terça-feira, 31 de agosto de 2010

Rio inicia detonações na rocha para abertura da Linha 4 do metrô

31/08/2010 - Transporte Idéia

A Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro e o Consórcio Rio Barra darão início, nesta quarta-feira, à série de detonações na Pedra do Focinho do Cavalo, que integra o Maciço da Tijuca.

O procedimento faz parte das obras de construção da Linha 4 do metrô, que vai ligar a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, a Ipanema, na zona sul da cidade. Esta primeira etapa do trabalho resultará na abertura do túnel de serviço para a construção da galeria principal, por onde vão circular os carros do metrô.

Para garantir a segurança total durante as detonações e a integridade dos imóveis no entorno, todas as normas e processos de segurança foram rigorosamente tomados. Antes de cada explosão, será emitido um alerta sonoro com três toques de sirene, e um quarto toque sinalizará o termino da operação, que acontecerá até duas vezes por dia, entre 8h e 18h.

Para diminuir os transtornos no trânsito, na hora das explosões o tráfego de veículos e de pedestres ficará interrompido, por dois minutos, na altura do número 750 da Estrada da Barra, em frente às duas pontes sobre o Canal da Barra.

A Secretaria de Transportes instalou placas com informações sobre os procedimentos e agentes de trânsito estarão no local para orientar motoristas e moradores.

As primeiras detonações consumirão cerca de 25 quilos de explosivos cada, aumentando gradativamente conforme avançarem os trabalhos. O túnel de serviço terá 300 metros de comprimento por 8m de altura e 8m de largura.

Os trabalhos serão acompanhados por técnicos especializados e monitorados por aparelhos sismográficos, que vão medir as vibrações provocadas pelas explosões no maciço. Quem passa pelo local já pode observar o tratamento que foi feito em cerca de 700 m² de encosta, que recebeu 300 chumbadores metálicos (barras de aço, fincadas na rocha) para garantir a estabilidade do maciço.

Metrô Rio receberá trens chineses no final de 2011


29/08/2010 - Extra Online

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Trens do Metrô Rio sendo produzidos na fábrica da CNR, em Changchun, China. Foto:Marcelo Dias/Extra
A previsão para os passageiros da Linha 2 é a de uma viagem com temperatura amena, a 23C, com livre circulação de ar e de usuários por toda a composição. No papel, o projeto dos 19 novos trens encomendados pelo Metrô Rio à chinesa Changchun Railway Vehicles (CNR) impressiona. Cada um terá seis vagões (totalizando uma compra de 114 carros), com um sistema de ar-condicionado 33% mais potente do que o atual capaz de manter a refrigeração com as portas abertas e — mais importante — suportar e resolver um problema crônico que se arrasta desde a inauguração do trajeto, em 1981: o do calor provocado pela incidência do sol sobre a lataria.
Dos 600 mil passageiros do metrô, 143 mil viajam pela Linha 2 — cujos trens não têm ar-condicionado projetado para tolerar a violência dos raios solares na superfície. A solução, porém, chegará 30 anos depois, no fim de 2011, quando o primeiro dragão desembarcar no Rio.
Os novos trens serão de aço inoxidável, com duas faixas negras e ar futurista. Cada um a US$ 1,3 milhão. Só a refrigeração vale US$ 200 mil — dando uma dimensão do desafio para acabar com o calorão interno. O investimento total é de US$ 148,2 milhões.
Circulação entre vagões
Os trens podem levar 1.800 pessoas com liberdade para circular entre os carros. Os vagões não terão portas divisórias, sendo ligados por um corredor, permitindo que o usuário enxergue toda a composição sem se sentir confinado em um ambiente fechado.
A sensação de espaço também será maior no vagão. Para facilitar a circulação interna, os assentos de fibra serão longitudinais, isto é, paralelos ao corredor, seguindo uma tendência mundial, liberando mais lugares para quem viajar em pé.
Escolha pela internet
Além disso, haverá um toque do próprio usuário na decoração. O Metrô Rio realizará um concurso em setembro, pela internet, para que o público escolha a cor dos bancos: azul; inox, com divisórias vermelhas; e inox e azul, com divisões verdes. Os trens terão ainda um quê multinacional, com refrigeração da Sigma Coachair (Austrália), motor da Melco (Japão), carroceria da CNR e design francês.
Gigante ferroviário
Instalada no nordeste da China, a 700 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, a CNR foi indicada ao Metrô Rio pelo Mass Transit Railway (MTR), de Hong Kong, considerado o melhor operador desse tipo de transporte do mundo. A grandiosidade da fábrica chinesa é espantosa. Enquanto a brasileira Embraer possui 54.607 metros quadrados de área construída, ela conta com 1,75 milhão de metros quadrados. A capacidade de produção é de 2.500 trens por ano. Para isso, a CNR tem 10 mil empregados, sendo 2 mil engenheiros.
— Fornecemos 97% dos trens comprados para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 — gaba-se o gerente-geral Lu Xiwei. — Temos encomendas da Austrália, do Paquistão, do Irã e de Hong Kong, inclusive do trem-bala para Xangai.
— Ampliamos a fábrica e pretendemos participar do projeto do trem-bala brasileiro — revela o diretor de marketing da CNR, Zhang Peng.
O projeto do Metrô Rio tem 700 páginas e é supervisionado pelo MTR, contratado por US$ 10 milhões para assessorar os cariocas. Pelo cronograma, os testes de 10 mil quilômetros com a primeira composição começarão em outubro de 2011, numa pista construída especialmente para a encomenda brasileira.
Estado canibalizou 88 vagões
Com a compra dos 114 vagões, o Metrô Rio aumentará sua frota em 63%. Quando todos estiverem circulando, o tempo de espera será de dois minutos, segundo a concessionária, no trecho entre a Central do Brasil e Botafogo. Uma curiosidade histórica, no entanto, mostra que todo o drama enfrentado pelos cariocas poderia ter sido evitado.
Pelo contrato firmado pelo governo estadual com a Mafersa, em 1975, deveriam ter sido construídos 270 vagões. Mas só 136 foram feitos até 1998. Neste ano, o governo recuperou peças e, hoje, o Metrô Rio opera com 182. Assim, 88 foram canibalizados para $o sistema entre 1979 e 1998, ano da privatização.
Enquanto os trens chineses não chegam, os passageiros da Linha 2 conviverão com os atuais. O presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, espera que o calor nos vagões seja amenizado neste verão, com a reforma do sistema de refrigeração.
— Contratamos uma consultoria para isso porque esses trens nunca foram projetados para isso. Mais de um terço da frota já teve o sistema de refrigeração trocado para um mais potente, semelhante ao dos novos trens. Gastamos R$ 20 milhões nesse projeto. Até outubro, essa revisão deve estar concluída — diz.
Após a entrega dos 19 trens, o Metrô Rio tem a opção de compra para outros 19 pelo mesmo preço: US$ 1,3 milhão por vagão. Se a segunda encomenda for confirmada, essa leva reforçará a Linha 1, com vistas à sua ampliação para a Barra da Tijuca.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Av. Presidente Vargas terá faixa interditada nesta sexta

26/08/2010 - 15h51   26/08/2010 15:51:17

Da Redação = Agencia Rio
A Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro, terá
 uma faixa interditada nesta sexta-feira (27) para a conclusão
de obras junto à passarela de pedestres em frente ao prédio
 da Prefeitura. As obras fazem parte da implantação da Estação
Cidade Nova, do metrô.
Segundo portaria da Coordenadoria de Regulamentação e
Infrações Viárias, a interdição se dará em uma faixa de
rolamento na pista lateral, sentido Centro-Zona Norte.
Com isso, duas faixas ficam livres ao tráfego. A mudança
atende a um pedido da direção do metrô.
(MG)

Av. Presidente Vargas terá faixa interditada nesta sexta

     
26/08/2010 - 15h51   26/08/2010 15:51:17

Da Redação = Agencia Rio
A Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro, terá uma faixa interditada nesta sexta-feira (27) para a conclusão de obras junto à passarela de pedestres em frente ao prédio da Prefeitura. As obras fazem parte da implantação da Estação Cidade Nova, do metrô.
Segundo portaria da Coordenadoria de Regulamentação e Infrações Viárias, a interdição se dará em uma faixa de rolamento na pista lateral, sentido Centro-Zona Norte. Com isso, duas faixas ficam livres ao tráfego. A mudança atende a um pedido da direção do metrô.
(MG)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

10/08/2010 15h57 
Secretaria remove construção irregular em via férrea de São Gonçalo
Por Secretaria de Transportes


Técnicos da Secretaria Estadual de Transportes removeram, nesta segunda-feira (09/08), uma construção irregular que obstruía uma parte da linha férrea que abrigará a Linha 3 do metrô. Em uma operação rápida, o concreto que cobria a via férrea no bairro de Neves, em São Gonçalo, foi retirado ainda pela manhã.

A secretaria contou com o apoio dos moradores que entenderam a importância de manter a linha férrea desobstruída e, na quinta-feira (05/06), começaram a remover partes da construção. Com a cooperação dos moradores, coube à secretaria retirar o concreto que escondia uma parte dos trilhos. O secretario estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues, acompanhou a operação e pediu à população que continue colaborando para manter a área limpa.

- Nesta operação contamos com a compreensão dos moradores que entenderam a necessidade de manter a faixa de domínio desobstruída. A Linha 3 será uma obra que vai beneficiá-los e sabemos o quanto eles querem o metrô. Por isso, explicamos a importância da ajuda deles para manter a via limpa – disse o secretário estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues.

Para evitar a reincidência desses problemas e o surgimento de novas ocupações, a Secretaria Estadual de Transportes, através do programa Rio Estada da Bicicleta, estudará a possibilidade da instalação de uma ciclovia ao longo da linha férrea. Assim, a via será mantida limpa e a população poderá aproveitar a ciclovia para chegar mais rápido ao trabalho ou à escola, para se exercitar e as crianças poderão usar o espaço com segurança.

- Uma ciclovia nesta área seria ótimo, facilitaria muito nossa vida e seria um meio de transporte mais rápido para fazer pequenos percursos – vibra José Luis dos Santos, morador da região.

A Secretaria de Transportes faz manutenções periódicas ao longo do leito da via férrea. Entre maio e junho deste ano, foi feita uma intensa limpeza ao longo de todo trecho ferroviário entre Niterói e Guaxindiba, de aproximadamente 21 km, serviço no qual foram utilizados retroescavadeira e roçadeiras manuais devido à quantidade de lixo e entulho que se encontrava na linha do trem. Durante 30 dias de trabalho, foram retirados da área 200 metros cúbicos de material jogado na linha do trem.

A Linha 3 do metrô será composta de 14 estações que ligarão Niterói a São Gonçalo. O percurso, que atualmente é feito em 1h25m no horário do rush, será feito em apenas 20 minutos com a nova linha. 

Fonte Sectran RJ
29 de junho de 2010, às 11h00min

O metrô que o Rio precisa

O PODER EMANA DO POVO E EM NOME DELE DEVE SER EXERCIDO Governador CABRAL. Os bairros envolvidos no novo traçado que o Estado propõe devem ser ouvidos ! ! ! Assim é que se valoriza a DEMOCRACIA ! ! !

Tamanho do texto:
Senhor Governador SÉRGIO CABRAL FILHO, Membros, Assinantes, Visitantes da Ouvidoria da Barra e Moradores em geral,

Inicialmente queremos agradecer seu empenho pelo início das obras da tão sonhada LINHA 4 do METRÔ. Agradecemos também o cumprimento da promessa que nos foi efetuada com relação ao início das obras pela Barra da Tijuca. A promessa de serem ouvidas as comunidades dos bairros envolvidos muito nos agradou da mesma forma que desejamos lhe transmitir nossa posição com relação ao traçado proposto pela Secretaria de Estado de Transportes, para seu total e pleno conhecimento:
 Dia 22 estivemos reunidos com as associações de moradores da Gávea, Ipanema, Leblon e também Copacabana para ouvirmos esclarecimentos do Governo do Estado sobre o METRÔ LINHA 4.
 VAMOS AOS FATOS REAIS COM NOSSAS S.M.J. PLAUSÍVEIS COLOCAÇÕES:
A linha 4 do metrô foi licitada em 1998 e previa a ligação do Jardim Oceânico com o Morro de São João (junto ao Shopping RIO SUL - Botafogo). O custo desse trajeto seria, em valores atualizados, de aproximadamente R$ 2.8 BILHÕES que seriam assumidos pelo consórcio vencedor, respectivamente, 55% e 45% pelo Governo do Estado que representam em números atuais, aproximadamente R$ 1,5 BILHÕES para a Consórcio e R$ 1,3 BILHÕES para o Governo do Estado.
Observa-se que o custo, incluindo-se todas as obras, trilhos, estações e equipamentos de sinalização e vagões, pelo projeto original, representaria o custo aproximado de R$ 175 MILHÕES POR QUILÔMETRO ! ! ! Hoje, com a intenção de modificar o traçado da Gávea para a Zona Sul, obrigará aos usuários da Barra a percorrer 15 estações para chegar à Estação Carioca. Essa alteração de traçado (por sinal ainda não totalmente definido) atingirá o montante de R$ 5 BILHÕES DE REAIS, conforme afirmado na reunião pelo representante do Governo, isso sem contatar prováveis problemas com as estruturas de sustentação dos prédios existentes no traçado da Gávea para a Zona Sul em função das perfurações ocorrem em terreno totalmente arenoso que é muito mais dispendioso. Particularmente, duvido que não ultrapasse os R$ 6 BILHÕES ! ! ! Esse trajeto proposto pela Secretaria de Estado de Transportes representará um custo por QUILOMETRO, de aproximadamente R$ 400 MILHÕES !!Acontece que o traçado da Gávea para Zona Sul não atenderá às necessidades dos moradores da Barra, Recreio, Jacarepaguá e adjacências que como já afirmei, percorrerão 15 estações para chegar ao centro do Rio (Estação Carioca) além da necessária BALDEAÇÂO na Gávea poisas bitolas das LINHAS 1 e 2 são diferenciadas. Ratificando nossa colocação, o representante do Governo do Estado confirmou que 85% dos moradores oriundos da Barra e Recreio se destinam ao centro da cidade. Alegou ainda, erroneamente, que a demanda de passageiros da Barra era de 100 mil passageiros quando só os condomínios da Barra e Recreio, que possuem transporte comunitário, têm juntos, mais de 100 mil usuários e com o crescimento de inúmeras unidades residenciais, tanto na área da Barra como Recreio e Jacarepaguá suplantará em muito a demanda altamente crescente nos próximos 4 anos . Outro agravante que vai tornar ainda mais caótico a saída e entrada da Barra é a intenção de construírem um TERMINAL RODOVIÁRIO no Jardim Oceânico no antigo MOTEL MAXIM que representaria uma despesa adicional de desapropriação acima de R$ 20 MILHÕES DE REAIS. O que queremos,  REPITO, que representa um custo menor e atende satisfatoriamente as necessidades dos moradores de nossa região e dos bairros envolvidos é o seguinte traçado: ALVORADA -N.IPANEMA(BarraShopping)- MARAPENDI - J.OCEÂNICO - SÃO CONRADO - GÁVEA - HUMAITÁ - LARANJEIRAS - CARIOCA O Terminal Alvorada comportaria, os ônibus de integração oriundos de Jacarepaguá, Recreio e Baixada, além da futura LINHA 6 que prevê a ligação da Barra com o Aeroporto TOM JOBIM, passando por Jacarepaguá, Madureira e Penha e que sequer foi elaborado o edital de licitação. No nosso modesto ponto de vista, s.m.j. torna-se prioritária a execução das LINHAS RADIAIS que é o caso do traçado por nós pleiteado, acima descrito. No trecho por nós sugerido algumas relevantes colocações: A Estação Nova Ipanema seria para atender não só os moradores do Condomínio Nova Ipanema, e frequentadores do Barrashopping bem como os inúmeros condomínios densamente povoados do Parque das Rosas e Centro Empresarial dentre outros, enquanto a estação Marapendi se destinaria a atender moradores da ABM, AMAPLUC e usuários do Downtown, Cittá América e Bon Marché além dos grandes condomínios das imediações.
Com os prováveis R$ 5 BILHÕES que o Governo do Estado quer investir no traçado atualmente proposto, daria para atender à demanda de nossa região com sobras e sem provocar o desconforto aos moradores da Zona Sul que certamente pegariam os vagões completamente lotados nos horários de rush quando podem, comodamente, utilizar vagões de final de linha, vazios, na estação General Ozório. Conforme afirmativa do representante do Governo do Estado, na reunião realizada, 85%(oitenta e cinco por cento) dos usuários oriundos da Barra da Tijuca se destinam ao Centro da Cidade. Àqueles que quiserem vir da Zona Sul à Barra, ou vice-versa, que sejam atendidos por microônibus do sistema de integração. Afinal de contas, a Gávea não fica tão distante de Ipanema para justificar um investimento tão alto de perfuração na areia. Confiantes na sua intenção de ouvir os anseios; como afirmamos anteriormente; contamos com bom senso e coerência de V.Excia, no sentido de atender nossa modesta sugestão que; com certeza; atenderia os desejos latentes da grande maioria da população dos bairros envolvidos.
Paulo Bittencourt
Ouvidoria da Barra

 "Lembre-se, todos nós tropeçamos, não há como evitar. Por isso é um alívio andarmos de mãos dadas." (Emily Kimbrough)
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 “Todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Região da estação de metrô Cidade Nova será urbanizada

INFRAESTRUTURA


Publicada em 06/08/2010 às 16h23m
O Globo - 06/08/2010
    RIO - A região do entorno da estação de metrô Cidade Nova, na Avenida Presidente Vargas, será urbanizada pela concessionária Metrô Rio. Além da estação e de uma passarela de acesso - que já estão em construção - a área ganhará, também, um jardim e uma praça para a população. A empresa investirá no total R$ 80 milhões, incluindo a urbanização, as obras do metrô e da passarela.
    A nova estação deve ser inaugurada em outubro, quando todo o complexo estiver pronto, em perfeita condição de funcionamento e atendimento ao público. Ela já está sendo preparada para permitir a futura ligação com a Rodoviária Novo Rio e com a Estação da Leopoldina, possível terminal do trem de alta velocidade (TAV) que ligará o Rio a São Paulo.
    A passarela que liga a Prefeitura à nova estação teve sua obra prolongada a pedido da prefeitura, a fim de reduzir o impacto no trânsito da Avenida Presidente Vargas, que precisaria ser interditada em vários horários para a instalação de cinco elevadores de acesso para deficientes e pessoas com dificuldade de locomoção. Com o novo cronograma, as interdições na via acontecerão na maioria das vezes de madrugada, sem prejudicar o tráfego de carros e ônibus durante o dia.

    terça-feira, 3 de agosto de 2010

    Rio 2016: entrega do metrô Barra-Zona Sul antes das Olimpíadas só com verba em caixa, dizem especialistas

    LINHA 4


    Publicada em 02/08/2010 às 23h02m
    Luiz Gustavo Schmitt - O Globo - 02/08/2010
      RIO - O compromisso de entregar as obras de expansão do metrô da Zona Sul à Barra da Tijuca antes dos Jogos Olímpicos de 2016, firmado pelo governo do estado com o Comitê Olímpico Internacional (COI), tem prazo muito apertado, na avaliação de especialistas consultados pelo GLOBO. Para o engenheiro de transportes da UFRJ Geovani Manso, a promessa do estado de entregar as obras até dezembro de 2015 demonstra "falta de conhecimento técnico". Ele disse que o prazo para construção de duas estações de metrô leva, em média, oito anos.
      - Sinceramente, desconheço a tecnologia que permita a conclusão de uma obra desse porte num período tão curto. Se a obra começasse hoje, levaria ainda oito anos para ficar pronta - afirmou.
      Para Lerner, benefícios importam mais que prazos
      O arquiteto e urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner concorda que o prazo de entrega das obras é apertado, mas acha que é possível cumpri-lo.
      - É possível fazer, mesmo com o prazo apertado, desde que os projetos estejam prontos e os recursos à disposição - disse, ponderando que, no caso do metrô até a Barra, a data de entrega das obras deixa de ser importante. - O relevante mesmo serão os benefícios que a população vai receber em termos de mobilidade e deslocamento na cidade.
      Por meio de nota, a assessoria de imprensa do governador Sergio Cabral argumentou que o paradigma de que o estado não cumpre prazo já foi "quebrado", tendo em vista a conclusão da estação General Osório, entregue no cronograma previsto de três anos.
      Leia a íntegra desta reportagem em O Globo digital (disponível somente para assinantes).

      http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/08/02/rio-2016-entrega-do-metro-barra-zona-sul-antes-das-olimpiadas-so-com-verba-em-caixa-dizem-especialistas-917303999.asp

      segunda-feira, 2 de agosto de 2010

      Rio 2016: entrega do metrô Barra-Zona Sul antes das Olimpíadas só com verba em caixa, dizem especialistas

      LINHA 4


      Publicada em 02/08/2010 às 23h02m
      Luiz Gustavo Schmitt - 02/08/2010 - O Globo
        RIO - O compromisso de entregar as obras de expansão do metrô da Zona Sul à Barra da Tijuca antes dos Jogos Olímpicos de 2016, firmado pelo governo do estado com o Comitê Olímpico Internacional (COI), tem prazo muito apertado, na avaliação de especialistas consultados pelo GLOBO. Para o engenheiro de transportes da UFRJ Geovani Manso, a promessa do estado de entregar as obras até dezembro de 2015 demonstra "falta de conhecimento técnico". Ele disse que o prazo para construção de duas estações de metrô leva, em média, oito anos.
        - Sinceramente, desconheço a tecnologia que permita a conclusão de uma obra desse porte num período tão curto. Se a obra começasse hoje, levaria ainda oito anos para ficar pronta - afirmou.
        Para Lerner, benefícios importam mais que prazos
        O arquiteto e urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner concorda que o prazo de entrega das obras é apertado, mas acha que é possível cumpri-lo.
        - É possível fazer, mesmo com o prazo apertado, desde que os projetos estejam prontos e os recursos à disposição - disse, ponderando que, no caso do metrô até a Barra, a data de entrega das obras deixa de ser importante. - O relevante mesmo serão os benefícios que a população vai receber em termos de mobilidade e deslocamento na cidade.
        Por meio de nota, a assessoria de imprensa do governador Sergio Cabral argumentou que o paradigma de que o estado não cumpre prazo já foi "quebrado", tendo em vista a conclusão da estação General Osório, entregue no cronograma previsto de três anos.
        Leia a íntegra desta reportagem em O Globo digital (disponível somente para assinantes).

        domingo, 1 de agosto de 2010

        Metrô: R$ 1 milhão para usuários

        31.07.10 às 01h39

        Concessionária já depositou o valor para cobrir indenização a passageiros. Saiba como provar que foi prejudicado
        O Dia - POR DIEGO BARRETO
        Rio - Usuários do metrô que comprovarem judicialmente que sofreram danos morais e materiais por causa de superlotação, atraso e outros problemas na prestação do serviço receberão uma compensação financeira. A concessionária Metrô Rio depositou R$ 1 milhão, junto ao Juízo da 6ª Vara Empresarial da Capital, para custear as indenizações. A quantia ficará à disposição da Justiça pelo prazo de dois anos.
        Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
        Superlotação é uma das principais queixas dos passageiros de metrô, que desde dezembro acumula problemas | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
        De acordo com o promotor Carlos Andresano, da Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público (MP), o depósito não exime a Metrô Rio da responsabilidade de manter a qualidade do serviço. “O depósito dessa quantia faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com a concessionária. O objetivo é garantir que haja dinheiro para o pagamento de possíveis indenizações. Quem já teve o dano reconhecido judicialmente, ou vier a ter, receberá as indenizações. Mas, caso a concessionária deixe de prestar um bom serviço ainda poderá sofrer multas”, explica o promotor.

        O advogado especialista em Direito do Consumidor, José Roberto de Oliveira, explica que para entrar com pedido de danos o passageiro precisa ter sofrido algum tipo de prejuízo material ou moral: “O simples fato de ter ficado na estação ou vagão superlotado não configura o dano”.
         
        A assinatura do TAC entre o Metrô Rio e o MP aconteceu em 30 de março, após sucessão de problemas. Só serão aceitos pedidos para uso do fundo para cobrir danos causados até essa data. A ação do MP foi publicada por O DIA, com exclusividade, em 21 de fevereiro. A crise no sistema metroviário começou em dezembro, com a inauguração da Linha 1A que permitiu a conexão direta das Linhas 1 e 2. Superlotação dos vagões e estações, atrasos e falta de sinalização foram alguns dos problemas enfrentados pelos usuários desde então.

        Segundo o Metrô Rio, o TAC assinado com o MP está sendo integralmente cumprido.

        Como recorrer à justiça

        QUEM PODE

        Consumidores que sofreram prejuízos materiais, como atraso no trabalho, perda de negócios, consultas médicas perdidas mas pagas. Ou danos emocionais, como humilhação decorrente de atraso em compromissos, e problemas de saúde decorrentes do sufoco sofrido no metrô.

        COMO PROVAR O DANO


        Para ingressar com o pedido de danos materiais é importante ter provas do prejuízo. Vale registro de ocorrência policial — caso tenha sido feita —, depoimento de testemunhas, fotos, atestado médico comprovando problemas de saúde em decorrência dos danos sofridos, declaração de atraso no trabalho, recibos de pagamento de consultas, entre outros.

        VARA CÍVEL 


        Consumidores que tiveram prejuízos estimados em mais de 40 salários mínimos (R$ 20.400) devem entrar com ações em uma das varas cíveis. É necessário contratar advogado. Quem não pode pagar, deve procurar a Defensoria Pública.

        JUIZADOS ESPECIAIS


        Ações por danos inferiores a 40 salários mínimos devem, preferencialmente, ser abertas nos Juizados Especiais Cíveis, onde o processo é simplificado, mais rápido, e dispensa advogado.

        Metrô: Cabral enfatiza que estudo da FGV é só sobre a 2ª etapa das obras; propostas de associações de moradores estão fora de análise técnica

        TRANSPORTES


        Publicada em 31/07/2010 às 23h46m
        O Globo - 31/07/2010
          RIO - O governador Sérgio Cabral enfatizou neste sábado que o estudo contratado à Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a expansão do metrô até a Barra refere-se apenas ao trecho entre a Gávea e a Praça General Osório, em Ipanema. Esse trecho, segundo o governo do estado, é uma segunda etapa das obras iniciadas em março, com escavações no Maciço da Tijuca. Segundo Cabral, as obras da Linha 4, entre o Jardim Oceânico, na Barra, e a Gávea, têm projeto executivo e licenciamento ambiental, e podem ser tocadas junto com o estudo da FGV sobre o trecho Gávea-Ipanema. O trecho em análise pela FGV deverá ser implantado como uma expansão da Linha 1 e se encontraria com a Linha 4 na Gávea.
          Jamais no meu governo eu começaria uma obra sem projeto
          - Jamais no meu governo eu começaria uma obra sem projeto - disse Cabral durante uma caminhada pela Saara, cumprindo agenda de campanha.
          O governo estadual argumentou que, por ser uma obra de grande porte, a implantação do metrô costuma ser feita por etapas, dando prazo mais largo de trabalho no detalhamento de novos trechos.
          Em nota, o estado descartou a possibilidade de o estudo da FGV levar em conta uma proposta que vem sendo discutida por associações de moradores da Zona Sul e da Barra, num grupo batizado de "O metrô que o Rio precisa". Conforme O GLOBO mostrou neste sábado , as associações defendem que, na Barra, o metrô seja estendido ao Terminal Alvorada (com estações nas imediações do Canal de Marapendi e do condomínio Nova Ipanema) e, a partir da Gávea, que o trajeto siga por Humaitá, Botafogo, Laranjeiras e Centro (terminando na Estação Carioca). Segundo o estado, no entanto, nada impede que, no futuro, os trechos sejam contemplados.
          É preciso ter clareza de custos, de quantas pessoas irão usar essa linha e qual é o impacto ambiental disso
          O início das obras da Linha 4 sem detalhamentos de estudos sobre a expansão da Linha 1, contudo, foi criticado por parlamentares e especialistas. Vice-governador na gestão de Marcelo Alencar (1995-98), quando foi feita a concorrência original da Linha 4, ligando a Barra a Botafogo, o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB) disse achar temerário que o estado tenha iniciado as escavações sem que todos os estudos e projetos estejam concluídos.
          - Eu acho o trajeto pela Zona Sul viável e não sou contra o metrô para a Barra. Mas é preciso ter clareza de custos, de quantas pessoas irão usar essa linha e qual é o impacto ambiental disso. Metrô se viabiliza com gente entrando e saindo da estação. Inverteram as coisas - criticou.
          Já o engenheiro de transportes Fernando McDowel, que coordenou a implantação da Linhas 1 e 2 do metrô, diz que o estudo da FGV deveria contemplar a demanda e a operação não apenas do trajeto proposto pelo estado, mas também do traçado original da Linha 4 (Botafogo-Jardim Oceânico).
          - É preciso saber a melhor solução entre as duas linhas. Mesmo porque a demanda do trecho Zona Sul já foi contabilizada por mim no ano passado, num estudo encomendado pelo governo federal. E chegamos ao número de cerca de 183 mil pessoas por dia a mais no metrô, se ele passar pela Zona Sul.
          Segundo o estado, a ligação Gávea-Botafogo atenderia 110 mil pessoas por dia, enquanto a alteração do traçado para Gávea-General Osório ampliaria o uso do metrô para 230 mil pessoas por dia.