sábado, 30 de julho de 2011

Metrô do Rio realiza mega simulação de acidente neste sábado

29/07/2011 - O Dia

O Metrô-Rio realiza este treinamento preventivo uma vez ao ano, para capacitar a equipe da empresa a atuar em situações de emergência como acidentes e incêndio com vítimas.

Rio - O Metrô-Rio fará uma mega simulação de acidente neste sábado, dia 30, das 10h às 11h30, no elevado (ponte em arco) que fica entre as estações São Cristovão e Cidade Nova, em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a CET-Rio. A circulação de trens não será afetada, já que o trecho não funciona nos fins de semana. Para evitar o pânico, serão emitidos avisos sonoros nas estações das Linhas 1 e 2. Estarão envolvidas na ação 110 pessoas entre agentes de segurança, engenheiros e técnicos. O trânsito nas ruas próximas não sofrerá alterações.

No exercício, o trem usado sairá da Estação Maracanã às 9h50. Durante a ação, dois carros da composição serão destinados para colaboradores voluntários que interpretarão as vítimas e os outros quatro serão ocupados por convidados. O trem ficará parado no elevado, entre as estações São Cristovão e Cidade Nova, para simular uma situação de incêndio com feridos. Máquinas de fumaça darão mais realismo ao ensaio. Após 10 segundos, por meio do acionamento do dispositivo de emergência, o condutor será notificado do incêndio e avisará o Centro de Controle de Tráfego, que tomará todas as decisões e acionará o socorro. Acionados, os bombeiros vão sair do quartel de Vila Isabel e farão o deslocamento até o ponto da simulação.

O Metrô-Rio realiza este treinamento preventivo uma vez ao ano, para capacitar a equipe da empresa a atuar em situações de emergência como acidentes e incêndio com vítimas.

Fonte: Jornal O Dia/RJ
 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Metrô ganha monitores em estações para alertar sobre lotação

População pode ver movimentação nas plataformas e optar ou não pelo embarque

26/07/2011 - R7
  
A concessionária Metrô Rio investiu em novos equipamentos e instalou monitores nas estações, com o objetivo de informar à população sobre como está o movimento nas plataformas.

A empresa quer diminuir as lotações e melhorar o serviço. Segundo o gerente Joubert Flores, a iniciativa vai facilitar a vida do usuário.

- O compromisso que nós temos é informar em qual situação está o sistema, cheio demais ou não, para dar o direito de escolha às pessoas, até a expansão da frota.

De acordo com Flores, o sistema já oferece todos os carros disponíveis e, enquanto não houver mais composições, não há como aumentar a oferta.

Para ele, qualquer ajuda, sugestão ou informação do usuário é importante e passa pelos funcionários da concessionária.

- Nós analisamos toda informação que recebemos, seja através de SAC, twitter ou qualquer meio e, dentro das possibilidades, procuramos implementá-las no sistema. Em relação aos intervalos praticados, são os menores possíveis, de acordo com o número de trens disponíveis. Até ano que vem, quando houver expansão da frota, não há como aumentar lugares.

R7
 

Moradores do Leblon reclamam das obras da linha 4 do metrô

26/07/2011 - R7

Trabalhadores começam a ampliar estação General Osório

As obras da linha 4 do metrô avançaram para uma nova etapa, que é a ampliação da estação General Osório, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Apesar das melhorias e progresso, alguns moradores não concordam com a expansão.

O fato de haver um transporte rápido passando por bairros nobres da cidade causa polêmica. Os moradores do Leblon, na zona sul, não querem que o metrô passe pelo bairro. Segundo o presidente da Associação de Proprietários de Prédios, o local é muito pequeno e já tem uma infraestrutura de transporte público satisfatória.

- o Leblon é um bairro atípico, por ser muito pequeno, e já é muito bem atendido pela integração.  Para ir ao centro, há a integração que nos leva para Ipanema, em pouquíssimos minutos, ou para Botafogo. Se vier a estação Gávea, melhor ainda.

A linha 4 vai ligar Ipanema até a Barra da Tijuca, na zona oeste, e terá 14km de extensão. Ao longo do trajeto, surgirão seis novas estações: Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental; no Leblon, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.

A estimativa é que 240 mil pessoas se desloquem todos os dias pelo novo trecho.

Assista ao vídeo:

25/07/2011 - R7

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Gastos com terceirização dos veículos da Polícia Militar dariam para triplicar a frota

23/07/2011- O Globo, Fábio Vasconcellos (fabiovas@oglobo.com.br)

MANUTENÇÃO DE VW A CUSTO DE BMW

RIO - O projeto do governo do estado de terceirização dos carros da Polícia Militar - cujos contratos com uma única empresa somam mais de R$ 900 milhões - desembolsa, apenas com a manutenção dos carros, dinheiro suficiente para triplicar a frota. Assinado em 2007, o primeiro contrato com a Júlio Simões Transportes previa aquisição, manutenção e gestão de 578 Gols e 54 Blazers. Do total de R$ 69,8 milhões, cerca de 67% foram destinados à empresa em 30 parcelas iguais para arcar com a manutenção dos carros. A discrepância dos valores levou a 7 Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Ministério Público estadual a instaurar um inquérito para apurar indícios de superfaturamento no negócio.

DEFESA: Governo diz que desgaste de carros da polícia é bem maior que o de veículos

Valor é maior que o pago pela Defesa Civil

A terceirização da frota foi uma espécie de resposta ao filme "Tropa de Elite", que, em 2007, mostrou a corrupção nas oficinas que existiam nos batalhões. O projeto conseguiu mudar o aspecto dos carros da polícia e agilizou a reposição dos veículos danificados, mas tudo a um custo nunca antes visto. No primeiro contrato, que serviu de modelo para os demais, o governo pagou R$ 2.313 pela manutenção mensal de cada um dos 578 Gols. Ao fim de 30 meses - antes da prorrogação que levou o contrato a ser encerrado apenas no ano passado -, o estado desembolsou R$ 40 milhões em reparos. Com esse dinheiro, que equivale hoje a R$ 47 milhões, seria possível adquirir 1.243 novos Gols, modelo 2011, completos, com motor 1.6 - sem levar em conta o desconto que o estado poderia ganhar.

Caso optasse por trocar a frota periodicamente, o dinheiro da manutenção daria para o governo substituir os 578 Gols a cada dez meses - período no qual os carros da polícia rodam, em média, cem mil quilômetros. Em outros dois contratos (2008 e 2010), o custo unitário e mensal com a manutenção dos Gols continuou elevado: R$ 2.685 e R$ 2.892.

Os valores acertados entre 2007 e 2010 pelo governo para a manutenção dos veículos superam até mesmo o preço obtido pela Secretaria estadual de Defesa Civil na semana passada. O órgão anunciou a contratação da Peça Oil Distribuidora para fazer a manutenção preventiva e corretiva de 115 ambulâncias. O valor mensal a ser pago por cada veículo ao longo de seis meses: R$ 2.212.

Para ter outros parâmetros de comparação, O GLOBO conversou com técnicos de três concessionárias da Volkswagen localizadas na Barra, na Zona Sul e na Zona Norte. Segundo eles, um Gol zero deve passar por revisão a cada dez mil quilômetros ou seis meses de uso. Os técnicos explicaram que, para um carro que roda até cem mil quilômetros a cada dez meses, seriam necessárias ainda revisões mais completas, possivelmente com a substituição de amortecedores, suspensão, pneus e itens que sofrem desgaste no motor. Além disso, seria preciso fazer alinhamento e balanceamento. No total, com as revisões mensais e outras duas mais completas, o governo gastaria cerca de R$ 11.200 em dez meses com cada Gol. Com a Júlio Simões, o estado pagou R$ 23 mil.

Para Cláudio Gurgel, professor de administração pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), os valores desembolsados não são razoáveis. Na avaliação de Gurgel, mesmo que a concepção de terceirizar a frota da polícia seja acertada, os cálculos sobre os custos do serviço deveriam ter sido feitos pelo governo antes da assinatura dos contratos:

- Um dos princípios da administração pública é a razoabilidade. Esses valores não me parecem razoáveis. O gestor público, que infelizmente vem abrindo mão de gerir o serviço público em favor do setor privado, tem a obrigação de fazer essas contas e cobrar do prestador que ele reduza os valores.

Já Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec, considera que os valores dos contratos poderiam ser reavaliados. Para ele, os custos mostram que não se pode descartar, por exemplo, a hipótese de substituição de toda a frota a cada período específico e, além disso, com uma possível negociação direta com os fabricantes:

- Sabemos que os carros da PM de fato sofrem um desgaste grande. São veículos que circulam 24 horas por dia e que sofrem avarias constantes. Mas os valores mostram que é preciso uma reavaliação, com a possibilidade de aquisição dos carros a cada dez meses, por exemplo. É uma possibilidade que pode ser levada em conta, dados os custos dos contratos de manutenção.

Desde 2007, o governo assinou quatro contratos com a Júlio Simões - agora denominada apenas JSL - que somam R$ 418 milhões. Todos são para aquisição, manutenção e gestão da frota de 3.344 veículos para a polícia, entre eles Gols, Blazers, picapes, motos e furgões. A frota foi distribuída inicialmente entre os batalhões da capital e da Baixada Fluminense, mas hoje já atende a todo o estado. Há duas semanas, o governo assinou mais um contrato de terceirização da frota, dessa vez com a CSBrasil Transportes, empresa do grupo JSL, no valor de R$ 490 milhões. Serão mais 1.508 veículos novos: 1.187 Renault Logans e 321 Blazers.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Explosões para ampliação do metrô começam na quinta-feira em Ipanema, para ligar Linha 1 até a 4

20/07/2011 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

O governo do estado começa na quinta-feira a fazer detonações em rochas do Morro do Pavão-Pavãozinho, para levar a Linha 1 do metrô, da Praça General Osório, em Ipanema, até a Gávea, onde ela se conectará à Linha 4 (Barra-Zona Sul). Os trabalhos, que fazem parte do pacote de obras para os Jogos de 2016, envolvem a abertura de uma via de serviço, para que os operários construam uma expansão da Estação General Osório. As explosões acontecerão duas vezes ao dia, nos intervalos de circulação das composições.

Obras devem ficar prontas em dezembro de 2015

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, confirmou ontem que as seis novas estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Praça Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e a expansão da General Osório estarão prontas em dezembro de 2015, para entrar em testes e estar em funcionamento nas Olimpíadas.

O túnel de serviço será escavado no Morro do Pavão-Pavãozinho a partir de um canteiro de obras montado na esquina das ruas Professor Gastão Baiana e Barata Ribeiro, em Copacabana. O gerente de Obras da Riotrilhos, Marco Antônio Lima Rocha, explicou que as novas instalações serão construídas oito metros abaixo da estrutura hoje existente. Pelos novos trilhos passarão os trens que seguirem para a Barra ou retornarem de lá.

- É a melhor solução, já que as obras de expansão estão sendo feitas numa cidade já consolidada. Uma alternativa seria expandir os trilhos a partir da estação já existente. Mas, nesse caso, teríamos um custo elevado para desapropriar imóveis na Rua Barão da Torre (em Ipanema) - disse Marco.

O túnel de serviço terá 220 metros e, após o término das obras, servirá como saída de emergência da Linha 1. A expectativa é que as obras terminem até dezembro. Também com o uso de dinamite, na etapa seguinte, que levará dois anos, operários avançarão 500 metros na rocha para construir a nova estação da Praça General Osório.

- Acreditamos que os passageiros podem nem perceber a trepidação das explosões. As detonações provocarão uma trepidação inferior à que é possível perceber quando um trem do metrô passa por alguns pontos da cidade - acrescentou o gerente da Riotrilhos.

Obras da segunda etapa terão escavadeira gigante

A extensão da estação General Osório é fundamental para dar início a uma outra etapa da ampliação. Para isso, a Secretaria estadual de Transportes está concluindo as especificações técnicas para comprar uma escavadeira gigante, a Tunnel Boring Machine (TBM), conhecida também como Shield.

O equipamento, que no Brasil é usado na expansão do metrô de São Paulo, será responsável por escavar o túnel até a Gávea. As escavações no trecho entre as estações do Jardim Oceânico e da Gávea começaram a ser feitas no ano passado.

- O equipamento será fabricado sob medida, para atender às condições de solo do Rio. Boa parte dessas escavações será feita dentro d'água, no lençol freático - explicou Marco Rocha.

O secretário Júlio Lopes acrescentou que, no primeiro trimestre de 2013, quando a montagem da escavadeira gigante tiver sido concluída, a estrutura das demais estações já deverá estar pronta.

- O que esse equipamento fará é abrir caminho para interligar as novas estações - disse o secretário de Transportes.

Polêmica sobre traçado ainda não acabou

As obras em Ipanema são retomadas sem que a polêmica sobre o traçado da Linha 4, que envolve moradores da Zona Sul e da Barra da Tijuca, tenha chegado ao fim. Um grupo defende uma rota alternativa ao traçado previsto para o trecho Barra-Ipanema. Ao chegar à estação da Gávea, em vez de seguir pela Linha 1, a Linha 4 seria expandida até o Centro, passando por Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras.

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, voltou a defender o traçado que será executado. Mas disse que, após as escavações, o Shield será posicionado na Gávea de forma a permitir que, depois de 2016, novas escavações sejam feitas para a rede metroviária.

- A opção que escolhemos terá uma demanda de 240 mil passageiros por dia. Na rota alternativa, 120 mil usuários seriam transportados - argumentou o secretário.

Para as obras de ampliação da estação General Osório e o pagamento de 30% dos custos da fabricação do Shield, há cerca de R$ 330 milhões assegurados. Falta ainda definir de onde virão os recursos para prosseguir com as obras até a Gávea. A Fundação Getúlio Vargas, contratada pelo estado para os estudos de ampliação da Linha 1, ainda não fechou o orçamento. Mas a estimativa é que os gastos podem chegar a R$ 5 bilhões.

- Ainda estamos negociando empréstimos tanto com o BNDES quanto com a Agência Francesa de Desenvolvimento - disse Lopes

Estado inicia nova etapa de obras da Linha 4

20/07/2011 - Agencia Rio

Uma nova etapa das obras da Linha 4 do metrô será iniciada nesta quinta-feira (21). A Secretaria estadual de Transportes fará a primeira detonação com explosivos para a construção do túnel subterrâneo que será aberto entre Ipanema e Gávea.

Este será o quarto canteiro de obras para a execução do traçado que conectará as Linhas 1 e 4, permitindo que 240 mil pessoas se desloquem diariamente da Barra ao Centro da cidade em apenas 35 minutos. As obras da Linha 4 – que acontecem à frente de seu cronograma inicial, já contabilizam quase um quilômetro de túneis escavados na Barra, em direção a São Conrado, bairro onde também já foi iniciada a construção de uma estação.

O início das escavações do trecho Ipanema/Gávea acontece nesta quinta-feira (21), às 14, no canteiro de obras do túnel de serviço da estação General Osório, na esquina das ruas Barata Ribeiro e Professor Gastão Bahiana, em Copacabana.

PB
 

 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Problemas técnicos provocam fumaça em metrô da Linha 1 e passageiros são obrigados a desembarcar

20/07/2011 - O Globo

RIO - Os passageiros que seguiam para Ipanema pelo metrô no fim da tarde esta quarta-feira levaram um susto quando, na altura da estação Flamengo, a composição começou a soltar fumaça. O incidente aconteceu às 18h13m. Por medida de segurança, a energia nos trilhos foi desligada e os passageiros desembarcaram na plataforma.

EU-REPÓRTER: Estava dentro da composição que teve problemas ou em alguma estação afetada? Mande suas fotos e seu depoimento!

Em nota, a concessionária MetrôRio informou apenas que a fumaça foi decorrente uma "avaria técnica" e que a composição foi retirada de circulação para manutenção, sem especificar também por quanto tempo os trilhos ficaram sem energia. De acordo com a empresa, os intervalos entre as composições estão sendo regularizados.

No fim de junho, um apagão fechou todas as 35 estações das linhas 1 e 2 do metrô por cerca de uma hora . À época, a concessionária admitiu que um problema interno, causado por um equipamento que não suportou uma oscilação no abastecimento de energia, provocou a pane. Titular da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, o promotor Carlos Andresano Moreira disse que a Metrô Rio poderia ser multada em R$ 10 mil por dia, por item descumprido do termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado entre a concessionária e o Ministério Público, em abril do ano passado. No documento, a empresa se compromete a manter o sistema em bom estado de conservação.

Tecnologia de perfuração abre caminho para o novo metrô do Rio

19/07/2011 - Jornal de Floripa

Pela primeira vez, em 40 anos, o metrô do Rio usou um fio de aço revestido de diamante, chamado de fio diamantado.

A montanha não dá sinais do que anda acontecendo abaixo do solo que a sustenta. São galerias, túneis e uma escavação de 550 metros de comprimento. Trata-se de uma das linhas do metrô que vai ligar Ipanema, na Zona Sul do Rio, à Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. É um percurso de 4,5 quilômetros e que, quando ficar pronto, vai transportar mais 240 mil passageiros por dia.

Quase no meio do caminho existe uma pedra – uma pedreira, que não pode ser explodida por causa da vizinhança. É uma área cheia de prédios residenciais. Por isso, os técnicos lançaram mão de uma tecnologia avançada. Pela primeira vez, em 40 anos, o metrô do Rio usou um fio de aço revestido de diamante, chamado de fio diamantado. Ele corta e divide o rochedo em blocos de pedra. Assim eles podem ser removidos sem precisar de explosivos.

“Não poderíamos usar detonações, porque estaríamos projetando as pedras pela Barra afora. Com esse processo, que é processo muito delicado, é como se fosse um fio dental. Nós vamos tirando os blocos e depois retirando os blocos pelo lado de dentro sem nenhum risco. No momento em que o fio diamantado é acionado, água é a lubrificação da rocha para que o fio
não arrebente. É como se fosse um colar cheio de diamantes”, explica Bento Lima, diretor de engenharia da Secretaria de Transportes do Rio.

Toda a água que brota das perfurações é aproveitada na própria obra, o que representa uma economia de 40 mil litros por dia. Máquinas pesadas, concreto: ousadia em nome do progresso, mas que também requer certo cuidado com a vegetação que sempre foi a dona da montanha.

Assim que as obras começaram, os técnicos tiveram de retirar mais de duas mil bromélias que estavam bem na mira das escavadeiras e dos tratores. Logo, espécies raras e em extinção, mudaram de moradia. Agora dividem o espaço com outras bromélias no Jardim Botânico, onde as espécies estão sendo identificadas e bem tratadas, mas em breve devem mudar de endereço outra vez.

“Vamos tratá-las no Jardim Botânico dentro de coleção e no futuro usá-las. Queremos diminuir problemas impactados na mesma região e voltar as plantas para a natureza e melhorar natureza, não só salvando plantas e o ambiente também”, afirma o botânico do Jardim Botânico, Claudio Fraga.

Explosões para ampliação do metrô começam na quinta-feira em Ipanema, para ligar Linha 1 até a 4

19/07/2011 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães (luiz.magalhaes@oglobo.com.br)

RIO - O governo do estado começa na quinta-feira a fazer detonações em rochas do Morro do Pavão-Pavãozinho, para levar a Linha 1 do metrô, da Praça General Osório, em Ipanema, até a Gávea, onde ela se conectará à Linha 4 (Barra-Zona Sul). Os trabalhos, que fazem parte do pacote de obras para os Jogos de 2016, envolvem a abertura de uma via de serviço, para que os operários construam uma expansão da Estação General Osório. As explosões acontecerão duas vezes ao dia, nos intervalos de circulação das composições.

VÍDEO: Confira detalhes das detonações para a expansão da Linha 1 do metrô

INFOGRÁFICO: Saiba mais sobre a obra

Obras devem ficar prontas em dezembro de 2015
O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, confirmou ontem que as seis novas estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Praça Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e a expansão da General Osório estarão prontas em dezembro de 2015, para entrar em testes e estar em funcionamento nas Olimpíadas.

O túnel de serviço será escavado no Morro do Pavão-Pavãozinho a partir de um canteiro de obras montado na esquina das ruas Professor Gastão Baiana e Barata Ribeiro, em Copacabana. O gerente de Obras da Riotrilhos, Marco Antônio Lima Rocha, explicou que as novas instalações serão construídas oito metros abaixo da estrutura hoje existente. Pelos novos trilhos passarão os trens que seguirem para a Barra ou retornarem de lá.

- É a melhor solução, já que as obras de expansão estão sendo feitas numa cidade já consolidada. Uma alternativa seria expandir os trilhos a partir da estação já existente. Mas, nesse caso, teríamos um custo elevado para desapropriar imóveis na Rua Barão da Torre (em Ipanema) - disse Marco.

O túnel de serviço terá 220 metros e, após o término das obras, servirá como saída de emergência da Linha 1. A expectativa é que as obras terminem até dezembro. Também com o uso de dinamite, na etapa seguinte, que levará dois anos, operários avançarão 500 metros na rocha para construir a nova estação da Praça General Osório.

- Acreditamos que os passageiros podem nem perceber a trepidação das explosões. As detonações provocarão uma trepidação inferior à que é possível perceber quando um trem do metrô passa por alguns pontos da cidade - acrescentou o gerente da Riotrilhos.
Obras da segunda etapa terão escavadeira gigante

A extensão da estação General Osório é fundamental para dar início a uma outra etapa da ampliação. Para isso, a Secretaria estadual de Transportes está concluindo as especificações técnicas para comprar uma escavadeira gigante, a Tunnel Boring Machine (TBM), conhecida também como Shield.

O equipamento, que no Brasil é usado na expansão do metrô de São Paulo, será responsável por escavar o túnel até a Gávea. As escavações no trecho entre as estações do Jardim Oceânico e da Gávea começaram a ser feitas no ano passado.

- O equipamento será fabricado sob medida, para atender às condições de solo do Rio. Boa parte dessas escavações será feita dentro d'água, no lençol freático - explicou Marco Rocha.
O secretário Júlio Lopes acrescentou que, no primeiro trimestre de 2013, quando a montagem da escavadeira gigante tiver sido concluída, a estrutura das demais estações já deverá estar pronta.

- O que esse equipamento fará é abrir caminho para interligar as novas estações - disse o secretário de Transportes.

Polêmica sobre traçado ainda não acabou

As obras em Ipanema são retomadas sem que a polêmica sobre o traçado da Linha 4, que envolve moradores da Zona Sul e da Barra da Tijuca, tenha chegado ao fim. Um grupo defende uma rota alternativa ao traçado previsto para o trecho Barra-Ipanema. Ao chegar à estação da Gávea, em vez de seguir pela Linha 1, a Linha 4 seria expandida até o Centro, passando por Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras.

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, voltou a defender o traçado que será executado. Mas disse que, após as escavações, o Shield será posicionado na Gávea de forma a permitir que, depois de 2016, novas escavações sejam feitas para a rede metroviária.

- A opção que escolhemos terá uma demanda de 240 mil passageiros por dia. Na rota alternativa, 120 mil usuários seriam transportados - argumentou o secretário.

Para as obras de ampliação da estação General Osório e o pagamento de 30% dos custos da fabricação do Shield, há cerca de R$ 330 milhões assegurados. Falta ainda definir de onde virão os recursos para prosseguir com as obras até a Gávea. A Fundação Getúlio Vargas, contratada pelo estado para os estudos de ampliação da Linha 1, ainda não fechou o orçamento.

Mas a estimativa é que os gastos podem chegar a R$ 5 bilhões.

- Ainda estamos negociando empréstimos tanto com o BNDES quanto com a Agência Francesa de Desenvolvimento - disse Lopes.

terça-feira, 19 de julho de 2011

De olho em Copa e Olimpíadas, governo do Rio destinará 1,15 bi a melhorias no metrô

18/07/2011 - Mercado e Eventos

Com a aproximação dos grandes eventos esportivos, o estado do Rio de Janeiro deverá investir 1,15 bilhões dos 10 bilhões previstos para os transportes somente em melhorias no metrô, segundo nota publicada hoje no diário oficial. A verba inclui a compra de 114 vagões modernizados, totalizando 19 novos trens. Os equipamentos representarão um aumento de 63% na frota metroviária até 2012. A primeira composição, vinda da China, chega em setembro deste ano.

Segundo o Secretário Estadual de Transportes do Rio, Julio Lopes, até 2016, R$ 2,4 bilhões serão destinados ao sistema ferroviário da Região Metropolitana. Julio destaca 34 novas composições de trens estão sendo produzidas na China, e que uma nova licitação assegurou a compra de 60 carros por meio de um empréstimo de R$600 milhões. "Serão 191 trens operacionais até a Copa", ressaltou.

Além das melhorias na malha, obras grande porte, como a expansão do metrô para a Barra da Tijuca (pela linha 4) estão à frente do cronograma estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional, segundo a nota publicada pela imprensa oficial.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Metrô Rio: viagem sofrida

17/06/2011 - Revista Veja Rio

Aos avisos sonoros já bastante conhecidos do metrô, como o de oferecer os bancos de cor laranja a idosos, ou prestar atenção no espaço entre o trem e a plataforma, deveria ser acrescentado um novo: Prezado passageiro, tenha paciência, muita paciência. Por quatro semanas, VEJA RIO testou a malha de trens subterrâneos entre as estações General Osório, em Ipanema, e Saens Peña, na Tijuca. Foram quarenta viagens, vinte em cada sentido, todas em horário de pico, para avaliar uma dezena de itens - do funcionamento das escadas rolantes das estações à pontualidade. O resultado revela um retrato pouco lisonjeiro. Sete em cada dez deslocamentos ultrapassaram a duração prevista, e isso levando-se em conta a tolerância técnica de 2 minutos. A espera nas plataformas também foi uma constante, consumindo, em média, 4 minutos, duas vezes o tempo do metrô paulista. Em 60% dos trajetos, as composições pararam pelo menos uma vez dentro dos túneis e em praticamente todos os percursos ocorreram freadas bruscas (mais informações no quadro ao lado). Nas próximas páginas, você poderá acompanhar os detalhes da jornada feita pela reportagem, agrupada em cinco estações que retratam as deficiências do sistema, que podem e devem ser corrigidas. São elas: lentidão, superlotação, serviços precários, traçado das linhas e sucateamento da frota. Trata-se de uma situação sofrida para quem utiliza o transporte diariamente e preocupante para uma cidade que receberá dentro de três anos a final de uma Copa do Mundo e em 2016 os Jogos Olímpicos.

Lentidão

Ao redor do planeta, sabe-se que uma das grandes vantagens de usar o metrô é a sua previsibilidade. Com poucas alterações, os vagões chegam em intervalos ritmados aos pontos de embarque e ao destino final. Por aqui, é diferente. A demora começa antes mesmo de o trem partir. Nas estações terminais da Linha 1, a espera pode chegar, nos horários de pico, a irritantes 6 minutos. Trata-se de um número completamente fora do padrão mundial. Em São Paulo, uma composição surge nas plataformas a cada 110 segundos, pouco menos de 2 minutos, o mesmo tempo médio de Paris e Londres. O problema torna-se mais grave porque não existe uma evolução do sistema nem punições para metas não cumpridas pela empresa concessionária. Em uma reportagem publicada em VEJA RIO há três anos, a direção do Metrô Rio afirmava ter como objetivo para 2010 diminuir os intervalos de 4 para 2 minutos. Não foi o que aconteceu. Depois que o passageiro finalmente embarca, seu tempo volta a ser desperdiçado durante o trajeto. São paralisações no meio dos túneis para a regularização do tráfego à frente, desacelerações constantes e freadas bruscas. Não raro, os vagões estacionam em determinadas paradas sem motivo aparente. Tais fatores levam as composições, capazes de chegar a 100 quilômetros por hora, a se deslocar em uma velocidade que não chega a um terço disso.

O QUE PODE SER FEITO: Sistemas de gerenciamento de tráfego mais modernos e sinalização mais eficiente nos túneis costumam melhorar a velocidade dos trens. É o que tem sido feito em algumas linhas do metrô de Londres, cujo intervalo entre as suas composições diminuiu de 2 para 1 minuto.

O QUE DIZ A EMPRESA: A administração do sistema carioca diz que a principal causa é a frota exígua. A expectativa é que com a chegada das novas composições importadas da China, uma promessa antiga, os intervalos sejam reduzidos.

Superlotação

Faça um teste. Trace no chão um quadrado com 1 metro de cada lado e chame seis amigos. Você e eles devem tentar se colocar dentro do limite das quatro linhas. Coube? Coube, mas é uma experiência bem desconfortável. Pois é exatamente essa situação dentro dos vagões, nas horas mais movimentadas: sete passageiros em cada metro quadrado — um a mais do que prevê o padrão internacional para um mínimo de conforto. Podia ser pior, evidente. Em São Paulo, no auge do movimento, o mesmo espaço precisa ser dividido para acolher até 10 pessoas, e foram construídas baias para facilitar a entrada nos trens. Por aqui, a tendência é caminhar para uma situação semelhante. Embora deficiente, o sistema tem sido utilizado por um número cada vez maior de cariocas e visitantes. Nos últimos dois anos, o aumento foi de quase 20%. Sem trens suficientes para atender a demanda e com a superposição de linhas entre as estações Central e Botafogo, a direção do Metrô Rio adotou uma solução Frankenstein: retirou um carro de cada composição para criar novos comboios. Resultado: mais aperto. Superlotados, os trens passam mais tempo parados nas plataformas e são comuns episódios em que os usuários trocam empurrões para conseguir entrar ou sair, como constatou VEJA RIO em quatro ocasiões.

O QUE PODE SER FEITO: Apontada por especialistas em transportes de massa, a alternativa seria a criação de trens expressos, ligando a região central com estações mais remotas de grande movimento. É o que acontece, por exemplo, no metrô de Nova York, onde linhas diferentes costumam compartilhar o mesmo trilho em alguns trechos. Com a atual configuração do sistema e as extensões planejadas, a superlotação deve piorar. Isso porque os vagões já chegarão a determinadas paradas cheios de gente.

O QUE DIZ A EMPRESA: O Metrô Rio argumenta que o aumento no número de passageiros se deve à mudança do perfil do sistema, que ganhou conexão com bairros mais afastados e tornou-se efetivamente um meio de transporte de massa — antes o sistema era subutilizado. Segundo a empresa, os índices de lotação estão dentro dos limites aceitáveis.

Serviço precário

De maneira geral, o metrô costuma passar uma ideia de civilidade rara nos transportes públicos - as estações são limpas, bem conservadas, e equipamentos como escadas e esteiras rolantes funcionam a contento. No entanto, duas ocorrências recentes macularam a boa fama dos serviços prestados. Na primeira, no fim de abril, um segurança agrediu um usuário - a acusação era que ele tentava pular a roleta para viajar de graça. O incidente foi filmado com um aparelho de celular e as imagens da pancadaria, exibidas por telejornais, foram um desastre para a reputação da concessionária. Duas semanas depois, em maio, um inédito arrastão em um trem provocou pânico nos passageiros entre as estações Praça Onze e Estácio. Mesmo com a criação de uma brigada de funcionários para esclarecer dúvidas e orientar os usuários, há deficiências sérias de atendimento. A avaliação de VEJA RIO constatou, por exemplo, que é grande o número de bilheterias fechadas. Na estação Saens Peña existem seis guichês, mas em 40% das viagens apenas dois funcionavam. Em outros 40%, três tinham funcionários e em 20%, quatro. Em nenhuma das ocasiões testadas houve funcionários em todas as cabines. O resultado se traduz em filas e uma espera de até dois minutos para a compra do bilhete.

O QUE PODE SER FEITO: Os problemas recentes mostram que o Metrô Rio tem poucos funcionários nas áreas de segurança, venda de bilhetes ou mesmo orientação. No episódio de violência em Botafogo, o encarregado de zelar pela qualidade do serviço aos passageiros não estava na estação no momento do incidente. Maiores investimentos em treinamento e contratação de empregados trariam impacto positivo nessa área.

O QUE DIZ A EMPRESA: Em relação à segurança, a promessa é aumentar o número de câmeras, passando-se das atuais 550 para 1.200. E, ao contrário dos atuais vagões, os carros que estão sendo feitos na China terão câmeras internas. No que diz respeito aos serviços na bilheteria, o metrô informa que, se aumentasse o número de funcionários no caixa, isso acarretaria em majoração no preço do bilhete.

Traçado das linhas

Críticos da atrofia por que passa o sistema metroviário carioca costumam dar apelidos nada simpáticos à configuração de suas linhas. Diretores do próprio Metrô Rio se referem à malha como minhoca ou lombrigão. Explica-se. Ao contrário de outras metrópoles, como Paris, Londres e Nova York, nas quais os diversos percursos cobrem de maneira relativamente uniforme toda a cidade, no Rio optou-se por construir um eixo único, com uma ramificação se sobrepondo ao trecho principal. E a tendência deve continuar: a expansão prevista para a Barra da Tijuca apenas esticará a Linha 1 no sentido sudoeste, com a inclusão de seis novas estações — Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah (em Ipanema), Antero de Quental (Leblon), Gávea, São Conrado-Rocinha e Jardim Oceânico (Barra). Trajetos já previstos no projeto original, como o que ligaria a estação Estácio à Praça XV, diluiriam a concentração, promovendo uma distribuição mais uniforme de passageiros.

O QUE PODE SER FEITO: Especialistas afirmam que a opção por apenas um grande eixo, além de ter impacto direto na qualidade dos serviços hoje prestados, pode comprometer toda a operação no futuro próximo. O traçado praticamente único sobrecarrega o sistema. Deveria haver duas linhas transversais à atual: a Botafogo-Gávea, passando pelo Jardim Botânico, e a conexão da Gávea com a Rua Uruguai, na Tijuca, diz Luiz Fernando Janot, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ.

O QUE DIZ A EMPRESA: A empresa justifica a opção pelo formato atual com o argumento de que, sendo uma cidade de distribuição demográfica diferente de Paris e Nova York, o Rio não precisaria de um metrô com linhas cruzadas. Segundo ela, tal traçado segue estudos de demanda de passageiros. Nesse sentido, linhas transversais ou perpendiculares à atual não teriam volume de tráfego suficiente que compensassem os pesados investimentos para construí-las.

Sucateamento

O envelhecimento da frota é um dos maiores problemas do metrô carioca. Entre os 32 trens que circulam hoje no sistema, a maioria está aí desde os anos 70. Algumas composições chegaram na década de 80, mas na verdade não eram novas, pois foram montadas a partir de vagões reformados e equipados com peças recondicionadas, vindas de máquinas que estavam em processo de aposentadoria. Pelos corredores da sede da empresa, na Avenida Presidente Vargas, no Centro, esses carros são chamados de novos usados. Desde 2007, vem sendo anunciada a compra de máquinas mais modernas, fabricadas na China — uma das responsabilidades assumidas pelo consórcio de empresas particulares que em 1998 assumiu o controle do metrô. Até hoje nada foi entregue. Pior: após dez viagens da diretoria a Changchun, local da fábrica chinesa, a última delas em abril, descobriu-se que a encomenda ainda não estava pronta. Mesmo assim, a expectativa é que o primeiro comboio chegue ao Rio até o fim deste ano, de navio — os outros 143 vagões, comprados por 1,3 milhão de dólares cada um, devem desembarcar ao longo de 2012. Virão os testes, nos trilhos, e em 2013, se o cronograma for cumprido, todos os trens ficam liberados para entrar em operação. Há duas semanas, o atraso levou a concessionária a ser multada em 374 000 reais pela agência reguladora dos transportes públicos no estado, a Agetransp. Foi a primeira punição dada à empresa desde a privatização, há treze anos.

O QUE PODE SER FEITO: A compra de equipamentos como trens exige planejamento criterioso, uma vez que as entregas costumam acontecer anos depois das encomendas. A expansão da rede deve ser coordenada com a chegada de novas composições. Caso isso não aconteça, o resultado é o que se vê no Rio: um gargalo provocado pela ampliação da demanda sem vagões suficientes para atendê-la.

O QUE DIZ A EMPRESA: Em entrevista a VEJA RIO, o presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, que se demitiu do cargo na semana passada, admitiu que a empresa conduziu mal todo o processo de compra das novas composições. Nós erramos. Nunca poderíamos imaginar que a encomenda sofresse tantos atrasos, disse. Até pensamos em trazer os vagões de avião, mas aí o custo seria inviável.