quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Congresso suspende repasse federal para a Linha 3 do Metrô Favoritar

22/12/2011 - O Globo

Trilhos vão ligar Niterói a Itaboraí. Outras 4 obras não podem receber dinheiro da União

BRASÍLIA - Os repasses de verbas para cinco obras em andamento no país foram suspensos, nesta quinta-feira, pelo Congresso Nacional. Entre elas está a Linha 3 do Metrô do Rio, prevista para ligar Niterói a Itaboraí até 2014. A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) aprovou o relatório do Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI), que analisou uma lista de obras consideradas suspeitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A aprovação do relatório retira a previsão de recursos do Orçamento da União de 2012 para as obras. A suspensão do repasse de verba federal fica valendo até a tomada de medidas corretivas.

Em relação à obra da Linha 3, foram analisados sobrepreço na aquisição de produtos e serviços e deficiência no projeto, conforme relatório do deputado Weliton Prado (PT-MG). De acordo com o governo estadual, a Linha 3 vai beneficiar uma população de 1,7 milhão de habitantes da região e terá capacidade para transportar 350 mil passageiros por dia. O investimento total na obra será de R$ 1,2 bilhão.

Por meio de nota, a Secretaria estadual de Obras informou que continua confiante na liberação da obra da Linha 3 ainda no início de 2012. Segundo a mensagem, o TCU fez questionamentos em 2010 relativos ao projeto básico e, segundo o secretário de Obras, Hudson Braga, todas as questões foram respondidas e debatidas em reuniões com técnicos do TCU. A Secretaria estadual de Obras ratifica a expectativa de que o TCU irá liberar a obra no retorno de seu recesso.

Além da obra do metrô do Rio, foram suspensos também os repasses para construção da barragem do Rio Arraias, em Arraias (TO); macrodrenagem no Tabuleiro dos Martins, em Maceió (AL); projeto de prevenção de enchentes no Rio Poty, em Teresina (PI); e reestruturação urbana e conclusão das obras do complexo viário do Rio Baquirivu, em Guarulhos (SP).

Depois de um impasse ao longo desta quarta-feira, a Comissão Mista de Orçamento retomou os trabalhos nesta quinta-feira. O relator-geral do Orçamento da União para 2012, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), começou a ler o seu parecer final sobre a peça orçamentária do ano que vem.

Chinaglia não previu nenhum reajuste para o Poder Judiciário ou mesmo aumento real (acima da inflação) para os aposentados e pensionistas.

- Escolhemos o diálogo sincero como meta - disse Chinaglia, que sempre disse que só daria aumento se houvesse aval do Executivo.

Pouco antes, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), voltou a ameaçar derrubar a sessão no Plenário do Congresso, se não houver acordo sobre a questão dos aposentados. O governo já avisou que não dará aumento real para essa faixa de aposentados. Nos bastidores, negociam um texto político, para dar uma resposta aos aposentados, com a promessa de adoção de uma política de valorização dos benefícios.

- Vou derrubar a sessão lá na frente. A presidente Dilma está em São Paulo e deveria vir para Brasília e receber os representantes. Todo o pessoal que está ao redor da presidente Dilma perdeu a credibilidade. Até porque ministro que fala está sendo demitido - disse Paulinho, numa referência indireta ao caso do colega de partido Carlos Lupi, que deixou o Ministério do Trabalho.

Apesar das ameaças, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, está em contato com os representantes dos aposentados, inclusive com o senador Paulo Paim (PT-RS).

Aliados do governo não acreditam que o PDT mantenha a ameaça e afirmam que, se o Orçamento não for aprovado esse ano, o governo não ficará preocupado. O Palácio do Planalto já avisou que prefere não ter Orçamento aprovado a ser obrigado a arcar com novos gastos.

Mais cedo, o vice-líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG), conseguiu manobras a pressão da oposição e garantiu que apenas cinco obras fossem incluídas na lista de obras com indícios graves de irregularidades. A oposição queria incluir a Refinaria Abreu e Lima (PE), mas os destaques nesse sentido foram derrubados. Pouco antes, a oposição conseguira apenas obriga a refinaria a prestam informações, mas em relação ao orçamento de 2011, que está acabando.

Percebendo que a oposição fora derrotada, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) reclamou:

- Fizemos um acordo, mas não era apenas para os nove dias do orçamento de 2011.

Congresso pode bloquear verbas para metrô do Rio

22/12/2011 - Agência Senado

A Linha 3, que ligará a capital fluminense a Niterói e São Gonçalo, não é a única obra com recomendação de paralisação

As obras da Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro devem ficar sem verbas da União em 2012. A recomendação consta do relatório do Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI), que deve ser votado por deputados e senadores, nesta terça-feira (20), na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO).

Sobrepreço na aquisição de produtos e serviços e deficiência no projeto estão entre os problemas do empreendimento, de acordo com o deputado Weliton Prado (PT-MG), responsável pelo relatório. A recomendação do Comitê é de que os trabalhos sejam interrompidos "até que as medidas corretivas exigidas sejam providenciadas".

A Linha 3, que ligará a capital fluminense a Niterói e São Gonçalo, não é a única obra com recomendação de paralisação imediata incluída no Anexo VI do projeto de lei orçamentária do próximo ano. Outros quatro empreendimentos também deverão ficar sem recursos federais: construção da barragem do Rio Arraias, em Arraias (TO); macrodrenagem no Tabuleiro dos Martins, em Maceió (AL); projeto de prevenção de enchentes no Rio Poty, em Teresina (PI); e reestruturação urbana e conclusão das obras do complexo viário do Rio Baquirivu, em Guarulhos (SP).

Votação

O relatório do COI é um dos pontos de divergência no processo de votação da peça orçamentária de 2012 nesta reta final de trabalhos legislativos. Parlamentares da oposição e da base governista não se entendem sobre a obra de construção da refinaria de Abreu e Lima, no Recife (PE).

O Tribunal de Contas da União havia apontado inicialmente sobrepreço de cerca de R$ 1,4 bilhão, mas voltou atrás diante do questionamento da empresa sobre a metodologia utilizada. A oposição quer a inclusão da obra no Anexo VI, o relator, deputado Weliton Prado, informou, na fase de discussão do relatório, que seria necessário esperar nova manifestação do tribunal. Os parlamentares da oposição, por sua vez, fizeram duras críticas à Petrobras, lembrando que não é primeira vez que obras da companhia apresentam irregularidades.

Relatório

Além das cinco obras incluídas no Anexo VI, o relatório do COI a ser votado pela Comissão de Orçamento aponta outras 22 com indícios de irregularidades graves. No entanto, não há recomendação para paralisação destes empreendimentos. Conforme o Comitê, tal decisão "revelar-se-ia ainda mais danosa à Administração, diante do estágio avançado da execução das obras e serviços e/ou das providências já adotadas pelos gestores para resolver os problemas".

As irregularidades mais comuns encontradas pelo TCU e presentes no relatório são superfaturamento, deficiência ou desatualização do projeto básico e restrição à competitividade. Ocorrências de licitação sem requisitos mínimos, fiscalização deficiente, planilha com quantitativos inadequados e contrato assinado com objeto diferente do licitado também foram identificadas.
 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Obras da Linha 4 do metrô começam em 2012 na Zona Sul

15/12/2011 - Agência Rio

As obras da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro (Barra - Ipanema) começam na Zona Sul no início de 2012. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Governo do Estado. Na região, serão construídas quatro novas estações e um túnel subterrâneo da Gávea à Praça General Osório. Para minimizar os transtornos, optou-se por um método construtivo e pelo uso de equipamentos que vão permitir a interdição temporária de menos de 500 metros de vias públicas dentro dos 4,5 km de obras na Zona Sul.

Para realizar as obras, serão necessárias intervenções em algumas vias públicas com interrupções temporárias do trânsito; assim como reduções provisórias de determinadas áreas de lazer; e suspensão também temporária de operação de duas estações do metrô (General Osório, em Ipanema; e Cantagalo, em Copacabana), que passarão por obras para a conexão com a Linha 4. O Governo do Estado apresentou o projeto à concessionária MetrôRio e à Prefeitura do Rio de forma que, na devida ocasião, os planos operacionais para minimizar o impacto das intervenções sejam os melhores para a população.

O Governo do Estado deu entrada no dia 06 de dezembro de 2011 no processo de licenciamento ambiental do trecho Sul (Gávea – General Osório) no Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A expectativa é de que a licença seja concedida em fevereiro de 2012 e as obras comecem ainda no mesmo mês. O trecho Oeste (Barra - Gávea) e a expansão da estação General Osório já possuem licença ambiental e de execução e, por isso, as obras já começaram.

A partir da obtenção das licenças para o trecho Sul, serão iniciadas, simultaneamente, as escavações das quatro novas estações na Zona Sul: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental e Gávea. Todas precisam ser escavadas ao mesmo tempo para a passagem do Shield (“Tatuzão”), equipamento que vai perfurar os túneis subterrâneos na Zona Sul, sem a necessidade de abrir valas na superfície e ao longo das ruas. Um “Tatuzão” deste porte será utilizado pela primeira vez em uma obra do Estado do Rio, operando a cerca de 12 metros abaixo do solo, de forma silenciosa, e sem impacto para a população.

"A mensagem que queremos passar para a população é que serão necessários transtornos temporários para uma obra desse porte. No entanto, os benefícios posteriores serão permanentes", afirmou o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner.

Esperada há 13 anos, a Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro - que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema – vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa. Iniciadas em junho de 2010, as obras serão concluídas em dezembro de 2015.

A partir de 2012, novos trens começarão a chegar para as Linhas 1 e 2 e, até 2016, serão 66 em operação em todo o sistema – mais do que o dobro do número atual. O intervalo entre as composições - hoje próximo a seis minutos - será reduzido pela metade. Com mais trens em operação e menos tempo de espera, a expectativa é de mais regularidade, rapidez e conforto ao passageiro do metrô do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Linha 3 do Metrô Rio virá em 2012

12/12/2011 - O São Gonaçalo

Após uma série de pendências no Tribunal de Contas da União (TCU), a Secretaria Estadual de Obras confirmou a possibilidade das obras da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a Itaboraí, passando por São Gonçalo, serem iniciadas em março do ano que vem. A informação foi anunciada, semana passada, durante visita feita por representantes do governo Sérgio Cabral, da Prefeitura de São Gonçalo e das construtoras Queiroz Galvão e Carioca, que integram o consórcio responsável pela construção. Enquanto vistoriavam o traçado da Linha 3, em território gonçalense, os técnicos cogitaram a hipótese de alterar o projeto original, com a criação de uma estação no bairro Nova Cidade.“Fiquei muito otimista com a visita, principalmente pela parte do Estado, que já enviou para o Tribunal de Contas da União (TCU), as correções solicitadas. A possibilidade das obras serem iniciadas em março mostra um cenário positivo para nós, da Prefeitura de São Gonçalo”, disse Luís Paiva, secretário municipal de Planejamento.Vistoria - Na vistoria foi avaliado todo o traçado em São Gonçalo. Os técnicos adiantaram que o cronograma para a construção da seis estações no município, até 2014, será mantido, mesmo com o atraso no início das obras. A ideia é que neste período sejam erguidas as estações de Neves/Vila Lage, Parada 40, Zé Garoto, Nova Cidade, Alcântara/Jardim Catarina e Guaxindiba.De acordo com Paiva, a inclusão da uma estação em Nova Cidade servirá para atender a região de Trindade e Salgueiro. “Aquela é uma região importante, que tem saída para os bairros que estão em locais mais distantes do município. Acredito que não haverá problemas para criar esta estação”, ressaltou Paiva.Receita - A prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset (PDT) afirmou que, como contrapartida do município para financiar a obra, vai liberar RS 150 milhões oriundos do PAC Mobilidade Urbana.Linha 3 – No projeto estão previstas, ao todo, 14 estações, sendo três em Niterói. São elas: Arariboia, Jansen de Melo e Barreto. Em São Gonçalo são: Neves, Vila Laje, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Mauá, Antonina, Trindade, Alcântara, Jardim Catarina, até Guaxindiba. (Fonte: O São Gonçalo)

Após uma série de pendências no Tribunal de Contas da União (TCU), a Secretaria Estadual de Obras confirmou a possibilidade das obras da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a Itaboraí, passando por São Gonçalo, serem iniciadas em março do ano que vem. A informação foi anunciada, semana passada, durante visita feita por representantes do governo Sérgio Cabral, da Prefeitura de São Gonçalo e das construtoras Queiroz Galvão e Carioca, que integram o consórcio responsável pela construção. Enquanto vistoriavam o traçado da Linha 3, em território gonçalense, os técnicos cogitaram a hipótese de alterar o projeto original, com a criação de uma estação no bairro Nova Cidade.

“Fiquei muito otimista com a visita, principalmente pela parte do Estado, que já enviou para o Tribunal de Contas da União (TCU), as correções solicitadas. A possibilidade das obras serem iniciadas em março mostra um cenário positivo para nós, da Prefeitura de São Gonçalo”, disse Luís Paiva, secretário municipal de Planejamento.

Vistoria - Na vistoria foi avaliado todo o traçado em São Gonçalo. Os técnicos adiantaram que o cronograma para a construção da seis estações no município, até 2014, será mantido, mesmo com o atraso no início das obras. A ideia é que neste período sejam erguidas as estações de Neves/Vila Lage, Parada 40, Zé Garoto, Nova Cidade, Alcântara/Jardim Catarina e Guaxindiba.
De acordo com Paiva, a inclusão da uma estação em Nova Cidade servirá para atender a região de Trindade e Salgueiro. “Aquela é uma região importante, que tem saída para os bairros que estão em locais mais distantes do município. Acredito que não haverá problemas para criar esta estação”, ressaltou Paiva.

Receita - A prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset (PDT) afirmou que, como contrapartida do município para financiar a obra, vai liberar RS 150 milhões oriundos do PAC Mobilidade Urbana.

Linha 3 – No projeto estão previstas, ao todo, 14 estações, sendo três em Niterói. São elas: Arariboia, Jansen de Melo e Barreto. Em São Gonçalo são: Neves, Vila Laje, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Mauá, Antonina, Trindade, Alcântara, Jardim Catarina, até Guaxindiba. (Fonte: O São Gonçalo)

sábado, 3 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os teleféricos e o metrô

02/12/2011 - Monitor Mercantil

O engenheiro de transportes Sérgio Balloussier, que estuda o sistema viário do Rio há 40 anos, afirma que falta o básico: um estudo para saber a real necessidade da população do morro.

Geraldo Luís Lino - Geólogo e diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa).

Algum dia, quando o Brasil tiver um sistema político mais evoluído e efetivamente democrático, em que o bem comum e os interesses maiores da sociedade ocupem o primeiro plano das políticas públicas, talvez seja possível impedir que governantes possam implementar ao seu talante projetos estapafúrdios, de duvidosos benefícios para a sociedade e contestados por uma maioria de especialistas. Nesta categoria se enquadram dois projetos viários do governador Sérgio Cabral: a expansão do Metrô e os teleféricos nas favelas.
Sobre o Metrô, é inconcebível a falta de critério do governo estadual, que alega falta de recursos para implementar as opções mencionadas como ideais pelos especialistas, nos casos das linhas 3 e 4: no primeiro, optando por uma linha de monotrilho entre Guaxindiba, em São Gonçalo (divisa com Itaboraí) e a praça Araribóia, em Niterói, excluindo o seu prolongamento até a Estação Carioca da Linha 1, via túnel submarino (ou seja, de metrô ela terá apenas o nome, pois será um trem de superfície desvinculado da rede metroviária).

No segundo, com o "puxadinho" da Linha 1 a partir da estação General Osório (Ipanema) para a Barra, em vez da ligação Carioca-Laranjeiras-Humaitá-Gávea-São Conrado-Jardim Oceânico.

Ao mesmo tempo, centenas de milhões de reais são gastos ou reservados para projetos altamente questionáveis, como os teleféricos do Alemão e da Rocinha. O primeiro, construído com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), tem 3,5 km de extensão, cinco estações e capacidade para transportar 35 mil pessoas por dia. Porém, como demonstrou o RJ-TV da Rede Globo (22/11/2011), mesmo com os moradores tendo direito a duas viagens grátis por dia, a média diária de utilização tem sido de apenas 9 mil passageiros - entre outros motivos, pelo medo dos moradores locais de utilizá-lo.

Entrevistado pela reportagem, o engenheiro de transportes Sérgio Balloussier, que estuda o sistema viário do Rio há 40 anos, afirmou que faltou o básico: um estudo para saber a real necessidade da população do morro.

O custo do delirante projeto foi de R$ 210 milhões, ou R$ 60 milhões por quilômetro de linha - valor quase igual ao estimado por seus projetistas para o Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética da Coppe-UFRJ, que aguarda uma proposta séria para entrar em serviço.

Evidentemente, devido à ocupação inexpressiva, o governo estadual tem que subsidiar a operação do sistema, cuja administração foi entregue à Supervia.

Não satisfeito com semelhante fiasco, o governo estadual anunciou a intenção de repetir a dose na recém-liberta Rocinha. Como a extensão prevista é de 2,5 km, uma comparação com o teleférico do Alemão sugere um valor da ordem de R$ 150 milhões.

E, da mesma forma, a opção é condenada por especialistas. Entrevistado pelo RJ-TV, em 23 de novembro, o vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Pedro da Luz, informou que uma equipe do instituto está estudando os problemas da comunidade e destaca que o teleférico não atende às suas necessidades de transporte. Em troca, sugere a instalação de cinco planos inclinados semelhantes ao do morro de Santa Marta, bem mais baratos, dispensando subsídios - e plenamente confiáveis para os futuros usuários.

Mas o que chama a atenção é que para tais projetos não faltaram e, aparentemente, não faltarão o empenho do governador e os recursos federais, nem tampouco os subsídios - o que não se manifestou no caso de um projeto muito mais relevante, como o túnel submarino da Linha 3.

Com uma extensão de 5,5 km, o túnel tem um custo estimado em cerca de R$ 900 milhões, segundo os números fornecidos pelo próprio governador, em fevereiro deste ano, ao anunciar a opção pelo monotrilho (O Fluminense, 2/02/2011). Embora pareça subestimado para uma obra deste porte, tal valor é ínfimo diante dos seus enormes benefícios potenciais: viagens mais rápidas, grande economia de horas gastas em transporte e de combustível, menos poluição, menos engarrafamentos na Ponte e seus acessos e muitos outros.

Com a ligação metroviária integral entre Guaxindiba e a Estação Carioca, o trajeto de 28km seria feito em menos de 40 minutos, contra as duas horas ou mais do trajeto rodoviário. Quanto à opção de levar a linha até a praça Araribóia e deixar a travessia da baía da Guanabara por conta da Barcas S/A., ela não é das mais animadoras, devido aos deficientes serviços prestados pela empresa (vide a sucessão de acidentes e problemas), que alega prejuízos crônicos e a necessidade de subsídios públicos para operar fora do vermelho.

No frigir dos ovos, somando-se a economia dos subsídios às Barcas e aos teleféricos e da suspensão do teleférico da Rocinha, não seria difícil se conseguirem os recursos faltantes para o túnel submarino com o governo federal, talvez junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Um fator relevante, que poderia facilitar a iniciativa, é a já anunciada intenção da Petrobras de participar da construção da Linha 3 - imprescindível para se fazer frente ao aumento da circulação no eixo Rio-Niterói-São Gonçalo-Itaboraí, quando o pólo petroquímico de Itaboraí estiver funcionando, a partir de 2014.

Em suma, o que faz falta não são recursos financeiros, mas visão estratégica e decisão política. E, claro, um pouco de mobilização por parte das lideranças da sociedade fluminense.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Metrôs do País lideram ranking dos mais caros do mundo

28/11/2011 - O Estado de São Paulo

Usar o metrô em São Paulo, no Rio, em Brasília ou em Belo Horizonte pesa muito mais no bolso do consumidor do que em Londres, Paris ou Buenos Aires. É o que concluiu um estudo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que pesquisou qual o impacto das tarifas de metrô em 19 grandes cidades do mundo em relação ao salário mínimo local.

As quatro primeiras cidades do ranking são brasileiras, e a medalha de ouro ficou com Brasília. Na capital federal, uma tarifa de adulto sai por R$ 3. Quem usa o metrô para ir e voltar do trabalho ao longo de 20 dias úteis no mês desembolsa 22% do salário. O valor recai sobre o trabalho e onera ainda os empregadores que pagam vale-transporte.

O mesmo acontece em São Paulo, que ficou em terceiro no ranking. A tarifa é de R$ 2,90, e o gasto mensal na cidade para andar todos os dias úteis de Metrô é de 19,02% do salário mínimo.

A avaliação é ainda pior se considerado o tamanho da malha. A capital paulista tem 74,3 km de metrô, muito menos do que Paris, que tem 213 km e onde o gasto em relação ao salário mínimo é de 4,82%. Também ficaram colocadas entre as cidades mais caras o Rio, onde o metrô consome 22,02% do mínimo, Belo Horizonte (13,21) e Recife (11,01).

O Idec afirma que tomou alguns cuidados na pesquisa. É comum em cidades europeias, por exemplo, que o preço do metrô varie conforme a distância percorrida e o horário. Foi considerada sempre a tarifa mais baixa possível para um adulto.

O balanço que o órgão faz é que os preços de metrô pagos no Brasil são muito elevados, considerando o poder aquisitivo e a baixa extensão das linhas. 'É caro e ineficiente se comparado a outras cidades. Ainda há incoerência nos gastos, com muitos investimentos que favorecem o transporte individual', analisa a pesquisadora Adriana Charoux, coordenadora do estudo.

Caro. Especialistas em transportes divergem sobre os resultados obtidos pelo Idec. Para o professor da área de transportes na Unicamp Carlos Alberto Bandeira Guimarães, os porcentuais alcançados mostram sim um valor caro para os padrões de quem ganha salário mínimo. 'Gastar um quinto do que ganha apenas com transporte é muito.'

Ele chama a atenção, porém, para o fato de que o salário mínimo não é o padrão econômico de grande parte da população em São Paulo. E ainda destaca outras variáveis que podem ter influenciado no resultado, como o fato de cada cidade ter uma política diferente de subsídios para o sistema de transporte.

Também professor da Unicamp, Creso de Franco Peixoto argumenta que o problema está na falta de integração tarifária, que torna todo o sistema de transportes mais caro. 'Outro aspecto é com relação a bilhetes voltados ao trabalhador. Você vai a Paris e tem o Hebdomadaire, que é um bilhete para sete dias e com custo bem mais baixo. Ou então o Oyster londrino, que permite uma integração excelente de ônibus, metrô e trem de superfície.'

Já para o consultor Peter Alouche, caso se leve em consideração a integração já existente em São Paulo, com o bilhete único, é possível afirmar que a tarifa é 'baratíssima' na capital paulista. 'Foi a maior revolução no sistema de transportes no Brasil.'

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Novos trens do Metrô Rio só chegam em 2012

19/11/2011 - R7

A população do Rio de Janeiro ainda vai esperar um pouco mais para que o problema de superlotação no metrô seja resolvido. As novas composições compradas há mais de um ano chegarão somente em junho de 2012. Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, são 19 trens, com seis vagões cada, para atender as linhas 1 e 2

- Desde a inauguração do metrô do Rio nunca foi comprado nenhum trem novo. Essa é a primeira vez. Parece que o MetrôRio não tinha experiência de comprar trem e houve um problema na especificação da composição. Então, eles demoraram a entregar o projeto, o que é lamentável.

O R7 foi ao metrô testar as condições em que o carioca vai e volta para casa. Durante duas semanas (entre os dias 17 e 28 de outubro), a reportagem percorreu todas as estações das duas linhas do metrô da capital. Os problemas verificados foram desde os "usuais" atrasos e superlotações em horários de pico à falta de acessibilidade de deficientes, ar-condicionado e sinal para telefonia celular em trechos dos túneis.

A Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes) já multou a concessionária por conta de atraso. De acordo com o secretário, um novo pedido de penalidade foi feito e está sendo analisado.

Linha 4: 300 mil passageiros/dia

A linha 4 do MetrôRio, prevista para começar a operar em 2016, vai ligar a Barra da Tijuca (zona oeste) a Ipanema (zona sul) em 13 minutos. Para o centro da cidade, a viagem levará 34 minutos.

De Pavuna a Botafogo: passageiros esperam até 3 trens para embarcar

O secretário anunciou que a nova linha vai atender a mais de 300 mil passageiros. De acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), cerca de 2.000 veículos deixarão de circular pelas ruas por dia, quando começar a funcionar a linha 4.

- Serão retirados 48 mil veículos por dia das ruas. Além disso, o sistema será todo integrado e o passageiro só pagará uma passagem, podendo ir da Barra até a Pavuna ou até a Tijuca, sem fazer baldeação.

O aumento de passageiros com a chegada da linha 4 levanta a questão da superlotação dos trens, que já ocorre com a linha 1 e 2 do metrô, principalmente em horários de pico.

- O problema da superlotação é a falta de trens e o intervalo de aproximadamente seis minutos entre uma composição e outra. Até 2016, serão 66 trens em operação, mais do que o dobro do número atual. O intervalo será reduzido para três minutos.

A nova linha terá seis novas estações e 14 km de extensão. A previsão é de que as obras sejam concluídas em dezembro de 2015. O custo do empreendimento será de cerca de R$ 5,6 bilhões.

Novas estações

Jardim Oceânico: terá um acesso de cada lado da avenida Armando Lombardi, na altura do Shopping Barra Point, no início da Barra da Tijuca

São Conrado: terá estação no início do bairro, com os dois acessos próximos à Rocinha

Gávea: terá dois acessos - um na PUC-Rio e o outro em frente ao Planetário, próximo à Marques de São Vicente

Antero de Quental: serão dois acessos na praça de mesmo nome, um voltado para a avenida Bartolomeu Mitre e outra para a avenida Ataulfo de Paiva

Jardim de Alah: terá quatro acessos no Leblon - dois na Ataulfo de Paiva, próximos à avenida Borges de Medeiros e ao Shopping Leblon, e outros dois na esquina das ruas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva

Nossa Senhora da Paz: terá dois acessos na praça: um pela rua Barão da Torre e outro pela rua Visconde de Pirajá.

domingo, 20 de novembro de 2011

No Rio, Novos trens do metrô terão TV e a temperatura será de 23 graus

04/11/2011 - A Voz dos Municípios

Muitos são os detalhes a serem acertados para que os novos trens do metrô atendam efetivamente às necessidades da população e está semana foram divulgados alguns que têm tudo para agradar. Os 19 novos trens, que vão circular na linha 2, terão TV, melhor iluminação com lâmpadas de LED, circuito de refrigeração 33% maior que o atual, passagens entre os vagões e bancos longitudinais (paralelos ao corredor), permitindo maior número de passageiros. O primeiro trem chega no fim do ano, passa por teste e a previsão é que comece a operar em março.

Esse acabamento foi constatado por representantes da Concessionária Metrô Rio, que viram uma maquete em tamanho natural, na China. Entre outras novidades haverá, para quem viajar em pé, alças pega-mão, além das barras para os passageiros segurarem. Sinais sonoros indicarão o fechamento das portas. Painéis eletrônicos em LED informarão a estação em que o trem está e o lado do carro em que a porta será aberta. Cada vagão será monitorado por duas câmeras. A cor dos detalhes internos, escolhida pelos passageiros, é azul, que combina com branco e cinza, que predominam. O piso emborrachado italiano tem decoração geométrica também azul.

A refrigeração dos trens será mantida em 23 graus, independentemente da temperatura do lado de fora. Não há portas entre os vagões, permitindo a livre circulação de passageiros, de acordo com a lotação de cada. Além disso, o sistema chamado gangway permite melhor distribuição do ar-condicionado. A novidade amplia a capacidade dos trens, já que passageiros podem viajar no espaço entre os vagões nos horários de rush. Em cada vão entre os trens, cabem mais de sete pessoas. O investimento é de R$ 320 milhões.

A demonstração da maquete foi uma exigência de contrato da empresa brasileira, para ter dimensão real de como funcionarão as 114 composições que estão sendo construídas pela fábrica Changchun Railway Vehicles. Tudo foi aprovado, mas engenheiros brasileiros farão acabamentos mais detalhados quando oa carros chegarem ao Rio. É o caso, por exemplo, das alças pega-mão. "Os pega-mãos precisam de uma proteção para evitar machucar os dedos de quem segura. Isso será feito no Rio", afirmou o presidente do Metrô Rio, José Gustavo Costa. Os atuais trens da linha 2 serão transferidos para agilizar a linha 1, porém, reformados, com refrigeração modernizada.

Quando será concluído o sistema de sinalização?
Não havia sistema de proteção instalado. Estamos em fase final de instalação de um novo sistema comprado ano passado. O grau de sofisticação é bem maior. O sistema atual permitiria incidente por falha humana, embora nunca tenha ocorrido. Mas o novo evitará falhas humanas, porque é automatizado.

Como estão as obras do metrô Uruguai?
Entre 24 e 36 meses estará funcionado. Temos compromisso de entregar em 2014, mas estou tentando fazer uma surpresa.

E obras de adaptação para acesso de deficientes?
Devem ser concluídas em uns seis meses. Será o primeiro dos metrôs que não foram construídos com acessibilidade que vai atingir os 100%.

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Fonte: A Voz dos Munícipios

sábado, 19 de novembro de 2011

Rio: comprados há mais de 1 ano, novos trens do metrô só chegam em 2012

19/11/2011 - R7, Monique Cardone

Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, são 19 trens, com seis vagões cada
  
Divulgação
No projeto, as novas estações são mais modernas

A população do Rio de Janeiro ainda vai esperar um pouco mais para que o problema de superlotação no metrô seja resolvido. As novas composições compradas há mais de um ano chegarão somente em junho de 2012. Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, são 19 trens, com seis vagões cada, para atender as linhas 1 e 2.

- Desde a inauguração do metrô do Rio nunca foi comprado nenhum trem novo. Essa é a primeira vez. Parece que o MetrôRio não tinha experiência de comprar trem e houve um problema na especificação da composição. Então, eles demoraram a entregar o projeto, o que é lamentável.

O R7 foi ao metrô testar as condições em que o carioca vai e volta para casa. Durante duas semanas (entre os dias 17 e 28 de outubro), a reportagem percorreu todas as estações das duas linhas do metrô da capital. Os problemas verificados foram desde os "usuais" atrasos e superlotações em horários de pico à falta de acessibilidade de deficientes, ar-condicionado e sinal para telefonia celular em trechos dos túneis.

A Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes) já multou a concessionária por conta de atraso. De acordo com o secretário, um novo pedido de penalidade foi feito e está sendo analisado.

Linha 4: 300 mil passageiros/dia

A linha 4 do MetrôRio, prevista para começar a operar em 2016, vai ligar a Barra da Tijuca (zona oeste) a Ipanema (zona sul) em 13 minutos. Para o centro da cidade, a viagem levará 34 minutos.

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O secretário anunciou que a nova linha vai atender a mais de 300 mil passageiros. De acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), cerca de 2.000 veículos deixarão de circular pelas ruas por dia, quando começar a funcionar a linha 4.

- Serão retirados 48 mil veículos por dia das ruas. Além disso, o sistema será todo integrado e o passageiro só pagará uma passagem, podendo ir da Barra até a Pavuna ou até a Tijuca, sem fazer baldeação.

O aumento de passageiros com a chegada da linha 4 levanta a questão da superlotação dos trens, que já ocorre com a linha 1 e 2 do metrô, principalmente em horários de pico.

- O problema da superlotação é a falta de trens e o intervalo de aproximadamente seis minutos entre uma composição e outra. Até 2016, serão 66 trens em operação, mais do que o dobro do número atual. O intervalo será reduzido para três minutos.
A nova linha terá seis novas estações e 14 km de extensão. A previsão é de que as obras sejam concluídas em dezembro de 2015. O custo do empreendimento será de cerca de R$ 5,6 bilhões.

Novas estações

Jardim Oceânico: terá um acesso de cada lado da avenida Armando Lombardi, na altura do Shopping Barra Point, no início da Barra da Tijuca

São Conrado: terá estação no início do bairro, com os dois acessos próximos à Rocinha

Gávea: terá dois acessos - um na PUC-Rio e o outro em frente ao Planetário, próximo à Marques de São Vicente

Antero de Quental: serão dois acessos na praça de mesmo nome, um voltado para a avenida Bartolomeu Mitre e outra para a avenida Ataulfo de Paiva

Jardim de Alah: terá quatro acessos no Leblon - dois na Ataulfo de Paiva, próximos à avenida Borges de Medeiros e ao Shopping Leblon, e outros dois na esquina das ruas Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva

Nossa Senhora da Paz: terá dois acessos na praça: um pela rua Barão da Torre e outro pela rua Visconde de Pirajá.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Obras da Linha 4 do metrô vão interditar quatro praças da Zona Sul

18/11/2011 - O Globo

RIO - As obras para levar o metrô da Zona Sul até a Barra da Tijuca vão interferir no trânsito e interditar por tempo ainda indeterminado, a partir do início do ano que vem, o acesso do público às praças Antero de Quental (Leblon) e Nossa Senhora da Paz (Ipanema); e ao Jardim de Alah, onde serão construídas as novas estações. Na Gávea, após estudar a alternativa de uma estação na Praça Santos Dumont, o estado bateu o martelo e decidiu mesmo fazer as obras no estacionamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), que também terá o acesso fechado ao público. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo secretário-chefe da Casa Civil, Régis Fitchner, ao apresentar um cronograma mais detalhado da construção de seis novas estações do sistema: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. Da praça Nossa Senhora da Paz, o metrô seguirá até a Praça General Osório, também em Ipanema, atual estação terminal da Linha 1 do Metrô na Zona Sul que em princípio não seria interditada.
Mais de um quilômetro de túneis já foram escavados para a construção das estações Jardim Oceânico e Gávea, porque, segundo o Estado, essa parte da obra já tinha licença ambiental. Na Zona Sul, a Secretaria de Transportes já iniciou a escavação de um túnel de serviço entre Copacabana e a Praça General Osório. O início de outras intervenções na Zona Sul ainda depende de licenciamento no Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Em dezembro, o estado realizará uma audiência pública para apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) que será anexado ao processo. Regis espera que a licença saia em janeiro.
- Nós ainda estamos estudando com a prefeitura do Rio as mudanças que teremos de fazer no trânsito e o tempo que vamos precisar manter as praças bloqueadas. Devemos anunciar isso em 15 dias. A interdição das praças será necessária para escavar estações mas elas serão recuperadas e devolvidas à população - disse Régis Fitchner.
A CET-Rio preferiu não se manifestar porque os estudos viários não estão prontos. Já a PUC decidiu que só vai tratar do assunto após ser notificada oficialmente pelo Estado sobre o projeto para a sua área externa.
O secretário-chefe da Casa Civil revelou também que os estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada como consultor, reduziram a estimativa dos gastos com obras, compra de trens e equipamentos para colocar o serviço em funcionamento. Em lugar de R$ 6 bilhões, acredita-se agora que serão gastos cerca de R$ 5,6 bilhões. Deste total já foram gastos apenas pouco mais de R$ 100 milhões. O governo do estado entraria com mais de R$ 4 bilhões a serem investidos principalmente nas obras enquanto as concessionárias Metrô Rio (operadora da Linha 1 e 2) e Rio-Barra investiriam na compra dos trens e outros itens. Segundo a FVG, para que o novo serviço opere com um mínimo de conforto a intervalos de três minutos será necessário adquirir 17 novas composições para absorver uma demanda inicial de mais de 300 mil viagens por dia.
O governo do Estado negocia empréstimos para executar a sua parte. Cerca de R$ 3 bilhões estão sendo solicitados ao BNDES. Mais 500 milhões de Euros estão sendo negociados com a Agência Francesa de Desenvolvimento. Semana que vem, uma missão dos franceses chega ao Rio para discutir o financiamento.
Régis disse descartar a possibilidade das 17 novas composições chegarem atrasadas na cidade. Isso aconteceu, por exemplo, com os 30 trens encomendados pela concessionária Metrô Rio para melhorar a operação do sistema existente reduzindo o intervalo entre as composições de seis para três minutos. Os trens deveriam ter chegado em agosto do ano passado mas somente agora o fabricante começa a entregar a nova frota. O próprio Regis lembrou que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) multou a companhia em R$ 374 mil e o governo do Estado já pediu que a empresa seja punida mais uma vez. O tempo de fabricação de um trem novo é de 30 meses:
LEIA MAIS: Vídeo mostra como pode ser nova ponte da Linha 4 do metrô
- O problema foi que a concessionária falhou quando definiu as especificações técnicas para o fabricante. As especificações agora serão as mesas. Se os trens forem contratados em janeiro de 2013 estarão prontos a tempo - disse Regis.
A previsão do governo do estado é concluir as obras para iniciar testes de operação em dezembro de 2015. Isso porque o sistema terá que estar em operação para as Olimpíadas de 2016 em agosto. No mês que vem será marcada uma audiência pública para apresentar à população o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para o trecho entre a Gávea e Praça General Osório. O projeto prevê o uso do trecho construído da Linha 4 (entre Barra e a Gávea) como uma extensão da Linha 1. O usuário poderá se deslocar entre o Jardim Oceânico e a Tijuca sem trocar de trens em 48m13s. A viagem até a Central do Brasil levaria 38m37s. Haverá baldeações apenas se o passageiro fizer uso numa mesma viagem das linhas 1 e 2. Nesse caso, o tempo de viagem entre o Jardim Oceânico e a Pavuna, por exemplo, ficaria em 1h20.
Na Zona Sul, o projeto prevê que as estruturas das estações serão construídas antes escavações do túnel por onde circularão as composições. As escavações serão feitas por uma perfuradora especial conhecida como Shield ou Tatuzão.
O detalhamento das obras pelo estado ocorre em meio a uma polêmica. Dezoito associações de moradores criaram o movimento O Metrô Que Nós Queremos defendendo um traçado diferente para a ligação Barra-Zona Sul- Centro. O grupo propõe a criação de um traçado independente da Linha 1. A partir da Gávea, ele seguiria pelo Jardim Botânico, Humaitá, Laranjeiras (ou Cosme Velho) se interligando com a Carioca.
O grupo encaminhou ao Ministério Público uma representação contra o projeto. No início de novembro, o promotor Carlos Frederico Saturnino entrou com uma ação na 15ª Vara de Fazenda Pública pedindo a suspensão das obras. Na ação, o promotor argumenta que as obras em execução não são aquelas que originalmente receberam licenciamento ambiental.
Antes de se decidir juiz Luiz Fernando de Andrade Pinto pediu informações ao estado.
- As obras que estamos executando estão com a as licenças ambientais em dia. Lamento que o promotor tenha entrado na Justiça sem ouvir o estado - disse Régis.
Carlos Frederico dá outra versão:
- A acusação não procede. Antes de propormos a ação, o secretário de Transportes, o coordenador de licenciamento do Inea e a Rio Trilhos foram ouvidos. O projeto está descaracterizado em relação a licença original. O que está se construindo não é a Linha 4 mas uma extensão da Linha 1 - disse o promotor.

Para o secretário, o traçado escolhido é o que terá o melhor custo-benefício.
- O outro traçado pelo Jardim Botânico levaria a metade dos passageiros. Além disso, essa ligação é que tem potencial para tirar mais carros da rua (cerca de 800 veículos por hora). E passa pela orla, uma região mais estratégica da Cidade por sua importância turística e comercial. Além disso, por esse traçado poderemos cobrar uma tarifa única (R$ 3,10 em valores atuais). Só tpinhamos recursos para fazer uma ligação e escolhemos essa. O próximo governo pode continuar a ampliar o sistema. Minha sugestão nesse caso é que seja feita a ligação direta Gávea-Centro - justificou Regis Fitchner.
Programa de família

Visitar as obras da Linha 4 do metrô, na Barra da Tijuca, virou um programa de família. Iniciativa do Consórcio Construtor Rio Barra (CCRB) e da Secretaria estadual de Transportes, a visitação começa com a exibição de um vídeo sobre o projeto da Linha 4. Em seguida, os visitantes são levados em vans até o interior do túnel. O passeio acontece todo último fim de semana do mês. O agendamento é feito pelo e-mail visitaguiada@ccrblinha4.com.br ou pelo telefone 3389-2100.

Linha 4 do metrô vai ligar Barra da Tijuca ao Centro em menos de 40 minutos

18/11/2011 - Agência Rio

Da Redação

O projeto da Linha 4 do metrô, que ligará a Zona Oeste à Zona Sul do Rio, foi detalhado nesta sexta-feira (18) pelo Governo do Estado. O trajeto da Barra da Tijuca ao Centro da cidade será feito em menos de 40 minutos. De acordo com estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o novo trecho do metrô vai transportar mais de 300 mil passageiros por dia, retirando das ruas cerca de dois mil veículos por hora.

O trajeto da Linha 4 do metrô terá 14 quilômetros de extensão, passando pela orla da Zona Sul, com o objetivo de atender ao maior número de passageiros possível. Para isso, serão construídas seis nPovas estações: Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A ligação entre a Linha 4 e a Linha 1 do metrô será feita pela estação General Osório, em Ipanema, que passará por uma expansão com duas plataformas de embarque e desembarque.

A Linha 2 do metrô – que liga a Pavuna a Botafogo – será estendida até Ipanema. Com isso, o trajeto da Pavuna até a Barra da Tijuca poderá ser feito em apenas 1h20, com transbordo na estação General Osório. Atualmente, um passageiro que faça o mesmo percurso utilizando o metrô e o ônibus de integração leva 2h20 para chegar ao destino final.

Para o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, o projeto é um marco na área de transporte público do Rio. "O passageiro terá rapidez e conforto na viagem. Serão comprados trens melhores, mais modernos. Além disso, o passageiro vai pagar uma tarifa única em todo o sistema. Em termos de mobilidade urbana, será a mais importante obra feita pelo estado", afirmou.

As obras, que começaram em junho de 2010 e devem ser concluídas em dezembro de 2015, estão orçadas em R$ 5,6 bilhões. No que se refere aos investimentos do Governo do Estado, são R$ 3 bilhões financiados pelo BNDES e mais meio bilhão de euros da Agência Francesa de Desenvolvimento.

Mais trens em operação

 Apontada pelos usuários como um dos principais problemas do sistema metroviário, a superlotação está com os dias contados. Atualmente, há 30 composições em circulação. No entanto, em 2016, esse número chegará a 66 – mais do que o dobro. A partir de 2012, 19 novos trens começarão a circular nas Linhas 1 e 2. Em 2015, com a inauguração da Linha 4, outras 17 novas composições vão entrar em operação.

"Com maior número de trens circulando, não haverá superlotação mesmo com o aumento do número de passageiros transportados pela Linha 4. Além disso, estudos de demanda mostram que cerca de 80% dos passageiros que embarcarem na Barra já terão desembarcado antes de chegar à estação Botafogo", explicou o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner.

Na Barra da Tijuca, a ligação entre a estação Jardim Oceânico e o Terminal Alvorada será feita por BRTs, sistema de transporte rápido por ônibus que será implementado pela Prefeitura do Rio. Além disso, os moradores da favela da Rocinha, ocupada no último domingo (13) pelas forças de segurança do estado, serão beneficiados pela integração do teleférico da comunidade – que será construído - com a estação de metrô São Conrado.

Intervenções para as obras

As obras de expansão da estação General Osório, em Ipanema, e de escavação do trecho Oeste (Barra-Gávea) têm licença ambiental. Já o trecho Sul (Gávea-Ipanema) ainda está em fase de licenciamento. Uma vez obtida a licença ambiental, prevista para início de 2012, serão iniciadas as obras na Zona Sul da cidade, entre a Gávea e a Praça General Osório.

Para minimizar os impactos da obra sobre a população, o Governo do Estado, a Prefeitura e o Consórcio Rio-Barra vão utilizar o Shield, conhecido como “tatuzão”, para escavar os túneis subterrâneos. Essa será a primeira vez que o equipamento – importado da Alemanha – será utilizado no Rio. A máquina é silenciosa e não provoca trepidação, evitando incômodo aos moradores.

Em duas semanas, o Governo do Estado deve detalhar o cronograma de interdição de ruas e praças para a realização da obra.

 

sábado, 12 de novembro de 2011

Obras da Linha 3 do metrô vão começar com R$ 62,5 milhões

05/01/2009 - Srzd

O secretário de Transportes Julio Lopes se reuniu, nesta segunda-feira com o governador Sérgio Cabral para passar detalhes do convênio assinado com a União no valor de R$ 62,5 milhões que vão garantir o início à construção da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo. A assinatura do convênio foi a última grande ação da Secretaria de Transportes no ano de 2008. O repasse foi formalizado no dia 30 de dezembro com a Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, ligada ao Ministério das Cidades, a tempo de garantir os recursos empenhados pelo Governo Federal para o projeto.
 
Do total do convênio, R$ 50 milhões serão repassados pela União, a fundo perdido, e os R$ 12 milhões restantes serão investidos pelo governo do estado. Os recursos servirão para execução do projeto executivo do elevado que ligará a Estação de Barreto, em Niterói, a Estação Alcântara, em São Gonçalo, num total de 12 quilômetros de linha, e para o início da construção deste trecho. A definição sobre as obras entre a Praça Araribóia, no Centro de Niterói, e a Estação Barreto ainda será discutida com a nova equipe da Prefeitura de Niterói.
 
"Esse convênio é muito significativo. É a primeira vez que o Governo Federal investe a fundo perdido no sistema de metrô do Rio de Janeiro. Todas as outras obras de expansão da rede metroviária foram financiadas com recursos do BNDES. Isso mostra o grau de confiança e comprometimento do Governo Federal com o Governo do Estado do Rio", comentou o secretário Julio Lopes.
 
Nesta terça-feira, a equipe técnica da Secretaria de Transportes se reunirá com o consórcio Construtor Fluminense, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Carioca Engenharia, para planejar o início da instalação do canteiro de obras e ajustar pendências do plano de trabalho. A expectativa da secretaria é de que, ainda no primeiro semestre deste ano, as obras já tenham começado.
 
A Linha 3 do metrô ligará o Centro de Niterói (Estação Araribóia) a São Gonçalo (Estação Guaxindiba). O projeto prevê a construção de 14 estações (Araribóia, Jansen de Mello, Barreto, Neves, Vila Laje, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Mauá, Antonina, Trindade, Alcântara, Jardim Catarina e Guaxindiba) e o cronograma previsto para a execução da obra é de três anos e meio.

A construção da Linha 3 beneficiará 350 mil passageiros por dia, com redução significativa do tempo de deslocamento. Nos horários de pico, o tempo de deslocamento no trecho Niterói-São Gonçalo que é de 1h25, cairá para apenas 20 minutos com o novo sistema. A obra proporcionará também a criação de oito mil novos empregos, sendo 2.500 diretos e 5.500 indiretos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MP quer suspensão das obras do Metrô no Rio

03/11/2011 - Agência Estado

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) propôs à Justiça a suspensão das obras da Linha 4 do Metrô até que seja concluído todo o processo de licenciamento ambiental. A ação civil pública tem o apoio de 18 associações de moradores. Subscrita pelo promotor Carlos Frederico Saturnino, titular da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural da Capital, a ação aponta as ilegalidades no licenciamento do projeto, que teve metade do traçado original descaracterizado.

São alvo da ação Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Riotrilhos), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a Concessionária Rio-Barra S/A e a CBPO Engenharia Ltda. O objetivo da ação é fazer com que os citados apresentem o projeto completo da Linha 4 à sociedade, entre outros pedidos.

O traçado original da Linha 4 do Metrô, já licitado, licenciado e aprovado pela população, previa a ligação da Barra da Tijuca à Linha 1 por meio das seguintes estações: Jardim Oceânico - São Conrado - Gávea - Jóquei (Jardim Botânico) - Humaitá - Morro de São João (Botafogo). No entanto, o projeto em execução prevê a configuração Jardim Oceânico - São Conrado - Antero de Quental - Jardim de Alah - Praça da Paz - General Osório 2.

O primeiro aspecto ressaltado pela ação diz respeito ao trecho Jardim Oceânico - Zona Sul, cujo projeto é diferente do licenciado. Segundo o promotor, a mudança afronta as normas ambientais e constitucionais.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MP pedirá paralisação das obras da Linha 4 do Metrô Rio

31/10/2011 - O Globo

DEFESA DE TRAÇADO ORIGINAL

RIO - A polêmica em torno da Linha 4 do Metrô - que já conta com mais de um quilômetro de escavações e ligará a Barra da Tijuca a Ipanema - está prestes a ganhar um novo capítulo. O Ministério Público estadual entrará na discussão ainda esta semana, quando o promotor Carlos Frederico Saturnino, da Primeira Promotoria de Tutela Coletiva do Meio Ambiente, vai apresentar uma ação civil pública pedindo a paralisação das obras.

Na segunda-feira, integrantes do movimento "O Metrô que o Rio Precisa" entregaram a Saturnino um documento assinado por 16 associações de moradores e pelo engenheiro de transportes Fernando Mac Dowell, pedindo providências ao órgão.

PROGRAMA DE FAMÍLIA: Obras da Linha 4 do metrô atraem visitantes na Barra da Tijuca

MUDANÇAS NA BARRA: Linha 4 do Metrô Rio passará por ponte suspensa por cabos para chegar à estação Jardim Oceânico

Saturnino disse que vai basear a ação em irregularidades no licenciamento ambiental emitido pelo Instituto do Meio Ambiente (Inea). Para o promotor, a licença foi obtida pela Secretaria estadual de Transportes em 2004 e, desde então, o projeto da Linha 4 passou por diversas alterações:

- Diante de tantas mudanças, as audiências públicas e os estudos de impacto não poderiam ser aproveitados. A ação será distribuída esta semana e exigirá a paralisação das obras, até que seja feito um novo licenciamento ambiental.

Saturnino afirmou ainda que as obras de construção da nova Estação General Osório, iniciadas em julho, estão sendo feitas com base no licenciamento emitido para a estação que já existe no local. Para o promotor, o projeto requer uma nova licença. Segundo ele, a estação foi prevista como término da Linha 1 e não teria como expandir unindo-se à Linha 4, o que exigiu as intervenções.

- Em Ipanema, o órgão ambiental adaptou uma licença que já estava pronta, sem fazer novas audiências públicas - afirmou o promotor. - A justificativa oficial para toda essa pressa em avançar com as obras é a agenda olímpica. No entanto, não é possível subordinar uma obra dessa importância e desse custo, que vai servir à população pelas próximas décadas, a um evento de alguns dias de duração.

Movimento enviou uma carta ao COI
O movimento" Metrô que o Rio Precisa" enviou uma carta ao Comitê Olímpico Internacional (COI) com as reclamações quanto ao traçado da Linha 4. Em sua resposta, o comitê informou que a obra não faz parte dos compromissos estabelecidos no caderno de encargos para o evento esportivo.

- Finalmente, o movimento ganhou apoio está tendo atenção de uma esfera que tem poder de decisão. É preciso interromper essa marcha de insensatez - disse a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que apoia o movimento.

A Secretaria estadual de Transportes enviou nota dizendo que as licenças para o trecho oeste da Linha 4 (Barra-Gávea) estão em vigor, assim como a autorização para a expansão da Estação General Osório, que, segundo o órgão, foi concedida na época da construção da estação original. Já a licença para a construção do trecho da Zona Sul está em processo de concessão, segundo a secretaria. Procurado, ontem à noite, o Inea não comentou a iniciativa do MP.

Associações de moradores da Zona Sul e da Barra iniciaram uma mobilização, no ano passado, em que defendem a Linha 4 original, que passaria por Jardim Botânico, Humaitá, Laranjeiras e Centro. O governo alega que o novo traçado atenderá a 240 mil pessoas por dia, o dobro de passageiros estimados para o percurso anterior. A Linha 4 passará pelo Jardim Oceânico, por São Conrado, pela Gávea e pelo Leblon.

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Joãohs 01/11/2011 - 01h 52m
asaqqq
Forlan_Uruguai 01/11/2011 - 01h 39m

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Artigo: A expansão do metrô no Rio

28/10/2011 - O Globo

Por Miguel Bahury e Carlos Theóphilo Souza e Mello

A partir da década de 50, com o advento da indústria automobilística, o Brasil adotou um modelo que privilegiou o transporte rodoviário em detrimento do transporte ferroviário. Em decorrência, a malha ferroviária do Brasil é de apenas 30 mil Km, inferior aos 48 mil km que os EUA possuíam em 1860, às vésperas da guerra de secessão.

No começo do século XX, o Brasil construía cerca de 570 km de ferrovia/ano e, entre 1970 e 2000, construiu apenas 40 km/ano. A 1ª ferrovia brasileira foi inaugurada em 1954 pelo Barão de Mauá, época em que começou a construção do Metrô de Londres, que viria ser inaugurado em 1863, e que hoje transporta 3 milhões passageiros/dia, 5 vezes mais que o nosso metrô.

Como trágica herança do modelo, ocorrem 50 mil mortes/ano nas estradas brasileiras, com um custo de R$ 22 bilhões/ano. Os acidentes de trânsito são o 2º maior problema de saúde pública e, a cada dois anos, o Brasil perde, com as vítimas, a mesma quantidade de pessoas que os americanos perderam em quase 12 anos de guerra no Vietnã.

Não se pode mais investir apenas em rodovias com soluções meramente paliativas de ônibus, como o BRT, como se fosse a panaceia do transporte urbano. Os que argumentam que o custo das rodovias é mais barato não observam que estes valores vão às alturas se considerarmos, além do custo de construção, os de manutenção, de policiamento, de engenharia de tráfego, de sinalização, de serviços de emergência, de poluição, dos veículos, dos congestionamentos e dos acidentes de trânsito.

Em consequência desse sistema equivocado, que contraria a política de transporte urbano adotada pelas principais cidades do mundo, os deslocamentos de toda a nossa região metropolitana passaram a ser completamente dominados por ônibus, que transportam apenas 12 mil passageiros/hora, em detrimento dos transportes de massa, trem e metrô, que transportam 40 a 60 mil passageiros/hora, com custos de manutenção substancialmente menores e que possibilitam um deslocamento mais rápido, seguro, confortável e sem poluição.

Na Região Metropolitana do Rio ocorrem 19,5 milhões viagens/dia, das quais 9,5 milhões por transporte coletivo, 3,3 milhões por transporte individual e 6,7 milhões de viagens/dia a pé, conforme o Plano Diretor de Transportes da Região Metropolitana.

Das 9,5 milhões de viagens/dia por transporte coletivo, os ônibus, que deveriam ser transporte complementar, respondem por 75% delas, as vans, por 15% e, pasmem, o metrô e os trens, juntos, por apenas 10%, transportando, respectivamente, apenas 600 mil passageiros/dia e 350 mil passageiros/dia. Enquanto isso, o Metrô de SP, que iniciou a construção na mesma época do Rio, em 1968, já transporta 3,6 milhões de passageiros/dia.

Diante desses dados inquietantes e inexoráveis, há que se construir urgentemente uma malha metroviária adequada no Rio. Com esse objetivo, o Clube de Engenharia, além do traçado em curso do governo estadual, via Ipanema-Leblon-Gávea-Jardim Oceânico, propõe, adicionalmente, as seguintes medidas:

1. concluir a ligação Estácio-Carioca-Barcas, prioritária desde os estudos iniciais do Metrô;

2. manter o trajeto original da Linha 4, com estações em Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra, ligação essencial diante da saturação do binário São Clemente-Voluntários da Pátria e da Rua Jardim Botânico;

3. construir a Estação Gávea em dois níveis para o cruzamento da linha 1 com a linha 4;

4. a Estação General Osório deve continuar a ser uma estação de passagem da Linha 1 em direção à estação Gávea e não ponto final de linha;

5. criar a Linha Circular (a exemplo de Londres), estendendo a Linha 1 da estação Gávea às estações Uruguai e Saens Peña, através de um túnel de 6 km de extensão.

Sem tais iniciativas para ampliar a oferta atual, há sérios riscos de o sistema manter-se ainda mais sobrecarregado, com atrasos, e sem atender a demanda adicional a ser gerada. Tais medidas, devidamente planejadas, evitariam os problemas da estação General Osório que, construída sem prever a expansão do sistema, terá que ser adaptada para estender a linha 1 à Barra, com elevados custos adicionais e com o fechamento da estação por 6 meses.

Não se pode desperdiçar esse momento histórico que antecede a Copa e as Olimpíadas para, finalmente, abandonar o atraso e dotar a cidade de uma rede imprescindível e moderna de transporte de massa.

Em complemento às medidas prioritárias acima, o Clube de Engenharia recomendou a elaboração dos seguintes estudos para futuras implantações:

1. expansão da Linha 4 (trecho de 6 km entre Jardim Oceânico e Alvorada) com vistas à implantação da estação Alvorada;

2. construção de uma nova Linha de Integração ligando Alvorada (Barra) à Cidade Universitária, utilizando-se a infraestrutura da Linha Amarela ou ao longo do traçado da Transcarioca, com estações em Jacarepaguá, Encantado, Inhaúma, Bonsucesso e Av. Brasil.

As alternativas acima, amplamente discutidas por dezenas de engenheiros e pela sociedade civil, certamente dotariam o Rio de um sistema metroviário à altura dos anseios e necessidades da população.

*Miguel Bahury é conselheiro do Clube de Engenharia; ex-secretário municipal de Transportes; ex-presidente do Metrô Rio e da CET-RIO. Carlos Theóphilo Souza e Mello é conselheiro do Clube de Engenharia e ex-presidente do Metrô Rio.




 Notícias da Imprensa

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Artigo: A expansão do metrô no Rio

28/10/2011 - O Globo

Por Miguel Bahury e Carlos Theóphilo Souza e Mello

A partir da década de 50, com o advento da indústria automobilística, o Brasil adotou um modelo que privilegiou o transporte rodoviário em detrimento do transporte ferroviário. Em decorrência, a malha ferroviária do Brasil é de apenas 30 mil Km, inferior aos 48 mil km que os EUA possuíam em 1860, às vésperas da guerra de secessão.

No começo do século XX, o Brasil construía cerca de 570 km de ferrovia/ano e, entre 1970 e 2000, construiu apenas 40 km/ano. A 1ª ferrovia brasileira foi inaugurada em 1954 pelo Barão de Mauá, época em que começou a construção do Metrô de Londres, que viria ser inaugurado em 1863, e que hoje transporta 3 milhões passageiros/dia, 5 vezes mais que o nosso metrô.

Como trágica herança do modelo, ocorrem 50 mil mortes/ano nas estradas brasileiras, com um custo de R$ 22 bilhões/ano. Os acidentes de trânsito são o 2º maior problema de saúde pública e, a cada dois anos, o Brasil perde, com as vítimas, a mesma quantidade de pessoas que os americanos perderam em quase 12 anos de guerra no Vietnã.

Não se pode mais investir apenas em rodovias com soluções meramente paliativas de ônibus, como o BRT, como se fosse a panaceia do transporte urbano. Os que argumentam que o custo das rodovias é mais barato não observam que estes valores vão às alturas se considerarmos, além do custo de construção, os de manutenção, de policiamento, de engenharia de tráfego, de sinalização, de serviços de emergência, de poluição, dos veículos, dos congestionamentos e dos acidentes de trânsito.

Em consequência desse sistema equivocado, que contraria a política de transporte urbano adotada pelas principais cidades do mundo, os deslocamentos de toda a nossa região metropolitana passaram a ser completamente dominados por ônibus, que transportam apenas 12 mil passageiros/hora, em detrimento dos transportes de massa, trem e metrô, que transportam 40 a 60 mil passageiros/hora, com custos de manutenção substancialmente menores e que possibilitam um deslocamento mais rápido, seguro, confortável e sem poluição.

Na Região Metropolitana do Rio ocorrem 19,5 milhões viagens/dia, das quais 9,5 milhões por transporte coletivo, 3,3 milhões por transporte individual e 6,7 milhões de viagens/dia a pé, conforme o Plano Diretor de Transportes da Região Metropolitana.

Das 9,5 milhões de viagens/dia por transporte coletivo, os ônibus, que deveriam ser transporte complementar, respondem por 75% delas, as vans, por 15% e, pasmem, o metrô e os trens, juntos, por apenas 10%, transportando, respectivamente, apenas 600 mil passageiros/dia e 350 mil passageiros/dia. Enquanto isso, o Metrô de SP, que iniciou a construção na mesma época do Rio, em 1968, já transporta 3,6 milhões de passageiros/dia.

Diante desses dados inquietantes e inexoráveis, há que se construir urgentemente uma malha metroviária adequada no Rio. Com esse objetivo, o Clube de Engenharia, além do traçado em curso do governo estadual, via Ipanema-Leblon-Gávea-Jardim Oceânico, propõe, adicionalmente, as seguintes medidas:

1. concluir a ligação Estácio-Carioca-Barcas, prioritária desde os estudos iniciais do Metrô;

2. manter o trajeto original da Linha 4, com estações em Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico, na Barra, ligação essencial diante da saturação do binário São Clemente-Voluntários da Pátria e da Rua Jardim Botânico;

3. construir a Estação Gávea em dois níveis para o cruzamento da linha 1 com a linha 4;

4. a Estação General Osório deve continuar a ser uma estação de passagem da Linha 1 em direção à estação Gávea e não ponto final de linha;

5. criar a Linha Circular (a exemplo de Londres), estendendo a Linha 1 da estação Gávea às estações Uruguai e Saens Peña, através de um túnel de 6 km de extensão.

Sem tais iniciativas para ampliar a oferta atual, há sérios riscos de o sistema manter-se ainda mais sobrecarregado, com atrasos, e sem atender a demanda adicional a ser gerada. Tais medidas, devidamente planejadas, evitariam os problemas da estação General Osório que, construída sem prever a expansão do sistema, terá que ser adaptada para estender a linha 1 à Barra, com elevados custos adicionais e com o fechamento da estação por 6 meses.

Não se pode desperdiçar esse momento histórico que antecede a Copa e as Olimpíadas para, finalmente, abandonar o atraso e dotar a cidade de uma rede imprescindível e moderna de transporte de massa.

Em complemento às medidas prioritárias acima, o Clube de Engenharia recomendou a elaboração dos seguintes estudos para futuras implantações:

1. expansão da Linha 4 (trecho de 6 km entre Jardim Oceânico e Alvorada) com vistas à implantação da estação Alvorada;

2. construção de uma nova Linha de Integração ligando Alvorada (Barra) à Cidade Universitária, utilizando-se a infraestrutura da Linha Amarela ou ao longo do traçado da Transcarioca, com estações em Jacarepaguá, Encantado, Inhaúma, Bonsucesso e Av. Brasil.

As alternativas acima, amplamente discutidas por dezenas de engenheiros e pela sociedade civil, certamente dotariam o Rio de um sistema metroviário à altura dos anseios e necessidades da população.

*Miguel Bahury é conselheiro do Clube de Engenharia; ex-secretário municipal de Transportes; ex-presidente do Metrô Rio e da CET-RIO. Carlos Theóphilo Souza e Mello é conselheiro do Clube de Engenharia e ex-presidente do Metrô Rio.

sábado, 29 de outubro de 2011

Novas rotas mudam a dinâmica do Rio

28/10/2011 - Valor Econômico

Enquanto o setor de cargas do Rio de Janeiro aguarda a definição de investimentos para viabilizar importantes projetos, o segmento de mobilidade urbana é impulsionado por obras na capital que visam a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de 2016. A principal é a expansão do metrô até a Barra da Tijuca, com custo previsto de R$ 7,2 bilhões, para atender demanda diária de 240 mil passageiros. "A ligação de metrô com a zona sul dará outra dinâmica à Barra e à cidade do Rio", ressalta o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio, Júlio Bueno.

Outro projeto importante é a construção da Linha 3 do metrô, ligando São Gonçalo e Niterói e integrado às barcas para o Rio, que movimentaria 350 mil passageiros por dia. O custo da obra e dos trens chegaria a R$ 2,5 bilhões. "Seria fundamental para suprir a demanda de passageiros gerada pela construção do Comperj, polo da Petrobras em Itaboraí", diz Bueno.

Para Fernando MacDowell, livre docente em engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e especialista em transporte público, os investimentos estão mal direcionados.

"Optaram por traçado linear para a ligação com a Barra, partindo de Ipanema, em vez de construir a Linha 4, integrada à principal, saindo de Botafogo", explica. "Com isso, se houver problema na linha, a cidade para." Novos trens comprados na China entram em operação em março.

Há novidades também para a rede ferroviária que atende o subúrbio e a Baixada Fluminense, que terá investimentos de R$ 2,4 bilhões do governo estadual e da concessionária Supervia para a compra de 90 trens com ar condicionado. "A primeira composição começa a rodar em dezembro", diz a gerente de marketing da Supervia, Débora Raffaeli. "E, em 2013, com a instalação do sistema de sinalização da Bombardier, vamos aumentar a eficiência da malha."

No setor de transporte de cargas, está em fase de avaliação a ligação do Porto do Açu, projeto da LLX no Norte Fluminense, à Ferrovia Centro-Atlântica, controlada pela Vale, e à malha da MRS Logística, cujo controle é do consórcio formado pela Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, a Usiminas e a própria Vale . Para a LLX, seria preciso ainda construir ramal de 40 km do Porto, em São João da Barra, a Campos, e reativar o corredor ferroviário litorâneo.

Vale e LLX assinaram memorando de entendimento para estudar a viabilidade do projeto. A ligação integraria o Complexo Industrial do Porto do Açu - cuja construção exigiria investimento de R$ 70 bilhões -, à malha ferroviária nacional, ligando o complexo industrial-portuário a São Paulo, Minas Gerais e outras regiões do país. "Isso permitiria a integração com o Pólo de Itaguaí", observa Bueno.

Segundo o coordenador do Centro de Estudos de Logística do Coppead, o instituto de pós-graduação e pesquisa em Administração da UFRJ, Peter Wanke, o projeto de conexão ferroviária do Porto do Açu faz sentido, pois consolidaria a área de influência do porto, estendendo-a para outras regiões.

domingo, 23 de outubro de 2011

sábado, 22 de outubro de 2011

Moradores de Ipanema fazem protestos contra a criação de estação de metrô

22/10/2011 - O Globo, Fabiola Gerbase (fabiola.gerbase@oglobo.com.br)

RIO - Moradores de Ipanema realizam um ato de protesto desde as 11h deste sábado, na Praça Nossa Senhora da Paz, contra a criação de uma estação de metrô no local. Cerca de 150 pessoas já passaram pela praça e deixaram o nome em um abaixo-assinado promovido pelos organizadores do protesto, membros do movimento Projeto de Segurança Ipanema.

Eles argumentam que duas estações - a já existente na Praça General Osório - e a que está prevista para o Jardim de Alah - são suficientes para o bairro e que a estação na Praça Nossa Senhora da Paz significaria a destruição do local e um grande impacto ambiental na região.
Um levantamento feito pelo Projeto de Segurança de Ipanema (PSI) apontou que a maioria dos moradores do bairro é contra a passagem do metrô por ali. No total, 1.168 habitantes votaram contra a construção da nova estação. Somente 123 moradores se mostraram a favor da novidade na praça.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Metrô do Rio quer operar nova linha em SP

20/10/2011 - O Estado de São Paulo

A Invepar, empresa que controla as duas linhas de metrô do Rio, procurou o governo do Estado para propor uma Parceria Público-Privada (PPP) para a construção da futura Linha 20-Rosa, que vai da Lapa, na zona oeste, a Moema, na zona sul, passando pela região da Avenida Brigadeiro Faria Lima. Com isso, a linha, estimada para receber 600 mil passageiros por dia, poderá sair antes do tempo previsto e deve ter as obras iniciadas em 2014.

A Invepar é formada por fundos de pensão (de funcionários do Banco do Brasil, da Petrobrás e outros) e pela construtora OAS. Ela enviou uma Manifestação de Interesse Privado (MIP) à Secretaria de Transportes Metropolitanos na semana passada. O documento está sendo avaliado pela Secretaria de Estado da Gestão Pública.

O MIP, entretanto, não é uma garantia de que a Linha 20-Rosa terá sotaque carioca. Segundo a regra das PPPs do Estado, o Metrô terá de informar o mercado sobre a proposta, por meio de um edital que deve ser publicado na semana que vem, e esperar por propostas de outros grupos.

O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, avalia que o processo de análise das propostas - tanto da Invepar quanto de eventuais outros interessados - só deve estar concluído em março de 2013. Depois, o vencedor terá de obter as licenças ambientais e fazer, com o Estado, as desapropriações necessárias para a construção da futura linha.

A Invepar diz pouco sobre seus interesses na linha. Em nota, o gerente de Comunicação da empresa, Gabriel Nogueira, diz apenas que "a Invepar acredita que o transporte metroferroviário é essencial para o crescimento ordenado das grandes cidades e o desenvolvimento do Brasil".

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Linha 4 do Metrô Rio será inaugurada no fim de 2015

05/10/2011 - Diário Democrático

A informação é do secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, que participou nesta quarta-feira (5), do primeiro painel do Exame Fórum Rio de Janeiro - Olimpíadas - estamos atrasados? -, no auditório da Bolsa do Rio, no Centro. A obra é a principal contribuição do Estado para a melhoria da malha viária da cidade em função do megavento.

Serão seis estações – de General Osório ao Jardim Oceânico, passando por Ipanema, Leblon, Gávea e São Conrado, construídas em menos de cinco anos. O desafio é grande porque os prazos são curtos. Não podemos perder um dia. O cronograma está em dia, mas não podemos atrasar, afirmou o secretárioao Ao lado do presidente do Conselho Público Olímpico, Henrique Meirelles, do presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Nuzman, e da presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques.

Se a Linha 4 causa alguma preocupação, as outras obras importantes a cargo do Governo do Estado para os Jogos não serão problema, segundo Fichtner. O Maracanã está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014 e será reinaugurado em fevereiro de 2013. O Estádio de Remo da Lagoa, pronto desde o Pan-Americano, precisará apenas de algumas obras secundárias complementares. No Maracanãzinho, onde serão disputadas as partidas de vôlei, não há necessidade sequer de melhorias. Reformado para o Pan de 2007, é o primeiro equipamento esportivo totalmente pronto para as Olimpíadas.

Na área de segurança pública, também responsabilidade do Estado, Fichtner disse que a meta é completar, até 2014, a pacificação das grandes comunidades dominadas por bandidos. No momento, há 17 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas e, ao final do projeto, serão 40. Ele também citou a construção do sofisticado e moderno Centro de Comando e Controle da Secretaria de Segurança, na Cidade Nova, e da Cidade da Polícia, em Manguinhos, como dois outros fatores decisivos para o fortalecimento do combate à criminalidade no estado. Ambas as obras serão inauguradas em meados de 2012.

O centro de comando vai reunir as forças policiais dos três níveis de governo que irão dispor de uma sala de crises, monitorando o estado inteiro. E a Cidade da Polícia vai reunir e integrar todas as delegacias especializadas, hoje espalhadas pela cidade, num só lugar, e num lugar dos mais conflagrados do Rio, dispondo de tecnologia de ponta. Este projeto será muito importante para a segurança dos Jogos, projetou Fichtner.

Por fim, outro desafio do Estado para as Olimpíadas, segundo o secretário, será completar o programa de saneamento do sistema lagunar da Barra e Jacarepaguá. Ele garantiu que em 2016 as lagoas já não estarão recebendo esgoto in natura. O próximo passo é assegurar recursos para fazer a dragagem das lagoas. Já estamos em negociações com o governo federal em busca de uma fonte de financiamento, revelou o secretário.

Os outros componentes do painel fizeram as apresentações das obras e projetos correspondentes. Todos, a exemplo do Estado, garantiram que a preparação em cada área está em dia e mostraram-se satisfeitos com o ritmo do trabalho. Apenas Nuzman apontou deficiência na área de serviços e de recursos humanos. Ao final, todos responderam a perguntas e esclareceram dúvidas da plateia.

Depois do almoço, o Fórum prosseguiu com os painéis Olimpíadas – As oportunidades de negócios para o setor privado e A revolução nos serviços, com a participação de autoridades e especialistas, como o secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Melo, o diretor de Inclusão Social e de Crédito do BNDES, Élvio Gaspar, e o professor da Fundação Getúlio Vargas, José Cezar Castanhar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Puxadinho do metrô é opção equivocada

25/09/2011 - O Globo

O governo do Rio de Janeiro já está tocando as obras de extensão do metrô do Rio até a Barra da Tijuca, a partir de Ipanema, uma das mais importantes intervenções urbanísticas da agenda do poder público com vistas às Olimpíadas de 2016. Tanto quanto movimentar máquinas e operários, também avança a polêmica sobre o traçado escolhido para a nova rede, mobilizando forças da sociedade contrárias ou favoráveis à opção em curso.

A necessidade de aumentar a malha metroviária é um consenso, em razão das demandas de transporte da Região Metropolitana - que, se não forem atacadas com profundas e estruturais transformações na política para o setor, inviabilizarão de vez o sistema viário fluminense. Mas, se esse é um ponto em que há concordância geral da sociedade, o mesmo não se pode dizer do projeto escolhido para esticar a malha da Zona Sul à Zona Oeste. As críticas ao programa de expansão são consistentes e deveriam ser levadas em conta.

Recentemente, o Clube de Engenharia integrou-se à lista de críticos do projeto. Em carta ao governador Sérgio Cabral, a entidade defendeu a ideia de se fazer a expansão com vistas ao futuro aproveitamento da estação da Gávea, a ser construída, como cruzamento entre a atual Linha Um e a Linha Quatro, tal como previsto inicialmente.

A proposta do Clube reflete uma preocupação que se baseia numa realidade visível na rotina de superlotação e atrasos do metrô carioca. Mas, em lugar de conceber o desenvolvimento da rede metroviária a partir da criação de novas malhas, com a estação Gávea construída em dois níveis, o governo estadual optou por fazer uma espécie de "puxadinho" da atual Linha Um até a Zona Oeste. Ou seja, quando começarem a rodar no novo trecho, os vagões do metrô, em vez de desafogar um sistema sobrecarregado, agregarão mais passageiros, pressionando a atual demanda, que já compromete a eficácia da rede em operação.

Perde-se assim a oportunidade única de, graças às bilionárias inversões financeiras na infraestrutura da cidade, estimuladas pelos Jogos de 2016, o Rio promover em seu sistema metroviário melhorias substanciais, projetadas para superar deficiências presentes e suportar previsíveis pressões de aumento no número de passageiros no futuro. Isso sem falar no aperfeiçoamento global do sistema de transportes, no trânsito e no crescimento ordenado da cidade, prometidos legados das Olimpíadas e preocupação primordial do movimento que levou à candidatura carioca junto ao COI.

O documento do Clube de Engenharia, formulado por uma entidade que congrega especialistas na matéria, sugere que se abandone a opção equivocada e se volte ao projeto original. Do ponto de vista técnico, é viável alterar a concepção do plano de expansão do metrô. E, do ponto de vista dos interesses da cidade, a mudança é um imperativo. Caso contrário, a extensão da rede até a Barra poderá passar como mera intervenção para atender a vinte dias de competições esportivas em 2016, e não para enfrentar demandas de pelo menos mais vinte anos à frente.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

TCU pode autorizar obra da Linha 3 do RJ até dezembro

18/09/2011 - O Fluminense

O Governo do Estado está em compasso de espera para iniciar as obras da Linha 3 do Metrô, entre Niterói e Itaboraí, sede do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), que será inaugurado em 2014. Tendo já obtido as licenças ambientais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), agora aguarda apenas a autorização do Tribunal de Contas da União (TCU), que deverá acontecer até dezembro.

“Já adequamos a obra ao que o TCU tinha pedido. Entregamos também as exigências de contrapartidas financeiras do Estado”, informou o vice-governador e coordenador de Projetos e Obras de Infraestrutura do Estado, Luiz Fernando de Souza, o Pezão.

O investimento será de cerca de R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 400 milhões provenientes da Petrobras. O trajeto inteiro, com 37 quilômetros e 16 estações, será dividido em dois trechos: o primeiro, que liga Niterói a São Gonçalo, com 23 quilômetros e o segundo, com 14, que segue até Itaboraí, com uma parte feita por rodovia. Do primeiro, 18,8 quilômetros de vias serão elevadas e 4,2 quilômetros em superfície.

A Linha 3 beneficiará a população de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que somam 1,7 milhão de habitantes, como mostra vídeo elaborado pelo governo. Transportará 350 mil passageiros por dia. A primeira estação é a Araribóia, no Centro de Niterói, onde será construído um terminal intermodal – o maior do Brasil, em área de 24 mil metros quadrados – projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que será também estação de ônibus e de barcas, com capacidade para 650 mil passageiros por dia.

De Araribóia, a via passará sobre os acessos à Ponte Rio-Niterói. A segunda estação, no Barreto, será construída numa estação de trem desativada, que será revitalizada. No local será construído um pátio para pequenos serviços de manutenção dos vagões do metrô.

Todas as estações terão elevadores para portadores de deficiência, escadas rolantes e saídas de emergência. Com a Linha 3, o tempo de viagem de Itaboraí ao Rio de Janeiro, que hoje é de duas horas, vai reduzir para apenas 40 minutos. O custo da viagem, hoje calculado em R$ 5 em passagens de ônibus, será de apenas R$ 3, o preço do bilhete do metrô.

A Estação de Guaxindiba terá ligação para os municípios de Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Magé. Lá também haverá outro pátio para serviços de manutenção dos vagões. Em Itambi, distrito de Itaboraí, será feita uma via de acesso para transporte de cargas pesadas em direção ao Comperj. A última estação será a de Visconde de Itaboraí, próximo ao Complexo Petroquímico.

Segundo a Secretaria de Obras, o trecho que incluía um túnel subterrâneo atravessando a Baía da Guanabara pelo metrô ligando Niterói à Estação da Carioca, no Centro do Rio, foi descartado projeto por ser muito caro.

sábado, 17 de setembro de 2011

Novo prazo para a entrega dos trens do metrô

17/09/2011 -

Os novos trens começarão a ser testados apenas a partir de março do ano que vem

A chegada dos novos trens do metrô, prevista para agosto de 2010 e depois alterada para dezembro deste ano, teve um novo atraso. Agora, a primeira unidade chegará apenas em fevereiro do ano que vem, segundo o “RJ TV”, da Rede Globo. De acordo com a concessionária Metrô Rio, a empresa chinesa que fabrica os veículos pediu mais prazo porque peças de origem japonesa tiveram a entrega afetada pelo terremoto ocorrido no país em junho.

Com a alteração no cronograma, os novos trens começarão a ser testados apenas a partir de março do ano que vem.

— A partir de março, teremos quatro trens sendo testados simultaneamente. Acredito que em setembro do ano que vem seis já estejam em condições de operar — disse ao “RJ TV” Joubert Flores, diretor de Relações Institucionais do Metrô Rio.

Ao todo, serão novos 19 trens, com 117 vagões. Ontem, a Secretaria estadual de Transportes afirmou que pedirá punição rigorosa se confirmado o atraso. No ano passado, o governador Sérgio Cabral pediu à agência que regula os transportes no Rio que punisse a concessionária. A Agetransp informou ter multado em maio o Metrô Rio em R$374 mil. A concessionária recorreu.

Fonte: O Globo/RJ
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Linha 4: Clube de Engenharia pede ao governo mudança no traçado

O Globo, Renata Leite, 13/set

Enquanto as obras da Linha 4 do Metrô avançam na Barra e em São Conrado, a polêmica em torno do projeto ganha novas adesões. O Clube de Engenharia debateu o traçado apresentado pelo estado durante os últimos meses e elaborou uma carta, enviada ao governador Sérgio Cabral, em que sugere prolongamentos para as linhas para formar uma rede metroviária na cidade. Em outra frente, a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que faz parte do movimento "O metrô que o Rio precisa", recolheu assinaturas de 12 parlamentares, entre vereadores e deputados, num documento que reivindica mudanças no projeto.

Andrea critica a falta de transparência dos planos do estado, que até o momento não apresentou os estudos de impacto e viabilidade econômica. O resultado dos estudos levou o governo estadual a modificar o desenho original, que passaria por bairros como Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras. O projeto atual da Linha 4 cruza o Leblon e Ipanema. Em sua carta, o Clube de Engenharia também pede o acesso à pesquisa do traçado da linha e a todas as informações relativas à futura expansão da rede.

Miguel Bahury, ex-presidente do Metrô e atual conselheiro do Clube de Engenharia, diz que precisaria ter acesso aos estudos para entender o cálculo que levou o governo a optar pelo atual projeto.

Segundo a Secretaria de Transporte, o novo traçado da Linha 4 do metrô atenderá a 240 mil pessoas diariamente, o dobro do estimado para o percurso anterior. O órgão afirma através de nota, que os estudos coordenados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) serão apresentados à sociedade, no site do órgão, mas não define um prazo ou uma previsão para isso.

Tanto o Clube de Engenharia quanto o movimento "O metrô que o Rio precisa" defendem a criação de uma malha metroviária. Os grupos argumentam que a construção da Linha 4 como extensão da Linha 1 - como o governo vem implantando - resultaria em vagões ainda mais lotados, já que somaria à atual demanda passageiros da Barra e de São Conrado. Segundo eles, uma divisão na estação da Gávea, com traçados se dirigindo para o Jardim Botânico e para o Leblon, solucionaria o problema.

- Não somos contra o projeto do governo, mas não se pode ignorar o projeto original, porque a malha atual não suporta mais passageiros. Acredito ser viável construir a Linha 4 e prolongar a Linha 1 até as Olimpíadas, como a nossa proposta na carta - disse Bahury.

O presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico, Alfredo Piragibe, concorda com a proposta do Clube de Engenharia. Ele também integra o movimento "O metrô que o Rio precisa".

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Linha 3 do Metrô do Rio fica pronta até 2014

05/09/2011 - O Fluminense

A Linha 3 do metrô - que ligará Niterói, São Gonçalo e Itaboraí - será construída até 2014 e representará o primeiro percurso intermunicipal feito por este meio de transporte no estado. Com uma estação projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Linha 3 vai atender 1,7 milhão de moradores e servirá a 350 mil passageiros por dia.

O investimento na obra será de cerca de R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 400 milhões oriundos da Petrobras. O trajeto inteiro, com 37 quilômetros e 16 estações, será divido em dois trechos: o primeiro, que liga Niterói a São Gonçalo, e o segundo que segue até Itaboraí, com uma parte feita por rodovia.

A primeira estação, Arariboia, terá cerca de 24 mil metros quadrados e vai integrar barcas, metrô e ônibus, tornando-se a maior estação intermodal do Brasil e a primeira a contar com uma saída hidroviária. O projeto, que será do arquiteto Oscar Niemeyer, fará parte do Caminho Niemeyer. A segunda parada do trajeto será a Jansen de Melo. Depois, para dar lugar à Estação Barreto, será revitalizada a antiga gare ferroviária, assim como seu entorno. Ao lado da estação, um grande pátio será utilizado para manobras.

terça-feira, 16 de agosto de 2011




Governo do Rio dá início às escavações da estação do Metrô de São Conrado
Publicado: terça-feira, 16 de agosto de 2011
Governador Sérgio Cabral em visita as obras do metrô na Barra da Tijuca


O Governo do Estado iniciou, nesta segunda-feira (15), uma das mais importantes fases da expansão do metrô para a Barra da Tijuca, a detonação para as escavações da estação São Conrado.

Os trabalhos em São Conrado estarão concentrados na execução do túnel de serviço, que terá extensão de 195 metros e profundidade de até 15 metros abaixo do nível da rua. Segundo o governador Sérgio Cabral, não há, no mundo, um túnel metroviário tão longo quanto o que será construído, com cinco quilômetros.

"É um sonho desafiador, de mobilidade, que vai ser um grande legado que as Olimpíadas deixarão para a população. Essa obra estava prevista há 13 anos e nós conseguimos tirá-la do papel. Quem vai ganhar com isso não é só o morador da Rocinha, de São Conrado, da Barra da Tijuca, de Ipanema e do Leblon, mas todo o Rio. Não há nenhum túnel metroviário com cinco quilômetros de extensão no mundo, e o túnel que vai ligar a Barra da Tijuca à estação São Conrado tem essa extensão.", disse o governador.

As detonações para as escavações acontecem de três a quatro vezes por dia, entre 8h e 18h. Duzentos operários irão trabalhar no local. Atualmente, o projeto da Linha 4 gera 1.500 empregos diretos e indiretos, número que chegará a 2.300 no pico das obras do trecho. Segundo o secretário de Transportes, Julio Lopes, está sendo feito o possível para que os transtornos sejam os menores para a população.

A previsão é que todo o túnel de serviço seja escavado até dezembro de 2011 e já em janeiro de 2012 sejam iniciadas as escavações do túnel de via. A expectativa da Secretaria de Transportes é de que, em um mês, as escavações avancem em média 5 metros ao dia, utilizando 500 kg de explosivos por detonação. Segundo um estudo de demanda realizado pelo Estado, a estação São Conrado receberá em média 36 mil pessoas por dia.

Linha transportará 240 mil passageiros por dia

Com a linha de 14 quilômetros de extensão, os cariocas levarão 35 minutos do centro do Rio à Barra da Tijuca. A Linha 4 terá seis estações, passando pelos bairros de São Conrado, Gávea, Leblon e Ipanema. Com a ampliação, o metrô do Rio poderá transportar 240 mil passageiros por dia. As obras, que custarão R$ 5 bilhões, serão entregues em 15 de dezembro de 2015.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nova Frente de Serviço na Linha 4

15/08/2011 - O Globo

RIO - A abertura da Linha 4 do Metrô entra nesta segunda-feira em uma nova etapa. Está prevista para esta tarde a primeira detonação para as escavações da estação de São Conrado. De acordo com a Secretaria estadual de Transportes, responsável pela administração das obras, a ligação entre o bairro e a Barra da Tijuca ganhará mais agilidade, uma vez que passará a ser aberta em dois sentidos. A explosão deve ser acompanhada pelo governador Sérgio Cabral e pelo secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, que, antes, farão uma visita ao canteiro de obras da Barra da Tijuca.

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MUDANÇAS PREVISTAS: Linha 4 do Metrô Rio passará por ponte suspensa por cabos para chegar à estação Jardim Oceânico

A secretaria de Transportes afirmou que o cronograma do projeto, que já conta com um quilômetro de túneis escavados na Barra, está adiantado em um mês. Afirmou ainda que, até o final do ano, os trabalhos em São Conrado estarão concentrados na execução do túnel de serviço, que terá extensão de 195 metros e profundidade de até 15 metros abaixo do nível da rua. A partir de hoje, serão de três a quatro detonações diárias, entre 8h e 18h. Para dar conta do trabalho inicial, o Consórcio Construtor Rio Barra destacará 200 operários. A previsão é que todo o túnel de serviço seja escavado até dezembro de 2011 e, já em janeiro de 2012 sejam iniciadas as escavações do túnel de via.

A expectativa do governo é de que dentro de um mês as escavações avancem em média 5 metros ao dia, utilizando 500 quilos de explosivos por detonação. O estudo de demanda indica que a estação São Conrado terá uma média de circulação diária de 36 mil pessoas por dia. Segundo o projeto, a Linha 4 do metrô terá uma extensão de 14 quilômetros, e passará por seis estações, ao longo dos bairros da Barra, São Conrado, Gávea, Leblon e Ipanema. O governo diz ainda que a Linha será integralmente entregue para o início dos testes operacionais em 15 de dezembro de 2015.

A secretaria de Transportes afirma que os moradores de São Conrado e da Rocinha poderão tirar dúvidas sobre o desenvolvimento da obra na Central de Atendimento montada pelo Governo do Estado no canteiro, na Estrada da Gávea 600, ou pelo e-mail - atendimento.ccrb@ccrblinha4.com.br.

domingo, 14 de agosto de 2011

Rio abre nova frente de obras da Linha 4 do Metrô

14/08/2011 - Agencia Rio

Rio abre nova frente de obras da Linha 4 do Metrô

Da Redação

O Governo do Estado abre uma nova frente de obras da Linha 4 do Metrô, nesta segunda-feira (15), quando será feita a primeira detonação para as escavações da estação São Conrado. Instalado em fevereiro deste ano, o canteiro chega a uma de suas fases mais importantes, o início da execução dos túneis.

Com um mês à frente de seu cronograma, as obras da Linha 4, administradas pela Secretaria Estadual de Transportes, já contam com 1km de túneis escavados na Barra da Tijuca. Esta nova etapa dará ainda mais agilidade ao desenvolvimento do projeto, já que os túneis da passarão a ser abertos em dois sentidos.

MS

sábado, 30 de julho de 2011

Metrô do Rio realiza mega simulação de acidente neste sábado

29/07/2011 - O Dia

O Metrô-Rio realiza este treinamento preventivo uma vez ao ano, para capacitar a equipe da empresa a atuar em situações de emergência como acidentes e incêndio com vítimas.

Rio - O Metrô-Rio fará uma mega simulação de acidente neste sábado, dia 30, das 10h às 11h30, no elevado (ponte em arco) que fica entre as estações São Cristovão e Cidade Nova, em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a CET-Rio. A circulação de trens não será afetada, já que o trecho não funciona nos fins de semana. Para evitar o pânico, serão emitidos avisos sonoros nas estações das Linhas 1 e 2. Estarão envolvidas na ação 110 pessoas entre agentes de segurança, engenheiros e técnicos. O trânsito nas ruas próximas não sofrerá alterações.

No exercício, o trem usado sairá da Estação Maracanã às 9h50. Durante a ação, dois carros da composição serão destinados para colaboradores voluntários que interpretarão as vítimas e os outros quatro serão ocupados por convidados. O trem ficará parado no elevado, entre as estações São Cristovão e Cidade Nova, para simular uma situação de incêndio com feridos. Máquinas de fumaça darão mais realismo ao ensaio. Após 10 segundos, por meio do acionamento do dispositivo de emergência, o condutor será notificado do incêndio e avisará o Centro de Controle de Tráfego, que tomará todas as decisões e acionará o socorro. Acionados, os bombeiros vão sair do quartel de Vila Isabel e farão o deslocamento até o ponto da simulação.

O Metrô-Rio realiza este treinamento preventivo uma vez ao ano, para capacitar a equipe da empresa a atuar em situações de emergência como acidentes e incêndio com vítimas.

Fonte: Jornal O Dia/RJ
 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Metrô ganha monitores em estações para alertar sobre lotação

População pode ver movimentação nas plataformas e optar ou não pelo embarque

26/07/2011 - R7
  
A concessionária Metrô Rio investiu em novos equipamentos e instalou monitores nas estações, com o objetivo de informar à população sobre como está o movimento nas plataformas.

A empresa quer diminuir as lotações e melhorar o serviço. Segundo o gerente Joubert Flores, a iniciativa vai facilitar a vida do usuário.

- O compromisso que nós temos é informar em qual situação está o sistema, cheio demais ou não, para dar o direito de escolha às pessoas, até a expansão da frota.

De acordo com Flores, o sistema já oferece todos os carros disponíveis e, enquanto não houver mais composições, não há como aumentar a oferta.

Para ele, qualquer ajuda, sugestão ou informação do usuário é importante e passa pelos funcionários da concessionária.

- Nós analisamos toda informação que recebemos, seja através de SAC, twitter ou qualquer meio e, dentro das possibilidades, procuramos implementá-las no sistema. Em relação aos intervalos praticados, são os menores possíveis, de acordo com o número de trens disponíveis. Até ano que vem, quando houver expansão da frota, não há como aumentar lugares.

R7
 

Moradores do Leblon reclamam das obras da linha 4 do metrô

26/07/2011 - R7

Trabalhadores começam a ampliar estação General Osório

As obras da linha 4 do metrô avançaram para uma nova etapa, que é a ampliação da estação General Osório, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Apesar das melhorias e progresso, alguns moradores não concordam com a expansão.

O fato de haver um transporte rápido passando por bairros nobres da cidade causa polêmica. Os moradores do Leblon, na zona sul, não querem que o metrô passe pelo bairro. Segundo o presidente da Associação de Proprietários de Prédios, o local é muito pequeno e já tem uma infraestrutura de transporte público satisfatória.

- o Leblon é um bairro atípico, por ser muito pequeno, e já é muito bem atendido pela integração.  Para ir ao centro, há a integração que nos leva para Ipanema, em pouquíssimos minutos, ou para Botafogo. Se vier a estação Gávea, melhor ainda.

A linha 4 vai ligar Ipanema até a Barra da Tijuca, na zona oeste, e terá 14km de extensão. Ao longo do trajeto, surgirão seis novas estações: Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental; no Leblon, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.

A estimativa é que 240 mil pessoas se desloquem todos os dias pelo novo trecho.

Assista ao vídeo:

25/07/2011 - R7