segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Metrôs do País lideram ranking dos mais caros do mundo

28/11/2011 - O Estado de São Paulo

Usar o metrô em São Paulo, no Rio, em Brasília ou em Belo Horizonte pesa muito mais no bolso do consumidor do que em Londres, Paris ou Buenos Aires. É o que concluiu um estudo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que pesquisou qual o impacto das tarifas de metrô em 19 grandes cidades do mundo em relação ao salário mínimo local.

As quatro primeiras cidades do ranking são brasileiras, e a medalha de ouro ficou com Brasília. Na capital federal, uma tarifa de adulto sai por R$ 3. Quem usa o metrô para ir e voltar do trabalho ao longo de 20 dias úteis no mês desembolsa 22% do salário. O valor recai sobre o trabalho e onera ainda os empregadores que pagam vale-transporte.

O mesmo acontece em São Paulo, que ficou em terceiro no ranking. A tarifa é de R$ 2,90, e o gasto mensal na cidade para andar todos os dias úteis de Metrô é de 19,02% do salário mínimo.

A avaliação é ainda pior se considerado o tamanho da malha. A capital paulista tem 74,3 km de metrô, muito menos do que Paris, que tem 213 km e onde o gasto em relação ao salário mínimo é de 4,82%. Também ficaram colocadas entre as cidades mais caras o Rio, onde o metrô consome 22,02% do mínimo, Belo Horizonte (13,21) e Recife (11,01).

O Idec afirma que tomou alguns cuidados na pesquisa. É comum em cidades europeias, por exemplo, que o preço do metrô varie conforme a distância percorrida e o horário. Foi considerada sempre a tarifa mais baixa possível para um adulto.

O balanço que o órgão faz é que os preços de metrô pagos no Brasil são muito elevados, considerando o poder aquisitivo e a baixa extensão das linhas. 'É caro e ineficiente se comparado a outras cidades. Ainda há incoerência nos gastos, com muitos investimentos que favorecem o transporte individual', analisa a pesquisadora Adriana Charoux, coordenadora do estudo.

Caro. Especialistas em transportes divergem sobre os resultados obtidos pelo Idec. Para o professor da área de transportes na Unicamp Carlos Alberto Bandeira Guimarães, os porcentuais alcançados mostram sim um valor caro para os padrões de quem ganha salário mínimo. 'Gastar um quinto do que ganha apenas com transporte é muito.'

Ele chama a atenção, porém, para o fato de que o salário mínimo não é o padrão econômico de grande parte da população em São Paulo. E ainda destaca outras variáveis que podem ter influenciado no resultado, como o fato de cada cidade ter uma política diferente de subsídios para o sistema de transporte.

Também professor da Unicamp, Creso de Franco Peixoto argumenta que o problema está na falta de integração tarifária, que torna todo o sistema de transportes mais caro. 'Outro aspecto é com relação a bilhetes voltados ao trabalhador. Você vai a Paris e tem o Hebdomadaire, que é um bilhete para sete dias e com custo bem mais baixo. Ou então o Oyster londrino, que permite uma integração excelente de ônibus, metrô e trem de superfície.'

Já para o consultor Peter Alouche, caso se leve em consideração a integração já existente em São Paulo, com o bilhete único, é possível afirmar que a tarifa é 'baratíssima' na capital paulista. 'Foi a maior revolução no sistema de transportes no Brasil.'

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Novos trens do Metrô Rio só chegam em 2012

19/11/2011 - R7

A população do Rio de Janeiro ainda vai esperar um pouco mais para que o problema de superlotação no metrô seja resolvido. As novas composições compradas há mais de um ano chegarão somente em junho de 2012. Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, são 19 trens, com seis vagões cada, para atender as linhas 1 e 2

- Desde a inauguração do metrô do Rio nunca foi comprado nenhum trem novo. Essa é a primeira vez. Parece que o MetrôRio não tinha experiência de comprar trem e houve um problema na especificação da composição. Então, eles demoraram a entregar o projeto, o que é lamentável.

O R7 foi ao metrô testar as condições em que o carioca vai e volta para casa. Durante duas semanas (entre os dias 17 e 28 de outubro), a reportagem percorreu todas as estações das duas linhas do metrô da capital. Os problemas verificados foram desde os "usuais" atrasos e superlotações em horários de pico à falta de acessibilidade de deficientes, ar-condicionado e sinal para telefonia celular em trechos dos túneis.

A Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes) já multou a concessionária por conta de atraso. De acordo com o secretário, um novo pedido de penalidade foi feito e está sendo analisado.

Linha 4: 300 mil passageiros/dia

A linha 4 do MetrôRio, prevista para começar a operar em 2016, vai ligar a Barra da Tijuca (zona oeste) a Ipanema (zona sul) em 13 minutos. Para o centro da cidade, a viagem levará 34 minutos.

De Pavuna a Botafogo: passageiros esperam até 3 trens para embarcar

O secretário anunciou que a nova linha vai atender a mais de 300 mil passageiros. De acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), cerca de 2.000 veículos deixarão de circular pelas ruas por dia, quando começar a funcionar a linha 4.

- Serão retirados 48 mil veículos por dia das ruas. Além disso, o sistema será todo integrado e o passageiro só pagará uma passagem, podendo ir da Barra até a Pavuna ou até a Tijuca, sem fazer baldeação.

O aumento de passageiros com a chegada da linha 4 levanta a questão da superlotação dos trens, que já ocorre com a linha 1 e 2 do metrô, principalmente em horários de pico.

- O problema da superlotação é a falta de trens e o intervalo de aproximadamente seis minutos entre uma composição e outra. Até 2016, serão 66 trens em operação, mais do que o dobro do número atual. O intervalo será reduzido para três minutos.

A nova linha terá seis novas estações e 14 km de extensão. A previsão é de que as obras sejam concluídas em dezembro de 2015. O custo do empreendimento será de cerca de R$ 5,6 bilhões.

Novas estações

Jardim Oceânico: terá um acesso de cada lado da avenida Armando Lombardi, na altura do Shopping Barra Point, no início da Barra da Tijuca

São Conrado: terá estação no início do bairro, com os dois acessos próximos à Rocinha

Gávea: terá dois acessos - um na PUC-Rio e o outro em frente ao Planetário, próximo à Marques de São Vicente

Antero de Quental: serão dois acessos na praça de mesmo nome, um voltado para a avenida Bartolomeu Mitre e outra para a avenida Ataulfo de Paiva

Jardim de Alah: terá quatro acessos no Leblon - dois na Ataulfo de Paiva, próximos à avenida Borges de Medeiros e ao Shopping Leblon, e outros dois na esquina das ruas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva

Nossa Senhora da Paz: terá dois acessos na praça: um pela rua Barão da Torre e outro pela rua Visconde de Pirajá.

domingo, 20 de novembro de 2011

No Rio, Novos trens do metrô terão TV e a temperatura será de 23 graus

04/11/2011 - A Voz dos Municípios

Muitos são os detalhes a serem acertados para que os novos trens do metrô atendam efetivamente às necessidades da população e está semana foram divulgados alguns que têm tudo para agradar. Os 19 novos trens, que vão circular na linha 2, terão TV, melhor iluminação com lâmpadas de LED, circuito de refrigeração 33% maior que o atual, passagens entre os vagões e bancos longitudinais (paralelos ao corredor), permitindo maior número de passageiros. O primeiro trem chega no fim do ano, passa por teste e a previsão é que comece a operar em março.

Esse acabamento foi constatado por representantes da Concessionária Metrô Rio, que viram uma maquete em tamanho natural, na China. Entre outras novidades haverá, para quem viajar em pé, alças pega-mão, além das barras para os passageiros segurarem. Sinais sonoros indicarão o fechamento das portas. Painéis eletrônicos em LED informarão a estação em que o trem está e o lado do carro em que a porta será aberta. Cada vagão será monitorado por duas câmeras. A cor dos detalhes internos, escolhida pelos passageiros, é azul, que combina com branco e cinza, que predominam. O piso emborrachado italiano tem decoração geométrica também azul.

A refrigeração dos trens será mantida em 23 graus, independentemente da temperatura do lado de fora. Não há portas entre os vagões, permitindo a livre circulação de passageiros, de acordo com a lotação de cada. Além disso, o sistema chamado gangway permite melhor distribuição do ar-condicionado. A novidade amplia a capacidade dos trens, já que passageiros podem viajar no espaço entre os vagões nos horários de rush. Em cada vão entre os trens, cabem mais de sete pessoas. O investimento é de R$ 320 milhões.

A demonstração da maquete foi uma exigência de contrato da empresa brasileira, para ter dimensão real de como funcionarão as 114 composições que estão sendo construídas pela fábrica Changchun Railway Vehicles. Tudo foi aprovado, mas engenheiros brasileiros farão acabamentos mais detalhados quando oa carros chegarem ao Rio. É o caso, por exemplo, das alças pega-mão. "Os pega-mãos precisam de uma proteção para evitar machucar os dedos de quem segura. Isso será feito no Rio", afirmou o presidente do Metrô Rio, José Gustavo Costa. Os atuais trens da linha 2 serão transferidos para agilizar a linha 1, porém, reformados, com refrigeração modernizada.

Quando será concluído o sistema de sinalização?
Não havia sistema de proteção instalado. Estamos em fase final de instalação de um novo sistema comprado ano passado. O grau de sofisticação é bem maior. O sistema atual permitiria incidente por falha humana, embora nunca tenha ocorrido. Mas o novo evitará falhas humanas, porque é automatizado.

Como estão as obras do metrô Uruguai?
Entre 24 e 36 meses estará funcionado. Temos compromisso de entregar em 2014, mas estou tentando fazer uma surpresa.

E obras de adaptação para acesso de deficientes?
Devem ser concluídas em uns seis meses. Será o primeiro dos metrôs que não foram construídos com acessibilidade que vai atingir os 100%.

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Fonte: A Voz dos Munícipios

sábado, 19 de novembro de 2011

Rio: comprados há mais de 1 ano, novos trens do metrô só chegam em 2012

19/11/2011 - R7, Monique Cardone

Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, são 19 trens, com seis vagões cada
  
Divulgação
No projeto, as novas estações são mais modernas

A população do Rio de Janeiro ainda vai esperar um pouco mais para que o problema de superlotação no metrô seja resolvido. As novas composições compradas há mais de um ano chegarão somente em junho de 2012. Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, são 19 trens, com seis vagões cada, para atender as linhas 1 e 2.

- Desde a inauguração do metrô do Rio nunca foi comprado nenhum trem novo. Essa é a primeira vez. Parece que o MetrôRio não tinha experiência de comprar trem e houve um problema na especificação da composição. Então, eles demoraram a entregar o projeto, o que é lamentável.

O R7 foi ao metrô testar as condições em que o carioca vai e volta para casa. Durante duas semanas (entre os dias 17 e 28 de outubro), a reportagem percorreu todas as estações das duas linhas do metrô da capital. Os problemas verificados foram desde os "usuais" atrasos e superlotações em horários de pico à falta de acessibilidade de deficientes, ar-condicionado e sinal para telefonia celular em trechos dos túneis.

A Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes) já multou a concessionária por conta de atraso. De acordo com o secretário, um novo pedido de penalidade foi feito e está sendo analisado.

Linha 4: 300 mil passageiros/dia

A linha 4 do MetrôRio, prevista para começar a operar em 2016, vai ligar a Barra da Tijuca (zona oeste) a Ipanema (zona sul) em 13 minutos. Para o centro da cidade, a viagem levará 34 minutos.

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O secretário anunciou que a nova linha vai atender a mais de 300 mil passageiros. De acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), cerca de 2.000 veículos deixarão de circular pelas ruas por dia, quando começar a funcionar a linha 4.

- Serão retirados 48 mil veículos por dia das ruas. Além disso, o sistema será todo integrado e o passageiro só pagará uma passagem, podendo ir da Barra até a Pavuna ou até a Tijuca, sem fazer baldeação.

O aumento de passageiros com a chegada da linha 4 levanta a questão da superlotação dos trens, que já ocorre com a linha 1 e 2 do metrô, principalmente em horários de pico.

- O problema da superlotação é a falta de trens e o intervalo de aproximadamente seis minutos entre uma composição e outra. Até 2016, serão 66 trens em operação, mais do que o dobro do número atual. O intervalo será reduzido para três minutos.
A nova linha terá seis novas estações e 14 km de extensão. A previsão é de que as obras sejam concluídas em dezembro de 2015. O custo do empreendimento será de cerca de R$ 5,6 bilhões.

Novas estações

Jardim Oceânico: terá um acesso de cada lado da avenida Armando Lombardi, na altura do Shopping Barra Point, no início da Barra da Tijuca

São Conrado: terá estação no início do bairro, com os dois acessos próximos à Rocinha

Gávea: terá dois acessos - um na PUC-Rio e o outro em frente ao Planetário, próximo à Marques de São Vicente

Antero de Quental: serão dois acessos na praça de mesmo nome, um voltado para a avenida Bartolomeu Mitre e outra para a avenida Ataulfo de Paiva

Jardim de Alah: terá quatro acessos no Leblon - dois na Ataulfo de Paiva, próximos à avenida Borges de Medeiros e ao Shopping Leblon, e outros dois na esquina das ruas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva

Nossa Senhora da Paz: terá dois acessos na praça: um pela rua Barão da Torre e outro pela rua Visconde de Pirajá.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Obras da Linha 4 do metrô vão interditar quatro praças da Zona Sul

18/11/2011 - O Globo

RIO - As obras para levar o metrô da Zona Sul até a Barra da Tijuca vão interferir no trânsito e interditar por tempo ainda indeterminado, a partir do início do ano que vem, o acesso do público às praças Antero de Quental (Leblon) e Nossa Senhora da Paz (Ipanema); e ao Jardim de Alah, onde serão construídas as novas estações. Na Gávea, após estudar a alternativa de uma estação na Praça Santos Dumont, o estado bateu o martelo e decidiu mesmo fazer as obras no estacionamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), que também terá o acesso fechado ao público. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo secretário-chefe da Casa Civil, Régis Fitchner, ao apresentar um cronograma mais detalhado da construção de seis novas estações do sistema: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Da praça Nossa Senhora da Paz, o metrô seguirá até a Praça General Osório, também em Ipanema, atual estação terminal da Linha 1 do Metrô na Zona Sul que em princípio não seria interditada.
Mais de um quilômetro de túneis já foram escavados para a construção das estações Jardim Oceânico e Gávea, porque, segundo o Estado, essa parte da obra já tinha licença ambiental. Na Zona Sul, a Secretaria de Transportes já iniciou a escavação de um túnel de serviço entre Copacabana e a Praça General Osório. O início de outras intervenções na Zona Sul ainda depende de licenciamento no Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Em dezembro, o estado realizará uma audiência pública para apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) que será anexado ao processo. Regis espera que a licença saia em janeiro.
- Nós ainda estamos estudando com a prefeitura do Rio as mudanças que teremos de fazer no trânsito e o tempo que vamos precisar manter as praças bloqueadas. Devemos anunciar isso em 15 dias. A interdição das praças será necessária para escavar estações mas elas serão recuperadas e devolvidas à população - disse Régis Fitchner.
A CET-Rio preferiu não se manifestar porque os estudos viários não estão prontos. Já a PUC decidiu que só vai tratar do assunto após ser notificada oficialmente pelo Estado sobre o projeto para a sua área externa.
O secretário-chefe da Casa Civil revelou também que os estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada como consultor, reduziram a estimativa dos gastos com obras, compra de trens e equipamentos para colocar o serviço em funcionamento. Em lugar de R$ 6 bilhões, acredita-se agora que serão gastos cerca de R$ 5,6 bilhões. Deste total já foram gastos apenas pouco mais de R$ 100 milhões. O governo do estado entraria com mais de R$ 4 bilhões a serem investidos principalmente nas obras enquanto as concessionárias Metrô Rio (operadora da Linha 1 e 2) e Rio-Barra investiriam na compra dos trens e outros itens. Segundo a FVG, para que o novo serviço opere com um mínimo de conforto a intervalos de três minutos será necessário adquirir 17 novas composições para absorver uma demanda inicial de mais de 300 mil viagens por dia.
O governo do Estado negocia empréstimos para executar a sua parte. Cerca de R$ 3 bilhões estão sendo solicitados ao BNDES. Mais 500 milhões de Euros estão sendo negociados com a Agência Francesa de Desenvolvimento. Semana que vem, uma missão dos franceses chega ao Rio para discutir o financiamento.
Régis disse descartar a possibilidade das 17 novas composições chegarem atrasadas na cidade. Isso aconteceu, por exemplo, com os 30 trens encomendados pela concessionária Metrô Rio para melhorar a operação do sistema existente reduzindo o intervalo entre as composições de seis para três minutos. Os trens deveriam ter chegado em agosto do ano passado mas somente agora o fabricante começa a entregar a nova frota. O próprio Regis lembrou que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) multou a companhia em R$ 374 mil e o governo do Estado já pediu que a empresa seja punida mais uma vez. O tempo de fabricação de um trem novo é de 30 meses:
LEIA MAIS: Vídeo mostra como pode ser nova ponte da Linha 4 do metrô
- O problema foi que a concessionária falhou quando definiu as especificações técnicas para o fabricante. As especificações agora serão as mesas. Se os trens forem contratados em janeiro de 2013 estarão prontos a tempo - disse Regis.
A previsão do governo do estado é concluir as obras para iniciar testes de operação em dezembro de 2015. Isso porque o sistema terá que estar em operação para as Olimpíadas de 2016 em agosto. No mês que vem será marcada uma audiência pública para apresentar à população o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para o trecho entre a Gávea e Praça General Osório. O projeto prevê o uso do trecho construído da Linha 4 (entre Barra e a Gávea) como uma extensão da Linha 1. O usuário poderá se deslocar entre o Jardim Oceânico e a Tijuca sem trocar de trens em 48m13s. A viagem até a Central do Brasil levaria 38m37s. Haverá baldeações apenas se o passageiro fizer uso numa mesma viagem das linhas 1 e 2. Nesse caso, o tempo de viagem entre o Jardim Oceânico e a Pavuna, por exemplo, ficaria em 1h20.
Na Zona Sul, o projeto prevê que as estruturas das estações serão construídas antes escavações do túnel por onde circularão as composições. As escavações serão feitas por uma perfuradora especial conhecida como Shield ou Tatuzão.
O detalhamento das obras pelo estado ocorre em meio a uma polêmica. Dezoito associações de moradores criaram o movimento O Metrô Que Nós Queremos defendendo um traçado diferente para a ligação Barra-Zona Sul- Centro. O grupo propõe a criação de um traçado independente da Linha 1. A partir da Gávea, ele seguiria pelo Jardim Botânico, Humaitá, Laranjeiras (ou Cosme Velho) se interligando com a Carioca.
O grupo encaminhou ao Ministério Público uma representação contra o projeto. No início de novembro, o promotor Carlos Frederico Saturnino entrou com uma ação na 15ª Vara de Fazenda Pública pedindo a suspensão das obras. Na ação, o promotor argumenta que as obras em execução não são aquelas que originalmente receberam licenciamento ambiental.
Antes de se decidir juiz Luiz Fernando de Andrade Pinto pediu informações ao estado.
- As obras que estamos executando estão com a as licenças ambientais em dia. Lamento que o promotor tenha entrado na Justiça sem ouvir o estado - disse Régis.
Carlos Frederico dá outra versão:
- A acusação não procede. Antes de propormos a ação, o secretário de Transportes, o coordenador de licenciamento do Inea e a Rio Trilhos foram ouvidos. O projeto está descaracterizado em relação a licença original. O que está se construindo não é a Linha 4 mas uma extensão da Linha 1 - disse o promotor.

Para o secretário, o traçado escolhido é o que terá o melhor custo-benefício.
- O outro traçado pelo Jardim Botânico levaria a metade dos passageiros. Além disso, essa ligação é que tem potencial para tirar mais carros da rua (cerca de 800 veículos por hora). E passa pela orla, uma região mais estratégica da Cidade por sua importância turística e comercial. Além disso, por esse traçado poderemos cobrar uma tarifa única (R$ 3,10 em valores atuais). Só tpinhamos recursos para fazer uma ligação e escolhemos essa. O próximo governo pode continuar a ampliar o sistema. Minha sugestão nesse caso é que seja feita a ligação direta Gávea-Centro - justificou Regis Fitchner.
Programa de família

Visitar as obras da Linha 4 do metrô, na Barra da Tijuca, virou um programa de família. Iniciativa do Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB) e da Secretaria estadual de Transportes, a visitação começa com a exibição de um vídeo sobre o projeto da Linha 4. Em seguida, os visitantes são levados em vans até o interior do túnel. O passeio acontece todo último fim de semana do mês. O agendamento é feito pelo e-mail visitaguiada@ccrblinha4.com.br ou pelo telefone 3389-2100.

Linha 4 do metrô vai ligar Barra da Tijuca ao Centro em menos de 40 minutos

18/11/2011 - Agência Rio

Da Redação

O projeto da Linha 4 do metrô, que ligará a Zona Oeste à Zona Sul do Rio, foi detalhado nesta sexta-feira (18) pelo Governo do Estado. O trajeto da Barra da Tijuca ao Centro da cidade será feito em menos de 40 minutos. De acordo com estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o novo trecho do metrô vai transportar mais de 300 mil passageiros por dia, retirando das ruas cerca de dois mil veículos por hora.

O trajeto da Linha 4 do metrô terá 14 quilômetros de extensão, passando pela orla da Zona Sul, com o objetivo de atender ao maior número de passageiros possível. Para isso, serão construídas seis nPovas estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A ligação entre a Linha 4 e a Linha 1 do metrô será feita pela estação General Osório, em Ipanema, que passará por uma expansão com duas plataformas de embarque e desembarque.

A Linha 2 do metrô – que liga a Pavuna a Botafogo – será estendida até Ipanema. Com isso, o trajeto da Pavuna até a Barra da Tijuca poderá ser feito em apenas 1h20, com transbordo na estação General Osório. Atualmente, um passageiro que faça o mesmo percurso utilizando o metrô e o ônibus de integração leva 2h20 para chegar ao destino final.

Para o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, o projeto é um marco na área de transporte público do Rio. "O passageiro terá rapidez e conforto na viagem. Serão comprados trens melhores, mais modernos. Além disso, o passageiro vai pagar uma tarifa única em todo o sistema. Em termos de mobilidade urbana, será a mais importante obra feita pelo estado", afirmou.

As obras, que começaram em junho de 2010 e devem ser concluídas em dezembro de 2015, estão orçadas em R$ 5,6 bilhões. No que se refere aos investimentos do Governo do Estado, são R$ 3 bilhões financiados pelo BNDES e mais meio bilhão de euros da Agência Francesa de Desenvolvimento.

Mais trens em operação

 Apontada pelos usuários como um dos principais problemas do sistema metroviário, a superlotação está com os dias contados. Atualmente, há 30 composições em circulação. No entanto, em 2016, esse número chegará a 66 – mais do que o dobro. A partir de 2012, 19 novos trens começarão a circular nas Linhas 1 e 2. Em 2015, com a inauguração da Linha 4, outras 17 novas composições vão entrar em operação.

"Com maior número de trens circulando, não haverá superlotação mesmo com o aumento do número de passageiros transportados pela Linha 4. Além disso, estudos de demanda mostram que cerca de 80% dos passageiros que embarcarem na Barra já terão desembarcado antes de chegar à estação Botafogo", explicou o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner.

Na Barra da Tijuca, a ligação entre a estação Jardim Oceânico e o Terminal Alvorada será feita por BRTs, sistema de transporte rápido por ônibus que será implementado pela Prefeitura do Rio. Além disso, os moradores da favela da Rocinha, ocupada no último domingo (13) pelas forças de segurança do estado, serão beneficiados pela integração do teleférico da comunidade – que será construído - com a estação de metrô São Conrado.

Intervenções para as obras

As obras de expansão da estação General Osório, em Ipanema, e de escavação do trecho Oeste (Barra-Gávea) têm licença ambiental. Já o trecho Sul (Gávea-Ipanema) ainda está em fase de licenciamento. Uma vez obtida a licença ambiental, prevista para início de 2012, serão iniciadas as obras na Zona Sul da cidade, entre a Gávea e a Praça General Osório.

Para minimizar os impactos da obra sobre a população, o Governo do Estado, a Prefeitura e o Consórcio Rio-Barra vão utilizar o Shield, conhecido como “tatuzão”, para escavar os túneis subterrâneos. Essa será a primeira vez que o equipamento – importado da Alemanha – será utilizado no Rio. A máquina é silenciosa e não provoca trepidação, evitando incômodo aos moradores.

Em duas semanas, o Governo do Estado deve detalhar o cronograma de interdição de ruas e praças para a realização da obra.

 

sábado, 12 de novembro de 2011

Obras da Linha 3 do metrô vão começar com R$ 62,5 milhões

05/01/2009 - Srzd

O secretário de Transportes Julio Lopes se reuniu, nesta segunda-feira com o governador Sérgio Cabral para passar detalhes do convênio assinado com a União no valor de R$ 62,5 milhões que vão garantir o início à construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo. A assinatura do convênio foi a última grande ação da Secretaria de Transportes no ano de 2008. O repasse foi formalizado no dia 30 de dezembro com a Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, ligada ao Ministério das Cidades, a tempo de garantir os recursos empenhados pelo Governo Federal para o projeto.
 
Do total do convênio, R$ 50 milhões serão repassados pela União, a fundo perdido, e os R$ 12 milhões restantes serão investidos pelo governo do estado. Os recursos servirão para execução do projeto executivo do elevado que ligará a Estação de Barreto, em Niterói, a Estação Alcântara, em São Gonçalo, num total de 12 quilômetros de linha, e para o início da construção deste trecho. A definição sobre as obras entre a Praça Araribóia, no Centro de Niterói, e a Estação Barreto ainda será discutida com a nova equipe da Prefeitura de Niterói.
 
"Esse convênio é muito significativo. É a primeira vez que o Governo Federal investe a fundo perdido no sistema de metrô do Rio de Janeiro. Todas as outras obras de expansão da rede metroviária foram financiadas com recursos do BNDES. Isso mostra o grau de confiança e comprometimento do Governo Federal com o Governo do Estado do Rio", comentou o secretário Julio Lopes.
 
Nesta terça-feira, a equipe técnica da Secretaria de Transportes se reunirá com o consórcio Construtor Fluminense, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Carioca Engenharia, para planejar o início da instalação do canteiro de obras e ajustar pendências do plano de trabalho. A expectativa da secretaria é de que, ainda no primeiro semestre deste ano, as obras já tenham começado.
 
A Linha 3 do metrô ligará o Centro de Niterói (Estação Araribóia) a São Gonçalo (Estação Guaxindiba). O projeto prevê a construção de 14 estações (Araribóia, Jansen de Mello, Barreto, Neves, Vila Laje, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Mauá, Antonina, Trindade, Alcântara, Jardim Catarina e Guaxindiba) e o cronograma previsto para a execução da obra é de três anos e meio.

A construção da Linha 3 beneficiará 350 mil passageiros por dia, com redução significativa do tempo de deslocamento. Nos horários de pico, o tempo de deslocamento no trecho Niterói-São Gonçalo que é de 1h25, cairá para apenas 20 minutos com o novo sistema. A obra proporcionará também a criação de oito mil novos empregos, sendo 2.500 diretos e 5.500 indiretos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MP quer suspensão das obras do Metrô no Rio

03/11/2011 - Agência Estado

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) propôs à Justiça a suspensão das obras da Linha 4 do Metrô até que seja concluído todo o processo de licenciamento ambiental. A ação civil pública tem o apoio de 18 associações de moradores. Subscrita pelo promotor Carlos Frederico Saturnino, titular da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural da Capital, a ação aponta as ilegalidades no licenciamento do projeto, que teve metade do traçado original descaracterizado.

São alvo da ação Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Riotrilhos), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a Concessionária Rio-Barra S/A e a CBPO Engenharia Ltda. O objetivo da ação é fazer com que os citados apresentem o projeto completo da Linha 4 à sociedade, entre outros pedidos.

O traçado original da Linha 4 do Metrô, já licitado, licenciado e aprovado pela população, previa a ligação da Barra da Tijuca à Linha 1 por meio das seguintes estações: Jardim Oceânico - São Conrado - Gávea - Jóquei (Jardim Botânico) - Humaitá - Morro de São João (Botafogo). No entanto, o projeto em execução prevê a configuração Jardim Oceânico - São Conrado - Antero de Quental - Jardim de Alah - Praça da Paz - General Osório 2.

O primeiro aspecto ressaltado pela ação diz respeito ao trecho Jardim Oceânico - Zona Sul, cujo projeto é diferente do licenciado. Segundo o promotor, a mudança afronta as normas ambientais e constitucionais.