça Antero de Quental, no Leblon Marcos Tristão / O Globo

RIO Mesmo sem data certa para o início das escavações e das interdições no trânsito, moradores da Zona Sul já começam a perceber na paisagem os primeiros passos para a construção da Linha 4 do metrô na região. Depois da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, os tapumes agora se espalham pelo Jardim de Alah, além de vias como a Rua Igarapava e a Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon. A Praça Antero de Quental teve 38% da sua área cercada. No caminho, a ciclovia que beira a Avenida Bartolomeu Mitre foi bloqueada.

Moro no Leme e vou e volto de bicicleta todos os dias para a PUC. Esse trecho é o único em que não tenho mais como usar a ciclovia. Temos que nos espremer nas ruas reclamou o universitário Louis de Billy, instantes após bater em outro ciclista que vinha no sentido contrário e ainda resvalar numa van, na Avenida Bartolomeu Mitre, na tarde de segunda-feira.

A área delimitada pelos tapumes na Antero de Quental tem o formato de um grande L. De acordo com a assessoria de imprensa do consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras do trecho entre Ipanema e Gávea, o cercamento da praça deve aumentar ainda mais na segunda fase dos trabalhos, quando a área ocupada chegará a 74%. Somadas, as duas primeiras fases vão durar 18 meses. Após a terceira e última fase, a previsão é ocupar 64% do terreno.

Também de acordo com o consórcio, foram instalados cones nos arredores da praça para assegurar uma passagem exclusiva para pedestres e ciclistas. Há ainda funcionários orientando o fluxo, mas, mesmo assim, em apenas meia hora no local, uma equipe do GLOBO flagrou um acidente.

A partir desta terça-feira, começarão a funcionar na Praça Nossa Senhora da Paz, no Jardim de Alah e na Antero de Quental tendas temporárias para que moradores possam tirar dúvidas sobre as obras da Linha 4. Posteriormente, serão construídas centrais fixas de atendimento. Também é possível obter informações pelo telefone 0800-0210620 ou no site www.metrolinha4.com.br.

Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, a primeira fase da obra ocupará 40% da área de lazer. Na segunda fase, o canteiro tomará 92% da área da praça. As fases 1 e 2 também terão duração de 18 meses. Na terceira etapa, 54% da praça serão devolvidos à população. O restante continuará ocupado.

No Jardim de Alah, foi iniciada a ocupação do trecho junto à Avenida Epitácio Pessoa, entre a Lagoa (a partir da segunda quadra esportiva) e a Rua Visconde de Pirajá. Na segunda fase, o canteiro será instalado junto à Avenida Borges de Medeiros, entre a Prudente de Morais e a Rua Professor Antônio Maria Teixeira. Na terceira, o canteiro ocupará, até o fim da obra, todo o Jardim de Alah, com exceção da área de dragagem do canal, junto à praia, e da quadra esportiva junto à Lagoa.

Na Igarapava e na Ataulfo de Paiva, há pequenas ocupações na calçada para trabalhos de sondagem. A previsão para a conclusão de todo o trecho Barra- Ipanema é dezembro de 2015.


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sábado, 3 de novembro de 2012

Linha 4 do metrô: começa segunda-feira a instalação de tapumes em três praças de Ipanema e Leblon

20/12/2012 - O Globo

Jardim de Alah e praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental ganharão estações, e obras deverão começar simultaneamente

FÁBIO VASCONCELLOS
MARIA ELISA ALVES
SELMA SCHMIDT

Aprovado. O ator Marcos Caruso, que mora no Leblon, é favorável à expansão do metrô
FÁBIO ROSSI / O GLOBO

RIO — Quando os moradores de Ipanema e do Leblon acordarem nesta segunda-feira vão encontrar novidades na paisagem. As intervenções para a construção do trecho da Linha 4 do metrô que passará pela Zona Sul vão começar a todo vapor com a instalação de tapumes no entorno do Jardim de Alah e das praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental, locais que ganharão estações e onde as obras do metrô deverão começar simultaneamente, dando a partida na perfuração das galerias. Pelas dimensões da máquina de perfuração, conhecida como "tatuzão", será necessário fechar a Estação Cantagalo por 15 dias e a Estação General Osório por oito meses, a partir de fevereiro, depois do carnaval.

Entre 15 dias e um mês, a partir do cercamento das praças, dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva serão interditados. A proibição do tráfego entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco e entre as ruas Bartolomeu Mitre e General Urquiza vai durar cerca de um ano e meio.

A prefeitura disse que a CET-Rio ainda está planejando os desvios de trânsito no Leblon, que serão divulgados nos próximos dias. A indefinição preocupa a presidente da associação de moradores do bairro, Evelyn Rosenzweig:

— A informação deveria chegar com mais antecedência para que pudéssemos nos planejar.

Evelyn especula que, com o bloqueio de dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, as alternativas naturais para escoar o tráfego seriam a Delfim Moreira e a Humberto de Campos. Para reduzir o tráfego no Leblon durante as obras, Evelyn está negociando com o consórcio construtor da Linha 4 a colocação de um micro-ônibus no bairro. Segundo ela, a medida evitaria que moradores usem o carro para circular no bairro.

Segundo o governo do estado, as garagens de edifícios residenciais não serão afetadas pelas interdições. A única exceção é o edifício Clirian, na Avenida Ataulfo de Paiva 802. Os moradores do prédio de nove andares não poderão estacionar nas 11 vagas disponíveis, mas o governo promete oferecer um serviço de valet parking.

— Não fomos informados sobre o que vai acontecer nem sobre as alternativas que o estado vai oferecer — reclama o síndico Marcelo Camanho.
Moradora vende carro

Há 35 anos do edifício, a música Célia Vaz já se antecipou e vendeu o carro.

— Estou sabendo que vai ter obras e resolvi me desfazer do carro para evitar problemas porque não sabia como poderia entrar e sair do prédio com o meu veículo. Já estou andando de táxi e de ônibus — diz Célia, que aprova a chegada do metrô.

Estão sendo implantados três canteiros de apoio às obras: um na Leopoldina, onde serão fabricados os anéis de concreto que serão usados para revestir os túneis escavados, outro no Jardim de Alah, que abrigará centrais de operação e estocagem, e um terceiro na área do 23º BPM (Leblon). Numa fase posterior, será erguido um canteiro na Rua Igarapava, que terá o primeiro quarteirão interditado. A Rua Aperana terá a mão invertida, em data ainda não divulgada.

Para minimizar os transtornos que a circulação de caminhões que farão o transporte de material entre os canteiros e a remoção do entulho das escavações poderiam causar, o secretário-chefe da Casa Civil do estado, Régis Fichtner, afirma que os veículos circularão prioritariamente à noite.

— Nas obras de Copacabana, mais de 20 mil caminhões circularam e ninguém nem percebeu — diz ele.

Com 120 metros de comprimento, o tatuzão vai ser montado dentro da Estação General Osório. À medida em que ele for avançando, instalará simultaneamente aduelas, que são anéis de concreto que servem para revestir internamente e sustentar o túnel recém-aberto. O equipamento também retira o material escavado e é capaz de trabalhar tanto em rocha quanto areia. Ele passará por baixo de edifícios, evitando bate-estacas, explosões e aberturas de valas na superfície das ruas.

— Com o tatuzão, o metrô vai até onde o passageiro está. Em Copacabana, como não havia essa tecnologia, as estações foram feitas dentro da rocha e acabaram ficando longe dos passageiros. Se as estações fossem debaixo da Nossa Senhora de Copacabana, teriam mais movimento. Em Ipanema, faremos as estações debaixo de onde as pessoas moram — diz Fichtner.

Em Ipanema, nenhuma rua ou calçada será interditada para a construção da estação na Praça Nossa Senhora da Paz, que, mesmo durante as obras, terá um pedaço destinado ao lazer dos moradores. Mas, numa fase mais adiantada das intervenções, dois trechos das ruas Farme de Amoedo e Aníbal de Mendonça serão ocupados parcialmente.

O governo do estado informou que 228 das 298 árvores da praça não serão afetadas. Vinte e duas serão removidas e substituídas por mudas. Outras 48 serão retiradas durante a obra e replantadas depois. O destino das árvores mobilizou moradores. Enquanto a presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amélia Fernandes Loureiro, disse estar satisfeita com a solução, a coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, reclama:

— Vão sacrificar árvores e colocar mudas de um metro no lugar.
A inauguração da Linha 4 (Barra da Tijuca-Ipanema) é estimada para o primeiro semestre de 2016.

Até 'Leleco' aprova expansão do serviço

A possibilidade de haver uma piora no trânsito por conta das obras do metrô da Linha 4 é o que mais preocupa os moradores. Pesquisa Ibope, encomendada pelo Consórcio Linha 4, responsável pelo projeto, e pelo governo do estado mostra que 71% consideram esse o maior problema nos próximos meses. Em segundo lugar (34%) estão os fechamentos de ruas, seguidos do barulho causado pelos trabalhos (30%).

Apesar dessas preocupações, 92% dos entrevistados são favoráveis à construção da Linha 4. Nos bairros que serão diretamente beneficiados (Ipanema, Leblon, Gávea, São Conrado, Rocinha e Barra), 89% afirmaram que querem o metrô. O ator Marcus Caruso, que vive o personagem Leleco na novela "Avenida Brasil", da TV Globo, é um dos favoráveis à expansão.

— Haverá transtorno por um ou dois anos? É possível. Mas sou totalmente favorável à expansão do metrô. Deveria haver uma estação a cada três quarteirões

— defende Caruso, que tem carro, mas prefere andar de bicicleta pelo Leblon.
Gerente de um restaurante que funciona há mais de 30 anos na Avenida Ataulfo de Paiva, também no Leblon, Luiz Pereira acredita que as interdições em alguns trechos de via complicarão o trânsito, mas o benefício deverá ser maior quando o metrô for inaugurado.

— Não tem jeito. As obras trarão algum transtorno, mas acho que será melhor para o bairro. Não sabemos ainda qual será o impacto no nosso movimento, já que a maior parte dos nossos clientes é de moradores do próprio bairro, que costumam vir andando — diz Pereira.

Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados que moram nos bairros beneficiados pelo metrô dizem que pretendem usar a nova linha. Esse percentual é de 25% no restante da cidade. O Ibope também perguntou aos moradores qual é o seu principal meio de transporte. Pelo levantamento, 80% disseram que utilizam ônibus, seguido de metrô (31%) e de carro (29%). A mesma pergunta feita para os moradores dos bairros por onde passará a Linha 4 mostrou o seguinte resultado: ônibus (66%), metrô (49%) e carro (46%).

Obras da Linha 4 do metrô causam interdições na zona sul

20/10/2012 - Agência Rio

Começa nesta segunda-feira (22) uma nova etapa da obra da Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) na Zona Sul do Rio. Será iniciada a ocupação gradativa do Jardim de Alah, onde será instalado um canteiro de apoio, e da Praça Antero de Quental, no Leblon, onde será construída uma estação. A partir de novembro, começam as intervenções no trânsito da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, e na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

O trabalho foi planejado com objetivo de causar o menor impacto possível para a população e para o meio ambiente, com preservação de árvores e 100% da área verde restabelecida. Diferente do que foi feito na construção de outros trechos do metrô, os 5,7 quilômetros de túneis subterrâneos na Zona Sul serão escavados com o equipamento mais moderno do mundo, o TBM ('Tatuzão'), sem explosões e sem a necessidade de abrir valas na superfície ao longo das ruas.

As obras da Linha 4 do Metrô foram iniciadas em junho de 2010 pela Barra da Tijuca. Na Zona Sul, começou em julho de 2012, com o trabalho de sondagem, com o mapeamento do solo. Já há mais de 3 mil metros de túneis escavados entre a Barra da Tijuca e a Gávea. A Estação Jardim Oceânico, na Barra, já conta com a estrutura das paredes de diafragmas prontas e já iniciou as escavações no local. A Estação São Conrado também já está em construção.

A Linha 4 do Metrô, que ligará Ipanema à Barra da Tijuca a partir de 2016, vai transportar mais de 300 mil pessoas, retirando das ruas aproximadamente 2 mil veículos por hora/pico, o que significa menos emissão de poluentes no ar que respiramos. Serão 16 quilômetros de extensão e seis estações – Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico. A obra está prevista para terminar em dezembro de 2015.

Intervenção em praças

As praças Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e Antero de Quental, no Leblon, serão parcialmente fechadas para a obra da Linha 4 do Metrô. A instalação dos canteiros de obras nestes locais acontecerá gradualmente a partir de outubro. Nas duas praças serão mantidas áreas de lazer.

Na Praça Antero de Quental, no Leblon, a instalação do canteiro começa nesta segunda-feira (22). Na primeira fase, a instalação levará uma semana para ser concluída e 62% da praça fica livre. A segunda fase deixará liberada 26% da praça. Juntas, as fases 1 e 2 vão durar aproximadamente 18 meses. Na terceira fase, o canteiro começará a ser reduzido até deixar 36% de área livre.Na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, a primeira fase, que ocupará 40% da área de lazer, começa a ser montada partir de outubro. Na segunda fase, o canteiro ocupará 92% da área da praça. As fases 1 e 2 terão duração de 18 meses. Na terceira fase, 54% da praça será devolvida para a população.e o restante continuará ocupado.

Intervenção no trânsito

Começarão em novembro as intervenções no trânsito do Leblon para a construção das estações Jardim de Alah e Antero de Quental. Gradativamente, serão fechados ao tráfego de veículos dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, o equivalente a apenas 500 metros de vias, entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco, e entre a Rua General Urquiza e a Avenida Bartolomeu Mitre. A data da intervenção e as alternativas de trânsito serão definidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), que coordenará todo o processo.

Não haverá interdição de ruas no Trecho Barra-Gávea e, na Zona Sul, apenas 500 metros de vias serão bloqueados no Leblon. Em Ipanema e na Gávea, não haverá interdições de ruas para a construção da estação e dos túneis.

'Tatuzão' escavará túneis sem explosões

O 'Tatuzão' vai perfurar os túneis subterrâneos da Linha 4 do Metrô de Ipanema à Gávea sem passar por baixo de edifícios. Ao mesmo tempo em que escava, o equipamento instala imediatamente os anéis de concreto que formam o túnel.

O equipamento fabricado na Alemanha está sendo trazido de navio da Europa para o Rio de Janeiro em 20 contêineres e outras 100 peças soltas. A chegada ao Brasil está prevista para o início de 2013. O equipamento será montado no túnel que está em construção na Estação General Osório, de março a agosto de 2013, quando deverá entrar em operação, partindo em direção à Gávea.

FA

Vinte moradores de Ipanema fazem protesto contra as obras do metrô

22/10/2012 - O Globo

Jardim de Alah e Praça Antero de Quental começam a receber canteiros a partir desta segunda-feira

TAIS MENDES

Moradores fazem manifestação contra as obras do metrô em Ipanema
MARCOS TRISTÃO / O GLOBO

RIO - Munidos de panelas e colheres, cerca de 20 moradores de Ipanema realizaram, na manhã desta segunda-feira, um protesto na Praça Nossa Senhora da Paz contra as obras da estação do metro no local. Assim como já ocorreu na Praça Nossa Senhora da Paz, o Jardim de Alah e a Praça Antero de Quental começaram a receber canteiros de obras do metrô, com instalação de tapumes, nesta segunda-feira. Ignez Barretto, coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, diz que os moradores não são contra a obra, mas que gostariam que o governo do estado escutasse a sugestão da comunidade, e modificasse o método que utilizará para abrir o solo da Nossa Senhora da Paz:

— Estamos pedindo que não utilizem o método vala aberta para construir a estação. Dessa forma, todas as árvores e o monumento terão que ser retirados para só depois retornarem. Assim, as árvores centenárias não resistirão. Estamos propondo que se faça obra subterrânea, método usado no mundo inteiro. Chegamos a reservar espaço na igreja para o debate, mas o governo nem apareceu para conversar.

De acordo com Ignez, moradores entraram há três semanas com ação cautelar de produção antecipada de provas no Tribunal de Justiça, que da prazo máximo de 90 dias para o governo explicar por que está fazendo a obra dessa forma e não aceitou a proposta dos moradores.

Ignez diz que o juiz deverá designar perito para avaliar a obra:

— Assim, vamos ter pelo menos um parâmetro de quem está certo. A ação já foi distribuída, e hoje estamos pagando as custas do processo.
Além de querer mudar o método da obra, os moradores sugerem que o acesso à estação não seja feito pela praça.

— Serão 40 mil pessoas passando diariamente aqui. Isso significa trânsito na praça, que é usada por crianças e idosos.

Paralelamente ao movimento, os moradores recolheram assinatura para a preservação da praça. Segundo os organizadores, ao todo, já são 20 mil nomes.

De acordo com a prefeitura, a instalação dos canteiros de obras será gradual. Nas duas praças, serão mantidas áreas de lazer. O canteiro da Antero de Quintal levará uma semana para ser instalado, e 62% da praça ficarão livres. A segunda fase deixará liberados 26% dela.

Começam em novembro as mudanças no trânsito do Leblon para a construção das estações Jardim de Alah e Antero de Quental. Gradativamente, serão fechados ao tráfego de veículos dois trechos da Avenida Ataulfo de Paiva, entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco, e entre a Rua General Urquiza e a Avenida Bartolomeu Mitre.

A Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) disponibilizou o telefone 0800-021-0620 para tirar dúvidas da população sobre as obras nos bairros de Ipanema e Leblon. Também é possível obter informações pelo site do consórcio.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Grupos concorrem a prêmio de melhor grafite nos muros do metrô

31/10/2012 - O Globo

Objetivo de concessionária é reduzir pichações e depredação ao longo da Linha 2

Um artista trabalha no grafite que embelezará o muro da estação do Maracanã: a melhor pintura vai receber um prêmio de R$ 20 mil Gabriel de Paiva / O Globo

RIO Buracos, falhas na tinta e pichações estão dando lugar a muita cor e arte nos muros da Linha 2 do metrô. Equipes de grafiteiros do Rio toparam o desafio de contar um pouco da história da cidade desenhando nos 22 quilômetros de concreto que delimitam 15 estações. A ação, chamada Copa Graffiti, está sendo promovida pela concessionária Metrô Rio e dará um prêmio de R$ 20 mil ao grupo que se destacar na criatividade.

Gerente de Marketing e Comunicação da Metrô Rio, Eliza Santos conta que a empresa precisava realizar manutenções frequentes nos muros, que eram constantemente pichados. Buscando uma solução para o problema, a concessionária lançou a ideia de envolver os moradores do entorno das estações numa ação para evitar a depredação.

Quando estávamos acabando de pintar um lado do muro, o outro já estava pichado. Pensamos então no formato de um evento que gerasse identidade das comunidades com os muros e diminuísse a depredação. Os grafiteiros têm que criar painéis que contem um pouco da história dos bairros onde as estações estão localizadas disse Eliza.

Na estação do Maracanã, por exemplo, o grafiteiro Wark da Rocinha está liderando a equipe que homenageará o estádio de futebol e seu idealizador, o jornalista Mário Filho. A ave que dá nome ao bairro também será lembrada.

O evento também teve um lado social: oficinas de grafite foram oferecidas a alunos de escolas públicas. Crianças que se destacaram nas atividades estão participando da pintura dos muros. A concessionária está viabilizando o transporte e a alimentação dos artistas, além das tintas. Ao todo, serão usadas nove mil latas de tinta em spray e 60 galões de 18 litros para a pintura.

Os muros já devem estar repaginados até o início do mês que vem, quando a concessionária fará uma votação popular em seu perfil nas redes sociais, como Facebook e Twitter. Uma curadoria também escolherá a melhor pintura para o prêmio de R$ 20 mil. As próprias equipes, com uma média 20 integrantes cada, acertaram como será feita a distribuição do dinheiro entre os participantes.

A única estação da Linha 2 que não foi contemplada pela ação é a da Cidade Nova, por não ter muros. O festival está acontecendo nas estações de Pavuna, Engenheiro Rubens Paiva, Acari/Fazenda Botafogo, Coelho Neto, Colégio, Irajá, Vicente de Carvalho, Tomás Coelho, Engenho da Rainha, Inhaúma, Nova América/Del Castilho, Maria da Graça, Triagem, Maracanã e São Cristóvão.


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estado diz que método para construção do metrô em Ipanema vai minimizar impacto em praça

30/10/2012 - O Globo

O governo do estado negou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira, que na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será usado o método "vala aberta" para a construção de uma estação da Linha 4 do metrô. Segundo o comunicado, a estação será escavada pelo método "cut and cover invertido, com escavação sob laje". O método escolhido permite que o serviço seja realizado sob a laje, de maneira subterrânea, minimizando o prazo de interdição da área.

A nota responde ao grupo Projeto Segurança de Ipanema, coordenado pela moradora do bairro Ignez Barretto, que defende a aplicação do método "Arco Cellulare" nas obras do metrô. Após análise, o governo do estado concluiu que a proposta do grupo não seria adequada, porque "sua utilização demanda a escavação de poços de acesso nas extremidades da praça para execução do tratamento do solo e inserção de estacas horizontais. Tais poços estariam localizados exatamente nos locais com maior incidência de árvores de grande porte, que, no método adotado pelo Estado, não têm que ser retiradas".

Além disso, o governo explica que, em se tratando de um solo onde há presença de areia, o método sugerido pela associação poderia gerar rupturas no terreno da praça, impedindo que a praça permanecesse aberta ao público durante a construção da estação e aumentando os prazos e custos da obra.

O grupo, no entanto, informou que "o mesmo o método invertido ocasiona o sacrifício de árvores centenárias, pois em um primeiro momento os métodos são semelhantes, por acontecer a vala aberta". Ignez alegou, ainda, que um poço poderia ser localizado no centro da praça onde se encontra o monumento, sem nenhuma árvore. "Outros poços menores poderiam ser feitos nas extremidades, por fora da praça,sem sacrifício de nehuma árvore, para servir de acesso à estação final", acrescentou a coordenadora do grupo.

O governo informou também que a tecnologia proposta pelo grupo é mais recomendada para solos coesivos, o que não ocorre na Zona Sul, onde existe a presença de areias — solo não coesivo, granular e com alta permeabilidade. Segundo o estado, qualquer falha no tratamento do solo nestas areias poderia gerar rupturas no terreno da praça, o que recomendaria a manutenção do fechamento da praça.

Para Ignez, a ruptura nas areias pode se dar em qualquer parte do traçado, em Ipanema e no Leblon, tanto no local das estações como nos túneis escavados.

Após o governo informar que a utilização do método proposto pelo grupo de Ipanema implicaria maior prazo e maiores custos para a obra da estação, os moradores disseram que "os prazos maiores podem acontecer em qualquer das estações e no próprio túnel pois, além dos riscos da ruptura das areias, ao longo do traçado devem ocorrer bolsões de argila mole, que implicam em tratamentos adicionais". Ignes Barreto explicou, ainda, que "quantos aos custos, achamos que a maior parte das compensações ambientais orçadas na licença de instalação (R$ 1.569 milhão) serão gastos nas estações, com essa metodologia".

Os moradores que protestam contra o projeto querem que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação. Eles já fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões para mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Na sexta-feira, a obra havia sido interrompida, menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz. O consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto, chegou a retirar todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça. No entanto, o governo do estado conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a liminar que havia mandado paralisar a obra do trecho sul da linha 4 do Metrô Rio. O estado alegou que houve três anos de estudos e projetos para a realização da construção que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca. A ação cautelar que pediu a paralisação foi movida por seis moradores que fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema.


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Estado diz que método para construção do metrô em Ipanema vai minimizar impacto em praça

30/10/2012 - O Globo

O governo do estado negou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira, que na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, será usado o método "vala aberta" para a construção de uma estação da Linha 4 do metrô. Segundo o comunicado, a estação será escavada pelo método "cut and cover invertido, com escavação sob laje". O método escolhido permite que o serviço seja realizado sob a laje, de maneira subterrânea, minimizando o prazo de interdição da área.

A nota responde ao grupo Projeto Segurança de Ipanema, coordenado pela moradora do bairro Ignez Barretto, que defende a aplicação do método "Arco Cellulare" nas obras do metrô. Após análise, o governo do estado concluiu que a proposta do grupo não seria adequada, porque "sua utilização demanda a escavação de poços de acesso nas extremidades da praça para execução do tratamento do solo e inserção de estacas horizontais. Tais poços estariam localizados exatamente nos locais com maior incidência de árvores de grande porte, que, no método adotado pelo Estado, não têm que ser retiradas".

Além disso, o governo explica que, em se tratando de um solo onde há presença de areia, o método sugerido pela associação poderia gerar rupturas no terreno da praça, impedindo que a praça permanecesse aberta ao público durante a construção da estação e aumentando os prazos e custos da obra.

O grupo, no entanto, informou que "o mesmo o método invertido ocasiona o sacrifício de árvores centenárias, pois em um primeiro momento os métodos são semelhantes, por acontecer a vala aberta". Ignez alegou, ainda, que um poço poderia ser localizado no centro da praça onde se encontra o monumento, sem nenhuma árvore. "Outros poços menores poderiam ser feitos nas extremidades, por fora da praça,sem sacrifício de nehuma árvore, para servir de acesso à estação final", acrescentou a coordenadora do grupo.

O governo informou também que a tecnologia proposta pelo grupo é mais recomendada para solos coesivos, o que não ocorre na Zona Sul, onde existe a presença de areias — solo não coesivo, granular e com alta permeabilidade. Segundo o estado, qualquer falha no tratamento do solo nestas areias poderia gerar rupturas no terreno da praça, o que recomendaria a manutenção do fechamento da praça.

Para Ignez, a ruptura nas areias pode se dar em qualquer parte do traçado, em Ipanema e no Leblon, tanto no local das estações como nos túneis escavados.

Após o governo informar que a utilização do método proposto pelo grupo de Ipanema implicaria maior prazo e maiores custos para a obra da estação, os moradores disseram que "os prazos maiores podem acontecer em qualquer das estações e no próprio túnel pois, além dos riscos da ruptura das areias, ao longo do traçado devem ocorrer bolsões de argila mole, que implicam em tratamentos adicionais". Ignes Barreto explicou, ainda, que "quantos aos custos, achamos que a maior parte das compensações ambientais orçadas na licença de instalação (R$ 1.569 milhão) serão gastos nas estações, com essa metodologia".

Os moradores que protestam contra o projeto querem que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação. Eles já fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões para mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Na sexta-feira, a obra havia sido interrompida, menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz. O consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto, chegou a retirar todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça. No entanto, o governo do estado conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a liminar que havia mandado paralisar a obra do trecho sul da linha 4 do Metrô Rio. O estado alegou que houve três anos de estudos e projetos para a realização da construção que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca. A ação cautelar que pediu a paralisação foi movida por seis moradores que fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema.


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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Metrô: suspensa liminar que havia paralisado obra em trecho da Linha 4

29/10/2012 - O Globo

Estado do Rio alegou que houve três anos de estudos e projetos para construção

RIO O Governo do Estado do Rio conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a liminar que havia mandado paralisar a obra do trecho sul da linha 4 do Metrô Rio. O estado alegou que houve três anos de estudos e projetos para a realização da construção que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca. Na sexta-feira, a obra havia sido interrompida, menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para a construção de uma das estações da linha. O consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto, havia retirado todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça.

Conforme adiantou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, a juíza Neusa Alvarenga Leite, da 14ª Vara de Fazenda Pública do Rio, havia concedido uma liminar impedindo o prosseguimento das obras no local. A decisão determinou que uma equipe de especialistas fizesse uma análise técnica, com vistorias e verificações, de forma a determinar se haveria ou não uma alternativa ao projeto. E afirmaria que, enquanto o laudo não fosse expedido, as obras deveriam ser interrompidas. O governo e o consórcio Rio Barra haviam afirmado que iriam recorrer da decisão.

A ação cautelar que pediu a paralisação foi movida por seis moradores do bairro. Eles fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema, um grupo de moradores que vem protestando contra o projeto e que quer que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação.

Não somos contra a obra, nem contra a Linha 4. Só não queremos que a praça seja destruída, nem que os métodos escolhidos para a construção ponham em risco nossa segurança e nosso bem-estar. Existem técnicas que possibilitam a construção sem que uma cratera tenha que ser aberta na praça. Queremos transparência disse Ignez Barreto, coordenadora do grupo.

A polêmica em torno da nova estação do metrô na Praça Nossa Senhora da Paz é bem anterior ao início das obras. Parte dos moradores teme que as escavações causem danos às edificações e às árvores da praça. Como não não haviam conseguido impedir o projeto, que já obteve a licença de instalação, os moradores que fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões querem mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Ignez Barreto reclamou que ainda espera um diálogo com o governo do estado, para mostrar que as entradas podem ficar no calçadão da Rua Visconde de Pirajá, o que preservaria a praça e serviria de incremento para o comércio do bairro.

Queremos mais transparência. Eles se recusam a dialogar. A falar sobre os impactos do projeto e dar garantias de que os prédios não serão afetados. Eles dizem que iriam reconstruir a praça, mas ouvimos vários especialistas que afirmaram que muitas das árvores não poderão ser replantadas. Essa ação foi movida como um ato extremo, uma vez que eles já iam começar a derrubar a praça afirmou Ignez.

A licença de instalação da estação da Nossa Senhora da Paz de instalação foi apresentada no dia 25 de junho pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela presidente do Instituto estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos. A licença foi aprovada com uma série de restrições, entre elas, a redução do número de árvores a serem transplantadas: de 113 para 17. O Conselho Diretor do Inea aprovou ainda a exigência de replantio de 400 árvores no bairro.

Sem divulgar o mapeamento das árvores que serão removidas, o estado garantiu que apenas as árvores menores que ficam na parte central serão transplantadas. Ela serão retiradas e levadas para um horto até que as obras sejam concluídas. Depois, essa árvores serão replantadas na praça. As maiores, localizadas nas extremidades da praça, não serão retiradas.


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